segunda-feira - 07/03/2022 - 14:52h
Protesto

Grupo de pais cobra aula presencial em escola depredada e roubada

Pais e algumas crianças pararam tráfego algumas vezes em protesto (Reprodução Canal BCS)

Pais e algumas crianças pararam tráfego algumas vezes em protesto (Reprodução Canal BCS)

Um protesto que reuniu cerca de 15 pessoas cobrou recomeço de aula presencial na Escola Municipal Maurício Fernandes de Souza, antigo Colégio Evangélico.

O fato foi à manhã dessa segunda-feira (7), dia de retomada das aulas presenciais no município.

Os manifestantes fizeram movimentação em frente ao colégio, na Avenida Leste/Oeste, chegando a parar em alguns momentos o fluxo de veículos. Cobravam da Prefeitura de Mossoró o retorno presencial das aulas.

Devido arrombamento, roubos e depredações sofridos pela escola há poucos dias, o município alega não ter tido tempo para fazer a ampla recuperação necessária. Daí, provisoriamente, a definição de aulas em regime remoto.

“Queremos aulas presenciais”, bradavam os integrantes do protesto, também usando cartazes em cartolinas, expressando sua insatisfação. Participando da organização do ato público, a ex-vereadora Aline Couto (MDB) levou carro de som e discursou no local.

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segunda-feira - 07/03/2022 - 14:08h
Eleições presidenciais

Geraldo Alckmin acerta filiação ao PSB; vai ser o vice de Lula

Lula se reencontra com 'ex-adversário' e seu provável futuro vice (Foto: Poder 36)

Lula se reencontrou com ‘ex-adversário’ e seu provável futuro vice no fim do ano passado (Foto: Poder 36)

Do UOL

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin acertou hoje a filiação ao PSB com o objetivo de ser o vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República nas eleições deste ano. Ele estava no PSDB, adversário de décadas do petismo, há longo período.

Segundo Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, o acordo foi fechado em reunião de ambos pela manhã que contou também com a presença do ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), do prefeito de Recife, João Campos (PSB), e do presidente do diretório paulista do PSB, Jonas Donizette.

PT e PSB trabalham com PCdoB e PV a formação de uma federação partidária, união que tem vinculação em todos os estados e obriga as legendas a estarem unidas por pelo menos quatro anos.

Lula e Alckmin já concorreram em palanques opostos à presidência da República.

Saiba mais AQUI.

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domingo - 06/03/2022 - 12:38h

O STF tem razão

Por Ney Lopes

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu confirmar, a destinação de quase R$ 5 bilhões para custear as campanhas eleitorais, o chamado “fundão eleitoral”, ou “Fundo Especial de Financiamento de Campanha”.

Logo surgiram os protestos e achincalhes com o STF, que tem sido muito comum ultimamente.

Claro que a cifra choca, numa hora de pandemia e de carências econômicas.fundoeleitoralpolitizedestaque

Todavia, ao contrário das ditaduras, existem regras e princípios nas democracias constitucionais.

Nesse caso, o STF respeitou a decisão legislativa, em deferência ao princípio da separação dos Poderes.

É o Congresso, e não o Judiciário, que define a legislação orçamentária.

A maioria dos ministros manifestou esse sentimento de excesso na verba destinada às eleições. Mas, vinculou-se a regra da Constituição, cuja missão de defende-la é do plenário da Corte.

Hoje no Brasil, pelos ataques continuados ao STF, nos casos que envolvem interesses do presidente Bolsonaro, tornou-se rotina “cada um partidário” desejar ser “juiz” e, por isso, emite a sua sentença pessoal contra as decisões prolatadas.

São usadas até publicações insultuosas nas redes sociais, como se isso fosse protesto legítimo, quando na verdade constituem transgressões.

A missão do STF é defender a Constituição.

Cabe, portanto, realizar o controle de constitucionalidade das leis aprovadas pelo Congresso.

Se uma lei contraria o texto constitucional, ela deve ser retirada do ordenamento jurídico.

Caso contrário, haveria uma inversão hierárquica de normas, com uma lei prevalecendo sobre a Constituição, o que é um evidente contrassenso.

A Justiça não pode revisar politicamente as decisões do Congresso, por mais equivocadas que possam ser.

Sendo constitucionais, as opções legislativas devem ser respeitadas

No caso específico, ”O valor (do Fundo Eleitoral) é alto, mas inconstitucionalidade aqui não há”, disse o presidente do STF, ministro Luiz Fux.

Ele tem razão.

É bom lembrar que em um Estado Democrático de Direito, com vigência do princípio da separação de Poderes, o orçamento público é uma decisão dos parlamentares eleitos, que respondem politicamente por essa decisão.

 No regime democrático, decisão equivocada do Congresso não é corrigida pelo judiciário, mas pelo voto livre do eleitor.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

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domingo - 06/03/2022 - 08:04h

O Brasil e os princípios nas relações internacionais

Por Odemirton Filho 

Narra a história que o conceito de soberania nasceu da luta travada pelos reis da França para impor sua autoridade aos barões feudais, bem como para se livrarem do jugo do Santo Império Romano Germânico e do Papado. A primeira obra teórica sobre o conceito de soberania foi Os Seis Livros da República, de Jean Bodin, publicada em 1580. De acordo com o autor, soberania é um poder absoluto e perpétuo de uma República.  relacoes-internacionaisAssim, o primeiro fundamento da República Federativa do Brasil, segundo a Constituição Federal, é a soberania. (Art. 1º, inciso I). No tocante às relações internacionais, conforme o Art. 4º, o Brasil rege-se pelos seguintes princípios:

I – independência nacional; II – prevalência dos direitos humanos; III – autodeterminação dos povos; IV – não-intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI – defesa da paz; VII – solução pacífica dos conflitos; VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X – concessão de asilo político.

De acordo com Jonas E. M. Machado, os princípios têm a função de estabelecer os limites do diálogo jurídico-interpretativo-internacional, a fim de garantir a unidade substancial entre o direito interno e o direito internacional. Vejamos cada um desses princípios, de forma geral.

A independência nacional confunde-se com o próprio conceito de soberania. A soberania pode ser vista sob dois aspectos: o interno e o externo. Internamente, é o poder mais elevado. Externamente, há relações de respeito em relação as outras nações, devendo-se igualdade, não subordinação. Entenda-se: a soberania é uma só. Do Estado brasileiro. Os estados-membros da Federação, a exemplo de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, possuem autonomia político-administrativa.

A prevalência dos direitos humanos significa que o Brasil se baseia nos direitos humanos fundamentais, respeitando-se tanto no âmbito do seu território, bem como no exterior. Em consequência, deverá existir a devida proteção e a efetividade dos direitos humanos.

Uma nação livre, soberana, não pode se submeter a quem quer que seja. Assim, o Brasil quando elegeu a autodeterminação dos povos como um dos seus princípios, objetivou respeitar os valores históricos e culturais dos demais países.

Por conseguinte, a não-intervenção, como o próprio nome diz, significa que o Brasil não deverá intervir nos negócios referentes aos outros Estados-nações, uma vez que faz parte das relações internacionais o respeito ao modo de existir e de viver de cada país.

A igualdade entre os Estados requer que as relações internacionais se fundamentem no respeito recíproco entre as nações. Ou seja, a noção de soberania exige que os países se abstenham de tentar subordinar os interesses dos outros aos seus.

Em um mundo dito civilizado, já não deveria existir espaço para a guerra. Depois dos horrores de duas guerras mundiais, e tantas outras, no atual estágio da civilização é descabida a beligerância entre os povos. Desse modo, a defesa da paz deve ser buscada constantemente.

O diálogo deve permear as relações entre os países. Assim, a solução pacífica dos conflitos deverá ser fomentada pelo Brasil. O nosso país, como se costuma ressaltar, tem uma tradição de buscar a paz, devendo intermediar as conversas entre os países em conflito.

repúdio ao terrorismo e ao racismo, como princípios das relações internacionais brasileiras, demonstra que o país não coaduna com esse tipo de comportamento. É um compromisso ético-jurídico assumido pelo Brasil, quer em face de sua própria Constituição, quer perante a comunidade internacional.

O Brasil deverá continuar promovendo a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. Cooperação que deverá abranger todos os aspectos da vida, tornando o mundo um lugar melhor para se viver.

Por derradeiro, como um dos princípios regentes das relações internacionais brasileiras, temos a concessão de asilo político àquelas pessoas perseguidas no seu país, quando o pedido do estrangeiro assumir a qualificação de crime político ou de opinião.

Desse modo, segundo a Carta Maior, são esses os princípios que devem pautar as relações internacionais do Brasil. E mais: conforme o professor Celso Antônio Bandeira de Mello, a desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo um sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade e inconstitucionalidade, conforme o escalão do princípio violado, porque representa insurgência contra todo o sistema, uma subversão de seus valores fundamentais.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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domingo - 06/03/2022 - 07:24h

Pedro Velho – A primeira ‘raposa-velha’ da política potiguar

O instincto de egualdade é o movel e a aspiração que encadeia e dirige todo o drama histórico da humanidade, e esta sublime conquista não será feita sem a lucta constante contra as tyrannias, todos os privilegios, todas as exceções odiosas e injustas que dividem os homens em um pequeno grupo de favoritos e numa immensa turba de infelizes. De todos os privilegios o mais humilhante, o mais pernicioso é a realeza hereditaria e irresponsavel(…) entre a dynastia e a nação a escolha não é difficil. (grafia original – [1] Artigo inaugural da 1° edição do Jornal “A REPUBLICA”, de 1° de julho de 1889.)

 

Por Jessé RebouçasPedro Velho de Albuquerque Maranhão

Há 130 anos, a 28 dias de fevereiro do ano da graça de 1892, tomara posse, pela segunda vez[1], como governador do Rio Grande do Norte, a partir do voto indireto da Segunda Constituinte potiguar, o médico, republicano e abolicionista Pedro Velho de Albuquerque Maranhão.

Dificilmente, a qualquer do povo, será totalmente desconhecida essa destacada figura que liderou a consolidação da república em nosso Estado, seja pela designação de logradouros públicos conhecidos, como uma praça no bairro de Petrópolis, em Natal; ruas, a exemplo do Município de Mossoró que, em bairros diferentes (Barrocas, Bom Jardim e Santo Antônio), as identificam; ou, por fim, à cidade Pedro Velho, localizada na divisa com o Estado da Paraíba, que recebera esse nome um ano após o óbito do afamado potiguar.

Pedro Velho de Albuquerque Maranhão nasceu em 27 de novembro de 1856, na cidade de Macaíba (RN). Concluiu o curso de medicina em 1880[2], no Rio de Janeiro, voltando para o RN em seguida, dedicando-se à medicina popular em São José de Mipibu e, posteriormente, também ao magistério.

Portanto, como filho da segunda metade do século XIX, foi o produto da tensão entre o já desfigurado ancien régime e as mutações estruturais na gramática do poder no mundo, mormente pelos ideais plasmados – pelas revoluções liberais – de legalidade, igualdade, fraternidade, separação dos poderes, laicização do Estado, nacionalismo[3], abolicionismo e republicanismo.

Com efeito, teve participação no movimento abolicionista que se agudizou no Estado na década de 80 dos anos 1800, ao lado de João Avelino, Janúncio da Nóbrega e Almino Afonso.

Um parêntese: em 1883, Mossoró, sob a gestão comerciante Romualdo Lopes Galvão, que esteve chefe do Executivo por dois períodos distintos (1883-86; 1892-95), de modo pioneiro no Estado, encetou quatro movimentos que recrudesceram a luta abolicionista entre os potiguares: o primeiro, em 06 de janeiro, com a instalação da sociedade libertadora mossoroense; o segundo, em 10 de junho, com a libertação (alforria) de quarenta dos oitenta e seis escravos registrados em Mossoró, segundos dados da época; o terceiro, em 30 de setembro, com libertação de todos os escravos; por fim, Areia Branca, em comunicação com os abolicionistas de Mossoró, em 10 de outubro, Almino Afonso fundou a “Sociedade Inter servil Os Trabalhadores do Mar”, que tinha por desiderato combater o tráfego de escravos no porto da cidade.

Nada obstante suas contribuições à causa antiescravista, foi na condução da campanha de expansão dos ideais republicanos em nosso Estado, a convite do conterrâneo Tobias do Rego Monteiro, aos 19 dias de agosto de 1888, que dr. Pedro Velho deu o primeiro passo rumo à hegemonia de poder que governaria o RN pelas quase três décadas seguintes, motivo por que viria a se tornar a primeira “raposa-velha” da política potiguar.

Imbuído da tarefa, aceitou-a, fundando o Partido Republicano do Rio Grande do Norte a 27 de janeiro do ano seguinte. O evento fora sediado na residência do seu primo, João Avelino Pereira de Vasconcelos, localizada à Praça Bom Jesus, na Ribeira, contando com 114 assinaturas.

Em primeiro de julho desse mesmo ano, dr. Pedro concebe o braço escrito do Partido Republicano que fundara no início do ano, o jornal “A República”, impresso no prelo do “Correio de Natal”, de propriedade do político açuense João Carlos Wanderley[4].

Com a proclamação da república no ano seguinte, João Leão Ferreira Souto, delegado do Partido da República na Corte, intercedendo por dr. Pedro Velho, convenceu o Ministro Aristides Lobo da centralidade do republicano na organização do Partido no Estado, ocasião em que resolveu enviar um telegrama à capital do Estado concitando o republicano a assumir o governo e proclamar a república na terra de Lourival Açucena[5].

Dessarte, essa convocatória pelo governo “das espadas” instalado no Palácio do Catete provocou um gesto que vem em socorro da explicação sobre o porquê do domínio político de Pedro Velho, e dos Albuquerque Maranhão por consequência, nas três décadas posteriores: buscou ouvir os conservadores do “Grupo da Botica”[6] e do “Cantão da Gameleira”[7], que foram apeados do poder, bem como os dissidentes liberais do amarismo, grupo de José Bernardo (Bispo do Seridó), todos esses naturais opositores do novo regime, que, num jogo de habilidade, tornou-se a base da vitória da primeira chapa da constituinte[8]. Às 15 horas do dia 17 de novembro de 1889, Pedro Velho fora aclamado presidente do RN.

Porém, esse período se caracterizou como sendo de um cruento ambiente de confronto pelo controle dos aparelhos do Estado recém-formado. Em janeiro de 1890, Hermógenes Tinôco, em artigo publicado na Gazeta de Natal, dá o ponta pé inicial daquele que seria o primeiro grupo de oposição após a proclamação da república, composto, basicamente, por antipedrovelhistas de vários matizes que foram preteridos do processo pós-15 de novembro de 1889. Esse veículo de imprensa passaria a ser a voz da oposição.

É de mister frisar que não há espaço para ingenuidades nesse particular, tanto um quanto outro lado, a depender de quem estava ocupando o assento governamental, usava de artifícios “pouco republicanos” para impor suas vontades políticas. Nesse aspecto, a Gazeta de Natal e A República passaram por processos de intimidação, aquela no governo de Silveira Jr., ligado a Pedro Velho; esta pelo governador deodorista Miguel de Castro, que não estava alinhado ao pedrovelhismo.

Mais tarde, os descontentes organizaram o Centro Republicano 15 de Novembro, que atuou nos vácuos de poder e desinformações da época, resultando, num período que vai de novembro de 1889 até 28 fevereiro de 1892, data da posse de Pedro Velho como governador, em onze administrações distintas.

Consciente dessas circunstâncias, dr. Pedro estreitou o alinhamento com o centro do poder político da república e, junto de correligionários – a chamada “tríplice aliança” –, estruturou a máquina do governo para as eleições na primeira constituinte (15 de setembro de 1890), gestando os embriões da “política dos governadores”, espécie de tratativa que costurava as três esferas de governo – Município, Estado e União – num acordo político-hegemônico que deu o tom da Primeira República; a desqualificação dos adversários políticos – no período, acusava-se de “monarquista” os opositores – e o controle dos mecanismos eleitorais – quem detinha o controle das mesas eleitorais fazia as eleições – que, na prática, impossibilitava o revezamento dos partidos.

Desses primeiros anos de instabilidade da república, em que há uma abrupta conformação de velhas forças políticas com os novos tempos, exsurge soberana a primeira grande oligarquia potiguar, os Albuquerque Maranhão, a partir da desenvoltura do seu maior expoente, Pedro Velho, sutil, mas implacável nas rédeas do poder.

Sob sua liderança, ocupou ele próprios os cargos de: primeiro governador do Estado, entre 17 de novembro a 6 de dezembro de 1889; vice-governador entre março e setembro de 1890; governador entre setembro e novembro de 1890; deputado federal (1891-92); governador de 28 de fevereiro de 1892 a março de 1896; deputado federal em 1896; senador da república entre 1897 e 1907, ano do seu falecimento.

Seus irmãos também ocuparam postos importantes na república, perfectibilizando a oligarquização do Estado pelos Albuquerque Maranhão: Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão foi governador do Rio Grande do Norte de 1900 a 1904, deputado federal de 1904 a 1908, novamente governador de 1908 a 1914 e novamente deputado federal de 1915 a 1929; Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, foi deputado federal de 1893 a 1902; e Fabrício Gomes de Albuquerque Maranhão foi presidente da intendência de Canguaretama (RN) de 1893 a 1913 e deputado estadual de 1894 a 1912.

O fim da hegemonia da primeira oligarquia da república se iniciou em 1917, dez anos após a morte do seu grande arquiteto, pelas mãos de um aliado histórico dos Albuquerque Maranhão, Joaquim Chaves, então governador reeleito com apoio de Alberto Maranhão (irmão de Pedro Velho), romper com seus patronos, abrindo-se os poros do poder para novos protagonistas na política estadual.

Jessé Rebouças é advogado

[1] A primeira foi em 17 de novembro de 1889, quando aclamado “presidente” do governo provisório estadual, sendo, portanto, o primeiro dos governadores potiguares. Há uma certa imprecisão histórica sobre as nomenclaturas empregadas no período: uns argumentam que seria propriamente um governo nomeado; outros, como se extrai das atas, seria uma aclamação com contornos de provisoriedade. Estamos inclinados pela segunda hipótese.

[2] Rocha POMBO, História do Estado do Rio Grande do Norte, 456.

[3] O século XIX representa, para literatura brasileira, “o geral desejo de criar uma literatura mais independente” (MACHADO DE ASSIS, J. M. Instinto de Nacionalidade. In: Instinto de Nacionalidade & outros ensaios. Porto Alegre: Editora Mercado Aberto, 1999, p. 01), pelo qual ascende o tema da nação e a valorização romântica da identidade nacional, a exemplo do romance de José de Alencar, O Guarani, publicado em 1857.

[4] Luís Câmara CASCUDO, História do Rio Grande do Norte, p. 207. Salvo melhor juízo, José Carlos Wanderley ocupou o posto de presidente da Província do RN por um breve período.

[5] Fato interessante é que, um dia antes de ser oficialmente proclamada a república em nosso Estado, os liberais, pela mão de Umbelino Freire de Gouveia Melo e conselhos do ouropretista Amaro Bezerra – que se tornaria opositor figadal de Pedro Velho –, maquinaram um golpe que seria liderado pelo coronel Antônio Basílio Ribeiro Dantas, então administrador da província. Num gesto de grandeza, Ribeiro Dantas recusou. Antônio Ribeiro Dantas foi um político muito influente no Estado, ocupando a presidência da Província por diversas oportunidades. Era natural de São José do Mipibu.

[6] Esse grupo pertencia ao farmacêutico José Gervasio de Amorim Garcia.

[7] Era o outro polo da divisão interna do Partido Conservador, sob a liderança do padre João Manoel de Carvalho.

[8] Luís Câmara CASCUDO. Antologia de Pedro Velho, p. 37.

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domingo - 06/03/2022 - 05:30h

Um mamute contra um jabuti

Por Marcos Ferreira

Pensei em afagar o ditador Vladimir Putin (só pensei) com a denominação O Senhor da Guerra, título da obra do célebre escritor britânico Bernard Cornwell. Mas, reparando direitinho, vejo que ao russo em questão melhor se aplica esta variante: O Senhor da Barbárie. Pois é, eu também, a exemplo da maior parte do planeta, estou puto com Putin. Perdoem o trocadilho. O ex-Esquilo Secreto do KGB está há mais de vinte anos no comando da Rússia e não deve sair tão cedo.

Desde 24 de fevereiro, quando a Ucrânia foi invadida, a matança não para. Falou-se num único e duvidoso cessar-fogo, porém a guerra acumula estragos irreparáveis. Segundo algumas agências de notícias, cerca de dois mil civis ucranianos já morreram nestes onze dias de bombardeios. Por sua vez, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, diz que nove mil soldados russos foram mortos.

Putin é o líder russo numa guerra que parece muito desigual (Foto: Reuters)

Putin é o líder russo numa guerra que parece muito desigual (Foto: Reuters)

Como se percebe, além das ofensivas militares, está em curso a guerra da propaganda, uma disputa midiática que busca intimidar contendores e sensibilizar o mundo tanto para um lado quanto para o outro. A Ucrânia, especialmente, maldiz a omissão da Otan. Entrementes, como se lutasse uma guerra justa, de igual para igual, a Rússia usa e abusa de sua realidade paralela dos fatos, tentando provar à humanidade que eles são os mocinhos e os ucranianos são homens maus.

Enquanto isso, traiçoeiro e frio como a própria Sibéria, Putin não esquenta a cabeça com pouca coisa. Até porque nem o Sol brilha tanto em Moscou quanto o mais novo melhor amigo do nosso Grande Percevejo, este que até pouco tempo vivia osculando os possuídos do ianque Donald Trump. Ou seja, largou o loiro oxigenado. Agora, portanto, o menino dos olhos do Pateta brasileiro é Putin.

O Grande Percevejo, sem querer ofender as mulheres de vida “fácil”, é um tipo de messalina de luxo que deseja cair nas graças de Putin. Tem um fraco irreprimível por homens poderosos. Seu (dele) deslumbramento perante o bufão Donaldo Trump era algo tão obsceno a ponto de a baba escorrer no canto daquela boca de caçapa. Contudo Trump se deu mal nas urnas e aí o Nosferatu da Casa de Vidro mais que depressa se bandeou para o lado do neoczar e filhote da Guerra Fria.

No Brasil, além do Grande Percevejo, temos uma ala da esquerda sofrendo com uma forte crise de consciência. Até aqui, pelo que eu sei, o presidenciável Lula (para citarmos o líder máximo do Partido dos Trabalhadores) não emitiu uma só nota, sequer uma vírgula, condenando, enfaticamente, a invasão à Ucrânia. Muito menos reprovou o camarada Vladimir. Não com todas as letras.

Não é novidade alguma que as superpotências bélicas e econômicas, sobretudo bélicas, gostam de treinar a pontaria contra nações menores ou militarmente insignificantes. A história do mundo, como aquele jogo de tabuleiro War, está cheia de casos emblemáticos, desde os vikings a George W. Bush. Os Estados Unidos da América, por exemplo, têm grande know-how nessa prática execrável. Que o digam, entre outros, Coreia, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia e Somália.

Outra coisa que me revira o estômago é a hipocrisia em escala planetária. Pois os Estados Unidos, autoproclamados xerifes do globo terrestre, casam e batizam, pintam o sete e bordam o oito, fazem o mundo de gato e sapato e a suposta União das Nações Unidas (ONU) apenas faz vista grossa. A tal Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é mais inútil ainda; não faz patavina.

Em 2003, quando os americanos explodiram Bagdá, capital do Iraque, matando sete mil civis apenas no primeiro dia de bombardeio, tais organizações inúteis não fizeram coisa alguma. Ao todo, ao longo daquela sangrenta operação intitulada “Choque e Pavor”, entre homens, mulheres e crianças, os soldadinhos carniceiros do Tio Sam assassinaram quase um milhão de civis. Abomino inteiramente a invasão russa à Ucrânia, no entanto não vi àquela época tanta comoção como agora.

Ao contrário da Rússia, se estou correto, os Estados Unidos nunca sofreram nenhum tipo de sanção por invadirem outras nações. Nunca foram acusados pela ONU por crimes de guerra. Muito menos, como ora se dá com a Rússia, foram banidos do sistema de transações financeiras. Americanos jamais foram expulsos de universidades, ou a Fifa os puniu, excluindo-os de uma Copa do Mundo.

Em 1994, enganada por um certo Memorando de Budapeste, a Ucrânia concordou em entregar à Rússia cerca de mil e seiscentas armas nucleares oriundas da extinta União Soviética. Isso em troca de um frágil tratado de paz e da promessa de que a Rússia jamais invadiria a Ucrânia. Ninguém, entretanto, exige, nem ao menos sugere, o desarmamento nuclear dos Estados Unidos e da Rússia. Juntos, só esses dois países possuem armamento nuclear para destruir o planeta dezesseis vezes.

— Saddam é mau! — gritava o Tio Sam.

Hoje, após a tragédia da Segunda Guerra, que deixou um rastro de setenta milhões de mortos, o mundo se converte outra vez num barril de pólvora. Isto é, num gigantesco paiol de armas nucleares sob o comando, repito, do mais novo melhor amigo do Pateta brasileiro. Noto que a invasão à Ucrânia, volto a dizer, quem sabe por ser o continente europeu, parece sensibilizar mais a humanidade.

Naquele 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia, a Segunda Guerra Mundial foi oficialmente declarada. Nesse momento, com as tentativas diplomáticas desprezadas por Hitler, os britânicos e os franceses decidiram tomar as dores da Polônia e se opuseram militarmente ao Führer. Assim, sob a liderança da Inglaterra e da França, formou-se o grupo conhecido por Aliados, que posteriormente contaria com o apoio dos Estados Unidos e da então URSS.

Os Aliados, como se sabe, fortaleceram-se com a adesão de vários outros países, entre os quais estava o Brasil. Portanto, entre 1939 e 1945, os Aliados combateram, além do poderoso exército alemão, os chamados países do Eixo, cujos integrantes de primeira hora foram Itália e Japão. Aquela, a meu ver, por causa da índole maléfica e genocida de Hitler, foi uma guerra inevitável e justificável.

Digo justificável devido ao fracasso da diplomacia. O Holocausto precisava ser interrompido com a máxima urgência. Hoje em dia, entretanto, em pleno Século XXI, é inadmissível, intolerável, que ainda aconteçam ataques covardes como esse implementado pela gigantesca Rússia contra a pequenina Ucrânia, um duelo em que o segundo tem mínimas condições de se defender e contra-atacar, enquanto o primeiro veste impenetrável armadura e se encontra armado até os dentes.

O povo ucraniano, embora o seu presidente também não seja flor que se cheire, não merece tamanha atrocidade. Penso no que diria e sentiria a nossa Clarice Lispector, uma das maiores escritoras brasileiras, que na verdade era ucraniana, ao ver pela televisão toda a lástima que seus compatriotas têm enfrentado, o terror imposto por Vladimir Putin, o mais novo melhor amigo do Pateta brasileiro.

Creio que a esta hora, porventura estivessem vivos, entre outros importantes escritores daquele país, os mestres Dostoiévski e Tolstói também condenariam esse covarde massacre do mamute Rússia sobre o jabuti Ucrânia. Enquanto isso, na Sala de Injustiça, ONU e Otan assistem à barbárie de camarote.

Marcos Ferreira é escritor

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sábado - 05/03/2022 - 21:44h
Cultura

Atriz Tony Silva receberá Tributo Ana Floriano

Tony e Allyson: cultura (Foto: cedida)

Tony e Allyson: cultura (Foto: cedida)

O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (Solidariedade) indicou a atriz mossoroense Tony Silva para ser homenageada com o Tributo Ana Floriano, concedido pelo Município anualmente em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

A escolha deve ser oficializada a partir de publicação de decreto municipal no Jornal Oficial de Mossoró (JOM), nesta sexta-feira, 4.

Tony Silva é atriz, professora, arte-educadora, tendo participado em mais de 70 espetáculos, como Chuva de Bala, Auto da Liberdade e Oratório de Santa Luzia, atuando em recitais, documentários e filmes.

A atriz é uma referência para os fazedoras de arte e cultura, assumindo com coragem e talento sua importância enquanto mulher na sociedade mossoroense.

Nota do  Canal BCS – Escolha mais do que merecida.

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Categoria(s): Cultura
sábado - 05/03/2022 - 20:34h
Igreja Católica

Campanha da Fraternidade 2022 começa nesse domingo

Neste domingo (6), às 11h, durante a Santa Missa na Catedral de Santa Luzia, o Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2022 na Diocese de Mossoró. A CF deste ano vai refletir, discutir e propor soluções sobre o tema “Fraternidade e Educação”.Campanha da Fraternidade 2022 - 06-03-22 - abertura em Mossoró - Catedral de Santa Luzia, Mossoró

É inspirada pelo lema bíblico extraído de Provérbios 31, 26: “Fala com sabedoria, ensina com amor”.

Fraternidade e Educação

A campanha acontece nas dioceses e espaços católicos de todo o país. Inspirada no Papa Francisco, que propôs um novo Pacto Educativo Global, a campanha quer promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário na educação.

Essa é a terceira vez que a temática da educação será abordada na Campanha da Fraternidade. O tema já foi objeto de reflexão e ação eclesial em 1982 e 1998. De acordo com a introdução do texto-base, foi “a realidade de nossos dias que fez com que o tema educação recebesse destaque, um tempo marcado pela pandemia da Covid-19 e por diversos conflitos, distanciamentos e polarizações”.

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sábado - 05/03/2022 - 18:22h
Bastidores

A boa relação entre dois aliados desde 2018, Ezequiel e Fátima

No dia 19 de outubro, final do segundo turno, Ezequiel garantiu apoio seu e do seu grupo à Fátima (Foto: divulgação)

No dia 19 de outubro de 2018, final do segundo turno, Ezequiel garantiu apoio seu e do seu grupo à Fátima (Foto: arquivo Canal BCS)

Enquanto o bolsonarismo trabalha e sonha em ter o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), como seu candidato ao governo estadual, ele segue dando mostras de que não se inclina a esse projeto.

No dia 24 último, por exemplo, teve reunião fechada com a governadora Fátima Bezerra (PT), a quem apoia desde o primeiro dia de gestão. Ou antes disso: chegou a seu palanque dia 19 de outubro de 2018, segundo turno da disputa a governador.

Logo após o Carnaval, essa semana, o diálogo entre ambos continuou por celular.

Não tem quem diga, conhecendo minimamente os bastidores dessa relação política, que eles possam ser adversários daqui a alguns dias.

Mas…

Aguardemos, pois.

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Categoria(s): Política
sábado - 05/03/2022 - 17:50h
Abastecimento

Sem água, moradores ameaçam fazer novo protesto

Em outubro do ano passado protesto chegou à estrada e a solução veio em seguida (Foto: arquivo)

Em outubro do ano passado protesto chegou à estrada e a solução veio em seguida (Foto: arquivo)

Os moradores da Vila Alagoas, em Serra do Mel, estão mais vez se organizando para fechar a estrada em protesto devido a falta de água.

São mais de 20 dias sem água e a Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) não resolve o problema do poço que abastece a vila.

O detalhe é que somente a Caern é responsável pelo local, cabendo a mesma fazer com que o poço volte a funcionar e os moradores tenham o abastecimento restabelecido.

“Como os moradores estão cansados de aguardar a Caern, que continua a desrespeitar as famílias da Vila Alagoas, o protesto pode acontecer a qualquer momento, assim como eles fizeram em outubro do ano passado quando também passaram mais de 30 dias sem água”, informa comunicado de moradores que chega a essa página.

Ano passado, após realizar o protesto, fechando a estrada e queimando pneus, foi que a Caern solucionou o problema.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/03/2022 - 14:14h
Mossoró

Poetas e prosadores vão fazer o Dia Nacional da Poesia

O dia 14 de março marca o Dia Nacional da Poesia, uma alusão ao aniversário do poeta baiano Castro Alves, o “poeta dos escravos” (1847-1871). Em Mossoró, a data é lembrada desde 1997, ano de criação da Poetas e Prosadores de Mossoró (POEMA) e, depois, com outras instituições.

Vários poetas vão mostrar seu trabalho no palco do teatro, dia 12 (Fotomontagem de divulgação)

Vários poetas vão mostrar seu trabalho no palco do teatro, dia 12 (Fotomontagem de divulgação)

Este ano, o cantor, compositor e poeta Zé Lima idealizou um grande show para o próximo sábado (12), às 18h, reunindo grandes nomes da arte do verso no Teatro Lauro Monte Filho. No palco, Antônio Francisco, Nildo da Pedra Branca, Lalauzinho de Lalau, Zé Cardoso, Geraldo Amâncio, Moisés Marinho, Caio César Muniz, André da Mata e Symara Tâmara recitarão seus poemas e interpretarão poemas musicados, além do próprio Zé Lima.

O evento também terá um aspecto de solidariedade. A entrada será de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão doados a artistas que estejam em dificuldade por conta da pandemia.

“Esta data deve ser sempre lembrada por nós, amantes da poesia e este encontro será uma grande celebração. Mossoró é muito rica na arte da poesia e certamente gostaríamos de ter todo mundo no palco, mas seria impossível, então também será uma homenagem a todos os nossos demais poetas da cidade”, comenta o promotor do evento, Zé Lima.

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Categoria(s): Cultura
sábado - 05/03/2022 - 08:36h
Votos

Apesar de assédio, deputado não diz quem apoiará

Deputado está no segundo mandato e resolveu não tentar reeleição (Foto: Eduardo Maia)

Deputado está no segundo mandato e resolveu não tentar reeleição (Foto: Eduardo Maia)

O deputado estadual Souza Neto (PSB) não definiu – publicamente – ainda quem deverá apoiar à Assembleia Legislativa este ano. Certa está sua decisão de não concorrer ao terceiro mandato consecutivo a esse poder.

Em seu círculo próximo, o assunto é tratado com muita moderação. Mas, desde que anunciou a desistência no mês passado, que é assediado por atuais deputados e pré-candidatos novatos.

“Dentro de 15 dias no máximo ele se pronuncia”, comentou um assessor direto do parlamentar, em conversa com nossa página.

A principal base eleitoral de Souza é  Areia Branca, região da Costa Branca, onde ele foi vereador, vice-prefeito e prefeito por dois mandatos cada.

Nas eleições de 2018, o deputado reelegeu-se com 31.097 votos.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sexta-feira - 04/03/2022 - 14:02h
Crise babélica

Lei do piso do magistério vira guerra até com ataques pessoais

Governo apresenta argumentos indicando que já cumpre legislação; reação é bastante virulenta

Apesar de negociarem pontos legais, financeiros e orçamentários em relação à lei de fixação do piso do magistério, governo municipal e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) falam línguas distintas. Temos, de início, uma crise babélica.

A gestão apresentou parecer sobre a questão do piso em reunião nessa quinta-feira (3), mostrando que já contempla o professorado com o que é fixado como ‘piso’, até ultrapassando os valores.

Raul Santos e Humberto Fernandes são dois dos representantes do governo e mostram argumentos técnicos (Fotomontagem Diário Político)

Raul Santos e Humberto Fernandes são dois dos representantes do governo e mostram argumentos técnicos (Fotomontagem Diário Político)

Nas redes sociais e imprensa, mesmo antes de mais uma rodada de negociação, o brado sindical e político partidário deixou de lado a discussão técnica, sem contraponto ao que foi apresentado pela prefeitura. Convoca-se para a guerra.

O tom virou-se pro campo pessoal, com ataques principalmente ao procurador-geral do município, advogado Raul Santos, que conduz reuniões com o sindicato. Memes, achincalhes e insultos a ele fazem parte da catilinária.

Também, claro, sobra para o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). A vereadora e sindicalista Marleide Cunha (PT), por exemplo, já o tatuou como “destruidor” da educação.

O sindicato precisará se manifestar com um contra-arrazoado, mesmo que não largue a retórica apocalíptica. Enquanto não o faz, a gestão municipal apresenta seu cipoal de argumentos. E tudo indica: teremos um embate que vai descampar para o nível judicial, com possível greve – na trilha do que já acontece em relação ao governo estadual.

O que diz o governo

Portaria nº 67, de 4 de fevereiro de 2022 – Ministério da Educação, trata de piso para os profissionais de 30h/semanais, aplicando-se a proporcionalidade estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em R$ 2.884,22 (dois mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e vinte e dois centavos).

O piso de entrada do magistério no Município de Mossoró é, atualmente, R$ 435,12 (quatrocentos e trinta e cinco e doze centavos) acima do piso nacional. Está em R$ 3.319,34.

Quanto ao vencimento inicial dos professores de nível superior, com carga horária de 30h/semanais, encontra-se estabilizado no Nível II, Classe I, da carreira, sendo seu salário base fixado em R$ 2.995,51 (dois mil, novecentos e noventa e cinco reais e cinquenta e um centavos). Fazendo-se, portanto, o emparelhamento com o piso nacional, o Município paga, a mais, R$ 111,29 (cento e onze mil e vinte e nove centavos), cumprindo, portando, o que impõe a Lei nº 11.738, de 2008.

Em parecer da Consultoria-Geral do Município, que tem como titular o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Mossoró) Humberto Fernandes, ele defende: “Quanto à jornada de 40h/semanais, a Portaria nº 67, de 4 de fevereiro de 2022 – Ministério da Educação, fixou o piso nacional em R$ 3.845,63 (três mil, oitocentos e quarenta e cinco reais e sessenta e três centavos). No Município, o piso para os profissionais sob o regime da Lei nº 11.738, de 2012, é de R$ 3.994,03 (três mil, novecentos e noventa e quatro reais e três centavos), ultrapassando o piso nacional em R$ 148,40 (cento e quarenta e oito mil e quarenta centavos).”

Ele salienta também, que “considerando a legislação municipal sobre a carreira do magistério público, ou seja, a LC nº 070, de 2012, com as alterações da LC nº 72, de 2012, caso houvesse necessidade de incremento do Município para atingir o piso nacional do magistério, haveria gatilho para os níveis superiores, uma vez que a estrutura jurídica em vigor escalona as carreiras respectivas a partir de percentuais incidentes dos níveis inferiores para os níveis superiores”.

Veja abaixo a conclusão do parecer apresentado:

ANTE O EXPOSTO, o presente parecer fixa, como resposta aos quesitos apresentados, as seguintes conclusões:

I – quem são os profissionais da educação que fazem jus ao piso nacional do magistério público da educação básica, instituído pela Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008?

Resposta: aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais e que tem a formação estabelecida pelo art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional;

II – como deve ser compreendido o regime jurídico da Lei nº 11.738, de 2008, quanto à sua aplicação, a partir dos quesitos seguintes:

a) o piso é uma garantia para o início da carreira do profissional da educação (nível inicial) ou deve ser aplicado a todos os níveis superiores da carreira do magistério público?

b) o piso deve utilizar a carga horária de 40h semanais como paradigma de proporcionalidade para o cálculo da jornada efetiva do profissional da educação ou deve ser aplicado de forma simétrica, independente da carga horária efetiva do profissional do magistério regulado pelo regime jurídico da Lei nº 11.738, de 2008?

Resposta: a) o que define a aplicação do piso, como obrigação imposta pelo regime jurídico da Lei nº 11.738, de 2008, é o nível inicial da carreira do profissional do magistério, não se aplicando o gatilho aos níveis superiores, salvo se houver legislação do Ente Federado regulando a matéria;

Resposta: b) a jornada de trabalho de 40 horas será o paradigma para estabelecer a proporcionalidade do piso, de modo que, quem cumprir 20h ou 30h/semanais deverá receber o piso proporcional à respectiva jornada.

III – qual a situação do piso dos profissionais da educação do Município de Mossoró, diante da legislação local:

a) o piso salarial dos profissionais da educação do Município de Mossoró, atualmente, é inferior ao piso nacional fixado pela Portaria nº 67, de 4 de fevereiro de 2022 – Ministério da Educação? Se sim, como deve ser equalizada essa diferença?

b) a legislação do Município prevê gatilho do piso para os níveis superiores do plano de carreira do magistério municipal? Resposta: a) o piso salarial dos profissionais da educação em Mossoró, seja o dos profissionais de 30h ou os de 40h semanais é superior ao piso nacional do magistério;

Resposta: b) o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do magistério municipal prevê gatilho do piso para os níveis superiores da carreira.

Esse é o parecer, s.m.j. Mossoró/RN, 24 de fevereiro de 2022.

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Categoria(s): Administração Pública / Educação / Política
sexta-feira - 04/03/2022 - 07:46h
Anote, por favor

Dobro a aposta – Ezequiel não será candidato ao governo

Digo há meses, muitos meses, bote anos até, que o presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), não será candidato a governador em 2022.

Ezequiel é uma das maiores inteligências da política contemporânea estadual, sobrevivente do expurgo eleitoral ocorrido nas urnas em 2018.Jogo, roleta, dobrar apostaTem juízo.

Não age por impulso ou qualquer tipo de açodamento; por ódio ou paixão.

Move-se por aquilo que Napoleão Bonaparte definia como forças que fazem qualquer homem sair da inércia: o interesse e o medo.

Portanto, dobro a aposta: Ezequiel não será candidato a governador.

Anote, por favor.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 03/03/2022 - 22:18h
Sem apoio

Rogério visita prefeito de Mossoró, mas não é convincente

Marinho: outra postura (Foto: Marcelo Camargo/arquivo)

Marinho: outra postura (Foto: Marcelo Camargo/arquivo)

O ministro da Integração Regional Rogério Marinho (PL) esteve no Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, nesta quinta-feira (3).

Indócil e arredio a contatos com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) durante todo o ano passado, quando priorizou alinhamento com o grupo rosalbista, Marinho tenta escrever outra história. Quer passar uma borracha e tê-lo como aliado.

Pré-candidato ao Senado, Rogério Marinho sonha com apoio do prefeito à sua postulação, depois que o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), desistiu de concorrer com ele à indicação.

Até aqui, Rogério Marinho não foi convincente.

O compromisso do prefeito era com Fábio Faria, em função do papel que passou a exercer no Planalto, intermediando e carreando recursos milionários para obras, insumos e serviços pro município (veja AQUI).

Sem Fábio no páreo, Allyson não tem qualquer compromisso ao Senado.

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quinta-feira - 03/03/2022 - 21:42h
Mudança legal

Janela partidária começa nessa quinta e vai até 1º de abril

Olhando pela janela, luz do sol, persiana, trancado em casa, confinamentoDeputados federais ou estaduais que pretendem trocar de partido político antes das Eleições 2022 terão 30 dias para fazê-lo sem perder o mandato por infidelidade partidária. Esse período é a chamada janela partidária, que começa a ser contada a partir desta quinta-feira, 3 de março, e termina no dia 1º de abril.

A janela partidária faz parte do Calendário Eleitoral e está prevista na Lei dos Partidos Políticos (artigo 22-A da Lei 9.096/1995). A regra foi regulamentada pela Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165/2015), após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que firmou o entendimento segundo o qual o mandato obtido nas eleições proporcionais (deputados e vereadores) pertence à agremiação, e não aos candidatos eleitos. A regra também está prevista na  Emenda Constitucional nº 91/2016.

Justa causa

O parlamentar que trocar de partido fora da janela partidária sem apresentar justa causa pode perder o mandato. São consideradas “justa causa” as seguintes situações: criação de uma nova sigla; fim ou fusão do partido; desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal.

Em 2018, o TSE decidiu que só pode usufruir da janela partidária a pessoa eleita que esteja no término do mandato vigente. Ou seja, vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, e deputados federais e estaduais naquela janela que ocorre seis meses antes das eleições gerais.

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quinta-feira - 03/03/2022 - 21:10h
Cleonice Costa Dias

Será nessa sexta-feira, Missa de 7º Dia da mãe de Álvaro Dias

Missa de 7º dia de Cleonice Dias - mãe de Alvaro Dias, prefeito de Natal - 04-03-22Será na Catedral Metropolitana de Natal, nessa sexta-feira (4), às 19h, a missa de sétimo dia de Cleonice Costa Dias, mãe do prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB).

Será presidida pelo arcebispo Dom Jaime Vieira Costa.

Dona “Cléo” faleceu no último dia 26, em decorrência de problemas da Covid-19.

Tinha 86 anos.

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quinta-feira - 03/03/2022 - 20:26h
Política

União Brasil trabalha nomes para nominatas federal e estadual

propaganda, divulgação, publicidade, políticaSem maiores alardes, o União Brasil (fusão do DEM com PSL) trabalha nominatas a deputado federal e estadual às eleições deste ano.

Mossoró é um dos principais focos para atração de nomes às duas chapas.

Políticos novatos e de longo curso estão sendo conversados.

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quinta-feira - 03/03/2022 - 19:52h
PL

Kleber Rodrigues assume liderança partidária

Rodrigues: liderança (Foto: João Gilberto)

Rodrigues: liderança (Foto: João Gilberto)

No seu pronunciamento durante a sessão plenária híbrida da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (3), o deputado Kleber Rodrigues (PL) agradeceu a confiança dos colegas de partido por estar assumindo a liderança. O anúncio foi feito hoje.

“Ao mesmo tempo em que comunico que passo a fazer a liderança do partido, externo que é algo que me deixa muito feliz, principalmente pela confiança dos meus pares, os deputados Ubaldo Fernandes e George Soares por mais uma experiência que estou assumindo nesta Casa”, afirmou.

Kleber Rodrigues já presidiu no Parlamento do RN as comissões de Constituição de Justiça (CCJ) e a Comissão de Administração.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 03/03/2022 - 07:12h
3 x 1

Potiguar volta a vencer no Campeonato Estadual

O Potiguar de Mossoró voltou a vencer no Campeonato Estadual do RN 2022. Em sua terceira partida no segundo turno, passou pelo Força e Luz no Estádio Nazarenão em Goianinha, nessa quarta-feira (2). Placar de 3 x 1.

O time adversário abriu o placar aos 34 minutos do primeiro tempo, mas Márcio Mossoró fez um golaço de fora da área aos 6 do segundo tempo, empatando a partida.

Os outros dois gols da virada foram de Adriano Napão aos 14 e aos 38 (de pênalti).

O time alvirrubro mossoroense está na quarta colocação com quatro pontos, atrás de ABC, América e Santa Cruz de Natal, respectivamente.

O Força e Luz é o lanterna com 2 pontos.

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quinta-feira - 03/03/2022 - 05:54h
Hoje

Missa de 7º Dia de “Soutinho” acontece em Mossoró e Natal

Acontece nessa quinta-feira (3) em Mossoró e Natal, Missa de 7º Dia em lembrança do empresário  Francisco Ferreira Souto Filho, “Soutinho”, falecido no último dia 24 (veja AQUI).Missa de 7º Dia de Francisco Ferreira Souto Filho - Soutinho - 3 de Março de 2022 em Natal e Mossoró

Em Natal, será na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, às 16h30.

Em Mossoró, essa liturgia ocorrerá na Catedral de Santa Luzia, às 17h.

Soutinho tinha 95 anos.

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quarta-feira - 02/03/2022 - 15:40h
Cultura

Exposição de Arte terá “Obras em pontilhado”

Idinaldo Duarte - Exposição de Arte - Obras de Pontilhado - 05 de março de 2022 no RustcaféServidor aposentado da Previdência Social, Idinaldo Duarte mostra que nunca é tarde para realizar sonhos e ousar.

No sábado (5), a partir das 16 horas, ele apresenta exposição de arte com “Obras em pontilhado”, no Rustcafé (Mossoró).

O endereço é a Rua Francisco Isódio, 123, centro, pertinho da sede do Sindilojas.

A cantora Alzinete de Oliveira vai soltar sua voz afinada para complementar o evento.

Apareço, sim.

O que é Pontilhado? – O pontilhismo é uma técnica de pintura que surgiu na França no final do século XIX com o movimento impressionista. Essa técnica de pintura é bastante diferenciada porque os pintores fazem suas artes não com largas pinceladas, mas com pequenos pontos de cores lado a lado, muitos próximos, sem mesclar as cores.

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