terça-feira - 30/10/2012 - 08:50h
Eleições 2012

Um em cada quatro eleitores não votou em ninguém

Um em cada quatro eleitores decidiu não escolher nenhum dos cem candidatos que concorreram às prefeituras no segundo turno das eleições municipais de 2012. Somados os votos brancos e nulos com a abstenção de domingo (28), o índice de rejeição aos candidatos chegou a 26,58%, maior percentual registrado desde as eleições municipais de 2000.

Com base em dados registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas quatro eleições municipais, o Congresso em Foco chegou à conclusão de que nunca houve antes tanto desinteresse por uma disputa eleitoral. Seja por não se sentir representado pelos concorrentes, seja por vontade de não participar do processo. Os números considerados em ambos os turnos foram os dados aos candidatos a prefeito.

O primeiro dado que impressiona é o número de eleitores que sequer compareceu às zonas eleitorais para escolher seu prefeito.

Acompanhe nosso Twitter clicando AQUI.

Do total de 31 milhões de eleitores que estavam em condições de votar, aproximadamente 6 milhões não foram até as cabinas de votação.

Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, os motivos são os mais variados. Desde alienação com o processo eleitoral até viagens e doenças são razões para não ir às urnas.

Mas a esses ausentes, somam-se aqueles que, à frente das urnas, preferiram não escolher nenhum dos nomes disponíveis na disputa.

Foram registrados 837 mil votos em brancos e 1,5 milhão de nulos, o que chega a um total de 8.433.727 pessoas que, de alguma maneira, não se sentiram representadas pelos políticos na disputa.

Das dez cidades com os maiores índices, cinco são do Rio de Janeiro, três de São Paulo, uma de Santa Catarina e outra do Rio Grande do Norte.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 23:59h

Pensando bem…

“Em nosso país a vulgaridade é um título, a mediocridade um brasão.”

Machado de Assis

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segunda-feira - 29/10/2012 - 22:49h
Caicó

Roberto Germano forma sua equipe de transição

O prefeito eleito de Caicó, Roberto Germano (PMDB), anunciou hoje sua equipe de transição para levantar informações do governo Bibi Costa (PR).

Os advogados Fernando Antônio Bezerra e Alberto Clemente de Araújo juntam-se à auditora-fiscal Marleide Carvalho de Macedo e Max Antônio Azevedo de Medeiros, que será o coordenador da equipe, homem com experiência na atividade pública.

Bibi ainda adiantará sua equipe.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 22:38h
Natal

Micarla anuncia sua equipe para transição de governo

A prefeita natalense Micarla de Sousa (PV), a menos de 65 dias de terminar seu governo, nomeou comissão de transição para ao lado de equipe do prefeito eleito Carlos Eduardo Alves (PDT), realizar levantamento de informações para novo governo.

Como coordenador da equipe, a prefeita terá o diretor-presidente do Procon Municipal, Rivaldo Fernandes.

Além dele, mais seis secretários do município.

São eles: Josileide Lucas de Pontes, atual secretária de Políticas Públicas para as Mulheres; Alcedo Borges Júnior, titular da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social; João Alves de Carvalho Bastos, diretor da Urbana; Fúlvio Saulo Mafaldo do Nascimento, secretário municipal de Planejamento Instrumental adjunto; Sílvio Eugênio de Araújo Medeiros, presidente do Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Natal e Caio Araújo de Medeiros, secretário chefe do Gabinete da Prefeita.

Micarla adiantou ainda que o Centro de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure) está à disposição para reuniões de trabalho das duas equipes.

Nota do Blog – Carlos Eduardo anunciará sua equipe na próxima quinta-feira.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 22:28h
Fim

Jornal vai deixar de circular após 46 anos

Do portal UOL

Circula nesta quarta-feira (31) a última edição do “Jornal da Tarde”, um produto do Grupo Estado, após 46 anos de sua fundação. O jornal teve uma tiragem média de 37.778 exemplares por dia em agosto, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC).

A meta ao fechar o “JT”, segundo a empresa em nota no site do “Estado de S. Paulo”, “leva em conta o objetivo de investir na marca Estadão com uma estratégia multiplataforma integrada (papel, digital, áudio e vídeo e mobile), para levar maior volume de conteúdo a mais leitores, sem barreira de distância e custos de distribuição”.

“Hoje, o meio jornal é a segunda mídia mais importante para a publicidade, com o dobro de participação do terceiro colocado. Daí a estratégia de focar no Estadão, principal marca do Grupo, e de investir em uma plataforma digital mais robusta e avançada”, diz Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado.

Segundo funcionários, por decisão da Justiça, eles terão estabilidade no emprego até 4 de dezembro, quando haverá outra audiência; até lá, uma comissão negociará benefícios para quem for demitido.

“O JT deixará de existir, mas suas principais contribuições permanecem no seu irmão mais velho, o Estadão”, diz a nota.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 22:02h
Novo governo

Cláudia faz primeira reunião com equipe de transição

A prefeita eleita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), realizou hoje à tarde a primeira reunião da sua equipe técnica que vai cuidar da transição de governo junto à equipe formada pelo Poder Executivo.

A reunião contou com a participação dos oito integrantes da comissão indicados por ela e aconteceu na Secretaria Municipal de Planejamento.

Cláudia (centro) reuniu sua equipe na Secretaria do Planejamento (Raul Pereira)

No primeiro encontro da equipe, Cláudia Regina destacou a importância do trabalho de cada um – junto com a comissão indicada pela prefeita Fafá Rosado – para que se possa construir um diagnóstico sobre o município, que vai apoiar as ações iniciais do novo governo. As ações da equipe indicada pela prefeita eleita serão articuladas pelo ex-secretário estadual da Administração, Manoel Pereira, coordenador da comissão montada por Cláudia Regina.

Além de Manoel Pereira, integram também a comissão da prefeita eleita as seguintes pessoas: Olavo Hamilton (advogado), Canindé Maia (advogado e economista), Antoneide Pereira (gerente bancário), Patrícia Leite (assistente social), Adonias Vidal (economista), Dorinha Burlamarqui (economista) e Betinho Segundo (engenheiro agrônomo).

A equipe montada pela prefeita Fafá Rosado é presidida pelo secretário chefe do Gabinete Civil, Gustavo Rosado, e conta também com a participação de Noguchi Rosado (controlador geral), Alexandre Lopes (SEDETEMA), Jaqueline Amaral (secretaria da Cidadania), Fátima Marques (secretaria de Planejamento) e Manoel Bizerra (secretaria da Administração).

O decreto que institui a criação das duas equipes foi publicado na edição desta segunda-feira do Jornal Oficial do Município (JOM).

Com informações da Assessoria de Cláudia Regina.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 17:36h
Eleições

Política como um fato local

A máxima do gênio Charles Chaplin continua valendo para a política no pindorama brasileiro:

– A vida é um fato local.

Uma arenga provinciana, as questiúnculas paroquiais, tiveram mais relevância do que temas nacionais ou até mesmo estaduais.

O julgamento dos envolvidos no rumoroso caso do “mensalão” praticamente não arranhou a fuselagem do PT, principal partido implicado.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 17:25h
Ao lado

Carlos Augusto será nomeado ao Gabinete Civil

Do Blog Virgínia Coelli

A nomeação dele para a chefia do Gabinte Civil deve sair amanhã.

Com a nomeção de Carlos Augusto, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), outras mudanças devem ser feitas na equipe.

Comenta-se a troca de nove secretários.

O PMDB vai ser convidado a entrar de cabeça no governo da Rosa.

Aliás, essa é a estratégia do governo.

Envolver ao máximo o partido de Henrique Alves e Garibadi no governo de Rosalba Ciarlini.

Eles vão topar????

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
segunda-feira - 29/10/2012 - 08:35h
Segundo Turno

Resultado de eleições em todas as cidades do país

Veja o resultado final das eleições no segundo turno, ocorrido ontem em 50 cidades Brasil afora:

CAPITAIS

São Paulo (SP)
Fernando Haddad (PT) – 55,65% – eleito
José Serra (PSDB) – 44,35%

Salvador (BA)
ACM Neto (DEM) – 53,66% – eleito
Pelegrino (PT) – 46,36%

Fortaleza (CE)
Roberto Cláudio (PSB) – 53,02% – eleito
Elmano (PT) – 46,98%

Manaus (AM)
Artur Neto (PSDB) – 65,95% – eleito
Vanessa Grazziotin (PCdoB) – 34,05%

Natal (RN)
Carlos Eduardo (PDT) – 58,31% – eleito
Hermano Moraes (PMDB) – 41,69%

São Luís (MA)
Edivaldo Holanda Júnior (PTC) – 56,13% – eleito
Castelo (PSDB) – 43,87%

Belém (PA)
Zenaldo Coutinho (PSDB) – 56,61% – eleito
Edmilson Rodrigues (Psol) – 43,39%

Curitiba (PR)
Gustavo Fruet (PDT) – 60,65% – eleito
Ratinho Junior (PSC) – 39,35%

Florianópolis (SC)
Cesar Souza Júnior (PSD) – 52,64% – eleito
Gean Loureiro (PMDB) – 47,36%

Vitória (ES)
Luciano Rezende (PPS) – 52,73%  – eleito
Luiz Paulo (PSDB) – 47,27%

Campo Grande (MS)
Alcides Bernal (PP) – 62,55%
Giroto (PMDB) – 37,45%

Teresina (PI)
Firmino Filho (PSDB) – 51,54% – eleito
Elmano Férrer (PTB) – 48,46%

João Pessoa (PB)
Luciano Cartaxo (PT) – 68,13% – eleito
Cicero Lucena (PSDB) – 31,87%

Cuiabá (MT)
Mauro Mendes (PSB) – 54,65% – eleito
Lúdio (PT) – 45,35%

Porto Velho (RO)
Dr. Mauro Nazif (PSB) – 63,03% – eleito
Lindomar Garçon (PV) – 36,97%

Macapá (AP)
Clécio (Psol) – 50,59%  – eleito
Roberto (PDT) – 49,41%

Rio Branco (AC)
Marcus Alexandre (PT) – 50,77% – eleito
Tião Bocalom (PSDB) – 49,23%

DEMAIS MUNICÍPIOS

Nordeste

Campina Grande (PB)
Romero Rodrigues (PSDB) – 59,14% – eleito
Tatiana (PMDB) – 40,86%

Vitória da Conquista (BA)
Guilherme (PT) – 56,35% – reeleito
Herzem Gusmão (PMDB) – 43,65%

Sudeste

Cariacica (ES)
Juninhi (PPS) – 85,43%  – eleito
Marcelo Santos (PMDB) – 14,57%

Vila Velha (ES)
Rodney Miranda (DEM) – 55,63%
Neucimar (PR) – 44,37%

Belford Roxo (RJ)
Dennis DAuttmam (PCdoB) – 61,46% – eleito
Waguinho (PRTB) – 38,54%

Duque de Caxias (RJ)
Alexandre Cardoso (PSB) – 51,52% – eleito
Washington Reis (PMDB) – 48,48%

Niterói (RJ)
Rodrigo Neves (PT) – 52,55% – eleito
Felipe (PDT) – 47,45%

Nova Iguaçu (RJ)
Nelson Bornier (PMDB) – 55,30% – eleito
Sheila Gama (PDT) – 44,70%

Petrópolis (RJ)
Rubens Bomtempo (PSB) – 56,05%
Bernado Rossi (PMDB) – 43,95%

São Gonçalo (RJ)
Neilton Mulim (PR) – 56,78% – eleito
Adolfo Konder – PDT) – 43,22%

Volta Redonda (RJ)
Neto (PMDB) – 55,15% – reeleito
Zoinho (PR) – 44,85%

Campinas (SP)
Jonas Donizette (PSB) – 57,69% – eleito
Marcio Pochmann (PT) – 42,31%

Sorocaba (SP)
Pannuzio (PSDB) – 51,04% – eleito
Renato Amary (PMDB) – 48,96%

Diadema (SP)
Lauro Michels (PV) – 60,15% – eleito
Mario Reali (PT) – 39,85%

Franca (SP)
Alexandre (PSDB) – 57,98% – eleito
Delegada Graciela (PP) – 42,02%

Guarujá (SP)
Antonieta (PMDB) – 64,25% – reeleita
Farid Madi (PDT) – 35,75%

Guarulhos (SP)
Almeida (PT) – 60,59% – reeleito
Carlos Roberto (PSDB) –  39,41%

Jundiaí (SP)
Pedro Bigardi (PCdoB) – 65,57% – eleito
Luiz Fernando Machado (PSDB) – 34,43%

Mauá (SP)
Donisete Braga (PT) – 57,14% – eleito
Vanessa Damo (PMDB) – 42,86%

Ribeirão Preto (SP)
Dárcy Vera (PSD) – 51,97% – reeleito
Nogueira (PSDB) – 48,03%

Santo André (SP)
Carlos Grana (PT) – 53,92% – eleito
Dr. Aidan Ravin (PTB) – 46,08%

Taubaté (SP)
Ortiz Junior (PSDB) – 62,92% – eleito
Isaac do Carmo (PT) – 37,08%

Juiz de Fora (MG)
Bruno Siqueira (PMDB) – 57,16% – eleito
Margarida Salomão (Pt) – 42,84%

Contagem (MG)
Carlin Moura (PCdoB) – 66,27% – eleito
Durval (PT) – 33,73%

Montes Claros (MG)
Ruy Muniz (PRB) – 56,15%
Paulo Guedes (PT) – 43,85%

Uberaba (MG)
Paulo Piau (PMDB) – 51,36% – eleito
Lerin (PSB) – 48,64%

Sul

Blumenau (SC)
Napoleão Bernardes (PSDB) – 70,70% – eleito
Jean Kuhlmann (PSD) – 29,30%

Joinville (SC)
Udo Dohler (PMDB) – 54,65% – eleito
Kennedy (PSD) – 45,35%

Cascavel (PR)
Edgar Bueno (PDT) – 55,56% – reeleito
Professor Lemos (PT) – 44,44%

Londrina (PR)
Alexandre Kireeff (PSD) – 50,53% – eleito
Marcelo Belinati (PP) – 49,47%

Maringá (PR)
Pupin (PP) – 53% – eleito
Enio Verri (PT) – 47%

Ponta Grossa (PR)
Marcelo Rangel (PPS) – 50,48% – eleito
Pericles (PT) – 49,52%

Pelotas (RS)
Eduardo Leite (PSDB) – 57,15% – eleito
Marroni (PT) – 42,85%

Veja AQUI um mapa detalhado do poder partidário no país após as eleições 2012.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 08:31h
Região Oeste

Os passos de “Ferreirinha” à Assembleia Legislativa

A vitória dos tios Ademar Ferreira (PMDB) em Caraúbas e Haroldo Ferreira (PSD) em Felipe Guerra, nas eleições a pefeito deste ano, reforça sobremodo um sonho pessoal.

O empresário Ferreira Júnior pode ser candidato a deputado estadual em 2014.

Filho do empresário Ademus Ferreira – controlador da empresa Aficel, especializada em beneficiamento de castanha de caju -, “Ferreirinha” há anos participa dos bastidores políticos na região Oeste e tem ponte direta com nomes de proa da política potiguar.

Aguardemos seus próximos passos.

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  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
segunda-feira - 29/10/2012 - 07:56h
Mapa eleitoral

PT e PSDB somam mais votos no segundo turno

Do portal G1

Mais da metade dos eleitores que compareceram às urnas de 50 cidades no domingo (28) escolheu votar no PT ou no PSDB, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As duas siglas abocanharam 54,2% dos 23,3 milhões de votos válidos do segundo turno. Outros 16 partidos tiveram candidatos disputando pelo menos uma prefeitura em 20 estados. Onze partidos disputaram apenas o primeiro turno.

O PT foi o partido que mais recebeu votos no segundo turno: 6,99 milhões (30% do total). Em segundo lugar ficou o PSDB, com 5,6 milhões (ou 24,2% de todos os votos válidos).

O Partido dos Trabalhadores foi também o mais votado no primeiro turno, quando teve 17,2 milhões de votos, o equivalente a 16,79% do total.

O PSDB, no entanto, teve aproveitamento melhor em relação ao número de disputas de que participou. O partido conquistou 9 das 17 prefeituras onde concorreu no segundo turno (aproveitamento de 53%), enquanto os candidatos do PT tiveram maioria de votos em 8 das 21 disputas de segundo turno, um aproveitamento de 38,1%.

O PMDB, que no primeiro turno foi o segundo partido mais votado (16.716.079, ou 16,26%), ficou em terceiro lugar no segundo turno, com 1.954.364 votos no pleito realizado neste domingo (ou 8,4% dos votos válidos). A sigla levou 16 candidatos para o segundo turno, mas venceu em apenas seis prefeituras.

O PSB e o PDT ficaram novamente entre os cinco maiores partidos, com 1,7 milhão e 1,5 milhão de votos válidos, respectivamente. Nenhum outro partido recebeu mais de um milhão de votos. O DEM, sexta sigla em número de eleitores do pleito de domingo, teve 839,8 mil votos.

O PSD, partido mais recente do país, teve desempenho pior no segundo turno em relação ao primeiro. Na votação do dia 7 de outubro, o partido foi o sexto mais votado e no dia 28 foi o oitavo, com um total de 602 mil votos. Mas, apesar da participação nas urnas ter encolhido de 5,6% para 2,6% do total de votos, a sigla venceu três das cinco eleições que disputou: em Florianópolis (SC), Londrina (PR) e Ribeirão Preto (SP).

Já o PC do B conquistou três das quatro prefeituras que disputou no segundo turno e viu sua participação crescer de 1,82% para 3,4% dos votos válidos em relação ao primeiro turno.

O PP completa a lista de partidos com mais de 500 mil votos no segundo turno: recebeu 582,5 mil, ou 2,5% do total. PR, PSOL, PSC, PTB, PPS, PTC, PV, PRB e PRTB tiveram menos de 2% dos votos válidos nas 50 cidades onde a eleição foi para o segundo turno. O PTC foi o único dos 18 partidos participantes do pleito com 100% de aproveitamento: conquistou a única prefeitura que disputou, em São Luís (MA).

PMN, PRP, PTN, PHS, PT do B, PSL, PSDC, PSTU, PPL, PCB e PCO não tiveram candidatos participantes do segundo turno.

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segunda-feira - 29/10/2012 - 07:42h
Opinião

Lula é o grande vencedor

Por Fernando Rodrigues (UOL)

O líder petista foi arquiteto da vitória da sigla na cidade de São Paulo. O saldo das eleições municipais em 5.568 cidades mostra apenas dois partidos relevantes com um acréscimo de prefeituras: o PT e o PSB.

Mas os petistas são os maiores vencedores por terem reconquistado a cidade de São Paulo. E no universo do Partido dos Trabalhadores é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem mais faturou. A vitória de Fernando Haddad contra o tucano José Serra foi arquitetada única e exclusivamente por Lula.

Por causa do seu “dedaço”, o ex-presidente da República de 2003 a 2010 foi contestado por parte do establishment petista. Não se importou. Escanteou um nome natural para essa disputa, que era o da senadora (hoje ministra da Cultura) Marta Suplicy (PT-SP).

Mesmo quando o projeto teimava em não decolar, Lula não arredou pé. Pressionou a presidente Dilma Rousseff a entrar na campanha de Haddad de maneira explícita quando o petista estava ainda em terceiro lugar. Foi uma manobra arriscada.

Haddad registrava o pior desempenho nas pesquisas entre todos os candidatos do partido nas últimas décadas na capital paulista. Ao final, Lula provou que estava certo.

Acabou emprestando também a Dilma uma parte da vitória.

Ao atender aos apelos de seu antecessor, a atual ocupante do Planalto contrariou o discurso de que estaria muito distante do “PT de raiz”. Dilma se engajou. Gravou depoimentos, subiu em palanques e até cantarolou jingles.

Por ocasião do 7 de Setembro, fez um discurso à nação no qual atacou o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Incendiou a militância petista nas redes sociais. A presidente da República sai do processo mais petista do que entrou – ela começou sua vida partidária no PDT do Rio Grande do Sul, seguidora de Leonel Brizola (1922-2004).

Nunca houve risco real de o PT negar a legenda a Dilma para que ela dispute a reeleição em 2014. Mas agora o caminho se tornou muito mais suave.

É claro que o PT também sofreu derrotas. Campinas, Salvador, Fortaleza e Diadema, para citar 4 municípios relevantes. Mas mesmo esses reveses ficam minimizados diante da vitória em São Paulo.

É possível encontrar em algumas análises a interpretação de que Eduardo Campos é um dos grandes vencedores desta eleição, ao lado do PT e de Lula. É uma interpretação correta.

Só que não são vitórias com a mesma octanagem. Campos e o seu PSB ainda representam um grupo político muito menos sólido do que Lula e o petismo. No mais, o PSB conseguiu bons resultados no Sul e no Sudeste.

Ocorre que ainda está longe de ser uma agremiação com militância estabelecida nessas regiões do país. Tudo considerado, é claro que Eduardo Campos tem interesse em ser presidente da República. Mas só será candidato em 2014 em condições muito especiais que não existem neste momento –uma derrocada completa da economia e uma queda brusca na popularidade de Dilma.

O cenário ainda mais provável para o PSB e para Eduardo Campos é que acabem ficando no governo Dilma “acumulando forças”, como se dizia antigamente.

Sua maior aposta pode ser em 2018.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 28/10/2012 - 23:33h

Pensando bem…

“Eu sou sim. Eu sou não. Aguardo com paciência a harmonia dos contrários.”

Clarice Lispector

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domingo - 28/10/2012 - 23:04h
Luiz Gonzaga e Gonzaguinha

Letra e Música – 191

Vi hoje à noite “De pai para filho”, filme sobre a relação conflituosa de dois gênios, pai e filho: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. Bravo, bravíssimo.

Impossível não se emocionar com tudo.

Enredo, texto, figurino, locações, fotografia, edição de imagens e interpretações estão ótimos.

Para homenagear pai e filho, eis “A vida do viajante” que marcou o primeiro encontro de ambos no palco no início dos anos 80. O vídeo acima tem o acompanhamento do grande Wagner Tiso, mineiro dos bons, embalando Gonzagão e Gonzaguinha.

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a saudade no coração

Minha vida é andar…

Mar e terra
Inverno e verão
Mostra o sorriso
Mostra a alegria
Mas eu mesmo não
E a alegria no coração

Minha vida é andar…

Boa semana para você, webleitor.

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  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
domingo - 28/10/2012 - 18:53h
Definido

Carlos Eduardo Alves é eleito prefeito do Natal

Carlos Eduardo Alves (PDT) é o novo prefeito do Natal. Na verdade, parte para o terceiro mandato.

As eleições no segundo turno da capital potiguar, realizadas hoje, o colocam à frente do deputado estadual Hermano Morais (PMDB). Uma maioria de 16,62 pontos percentuais para Carlos Eduardo Alves e a sua vice Wilma de Faria (PSB).

Veja os números finais do pleito:

Carlos Eduardo Alves (PDT) – 58,31% (214.687 votos)
Hermano Morais (PMDB) – 41,69% (153.522 votos)
Branco – 3,71% (15.749 votos)
Nulo – 9,46% (40.135 votos)
Abstenções – 19,44% (102.324 votos)
Votos Válidos – 86,82% (368.209)
Votos Apurados – 424.093

Nota do Blog – Carlos Eduardo já fora prefeito em 2002, com a renúncia da então prefeita Wilma de Faria (PSB) para se candidatar (e ser eleita) ao Governo do Estado. Ele era seu vice.

Em 2007, ele obteve a reeleição.

Ele nasceu no Rio de Janeiro (RJ), é ex-deputado estadual, foi secretário da Justiça e Cidadania no governo Garibaldi Filho (PMDB), além de candidato a governador em 2010, quando ficou em terceiro lugar com 160.828 votos.

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domingo - 28/10/2012 - 10:37h

A arte de ser avó

Por Raquel de Queiroz

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses,um ato de Deus.

Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo…

Quarenta anos, quarenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor.

Meu Deus, para onde foram as suas crianças?

Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha.

Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”.

E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensarde todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.

Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você.

São lisonjas, nada mais.

No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes aoda esposa e da amante dos triângulos conjugais.

A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia.

Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café – café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone.

Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna…

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso.

Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto! E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele.

Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó?

Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague…

Raquel de Queiroz – (1910-2003) – Escritora cearense

* Texto extraído do livro “O brasileiro perplexo”, 1964.)

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Categoria(s): Crônica / Grandes Autores e Pensadores
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domingo - 28/10/2012 - 09:28h

Luiz Gonzaga, Cortez Pereira e o sonho da Serra do Mel

Por Nilson Gurgel

Falar sobre Luiz Gonzaga é um prazer tão grande quanto é ouvi-lo. Orgulho-me de ter tido um momento com ele, foi no final do ano de 1974.

Na época eu era Diretor Técnico e Executivo da Cimparn e estávamos concluindo a implantação física do projeto das vilas rurais da Serra do Mel, quando o governador Cortez Pereira me chamou e disse:

– “Cabeludo” (como carinhosamente me chamava), meu mandato foi reduzido em um ano e quero encerrá-lo com uma grande festa de inauguração do Projeto lá na Serra do Mel. Prepare tudo, você tem 15 dias!

Aí lhe respondi: “Sem problema, doutor Cortez.”

Tratei de arrumar tudo e na véspera da dita, fui ao Palácio Potengí para fazer uma checagem das coisas com ele. Ao final, o governador olhou para mim e disse:

– Só está faltando uma coisa, mas um amigo vai mandá-lo para nós. É o Luiz Gonzaga que está fazendo um show no Recife hoje à noite e amanhã o Zé Lins ( José Lins de Albuquerque, superintendente da Sudene na época) traz ele para nós no Asa Branca (nome do avião da Sudene).

E completou: “Já está tudo acertado, volte para Serra e me espere amanhã cedo.”

No dia seguinte chega doutor Cortez e logo em seguida Luiz e Zé Lins.

Caro amigo Carlos Santos, foi um dia inteiro na companhia do rei. Tanto ele cantava, como tocava, como contava piadas e conversava. Era só alegria e terminei indo deixá-lo no Recife no avião do estado, pois o Zé Lins, em razão de compromissos, teve que ir antes.

Luiz atendeu a todos tocando, cantando e autografando. Para se ter uma idéia da dimensão do evento, só famílias já assentadas havia no projeto 518 com cerca de 6,2 pessoas em média para cada uma e todas estavam presentes.

Faltaram guardanapos e pratos de papelão. Todos viraram autógrafos. O autógrafo que pedi, único de minha vida por anos, se juntou anos mais tarde ao de Tânia Alves (cantora e atriz) que quando me deu o dela e soube que ia fazer companhia ao de Luiz Gonzaga, saiu com esta:

– É uma honra fazer companhia ao meu rei. Mas Nilson, bote o meu bem coladinho ao dele, quem sabe eu faça umas carícias nele!

E deu aquela risada gostosa que só ela sabe dar.

Meu neto que ainda não “interou” três anos, quando vou visitá-lo, ele olha para mim e diz: “Vovô, vovô Nilson”. Ee logo vai cantando (só as duas primeiras estrofes) “Estrada de Canindé”, que segue para quem quiser:

Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Cum a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé
Artomove lá nem sabe se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
Que água fresca, nosso Senhor
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui, pra mode vê
O cristão tem que andá a pé.

Amigo, desculpe a extensão do comentário, mas estou falando do único rei brasileiro que reverencio.

E encerro meu texto com uma frase do discurso de Cortez a quem, sem ser rei, exalto também e tenho saudades do dia da inauguração, final de1974:

– Este projeto nasceu da coragem e imaginação de um governo que soube antecipar o futuro!

Nilson Gurgel é economista

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Categoria(s): Crônica
domingo - 28/10/2012 - 09:19h

Gosto muito do Facebook

Por Honório de Medeiros

Gosto muito do facebook. E do Google também. Aliás, pelo Google tenho certa reverência.

Penso no Google como a biblioteca de Babel, descrita em um conto de Jorge Luis Borges no livro Ficções, de 1944. O conto, metafísico, diz-nos acerca de uma realidade constituida por uma biblioteca que abriga uma quantidade infinita de livros que são, cada um deles, uma possibilidade alternativa da existência.

Como não reverenciar um ambiente virtual que lhe apresenta, quando consultado, em tempo real, um erudito artigo acerca do “Código de Leicester”, um manuscrito de 36 páginas escrito por Leonardo da Vinci e comprado por Bil Gates por U$ 30,8 milhões?

Entretanto não é acerca do Google que quero escrever. É acerca do “face” como nós o denominamos. O “face” é uma imensa praça virtual. Não sei se fui a primeira pessoa a utilizar essa metáfora, mas é assim que a “batizei” desde o início. Uma praça como o Hyde Park em Londres, só que em ambiente virtual.

Aliás, uma praça como qualquer outra deste mundo de meu Deus. Nela é possível encontrar de tudo. E, usando novamente essa expressão virótica, em “tempo real”.

Muita fofoca, muita coisa ruim, mas também, em contraposição, informações atualizadas, considerações críticas interessantes, rasgos de inteligência fulgurantes, muito humor, tomadas de posição acerca de assuntos candentes, e, talvez o que seja mais importante, a possibilidade de interagir com pessoas com as quais habitualmente você não encontra, mas por quem tem afeto. Não é ele um fabuloso “nicho sociológico”?

Esses dias, por exemplo, houve um apagão no Nordeste. Perto da meia-noite. Eu estava acordado e fui cascavilhar nos sites e blogs de notícia em busca de informação. Nada.

Fui, então, para o “face”. Quando entrei fiquei logo sabendo que o apagão atingira todos os bairros de Natal, as cidades vizinhas, Recife, Mossoró, Sousa, na Paraíba, e até Manaus.

Depois comecei a me divertir com os comentários. Um deles, impagável, dizia que Dilma estava reunida com o ministério, em Brasília, à luz de velas, criando, para o Nordeste, o Programa “Minha Vela, Minha Vida” e o “Bolsa Lamparina”. Essa história, depois, me foi ratificada por uma querida amiga e ex-aluna.

Onde encontrarmos algo semelhante, ou seja, quase tudo em quase nada? No “face” já vi e li pedido de sangue para transfusão e, em pouco tempo, o agradecimento. Vi e li oração, súplica, declaração de amor, de ódio, pedido e oferta de emprego, fotos belíssimas, outras muito ruins, flagrantes da vida real, diatribes, solidão, felicidade, narcisismo, analfabetismo, enfim, tudo quanto caracteriza o ser humano.

Parodiando Terêncio, tudo que é humano interessa ao “face”.

Por outro lado, não consigo aceitar as declarações que atribuem ao “face” um poder alienante sobrenatural. Compreendo que nessas críticas está presente a primitiva mania de antropomorfizar as coisas, de a elas atribuir o que somente a nós diz respeito, tais como os valores a partir dos quais julgamos o que nos cerca, a nós mesmos e aos outros.

O mal está em nós, não nas coisas.

O “face” é um instrumento como outro qualquer. Cabe a nós dar-lhe o destino apropriado. E, me parece, para finalizar, que não há outra opção, no que diz respeito ao “google”, ao “face”, a esse mundo virtual que é o grande salto no futuro: render-se ou se render.

Ficar fora dessa “aldeia global” – fantástica premonição intelectual de Marshall MacLuhan -, em algum tempo será praticamente impossível.

Momentos atrás acompanhei, de perto, um senhor já idoso, frentista, lutando contra as dificuldades que lhe impunha o manuseio, na tela do computador, do programa de pagamento de cartões, em um posto de venda de gasolina. Em certo sentido muito próprio, lutava ele pela sobrevivência em um mundo totalmente desconhecido seu quando era menino.

Bom, quanto aos que torcem o nariz para o “face”, ainda há tempo de correr atrás do prejuízo…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 28/10/2012 - 08:13h

Poeminha sentimental

Por Mario Quintana

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas…
De vez em quando chega uma
E canta (Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta e cronista gaúcho

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Categoria(s): Poesia
domingo - 28/10/2012 - 06:32h

Só Rindo (Folclore Político)

O café de Tomaz Neto

Naide Rosado passava alguns dias em Mossoró, com seu pai, o prefeito mossoroense Dix-huit Rosado.

“Serra Grande”, apelido carinhoso com que ela batizara o longilíneo Dix-huit, recebe o vereador Tomaz Neto em sua casa no bairro Nova Betânia.

– Minha filha, prepare um cafezinho para Tomaz Neto.

Começa o drama de Naide. Atributos culinários não são o seu forte. Porém não podia decepcionar o pai e o convidado.

Com todo esmero e boa vontade, ela resolve se arriscar ao fogão, em vez de pegar alternativas mais fáceis, como um café solúvel.

Encantada com a sua própria “capacidade”, ela serve aos dois interlocutores em xícaras especiais, elementos raro na casa espartana de Serra Grande.

Os dois saboreiam os cafés quentinhos. Entretanto, não emitem um único elogio ou revelam traços faciais de satisfação.

Afoita, como sempre, Naide provoca:

– Tomaz, que tal o seu café?

A resposta só não a fez chorar.

– É… bom para fumar um cigarro!

Dix-huit não se atreve a falar.

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Categoria(s): Folclore Político
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domingo - 28/10/2012 - 03:30h
Conversando com... Alex Moacir

Campeão de votos promete levar mandato aos bairros

Alex Moacir de Souza Pinheiro (PMDB), 42, casado, dois filhos, nascido em Caicó, graduado em administração pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), foi o campeão de votos na corrida à Câmara Municipal de Mossoró no pleito deste ano. Obteve a considerável marca de 4.701 votos.

Alex Moacir teve 4.701 votos e, agora, prefere não falar sobre presidência (O Câmera)

Ex-secretário de Serviços Urbanos durante quase sete anos e meio (duas gestões da prefeita de direito Fátima Rosado-DEM, “Fafá”),  ele era originalmente ligado ao grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB). A ligação oportunizou experiência em posto de confiança durante gestão (70 dias) de Sandra na Prefeitura de Mossoró, em seu gabinete na Assembleia Legislativa, além da coordenação de trabalhos na extinta Secretaria de Governo e Projetos Especiais (SEGOV) do Governo Garibaldi Filho (PMDB) – em Mossoró.

Com a mudança de Fafá para o sistema da hoje governadora Rosalba Ciarlini (DEM) em 2002, Alex seguiu a nova opção e chegou a compor sua equipe, com ótima performance. Por pouco não foi indicado a vice, na chapa vencedora à prefeitura, encabeçada pela vereadora Cláudia Regina (DEM).

Encaixado na chapa proporcional, a sua vitória foi expressiva. Em nosso bate-papo com ele, conversamos sobre gestão municipal, perspectivas pro próximo governo, presidência da Câmara Municipal e seu papel como legislador. Eis o “Conversando com…”

Blog Carlos Santos – O senhor transformou-se num campeão de votos logo no primeiro teste eleitoral a que se submeteu, sendo o vereador mais votado no pleito deste ano. O que tens planejado como prioridade para seu mandato?

Alex Moacir – Quero iniciar essa entrevista, mais uma vez de forma humilde, agradecendo aos 4.701 cidadãos que acreditaram nas minhas propostas. Em relação à sua pergunta, vou trabalhar desde o primeiro dia para cumprir o que prometi durante a minha campanha. Avalio que minha prioridade é levar o meu mandato aos bairros, para ouvir a população e prestar contas das ações que estiver desenvolvendo. Não ficarei só no gabinete do vereador.

BCS – O senhor foi durante um bom tempo o nome mais cotado para ser vice na chapa governista à prefeitura, mas foi preterido. Sua eleição com votação retumbante o credencia a, naturalmente, ser o candidato do governismo à presidência da Câmara Municipal de Mossoró? Há algum acordo nesse sentido?

Alex Moacir – Tenho dito e reafirmo que pretendo inicialmente aprender como funciona o tramite do legislativo mossoroense. No entanto, entendo que a escolha do Presidente da Câmara envolve muita articulação política e que, por uma questão ética, só vou opinar no devido momento.

BCS – As últimas duas legislaturas da Câmara de Mossoró foram marcadas por escândalos. Tivemos até mesmo caso de vereadores alcançados por mandados de prisão. O que a “nova câmara” pode ofertar como diferencial, também pelo fato de ter maior representatividade popular, com 21 componentes em vez de 13?

Alex Moacir – Considero dois pontos importantes para você trabalhar bem como vereador de sua cidade: cumprir o que prometeu e dar total transparência a seus atos como homem público eleito pelo voto popular. Vou-me pautar nesses dois pilares para corresponder à confiança em mim depositada.

BCS – A bancada governista na atual legislatura sofreu duras críticas, por exercer o poder da maioria, derrubando projetos e matérias que cobravam informações e transparência ao governo. Essa deve ser a tônica da nova legislatura?

Alex Moacir – É muito importante para o funcionamento da democracia o debate de opiniões divergentes, pois do contrário de idéias é que se nascem as melhores soluções para a população. Antes de falar em “situação” e “oposição”, entendo que a Câmara Municipal é uma casa plural, que abriga homens e mulheres públicos eleitos representantes dos diversos segmentos da sociedade civil organizada e que terão como prioridade o bem comum do povo de Mossoró.

Cláudia, Fafá, Chico Carlos e Alex: governismo (Pádua Campos)

BCS – O senhor fez parte de praticamente todo o período da “Era Fafá Rosado”, como secretário de Serviços Públicos. Em sua avaliação, quais os maiores acertos da gestão e o que faltou para ter melhor performance?

Alex Moacir – Quero aproveitar esta pergunta para fazer dois agradecimentos: a Prefeita Fafá Rosado pela confiança em mim depositada e a equipe da Secretaria dos Serviços Urbanos que colaborou comigo para que a população pudesse sentir, de forma satisfatória, o serviço prestado por essa Secretaria. Avalio que o maior acerto foi trabalhar ouvindo as demandas legitimas da população, procurando atendê-las, demonstrando que o contribuinte municipal é o fiscal do gestor público.

Entretanto, vejo que na área de mobilidade urbana, mais especificamente o trânsito de nossa cidade, precisa fazer adequações rápidas para que ele possa fluir melhor.

BCS – A eleição de Cláudia Regina (DEM) a prefeito, além da vitória do senhor e do professor Chico Carlos (PV) a vereador, sinaliza como uma renovação do grupo da governadora Rosalba Ciarlini e da prefeita Fafá, contraponto ao modelo oligárquico que se arrasta há tempos em Mossoró?

Alex Moacir – Na realidade, a eleição de Cláudia Regina como prefeita e a renovação ocorrida na Câmara Municipal, sinalizam perfeitamente o que a população espera de seus gestores. Cada vez mais, numa cidade do porte de Mossoró, com aproximadamente 165.000 eleitores, os cidadãos votam confiando nas pessoas que poderão resolver os problemas do município.

BCS – O que esperar do governo a ser instalado a partir de janeiro em Mossoró, com a vereadora Cláudia Regina, eleita à prefeitura no dia 7 de outubro último?

Alex Moacir – Pelo que conheço da capacidade e competência da Prefeita eleita Cláudia Regina não abrigo a menor dúvida de que ela fará uma grande gestão à frente de executivo municipal de Mossoró. As propostas feitas durante a campanha de 2012 serão executadas pela prefeita. A cidade cresceu muito nos últimos anos e continuará crescendo ainda mais com as ações que serão desenvolvidas pela nova gestão.

Aproveito para agradecer a oportunidade de externar minhas opiniões ao público leitor do seu blog. Muito obrigado!

* Esta entrevista era para, originalmente, ter sido publicado no domingo passado. Mas devido uma falha de contato deste Blog, não tivemos como postar o material acima. Nossas desculpas ao entrevistado, webleitores e anunciantes.

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sábado - 27/10/2012 - 23:55h

Pensando bem…

“Os autoritários costumam ser criaturas muito infelizes: além dos ressentimentos íntimos, se cercam de falsos amigos e se sentem solitários.”

Flávio Gikovate

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