Carlos Santos,
Muros altos, cercas elétricas, concertinas e câmeras de segurança. Muitos recursos, porém não têm sido suficientes para diminuir a sensação de insegurança sentida por nós moradores do conjunto Vingt Rosado que vive hoje em clima de pânico.
O silêncio e o pouco movimento nas ruas do bairro enganam quem pensa que o local é tranquilo. Roubos, furtos, arrombamento, homicídio e até estrupo, hoje faz parte do nosso cotidiano. Andar nas ruas deixou de ser algo normal e passa a ser desafiador, pois nem mesmo com alianças podemos mais andar, tendo em vista que se tornou um dos objetos mais desejados pelos criminosos.
Somos uma população maior de que muitos municípios aqui da região, uma vez que além das três etapas, possuímos no entorno os Pintos, o Parque Universitário, o Alto da Pelonha, o Geraldo Melo e agora o denominado Conjunto Novo.
A população no conjunto e ao seu redor cresce a largos passos, e isso acompanha a evolução da criminalidade neste local.
Ocorre que o nosso sistema de segurança pública não acompanhou a evolução do bairro. Hoje, o nosso único posto policial encontra-se desativado a mais de um ano. Polícia aqui só vemos alguns vizinhos (que são policiais) saindo ou voltando do trabalho, mas o trabalho preventivo da polícia aqui no bairro não existe. Não é que seja ineficiente, é que não existe mesmo!
Uma vez quando solicitei uma viatura através do 190, a qual demorou mais de 30 minutos a chegar, fui informado por eles que a demora se deve ao fato do bairro não possuir policiamento e que quando há um chamado, torna-se necessário deslocar uma viatura do bairro Malvinas ao Vingt Rosado. Assim como podemos dizer que temos policiamento no bairro?
Deixo o meu repúdio ao modo atual em que os gestores da segurança pública estão tratando o conjunto Vingt Rosado. Quanto a veracidade das informações pode perguntar a qualquer morador do bairro, pois somos bastantes atenciosos com que se preocupa com o nosso bem estar.
João Paulo de Oliveira Calixto


























