sábado - 17/12/2022 - 19:24h
História sem fim

Porcellanati é denunciada ao Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT), em Mossoró, foi cientificado nessa quinta-feira (15) por um representante dos ex-empregados da TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (outrora denominada de Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.), sobre nova situação que se forma na empresa. Seus gestores preparam arrendamento da indústria, mesmo ela estando fechada, sob processo de Recuperação Judicial e com demanda de retomada de imóvel (veja AQUI), desencadeada pela Prefeitura Municipal de Mossoró.

Indústria, que nada produz, mantém luta há anos para ficar com imóvel que não lhe pertence Foto: Canal BCS)

Indústria está parada e tenta de toda forma impedir que imóvel volte ao patrimônio público Foto: Canal BCS)

O temor de José Ronaldo da Silva, líder dos ex-empregados, o denunciante, é que a manobra dificulte mais ainda o pagamento dos direitos dos trabalhadores. Eles pelejam judicialmente há mais de oito anos por esse benefício legal. São cerca de 250 ex-empregados.

Em comunicado passado a empregados atuais, um representante da TB Nordeste – Marcos Nicoladeli – diz que grupo pernambucano Azimult Cerâmica Ltda. de Cabo de Santo Agostinho vai assumir empresa. “Tanto os valores rescisórios quanto o décimo-terceiro salário será pago com recursos provenientes da venda de um equipamento da TB Nordeste que não será utilizado no arrendamento (Atomizador).”

Conforme justificativa de Nicoladeli, no processo de recuperação judicial já existem valores depositados e serão destinados para pagamento daqueles valores rescisórios mais antigos. Contudo, precisam materializar algumas medidas, enxergando no arrendamento uma saída.

Os ex-empregados pedem ao MPT fiscalização sobre o caso. Ao mesmo tempo, não compreendem como um imóvel em situação de pendência judicial pode ser passado a outro grupo, com milhões em compromissos sem cobertura. “Essa é mais uma enganação, mais uma tentativa de ludibriar ex-funcionários”, afirma José Ronaldo.

Calotes e apoio judicial

A Porcellanati mergulhou em Plano de Recuperação Judicial sob o número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC. Contudo, segue sem honrar qualquer débito local, de fornecedores a ex-trabalhadores.

Começou atividades em 2009, até encerrar atividades em 2014, ludibriando centenas de trabalhadores, fornecedores, prestadores de serviços, concessionários de energia, gás, impostos municipais etc. Em 2021, diante de processo do município na gestão Allyzon Bezerra (Solidariedade) para reversão de doação do imóvel, tentou voltar a funcionar a todo custo. Abriu, fechou; abriu, fechou.

Nesse espaço de tempo obteve aval judicial para se manter, porém na prática nunca funcionou. Sequer obteve gás natural da empresa estatal do RN para esse fim, a Potigás, por não honrar compromissos.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 22/11/2021 - 15:49h
Mossoró

Porcellanati tenta retomar imóvel e Justiça rejeita pedido de liminar

Cordeiro: rejeição à pretensão da Itagrês (Foto: arquivo)

Cordeiro: rejeição à pretensão da Itagrês (Foto: arquivo)

O juiz Pedro Cordeiro Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró, indeferiu pedido de liminar em Mandado de Segurança Cível, sob o número 0821212-88.2021.8.20.5106, provocado pelo Grupo Itagrês (Porcellanati Revestimentos Cerâmicos S/A). O impetrante reagiu na esfera judicial contra a consumação do processo administrativo de reversão de imóvel doado ao grupo em 2004, pela Prefeitura de Mossoró.

O prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) assinou a decisão no início desse mês (veja AQUI).

A grosso modo, o grupo originário de Tubarão (SC), que fechou em 2014 a fábrica localizada na BR-304, saída para Fortaleza, pleiteava e arguia o seguinte:

01 – Teria passado prazo do Município reverter;

02 – Que o sumiço (veja AQUI) do processo original (o que foi restaurado pela atual gestão) teria gerado a prescrição do direito do do Município. Cá para nós: isso deixa claro que o “desaparecimento” os interessava;

03 – Que não lhe foi dado prazo para defesa, quando, na verdade, a municipalidade dilatou à exaustão prazos e até aceitou por último um tempo-limite adicional que a própria Itagrês sugeriu;

04 – Que está em recuperação judicial e, por isso, merece um tratamento diferenciado.

A Porcellanati desde que encerrou suas atividades coleciona calotes. Bancos credores, comércio local, fornecedores de matéria-prima, impostos à municipalidade (cerca de 10 milhões de reais) e sobretudo obrigações trabalhistas que chegariam a R$ 20 milhões, só com operários locais.

Para se instalar em Mossoró, o grupo teria (teria, repetimos) investido mais de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene e R$ 52 milhões de outras fontes, incluindo R$ 21 milhões do Banco do Nordeste.

Paralisada há tantos anos e sempre prometendo reabertura quando se sentia ameaçada de perder o patrimônio alheio (veja AQUI um exemplo do ano eleitoral de 2018), a Porcellanati passou por Plano de Recuperação Judicial sob o número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC. Contudo, segue ludibriando de humildes ex-empregados a instituições bancárias.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Essa corriola de Santa Catarina e seus parceiros ocultos do RN vão tentar a todo custo retomar esse grande negócio, uma das maiores patifarias promovidas contra o erário e povo de Mossoró. Sabem que não têm condições de produzir uma telha para cobrir a casa de um pinto, mas precisam do imóvel em definitivo à caça de mais milhões de dinheiro público. Paguem pelo menos os ex-empregados. Tenham vergonha na cara!

Vaza!

P.S – Aplauso aqui, dessa lonjura, à Procuradoria do Município, por arrimar de forma consistente e densa, esse processo administrativo e defesa judicial.

Leia também: Indústria tem máquinas levadas após promessa de quase 500 empregos!

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Repet
quinta-feira - 11/11/2021 - 21:48h
Na pressão

Protesto ‘oficial’ da Porcellanati é outro tudo ou nada contra reversão

Durou pouco mais de uma hora e meia o protesto articulado pela própria Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês), despejando empregados com camisas padronizadas na cor preta e com cartazes, em frente à sede da Prefeitura Municipal de Mossoró, centro da cidade, nessa quinta-feira (11).

Protesto foi organizado pela própria empresa como manifestação 'espontânea' (Foto: Canal BCS)

Protesto foi organizado pela própria empresa como manifestação ‘espontânea’ (Foto: Canal BCS)

Os manifestantes, pouco mais de 40 (muitos sequer são de Mossoró), chegaram em ônibus contratados pela empresa e ocuparam espaços na calçada do Palácio da Resistência e leito da rua.

A mobilização foi pacífica e defendia que municipalidade voltasse atrás no decreto publicado no último dia 5, no Jornal Oficial do Município (JOM), edição 639 (veja AQUIAQUI), que formaliza a reversão de doação de imóvel que tinha sido feita para a empresa há cerca de 17 anos. A doação aconteceu em 2004 e a Porcellanati em abril de 2014 parou suas atividades de vez.

O processo original de reversão começou em 2015 na gestão Francisco José Júnior (PSD), mas sofreu um freio. Retomado, no final de 2017, acabou ficando nas mãos da então prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Só que em 2018, houve a grande promessa de retomada de atividades, inclusive com a prefeitura enfileirando mais de duas mil pessoas à apresentação de currículos (veja AQUI). Nunca contrataram sequer um ASG.

Com início da administração Allyson Bezerra (Solidariedade), o caso foi exumado e retomado, identificando-se que parte da documentação tinha sido extraviada na gestão anterior. Mesmo assim, houve amplo direito à defesa e obediência ao devido processo administrativo legal. Antes disso, em abril, parte do maquinário da Porcellanati foi levado (veja AQUI) por um dos credores, por falta de pagamento.

Dívidas e enredo infundado

Jornalista Vonúvio Praxedes foi quem melhor retratou o teatro mequetrefe de hoje (Reprodução)

Jornalista Vonúvio Praxedes foi quem melhor retratou o teatro mequetrefe de hoje (Reprodução)

A empresa acumula dívidas trabalhistas com os ex-empregados, que segundo a própria categoria ultrapassa R$ 20 milhões. Os débitos de impostos à municipalidade ultrapassam os 10 milhões.

Contudo, o rombo é muito maior e o Plano de Recuperação Judicial amarrado no bojo do processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC, até hoje não ensejou respeito a compromissos.

Essa indústria catarinense começou suas atividades em Mossoró em dezembro de 2009. Foram investidos mais de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene e R$ 52 milhões de outras fontes, incluindo R$ 21 milhões do Banco do Nordeste.

No auge de sua produção em Mossoró, a Porcellanati chegou a empregar 415 pessoas em 2013. Entretanto, ao encerrar suas atividades em abril de 2014, só tinha 115 trabalhadores.

Nos últimos dias, o seu marketing repete a informação infundada de que estaria com cerca de 120 pessoas em atividades e pronta para investir algo em torno de R$ 10 milhões.

O enredo é tão risível como esse teatro mequetrefe de hoje, em frente à prefeitura.

Leia AQUI série de mais de 50 matérias sobre a Porcellanati em Mossoró.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais / Política
quinta-feira - 12/09/2019 - 14:24h
Impasse

Pagamento a ex-empregados da Porcellanati fica mais difícil

Porcellanati: muitas interrogações (Foto: arquivo)

O processo de pagamento de dívidas trabalhistas de ex-empregados da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês) está sob nova ameaça. Assembleia geral à manhã desta quinta-feira (12) no auditório da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), em Tubarão-SC, gerou novo impasse.

Em acordo firmado com os trabalhadores, o Grupo Itagrês assumiu compromisso de pagar dívidas que passariam de R$ 15 milhões (já com deságio) “em até 12 meses”. O prazo vai se encerrar no dia 15 de outubro próximo, sem perspectiva de ser honrado.

Na assembleia de hoje, o Banco do Nordeste (BNB) emperrou negociações. Outra vez não aceitou proposta de pagamento do passivo nos moldes propostos e emperrou processo de entendimento entre credores e devedora.

A empresa agora denominada de TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A e  TB Sul Indústria e Comércio de Revestimentos S/A, respectivamente em Mossoró e Santa Catarina, entrou com pedido de recuperação judicial em 2017.

O “Plano de Recuperação Judicial” (processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075) está na 1ª Vara Cível na Comarca de Tubarão.

História em Mossoró

Em Mossoró, o grupo encerrou suas atividades em abril de 2014. Tinha iniciado atividades em dezembro de 2009. Houve promessa de reabertura de produção para janeiro de 2018, depois transferido para dezembro do mesmo ano.

Nesse ínterim, em pleno ano eleitoral de 2018, o município de Mossoró chegou a prometer geração de 500 empregos diretos e indiretos da fábrica (veja AQUI). Levou centenas de pessoas a uma fila quilométrica para entrega de currículos, num estelionato de sonhos de enorme frieza politiqueira.

No dia 5 de julho último, representante da empresa se reuniu com ex-empregados em Mossoró para explicar a situação. Mas não evitou protesto público dos ex-empregados no dia seguinte, em frente à sede da indústria, na BR-304, Distrito Industrial da cidade.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • Repet
quinta-feira - 19/07/2018 - 12:13h
Porcellanati

Justiça vai decidir sobre reabertura de indústrias cerâmicas

Está nas mãos da 1ª Vara da Justiça de Tubarão (Santa Catarina), o destino do processo de Recuperação Judicial da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês), situada em Mossoró, bem como de outra unidade do mesmo grupo nesse município catarinense.

A maioria dos credores votou a favor da aprovação das propostas relativas à Recuperação Judicial, apresentada em assembleia nessa última terça-feira (17) em Tubarão. Quem freou pleno endosso foi o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Porcellanati em Mossoró tem estrutura e maquinário sob manutenção à espera de retomada (Foto: Tribuna do Norte)

Expectativa é de que no máximo em duas semana haja decisão judicial. Os controladores do grupo pediram a concessão de Recuperação Judicial no dia 24 de janeiro de 2017, cabendo a Innovare Administradora em Recuperação e Falência (veja AQUI) conduzir trabalho para “ressuscitar” empresas, viabilizando retomada de produção.

O grupo controlador da Porcellanati teve acatado seu pedido de “Plano de Recuperação Judicial” (processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível na Comarca de Tubarão, em 2017. Ele avançou e aguarda a conclusão dessa etapa judicialmente.

As duas unidades industriais tem novas denominações cíveis. Em Santa Catarina, é a TB Sul Indústria e Comércio de Revestimentos S/A. Em Mossoró, a TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A.

Empregos

Em Tubarão, a fábrica local está funcionando com três linhas de produção e uma quarta que deverá ser retomada em outubro. Em Mossoró, há permanente manutenção de estrutura, mas nada ainda funcionando. Expectativa é de que possa retomar contratações, priorizando ex-empregados, por volta de outubro.

Há um acordo entre Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cerâmica do RN, Associação dos Ex-empregados e a TB Nordeste para recontratação dos ex-funcionários, até pela questão de qualificação, numa área de muita exigência técnica e experiência. Mossoró pode ter cerca de 170 contratações diretas (ou mais), com efeito multiplicador indireto em outros empregos. Nesse contexto, não existe (como chegou a ser divulgado pela Prefeitura Municipal de Mossoró), qualquer peso ou interferência política em jogo. O caso tão somente judicial.

Sete representantes do sindicato e da associação participaram de assembleia e estão envolvidos nas negociações em Tubarão. “Temos esperança de que a Justiça deva garantir a retomada da produção e empregos”, comenta José Ronaldo da Silva da Associação dos Ex-Empregados, em conversa com o Blog Carlos Santos. A delegação deverá retornar ao estado nessa sexta-feira (20).

As dívidas trabalhistas nas duas fábricas ficam em torno de R$ 15 milhões, já com deságio. Em Mossoró, ela começou a funcionar em dezembro de 2009 e paralisou atividades em abril de 2014.

Leia também: Rosalba volta a assumir ‘obra’ que não existe nem lhe cabe.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia / Justiça/Direito/Ministério Público
sábado - 30/09/2017 - 12:24h
Porcellanati

Recuperação Judicial não anima ex-trabalhadores de indústria

Trabalhadores já fizeram outros protestos (Foto: arquivo)

O Plano de Recuperação Judicial da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. não tem animado muito os ex-empregados da empresa em Mossoró.

Até o momento, segue sem fechamento os compromissos trabalhista dessa unidade industrial de origem catarinense.

Existe nova mobilização desses trabalhadores, para outro protesto público. Anteriormente, eles já fizeram movimento em frente à antiga fábrica na BR-304 e à porta da Justiça do Trabalho.

O Plano de Recuperação Judicial existe sob o processo de número 0300460-44.2017.8.24.0075, 1ª Vara Cível, na Comarca de Tubarão-SC).

Leia também: Porcelanatti, um grande negócio que segue fazendo estragos AQUI;

Leia também: Inspeção mostra condições para reativação da Porcelanatti AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia / Gerais
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.