Nem mais nem menos. Rejeição e veto.
Qualquer dúvida, eis um episódio desconhecido do grande público, que o Blog passa a narrar:
Faltavam poucas semanas para o fim da campanha eleitoral do ano passado. Carlos Augusto é recebido no Palácio da Resistência, sede da prefeitura.
À sala, o prefeito de fato Gustavo Rosado (PV), o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) – marido da prefeita – e o secretário da Controladoria Municipal, Noguchi Rosado (DEM).
À mesa, como e quanto a facção governista destinaria à campanha ao governo da senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Eis o cerne do encontro.
O telefone dispara e Gustavo é avisado da chegada de Chico Carlos. Aguardava-o para a conversa fechadíssima.
Sem rodeios, Carlos Augusto empalma a mão em sentido de "stop" (pare) e recomenda: "Deixe-o lá fora".
Silêncio cortante entre os circunstantes, por alguns segundos.
A reunião prosseguiu com a acomodação de detalhes sobre o assunto, prioritário, que levara Carlos Augusto ao local que ele conhece tão bem (após três mandatos da mulher como prefeita).
Ao saír, com cenho de poucos amigos, mas sem questionar nada do que lhe fora exposto, Carlos é recomendado a sair pelos fundos do Palácio da Resistência, onde um amplo pátio, com garagem, o levaria à Avenida Rio Branco.
Retrucou.
Resolveu sair mesmo pela frente, na Avenida Alberto Maranhão.
Para quem conhece Carlos Augusto e os sinais que emite, cifrados ou diretamente, é fácil perceber duas mensagens:
1º – Chico Carlos não é sequer levado a sério para compor o círculo fechado do poder;
2º) – Ao sair pela porta de entrada, deixou implícito para quem estava destinado a saída.
Foto – (Acervo Blog do Carlos Santos) – Carlos Augusto: sinais cifrados e mão empalmada simbolizando um "stop"

























