domingo - 01/01/2012 - 23:52h

Pensando bem…

” A vida bem preenchida torna-se longa.”

Leonardo da Vinci

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domingo - 01/01/2012 - 23:14h
Guilherme Arantes

Letra e Música – 162

Para começar bem o ano, neste 1º dia de 2012, a boa música atemporal.

Guilherme Arantes e sua “Amanhã“, que atravessa o tempo com a mesma vitalidade.

Uma canção com letra para exaltar a chance diária que temos, para sempre recomeçar; fazer melhor.

(…) Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é pra vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Pra se trilhar.

Feliz 2012! Ótimo dia! Excelente semana.

 

 

 

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  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
domingo - 01/01/2012 - 10:42h
Fim de 2011

Três mortes que lamentamos

Pelo menos três mortes fecharam de forma triste o ano de 2011.

Duas próximas, outra distante em quilômetros, mas merecedora de registro em face da identificação comigo.

Ontem (31/12), faleceu Joaquim Evangelista Rebouças, aos 85 anos de idade, que foi comerciante muitos anos em Areia Branca. Era pai do médico Williams Rebouças. Seu sepultamento acontece hoje na mesma cidade.

Também ontem, morreu o eletricista Jonas Pereira dos Santos, 48, com atuação profissional muito sistemática e respeitada em nível de Mossoró e região.

Seu corpo foi encontrado em Piató (Assu), vítima de uma descarga elétrica provavelmente provocada por uma bomba de sucção de água, utilizada em sua propriedade àquela localidade.

O velório acontece agora na Capela do Perpétuo Socorro (Mossoró). Ainda à manhã de hoje deverá ser sepultado no Cemitério Novo de Mossoró.

Deixou quatro filhos e Iranir de Lima Justino Santos como viúva.

Assinalar ainda a morte do jornalista Daniel Piza, bacharel em direito e escritor, com atuação em importantes órgãos de imprensa do país, como o Estado de São Paulo.

Ele tinha 41 anos e passava o final de ano no interior de Minas Gerais, com sua família, quando sofreu um AVC. Seu pai, médico, ainda tentou assisti-lo, mas não obteve êxito.

Que descansem em paz!

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domingo - 01/01/2012 - 10:34h

Folclore político, por Sebastião Nery

Por Sebastião Nery

Os dez mandamentos do político mineiro:

01 — Mineiro só é solidário no câncer;

02 — O importante não é o fato, é a versão;

03 — Aos inimigos, quando estão no poder, não se pede nada. Nem demissão;

04 — Para os amigos tudo. Para os inimigos, a lei;

05 — Respeitar, sobretudo, o padre que consegue votos; o juiz, que proclama o eleito; e o soldado, que garante a posse.

06 — Nas horas difíceis, cabe ao líder comandar: “Preparemo-nos e vão”;

07 — Voto comprado não é atraso, é progresso. Se o voto é comprado é porque tem valor;

08 — Em briga de político, geralmente perdem os dois;

09 — Mais vale quem o governo ajuda do que quem cedo madruga;

10 — É conversando que a gente se entende.

José Cavalcanti, o filósofo de Patos (Paraíba): “O homem de responsabilidade política não mente: inventa a verdade.”

Tem mais dele, José Cavalcanti: “Político é o indivíduo que pensa uma coisa, diz outra e faz o contrário”;

– O político, quando se elege, assume dois compromissos: um com ele mesmo e outro com o povo. O primeiro ele cumpre;

– Dinheiro é como azeite: por onde passa, amolece;

– Político sem mandato é como chocalho sem badalo: balança mas não toca;

– O bem público não quer bem a ninguém, a não ser a si mesmo;

– João Agripino (ex-governador paraibano, irmão do ex-governador do RN Tarcísio Maia) é como mandacaru: não dá sombra nem encosto;

– Político pobre é como mamoeiro: quando dá muito, dá duas safras;

– Se queres ser bem sucedido na política, cultiva essas duas grandes virtudes: a sinceridade e a sagacidade. Sinceridade é manter a palavra empenhada, custe o que custar. Sagacidade é nunca empenhar a palavra, custe o que custar;

– Oposição agora é como grama de jardim: tem direito de viver, mas sem direito de crescer. (Obs: dito durante o regime militar de 1964);

– Oposição é como pedra de amolar: afia mas não corta;

– Governo técnico é como maestro: rege a orquestra de costas para o público.

Domingos, filósofo de Jaguaquara (Bahia): “Oposição e sapato branco só é bonito nos outros”.

– Sabedoria, quando é demais, vira bicho e come o dono;

– Candidato é como puta: se não ficar na janela, marinheiro não vê.

Ulisses Guimarães, o filósofo da oposição (traçando a estratégia da escalada do MDB em 1974, 76 e 78): “No alto do morro estavam dois touros. O touro velho e o touro novo. Viram lá embaixo o pasto cheio de vacas. O touro novo ficou aflito: — Vamos descer depressa e pegar umas dez. O touro velho balançou a cabeça: — Nada disso. Vamos descer devagar e pegar todas.”

– Deus manda lutar, não manda vencer;

– 1974 não foi uma tempestade. Foi uma tromba d’água (referência às vitórias do MDB em 16 dos 22 estados da federação, em 1974;

– O destino do MDB não é a oposição. O destino do MDB é o poder.

De Millor Fernandes sobre Sebastião Nery, sua obra e a política do bom humor: “No decorrer de sua experiência de mais de duas décadas como repórter especializado, Sebastião Nery pode colher, nos anfiteatros mais engraçados do Brasil, o Senado e a Câmara, muitos de seus momentos mais hilariantes”.

E prossegue: (…) “Nery aprendeu que, muitas vezes, parar de enfrentar o tigre frente a frente e puxar-lhe o rabo inesperadamente é mais útil à causa e muito mais eficiente. Já foi muito dito mas nunca é demais repetir: castigat ridendo mores, ou seja, “rindo é que se castiga os mouros“.

Sebastião Nery é jornalista, escritor, bacharel em direito e político

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Categoria(s): Grandes Autores e Pensadores
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 01/01/2012 - 09:55h

Canção do dia de sempre

Por Mario Quintana

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…

Mario Quintana – Poeta gaúcho (1906-1994)

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Categoria(s): Poesia
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