Prefeitura de Mossoró obtém feito caricato e inédito.
Digamos que é “a vanguarda do atraso”.
Conseguiu tirar de circulação ônibus urbanos e táxis intermunicipais.
Parece um estado de sítio sobre rodas.
Sem ciclovia, andar com fé eu vou.
Jornalismo com Opinião
Prefeitura de Mossoró obtém feito caricato e inédito.
Digamos que é “a vanguarda do atraso”.
Conseguiu tirar de circulação ônibus urbanos e táxis intermunicipais.
Parece um estado de sítio sobre rodas.
Sem ciclovia, andar com fé eu vou.
Representantes do empresariado de Mossoró aguardam há dias uma simples audiência com o prefeito Francisco José Júnior (PSD). Através de sua assessoria, o pedido foi feito.
Sem retorno.
Dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO) clamam por pelo menos alguns minutos diante do prefeito. Uma simples audiência.
Sem sucesso até aqui.
Promessa não cumprida
O empresariado esteve reunido (veja AQUI) mais uma vez na segunda-feira (31), discutindo a crise no comércio de bens e serviços local, devido decreto que restringe circulação de táxis e alternativos intermunicipais no centro da cidade. À ocasião, acionou assessoria do prefeito à cata dessa nova oportunidade de diálogo.
Hoje é quinta-feira (3).
No dia 8 de junho (veja AQUI), em audiência na Prefeitura, houve compromisso textual de Francisco José Júnior de que nenhuma decisão seria tomada sem ouvi-los. De lá para cá, ocorreu o inverso.
Foram descartados. Desde então, assumem o ônus – no caixa – dos efeitos colaterais da medida unilateral.
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O acordo firmado pela Prefeitura de Mossoró para desembarque, circulação e embarque de passageiros de taxis e transporte alternativo na cidade foi tema do pronunciamento feito pelo deputado Souza Neto (PHS). O parlamentar criticou a decisão da administração do município que proíbe a circulação de táxis intermunicipais dentro de Mossoró.
Um dos principais argumentos para a crítica é que esses veículos atendem consumidores de cerca de 90 municípios para ir até Mossoró.
“Diante disso, o comércio está sofrendo perdas. No intuito de fornecer mobilidade, a prefeitura não está atenta para a sangria que está acontecendo no setor. De acordo com uma pesquisa da Fecomércio, a população oscilante de Mossoró varia de dez a 25 mil pessoas/dia. O que reforça as características de entreposto mercantil que Mossoró possui”, destacou.
Diálogo
O parlamentar acredita que é muito precipitado classificar os trabalhadores como clandestinos, uma vez que o serviço alternativo só é oferecido quando o transporte municipal não atende a demanda. Por isso, defende o diálogo para solucionar essa situação.
“Entendo que o diálogo é fundamental para o que os interesses de Mossoró e municípios vizinhos sejam contemplados. Espero que essa seja uma boa oportunidade para o DER trabalhar a questão da regulamentação do transporte alternativo nas áreas descobertas de linhas públicas. Em relação a prefeitura, esperamos bom senso.”, disse.
Os deputados George Soares (PR), Getúlio Rego (DEM) e Carlos Augusto Maia (PTdoB) apartearam o pronunciamento, demonstrando apoio à fala de Souza Neto. “É preciso entendimento e não enfrentamento diante da gestão municipal. Mas destacamos que só existe alternativo pela defasagem do transporte público municipal. A atividade precisa ser regulamentada no Rio Grande do Norte”, pontuou George Soares.
A Secretaria de Mobilidade Urbana (SEMOB) da Prefeitura de Mossoró informa que, a partir de terça-feira, 28, os táxis de lotação intermunicipais terão que desembarcar os passageiros no Largo Porcino Costa, localizado na Avenida Rio Branco, ao lado da Estação das Artes. Após o desembarque, os táxis intermunicipais deverão se deslocar para o ponto de apoio, não podendo mais estacionar ou circular em busca de passageiros no Centro da cidade.
O embarque será feito nos pontos A e B, que ficam na parada ao lado do Aeroporto e no Parque Armando Buá, respectivamente.
A alteração do local de embarque e desembarque de passageiros faz parte do Novo Sistema de Transporte Público, implantado no dia 1º de julho de 2015.
Além do local específico para embarcarem e também desembarcarem, os passageiros, os táxis intermunicipais terão um trajeto definido para percorrer dentro da cidade.
Trajetos
O táxi que for encontrado fora da rota vai receber a orientação de qual o percurso correto a se fazer. Caso o taxista insista em fazer o percurso fora do padrão, o motorista será notificado.
Para fiscalizar o trajeto dos táxis e o embarque e desembarque de passageiros, uma equipe de fiscalização da Semob vai fazer rondas pelos locais. O objetivo da Semob é proteger o transporte público e evitar que os táxis peguem os passageiros das paradas dos ônibus.
“Os percursos de cada táxi dependem da origem de cada veículo. O táxi de Tibau terá um percuso, o de Assú terá outro e assim por diante. Todos os detalhes já foram repassados para os taxistas e vamos fiscalizar para que tudo ocorra dentro da lei”, comenta Luís Corrêa.
Com informações da Prefeitura de Mossoró.
Nota do Blog – Há algumas semanas a Prefeitura quis impor, sem nenhuma avaliação melhor e sem ouvir as partes interessadas, uma medida mais restritiva aos táxis e vans intermunicipais.
Precisou alguns vereadores como Genivan Vale (PROS) e Tomaz Neto (PDT) levantarem a voz, além de entidades empresariais, para que a decisão fosse freada (veja AQUI).
Vamos ver os desdobramentos agora.


