Por Odemirton Filho
Os tempos são outros. Vivemos a era digital, da Inteligência Artificial, dos celulares iPhones. Qualquer pesquisa pode ser realizada por meio da internet, onde encontramos tudo. Hoje, as interações humanas são, em boa parte, pelas redes sociais, e a leitura pode ser feita por meios de avançados recursos tecnológicos.
No entanto, tempos atrás, não era assim. Somente líamos livros físicos, e fazíamos as pesquisas escolares por meio de volumosas enciclopédias. Quando queríamos saber sobre as fofocas dos famosos, recorríamos às revistas especializadas no assunto.
Em Mossoró, a Casa da Revista foi, por vários anos, um estabelecimento comercial especializado no gênero. Por lá, encontrávamos variados tipos de leitura, de gibis a revistas com conteúdo para maiores de idade. Quem gostava de ler, quase semanalmente ia comprar revistas de publicação mensal/semanal ou em busca de novidades.
Noutros tempos, além da Casa da Revista, lembro que havia as bancas de revistas de Zé Maria e de Ademar, que, aliás, ainda existem. Havia, também, duas bancas que se localizavam, salvo engano, na praça dos Correios e ao lado da Catedral. Quem lembra de Antônio “Queixinho”, que comercializava revistas na calçada lateral do Cine Pax?
Falar em Zé Maria, recordo-me que inúmeras vezes fui, de manhãzinha, comprar jornal. Gostava de ler, principalmente, as colunas de Canindé Queiroz, Dorian Jorge Freire e José Nicodemos. Zé Maria achava bom que só resenhar sobre política e futebol; a turma que andava por lá, também, só que, às vezes, as discussões ficavam acaloradas.
Lembro, ainda, que a Casa da Revista, durante o mês de janeiro, abria um ponto de vendas num prédio ao lado do antigo posto da Telern, em Tibau.
Bem, eu não sei dizer por quanto tempo a Casa da Revista permaneceu em atividade; só sei que por muitos anos contribuiu para a cultura local.
E Você? Costumava ir à Casa da Revista?
Odemirton Filho é oficial de justiça
























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