terça-feira - 10/11/2009 - 22:41h

Blogues e sites superam revistas e jornais juntos

Pesquisa encomendada pelo Grupo Máquina ao Vox Populi que ouviu 2,5 mil pessoas e teve seu resultado publicado no Meio Mensagem, desta semana, reforça a tese insistentemente defendida aqui.

O levantamento mostra que a principal fonte de informação do brasileiro ainda é a TV com 55,9% da preferência dos entrevistados, mas o segundo já são os sites de notícias e blogues, com 20,4%, um resultado fantástico para um tipo de comunicação que ainda não chegou à adolescência.

E mais fantástico ainda porque é o dobro do público que se informa por jornais impressos, preferidos de 10,5%. E quase três vezes mais do que o rádio, com 7,8%.

Não pensem, porém, que a força da internet se resume à força de sites e blogues. As redes sociais já contam 2,7% da preferência dos pesquisados como fonte primeira de informação, estando à frente dass versões online dos jornais, 1,8%, e das revistas impressas, com 0,8%. 

Em relação à credibilidade, os sites e blogues jornalísticos também ocupam boa posição. Neste quesito, o rádio está em primeiro lugar com nota média de 8,21 e os sites e blogues jornalísticos estão um centésimo atrás com 8,20. Só depois aparecem TV, 8,12, jornais online, 8,03, jornais impressos, 7,99, revistas impressas, 7,79, redes sociais, 7,74, e revistas online, 7,67.

Há alguns dias escrevi aqui que não se pode mais denominar de grande mídia os jornais diários brasileiros, dada a irrelevância das tiragens que têm. Esta pesquisa só reforça a tese de que cada vez mais brasileiros estão formando sua opinião de forma horizontal, a partir de espaços onde não são apenas espectadores, mas também analistas e produtores de informação.

* Extraído do Blog do Rovai (AQUI).

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Categoria(s): Paulo de Tarso Fernandes
terça-feira - 10/11/2009 - 22:31h

Demissão de Jáder Torres provoca debate na AL

A exoneração do engenheiro Jáder Torres da direção geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RN), pela governadora Wilma de Faria (PSB), foi o principal assunto da sessão desta terça (10), na Assembleia Legislativa.

O deputado Getúlio Rêgo, líder do Democratas, disse que a forma como Jáder foi demitido caracterizou a falta de respeito a um profissional que tem capacidade e respeito aos agentes públicos, atendendo com elegância todas as reivindicações feitas àquele órgão.

“A demissão de Jáder, da forma como aconteceu, foi uma tentativa de desqualificar um profissional que sempre procurou defender os interesses do governo”, disse.

Em aparte, José Dias – líder do PMDB – disse que Jáder Torres sempre atendia com cortesia os pedidos de informações encaminhados pelos deputados.

“Ele não tinha o dinheiro pára fazer as obras. Jáder merecia um reparo profissional, por ter sido taxado de incompetente. Incompetente é o governo que não cuida da saúde, da segurança. Ele caiu porque não se submeter às armações do governo em convênios fajutos para o dinheiro ir para a Secretaria de Recursos Hídricos. Caiu porque não concordou com o que queria que ele fizesse”, afirmou.

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terça-feira - 10/11/2009 - 10:56h

PT – um partido à reboque dos acontecimentos

O PT do RN vive uma perigosa situação: apenas assiste PMDB, PSB, DEM e outros no blablablá. Fica à reboque.

A estratégica que o partido adota, priorizando a eleição da ministra Dilma Roussef (PT), pode ter efeitos colaterais devastadores. A princípio não terá candidatos próprios a governo e Senado. Contenta-se em reeleger Fátima Bezerra (PT) à Câmara Federal e Fernando Mineiro (PT) à Assembleia Legislativa. 

Enquanto praticamente todos os demais partidos priorizam o cotidiano paroquial, o PT/RN ignora essa realidade.

E se Dilma não vencer as eleições? Quais os efeitos do estratagema de olhar nacional, na política nativa do RN?

O partido tem encolhido, apesar do fenômeno Lula e da hegemonia política em dois mandatos presidenciais seguidos.

Nesse ínterim, se enroscou com PMDB e outros adversários históricos, sem conseguir com isso o próprio crescimento.

Exemplo claro desse prejuízo é Mossoró: foi praticamente "arrendado" para a temporada de campanha municipal 2008 pelo grupo rosadista, a quem combatia desde seu advento no início dos anos 80 na cena política mossoroense.

Depois da disputa municipal, o PT ficou com o ônus da união. Já tivera dois vereadores e nomes emergentes à disputa à prefeitura. Hoje nem isso.

Nas próximas eleições caminha para não ter sequer nomes à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, originários do município. Definha, encolhe, atrofia mais ainda.

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Categoria(s): Blog
terça-feira - 10/11/2009 - 09:53h

Mais sinalizador da distância de Robinson de Wilma de Faria

A demissão do diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Jáder Torres, sinaliza que o deputado estadual Robinson Faria (PMN) não está tão afinado com a governadora Wilma de Faria (PMN). O que parece óbvio.

Indicado por Robinson, Jáder foi demitido sob a alegação de "deficiência técnica". Entretanto o próprio deputado avisou através da rede de microblogs Twitter que não apontará seu substituto.

Em tempos de articulações, demonstrações de poder e influência, abrir mão de um cargo no governo é um recado muito claro. Robinson não quer estreitar vinculação ainda maior com o wilmismo.

Hoje é difícil uma acomodação de Robinson, sobretudo quando é mais do que claro o choque de interesses. Ele quer ser candidato a governador e Wilma não disfarça mais a opção pelo vice-governador Iberê Ferreira (PSB).

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terça-feira - 10/11/2009 - 09:19h

PT admite distanciamento de Wilma de Faria

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) aportou à tarde dessa segunda (9) em Mossoró. Cumpriu compromisso fora do contexto político.

Em conversas com correligionários, ele admitiu que o quadro sucessório estadual, enroscado com sucessão presidencial, pode levar o partido a se distanciar da governadora Wilma de Faria (PSB).

Uma candidatura presidencial do deputado federal Ciro Gomes (PSB), que conte com o apoio de Wilma, catapultará o PT potiguar noutra direção, em faixa própria, dando palanque para a ministra Dilma Roussef (PT).

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terça-feira - 10/11/2009 - 08:40h

Morre o radialista Nazareno Martins

Titular de programa matutino na FM 95 (Abolição, Mossoró), o radialista Nazareno Martins, 52, morreu de infarto fulminante à madrugada de hoje.

Ele ainda chegou a ser socorrido por uma das viaturas do Samu, mas faleceu no trajeto para atendimento hospitalar. Estava em casa à hora da situação fatídica.

Nazareno tinha mais de 30 anos de carreira no rádio, colecionando um rosário de situações polêmicas.

Começou sua atuação puxado pelo radialista Jota Belmont, uma das estrelas da radiofonia da época (anos 70), que chegou à condição de vereador e deputado estadual. 

O próprio Nazareno tentou seguir a trilha política de Belmont, mas sem sucesso. Virou apenas uma voz de escárnios de blocos políticos que o contratavam para trabalhos de infantaria na provocação de adversários.

Ele era uma espécie de "Boca do inferno", como era conhecido o poeta e advogado Gregório de Mattos (nascido em 1636, Salvador-BA).

Chegou a ser uma das maiores audiências do rádio mossoroense, mas sem traduzir isso em êxito eleitoral.

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
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terça-feira - 10/11/2009 - 08:36h

Estado vai construir mais duas cadeias públicas

As licitações para as construções das cadeias públicas das comarcas de Ceará-Mirim e de Macau terão prosseguimento. Quem anuncia é o secretário da Justiça, Leonardo Arruda.

A concorrência acontecerá no próximo dia 15 de dezembro, na Secretaria de Infraestrutura do Estado.

Os processos licitatórios foram abertos ainda em abril deste ano, mas não houve empresas vencedoras.

O valor de cada unidade prisional deverá girar em torno de R$ 3.850 milhões.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 09/11/2009 - 18:17h

Rosalba pede agilidade em projetos de importância social

A presidenta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Rosalba Ciarlini (DEM-RN) convocou os senadores, integrantes da Comissão, para limpar a pauta de votação até o fim do ano e marcou para esta terça (10). A sessão especial começa às 9h.

Entre os itens em votação, estão três projetos relatados por Rosalba.

De autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), o PLS 227/2008 define regras e normas para garantir o atendimento médico de crianças e adolescentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O parecer da relatora é favorável à proposta e assegura diagnóstico, tratamento integral, recuperação, consultas ambulatoriais, pronto-atendimento e internações hospitalares, de acordo com a tabela de freqüência de atendimento definida na proposta. 

Outra proposta a ser votada, pretende garantir o fornecimento de leite para os filhos de mães portadoras de HIV e doentes de AIDS. O PLS 210/2002 está tramitando em conjunto com o PLS 352/2003, o qual determina a distribuição gratuita de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em condições crônicas, segundo padronização a cargo do Poder Executivo.

Os projetos de autoria dos senadores Mauro Miranda e Luis Otávio, respectivamente, também foram relatados pela presidenta da CAS. O parecer da senadora, favorável aos projetos, estabelece que durante os dois primeiros anos de vida, toda criança nascida de mãe portadora do HIV ou doente de AIDS receba leite em pó, gratuitamente do Sistema Único de Saúde (SUS). O produto deverá ser fornecido de acordo com a padronização do ministério da Saúde.

* Com informações da Assessoria de Imprensa da senadora Rosalba Ciarlini.

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segunda-feira - 09/11/2009 - 17:59h

Wilma topa “briga” para investir 230 milhões na Caern

Em sua passagem fugaz por Mossoró à noite passada, a governadora Wilma de Faria (PSB) resolveu comprar uma boa briga. Ela não costuma fugir de choques.

Através da rede de microblogs "Twitter", a governadora relatou a crise para investimento de R$ 230 milhões na melhoria do sistema de abastecimento de água no município.

Imprimindo sua ótica, quanto aos fatos, avisou que vai levar a questão às últimas consequências para aplicar essa montanha de dinheiro, o que tem sido exorcisado pela prefeitura.

Leia as postagens da governadora sobre o assunto:

(…) O Governo do Estado conseguiu R$ 230 milhões para resolver de uma vez por todas o problema de abastecimento de Mossoró…

(…) Em agosto passado a prefeitura assinou um documento com a Caern atestando a necessidade e as condições do financiamento para as obras…

(…) Nos últimos dias fomos surpreendidos – depois da conquista dos recursos pelo Governo do Estado – da notificação…

(…) Não quero acreditar que a notificação tenha motivação política ou queira sugerir a privatização da Caern, prejudicando toda a cidade…

(…) Mossoró tem problema de abastecimento, pois a água que chega é insuficiente e a tubulação antiga está obstruída pelo alto teor de minério…

(…) Os recursos que temos são justamente para resolver os dois problemas: construir uma nova adutora e substituir tubulação de água…

(…) Vamos resolver o problema, que talvez seja o mais sério de Mossoró hoje…

(…) Não vou permitir que a população seja prejudicada!

Nota do Blog – Escrevi no sábado (7) sobre esse celeuma AQUI. Tenho algo a acrescentar.

Creio que essa arenga termine sendo positiva para Mossoró. 

A Adutora Jerônimo Rosado e a Barragem Santa Cruz só se tornaram realidade por provocação política.

Lembra aquela piada-metáfora do filho bonito e abastado: não falta pai. Nesse caso, mãe.

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segunda-feira - 09/11/2009 - 17:40h

Prefeito de Angicos morre; vice do PMDB assume

Faleceu ontem à noite, nas proximidades da cidade de Afonso Bezerra (RN), o prefeito de Angicos (RN), Jaime Batista dos Santos (DEM).

Ele vinha numa camioneta quando perdeu o controle do veículo, levando este a capotar. O falecimento ocorreu na hora.

Jaime Batista venceu as eleições em 2008 com 3.935 votos, contra 3.742 do segundo colocado, Ronaldo Teixeira (PSB).

Com seu falecimento, a prefeitura de Angicos – cidade distante 171 quilômetros da capital – passará a ser administrada por Clemenceau Alves (PMDB), que por muitos anos dirigiu a Rádio Difusora de Mossoró.

Posse

A Câmara Municipal de Angicos empossou ao meio dia dessa segunda (9), o vice-prefeito Clemenceau Alves, como prefeito de Angicos.

A cerimônia foi rápida, não durou mais que dez minutos, onde aconteceu juramento e depois a sessão foi encerrada.

Clemenceau Alves já é o prefeito de Angicos e terá mandato de três anos e dois meses  a cumprir.

Quem melhor cobre esse acontecimento e seus desdobramentos é o Blog Fogo Cruzado, do competente Aclecivam Soares (AQUI). 

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segunda-feira - 09/11/2009 - 17:21h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

Com o intuito de abordar temas como a política nacional e estadual, economia e segurança pública, como simples observador, o areia-branquense Alcindo de Souza anuncia que está com um blog na área. Clique AQUI e conheça essa página.

Obrigado à leitura deste Blog à bacharela Doryene de Carvalho, diretora de Secretaria do Juizado Especial (Mossoró), ao procurador-geral do município de Mossoró Anselmo Carvalho, além ao desembargador-corregedor João Batista Rebouças (Natal). 

A Câmara de Mossoró realiza sessão solene hoje para entrega de vários títulos honoríficos e comendas. Entre os homenageados, o diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), Marcelo Duarte. Ele recebe medalha de mérito da Saúde. Também ressalto o título de cidadania para Rinaldo Coelho (Potyran Veículos). A sessão tem início às 17h de hoje, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

As obras de restauração da BR-304, trecho entre Natal e Mossoró, mostram considerável avanço e melhoria no leito e acostamento da pista de rolamento. Entre Lajes e Mossoró estão concentrados, atualmente, os maiores focos de trabalho. Muito cuidado nesse tráfego, para evitar acidentes. 

Depois de emperrado por pelo menos três dias e meio, o serviço de comentários deste Blog está outra vez liberado. Mais de 120 tiveram de ser descartados sem leitura, nesse espaço de tempo, devido vírus no sistema. Uma pena, pois é a intervenção do webleitor – que se identifica e obedece às regras – quem mais enriquece nosso trabalho, com debate elevado.

Meu pedido formal de desculpas ao internauta que acessa esta página, por tantas horas sem nova postagem. Peço-lhe compreensão. Tive que passar parte do dia viajando. Além disso, precisei iniciar checape à saúde. Sinalizadores da idade própria de rapaz velho, que merecem cuidados.  

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Categoria(s): Nelson Queiroz
segunda-feira - 09/11/2009 - 17:17h

Antecipações de audiência em Justiça despertam CNJ

Corregedoria de Justiça do Rio Grande do Norte e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) têm um "prato cheio" para apuração na Comarca de Mossoró.

A antecipação de audiências judiciais do interesses de nomes graúdos do poder político, na cidade, não parece por acaso. Afinal de contas, o fenômeno acontece em meio a milhares de processos que não possuem igual agilidade.

Há vara com mais de 8 mil processos.

Resta saber onde está localizada a célula-máter da situação atípica.

Nota do Blog – O Blog está à disposição para divulgar detalhes de situações dessa natureza.

Mantemos permanente contato com o CNJ, visto que não faltam enfoques sobre questões que interessam à sociedade, para o pleno funcionamento do Judiciário.

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Categoria(s): Blog
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segunda-feira - 09/11/2009 - 00:04h

Prefeitura cata recursos a qualquer custo, dizem webleitores

Dois internautas mossoroenses queixam-se de situações que testemunharam nesse final de semana. Merecem voz, mesmo pedindo preservação de seus nomes.

Cena um: No Parque da Criança, equipamento de lazer infantil da Prefeitura de Mossoró, a empresa que terceiriza o serviço aumentou o valor do ingresso. Saiu de R$ 1,00 para R$ 2,00. "Só" 100% de majoração.

Cena dois: No estacionamento do West Shopping, agentes de trânsito da prefeitura estariam atuando no registro de multas. O depoimento que me chega é acrescido da indagação: "Pode haver auto de infração num equipamento privado (estacionamento)?"

Não sei. Mas especialistas no Direito podem nos ajudar. Aguardo intervenção.

Em ambos os casos, ainda uma crítica. Para os webleitores, o governo está catando dinheiro a qualquer preço e de qualquer modo, para compensar sua incapacidade de gestão da coisa pública. 

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Categoria(s): Administração Pública
domingo - 08/11/2009 - 23:46h

Letra e Música – 75

Renato Teixeira é compositor-cantor de letras refinadas, mas de poética siimples.

Ganhou dimensão nacional na voz de Elis Regina, com "Romaria". Mas suas músicas brilham em outras vozes e em suas interpretações personalíssimas.

Amizade sincera é nossa música de hoje. Renato tem a companhia de outra fera, Dominguinhos. De arrepiar.

(…) Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
.

Para começar a semana em boa companhia, saúdo um dos meus maiores patrimônios: meus amigos.

Muito obrigado pela amizade sincera, meu porto seguro.

Veja a letra AQUI;
Veja o vídeo AQUI.  

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domingo - 08/11/2009 - 22:46h

Nova pesquisa e largo sorriso.

A cúpula do rosalbismo está com nova pesquisa encomendada ao Ibope. Tem abrangência estadual.

O que ouvi de fonte insuspeita aponta para clima de euforia.

Nada mais posso adiantar, haja vista a ausência de dados mínimos para análise de qualquer sondagem: período, metodologia, universo pesquisado e percentual de indecisos.

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domingo - 08/11/2009 - 22:34h

Carta Capital mostra divisão do PMDB do RN

Revista de circulação nacional, com linha oposta a gigantes como a "Veja", "IstoÉ" e "Época", a Carta Capital mostra reportagem especial que interessa ao Rio Grande do Norte.

Sua nova edição disseca a divisão do PMDB no estado. De um lado o deputado federal Henrique Alves e do outro o seu primo, senador Garibaldi Alves Filho. "O sangue já não importa tanto" é o título da reportagem.

Apesar do imbróglio, o deputado federal diz que a reeleição de Garibaldi é prioridade. “Não faria sentido nenhum projeto do PMDB que não passasse pela reeleição de Garibaldi”, garantiu.

Saiba mais AQUI

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domingo - 08/11/2009 - 22:04h

Conversando com… Genivan Vale – 13

Farmacêutico-bioquímico e estudante de Direito, o vereador em primeiro mandato Genivan Vale (PR) é nosso entrevistado de hoje. Saúde pública, Câmara de Mossoró e o papel oposicionista são os principais temas.

Nesse bate-papo, Genivan mostra por que é um dos políticos emergentes em Mossoró.

Blog do Carlos Santos – Vereador, o senhor tem-se destacado como parlamentar de oposição numa Câmara que historicamente é muito servil. Como é ser oposição, sem cair em tentação da pura politicalha?

Genivan Vale – Inicialmente gostaria de agradecê-lo pelo elogio de que tenho me destacado como parlamentar de oposição.  Com relação à minha atuação o que tenho feito é ser coerente com o que sempre acreditei.  Acredito numa sociedade mais justa, mais igualitária e, consequentemente, menos dependente do assistencialismo político que tanto caracteriza nossa cidade. Sei que para termos esta sociedade almejada por tantos, temos que ter uma participação mais efetiva dos entes políticos, e é este grande embate que tenho tido com todos com quem posso ter um minuto de conversa. Não adianta esperarmos a fórmula pronta, perfeita. Temos que fazer nossa parte, e é isto que tenho tentado fazer através do nosso mandato. Acredito que podemos mudar a postura da nossa casa legislativa, que atualmente, não tem nada de casa do povo. Não me deixo levar pelos falsos encantamentos do poder, votando para o povo e com o povo, sem demagogia. Aprovando projetos do governismo, quando estes forem benéficos para a sociedade e criticando e votando contra os que entendemos serem danosos, creio ser este o caminho para não cairmos nesta tentação citada. 

BCS – Por sua postura, o senhor se transformou em alvo preferencial de setores da imprensa que seguem orientação e atende aos interesses do governo. Como é conviver com esse modelo de mídia?

GV – Olha Carlos, tenho amigos, vários deles que fazem parte tanto do governo municipal como da imprensa que da sustentação ao mesmo. Com todos tenho tentado ter uma relação de amizade e respeito. Espero que caso acabe a relação de amizade, que fique pelos menos o respeito. Converso com todos, sem exceção, às vezes convenço e às vezes sou convencido. Em nenhum momento tenho faltado com respeito, mas infelizmente tenho visto, com tristeza, o desvirtuamento de informações por parte de alguns que me deixa triste. Pois sempre digo que podem criticar minha atuação, as teses que defendo aceito e aceitarei sempre as críticas ao nosso mandato, mas, não tem como aceitarmos essa mudança de foco por parte de alguns jornalistas. Tenho amigos que dizem para não responder a determinadas matérias, pois sempre irão desvirtuar, escuto, mas faço questão de responder em respeito aos ouvintes, telespectadores ou leitores e espero que eles façam suas análises.

BCS – A repercussão desse modelo de noticiário ganha que dimensão, aos olhos da opinião pública?

GV – O que sei e tenho escutado de muitos é que esse desvirtuamento por parte de alguns jornalistas tem trazido descrédito para muita gente que ler, escuta ou assiste tais veículos. Seria interessante que esses veículos começassem a perceber que o assinante quer fidelidade com ele, e não como ocorre atualmente, onde a fidelidade é com o ocupante do Palácio da Resistência.  Quando vemos os jornalistas, mesmo os ligados ao palácio, fazendo o bom jornalismo, isto nos deixa feliz e tenho certeza contribui muito mais para a administração municipal, que ficar tentando incutir na nossa cabeça a idéia de uma cidade perfeita.

BCS – O senhor chegou a ser acusado de querer fechar unidades de saúde, como o São Camilo. O que há de verdade nesse enredo e sobre a política de saúde mental contemporânea?

GV – Não há um pingo de verdade nesta assertiva. Permita-me esclarecer o que aconteceu. Em uma reunião na câmara, que começou errada desde o inicio, pois era pra ser uma audiência publica com participação da população, do Conselho Municipal de Saúde, dos conselhos comunitários, e etc., o senhor Francisco Carlos sempre lamentando a falta de dinheiro, relatou que “gastava muito” (entendo como investimento) com o São Camilo. Falei pra ele que se ele estivesse seguindo as diretrizes do SUS ele não precisaria mais ter aqueles recursos alocados lá, o mesmo então rebateu dizendo que eu era contra a assistência mental municipal e, que, portanto deveria entrar com um projeto de lei proibindo tal assistência. Rebati o mesmo dizendo que ele não iria dar ordens a vereador nenhum naquela Casa, que se ele quisesse dar ordem fosse dar lá na Secretaria da Cidadania. Que estávamos ali pra ajudarmos e que, portanto o mesmo deixasse de tanta prepotência e aceitasse sugestões. A contribuição que queria apresentar segue a Política Nacional de Saúde Mental que pode ser vista por todos no sítio www.saude.gov.br que preconiza um atendimento mais humanizado, ou seja, em vez do isolamento, o convívio com a família e a sociedade. Enfim, falei que a Prefeitura deveria ter mais CAPS que os atuais, deveria construir CAPS 24 horas, Residências Terapêuticas, Ambulatórios e para os casos graves que necessitam internamento, este seria feito nos leitos de hospitais gerais ou nos CAPS 24 horas. Este último item, com certeza é o mais complicado, mas sabemos que é possível basta termos mais empenho e parcerias políticas com o Governo do Estado. Portanto não defendemos o fechamento do Hospital São Camilo, mas acreditamos piamente na política mental do Ministério da Saúde que aplicada na sua totalidade substituirá gradativamente hospitais psiquiátricos de grande porte.

BCS – Sua família tem forte tradição política. O clã Vale moderniza-se com o senhor ou é apenas uma fachada mais nova?

GV – Somos uma família muito grande. Temos membros mais tradicionais e outros mais vanguardistas. Acredito estar falando pela maioria da minha família.

BCS – O perfil do seu mandato parte de orientação partidária, do conceito elementar de oposição ou é uma questão de foro íntimo?

GV – Desde o início do mandato tivemos a preocupação de ouvirmos nossos companheiros de partido, tais como: Marcelo Caetano Batista, Renato Fernandes, Gérson Nóbrega, Pedro Eugênio, Alberto Néo, Seyssa Praxedes, bem como alguns familiares como Joalba, Getúlio, Juarez, Amadeu e Mário Vale dentre outros, e principalmente nosso presidente estadual deputado João Maia. Todos sem exceção nos aconselharam a defendermos a cidade, a sociedade, mesmo que, por vezes, isto desagradasse aos atuais ocupantes do Palácio da Resistência. É isto que temos feito. Muitas vezes já votamos em matérias e projetos enviados pela prefeita por entender que beneficiaria o conjunto da sociedade mossoroense, mas também nos colocamos frontalmente contra quando entendemos que um projeto é maléfico para a cidade.

BCS – O senhor também é servidor municipal com atuação na delicada área da Saúde. Que avaliação o servidor Genivan Vale faz dessa política de saúde pública em Mossoró?

GV – Já disse em outras oportunidades que temos uma estrutura física superior a muitas cidades, inclusive superior a nossa capital. Mas entendemos que não adianta termos um lindo prédio e não termos uma boa assistência à saúde, e infelizmente é o que estamos tendo agora. Estão se preocupando muito com a beleza arquitetônica e estão esquecendo o primordial, que é o material humano e as condições de trabalho. Temos assistido com preocupação a falta de respeito da atual gestão, em especial, do senhor Francisco Carlos para com os funcionários. Todo dia recebo gente em nosso gabinete com problemas. São pessoas que deixaram de receber parte do salário, que não podem tirar férias e etc. O mais chato e irritante é vermos vários pais e mães de família que tiveram grandes perdas salariais e que estão com dificuldades muitas vezes alimentar. Lembro perfeitamente de uma agente de endemias que estava na penúltima reunião que participei lá no Palácio da Resistência, que ao entrarmos neste assunto da pauta, retirou-se chorando. Esta senhora é mãe de duas filhas e vive sem o marido, sendo, portanto arrimo de casa como costumamos dizer aqui no Nordeste. A mesma ganhava R$ 602,00 e lhe foi retirado R$ 136,00 do auxílio transporte. Pedi sensibilidade ao Francisco Carlos e este me disse que a palavra sensibilidade na minha boca era muito fácil, muito plástica. Além da questão salarial, temos outros problemas mais graves ainda tais como: exercício ilegal da medicina, UPA’S funcionando sem registro, falta de medicamentos simples em algumas UBS, enfim são vários problemas que estão relatados em um relatório que fiz e que esta subsidiado por alguns profissionais, bem como pela nota de repúdio da classe médica e pelo conjunto de conselhos comunitários e que será entregue nesta próxima semana ao senhor Francisco Carlos.

BCS – Caso seu partido passe a se compor com o DEM da prefeita Fátima Rosado (DEM), como será a postura do vereador Genivan Vale a partir dessa hipotética mudança de lado?

GV – Sou um Homem de partido, caso o PR venha a apoiar a atual administração municipal não terei nenhum problema, pois como tenho dito sempre, tenho feito uma oposição retilínea, ética, sem açodamentos e radicalismos. Portanto não tenho problemas pessoais com nenhum membro da atual gestão. Temos tido embates duros, porém, respeitosos com o secretário da Cidadania, mas acho isso normal e salutar. È muito importante o contraditório, infelizmente entendemos que isto causa algum desconforto a membros do governismo. Não mudaremos nossa postura em nenhum momento, mesmo que o partido caminhe para o situacionismo. Esperamos que este entenda e respeite o papel do vereador. Caso não entendam ou não aceitem ai terão que nos expulsar da base, tal qual fizeram com o Jório. Pois não deixaremos de contestar ou tentarmos contribuir. Não entra no meio perfil o vereador lagartixa, que somente balança a cabeça.  

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domingo - 08/11/2009 - 21:11h

Para a história do Rio Grande do Norte

Encontro os professores e ex-secretários de Estado Honório de Medeiros e Luiz Eduardo no café da Livraria Siciliano (Midway Mall, Natal).

Testemunho convocação que reitero aqui.

Honório instou Luiz Eduardo a escrever livro com abordagem sobre a política do Rio Grande do Norte, história que vive e viveu nas últimas décadas.

Ficou a promessa de pensar seriamente na proposta.

Incentivos não faltam a Luiz Eduardo.

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domingo - 08/11/2009 - 12:21h

Um volume a qualquer custo

Queria publicar um livro a todo custo. Sim, já tivera filhos, plantara meia dúzia de árvores ao acaso, ao livrar-se de sementes em via pública e, agora, insistia em deixar para a posteridade as marcas de uma vida toda recheada de histórias dignas de riso, de um arquear de sobrancelhas, de uma crise de choro, sabe-se lá mais do quê dependendo do freguês, daquele que deitasse os olhos sobre os textos curtos que produzia.

Essa criatura crédula acreditava que poderia amealhar leitores de A a Z, mas essa fantasia já havia sido duramente golpeada por um editor amigo da metrópole, que elogiou o teor, a o edifício textual, os cômodos intrínsecos, mas disse tratar-se de volume sem atrativo comercial por envolver temas meio bizarros, inusitados, sempre tratados verborragicamente, com certa propensão pelo tom barroco etc.

Diante dessa sentença, e já instalada em sua cidade natal, a aspirante a escritora – sim, embora escrevesse febrilmente contos e crônicas, necessitava do aval do mercado editorial, condição ‘sine qua non’ para ganhar o epíteto – trazia aquele desejo ardentemente guardando nos escaninhos do hipocampo, porção cerebral armazenadora da memória, inclusive a afetiva.

Ela não via a hora, chegava a sonhar com a ocasião. Há meses preparava-se para a noite de autógrafos. Já tinha até a fatiota reservada, sapatinho e acessórios, as madeixas num coque, uma maquiagem discretamente exuberante, um sorriso contido de Monalisa para não trair a histeria íntima.

Imaginava uma fila descomunal, com toda a gente se acotovelando para adquirir o mimoso volume, lotado de ilustrações para atrair os que torciam o nariz para toda sorte de leituras, especialmente aquelas mais rebuscadas. Mas o tempo passava e o fim do ano não tardaria, com toda a arenga natalina para se interpor no caminho do lançamento.

A questão era achar a alma boa que se disporia a arcar com os custos de impressão e distribuição. Havia sido recomendada a um dos mais ativos nessa atividade. O tal editor era uma fábrica de lançamentos, um totem na localidade.

Ele assentiu, sim, edito e etc., mas o caso é que a empreitada envolvia certo volume de cédulas.E foi então que o benfeitor apareceu na figura de um distinto senhor dedicado à fruição literária, entre outros afazeres do outono laboral. Maio já se findava quando ela recebeu a simpática missiva eletrônica daquele leitor entusiasmado com as sandices perpetradas semanalmente.

Na terceira mensagem com teor de confetes, ela despachou a proposta do patrocínio – intimamente, preferia o termo mecenato pelo forte vínculo com gloriosos escribas do passado –, que ele abraçou com disposição.

Celebraram o acordo literário com café forte e finos rolos da fumaça produzida por adeptos da tabacaria livre e perigosa. Como as boas letras.

Stella Galvão é jornalista, professora e escritora – stellag@uol.com.br

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Categoria(s): Nair Mesquita
domingo - 08/11/2009 - 12:14h

Pensando bem…

"Nenhum homem recebeu da natureza o direito de mandar nos outros."

Denis Diderot

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Categoria(s): Pensando bem...
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 08/11/2009 - 12:00h

O país Mossoró

Quando ouço algum amigo meu falar em ir embora de Mossoró, angustiado com os mesmos e eternos problemas que a afligem, lembro-me da lenda em torno dos ingleses da época da Rainha Vitória e da colonização da Índia. Naquele tempo se dizia que a Grã-Bretanha contava sempre com o ardor dos seus filhos na defesa da terra natal, e eles eram soldados destemidos e valorosos; mas não contava com eles para morarem no próprio País. 

É que a Inglaterra era insípida – com sua moral vitoriana – e seu clima horrível.

Há muitos filhos de Mossoró  espalhados mundo afora. Alguns, inclusive, já morreram, e longe. Outros estão distribuindo seu talento em outras terras. Mas muitos ficaram, ou voltaram. Nomes que são o sal, o tempero da terra. E se angustiam com o destino do País de Mossoró. 

Por que, então, não nos unirmos para pensá-la? 

Imaginemos a contribuição que personagens como esses, despojados de interesses pessoais, poderiam dar à  terra de Santa Luzia. Todas elas com assento permanente em um imenso Fórum cujo objetivo seria pensar Mossoró, através do estudo do seu passado e  presente, mas com olhos voltados para o futuro.

Um Fórum distante de qualquer instituição. Desvinculado de qualquer órgão público ou privado. Ele mesmo a instituição, o órgão. Coordenado, em uma etapa inicial, por alguém que pairasse acima das questiúnculas provincianas, e que indicaria alguns nomes que se encarregariam, junto com ele, de selecionar os membros iniciais do Fórum. Que, para o integrarem, apresentariam qualquer tipo de trabalho, dentro ou fora de sua área de especialização, contanto que escrito pensando-se em Mossoró. 

A forma como seria estruturado tal Fórum poderia ser qualquer uma diferente da acima proposta. A sugestão de se criar um critério para integrá-lo é uma tentativa de evitar o blá-blá-blá inútil. Porquê não adianta a discussão pela discussão.

Os que desejarem participar terão de contribuir por escrito, apresentando trabalhos para serem discutidos, analisados, acatados ou não. Ao longo do tempo, delineadas várias propostas de políticas públicas, então seriam chamadas as instituições, os órgãos públicos para tomarem conhecimento daquilo que estava sendo trabalhado pelo Fórum e lhes cobrada uma posição.

A imprensa seria chamada, bem como as entidades representativas da sociedade, para um trabalho de fiscalização, de acompanhamento… 

Parece utopia? 

Entretanto em Natal existiu o Pacto Pelo Desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Que teve outra estrutura. De onde NÃO copiei a idéia, uma vez que muito antes do seu surgimento já havia escrito um artigo para “O MOSSOROENSE” no qual incitava a ACIM – Associação Comercial e Industrial de Mossoró, presidida na época por Paulo Almeida, a fazer exatamente aquilo que estou propondo agora.

É preciso algo forte e mais denso, com resultados práticos, palpáveis. É necessário que os participantes do Fórum se comprometam com Mossoró através de sua contribuição intelectual POR ESCRITO. Para que não haja dúvidas. E, com certeza, é necessário o comprometimento não só de indústriais e comérciantes  de Mossoró, mas também de educadores, advogados, médicos, sacerdotes, assistentes sociais, jornalistas, enfim, de todos aqueles que se propuserem a PENSAR MOSSORÓ.

Esse é o desafio.

Resgatarmos, em pleno início do século XXI, início de um novo milênio, o espírito público acerca do qual falou Péricles, em sua oração fúnebre aos mortos de Maratona. Aquele mesmo que transformou Atenas no centro irradiador da “paideia” ocidental. 

Para que não seja dito, amanhã, que não se tentou. E, também, para que diminua o número dos nossos “ingleses” do País de Mossoró.

Honório de Medeiros é advogado e ex-secretário de Recursos Humanos da Prefeitura de Natal e do Estado

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Categoria(s): Fred Mercury
domingo - 08/11/2009 - 11:42h

Mateus 7: (1-5)

Que me permita acrescentar, o filósofo alemão, Martin Heidegger – que certa vez disse: “Somos seres para a morte” – a essa frase, as seguintes palavras: “passando pela incoerência”.

Então, é isso caro leitor: somos seres não só para a morte, mas também para colocar em prática a nossa incoerência. Por isso, não me surpreende que o maior homem que já pisou neste planeta, Jesus Cristo, tenha, insistentemente, falado neste assunto.

No capítulo 7 do evangelho de Mateus, os primeiros versículos abordam exatamente isso: “Por que reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista? Como ousas dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o argueiro de tua vista’, tendo tu uma trave na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para tirar o argueiro da vista do teu irmão”.

Pois bem! Feito o diagnóstico, cabe-nos agora, encontrar as causas dessa doença – a incoerência – pois só assim, poderemos estabelecer o tratamento adequado. Seria a incoerência, originada pelas circunstâncias?  Sim!

Não vamos esquecer o que disse o grande escritor, filósofo espanhol, Ortega y Gasset: “Eu sou eu e as minhas circunstâncias”. E a circunstância, a ocasião, faz o ladrão (o PT sabe muito bem isso que estou falando…).

A circunstância faz também o covarde, que num dia tem um discurso exaltado, revoltado, áspero, mas quando está na frente de quem ele se exaltou e se revoltou, muda o tom: fala manso e o que é pior: até defende, com unhas e dentes, o seu antigo desafeto…Esse tipo de comportamento ocorre em todas as profissões, mas duvido que seja mais comum do que no meio médico.

Afinal, se hoje, estamos sofrendo todas essas mazelas – baixos salários, condições subumanas de trabalho, etc. etc. – é porque os nossos pretensos “líderes” da classe médica, um dia, quando ainda não estavam na cadeira do poder, tinham um discurso aguerrido, bravo e duro contra os poderosos, mas, quando se torna um deles – um poderoso (de pés de barro, é bem verdade) – mudam o discurso, o conteúdo e o seu tom…

Quando eu sou médico, apenas médico, eu critico, mas quando estou diretor de hospital, vereador, deputado, secretário de saúde, etc. etc. aí eu me transfor mo… e haja incoerência incoerente!

E essa incoerência incoerente é terrível, pois – diferentemente da incoerência defendida por Osho, o mestre budista, que certa vez disse: “Se você realmente quer desfrutar a vida em toda a sua riqueza, tem que aprender a ser incoerente, a ser coerentemente incoerente”-, ela, a incoerência não coerente, é aquela que permite que milhares de pessoas sejam mortas nos corredores dos nossos hospitais públicos, porque eu não tenho a coragem de continuar coerentemente coerente com o meu discurso que tinha antes de ocupar a cadeira do poder…

Então, caro leitor, já temos duas causas para a mudança tão rápida, extremante abrupta, do nosso comportamento: a circunstância e a cadeira do poder.  Porém, há outra causa muito mais forte, explicada pela física quântica: toda vez que inspiramos, colocamos para o interior do nosso organismo um trilhão de átomos que um dia podem ter sido também respirados por Cristo, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Hitler, Saddam Hussein… e o danado é que me parece que os átomos desses dois últimos têm sido responsáveis pelo ar- mau cheiroso, e bote fétido nisso – que estamos respirando na saúde do nosso estado…

Portanto, meu caro amigo, você que tem me acusado, constantemente, de incoerente, veja que a origem desse problema pode está em você mesmo, afinal não tenho cadeira do poder, nem pretendo “criar” circunstâncias para ocupá-la. 

Portanto, só resta-nos acusar os átomos que estou respirando, quando estou perto de você… mas, não se preocupe, como cirurgião, será fácil resolver esse problema: usarei sempre a máscara cirúrgica, quando lhe encontrar, certo?

Francisco Edilson Leite Pinto Junior é professor, médico e escritor edilsonpinto@uol.com.br

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Categoria(s): Fred Mercury
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