“O verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir.”
Adam Smith
Compartilhe:
Do Congresso em Foco
Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) referendada na sessão da última quarta-feira (10) libera a candidatura de ao menos 80% dos políticos inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa a concorrer as eleições de 2016. Em julgamento conjunto de dois recursos extraordinários (REs 848826 e 729744), ministros entenderam que é exclusividade da Câmara Municipal a competência para julgar as contas de governo e da gestão de prefeitos.
De acordo com a deliberação do plenário, cabe ao tribunais de contas apenas auxiliar o Poder Legislativo municipal, emitindo parecer prévio e opinativo, mas que poderá ser derrubado por decisão de dois terços dos vereadores.
As entidades ligadas à criação da Lei da Ficha Limpa começaram a se mobilizar tão logo a sessão do STF foi concluída. Um dos idealizadores da lei e membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o ex-juiz Márlon Reis avalia que a decisão da Corte é a “de efeito mais drástico” sobre a regra sancionada em 2010. De acordo com o especialista, as instituições estão avaliando a “saída jurídica” mais eficaz para recorrer à questão.
“Estudamos uma maneira de tentar modificar esse entendimento, porque ele não pode ser prevalecido”, destacou ao Congresso em Foco.
Márlon Reis explicou que existe possibilidade de apresentar embargo de declaração ainda no âmbito deste processo. O advogado relata que a decisão foi tomada em uma ação individual, e que o STF pode ser chamado a falar no Controle Concreto de Constitucionalidade. “As entidades não vão desistir. Vamos buscar sensibilizar o Supremo para que esse entendimento seja mudado. Essa não é a palavra final”, destacou.
No primeiro recurso (848826), o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, enfatizou que, pela Constituição, a atribuição para julgar as contas do chefe do Executivo municipal são os vereadores, já que são eles os representantes dos cidadãos. A divergência apresentada por Lewandowski foi seguida pelos ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Marco Aurélio e Celso de Mello. Foram vencidos os votos do relator, ministro Luís Roberto Barroso, e dos ministros que o acompanharam: Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli.
“Grande pesar”
No julgamento do segundo recurso (729744), o ministro-relator, Gilmar Mendes, decidiu ainda que nos casos de omissão da Câmara Municipal, o parecer emitido pelo tribunal de contas em questão não poderá ser utilizado para gerar a inelegibilidade do político nos próximos pleitos eleitorais.
O ministro destacou que o dispositivo, segundo a redação dada pela Lei da Ficha Limpa, aponta como inelegíveis aqueles que “tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do artigo 71 da Constituição Federal”.
“Entendo, portanto, que a competência para o julgamento das contas anuais dos prefeitos eleitos pelo povo é do Poder Legislativo (nos termos do artigo 71, inciso I, da Constituição Federal), que é órgão constituído por representantes democraticamente eleitos para averiguar, além da sua adequação orçamentária, sua destinação em prol dos interesses da população ali representada. Seu parecer, nesse caso, é opinativo, não sendo apto a produzir consequências como a inelegibilidade prevista no artigo 1º, I, g, da Lei complementar 64/1990”, afirmou o relator, ressaltando que tal entendimento é adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Márlon Reis contesta:
“A norma que trata da inelegibilidade dos políticos que tiveram contas rejeitadas é a que tem mais ampla utilização dentre todas as da Lei da Ficha Limpa. Por isso, vimos com grande pesar a decisão tomada ontem (quarta, 10). Essa decisão amplia o descontrole. É obvio que vereadores não vão julgar tecnicamente as contas. As contas de gestão são contas técnicas, não políticas. Um vereador não pode aprovar contas de um prefeito que não fez licitação quando deveria fazer, por exemplo. Mas o Tribunal de Contas pode dizer: ‘Não, a lei mandava fazer licitação nesse caso’”, detalhou à reportagem. “Foi um grave equívoco cometido pelo STF”, acrescentou.
Saiba mais AQUI.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
O secretário estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), Ronaldo Lundgren, participou na manhã desta quinta-feira (11) de uma reunião ao lado dos 24 deputados estaduais que irão destinar R$ 300 mil de emendas impositivas, totalizando R$ 7,2 milhões para investimentos emergenciais, ainda neste ano, para a Segurança Pública e sistema penitenciário do Rio Grande do Norte.
Na reunião também ficou definido que para o orçamento de 2017 a Assembleia Legislativa irá destinar R$ 5 milhões que se somarão aos R$ 20 milhões emprestados pelo Tribunal de Justiça ao governo para a construção de um novo presídio.
O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), disse que o momento é de somar esforços para garantir a segurança do Estado.
“Agora a classe política se soma a este esforço por entender que sem recursos não se tem gestão eficiente. E num momento de crise os recursos tem que ser priorizados e o desafio presente é a crise na segurança pública”, salienta Ezequiel Ferreira.
Inteligência
O secretário Ronaldo Lundgren da Segurança Pública e Defesa Social destacou o reconhecimento da sociedade potiguar diante das ações de resposta aos atos de vandalismo na capital e interior do estado nos últimos dias. “Uma prova disto é o total apoio e empenho da Casa do Povo. Vejo todos com boa vontade para debelar esta crise”, disse o secretário.
Ele também defendeu a aprovação da Lei que cria o Sistema de Inteligência na Segurança Pública, em tramitação na Assembleia. Com esses recursos o titular da Sesed pretende adquirir novos armamentos, veículos e equipamentos para os órgãos que compõem a segurança pública no RN.
Com informações da Assecom do Governo do Estado.
Compartilhe:
Fico a me perguntar: qual o papel do Tribunal de Contas do Estado (TCE) daqui para frente, em face da decisão tomada nessa quarta-feira (10) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de limitar seu poder (veja AQUI).
Decidiu que, para ficar inelegível, um prefeito precisa ter suas contas de governo rejeitadas pela Câmara de Vereadores, e não apenas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Atualmente, a Justiça Eleitoral impede de ser eleito, com base na Lei da Ficha Limpa, o prefeito que tiver a contabilidade reprovada pelo Tribunal de Contas. Com o novo entendimento, ficará inelegível nas eleições de outubro o prefeito que tiver as contas reprovadas pelo legislativo municipal, mesmo que já tenha a reprovação prévia da corte de contas.
Com a grande maioria das câmaras municipais funcionando como ‘puxadinho’ ou sala contígua do Executivo, o que podemos esperar dessa “fiscalização?
Se o TCE tinha poder fiscalizador, atuando num patamar de independência dos poderes, é nítido que está amputado à raiz.
Entendeu?
Simples: o TCE não tem utilidade.
O jeito é ficar mesmo só empregando políticos e apadrinhados de políticos.
É o jeito!
Veja o que pensa a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) sobre a decisão do STF, clicando AQUI.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
A que ponto chegou a prefeita Luciana Oliveira (PMDB) em Baraúna, a 32 quilômetros de Mossoró.
Inviabilizada à nova candidatura, está fora da disputa municipal por absoluta repulsa popular e dos candidatos que concorrem à sua cadeira.
O agravante é esse: ninguém quer seu apoio.
Os concorrentes à Prefeitura – três candidatos – correm de qualquer associação com seu nome.
É… política é mesmo muito dinâmica.
Baraúna tem 18.621 eleitores aptos ao voto.
Concorrem à Prefeitura o ex-vereador João Saldanha (DEM), vereadora Divanize Oliveira (PSD) e a lojista e esposa do ex-prefeito Aldivon Nascimento, Lúcia Nascimento (PR).
Luciana perdeu as eleições municipais em 2012 para Isoares Martins (PR), mas após uma série que parecia infindável de decisões judiciais, acabou se fixando no cargo.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
O presidente do Partido Social Democrático (PSD) em Mossoró e candidato a prefeito, Francisco José Júnior, entregou na manhã desta quinta-feira, 11, na 34ª zona eleitoral do Fórum Celina Guimarães Viana, requerimento de registro de sua candidatura para o pleito municipal de 2016.
Acompanhado do candidato a vice, Micael Melo (PTN), que também apresentou documentação solicitando o registro junto à Justiça Eleitoral, Francisco José Júnior destacou a importância desse momento.
“É o início de um novo capítulo da história de Mossoró, dessa cidade que já resistiu ao bando de Lampião, que aboliu a escravatura antes da Lei Áurea”, disse o prefeito.
“O nosso projeto é o das famílias mossoroenses, não só de uma única família, é construir o presente olhando para futuro. Nossa maior estratégia é a verdade, nossa maior bandeira é o trabalho, nossa maior força é a fé”, afirmou o candidato.
Com informações do PSD de Mossoró.
Compartilhe:
Com 14 votos a favor e 3 contra, os deputados aprovaram o Projeto de Lei que modifica o Fundo Financeiro e o Fundo Previdenciário do Estado (FUNFIRN). Uma emenda parlamentar foi apresentada pela Casa ao Projeto do Governo que altera a Lei Complementar Estadual 526 de 18 de dezembro de 2014.
Com a nova redação, “os recursos do Fundo Previdenciário do Rio Grande do Norte, apurados e revertidos, terão escrituração contábil inserida e vinculado ao Fundo Financeiro do Estado do Rio Grande do Norte (FUNFIRN)”. Os deputados estenderam o prazo de carência para o Governo começar a devolução dos recursos a partir de fevereiro de 2020.
No projeto original, a devolução seria a partir de dezembro de 2018.
Outra modificação é o encurtamento do prazo limite para novas retiradas ao fundo. Anteriormente o Governo poderia utilizar recursos do fundo até 2018, agora, com a nova redação, os saques só serão permitidos até fevereiro de 2017.
O assunto foi debatido em plenário pelos deputados. Getúlio Rêgo (DEM) falou da situação financeira do Estado. “Temos que tomar uma decisão madura para democratizar uma posição que diz respeito ao capital de outras pessoas”.
Prioridades
José Dias (PSDB), designado relator da matéria, justificou constitucionalmente a mensagem encaminhada pelo Governo. Fernando Mineiro (PT), Hermano Morais (PMDB) e Álvaro Dias (PMDB) declararam voto contrário ao projeto.
O líder do Governo, Dison Lisboa (PSD), explicou que o dinheiro servirá para pagar aposentados e pensionistas. “Dessa forma, o Governo conseguirá manter em dia o pagamento dos inativos e ainda desafogar as contas para manter em dia a folha de pagamento e as aplicações nas áreas essenciais, como saúde e segurança”, afirmou.
A Lei Complementar Estadual nº 526, de 18 de dezembro de 2014 vinculou todos os agentes públicos ao Fundo Financeiro do Estado do Rio Grande do Norte (FUNFIRN), estruturado em regime de repartição simples. O fundo é caracterizado pelo custeio dos benefícios dos aposentados e pensionistas atuais e pelos segurados que ainda estão na ativa, em sintonia com o constitucional “princípio da solidariedade.”
Com informações da AL.
Compartilhe:
Policiais aplicavam “justiça” executando quem desejavam
Do G1 RN
“Um grupo de extermínio composto por policiais militares que cometiam crimes de homicídio sob a alegação de ‘aplicar a justiça’”. É assim que o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio Grande do Norte, define a atuação de seis policiais militares e um motorista acusados de, pelo menos, 14 assassinatos em Mossoró e outras cidades do Oeste potiguar.
Os promotores já ofereceram denúncias relativas a sete assassinatos. A defesa dos PMs diz que ainda não tem total conhecimento das acusações sobre eles.
O G1 teve acesso a essas denúncias. Os documentos se baseiam na investigação da Força Nacional que culminou com a deflagração da Operação Intocáveis, em 22 de junho passado. De acordo com as denúncias do Gaeco, o grupo justificava os crimes como “legítima defesa” e “no cumprimento do dever legal”.
As denúncias, relativas a sete assassinatos e uma tentativa de homicídio, são assinadas por cinco promotores públicos e foram remetidas a um colegiado de juízes formado na 1ª Vara Criminal da Zona Sul de Natal. Como os juízes receberam essas denúncias, os seis PMs e o motorista, que cumprem prisões preventivas, já são réus nos processos. “Essa foi apenas a primeira remessa de denúncias. Outras estão sendo concluídas e serão entregues no tempo legal”, diz o Gaeco.

"Operação Intocáveis" foi desencadeada em junho deste ano em Mossoró (Foto: Hermes Castro/Mossoró Hoje)
O advogado Gilmar Fernandes de Queiroz, que defende os policiais militares e o motorista presos, diz que ainda não tem total conhecimento das acusações. “Como somente nesta quarta-feira (10) é que fui legalmente constituído como advogado deles, ainda não tenho total conhecimento das acusações. Conversei com todos no dia da operação. O que sei é que há alguns homicídios sendo atribuídos a eles e que, pelo o que eles me disseram, esses casos têm relação a ações policiais”, disse.
O comandante-geral da Polícia Militar, informou que há a possibilidade de os policiais serem expulsos da corporação. “Se for provado que eles agiram fora da lei e forem condenados por isso, há sim a possibilidade de serem expulsos. Temos que aguardar a decisão judicial”, falou.
‘Vítima friamente executada’
O primeiro caso denunciado pelo Gaeco é relativo à morte de Rafael Faustino de Sá. O crime foi cometido por volta das 17h de 26 de janeiro de 2013, na rua Maria Segunda da Trindade, emMossoró. Os policiais militares Renixon Felício da Silva, Allan George de Menezes e Franciné Nogueira da Silva respondem por esse homicídio.
Em depoimento à Polícia Civil no dia do crime, o cabo Renixon admitiu que fazia um patrulhamento no bairro Planalto da Liberdade quando foram abordados por populares. Essas pessoas informaram que “ali próximo, em uma residência, estava ocorrendo uma bebedeira o qual estava presente a pessoa de ‘Rafael Preto’, o qual é assaltante e homicida, inclusive foragida do Ceduc [Centro Educacional para Adolescentes Infratores]”. O policial disse que ele e os policiais Allan Menezes e Franciné Nogueira foram recebidos à bala. “Em virtude das circunstâncias, a sua pessoa e demais membros de sua equipe revidaram à agressão e adentraram na residência, ocasião em que ‘Rafael Preto’ fora atingido”, diz trecho das declarações do PM. Ele ainda falou que foi apreendido um revólver calibre 30 em poder da vítima.
No dia de janeiro de 2014, em nova declaração à Polícia Civil, o cabo Renixon ratificou o que já havia dito. Ele falou que “não sabe efetivamente se acertou a vítima, no entanto, tanto o declarante [ele], quanto os seus companheiros efetuaram disparos”. Para o Gaeco, ao afirmarem que teriam revidado a disparos de arma de fogo, os três policiais alegam de se tratar de uma “situação excludente de ilicitude”.
A arma entregue pelos PMs à Polícia Civil e que teria sido apreendida com Rafael Preto foi periciada. O Laudo de Exame em Arma de Fogo obteve “resultado negativo para possíveis resíduos dos produtos da combustão da pólvora sem fumaça no interior do cano e da câmara da arma de fogo, indicando a inexistência de disparo”.
Para o Gaeco, esse laudo e depoimentos de testemunhas que estavam presentes no momento do crime “permite concluir que a vítima foi friamente executada pelos policiais denunciados”. Testemunhas disseram à Força Nacional que no momento da abordagem, Rafael estava desarmado.
‘Vítima retirada do carro, despida e atingida por três disparos’
A segunda execução denunciada pelo Gaego é a de João Carlos Andrade de Lima, ocorrida por volta das 21h de 18 de julho de 2015. Segundo os promotores, João Carlos estava em frente a um comércio no bairro Aeroporto 2, em Mossoró, quando foi surpreendido com a chegada de uma caminhonete branca com quatro homens armados. Na denúncia, o MP diz que “a vítima foi levada pelos quatro homens no referido veículo até uma estrada carroçável localizada no Sítio Santana, zona rural de Mossoró, local onde foi retirada do carro, despida e em seguida atingida por três disparos de arma de fogo calibre 12”.
Para os promotores, baseando-se em investigação policial, os PMs Alex José de Oliveira e Edimar Gomes da Silva, e outros dois homens ainda não identificados foram os autores do crime.
Ao chegarem ao local onde João Carlos estava, segundo relato de testemunhas à polícia, Alex José e Edimar Gomes “desceram do veículo, com armas longas em punho, e se dirigiram até a vítima”. De acordo com a denúncia, o PM Alex José “passou a agredir a vítima fisicamente, tendo, logo em seguida, acompanhado de Edimar Gomes, a colocado no banco de trás da caminhonete branca e partido do local, com os outros dois homens ainda não identificados”. Para o Gaego, “a vítima ficou impossibilitada de se defender, visto que foi sequestrada por quatro homens fortemente armados”.
A motivação para o crime, pelo o que foi apurado pelo MP, seria o fato de a vítima “ser usuária de droga, envolvida com a prática de delitos, e ainda por ter agredido, no mesmo dia, um idoso, pai de um policial militar”.
Na denúncia, os promotores ressaltam ainda que Alex José e Edimar Gomes, mesmo usando capuzes no dia da morte de João Carlos, “foram identificados em razão de seus olhos, sobrancelhas, compleições físicas e vozes”. Esse reconhecimento físico foi feito por três testemunhas.
‘Surpreenderam as vítimas enquanto dormiam’
Carlos Daniel Ferreira Bezerra e Francisco Fábio Bezerra de Souza foram mortos com tiros na cabeça na madrugada de 29 de novembro de 2015. Os dois, segundo as investigações da Força Nacional, estavam dormindo em um barracão na rua Flávio Jerônimo, no Alto da Pelonha, quando foram surpreendidos pelos policiais militares Edimar Gomes da Silva, Renixon Felício da Silva e Paulo Cézar da Silva. O duplo assassinato foi cometido por volta das 3h30.
Segundo Laudos de Exame Necroscópicos, Carlos Daniel foi morto com um tiro na testa. Francisco Fábio foi atingido por um tiro na nuca. Os dois tinham histórico de roubos e furtos em Mossoró.
Segundo relato de testemunhas à polícia, Carlos Daniel havia sido “jurado” pelo policial militar Edimar Gomes pelo fato de ter furtado passarinhos do pai do PM. Francisco Fábio já havia sofrido uma tentativa de homicídio em 2014. Segundo a denúncia, o autor dessa tentativa foi o PM Paulo Cézar da Silva. O crime foi motivado por um furto de uma motocicleta.
De acordo com os promotores do Gaeco, os três policiais estavam “irresignados e determinados a executar Francisco Fábio e Carlos Daniel”. Tanto que passaram a monitorar a rotina das vítimas. No dia do crime, ao confirmarem onde os dois estavam, os policiais militares “aproximaram-se do barracão onde estavam as vítimas em um veículo tipo picape, tentaram entrar pela porta da frente, mas estava trancada com cadeado”. E continua trecho da denúncia: “Assim, adentraram o barracão pela porta dos fundos e surpreenderam as vítimas enquanto dormiam. Ato contínuo, as alvejaram com disparos de arma de fogo na cabeça e empreenderam fuga para local ignorado”.
‘Ninguém viu nada!’
O quarto caso denunciado pelo Gaeco à Justiça diz respeito à morte de Leonardo Moreira de Oliveira, ocorrida dentro de um depósito de gelo na rua Dez de Dezembro, no bairro de Alto de São Manoel, também em Mossoró. O crime foi cometido por volta das 17h30 do dia 17 de dezembro de 2015. Segundo os promotores públicos, os PMs Renixon Felício de Moura, Allan George de Menezes e Franciné Nogueira da Silva Júnior foram os autores do assasinato.
Segundo inquérito policial, Leonardo Moreira havia roubado uma motocicleta momentos antes de ser morto. “Ao perceber que se aproximava uma viatura da Polícia Militar, [Leonardo] começou a correr no sentido de sair da Favela da Vagem, quando passou a ser perseguido pelos policiais militares”, diz o documento.
O inquérito relata que os Renixon Felício e Franciné Nogueira desceram do carro e passaram a perseguir Leonardo correndo. Enquanto isso, o Allan George continuou no carro da PM, na mesma direção deles. “A vítima correu até entrar em um depósito de gelo, a fim de se refugiar”.
Na denúncia, os promotores de Justiça dizem que PM Renixon Felício chegou logo após. “Ao também chegar, ele determinou que as outras pessoas que ali estavam presentes se retirassem e efetuou disparos de arma de fogo, que causaram a morte de Leonardo, impossibilitando, assim, qualquer reação de defesa por parte da vítima, que após ser perseguida, estava ali encurralada e desarmada”.
Ainda de acordo com o Gaego, “após os disparos, Renixon saiu do estabelecimento comercial e disse aos que ali se encontraram que ‘ninguém viu nada!’”. Os promotores relatam também que o “policial Allan ainda determinou que ninguém prestasse socorro à vítima”.
Para o Gaego, mesmo a ocorrência tendo sido decorrente de uma perseguição policial por causa de um roubo de motocicleta, Leonardo foi “friamente executado” pelos PMs.
“Tal constatação se deve ao fato de que a vítima estava desarmada, impossibilitada, portanto, de efetuar disparos contra os policiais”. Em depoimento à Polícia Civil, sete testemunhas asseguram que Leonardo não estava armado no momento em que chegou ao depósito de gelo. Mesmo assim, os PMs apresentaram um revólver calibre 38 alegando que a arma havia sido apreendida em poder de Leonardo. Familiares da vítima admitem que ele usava uma arma para cometer assaltos, mas era um revólver calibre 32.
Veja material completo AQUI.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
Pediatras do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, Mossoró, cruzaram os braços.
Não vêem a cor de seus salários desde abril.
Nem tem perspectiva.
Pacientes têm que se virar na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).
Governo decidiu fechar o Hospital da Mulher ainda ano passado, mas sem coragem política para fazê-lo, aposta no estratagema mais cruel.
Esta matando por inanição.
Poderia ter investido há meses na própria CSDR, que tem estrutura física de sobra, reduzindo sobremodo o custo.
Cruel, muito cruel…!!!
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
O chororô é grande na imprensa mossoroense.
A Prefeitura pendura débitos com alguns blogs e veículos de mídia convencional que se arrastam desde janeiro.
Eu avisei que seria assim…
Alguns pedem que o Blog Carlos Santos dê uma força, lembrando o “prego”.
Pronto.
Força dada!
Boa sorte a todos.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
“A verdadeira beleza é tão particular, tão nova, que não se reconhece como beleza.”
Marcel Proust
Compartilhe:
O deputado federal Beto Rosado (PP) esteve na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), hoje, para pedir a liberação do aeroporto Dix-Sept Rosado em operações noturnas.
Na tarde desta quarta-feira (10), ele conversou em Brasília com o Superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da ANAC, Fábio Faizi, sobre o assunto.
Segundo o deputado, todos os equipamentos necessários para a operação noturna já estão disponíveis, faltando apenas a homologação por parte da ANAC.
Por sua vez, o superintendente respondeu que a Aeronáutica ainda precisa emitir um relatório que ateste as condições técnicas para pouso e decolagem noturnos.
Com informações da Assessoria de Beto Rosado.
Compartilhe:
Uma corrente da “Coligação Todos por uma Mossoró Melhor” já avisou: o esquema de Fafá Rosado (PMDB) deve ser mantido longe do projeto dessa aliança conquistar a Prefeitura de Mossoró.
Por lá, a discussão sobre o assunto não deve prosperar.
Após ser ignorada (veja AQUI) pela candidata Rosalba Ciarlini (PP) da “Coligação Força do Povo” (veja AQUI) e até por seu próprio partido, Fafá saracoteia-se para desembarcar no Mossoró Melhor.
Por lá, um pouco antes, chegou a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM).
Ela também há muito preferiu se distanciar de Fafá e seu esquema. Foi escanteada no pleito sucessório municipal suplementar, em 2014, quando Fafá Rosado e seu esquema apoiaram Francisco José Júnior (PSD).
Outra questão que pesa contra Fafá e companhia, é o peso contrário ao discurso de “renovação” proposto pelo candidato a prefeito Tião Couto (PSDB) e seu vice Jorge do Rosário (PR).
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
Nos intramuros da Assembleia Legislativa, o duelo à aprovação do “rapa geral” no Fundo Financeiro do Rio Grande do Norte (FUNFIR), pelo Governo Robinson Faria (PSD), está bastante tenso. O governo não fechou sua base à aprovação do projeto na íntegra.
A votação da matéria poderá ocorrer no horário regimental de amanhã (quinta-feira, 11). Poderá.
É provável que termine prevalecendo a aprovação de emenda, para que apenas parte dos recursos sejam “abocanhados” pela gestão Robinson.
Outo impasse é quanto à devolução dos recursos já utilizados dessa reserva previdenciária do Estado.
O governador que simplesmente não precisar mais fazer reposição desse fundo.
Os deputados não querem ser sócios de mais esse desgaste provocado pelo governo.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
Fafá Rosado e seu esquema vivem como “almas penadas”
A ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e seu esquema ainda estão zanzando por aí, como almas penadas, verdadeiros zumbis da política mossoroense na sucessão municipal 2016.
Como este Blog cantou há incontáveis milênios, ela não saiu em faixa própria à Prefeitura de Mossoró.
Como este Blog antecipou há incontáveis séculos, ela não seria a vice de Rosalba Ciarlini (PP).
Por quê?
Simples: falta de capital eleitoral e capacidade mínima de articulação.
Nem mesmo as lideranças do seu partido, o PMDB, fizeram maior pressão para uma coisa ou outra. Jogaram a toalha (veja AQUI).
A ex-prefeita não pode se queixar de ninguém, utilizando o velho complexo de transferência de culpa, para posar de vítima. Fafá é vítima de suas próprias limitações, isso sim.
Nunca soube ser prefeita e entregou a direção da Prefeitura (em duas gestões) ao irmão menor, o caçula da prole de Dix-neuf Rosado e Odete, agitador cultural Gustavo Rosado.
Mossoró sabe, qualquer pessoal razoavelmente bem-informada sabe, que Fafá foi marionete nas mãos de Gustavo. Ela apenas assinava papeis, normalmente sem ler ou ser melhor informada quanto ao conteúdo.
Desde então, como prefeita, Fafá Rosado perdeu o que tinha de melhor como política: a capacidade de se inter-relacionar com a massa-gente.
Depois que saiu da Prefeitura, tudo ficou ainda pior: assumiu o PMDB, sem nunca ter o dirigido de verdade; foi candidata a deputado federal, sem sucesso; tentou ser vice de Rosalba, sem nunca sequer ter sido lembrada pelo rosalbismo para esse fim.
Em relação à própria Rosalba, Fafá e seu esquema não podem choramingar falta de apoio, prestígio etc. Alto lá!
Fafá e seu esquema devem a bonança a partir de duas eleições municipais, que viabilizaram dois mandatos de deputado estadual pro seu marido (Leonardo Nogueira-PMDB), à Rosalba e seu grupo.
De Fafá, Leonardo e Gustavo, Rosalba ganhou demonstrações de desprezo e ingratidão.
Só para lembrar: Leonardo votou contra o desejo dela de ser candidata à reeleição ao Governo do Estado em 2014, na votação interna do DEM, partido dos dois à época.
Meses antes, já tinha se apresentado como “liderado” do então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD), candidato posteriormente a prefeito na eleição suplementar de Mossoró (2014), isolando Rosalba.
Agora, em 2016, coincidência ou não Rosalba deixou Fafá Rosado e seu esquema ‘arrastando asas’ até a 25ª hora, para ignorá-los. Preferiu apostar no apoio do grupo da prima e também adversária, ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB).
Quanto ao futuro de Fafá e seu esquema, é provável que apenas fiquem vivos. Serão penduricalhos, anexo ou força auxiliar de outro grupo forte.
Como grupo, nunca existiu. E Fafá, nem prefeita foi. O agitador cultural Gustavo Rosado que o diga.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
Do Blog de Heitor Gregório
A ex-prefeito de Mossoró Fafá Rosado (PMDB), também não estará no palanque da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), novamente candidata à Prefeitura de Mossoró.
“Fui descartada por Carlos Augusto e Rosalba Ciarlini (PP)”, declarou a ex-prefeita ao Blog de Heitor Gregório na Tribuna do Norte.
Se Fafá não estará apoiando Rosalba, nem Silveirinha, o caminho natural da ex-prefeita é subir no palanque do empresário Tião Couto: “Mas ainda não temos nenhuma decisão tomada”, ressalta Fafá.
Ela afirmou ainda que recebeu ligação do governador Robinson Faria (PSD), quando anunciou saída da presidência do PMDB.
– Até interpretei como um gesto de respeito, mas mesmo sem falarmos diretamente em política, deixei bem claro que jamais apoiarei a reeleição de Silveirinha”, disse a ex-prefeita.
Nota do Blog Carlos Santos – Fafá Rosado ainda não foi informada por gente mais esclarecida, que ela cumpriu seu ciclo político em Mossoró e deve agradecer muito à própria Rosalba e Carlos Augusto por ter se transformado em prefeita por duas vezes, mesmo sem a menor condição de administrar a cidade.
A propósito, Carlos e Rosalba deveriam ser punidos por tamanho crime de “lesa Mossoró”.
Fafá é enfermeira, mas eu não tenho coragem de entregar uma laranja para ela aplicar injeção, imagine governar minha querida Mossoró.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
Finalmente. Baixou o bom senso na bancada do prefeito Francisco José Júnior (PSD).
Terminou hoje a corrida de gato e rato entre a bancada oposicionista e a bancada governista, que já passava por três sessões ordinárias, desde o fim do recesso parlamentar.
Hoje, a bancada governista votou à unanimidade com os oposicionistas, a convocação do prefeito Francisco José Júnior (PSD), para comparecer no próximo dia 24, no horário regimental das 9h. Dará explicações aos vereadores sobre a relação entre seu governo e terceirizadas.
Vexame
Acordo negociado nos bastidores da Câmara selou o entendimento, pois o caso estava se tornando vexatório para toda a Câmara Municipal e o próprio prefeito. Afinal de contas, por que ele orientava sua bancada a não permitir aprovação do requerimento do vereador Tomaz Neto (PD), o convocando?
A decisão decorre de ofício da Justiça do Trabalho (veja AQUI) à Câmara, alertando para necessidade de apuração de fatos que vieram à superfície em demandas judiciais, atestando supostos deslizes do governo. Entre outras situações, a existência de empregados fantasmas em terceirizadas.
O presidente Jório Nogueira (PSD) chegou a enviar ao Executivo pedido de “esclarecimentos” (veja AQUI), tão-somente. A oposição achou insuficiente a medida.
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Compartilhe:
Os senadores potiguares votaram majoritariamente em desfavor da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
A posição deles já era esperada e não causou qualquer surpresa.
José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) votaram a favor do relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa.
Já a petista Fátima Bezerra (PT), reiterou sua inocência, votando em contrário.
A votação foi concluída à madrugada de hoje (veja AQUI). Terminou às 2h38 desta quarta (10).
Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.


































