“São poucos os que vivem o Presente; a maioria aguarda para viver mais tarde.”
Jonathan Swift
Jornalismo com Opinião
“São poucos os que vivem o Presente; a maioria aguarda para viver mais tarde.”
Jonathan Swift
Do Congresso em Foco
Aproximadamente uma semana depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, o governo federal anunciou, nesta segunda-feira (14), uma série de cortes no orçamento de 2016 que chegam a R$ 26 bilhões. Além disso, o governo também confirmou a volta da CPMF e a criação de uma nova faixa de imposto de renda sobre ganho de capitais.
Só com a CPMF, o governo espera arrecadar R$ 28 bilhões.
Com isso, o ajuste total anunciado ficará em R$ 64,9 bilhões, seja em redução de despesas, seja no aumento de receitas. O objetivo dos cortes é viabilizar superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) no ano que vem.
Quatro anos
O retorno da CPMF, no entanto, deve ocorrer em caráter temporário, com alíquota de 0,20%, percentual inferior ao de 0,38% que vigorou até 2007. Em um primeiro momento, a CPMF terá vigência de três anos, mas o governo não descarta a possibilidade de que ela dure mais tempo. “Nosso objetivo é que a CPMF não dure mais do que quatro anos”, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Todo o imposto será destinado ao custeio da Previdência Social, cujo rombo será de R$ 88 bilhões em 2015 e de R$ 117 bilhões no ano que vem segundo o governo federal. “Essa proposta de elevação temporária da tributação é uma espécie de travessia desse período”, ratificou Levy.
Ainda de acordo com a equipe econômica do governo federal, a recriação da CPMF, extinta em 2007, ocorrerá por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que ainda será encaminhada ao Congresso. Para que uma PEC passe pela Câmara, ela precisa obter 308 votos em dois turnos.
Saiba mais AQUI.
A Prefeitura de Mossoró, gestão do prefeito Francisco José Júnior (PSD), acumula débitos de cinco meses de contribuição patronal e quatro meses relativos à parte do servidor, que deveriam ter sido recolhido à Previ-Mossoró (previdência própria do município).
Na prática, tem recolhido ao seu caixa os valores dos servidores, mas não os repassa à Previ.
Clara apropriação indébita.
E o que é seu dever direto, não é transferido.
O Conselho Previdenciário da Previ atestou as duas irregularidades em sessão ordinária no último dia 4.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte está convocando mais 178 estagiários para atuar em unidades do Poder Judiciário Estadual, sendo 169 estudantes de Direito, três de Administração, quatro de Ciências Contábeis e dois de Comunicação Social.
Os universitários convocados devem comparecer aos locais indicados dentro do prazo de cinco dias úteis, a partir dessa quarta-feira (16). A edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJe) que vai ao ar na noite desta segunda (14) traz a relação dos estagiários e suas respectivas lotações. Eles poderão optar pelo regime de 20 ou 30 horas semanais.
Os convocados da área de Direito irão atuar nas comarcas de Natal, Mossoró, Caicó, Parelhas, São Miguel, Governador Dix-sept Rosado, Santo Antônio e Alexandria. Na capital, as unidades nas quais eles irão prestar serviço são a Direção do Foro de Natal, Escola da Magistratura (Esmarn), Coordenação dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais e na Secretária Judiciária do TJRN.
Com informações do TJRN.
Será no próximo dia 19 (sábado), a partir das 8h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, o “I Fórum Potiguar de Gestão – Desafios e Performance em Cenários Complexos”.
A iniciativa vai reunir, num único dia, palestrantes de largo conceito e experiência. A iniciativa é da Focar Eventos.
O público alvo é variado: Empresários, Líderes, Equipes de Vendas, Professores, Estudantes, Políticos e Sociedade ativa em geral.
Você pode formalizar sua participação (que tem vagas limitadas) através deste fone (84) 3312-0064.
Perfil das palestras e palestrantes
Alexandre Lacava – São Paulo, com a palestra sobre Vendas e negociações em tempos de crise – Como transformar sua vida e de sua empresa vendendo mais. Desenvolvida para promover soluções em vendas no cenário onde as metas são sempre crescentes e o mercado cada vez mais competitivo.
Anderson Veloso – Minas Gerais, com a palestra Oratória Criativa – Seja um Destaque usando o poder da Fala. Desenvolvida para treinar todos que objetivam se expressar melhor em público.
R. Fernandes – RN, com a palestra Inércia VS. Energia – Do Medo que Paralisa, Para o Medo que Move…. Desenvolvida para Motivar, Vitalizar e Transformar pessoas que por excesso de medo ou falta de energia não avançam em seus projetos de vida.
Priscilla Sá – SP, com a Palestra Magna: A Nova Mulher na Liderança – alta performance em tempos desafiadores. Desenvolvida para impulsionar as mulheres rumo aos seus objetivos, aliando amor às pessoas e paixão por resultados.
O futuro dos servidores do Rio Grande do Norte foi alvo de discussão pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (14). Por iniciativa do deputado Kelps Lima (SDD), foi realizada uma audiência pública onde o tema de discussão foi o uso dos recursos do fundo previdenciário do estado para o pagamento da folha salarial do Poder Público. Parlamentares querem posicionamento sobre a reposição dos valores.
“É um tema delicado e por demais importante porque se avizinha um saque completo desse dinheiro, sem perspectiva de reposição. Para nós, o Governo optou pelo caminho mais fácil e errado”, criticou Kelps Lima
Reunindo representantes dos servidores, Governo do Estado e deputados, a audiência discutiu a viabilidade do uso dos recursos previdenciários e a efetividade da ação para sanar as contas públicas. O entendimento dos presentes foi que seria necessária uma medida diferente do Governo para acabar com o déficit de aproximadamente R$ 80 milhões no pagamento aos aposentados.
De acordo com o parlamentar, o Governo do Estado já realizou, somente nessa gestão, saques que totalizam aproximadamente R$ 390 milhões do fundo previdenciário, o que seria superior à frustração de receita citada pelo próprio Executivo, de R$ 340 milhões. Por isso, o deputado pede explicações sobre o que o Executivo pensa sobre a medida e o que poderá ser feito para repor os valores devidos.
Medida
“É preciso que o Governo explique, primeiro, se há a intenção de repor esse dinheiro e, depois disso, avaliar como isso será feito. É preciso que se discute e se encontre uma alternativa para que a conta feche e os servidores não sejam prejudicados”, disse Kelps Lima.
Apesar da presença do procurador José Marcelo, representando o Governo do Estado, não foi informado se o Governo faria a reposição do dinheiro já sacado. Representantes dos servidores sugeriram que o Executivo iniciasse uma discussão com as categorias e parlamentares para apresentar uma proposta para a reposição dos valores e como faria para honrar os pagamentos dos salários dos servidores após o fim dos saques ao fundo previdenciário.
O deputado Fernando Mineiro (PT), também presente à discussão, acredita que é necessária a realização de uma série de debates junto aos servidores e especialistas de questões tributárias para se chegar a uma solução. O deputado, inclusive, disse que seria importante que estudiosos do estado fossem acionados para contribuir com a discussão e viabilização de uma saída.
“O que temos que saber é que, mesmo que os saques continuem, o déficit continuará depois que o dinheiro acabar. É uma conta muito complexa e por isso é preciso uma ampla discussão”, disse o deputado.
Segue a paralisação de motoristas da empresa Art Service.
Hoje pela manhã, pelo menos 15 grevistas faziam novo plantão à frente do Centro Administrativo da Prefeitura deMossoró.
A Art Service é empresa terceirizada da Prefeitura de Mossoró.
Os grevistas fazem transporte escolar de discentes da zona rural.
Não recebem há mais de dois meses.
Conversei com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) no Rio Grande do Norte, engenheiro Ézio Reis. Ele me garantiu que existem dois anteprojetos prontos para a duplicação de parte da BR-304, a partir da Reta Tabajara, essa autoestrada que liga Natal a Mossoró.
Segundo Ézio, uma obra que garantiria a duplicação dessa perigosa estrada pelo menos até a cidade de Angicos, no Sertão Central.
Faltam ainda projetos de artes especiais, ou seja, pontes e eventuais viadutos.
Em andamento estão também outros dois anteprojetos.
A partir de publicação de editais, a gente poderá começar a sonhar com esse empreendimento tão importante para o RN.
A Cimento Mizu, unidade industrial de Baraúna, demitiu mais de 50 empregados.
Readequa-se aos novos tempos.
Mercado experimenta desaceleração.
Daí…
Uma concessionária de veículos automotivos, com endereço em Mossoró, está sob negociação.
As conversações com grupo de “fora” foram iniciadas.
Ainda não transpirou nenhuma informação de fechamento de negócio com cifras milionárias.
É hoje às 19h, na Catedral Metropolitana do Natal, a Missa por um ano da morte do ex-governador Iberê Ferreira de Souza.
Ele morreu com câncer, que foi detectado mesmo antes das eleições de 2010, quando concorreu ao Governo do Estado.
A prefeita cassada e afastada de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), é a convidada especial de estreia do noticioso “Jornal das Cinco”, hoje às 17h, na FM 105,1 de Mossoró.
Será sabatinada pelos âncoras Tárcio Araújo e Fábio Oliveira.
O programa jornalístico terá uma hora de duração, sendo apresentado de segunda a sexta-feira (saiba mais AQUI).
Acompanhe ao vivo, na Net, por este endereço www.fm105mossoro.com.br
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A greve dos servidores da Universidade do Estado do RN (UERN) gradualmente perde a guerra da informação.
A contra-informação ganha musculatura e espaço.
A longevidade do movimento esgarça a relação entre instituição e sociedade.
A paralisação, que já não era boa para o alunado (quase silente) e o Governo, aos poucos pode ser tratada com indiferença pela opinião pública.
Indiferença é sinônimo de “desimportância“.
Esse “senso comum” é perigoso para o próprio futuro da Uern.
Para refletir.
“A avareza é sem dúvida um dos sinais mais confiáveis de infelicidade profunda.”
Franz Kafka
Do Portal No Ar
O América empatou pela 16ª rodada da Série C. Jogando contra o Cuiabá-MT, na Arena Pantanal, o time potiguar conseguiu buscar um resultado de 2 a 2, permanecendo no G4 da competição nacional, na quarta colocação do Grupo A, com 26 pontos conquistados. O Cuiabá continua na oitava posição com 16 pontos.
Os gols do Alvirrubro foram marcados pela sua dupla de ataque formada por Max e Adriano Pardal. O time do Mato Grosso anotou com o meia Geovani e com Geílson, que entrou durante o jogo e fez seu tento em cobrança de pênalti.
O jogo marcado para as 16 horas começou com mais de 20 minutos de atraso por falta de policiamento na Arena Pantanal. Jogando como mandante, o Cuiabá começou melhor na partida e logo aos 16 minutos abriu o placar com Geovani. O meio-campista conseguiu vencer o goleiro americano, Pantera, em cobrança de falta.
Veja detalhes AQUI.
A crise não chegou aos restaurantes do Natal.
Lotados, muitos com fila de espera.
Da Reta Tabajara para baixo, não.
Como sempre, outro RN.
Esse apartheid acontece há incontáveis décadas e séculos!
Por Odemirton Filho
Nos últimos meses a sociedade brasileira tem debatido muito acerca do provável afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Muitas discussões são travadas, seja no âmbito jurídico ou social, cada um expondo seu ponto de vista.
Nesse sentido, o presente artigo tem o objetivo de, em uma linguagem clara e direta, esclarecer o que vem a ser o impeachment e suas consequências, sem adentrar se há ou não fundamento para o afastamento da presidente Dilma.
Inicialmente, cumpre esclarecer, que a palavra Impeachment significa “impedimento ou impugnação”, contra altas autoridades de um país, diante de fatos de maior relevância.
No Brasil, os arts. 85 e 86 da Constituição e a Lei n. 1.079/50, definem quais são os crimes de responsabilidade e seu processamento. O art. 85 da Lei Maior descreve que são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra a existência da União; o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do País; a probidade na administração; a lei orçamentária e o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Por seu turno, o art. 86 da Carta Magna diz que admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal (STF), nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Crimes comuns são, por exemplo, um furto, um homicídio etc. Já os crimes de responsabilidade são aqueles elencados no art. 85.
Acrescente-se que a Lei n. 1.079/50 assevera que qualquer cidadão pode denunciar crime de responsabilidade perante a Câmara dos Deputados.
Em resumo, o processamento se dá dessa forma: 1) Denúncia por parte de qualquer cidadão, desenvolvendo-se o processo de acordo com a Lei n.1.079/50; 2) A Câmara dos deputados admite a acusação contra a Presidente da República, por dois terços de seus membros; 3) instaurado o processo no Senado Federal, a presidente ficará afastada de suas funções, no máximo cento e oitenta dias, a fim de proceder ao julgamento; 4) O julgamento será feito perante o Senado Federal, que na ocasião será presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF); 5) se dois terços dos Senadores decidirem pelo impeachment, a presidente perderá o mandato, ficando sem poder exercer função pública pelo prazo de 08(oito) anos; 6) O vice-presidente, Michel Temer, assumirá o mandato até o fim de 2018.
Por fim, não podemos esquecer, que o impeachment é um processo com natureza eminentemente política, isto é, a articulação da situação ou da oposição é que irá fazer a diferença, pois o jogo de interesse e, principalmente, a influência da sociedade com suas manifestações serão fundamentais para o destino da presidente e, sobretudo, do Brasil.
Odemirton Filho é professor de Direito da UnP e oficial de Justiça da Comarca de Areia Branca/RN.
Por François Silvestre
(Para Francisco Nunes e Sueleide Suassuna)
“As armas e os barões assinalados/ Que da ocidental praia Lusitana/ Por mares nunca dantes navegados/ Passaram ainda além da Taprobana/ Em perigos e guerras esforçados/ mais do que prometia a força humana/ E entre gente remota edificaram/ Novo reino que tanto sublimaram”.
Foi assim que Camões começou duas aventuras épicas. A intencional: de responder a Homero que fincara nos versos a aventura dos gregos e a Virgílio, que cumprira papel semelhante na origem da aventura latina.
A segunda foi uma decorrência não intencional: a estruturação esquelética de um idioma. A “última flor do Lácio, inculta e bela”; do dizer de Bilac. Que responderia ao ser interpelado: “ora direis ouvir estrelas”.
Era o português uma algaravia, desde 1139, que se confundia com o galego, a linguagem da Galícia. Ganhou contorno morfológico com a obra teatral de Gil Vicente e o Cancioneiro de Garcia de Resende. Porém, foi a épica camoniana que teve o mérito de criar o arcabouço sintático da nossa língua.
Os Lusíadas, muito mais do que a louvação heróica das aventuras marítimas, é uma fábrica de metáforas. O forno que modelou uma forma de compor versos, na língua nova.
A metáfora consegue remodelar o conteúdo opaco para fazê-lo brilhante, na forma recriada. Não fosse ela, a poesia seria apenas uma repetida composição de rimas. Sonoridade vocálica, pobreza poética.
A rima, em Camões, é pobre. Combinando mais das vezes desinências verbais. A metáfora, não. E é delas que ele tira a tintura dos versos para engrandecer pequenos atos. Ao dar-lhes feição maior do que o gesto.
A aventura grandiosa da circunavegação Lusitana vai se desenrolando ao apelo das metonímias mitológicas. Com a cumplicidade de Vênus e Marte, sofrendo a oposição de Baco e Netuno.
A metáfora, diferentemente da comparação ou metonímia, produz poesia. Ela é a rainha das figuras na composição de estilo. Dando nós onde há linha lisa e alinhando a linha onde há nós. A Metáfora é a fada da poesia. Mesmo que seja poesia de pedra, rústica ou polida.
Dante, Shakespeare, Neruda viveram das metáforas. E deram vida à poesia nossa de cada dia. O resto não é resto, é metáfora do que resta da sobra.
Nunes e Sueleide sugerem tópicos. Quando se escondem os verbos nos porões da zeugma ou se omitem os nomes, nos escaninhos da elipse. Aí não se pode esquecer a política nossa de cada noite.
Só que a metáfora na política é a tentativa de esconder a verdade, muitas vezes feia, para vender a mentira falsamente bela. E o povo, metáfora da abstração, deixa-se enganar concretamente na mesma cumplicidade da metafórica democracia de faz de conta.
Com a permissão do cancioneiro moderno, ouso repetir: “Quero roçar minha língua na língua de Luís Vaz de Camões”.
Té mais.
François Silvestre é escritor
* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.
Nesta segunda-feira (14) tem estreia no rádio mossoroense, às 17h: O Jornal das Cinco da FM 105 Santa Clara pretende apresentar ao público um formato mais leve e dinâmico de fazer radiojornalismo, de segunda às sextas-feiras. Uma proposta nova, inspirada nos formatos já implantados em redes nacionais, e com muita interação por meio das mídias sociais.
Sob a batuta dos jornalistas Tárcio Araujo e Fábio Oliveira, o noticioso terá uma hora de duração. Além dos dois âncoras haverá também a participação de comentaristas e articulistas que emprestam seu cabedal de conhecimento para este novo projeto.
O programa pretende agregar um conceito inovador para o radiojornalismo local, não só pelo novo horário de veiculação, bem como pelo respaldo e profissionalismo de seus apresentadores.
Da casa ao trânsito
Segundo Tárcio Araujo “a apresentação de informações em fluxo sem paradas para intervalos é outro diferencial do projeto que certamente vai prender e cativar o ouvinte”
Para Fábio Oliveira, expectativa é de que esse projeto supra uma lacuna existente há tempos no radiojornalismo mossoroense. “Digamos que vai ser um noticiário ágil e gostoso de se ouvir, num horário em que o rádio poderá ser uma companhia da casa ao trânsito”, acrescenta ele.
Tárcio e Fábio têm formação acadêmica no jornalismo, originários dos bancos da Universidade do Estado do RN (UERN), O primeiro, nascido em Lajes, por longo tempo atuou na FM 95, se notabilizando por conduzir noticioso dinâmico na emissora, além de ganhar vários prêmios de radiojornalismo no estado e fora dele.
Fábio vem de berço radiofônico e origem em Mossoró. Tem passagens ainda pelo jornalismo impresso (colunista do Jornal de Fato) e ainda televisivo (TV Cabo Mossoró-TCM).
Nota do Blog Carlos Santos – A convite dos produtores, também daremos nossa contribuição ao noticioso já a partir de sua estreia com comentários sobre os temas do cotidiano, da política e até do esporte.
Boa sorte a todos que farão esse noticioso, aplausos aos anunciantes e parabéns à 105 por abrir espaço ao bom jornalismo.
Por Marcos Pinto
É preciso caminhar nas noites vislumbrando a pérfida e vil alma da escuridão. Em cena, o percurso monótono e melancólico dos espectros humanos.
Imersos e vestidos do crepe da longa e angustiante noite, transformam em pânico os interrogativos momentos seguintes. Avassaladora, a tessitura do medo surge dentro de um silêncio absoluto, senhor de todas as premissas.
Nesse desiderato, o corpo fragilizado pelo temor do inesperado é acossado por um imperativo e dominante calafrio, a percorrer a medula. Reina um clima opressivo de imensurável tensão. A mente em ebulição começa a formatar monstros da traição, prontos para dar o bote fatal, já sentindo o gosto de sangue quente na boca. A serra das almas traz sua vasta caatinga emoldurada pelos mistérios e medos da noite.
O viandante solitário constitui-se em divisor entre a ficção das histórias de mal-assombro e a realidade de alguns, cheia do falso ufanismo do arrojo, da coragem sopitada pelo imprevisível ataque fulminante. As emboscadas fatais sempre encontra arrimo nas garras da soturna escuridão.
Aproveitando esse sutil escudo, o covarde e frio assassino morde os lábios com tanta pressão que o sangue fervente ameaça romper a fina pele e escorrer em suas vestes. Chispas de premeditado ódio incendeiam-lhe a alma de ferina severidade. No semblante, a uniformidade preta empresta à ignominiosa cena uma grandiosidade de anfiteatro lúgubre e triste, protagonizando uma expectativa de catástrofe.
De súbito, um lancinante grito de dor e de medo rasga o véu da noite, com afinação, timbre e ritmo das agourentas aves noturnas.
Delineia-se a senda do crime vil e covarde, praticado por mão mercenária, custeada pelo vil metal do mandante. O cumprimento do macabro plano exercera o efeito embriagante das engendrações diabólicas, proporcionando o equilíbrio com o silêncio cúmplice.
No inóspito sertão, as veredas da serra das almas, outrora caminhos indígenas, sentiram o pisar frenético do monstro da morte, a farejar o céu com suas narinas de fera insaciável. Sequer um lampejo de remorso.
Apenas o inconfundível gosto de sangue a escorrer entre os dentes da sua macabra alma. No semblante, laivos de imenso prazer revelavam a predisposição incessante a serviço das práticas satânicas. Não havia espaço para o sentimento do mutismo, uma vez que o farfalhar da brisa noturna vagando nas matas nativas sussurravam-lhe palavras ininteligíveis, como se fossem a completude do gesto vil e covarde.
O caldeamento da raça deixara-lhe marcas visíveis e invisíveis a serviço do mal, da traição e da vilania.
A unção da noite tem forjado os mais torpes e cruéis crimes. O desenrolar e o desfecho das histórias mal-assombradas da serra das almas revelam a particularidade “de formar uma espécie de película indelével, capaz de tapar o abismo em que havia se transformado”.
Na leitura acurada dos anais da história da serra das almas (Chapada do Apodi), sempre ecoarão os gritos de dor no escuro, tendo o espantoso memorial da morte como caixa de ressonância.
Marcos Pinto é escritor e advogado
“Espere com paciência, ataque com rapidez”.
Provérbio Chinês
Mesmo com seus presídios superlotados e estudos que mostram a diminuição do cinturão da pobreza nos últimos anos, no Brasil, continuamos acuado pela violência.
Como explicar isso?
Não precisaremos de estudos mais amiúdes para identificar que o Estado ataca, e mal, os efeitos.
Somos vítimas da impunidade e do império das drogas.
Como erramos feio, em ambas, continuaremos acuados.


