quinta-feira - 23/01/2025 - 22:34h
Ainda estou aqui

Fernanda Torres concorre ao Oscar de melhor atriz

Fernanda Torres venceu atrizes de expressão internacional e consagradas (Foto: reprodução)

Fernanda Torres é filha de Fernanda Montenegro, um nome de peso da dramaturgia brasileira (Foto: reprodução)

UOL Splash e outras fontes

Fernanda Torres está concorrendo ao Oscar de melhor atriz por sua atuação como Eunice Paiva em “Ainda Estou Aqui”. Após se consagrar como a primeira brasileira a vencer a estatueta do Globo de Ouro, ela terá pela frente uma concorrência de peso para conquistar a estatueta:

  • Cynthia Erivo (Wicked)
  • Karla Sofía Gascón (Emilia Pérez)
  • Mikey Madison (Anora)
  • Demi Moore (A Substância)

A cerimônia do Oscar está marcada para o dia 2 de março. O evento será exibido no Brasil a partir das 21h pela TNT e pela Max.

A fita brasileira concorre ao melhor filme internacional, melhor atriz (para Fernanda Torres) e melhor filme, indicação inédita para o país. O anúncio foi feito através do perfil oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nesta quinta-feira (23).

A atriz é a segunda a concorrer na categoria por um filme em língua portuguesa. A primeira foi sua mãe, Fernanda Montenegro, em 1999, por “Central do Brasil”. Nos 26 anos seguintes, os papéis em língua portuguesa ficaram fora da categoria — agora, Fernanda Torres quebra o jejum.

Ela pode ser a primeira atriz latina a vencer na categoria. Em 97 anos de Oscar, nenhuma mulher latino-americana venceu o prêmio de melhor atriz principal. Em 1962, a porto-riquenha Rita Moreno foi a primeira mulher latina a vencer um Oscar, na categoria de melhor atriz coadjuvante.

Fernanda Montenegro foi a primeira latina indicada a melhor atriz. Depois, vieram Salma Hayek (2002), Catalina Sandino Moreno (2004), Yalitza Aparicio (2018) e Ana de Armas (2022). Nenhuma delas venceu.

Leia tambémFilha de Fernanda Montenegro, Fernanda Torres tem pai famoso e família no audiovisual.

Anúncio dos indicados foi adiado duas vezes. Originalmente, a lista seria divulgada no dia 17 de janeiro. Devido aos incêndios que afetaram Los Angeles, no entanto, o anúncio foi adiado para o dia 19 e, em seguida, para hoje.

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Categoria(s): Cultura / Gerais
domingo - 17/03/2024 - 10:26h

Um Oscar para o rapaz velho

Por Marcos Ferreira

Reprodução do autor da crônica

Reprodução do autor da crônica

Passei alguns dias meditabundo. Pois é, já começo esta conversa assim, com uma palavrinha cheirando a mofo, de pouca empregabilidade, falando difícil como quem desejasse que o leitor enrugue a testa e abandone esta página antes do primeiro parágrafo terminar. Mas não é este meu intuito. Então troquemos o famigerado “meditabundo” por “entristecido”. Pronto, é isso. Andei uns dias com um bocado de fastio para certos “pratos” da cozinha cotidiana de nossa existência.

Agora, porém, o apetite voltou. Inclusive o da escrita. Especialmente depois que li “Uma confissão de amor para me sentir vivo”, do meu colega de xícaras e neuras Carlos Santos. Texto de profunda inspiração que nos inspira de maneira profunda. Ao menos a mim. Isto não é um simples elogio, é merecimento. É a mais sincera opinião deste sapateiro das letras. Digo sapateiro porque é esta a única assinatura em minha carteira de trabalho (CTPS) de que tenho o maior orgulho.

Hoje não, os anos 1980 foram embora, as fábricas de calçados de Mossoró quebraram por causa da produção das grandes indústrias em escala planetária, todavia já fui um sapateiro profissional. Comecei com dez anos de idade, e o patrão carimbou minha CTPS quando completei quinze anos. “É o seu presente de aniversário”, disse-me. Daí por diante me ocupei com outras coisas, toda sorte de bicos e subempregos. Fui impostor em um bocado de atividades, até me tornar isto, um sujeito que não conseguiu aprender outra coisa melhor para fazer além de escrever.

“Uma confissão de amor para me sentir vivo”, a meu ver, só tem um defeito: não foi escrita por mim. É daquelas coisas que a gente termina de ler e exclama: “Caramba! Muito bom!” Foi o que eu disse. Tanto que agora estou pegando carona na “confissão”, escrevendo uma crônica sobre outra crônica, como se a página do Carlos Santos precisasse do brilho emprestado das minhas tintas.

Não precisa. “Uma confissão de amor para me sentir vivo” tem luz própria. É uma declaração, um testemunho tocante, uma ode apaixonada, um genuíno louvor. Enxerguei a mim mesmo em vários pontos da mensagem.

Essa entrega, esse compromisso com o mister do ofício da escrita, mexe com os meus botões. Imagino que estamos no mesmo barcos das palavras. Às vezes, pelo capricho dos ventos, seguimos em direção à notícia pura e simples; noutro momento, com ou sem um pouco de arte, ajustamos as velas no rumo das águas onde habitam as criaturas linguísticas com maior e subjetiva grandeza.

Identifiquei-me, enquanto enfeitiçado que sou da necessidade de escrever, com a reverência do rapaz velho à sua longeva profissão de fé, devoção que hoje já está com trinta e nove anos de serviços prestados ao bom jornalismo do Rio Grande do Norte, bem na borda, na beiradinha dos quarenta anos.

Quem quiser que diga que estou puxando o saco. Há sempre quem não goste de ver outrem recebendo um reconhecimento assim, público, e sem economizar os méritos do homenageado. Dirão, pois, que estou puxando o saco. É verdade que já peguei nos bagos de supostas unanimidades da cena literária potiguar, autênticos pavões assinalados, contudo foi só para deixá-los sem as bolas. Mas aposentei o bisturi; hoje não faço mais esse tipo de intervenção cirúrgico-escrotal.

“Uma confissão de amor para me sentir vivo” recebeu um nome belíssimo. Algo que fica muito bem, por exemplo, para intitular um livro de poemas, crônicas, contos ou romance. Ouso dizer, ainda, que o título é coisa de cinema. Peço, então, nesta nossa Hollywood dos invisíveis, um Oscar de melhor roteiro original para o rapaz velho. Enquanto eu concorreria, claro, como ator coadjuvante.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Repet
terça-feira - 24/06/2014 - 08:25h
Copa do Mundo

“Neymardependência” limita Brasil para o título

A Seleção do Brasil vive uma “Neymardependência”. É ele e ele.

No jogo Brasil 4 x 1 Camarões (veja AQUI), outra demonstração de que estamos dispersos como equipe. Time lento, lerdo, confuso na marcação, sem um pingo de criatividade no ataque (à exceção de Neymar, claro) e sem proximidade dos seus setores.

É muito pouco para ser campeão, sobretudo quando vemos Alemanha e Holanda, por exemplo, com futebol de conjunto e com alguns craques inspirados.

Mesmo assim há algum alento.

A entrada de Fernandinho mudou a dinâmica de jogo do time. Pode ser peça indispensável daqui para frente, tornando o grupo mais compactado, com acentuada qualidade na marcação, saída de bola e até lucidez no ataque.

O titular Paulinho não é nem sombra do que foi na Copa das Confederações, vindo de uma contusão e banco no seu time inglês, o Totteham.

É nítida a queda de rendimento do lateral Daniel Alves, com aparições bisonhas no ataque e vulnerabilidade na defesa. Cabe testar Maicon.

Precisamos melhorar muito com Oscar, que precisa se aproximar mais do ataque e ser realmente um meia de criação.

Contra o Chile, um adversário perigoso e que tem demonstrado bom conjunto, teremos um difícil teste. Se cometermos certos erros, como nessa primeira fase, tchau.

Bem, mas vale a torcida.

 

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Categoria(s): Esporte / Opinião da Coluna do Herzog
terça-feira - 17/06/2014 - 10:08h
Copa do Mundo

Sem querer, querendo

Por Tostão (Comentarista e ex-jogador de futebol)

Daniel Alves e Marcelo devem ter mais chances de jogar bem, já que o México não tem jogado com um meia de cada lado para bloquear o avanço dos laterais. Se os alas marcarem mais à frente, vão sobrar espaços nas costas, pois os três zagueiros costumam se juntar pelo meio. Se os armadores pelo centro tentarem bloquear Daniel Alves e Marcelo, Neymar vai ficar mais livre.

Se Hulk não jogar, poderá fazer falta. Não o Hulk do último jogo, mas sim o de quase todas as partidas dos últimos anos. A principal razão de Hulk ter atuado mal contra a Croácia foi ter jogado pela esquerda. Ele gosta e atua bem da direita para o centro, para finalizar com seu potente chute de canhota. Por causa de um jogo, Hulk, que, enfim, tinha sido reconhecido, voltou a ser chamado de grosso. Enquanto isso, Oscar, de quem pediam a saída, passou a ser um grande craque. Nem uma coisa nem outra.

Com Hulk e Oscar pelos lados e Neymar pelo centro e próximo de Fred e do gol, onde é mais decisivo, falta um armador, pelo meio, para ajudar os volantes na marcação e na organização. O abafa no início do jogo não funcionou bem contra a Croácia.

Thiago Silva e David Luiz formam uma excelente zaga. Os dois têm muita técnica e se completam. Seus estilos refletem suas personalidades. Thiago Silva é introspectivo, conciso, minimalista. Antevê o lance, um craque. David Luiz é extrovertido, cheio de trejeitos, exagerado. Às vezes, no campo, passa do ponto.

Contra a Croácia, o árbitro japonês, excessivamente honesto, quis reparar a culpa de não ter marcado um pênalti a favor do Brasil, contra a Holanda, em 2010. Hoje, o árbitro turco, pressionado para não favorecer o time brasileiro, o que diminuiria ainda mais a credibilidade da arbitragem, corre o risco de, na dúvida, sem querer, querendo, prejudicar o Brasil.

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Categoria(s): Esporte
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sexta-feira - 13/06/2014 - 09:35h
Brasil 3 x 1 Croácia

Vitória com as chuteiras no chão

O Brasil não encantou na estreia da Copa do Mundo 2014. É pouco provável que encante. Mas deu pro gasto, venceu e já pensa no próximo jogo contra o México, em Fortaleza-CE, terça-feira (17)..

O placar de 3 x 1 contra a Croácia, com um pênalti “Mandrake” cavado pelo atacante Fred, espelhou maior volume de jogo, mas escassa capacidade de criação e ofensividade da Canarinho.

Neymar, ou “Neymar Júnior”, como ele quer ser chamado e espelha na camisa 10, fez dois gols, mas eu vi mesmo Oscar suplantá-lo em brilhantismo. Além do que eu esperava, mas cobrava.

Continuamos dependente de Neymar, o Neymar Júnior, mas Oscar foi um alento, que pode estimular Huck, Paulinho e outros a aparecerem também.

Teremos sérios problemas até o título, nos seis jogos que precisamos até lá.

A Croácia, repetindo um sistema de marcação que virou mania mundo afora, com duas linhas de quatro jogadores à frente do goleiro e quase todos os onze sempre atrás da linha da bola, bloqueou o avanço dos laterais e obrigou o Brasil a seguidos erros de passe e perda de bola. A partir daí, produzia perigosos contra-ataques.

Contra seleções mais qualificadas, o Brasil terá que jogar muito mais e depender menos de Neymar Júnior. Quase sempre ele resolve, mas se não resolver, será que teremos Oscar e outros inspirados?

Vale a torcida, sempre. Porém sem encantamentos.

Torcida com as chuteiras no chão, que se diga.

Não temos mais Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivelino num só time.

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segunda-feira - 04/06/2012 - 15:42h
Futebol

Nem delírio nem assombro com a “Canarinha”

A Seleção Pré-Olímpica do Brasil vinha de duas vitórias “convincentes” para Dinamarca e Estados Unidos, respectivamente por 3 x 1 e 4 x 1, até que bateu de frente com os queridos mexicanos. Perdemos por 0 x 2 no domingo.

Nas redes sociais e mídia convencional, o delírio de boa parte da crônica esportiva e de nós, pobres mortais torcedores, logo muda de humor e avaliação.

Gente, só para lembrar: a equipe brasileira é uma Seleção Pré-Olímpica, e não o selecionado tido como titular, com idade que pode oscilar para cima e para baixo.

Francamente, não vejo motivo algum para assombro ou delírio, como parte da crônica esportiva costuma gangorrear entre uma derrota e alguma vitória “convincente”.

Agora vem aí a Argentina, com seu time titular, de jogadores tarimbados e que estão disputando as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. Um ótimo teste para a Pré-Olímpica, de onde o treinador Mano Menezes vai tirar alguns nomes e, quem sabe, modelo tático para o selecionado principal.

É provável que ele possua algo pronto em sua cabeça. Mas com jogos, vitórias e derrotas, terá meios para melhor definição do grupo para a Copa do Mundo. Falta cerca de dois anos para a disputa.

Sem delírio ou assombro, dos jogadores que apareceram na Pré-Olímpica em três jogos, praticamente teremos três figuras em potencial para o time titular ou um pouco mais na Copa do Mundo – e olhe lá.

O zagueiro Thiago, o lateral esquerdo Marcelo e Neymar devem figurar no esquadrão para a copa, se não ocorrer maiores sobressaltos até lá. Leandro Damião, como atacante, tem chances de fazer parte do elenco ou mesmo ser titular, se ninguém se destacar até lá, com desempenho e regularidade como homem de definição.

Oscar, que a mídia endeusou – como é de seu costume – de forma instantânea, após dois jogos da Pré-Olímpica, precisará jogar muito mais para envergar a camisa 10. É bom jogador. Craque, não! Tenha santa paciência.

E do nosso querido Paulo Ganso espera-se muito. Pena que ele não tenha sequência de jogos, nunca tenha mostrado serviço na  “Canarinha” e possua canelas de “vidro”.

Quanto ao jogo em si, contra o México, um resultado normal. O time mexicano não jogou bulhufas, mas teve um gol “paranormal”, saído do acaso de um cruzamento e outro decorrente de falha infantil do zagueiro Juan. Durante quase todo o jogo ficou na retranca, como se tivesse diante de um temível Brasil. Era só a Seleção Pré-Olímpica com a camisa amarela.

Enfim, não vejo motivos para pânico, nem nada que nos cause euforia. Há meios e tempo para formação de um selecionado competitivo. Resta saber se o Mano Menezes conseguirá esse feito.

Hoje, o Brasil não pode ser listado nem entre as cinco melhores seleções do mundo. Até porque fica difícil escalar um selecionado titular como Espanha, Alemanha, Holanda, Uruguai e Argentina, por exemplo.

Qual a nossa Seleção?

Aguardemos.

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sábado - 15/10/2011 - 08:49h
Pra você, professor!

Em nome do saber e da virtude

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. (Cora Coralina)

“Dia do Professor”, segundo nosso calendário de datas comemorativas, é hoje.

Penso diferente. Vários professores são minha referência desde tenra idade. Assim, a louvação é diária. Sem data fixa.

Lembro de Oscar, professor de História; Tamela, de Matemática, por exemplo. Doaram-me o saber, respeito e afeto.

Guardo até mesmo um livro infantil, com dedicatória de uma professora, Deusa, que é minha companhia, presente amável que conservo até hoje.

Não sai da memória o zelo de Dagmar (Colégio Dom Bosco), paroxismo de educadora. Austera, sem perder a ternura. Espartana, sem deixar de ser elegante.

Alimento até o gosto de, um dia, com melhor carga de saber e maturidade, poder ser um de vocês: professor. Distribuir para espalhar. Ensinar para formar.

Tenho firme esperança ainda, que governantes e parte da sociedade deixem de vê-lo como rebotalho. Descumbram ser impossível avançar sem instrução de qualidade.

Quem sabe, alguns “líderes” até mudem o verbo “gastar” por “investir”, como mantra gerencial da coisa pública.

Professor, muito obrigado por tudo. Agradecido, continuo alistado na infantaria de sua luta; sou parte dessa cruzada em defesa do saber e da virtude.

Eis-me, eterno aprendiz.

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Categoria(s): Artigo / Opinião da Coluna do Herzog
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