terça-feira - 26/07/2022 - 11:32h
Mossoró

Nova torre de telefonia celular amplia cobertura de vasta zona rural

Nova torre beneficia moradores e segmento de agronegócio (Foto: cedida)

Nova torre beneficia moradores e segmento de agronegócio (Foto: cedida)

O Ministério das Comunicações instalou torre de telefonia celular na comunidade rural do Jucuri, localizada às margens da BR-405, saída para o Alto Oeste do RN. A iniciativa veio de pedido do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), ao ministro dessa pasta, o deputado federal licenciado Fábio Faria (PL).

Jucuri é uma das comunidades mais populosas de Mossoró. O município tem a maior extensão territorial do RN, com 137 aglomerados rurais.

No ano passado, o ministro Fábio Faria esteve em Mossoró e entregou a torre de telefonia móvel da Maísa, também solicitação de Allyson.

Economia

Nessa estada dele, houve igual pedido do executivo para atendimento ao Jucuri, apelo feito por residentes através do líder comunitário Vladimir Tavares.

Essas comunidades – que também são polos do agronegócio regional – aguardavam o benefício há quase 30 anos.

A fruticultura irrigada é uma das forças-motrizes da economia e a comunicação é um elemento imprescindível.

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terça-feira - 26/07/2022 - 10:48h
Evento

Feira de Mulheres Empreendedoras e Artesãs será sábado

VISITE A FEIRA 2No próximo sábado (30), o Hotel Villa Oeste em Mossoró abrigará a 1ª Feira de Mulheres Empreendedoras e Artesãs (FEMEA). Começa às 13 horas, com entrada gratuita.

O evento contará com mais de 50 mulheres expositoras, com destaque para o artesanato, culinária, apresentações culturais e música ao vivo.

A iniciativa é do Grupo Mulheres e Cia, que prepara espaço para divulgação, conhecimento e negócios, além de outras atrações:

– Apresentação de teatro com o Pessoal do Tarará;

– Atrações musicais com Mizael Gurgel, Dayane Nunes e Cryslene Saraiva;

– Palestras educativas;

– Sorteio (basta doar um pacote de absorvente e você já vai concorrer a vários sorteios)

– Haverá uma mesa solidária, da Casa de Apoio ao Portador de Câncer, com vendas de itens do seu bazar, ticket da campanha Mac dia feliz e muito mais!

Saiba mais informações no Instagram @mulherese.cia

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terça-feira - 26/07/2022 - 09:40h
Apoio

Petras Vinícius reforça campanha de Rafael Motta

O ex-vereador Petras Vinícius (sem partido), militante de causas sociais, anunciou agora pela manhã (terça-feira, 26) o seu apoio à postulação do deputado federal Rafael Motta (PSB) ao Senado.

Petras e Rafael tiveram encontro hoje pela manhã em Natal (Foto: redes sociais)

Petras e Rafael tiveram encontro hoje pela manhã em Natal (Foto: redes sociais)

“Rafael é um sopro de esperança na política do Rio Grande do Norte. Não podemos perder a chance de garantir no Senado uma voz tão atuante pelo nosso Estado”, comentou.

“A conversa que tivemos hoje (em Natal) foi decisiva para reforçar meu apoio a ele já nessa fase de pré-candidatura. Deixei clara a necessidade de mais leis que garantam melhores condições na vida das pessoas que precisam ser incluídas com qualidade e plenitude na sociedade”, reforçou.

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segunda-feira - 25/07/2022 - 16:24h
Ministério Público

Denúncia de 10 vereadores oposicionistas contra Allyson é arquivada

A titular da 19ª Promotoria de Justiça da Defesa do Patrimônio Público e Tutela de Fundações da Comarca de Mossoró, Patrícia Antunes Martins, determinou arquivamento de procedimento protocolado sob o número 02.23.2039.0000030/2022-44 (veja AQUI). A demanda foi provocada (número 2837968) por todos os dez vereadores da oposição contra o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). Arquivado

Os parlamentares agiram em pleno Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2022. Na representação, eles formularam denúncia com vários pedidos, como de proibição do executivo ter seu nome citado na festa, mesmo sob organização da municipalidade.

Expectativa era de desencadear uma Ação Civil Pública (ACP) da promotoria, capaz de emparedá-lo por improbidade administrativa e outros atos lesivos à coisa pública. Até mesmo havia interesse ousado de paralisação do MCJ 2022.

Agradecimento

Na apreciação da promotora, ela lembrou que recomendação emitida à ocasião, plenamente seguida pelo gestor e prefeitura, deixou evidente não ter ocorrido “irregularidade que enseje a adoção de outras medidas além das já adotadas”. Enfim, “não há justa causa” para ajuizar ACP.

Allyson falou em algumas ocasiões da festa em agradecimento aos artistas locais e de fora, exaltação ao trabalho de seguranças, saúde e outros servidores públicos, além de agradecer visitantes.

Os autores da representação contra o prefeito foram os vereadores Cabo Tony Fernandes (Solidariedade), Carmem Júlia Montenegro (MDB), Larissa Rosado (PSDB), Marleide Cunha (PT), Pablo Aires (PSB), Francisco Carlos (Avante), Isaac da Casca (MDB), Lamarque Oliveira (PSC), Paulo Igo (Solidariedade) e Omar Nogueira (Patriotas).

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segunda-feira - 25/07/2022 - 12:02h
Poesia

Em casa, Caio César Muniz caminha à Academia de Literatura de Cordel

Caio nasceu em Iracema, mas desde 1992 vive e atua em Mossoró e RN na área cultural (Foto: redes sociais)

Caio nasceu em Iracema, mas desde 1992 vive e atua em Mossoró e RN na área cultural (Foto: redes sociais)

Radicado em solo potiguar desde 1992, o poeta cearense Caio César Muniz, de Iracema, praticamente construiu sua carreira literária no Rio Grande do Norte. Autor de vários títulos, entre poesias, crônicas e trabalhos de cunho histórico e literatura de cordel, o poeta terá nesta segunda-feira (25) a oportunidade de mostrar seu trabalho e fixar sua arte em seu estado natal.

Caio, que também é presidente da Academia Iracemense de Letras e Artes, será sabatinado com vistas a integrar o corpo de acadêmicos da Academia Cearense de Literatura de Cordel (ACLC), criada em agosto do ano passado e atualmente com 50 imortais.

A sabatina com Caio acontece nesta segunda à partir das 16h.

A ACLC é presidida pelo poeta Charles Melo.

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segunda-feira - 25/07/2022 - 11:26h
Majoritária

Avante, de Jorge do Rosário, se inclina para apoio à Fátima Bezerra

Jorge é candidato a deputado estadual (Foto: Avante)

Jorge é candidato a deputado estadual (Foto: Avante)

O Avante vai anunciar até à próxima sexta-feira (29) quem apoiará ao Governo do RN.

Tendência que tenha inclinação para o nome da governadora Fátima Rosado (PT), que busca a reeleição.

O partido é comandado no Rio Grande do Norte pelo empresário e ex-candidato a vice-prefeito de Rosalba Ciarlini (PP) nas eleições de 2020 – Jorge do Rosário.

Ele é candidato a deputado estadual, o que já tentara sem êxito em 2018.

O partido realizou sua convenção na última quinta-feira (21), com chapas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa (veja AQUI).

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domingo - 24/07/2022 - 14:28h

Irresignação perdoada – O Júri de Jararaca

Por Honório de Medeiros

No dia 9 de junho de 2017, a partir das nove horas da manhã, no Fórum Municipal de Mossoró, atuei como advogado de defesa no júri simulado sob a presidência do juiz Breno Valério Fausto de Medeiros, que julgaria José Leite Santana (1901-1927), o notório cangaceiro Jararaca.

Era a comemoração do aniversário da resistência de Mossoró ante o ataque do bando de Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938), o Lampião. A acusação ficou a cargo do advogado Diógenes da Cunha Lima.

Terminados os trabalhos, o Conselho de Sentença houve por bem inocentá-lo por seis votos a um. Segue, abaixo, o texto que norteou minha participação.

Júri de Jararaca aconteceu em 2017 em sala de julgamentos da justiça local (Arquivo)

Júri de Jararaca aconteceu em 2017 em sala de julgamentos da justiça local (Arquivo)

Esta é uma história de perdão, não de julgamento. “Quem tudo compreende, tudo perdoa”, disse-nos Tolstoi, citando Spinoza. Antes, entretanto, peço permissão às senhoras e aos senhores para mergulhar nas águas do meu próprio passado, pois foi aqui mesmo, nesta Mossoró libertária, que eu nasci e cresci, ao lado da Igreja de São Vicente.

Ali ficava a casa de Rodolpho Fernandes, depois a de Alfredo Fernandes e, em frente, a dos Hollanda. Do lado, a de Joaquim Perdigão. Atrás, a de Pacífico Almeida. No final, a de Ezequiel Fernandes. Era o chamado Bairro Novo, escassamente povoado. A todas essas casas dominava a Igreja, à sombra da qual jogávamos bola e brincávamos de bandeirinha, no mesmo chão que foi pisado pelos cangaceiros, dentre eles José Leite de Santana.

Por que estiveram ali? Por que atacaram Mossoró? Compilei quatro teorias.

José Leite de Santana é fundamental para que se entenda a quarta teoria. José Leite de Santana, Ferrugem e Mormaço disseram que Lampião nunca pensou em invadir Mossoró. José Leite de Santana abriu o jogo para Lauro da Escócia. José Leite de Santana quis falar com Rodolpho Fernandes e não deixaram. José Leite de Santana por isso mesmo foi morto.

Mas, como falar em José Leite de Santana sem falar no cangaço? Como falar no cangaço sem falar da época na qual o cangaço aconteceu? Como falar daquela época sem recordar as condições de vida do sertanejo nordestino, fonte de onde o cangaço emanou? Como falar dessa fonte sem entender a crucial diferença entre os resignados e os que não se submeteram? Como abordar essa questão sem perceber que dentre os que não se submeteram estão aqueles que tomaram o caminho do mal, enquanto outros, o do bem? Como não compreender que nem sempre a opção pelo caminho do mal foi algo ao qual se pudesse resistir, tamanha a incapacidade de se ter, nas próprias mãos, o próprio destino?

Esses são os outsiders, os irridentes, os insubmissos, os irresignados, os diferentes, os revolucionários. Esses são o sal da terra, para o bem ou para o mal. Trágico quando é para o mal, como no caso de José Leite de Santana; sublime, quando o é para o bem, como no caso de tantos aos quais devemos nosso avanço enquanto espécie.

O cangaço é a história de rebeldes. Podemos subjugar rebeldes. Podemos condenar rebeldes. Podemos matar rebeldes. Mas não podemos impedir que a memória de suas existências acicate o nosso repouso envergonhado. O cangaço é a história de homens que resolveram se vingar; de homens que não aceitaram serem escravos; de homens que optaram por sobreviver sem lei e sem rei, nos mesmos moldes dos desbravadores dos nossos sertões, numa liberdade absoluta, uma liberdade de fera, a liberdade da qual nos falou Hobbes em “O Leviatã”.

O cangaço foi o último suspiro dos desbravadores do Sertão, aqueles mesmos que disputaram a terra com os índios ferozes, palmo a palmo, sangue a sangue, numa guerra contínua e esquecida do resto do mundo. A guerra dos bárbaros.

José Leite de Santana foi assim. Percebemos isso em seu olhar na célebre fotografia tirada na prisão em Mossoró. Passei muito tempo olhando para a fotografia. Ali não estava apenas o olhar de quem está ferido. Ali estava, muito mais que isso, o olhar de quem foi subjugado à força, mais uma vez. É o olhar de uma fera de quem tiraram sua liberdade. É o olhar de quem vai morrer.

Jararaca teve "pena de morte" decretada e terminou sendo executado (Foto: reprodução)

Jararaca teve “pena de morte” decretada e terminou sendo executado (Foto: reprodução)

José Leite de Santana já nasceu subjugado, e contra essa subjugação lutou até o último instante: nasceu bastardo, pobre, preto e desvalido. Um infame. Infame antes mesmo de ser um homem mal. Não se trata de dizer que o meio fez a escolha dele. Não podemos cair nessa armadilha. Ele escolheu seu caminho. Outros fizeram opções diferentes. O comum dos mortais escolheu vergar sob o peso da escravidão diária. Pagou por isso. Mas antes mesmo da escolha, o destino já o tinha jogado na lata de lixo dos dejetos humanos.

Como julgar José Leite de Santana com os nossos olhos? Um homem que não tinha o que comer, se não chovesse, e não chovia; não tinha médico; não tinha dentista; não tinha transporte; não tinha estudo; não tinha dinheiro; não tinha passado, não tinha presente, não tinha futuro, não tinha nada.

Pois foi este homem, refugo da vida, que nos permitiu levantar um pouco a cortina, o véu que esconde a verdade dos fatos, morreu violentamente e o povo o transformou em herói e o santificou. Herói porque ousou a coragem da loucura ou a loucura da coragem de viver sem lei e sem rei, os últimos deles. Santo porque intercede, lá entre os acolhidos pela infinita bondade de Deus, pelos que sofrem, para assim purgar as dores que causou neste mundo de miséria e sofrimento.

Não é possível ver-se nas intercessões dessa alma torturada a quem o julga lá no Alto, em defesa dos que ficaram para lhes minorar a dor, um pedido de perdão por todo o sofrimento que causou quando vivo.

Não é ele um dos cainitas, dos quais nos falou Herman Hesse, um dos escolhidos por Deus para ser as trevas que valorizarão a luz? Por que não podemos perdoá-lo, se perdoamos São Paulo, padre Cícero, Santo Agostinho, Maria Madalena, São Longino, o chefe dos soldados romanos que, no caminho para a crucificação de Jesus, perfurou o peito dele com uma lança?

Somente a Santa Igreja pode, pelo Princípio Petríneo das Chaves, dizê-lo oficialmente santo. Mas assim como padre Cícero, para o povo, ele já o é. Se o condenamos hoje, condenamo-lo novamente; se o absolvemos estamos a ele ofertando o nosso perdão.

Jararaca: morte em Mossoró (Foto: reprodução)

Jararaca: morte em Mossoró (Foto: reprodução)

RECONSTITUAMOS OS ÚLTIMOS DIAS DE JOSÉ LEITE SANTANA: 13 de junho, final da tarde: é ferido; 14 de junho, pela manhã: é traído por Pedro Tomé; à tarde: concede a célebre entrevista a Lauro da Escócia para o jornal “O Mossoroense”; o ordenança do sargento Kelé tenta lhe arrancar o dedo, para ficar com um anel; 15 de junho: identifica os cangaceiros na foto de José Octávio; 16 de junho: o tenente Laurentino de Moraes viaja para Natal; 17 de junho: o tenente Laurentino volta de Natal; 18 de junho: o laudo cadavérico é assinado pelo Juiz Eufrásio Mário, pelo tenente Laurentino de Moraes e por Dr. João Marcelino; 19 de junho: manda pedir para falar em particular com Rodolpho Fernandes; 20 de junho, naquela noite tenebrosa, às 23 horas, mais ou menos, é assassinado sob a vista dos tenentes Laurentino de Moraes, Abdon Nunes e João Antunes; sargentos Pedro Sylvio, João Laurentino Soares, Eugênio Rodrigues; cabos José Trajano e Manoel; soldados Militão Paulo e João Arcanjo; e pelo motorista Homero Couto.

Coube aos soldados o trabalho sujo, como coube quando mataram Lampião, na degolação de Maria Bonita ainda viva. As volantes eram semelhantes ou piores que os cangaceiros.

Dirá depois Luiz da Câmara Cascudo: “Ferido de morte, acuado como uma fera entre caçadores, impassível no sofrimento, imperturbável na humilhação como fora em sua existência aventurosa e abjeta, herói-bandido, toda a valentia física e a resistência nervosa da raça de índios e dominadores dos sertões, reviviam nele, empoçado no sangue, vencido e semimorto. Aquela força maravilhosa, orientada para o crime, dispersava-se lentamente…”.

Absolvamos o cangaço e perdoemos José Leite de Santana. Ou, melhor, perdoando José Leite de Santana, absolvamos o cangaço.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
sábado - 23/07/2022 - 10:38h
Mateus-Ingryd

Sejam felizes, então!

Baixou minha porção Ivonete de Paula (in memoriam), amiga e companheira inesquecível de redação; grande repórter social. Vou tentar caprichar na postagem. Preste atenção aí de cima, “De Paula”. O.K?

Mateus e Ingryd casam-se à noite deste sábado em Mossoró (Foto: cedida)

Mateus e Ingryd casam-se à noite deste sábado em Mossoró (Foto: Waltemberg)

Alegria por passar mais uma boa notícia.

Casam-se neste sábado (23), às 19h30, na Capela de São Vicente em Mossoró, os médicos Ingryd Leite Lacerda de Medeiros e Mateus Silveira, filhos respectivamente de Eudson Lacerda-Ilza Leite e Inavan Lopes Silveira-Joseane Fernandes.

Vindos de boa origem e pelo muito que transpiram de comunhão, parabenizo-os pelo “sim” de hoje, há muito fixado no “nós”, como laço, e não apenas um pronome. Sem partes, vocês são uno. Indivisíveis.

Sejam felizes, então!

Amém!

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sexta-feira - 22/07/2022 - 22:38h
Em Natal

União Brasil confirma vice de Fábio Dantas para disputa ao governo

Em reunião em sua sede no RN, em Natal, nesta sexta-feira (22), o União Brasil anunciou o nome do ex-prefeito assuense Ivan Júnior (União Brasil) como vice, para chapa ao Governo do RN do ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade). O presidente estadual da legenda, ex-senador José Agripino, apresentou a posição do partido.

União Brasil anunciou o vice para chapa de Fábio Dantas em sua sede (Foto: redes sociais)

União Brasil anunciou o vice para chapa de Fábio Dantas em sua sede (Foto: redes sociais)

A convenção partidária que vai oficializar o vice, aliança e chapas proporcionais do União Brasil acontecerá na sede do América Futebol Clube, em Natal, às 10 horas do próximo dia 28 (quinta-feira da próxima semana).

No evento de hoje, houve a presença do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (SDD), prestigiando a chapa a ser oficializada ainda em convenções partidárias.

Até o momento, ele só tinha declarado apoio e anunciado publicamente seus nomes a deputado estadual e federal, respectivamente o ex-vereador Jadson Rolim (Solidariedade) e o atual presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (Solidariedade).

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
sexta-feira - 22/07/2022 - 13:16h
Sem forças

Beto Rosado ‘dá’ partido a Fábio Dantas, mas ele e seu grupo o evitam

Do Blog Saulo Vale

O deputado federal Beto Rosado confirmou ao Blog Saulo Vale na manhã desta sexta-feira (22), que o seu partido – o Progressistas – deve se coligar com o Solidariedade.

Beto Rosado afirmou que não haverá apoio a qualquer nome ao governo (Foto: redes sociais)

Beto Rosado afirmou que não haverá apoio a qualquer nome ao governo (Foto: redes sociais)

“Houve uma orientação da Executiva Nacional do meu partido para levar o tempo de rádio e de televisão para o PL, partido alinhado nacionalmente com o Progressistas. O PL vai se coligar também com o Solidariedade. Entretanto, não vamos apoiar nenhum nome para governo”, disse o parlamentar, que preside o partido no RN.

  • Nem o de Fábio Dantas?, questionei.

“Não. Chance zero. A prioridade do Progressistas é a nominata a federal. O fato do meu partido fazer parte da coligação é só pela questão do tempo de rádio e de TV, como pediu a nacional”, respondeu.

  • Isso descarta qualquer possibilidade então do senhor e do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), de quem o senhor é adversário, estarem no mesmo palanque?

“Sim. Não existe essa possibilidade”, afirmou.

Beto Rosado disse ainda que não estará na convenção do Solidariedade que selará a candidatura de Fábio para o governo, uma vez que “não há o que eu fazer lá”.

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quinta-feira - 21/07/2022 - 23:48h
Dois caminhos

O que espera o partido dos tucanos lá adiante

Difícil não termos sequelas na campanha e após ela, em face da divisão do PSDB no RN. A Convenção Estadual da legenda nesta quinta-feira (21) não foi meramente protocolar e ficou longe de ser harmoniosa e cartorial.

bifurcação, escolha, divisão, saídas, direita e esquerda - 2Com 12 deputados estaduais à reeleição, metade da Assembleia Legislativa, o partido tucano não escolheu um lado para fazer trincheira. Tem duas bandas, duas faces, como o fez no segundo turno das eleições de 2018, de forma calculada, para ganhar de qualquer jeito.

E assim aconteceu.

Agora é a mesma fórmula que engendra, mas não por consenso estratégico como àquela época. É porque existem de verdade profundas diferenças e interesses conflitantes.

A bifurcação com caminhos para o palanque de Fátima Bezerra (PT) e de Fábio Dantas (Solidariedade) foi a saída salomônica de sua convenção, nesta quinta-feira – veja AQUI -, para pacificar a legenda. Entretanto, talvez tenha apenas adiado uma ‘guerra da secessão’ tucana lá adiante, em plena eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa, em 2023.

O tempo dirá se os desentendimentos – até ásperos – de hoje são episódicos ou se vão alimentar um grande conflito interno.

Anote, por favor.

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quinta-feira - 21/07/2022 - 20:02h
Hoje

Mossoró numa “fria”

Mossoró com chuva e 24 graus à tarde do dia 21 de Julho de 2022Hoje (quinta-feira, 21), temperatura à tarde chegou a 24 graus em Mossoró, com chuva.

Previsão é de uma madrugada com até 21 graus na sexta-feira (22).

Cuide-se!

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quinta-feira - 21/07/2022 - 19:06h
Mossoró

Prefeito assina contrato de obra que ligará BR’s e desafogará trânsito

O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (Solidariedade) assinou nesta quarta-feira (20) contrato com a Caixa Econômica Federal (CEF) para construção do Complexo Viário de Mossoró, que interligará a BR-110 à BR-304.

Prefeito Allyson Bezerra trabalhava meios para esse empreendimento desde ano passado (Foto: PMM)

Prefeito Allyson Bezerra trabalhava meios para esse empreendimento desde ano passado (Foto: PMM)

O valor da obra é superior a R$ 40 milhões.

De acordo com o prefeito Allyson, “o processo do projeto está bem avançado e logo estaremos licitando essa obra, que tem grande importância para a mobilidade urbana da nossa cidade”.

“Agradecemos ao governo federal e ao ex-ministro Rogério Marinho pela parceria para esse trabalho. Seguimos com toda dedicação trabalhando para buscar investimentos e desenvolvimento para o nosso município”, completou o chefe do executivo mossoroense.

O novo Complexo Viário de Mossoró fará a interligação da BR-110, na saída para Areia Branca, e a BR-304, na saída para Fortaleza.

A obra foi anunciada em março deste ano pelo prefeito Allyson Bezerra e na época ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL). Desde ano passado que o prefeito trabalhava meios para o empreendimento, uma forma de desafogar tráfego em área urbana crítica da cidade, já bastante saturada.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quarta-feira - 20/07/2022 - 10:26h
Brasil

Botijão de gás no cartão e a prazo

02_Mobile_Auxilio_Gas_22_11Quem diria, quem diria, quem diria.

Botijão de gás em ‘promoção’ por R$ 98 num hipermercado em Mossoró.

No cartão e em até duas vezes, acrescento.

Essa terra ainda vai cumprir seu ideal.

Será?

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terça-feira - 19/07/2022 - 11:46h
CMM

Legislativo começa recesso parlamentar para voltar em agosto

A Câmara Municipal de Mossoró está em recesso parlamentar, conforme redação dada pela Resolução 03/2019, da Lei Orgânica Municipal, que determina o recesso entre os dias 19 de julho e 31 de julho.

O recesso se resume às sessões no plenário, gabinetes dos vereadores e setores da Câmara continuam funcionando normalmente.

A pauta legislativa será retomada dia 2 de agosto próximo.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 19/07/2022 - 08:48h
Votos

Veja o eleitorado do RN para eleições 2022 – município a município

O Rio Grande do Norte possui 2.554.727 eleitores aptos a votar nas Eleições Gerais de 2022. Houve um aumento de 7,63% se comparado com as Eleições de 2018, quando foram registrados 2.373.619 eleitores. Neste ano, estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal, deputado estadual ou distrital. Os dados do eleitorado foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Povo, gente, fotos, multidão, fotografias, massa humana,

O Cadastro Eleitoral de 2022 mostra que a maior parte do eleitorado potiguar é composta por mulheres. Ao todo, são 1.349.571 de eleitoras, o que equivale a 52,83% do total. Já os homens são 1.205.146, sendo 47,17% do eleitorado.

O município de Natal é o maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte com 583.079 eleitores, seguido de Mossoró (183.285) e Parnamirim (136.655). Já o menor colégio eleitoral é o município de Viçosa com 1.874 eleitores.

O Brasil tem mais 156.454.011 de eleitores aptos a votar em 2022. Segundo as estatísticas da Justiça Eleitoral, houve um aumento de 6,21% do eleitorado desde as últimas eleições gerais do país, em 2018. Naquele pleito, o número de eleitores habilitados a votar era de 147.306.275. O eleitorado brasileiro está distribuído em 5.570 cidades – com a inclusão de Brasília e Fernando de Noronha – além de 181 cidades no exterior – segundo divulgou o TSE na última sexta-feira (15).

Veja eleitorado por município

Município – Eleitorado
Natal – 583.079
Mossoró – 183.285
Parnamirim – 136.655
São Gonçalo do Amarante – 72.923
Ceará-Mirim – 56.407
Macaíba – 52.343
Caicó – 44.722
Assú – 43.450
São José de Mipibu – 32.622
Currais Novos – 31.733
Apodi – 28.981
Extremoz – 28.032
Nova Cruz – 26.548
Touros – 26.028
Santa Cruz – 26.025
João Câmara – 25.369
Canguaretama – 24.006
Macau – 22.419
Areia Branca – 21.339
Nísia Floresta – 21.183
Goianinha – 21.049
Baraúna – 20.566
Pau dos Ferros – 20.326
Caraúbas – 19.004
São Miguel – 17.958
Santo Antônio – 17.839
Monte Alegre – 17.077
Parelhas – 16.903
Guamaré – 15.283
Jucurutu – 15.059
São Paulo do Potengi – 13.765
Ipanguaçu – 12.590
Tibau do Sul – 12.528
Lagoa Nova – 12.222
Tangará – 12.160
Governador Dix-Sept Rosado – 11.909
Pedro Velho – 11.605
Upanema – 11.556
Alto do Rodrigues – 11.362
Alexandria – 11.333
Santana do Matos – 11.222
Serra do Mel – 11.211
Poço Branco – 11.025
Iemo Marinho – 10.951
Arez – 10.926
Pendências – 10.729
Jardim de Piranhas – 10.501
Vera Cruz – 10.440
São José do Campestre – 10.214
Taipu – 10.159
Brejinho 10.066
Jardim do Seridó – 10.001
Angicos – 9.863
Afonso Bezerra – 9.862
Rio do Fogo – 9.816
São Tomé – 9.644
Patu – 9.404
Lagoa Salgada – 9.335
Maxaranguape – 9.281
Passa e Fica – 9.275
Acari – 9.227
Cerro Corá – 9.170
Montanhas – 9.108
Lajes – 8.827
Grossos – 8.757
São Miguel do Gostoso – 8.743
Carnaubais – 8.721
Bom Jesus – 8.695
Umarizal – 8.620
Campo Grande – 8.546
Serra Caiada – 8.349
Campo Redondo – 8.250
Florânia – 8.098
Pureza – 7.874
Tenente Ananias – 7.813
Espírito Santo – 7.546
Boa Saúde – 7.499
Luís Gomes – 7.440
Lagoa de Pedras – 7.354
São Rafael – 7.262
Baía Formosa – 7.130
Martins – 6.929
Cruzeta – 6.805
Marcelino Vieira – 6.738
Felipe Guerra – 6.687
Severiano Melo – 6.669
Serrinha – 6.636
Pedro Avelino – 6.634
Tibau – 6.623
Itajá – 6.589
Portalegre – 6.379
Serra Negra do Norte – 6.271
Riachuelo – 6.221
Jaçanã – 6.039
São Pedro – 6.031
Carnaúba dos Dantas – 5.990
Doutor Severiano – 5.893
Lagoa D’Anta – 5.682
Antônio Martins – 5.669
Jandaíra – 5.615
Serra de São Bento – 5.558
Japi – 5.522
Senador Elói de Souza – 5.482
José da Penha – 5.215
Almino Afonso – 5.191
Caiçara do Norte – 5.185
São João do Sabugi – 5.177
São Vicente – 5.117
Tenente Laurentino Cruz – 5.085
Lajes Pintadas – 5.073
Parazinho – 5.067
Itaú – 4.953
Sítio Novo – 4.952
Porto do Mangue – 4.844
Rafael Fernandes – 4.813
Bento Fernandes – 4.807
Várzea – 4.763
Coronel Ezequiel – 4.755
Encanto – 4.734
Equador – 4.648
Barcelona – 4.639
Santa Maria – 4.507
Messias Targino – 4.429
Olho D’água dos Borges – 4.368
Janduís – 4.350
São José do Seridó – 4.347
Paraú – 4.325
Ouro Branco – 4.228
Jundiá – 4.225
São Bento do Trairi – 4.224
Rodolfo Fernandes – 4.171
Paraná – 4.106
Frutuoso Gomes – 4.103
Serrinha dos Pintos – 4.062
Pedra Grande – 4.027
Coronel João Pessoa – 4.023
São Francisco do Oeste – 4.016
Triunfo Potiguar – 3.998
Ruy Barbosa – 3.956
Venha-Ver – 3.879
Senador Georgino Avelino –  3.818
Rafael Godeiro – 3.786
Riacho de Santana – 3.750
São Bento do Norte – 3.715
Caiçara do Rio do Vento – 3.659
Bodó – 3.597
Pilões – 3.570
Passagem – 3.491
São Fernando – 3.485
Lucrécia – 3.378
Pedra Preta – 3.218
Lagoa de Velhos – 3.200
João Dias – 3.175
Fernando Pedroza – 3.133
Vila Flor – 3.102
Major Sales – 3.084
Jardim de Angicos – 2.839
Taboleiro Grande – 2.799
Francisco Dantas – 2.791
Água Nova – 2.791
Riacho da Cruz – 2.788
Monte das Gameleiras – 2.740
Timbaúba dos Batistas – 2.584
Santana do Seridó – 2.574
Galinhos – 2.562
Ipueira – 2.003
Viçosa – 1.874

Veja AQUI toda estatística do eleitorado no país.

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segunda-feira - 18/07/2022 - 08:16h
Justiça Eleitoral

Eleitores podem solicitar voto em trânsito a partir desta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (18), eleitores podem pedir o voto em trânsito. O voto em trânsito está previsto no artigo 233-A da Lei 4.737/65 (Código Eleitoral) e consiste no direito dos eleitores em trânsito no território nacional votarem para escolher presidente da República, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital em urnas especialmente instaladas nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores.voto em trânsito

O eleitor deverá se dirigir ao cartório eleitoral mais próximo, munido de documento oficial com foto e indicará em qual município pretende votar. O prazo para solicitar o voto em trânsito vai de 18 de julho até 18 de agosto. O eleitor cadastrado para votar em trânsito estará desabilitado para votar na sua seção de origem.

O eleitor que se encontrar em trânsito fora da unidade da Federação de seu domicílio eleitoral, ou seja, do seu estado, poderá votar para Presidente da República.

Quanto ao eleitor que se encontrar em trânsito dentro da unidade da Federação de seu domicílio eleitoral, poderá votar para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital (caso de Brasília).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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segunda-feira - 18/07/2022 - 06:44h
Luto

Morre aos 92 anos o lojista José Dias da Cunha

Faleceu José Dias da Cunha, um dos mais longevos lojistas de Mossoró. Era proprietário da Ótica Vênus, cruzamento das ruas Antônio de Souza com Idalino de Oliveira, centro da cidade.

José Dias Cunha tinha 92 anos e nasceu em Umarizal (Foto: Relembrando Mossoró)

José Dias Cunha tinha 92 anos e nasceu em Umarizal (Foto: Relembrando Mossoró)

Originário de Umarizal, chegou muito jovem a Mossoró, onde fez história com trabalho e sempre ampliando largo círculo de amizades e respeito.

Fez 92 anos no último dia 13 e faleceu nesse domingo (17).

Seu velório ocorre nesta segunda-feira (18), no Centro de Velório Sempre, próximo ao Tiro de Guerra 07/010. Sepultamento está marcado para as 16h.

Minha solidariedade à viúva Serly, além dos filhos Dias Filho, Leilane e Aécio (amigo de infância), bem como demais parentes.

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 17/07/2022 - 09:42h

O realista escandinavo

Por Marcelo Alves

Em regra, relacionamos a expressão “realismo jurídico” a uma escola desenvolvida nos EUA na virada do século XIX para o XX e, até mais interessantemente, durante os anos 1930. Mas a história do direito registra um segundo realismo, o escandinavo, que teve como expoentes Axel Hägerström (1868-1939), Vilhelm Lundstedt (1882-1955), Karl Olivecrona (1897-1980) e, mais badaladamente, Alf Ross (1899-1979). E é sobre este último pensador que conversaremos hoje.Alf Ross

Alf Niels Christian Ross nasceu em Copenhague, na Dinamarca, em uma família de classe média. Formou-se em direito, na universidade da sua terra, em 1923. Correu pela Europa, especialmente pela Inglaterra, França e Áustria (onde conheceu Hans Kelsen), durante mais de dois anos. Tentou sem sucesso um doutorado na Universidade de Copenhague. Foi trabalhar com o já citado Axel Hägerström na Universidade de Uppsala, na Suécia.

Ali obteve o seu primeiro doutorado em 1929, título que viria também a obter, finalmente, na Universidade de Copenhagen, em 1935. Em Copenhagen, foi professor de direito constitucional e de direito internacional. Além de jusfilósofo e grande nome do realismo jurídico, Ross foi um prático do direito, como consultor a serviço do seu país e juiz da Corte Europeia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, na França.

A obra de Ross é vasta e, para além da filosofia jurídica, mergulha nos ramos do direito versados pelo autor. Como não sei dinamarquês, vou citar alguns títulos em inglês: “Towards a Realistic Jurisprudence: A Criticism of the Dualism in Law” (1946), “A Textbook in International Law” (1947), “Constitution of the United Nations” (1951), “Why Democracy?” (1952), “On Law and Justice” (1959), “Directives and Norms” (1968) e por aí vai. Destes, destaco o badalado “On Law and Justice”, que possuo em português, numa edição da Edipro, de 2000, com o título “Direito e Justiça”. Citarei o dito cujo aqui.

Antes de mais nada, é preciso destacar a oposição de Ross – e, de resto, dos demais realistas escandinavos – a uma “metafisica” do direito, no sentido de supervalorização de verdades a priori, sejam elas verdades jusnaturalistas ou positivistas. E a caracterização do fenômeno jurídico com fundamento no que é realmente decidido pelos operadores do direito, inclusive influenciados por fatores psicológicos que todos nós carregamos (e, aqui, enxerga-se uma grande aproximação com realistas americanos da segunda fase).

RETIRO DE “DIREITO E JUSTIÇA” algumas sacadas de Ross. Quanto ao jusnaturalismo, ele chega a tê-lo com uma “prostituta”, que está à disposição de qualquer um. Afinal, para ele, não existe ideologia “que não possa ser defendida por um apelo à lei da natureza”. Quanto ao positivismo, ele desdenha da crença de um infalível “poder do legislador para reformar a comunidade e o direito de acordo com a razão”. Para ele, “a regra jurídica não é verdadeira nem falsa; é uma diretriz”.

E diz: “associativamente às grandes codificações, o legislador, na vã esperança de preservar sua obra, tem proibido, amiúde, a interpretação das normas e que a prática dos tribunais se desenvolva como fonte do direito. (…). Na Dinamarca, depois da aprovação do Código Dinamarquês, em 1683, proibiu-se que os advogados citassem precedentes perante a Corte Suprema. A medida foi rescindida em 1771. Essas proibições drásticas se provaram ineficazes (…)”. Para ele, atribuir valor sagrado à lei (e mesmo a um precedente vinculante), em condições sociais mutantes, seria grave formalismo e uma ofensa ao que se costumou chamar de “equidade material”.

Ross não é nenhum radical, que fique claro. Na verdade, é muito interessante – e salutar – a sua noção de direito e de justiça. Ele reconhece a necessidade de um ordenamento jurídico positivado, com racionalidade e objetividade, que, sem dúvida, dará estabilidade, previsibilidade e igualdade ao direito de determinado país. E afirma que a norma positivada deve ser o fundamento inicial da decisão judicial (até para termos alguma proteção contra as subjetividades do juiz do caso). Mas a norma positivada deve ser aplicada por uma subjetividade/juiz, sejamos “realistas”. E aí que está: como fazer isso corretamente, com equidade? Numa ciência jurídica em que muitos querem se ver livres das “amarras” da lei, Ross prega uma realista objetividade na sua aplicação: deve-se trabalhar com o típico, o normal, na aplicação diária da lei. Sem invencionices que levem a desvios de padrão.

Há normas que apresentam ambiguidades de significado e alcance, permitindo/exigindo do juiz uma maior elasticidade de interpretação. Mas, mesmo nesses casos, o juiz deve prezar pela razoabilidade e experiência dos seus pares. A sua decisão será objetivamente justa quando estiver dentro do típico normal; do contrário, será perniciosamente injusta.

Gosto desse norte realista do direito e da justiça de Ross. Parece-me objetivo e operante.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 17/07/2022 - 06:34h

Assédio sexual e o estupro de vulnerável

Por Odemirton Filho 

No Código Penal brasileiro existem os crimes contra a dignidade sexual, com o objetivo de proteger a liberdade sexual de cada um.

O crime de assédio sexual está previsto no Art. 216-A do Código Penal. Assim, constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função tem uma pena de detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos.vitima-estupro

Na definição de Zaffaroni, “o tipo penal é um instrumento legal, logicamente necessário e de natureza predominantemente descritiva, que tem por função a individualização de condutas humanas penalmente relevantes”. O fato típico é composto pela conduta do agente, dolosa ou culposa, comissiva ou omissiva; pelo resultado e pelo nexo de causalidade.

O sujeito ativo do crime (quem pratica) e passivo (quem é vítima) poderá ser um homem ou uma mulher. Observe-se que o sujeito ativo do crime tem ascendência, no caso de relação privada de trabalho, ou é superior hierárquico, no caso de relação pública, valendo-se dessa situação para conseguir vantagem ou favorecimento sexual.

Desse modo, há quem entenda, que se o agente ocupar uma posição inferior ou mesmo idêntica à da pessoa que, em tese, é constrangida, não haveria o delito.

O que se quer proteger é a liberdade sexual e, é claro, a dignidade sexual. Não existe necessidade de o agente conseguir o seu intento, basta que o constrangimento tenha sido exercido com essa finalidade.

Destaque-se que o assédio sexual poderá ser de duas formas: por chantagem e por intimidação. Por chantagem é quando a aceitação ou a rejeição de uma investida sexual é determinante para que o assediador tome uma decisão favorável ou prejudicial para a situação de trabalho da pessoa assediada. Por outro lado, o assédio por intimidação abrange todas as condutas que resultem num ambiente de trabalho hostil, intimidativo ou humilhante.

A vítima poderá obter a rescisão indireta do contrato de trabalho, motivada por falta grave do empregador, e terá o direito de extinguir o vínculo trabalhista e de receber todas as parcelas devidas na dispensa imotivada, além de uma indenização pelo dano sofrido.

Enfim. Não é de hoje que as mulheres são as principais vítimas do crime, sendo tratadas como um objeto. É, sem dúvida, uma ofensa à dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da nossa Carta Republicana. Casos acontecem diariamente, seja no âmbito da atividade laborativa pública ou privada.

Na verdade, poucos são os casos que vem à tona, a maioria fica às escondidas, já que a vítima tem vergonha, medo de perder o emprego ou sofrer alguma espécie de perseguição no trabalho.

Para o ministro Lelio Bentes, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), não é admissível que, em pleno Século XXI, as pessoas ainda se sintam à vontade para vilipendiar a dignidade de uma mulher trabalhadora.

E o estupro de vulnerável?

O Art. 217-A do Código Penal reza que é crime ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos. A pena é de reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

E mais: Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. (grifei).

Tutela-se, nesse caso, o direito de liberdade da pessoa em dispor do próprio corpo no que diz respeito aos atos sexuais. O estupro de vulnerável agride a dignidade do ser humano, incapaz de consentir para o ato.

Há diversos casos na literatura jurídica em que a vítima não pode, por algum motivo, oferecer resistência, como, por exemplo, a pessoa que se encontra em estado de coma ou do profissional que depois de anestesiar suas pacientes, fazendo-as dormir, mantém com elas conjunção carnal. Ou, ainda, o terapeuta que abusa sexualmente de crianças e adolescentes depois de ministrar algum sedativo.

Pode-se considerar outras situações, como a embriaguez letárgica, o sono profundo, a hipnose etc. Às vezes, a vítima não pode sequer gritar por socorro, seja pela grave debilidade, seja pelas condições do local onde se encontre, diz o professor Odon Maranhão.

Vale, ainda, destacar a Súmula n. 593 do Superior Tribunal de Justiça:

“O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente.”

Portanto, eis alguns aspectos dos crimes de assédio sexual e estupro vulnerável, os quais merecem a firme reprimenda por parte do Estado-juiz, ante a sua gravidade e repulsa social.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 17/07/2022 - 04:30h

A cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 9

Psicose do chumbo e da pólvora

Por Marcos Ferreira

Durante dois ou três minutos permaneceu imóvel, sentado sobre o colchão, as pernas trançadas, ar pensativo, contudo exibindo no rosto ainda por barbear traços de contrariedade. Acordara de súbito, o sono importunado pela memória recente dos homens que o agrediram naquela noite quando ele deixou o lançamento do livro do amigo advogado Luciano Aires, na Biblioteca Municipal de Mondrongo.

O trauma da violência física e psicológica, o cano da pistola em sua boca, os socos e pontapés, tudo isso machucava, torturava por demais o seu espírito, fazia-o se sentir impotente e não menos revoltado. Vingar-se, àquela altura, era o seu único desejo.pistola-com-cartuchos-sobre-mesa-de-betão-preto-armas-fogo-em-fundo-concreto-fechar-o-ponto-bala-e-as-balas-munições-conceito-222070073

Na penumbra, contando com a meia-luz provinda do banheiro, pegou o telefone sobre o criado-mudo e verificou as horas: quatro e dezessete da madrugada. Sabia que depois daquilo, do pesadelo com os seus agressores, não mais conseguiria voltar a dormir. Laura estava de plantão de doze horas no Hospital Regional Tancredo Neves e só chegaria em casa por volta das sete e meia daquela manhã.

Sem a intenção de voltar a dormir, recolocou a cabeça no travesseiro e se deixou quieto, curvado sobre a cama, os olhos bem abertos, a refletir sobre a sua atual e incômoda condição de desempregado. Pensou também no dinheiro que recebera de rescisão trabalhista da Tribuna Mondronguense e começou a avaliar a possibilidade de retirar uma parte para adquirir uma arma de fogo: revólver ou pistola.

Havia servido no Exército no período de serviço militar e possuía certo traquejo com essas coisas. Noutra época, estando com vinte e cinco anos de idade, fizera curso de vigilante e chegou a trabalhar durante um tempo numa empresa seguradora de numerários.

Recordou-se, além disso, que foi forçado a deixar o ramo de segurança armada devido a problemas psíquicos, à instabilidade emocional que se lhe introduziu na mente, atacando-lhe os nervos, o autocontrole. Até culminar com o dia em que, numa agência bancária, confundiu um jovem médico negro com um pseudoassaltante, botou o revólver na cara do rapaz e o mandou deitar no chão, esbravejando.

Após uma semana de afastamento e reavaliação com supervisores da seguradora, recebeu instruções de consultar um médico psiquiatra. Então o profissional o classificou com o diagnóstico de transtorno bipolar. Jaime Peçanha entrou de benefício pelo serviço de previdência social e daí por diante nunca mais voltou a trabalhar na área nem pegar em armas. Não muito depois, graças ao seu antigo vínculo com a literatura e a escrita, conseguiu o emprego como revisor de textos na centenária Tribuna Mondronguense, onde ascendeu a copidesque, repórter e editor de cultura.

Agora, porém, a Tribuna é passado. Ele sabe que está em palpos de aranha, que a grana da rescisão não vai durar muito e que os biscates que surgirem da revisão de livros de autores locais não serão o suficiente para sustentá-lo por tempo indeterminado. Sente-se furioso, possesso, pois lembra da animosidade para com ele nutrida pelo diretor administrativo Alberto Cardoso, razão pela qual foi demitido.

Como se não bastasse, tem conhecimento de que sua cabeça foi pedida pelo prefeito Wallace Batista. Por essas e por outras, a ideia da aquisição da arma vai se fixando na mente de Jaime. E não apenas por uma questão de autodefesa, mas também por ira.

Ali recurvo sobre a cama, com uma lateral da face no travesseiro, imagina-se armado até os dentes invadindo os gabinetes do prefeito e do diretor administrativo para crivar seus desafetos de balas. Antes de executá-los, no entanto, ele primeiramente os alvejaria nas pernas e braços, romperia-lhes os joelhos com vários disparos. Não os extinguiria de imediato. Concederia a si mesmo o mórbido, o doentio prazer de vê-los suplicar, sofrer, estertorar, para só depois encher-lhes a cara de chumbo. A seguir não se importaria de meter uma bala na própria cabeça.

— Filhos da puta! — exclama baixinho.

Tais lucubrações, contudo, findam por agastá-lo. Jaime emerge num autoexame e pondera que seu acerto de contas através da psicose do chumbo e da pólvora é impraticável, impossível de ser levado a efeito. Ainda em meio à penumbra, solitário, volta a sentar-se na cama, coça os olhos e abana a cabeça negativamente. Conclui, então, que está desperdiçando energia, queimando neurônios à toa.

Seus pensamentos vão desanuviando, o semblante assume um ar sereno. A psicose do chumbo e da pólvora se foi. Ele entrelaça os dedos, move discretamente os lábios, como se fosse dizer alguma coisa, mas não emite nenhuma palavra. Sua arma, o instrumento com que pretende ajustar contas com o prefeito e o diretor administrativo da Tribuna Mondronguense, volta a ser a literatura, o livro-dossiê (meio romance e meio reportagem) em que vem trabalhando há oito meses.

Recorda-se, entrementes, que precisa convencer o senhor Pablo Licurgo, empresário do ramo de construção civil, arruinado graças às tramoias contratuais da Secretaria de Urbanismo e Obras de Mondrongo, sob ingerência do prefeito. Sim, é necessário que o senhor Licurgo respalde as provas coligidas por Jaime ao longo de quase três dúzias de cópias de uma documentação fraudulenta, com serviços superfaturados, aditivos fantasiosos e calote em fornecedores e certos prestadores de serviços, como se deu com o senhor Pablo Licurgo quando este se negou a fazer parte do esquema criminoso. No fim das contas o homem terminou falido e endividado.

Jaime pulou da cama como se houvesse recebido uma injeção de ânimo. Foi ao banheiro, urinou, lavou o rosto demoradamente, fez as suas abluções, penteou mais ou menos o cabelo, vestiu uma bermuda jeans e uma camiseta velha de algodão e seguiu para a cozinha. Então preparou a cafeteira e filtrou meia jarra de café puro. Serviu-se da rubiácea e bebeu seu ópio negro com vagar, pensativo.

Daí a pouco ligou o notebook sobre a mesa da cozinha e voltou a trabalhar no dossiê a que possivelmente dará o título de “A cidade que nunca leu um livro”. Quando Laura chegou, ele havia escrito quatro páginas e bebido o café quase todo. Ela disse que estava exausta, morta de sono, e foi para o quarto.

Jaime continuou entretido com a fabulação. Daí a cerca de meia hora, enquanto sorvia o restinho do café, colocava o ponto final em mais um capítulo do romance. Nesse instante pensou no quanto seria interessante se pudesse publicar aquelas páginas num jornal de Mondrongo, à maneira de folhetim. Tolice. Isso era praticamente suicídio. A truculência do prefeito Wallace não conhecia limites.

&&&

— E se o prefeito não tiver nada a ver com o peixe? — ponderara Laura no dia seguintes às agressões. — Já parou para pensar nessa possibilidade alguma vez? Quem sabe você possui outros desafetos em Mondrongo e nem ao menos tem conhecimento disso. Até hoje, convenhamos, ninguém conhece o prefeito por essa característica. Percebo você obcecado; botou na sua cabeça que Wallace Batista é responsável por essa violência toda e talvez ele não tenha culpa no cartório.

— Como não?! — protestou. — Aquele sonso é um lobo em pele de cordeiro. Não existe mais ninguém que tenha nada contra mim; exceto ele e o safado do Alberto Cardoso. Ambos se vendem por cidadãos de bem nas colunas sociais, obedientes a Deus. Frequentam a mesma igreja protestante. Gostam de sentar nos primeiros bancos, fecham os olhos durante longos minutos e fingem estar em sintonia com Jesus. Já presenciei tal teatro uma vez, em companhia do seu primo Reginaldo.

— Hum. Estranho! — observou Laura enquanto colocava a louça do café na pia da cozinha. — Eu não sabia que você e Reginaldo frequentavam igreja alguma. Até agora eu os tinha como dois agnósticos. Não estou certa?

— Sim, está. Isso foi apenas uma noite. Recebemos o convite de uma colega da Redação, a Margareth, e aproveitamos para investigar.

— Bisbilhotar, você quer dizer. Muito bonito!

— Fomos convidados, Laura. Porém não nego que nos aproveitamos da situação para conferir o engodo do prefeitinho e de Alberto Cardoso. O povo de Mondrongo, e não é pouca gente, está muito enganado com esse sujeito.

— As pessoas gostam dele, Jaime. Admita.

— Eu sei disso. Porém tal simpatia está essencialmente ligada ao fato de ele (eu goste ou não) representar a ruptura, a libertação de Mondrongo da antiga oligarquia dos Albuquerque Azevedo. Eis o único mérito desse prefeito farsante. Afora isto, Laura, ele não passa disso: um farsante. É tão falso e corrupto quanto aqueles contra os quais apontou sujeiras, falcatruas, podres, mandos e desmandos.

— Está bem. Termine o seu café. Preciso ver seus curativos, pois tenho outros afazeres para breve. Além do hospital mais tarde.

&&&

A casa estava silenciosa. Laura, exausta do longo plantão, fora tomar um banho e naquele instante possivelmente já havia dormido. Jaime se pôs a revisar o capítulo que dera por encerrado. Compreendia, portanto, que era preciso aguardar a ocasião certa. Aquilo não podia ser exposto como folhetim, sob determinada periodicidade, e sim de uma só vez, em formato de livro. É o que ele faria.

Como uma nuvem negra, porém, a psicose do chumbo e da pólvora ronda a sua cabeça, seu pensamento, a sua mente enfermiça. Tentará se vingar do espancamento e de outras coisas por meio da literatura, mas, lá no fundo, ele não descarta um ato camicase, tresloucado, se nada der certo através das palavras.

ACOMPANHE

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Prólogo;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Capítulo 2;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo  3;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 4;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 5

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 6;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 7;

Leia também: A cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 8.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Conto/Romance
sexta-feira - 15/07/2022 - 15:10h
Em Natal

Avante fará convenção cartorial no próximo dia 21

Satisfeito com o desempenho eleitoral de 2018, quando elegeu dois deputados estaduais, o partido Avante vai em busca de repetir ou mesmo superar esse desempenho. É com esse espírito que o partido fará sua convenção no dia 21 de julho, quinta-feira, das 14 às 18 horas, no Monza Palace Hotel em Natal. A convenção será cartorial.

Jorge do Rosário é pré-candidato a deputado estadual pelo Avante (Foto: assessoria)

Jorge do Rosário é pré-candidato a deputado estadual pelo Avante (Foto: assessoria)

Além dos mandatos na Assembleia Legislativa, o Avante tem como meta eleitoral para 2022 eleger um deputado federal.

“Teremos 25 nomes para a Assembleia e 9 para a Câmara Federal, nominatas completas e competitivas, com lideranças de diferentes regiões, e que desejam compor um novo cenário na política do estado”, explica o engenheiro Jorge do Rosário, presidente do Avante/RN e pré-candidato a deputado estadual.

Segundo Jorge, os candidatos do Avante estão comprometidos com o novo projeto do partido que é discutir e debater o RN, a partir do fortalecimento econômico para gerar empregos e novos investimentos.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
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