domingo - 21/07/2024 - 11:20h

Memória viva de campanhas eleitorais inesquecíveis

Por Odemirton Filho

Arte de Cássio Costa da Agência Senado

Arte de Cássio Costa da Agência Senado

A convite de Carlos Santos, criador e editor do Blog Carlos Santos, topei escrever para este domingo (21) na condição de eleitor e testemunha viva de algumas campanhas eleitorais em Mossoró. “Quero uma visão que não seja do especialista, mas de alguém que vivenciou época de campanha diferente da conhecida atualmente,” justificou ele. Portanto, o que vem aí mais abaixo, não é o olhar do especialista, do profissional do jornalismo político, da pessoa do marketing, do homem da ciência política, do expert em pesquisa eleitoral, mas de alguém que viveu período memorável lá embaixo, nas carreatas, nos comícios, passeatas, showmícios. Desses tempos cativantes, eis um pouco do que ficou em minha memória:

Os artigos dos articulistas que escrevem nesta página na série “Eleições Municipais 2024” fizeram-me relembrar das campanhas eleitorais de tempos idos. Algumas foram singulares, seja porque eu ainda estava no junho de minha vida, e tudo era motivo pra festa, seja pelo acirramento dos embates eleitorais, tão comuns nas cidades do interior. Não é meu objetivo discorrer amiúde sobre tais campanhas, mas, tão-somente, apresentar um recorte do que vivenciei.

Refiro às campanhas eleitorais de 1986, 1988 e 1992, a primeira para o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, a segunda e a terceira para a Prefeitura Municipal de Mossoró.

1986

Em 1986, os nomes fortes que concorriam ao Governo do RN eram João Faustino e Geraldo Melo. Em outra oportunidade, escrevi que até hoje não existiu campanha eleitoral mais emocionante. Os jingles do “Tamborete”, apelido de Geraldo Melo, eram de arrepiar; “sopra o vento, deixe esse vento soprar, esse vento traz Geraldo, a nossa sorte vai mudar…”

Os eleitores ficavam fascinados com a oratória de Melo, acostumado a falar para multidões; muitos deles levavam tamboretes nas mãos ou colocava-os nas janelas e calçadas das casas. De fato, foi uma campanha eleitoral belíssima, envolvente e, ao final, o “Tamborete” venceu João do Coração. Resultado das eleições de 1986:

– Geraldo Melo (PMDB) – 50, 11%
– João Faustino (PFL) – 48,60%
– Aldo Tinoco (PDT) – 0,72%
– Sebastião Carneiro (PT) – 0,57%

1988

Rosalba foi eleita três vezes, a começar de 1988 (Foto: reprodução)

Rosalba e Luiz Pinto erguem braços à aclamação em 1988 (Foto: Reprodução/Arquivo BCS)

Em 1988, Laíre Rosado e Rosalba Ciarlini protagonizaram a disputa para prefeito. “Sou rosa vermelha, ai! Meu bem querer, beija-flor sou tua rosa, e hei de amar-te até morrer…” O Jingle de Rosalba embalou a campanha. A música Ilariê tocava nos comícios de Laíre; o candidato do PT também tinha seu jingle, “Chagas Silva, Zé Estrela, tome nota pra votar…”

Como disse em outra crônica sobre o tema, lembro-me de dona Edith Souto – baluarte do aluizismo em Mossoró – acompanhando as passeatas sentada no capô de um veículo Opala; dos ônibus levando os eleitores pra lá e pra cá; da Força Jovem, uma turma de rapazes e moças que apoiava a candidata Rosalba, realizava comícios que reuniam milhares de pessoas.

Foi uma campanha bastante disputada, inicialmente tendo Laíre como favorito, mas pouco a pouco, com o apoio de Dix-huit Rosado e outros fatores, a “Rosa” angariou a simpatia dos eleitores, conseguindo ganhar o pleito, iniciando, a partir de então, uma carreira política vitoriosa. Resultado das eleições de 1988:

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 – (49,7%)
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 – (40,2%)
– Chagas Silva (PT) – 2.507 – (3,3%)

1992

Já na campanha eleitoral de 1992, disputaram pra valer Luiz Pinto e Dix-huit Rosado. Luiz Pinto era o candidato apoiado por Rosalba, que estava surfando nas ondas da popularidade, e eram favas contadas a vitória do Pinto. Elek  seu vice-prefeito, oriundo de família tradicional da cidade.

Laíre Rosado, Frederico Rosado, Sanda Rosado, Dix-huit e Vingt em 1992 (Foto: arquivo)

Laíre Rosado, Frederico Rosado, Sanda Rosado, Dix-huit e Vingt em 1992 (Foto: arquivo)

Porém, não foi bem assim. Apesar da idade avançada, com as limitações naturais para enfrentar uma campanha, o “Velho” mostrou todo o seu vigor eleitoral.

Certa vez, presenciei um discurso do velho alcaide, um orador de primeira linha. Na ocasião, disse que, se pudesse, cobriria o chão de Mossoró com algodão para ao pisar não machucar a terra que tanto amava.

No final do embate, o “Velho” venceu o “Pinto”.

No comício da vitória, a canção do poeta Zé Lima animava a multidão, eufórica: “Não sei o que será do amanhã, a vida da morte é irmã, eu quero esse cheiro de terra, sabor de hortelã…” Resultado das eleições de 1992:

– Dix-huit Rosado (PDT) 37.188 – (47,79%)
– Luiz Pinto (PFL) 32.795 – (42,15%)
– Luiz Carlos Martins (PT) 6.557 – (8,43%)
– Paulo Linhares (PSB) 1.273 – (1,64%)

Em Mossoró, à época, os grandes comícios eram realizados no largo do Jumbo, da Cobal, no Ferro de Engomar, logo após a descida do Alto de São Manoel. Os showmícios eram permitidos. Cantores e bandas de fama nacional animavam o povão, numa verdadeira festa; nas passeatas, um mar de pessoas; nas carreatas, uma ruma de carros e motocicletas, além de carroças e bicicletas.

Foram essas, para mim, as campanhas eleitorais inesquecíveis. Quem viveu esses momentos sabe muito bem o que acabei de descrever. Esse tempo não voltará jamais.

Série Eleições Municipais 2024

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Leia tambémA hora e a vez do vice – Por Saulo Vale

Leia tambémA sucessão no maior colégio eleitoral do RN – Por Túlio Lemos

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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domingo - 14/07/2024 - 11:20h

A sucessão no maior colégio eleitoral do RN

Por Túlio Lemos

Carlos, Paulinho, Natália e Rafael estão numa disputa cheia de nuances (Fotomontagem do BCS)

Carlos, Paulinho, Natália e Rafael estão numa disputa cheia de nuances (Fotomontagem do BCS)

O pleito de 6 de outubro em Natal será disputado predominantemente por ex-aliados. Até o momento, são sete pré-candidaturas postas, sendo quatro nomes mais expressivos e com histórico político-eleitoral: Carlos Eduardo (PSD), Paulinho Freire (UB), Natália Bonavides (PT) e Rafael Motta (Avante).

Comecemos pelo ex-prefeito Carlos Eduardo, que governou Natal em quatro oportunidades. Na história recente da capital, é o político com mais tempo de gestão no executivo natalense.

O filho de Agnelo Alves (in memoriam) tem suas gestões como vitrine e ele já começou a mostrar o que fez quando governou Natal. Os pontos positivos serão explorados à exaustão, para consolidar a imagem do bom gestor. O líder atual das pesquisas também tem a seu favor o fato de não ter sua imagem respingada por desgaste de nenhuma liderança, seja municipal, estadual ou federal.

Se o eleitor estiver chateado com o prefeito Álvaro Dias (Republicanos), não atinge Carlos Eduardo; se estiver aborrecido com Fátima Bezerra, também não atinge o filho de Agnelo; e, se reprovar a gestão de Lula (PT)  ou repelir Jair Bolsonaro (PL), Carlos Eduardo também não será atingido. O eleitor vai votar ou deixar de votar em Carlos Eduardo sem nenhuma influência externa. Será o voto dele ou contra ele.

Como pontos negativos estão a reprovação de suas contas pelo Tribunal de Contas do Estado do Estado do RN (TCE/RN). O ex-gestor pretende pedir ao eleitor um novo mandato, mas o órgão técnico diz que suas administrações foram reprovadas, inclusive pelo fato de investir menos recursos na Educação do que a legislação determina.

Os movimentos pendulares de Carlos Eduardo também serão lembrados pelos adversários, para mostrar sua instabilidade política e ausência de definição ideológica. Ele já foi Lula, Bolsonaro, Fátima e Álvaro; já foi contra Fátima, contra Lula, contra Bolsonaro, contra Álvaro e até se afastou da família, que abriu as portas para sua carreira no Executivo.

Paulinho Freire é o candidato com maior respaldo político da atual eleição. Conta com 20 dos 29 vereadores da capital, cinco partidos, o prefeito de Natal, além de deputados estaduais, federais e dois senadores. Por enquanto, esse conjunto de apoio político de peso não fez com que a candidatura de Freire subisse numa velocidade mais visível. Mas ele consolidou o segundo lugar e poderá cresce mais pela capilaridade que os apoios lhe darão quando a campanha começar.

Os pontos negativos da candidatura de Paulinho são os mesmos que também são considerados positivos: os apoios políticos. Com Álvaro em desgaste, atinge diretamente a pretensão de Freire; sua vinculação ao bolsonarismo, atende à Direita, mas lhe tira votos do Centro; sua postura moderada está sendo desgastada por votações vinculadas à extrema-direita. Seu grande malabarismo vai ser chegar ao eleitor do Centro sem afugentar o eleitorado mais radical do bolsonarismo.

A deputada federal Natália Bonavides tem um perfil bacana para ser trabalhado: jovem, bonita, inteligente, carismática. No último pleito, obteve mais de 50 mil votos em Natal, o equivalente a 12% do eleitorado da capital. É um acervo importante para uma largada majoritária.

Álvaro é um prefeito que já esteve com Carlos e Rafael ao lado e agora apoia Paulinho (Foto: autor não identificado)

Álvaro já esteve com Carlos e Rafael e agora apoia Paulinho (Foto: autor não identificado)

Natália, assim como Paulinho, precisa usar um engenhoso malabarismo para conquistar o eleitor que admira Lula, sem perder o eleitor que reprova Fátima. Não será uma tarefa fácil. Outro ponto negativo da parlamentar é a passividade com cheiro de arrogância, que permeia sua atuação. Ela permitiu que sua imagem fosse desconstruída sem a menor preocupação em reparar os danos causados.

Seu perfil precisa ser refeito aos olhos do eleitor, que em boa parte enxerga alguém que apoia e incentiva invasão de prédios públicos e propriedades privadas, é a favor da legalização das drogas e da liberação total do aborto, entre outras situações que não foram rebatidas e se consolidou como uma imagem pronta e acabada de alguém imatura para exercer o comando da capital.

Rafael Motta tem um perfil leve para ser trabalhado. Se tivesse sido escolhido como o candidato do prefeito Álvaro Dias, já teria subido mais do que Paulinho alcançou. Carismático, se expressa bem, não contabiliza desgaste e tem uma imagem limpa.

Sua maior dificuldade é a ausência de respaldo das forças políticas. Num gesto inesperado, trocou um partido forte no aspecto político, com fundo partidário expressivo, por outro sem identificação de qualquer liderança de peso na política nacional e um caixa sem grandes atrativos. Além disso, sua passagem pelo secretariado do prefeito retirou o discurso de oposição.

O crescimento de Rafael está vinculado à forma como ele vai chegar ao eleitorado. Quando ele fala, se deixa escutar pela população, o quadro referente à percepção da imagem pelo eleitor muda sensivelmente.

Há um outro detalhe em relação a esses quatro nomes. De alguma forma eles já estiveram juntos, de maneira direta ou indireta.

Carlos Eduardo já foi aliado de Paulinho e de Natália; Paulinho já apoiou a gestão de Carlos Eduardo; Rafael já foi aliado de Natália; Natália já dividiu palanque com Carlos Eduardo, que já foi aliado de Álvaro, de Fátima, de Lula, de Bolsonaro e de Paulinho.

O marketing dos candidatos vai ter que separar cada situação, pontuar eventuais justificativas, tornar agudo o defeito do opositor, minimizar as falhas de seu candidato e partir para o ataque.

Justamente pelo fato de que são candidatos que podem e devem crescer durante a campanha, a eleição em Natal deverá ser disputada em dois turnos. E é aí que entram os atuais candidatos minúsculos. A soma de Paulinho, Natália e Rafael, receberá também votos de Camila Barbosa (Psol), de Nando Poeta (PSTU) e de Heró Bezerra (PRTB).

Não esqueçamos da eleição de 2014 para governador do RN, quando o então favorito a ganhar em primeiro turno, Henrique Alves (MDB), viu sua chance de vitória ir embora por causa da votação de Robério Paulino (Psol).

Na primeira votação, Henrique obteve 47,34 % dos votos; Robinson Faria (PSD) ficou com 43,04%; Simone Dutra (PSTU) teve 0,98% e Araken Farias (PSL) obteve 0,90%. Até aí, Henrique estaria eleito em primeiro turno.

O problema foi Robério. O então candidato do Psol surpreendeu e obteve 8,74% dos votos. A soma de todos contra Henrique foi 52,66%.

Por pouco mais de 5%, a decisão para governador do RN foi para o segundo turno, configurando um novo pleito.

Série Eleições Municipais 2024

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Leia tambémA hora e a vez do vice – Por Saulo Vale

O vitorioso do primeiro turno, Henrique Alves, perdeu no confronto direto para Robinson Faria na segunda disputa. O pai de Fábio Fária obteve 54,42% dos votos, contra 45,58% do filho de Aluízio Alves.

Portanto, no cenário de hoje em Natal, o pleito caminha para ser definido em dois turnos. Mas aí já é outra história.

Túlio Lemos é jornalista e editor-fundador do jornal e portal Diário do RN

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domingo - 14/07/2024 - 08:54h

A hora e a vez do vice

Por Saulo Vale

Arte ilustrativa da meer.com

Arte ilustrativa da meer.com

Depois do badalado Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2024, as atenções da conjuntura política local são direcionadas para a escolha do candidato a vice-prefeito nas chapas que disputarão a Prefeitura de Mossoró.

Quem vai ser o vice do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), de Lawrence Amorim (PSDB) e de Genivan Vale (PL)? Os três deixaram para anunciar só depois dos festejos de São João, seja por estratégia política, para não queimar largada, seja para escolher melhor quem vai ser a companhia de chapa.

No caso do prefeito Allyson, favorito nessa disputa, muitos nomes já quiserem ocupar o espaço. Foi o caso do PL. O partido quis impor sua decisão de apontar o vice do prefeito. Não conseguiu. Ouviu de Allyson o que todos ouviram: só converso sobre isso depois do MCJ. Daí veio o rompimento e candidatura própria da legenda bolsonarista.

Outro que sonhou ser o vice foi o presidente da Câmara Lawrence Amorim (PSDB). Até plantou em veículos de imprensa que havia compromisso do prefeito escolhê-lo para vice. Nunca houve. Lawrence rompeu e lançou sua candidatura a prefeito.

Pelo menos dois são ventilados como possível vice: o do jornalista e advogado Paulo Afonso Linhares, presidente municipal do PSD, e do ex-gerente do Saúde Primária da Prefeitura de Mossoró, Marcos Medeiros, tesoureiro do PSD. Não vou entrar no mérito de quem merece mais ser ‘o escolhido’, para não cometer injustiça, visto que são dois nomes capacitados.

Entretanto, na balança, me parece que Marcos está muito mais favorável a ser o escolhido que Paulo Linhares. Uma coisa parece estar certa: o vice vai vir do PSD, partido presidido pela senadora Zenaide Maia, uma das principais aliadas de Allyson.

Genivan Vale deve apostar numa chapa puro-sangue. Ou seja, seu vice ou sua vice deve vir próprio PL. Clorisa Linhares, ex-vereadora de Grossos e ex-candidata a governador? É possível.

Ela é peça importante no partido. Até agora, Genivan tem só o PL e o Podemos, este último esvaziado em Mossoró. É a pré-candidatura hoje mais isolada que tem. Difícil de alavancar. Muito.

Já Lawrence Amorim ainda estuda com uma lupa quem será seu vice. O nome do Gutemberg Dias, do PCdoB, que teve a maior votação para um candidato de esquerda para disputa à prefeitura de Mossoró, é um deles. É uma figura respeitada, que agrega e agrada os demais partidos. Outro nome é do líder da oposição, Tony Fernandes (Avante), que chegou a ensaiar uma candidatura a prefeito, mas sem sucesso.

Tony ainda não definiu seu destino político. Se não for compor uma chapa majoritária, não vai ser candidato a nada. Foi um compromisso firmado com o líder de seu partido, o sorridente Jorge do Rosário. O prazo para as convenções partidárias vai de 20 de julho a 5 de agosto, segundo o calendário eleitoral.

Série Eleições Municipais 2024

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Até lá todos precisam definir seus vices. Duas coisas pesam: uns querem um vice que agregue, outros querem somente um que não atrapalhe.

Boa sorte.

Saulo Vale é jornalista, editor do Blog Saulo Vale e âncora do Jornal da Tarde da Rádio Rural de Mossoró

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sábado - 13/07/2024 - 11:44h
Eleições Municipais 2024

Jornalistas Saulo Vale e Túlio Lemos integram série especial

Saulo Vale e Túlio Lemos farão abordagens analíticas sobre disputas deste ano (Fotomontagem do BCS)

Saulo Vale e Túlio Lemos farão abordagens analíticas sobre disputas deste ano (Fotomontagem do BCS)

A série “Eleições Municipais 2024” terá sequência amanhã (domingo, 14), em nossa página. Dessa feita, mais dois convidados que nos atenderam e gentilmente escrevem material especial pros nossos webleitores: jornalistas Saulo Vale (Blog Saulo Vale) e Túlio Lemos (jornal Diário do RN).

Dominicalmente, desde o dia 23 de junho, que nomes do jornalismo político, ciência política e marketing eleitoral têm colaborado com esse projeto do Blog Carlos Santos. Fomentam o bom debate através de material com conteúdo histórico, analítico e opinativo.

Acompanhe:

Série Eleições Municipais 2024

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domingo - 07/07/2024 - 09:28h

Campanha mais disputada ainda vive 56 anos depois

Por Cassiano Arruda Câmara

Campanha do "Touro" nas ruas de Mossoró em 1968 (Foto: Arquivo Relembrando Mossoró)

Campanha do “Touro” nas ruas de Mossoró em 1968 (Foto: Arquivo Relembrando Mossoró)

Depois de 56 anos, acho, que todos os fatos importantes daquela eleição já foram registrados, analisados, discutidos.

O que não diminui a importância do episódio político para hoje e para o futuro.

O assunto fluiu porque – na minha opinião – foi a maior expressão eleitoral que o RN viveu nos últimos 200 anos.

Não tenho notícia de eleição mais disputada e com tanta participação. – Em todos os sentidos.

Começando pelas lideranças politicas do município, num confronto de vida e morte: Rosados X Aluízio Alves.

Os Rosados liderados pelo senador Dix-huit, então Presidente do INDA (criador da ESAM), Escola Superior de Agricultura de Mossoró, hoje Universidade Federal Rural do Semi Árido. E candidato ao Governo do Estado em 1970

Aluízio se preparando para volta ao Governo do Estado em 1970.

A participação dos candidatos começava pelo apelidos: Vingt-un (21 no Jogo do bicho chamado de “Touro”), e Antônio Rodrigues, ex-prefeito de Mossoró, o “Capim”, personagem de um popularismo personagem de um programa de rádio do Ceará, com um personagem do Ferroviárío,  o Ferrim, que virou Capim– “é o Capim, meu filho”.

Foram as maiores disputas da história. Até a apuração.

Vitoria do Capim: 98 votos.

Eleições de 1968 (Fonte:  Vingt-un Rosado, Coleção Mossoroense):

– Antônio Rodrigues (Aena 2/verde) – 11.132 votos;
– Vingt-un Rosado (Arena 1/vermelho) – 11.034 votos;
– Maioria – 98 votos a favor de Antônio Rodrigues.

Eleito, Antônio Rodrigues fez um Governo, discreto. Formado em Direito, concluiu o curso de Medicina e tornou-se Médico. Ainda disputou eleição a estadual, mas sem êxito. Preferiu atuar em trabalho voluntário.

Vingt-un Rosado, assumiu a condição de intelectual da família Rosado, professor, escritor, palestrante e não disputou mais nenhum cargo público, à exceção da vereança em 1973, e sempre atuando ao lado dos irmãos Dix-huit e Vingt.

Para os cientistas políticos das nossas universidades, o que não falta é pauta. Começando por 56 anos depois não ter sobrado ninguém (ou sucessor) com o discurso daquela campanha inesquecível.

Antônio Rodrigues foi o nome de Aluízio à disputa memorável (Foto: Arquivo do Relembrando Mossoró)

Antônio Rodrigues foi o nome de Aluízio à disputa memorável (Foto: Arquivo do Relembrando Mossoró)

E pela primeira vez, em muitos anos, em Mossoró, se está iniciando uma campanha eleitoral sem nenhum Rosado candidato, nem nenhum sucessor de Aluízio.

Série Eleições Municipais 2024

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Cassiano Arruda Câmara é professor, jornalista e editor da coluna Roda Viva (Tribuna do Norte)

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domingo - 07/07/2024 - 04:30h

Sem Rosados divididos e sem Rosados unidos, apenas sem Rosados

Por Christianne Alves

Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)

Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016: união de ocasião (Foto: arquivo)

As eleições municipais já batem à porta, e está bem perto de fechamento de chapas, ou seja, definição de nomes; e um fato incomum na política de Mossoró está prestes a acontecer: nenhum Rosado concorrerá à prefeitura e, ao que tudo indica, nem ao menos integrará como vice qualquer chapa entre as pré-candidaturas já anunciadas.

O rosadismo, que por décadas comandou a segunda maior cidade do estado, não tem, atualmente, sequer um representante no legislativo municipal. A última tentativa de se manter no poder veio em 2020 com a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que disputou a reeleição com o então deputado estadual Allyson Bezerra (SDD), tendo este vencido, jogando assim o que pode ter sido a última pá de cal no rosadismo em Mossoró, que teve que se contentar com Larissa Rosado (PSDB, hoje no PSB) eleita vereadora.

Esse ano, o grupo da pediatra Rosalba Ciarlini, quatro vezes prefeita, ex-senadora, ex-governadora, liderado pelo seu marido, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, até demonstrou intenção de ir mais uma vez ao embate com o prefeito Allyson Bezerra (UB), mas, não encontrando condições mínimas para seu intento, desistiu. Ou seja, não obteve o apoio que desejava, não irá.

É o que indica o quadro atual até o fechamento dessa postagem. Essa semana, o Blog Carlos Santos publicou (veja AQUI) que o deputado federal João Maia, presidente estadual do Progressistas, partido que abriga a ex-prefeita, afirmou que ainda faria a última tentativa de convencer Rosalba a ir à disputa. Entretanto, alguns interlocutores ligados ao casal Carlos Augusto e Rosalba garantem que tal possibilidade é próxima de zero. Então, dentro de poucos dias, Rosalba deverá anunciar apoio a alguma candidatura de oposição. Ao menos é que se espera.

O ex-deputado federal Beto Rosado, sem mandato, hoje vice-presidente do Progressistas no estado, não esboçou intenção nenhuma de concorrer ao Executivo. O nome de sua esposa, Katherine Bezerra, surgia em conversas, ora para o Executivo, ora para o Legislativo. Tudo descartado pelos dois.

Já o grupo liderado pela ex-deputada Sandra Rosado, o Sandrismo, este ano não lançará nome para concorrer à Câmara Municipal de Mossoró. Larissa Rosado, que teve seu mandato de vereadora cassado em maio de 2023, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não conseguiu em tempo hábil um partido para se filiar.

Hoje, Larissa comanda o PSB em Mossoró, que poderá compor a vaga de vice na chapa com Lawrence Amorim, já que seu partido decidiu pelo apoio a pré-candidato tucano, mas, segundo familiares, essa é uma possibilidade descartada. Ou seja, o Sandrismo para as eleições de 2024 jogou a toalha.

A ex-prefeita Fafá Rosado até demonstra vontade de voltar à cena, mas é brecada por parte de sua família, que não a quer mais em disputas eleitorais.

Hoje, o único Rosado dado como certo na disputa a uma vaga na Câmara Municipal é o ex-vereador Vingt-un Neto (PL), mas não é ligado a nenhuma ala da família, nem rosalbista e nem sandrista. Corre em raia própria.

Série Eleições Municipais 2024

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Para uma família que estava no poder desde 1948, quando das eleições de Dix-sept Rosado a prefeito e seu irmão, Vingt Rosado, a vereador, exatos 72 anos de poder, é um baque e tanto, não é mesmo? Quem se acostumou com o poder, agora precisa desacostumar, o que é bem mais difícil.

A lição que tiramos disso tudo é que assim como na vida tudo passa, e tem seu momento, e que a política é também feita de ciclos. Concorda?

Christianne Alves é editora do Blog da Chris Alves

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sexta-feira - 05/07/2024 - 11:52h
Eleições Municipais 2024

Cassiano Arruda e Christianne Alves escrevem para o Blog Carlos Santos

Christianne e Cassiano, dois novos convidados (Fotomontagem do BCS)

Christianne e Cassiano, dois novos convidados falando sobre eleições municipais (Fotomontagem do BCS)

No próximo domingo (07), o Blog Carlos Santos dará sequência à série “Eleições Municipais 2024,” com participação de mais dois convidados: o mestre Cassiano Arruda Câmara (coluna Roda Vida do Tribuna do Norte) e Christianne Alves (Blog da Chris Alves).

A estreia dessa série especial foi no dia 23 de junho, com Sávio Hackradt, professor convidado da Escola de Comunicações e Artes (ECA) na Universidade de São Paulo (USP), jornalista e consultor político, e o jornalista Vonúvio Praxedes, do Grupo TCM, profissional com atuação em rádio, televisão e webjornalismo.

Outros nomes vão também contribuir à compreensão quanto às disputas municipais, com opiniões, análises, resgates históricos e previsões.

Veja abaixo cada participação até o momento:

Série Eleições Municipais 2024

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