segunda-feira - 07/01/2008 - 10:48h

Leonardo faz “reconhecimento” antes de levar Fafá a almoço

O casal prefeita mossoroense Fafá Rosado-deputado estadual Leonardo Nogueira, do DEM, prestigiou o almoço na casa de praia do empresário Genivan Batista, em Tibau. O fato foi nesse domingo (6).

O imóvel recém-reformado recebeu numeroso grupo de políticos e outros convidados de variados matizes. A confraria estava acima das questiúnculas políticas e em torno sobretudo do presidente do PR no RN, deputado federal João Maia.

O local esteve mais movimentado a partir das 13h. Mas o grosso dos convidados começou a aportar por volta de 14h.

O deputado Leonardo Nogueira fez um "reconhecimento" de área mais cedo. Conversou com alguns circunstantes e retornou à tarde, com a prefeita Fafá Rosado e outros aliados.

Afinal de contas, apesar do clima amistoso, Leonardo e Fafá são "adversários" do PR, na cavilosa política mossoroense.

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segunda-feira - 07/01/2008 - 10:28h

José Dirceu, o estudante namorador e falastrão

Recebo comentário do jornalista Liszt Madruga, sobre a matéria "José Dirceu – imperdível", postada ontem (domingo, 6), que compartilho com você, webleitor.

É muito interessante, para tentar compreender esse personagem polêmico, que é o ex-ministro petista José Dirceu. Vai aí abaixo. Leia-a.

Querido Carlos Santos, meu abraço e amizade.

Uma beleza o seu Blog de hoje. Achei interessante os comentários sobre Zé Dirceu.

A propósito: Na década de 60 eu era estudante no Rio de Janeiro (e repórter da Tribuna da Imprensa) e presidente da Associação Guanabarina dos Estudantes Potiguares (ligado a UNE, cujo presidente na época era o Luiz Travassos, que posteriormente faleceu de tuberculose, e  foi subsituído pelo Vlademir Palmeira, que teve destacada atuação a frente da UNE, principamente na clandestinidade).

Pela nossa convivência tivemos vários encontros com Zé Dirceu (confrade Miranda Sá, sempre presente). Era um elegante namorador, falastrão (veio a ser presidente da UNE). O que ele disse à revista Piauí, tem centelhas de verdades,  fagulhas de ironia, e pitadas de frustração.

Na realidade, Diceru nunca foi um líder no sentido literal da palavra (era, e continua, ótimo articulador). Era um oportunista (e continua sendo) com espírito envolvente e conquistador, daí obtendo apoio de todos (inclusive de nós, meros estudantes naquela época). 

O estranho, foi o ataque ao presidente do Senado nosso comum amigo Garibaldi Filho (PMDB). Zé Dirceu sempre sonhou com a presidência da República, e um dia poderá chegar lá (…). Na política nada é impossível, pelo contrário, é uma dinâmica e tanto…

Liszt Madruga.

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segunda-feira - 07/01/2008 - 08:23h

Três perguntinhas contra a tapeação

Apesar do esforço concentrado para fazer do engenheiro Marcelo Rosado (PR) um vice, em eventual chapa com Fafá Rosado (DEM), é bom ir devagar. Em tudo vale um pouco de lógica. Até na política.

Uma perguntinha elementar: O que o grupo de Fafá Rosado ganharia abrindo mão do apoio das maiores forças populares individuais do RN, senadores Garibaldi Filho (PMDB) e Rosalba Ciarlini (DEM), por Marcelo? 

Outra perguntinha básica: Por que ela romperia – agora – com a sistema da senadora Rosalba Ciarlini, do ex-deputado estadual Carlos Augusto e do senador José Agripino (DEM)?

Só mais uma perguntinha óbvia: Se Marcelo e a "oposição" podem vencê-la, por que estariam alimentando a versão do entendimento e da chapa com os dois?

Para derrotar a prefeita Fafá e sua super-estrutura, é preciso que alguém pelo menos seja oposiconista "de vera." Do jeito que está, tudo não passa de um tititi de considerável mau gosto e tapeação.

Respeitem pelo menos só essa vez o povo de Mossoró.

* Volto já com mais postagem.

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segunda-feira - 07/01/2008 - 02:45h

Elementar. Tudo a seu tempo

Há quem considere que o grande óbice à chapa Fafá Rosado(DEM)-Marcelo Rosado (PR) à Prefeitura de Mossoró, seja o vínculo familiar. De modo algum.

Os Rosados não se sentiriam inibidos por isso.

Em 1992, tio e sobrinha formaram chapa à disputa municipal e venceram. Foi o ex-prefeito Dix-huit Rosado e a sobrinha Sandra Rosado, hoje deputada federal pelo PSB.

O ingresso de Marcelo Rosado na política carrega uma conjunção de interesses. O menor, talvez, seja da governadora e sua madrinha Wilma de Faria (PSB). Por trás, com vontade mais férrea está o deputado federal João Maia (PR). Ele quer e precisa de um palanque em Mossoró para sua campanha de 2010 – à reeleição ou a governo.

Se pesquisas apontarem o engenheiro mossoroense como viável, capaz de vencer as eleições a prefeito, Wilma aposta. Do contrário não terá constrangimento algum em repetir o que fez em 2004: dará apoio burocrático a outro candidato a prefeito em Mossoró.

Lá adiante (até 2010), se for conveniente, a governadora não se intimidará em cortejar Fafá (caso se reeleja) para se associar ao seu grupo. E como a política é mesmo dinâmica, à ocasião a prefeita e seu grupo familiar podem optar: continuar sob a liderança do casal Carlos Augusto-senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ou buscar caminho próprio.

Elementar. Tudo a seu tempo. 

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segunda-feira - 07/01/2008 - 02:01h

Caixa-preta tricolor

Se vir à tona tudo que se comenta das entranhas do Baraúnas, sei não…

O ambiente entre dirigentes, colaboradores etc é rarefeito. Insuportável.

Começam a surgir versões cabeludas sobre destino de dinheiro e até a eliminação do tricolor da Copa do Brasil-2007. É o rumoroso caso em que esteve envolvido o Vitória (BA). 

Será que vão abrir a caixa tricolor? Digo, a caixa-preta tricolor? 

Depois retorno ao tema. Aguarde. 

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segunda-feira - 07/01/2008 - 01:54h

À distância

Convidado para comparecer a almoço em torno do presidente regional do PR, deputado federal João Maia, o comerciante Francisco Andrade refugou. A recepção ocorreu à tarde desse domingo (6).

O empresário Genivan Batista recebeu seus numerosos convidados em Tibau (42km de Mossoró). Seu filho, engenheiro e secretário estadual do Desenvolvimento engenheiro Marcelo Rosado (PR), é fermentado para disputar a Prefeitura de Mossoró ou pegar uma brechinha de vice.

Ex-homem das finanças do grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB), de quem era genro, Andrade parece ressabiado com a política. Tem motivos para isso. 

Num passado recente, Andrade até presidiu o PP, que era penduricalho na cidade do PMDB – comandado por Sandra e seu sistema até meados de 2005.  

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segunda-feira - 07/01/2008 - 01:03h

Letra e Música – 7

"Beija eu" é uma composição de Arnaldo Antunes (ex-titãs), com Marisa Monte, que a canta. Poesia epidérmica.

Fala de amor, cumplicidade e troca. Fusão de corpos e almas. A voz de Marisa Monte, num clipe belíssimo, é um bálsamo aos  olhos e tímpanos.

Uma ótima semana. Fique com Deus. Um abraço, saúde e paz. Daqui a pouco volto com novas postagens, já na segunda (7). "Anoiteça e amanheça eu…"

Beija Eu

Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu…

Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu…

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser…

Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça…

Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu…

Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu…

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser…

Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça…

* Veja o Clipe AQUI.

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segunda-feira - 07/01/2008 - 00:58h

Concurso em Pau dos Ferros

Pelo menos 250 vagas, em variadas funções, devem ser abertas através de concurso público este ano em Pau dos Ferros.

O prefeito Leonardo Rêgo (DEM) inclui a iniciativa em seu elenco de medidas estratégicas para 2008. A prefeitura possui cerca de 650 servidores.

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segunda-feira - 07/01/2008 - 00:06h

Medos e convicções do triunvirato Larissa-Laíre-Sandra

Marcar posição em 2008 e fechar a porta às surpresas.

Essas são as prioridade do grupo da deputada estadual e secretária da Agricultura do RN, Larissa Rosado (PSB), para este ano. Em sua entrevista hoje ao Jornal de Fato (veja síntese em duas postagens mais abaixo), ela deixa transparecer mais medos do que vigor e convicção. 

Apesar de não saber se será candidata a prefeito outra vez (já fora em 2004), Larissa e seu sistema político jogam cartada decisiva. O maior temor, não é de outra derrota à prefeitura, mas abrir espaço ao surgimento de outro nome político a lhe causar estrago.

Foi assim que ocorreu com a atual prefeita Fafá Rosado (DEM), introduzida na política em 2000 pelo esquema de Larissa. O engenheiro Marcelo Rosado (PR), secretário estadual do Desenvolvimento, é o nome em questão. "Eu costumo sempre lembrar o reitor (da Uern) Milton Marques", sinalizou Larissa, conscientemente ou não, exorcizando a Marcelo ao invocar outra opção.

Também se sente acuada em face de denúncias que pairam em torno do pai, ex-deputado estadual Laíre Rosado (PSB). Daí o alerta. Se for fustigada, o seu grupo não hesitará em mexer no vespeiro do escândalo "A Máfia dos Homens de Branco", em que o marido da prefeita Fafá Rosado (DEM), deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), é figura proeminente. Está sob investigação da Polícia Federal.

É ainda visível, a insegurança de Larissa quanto à própria governadora Wilma de Faria (PSB). Em 2004, o então deputado estadual e candidato a prefeito com apoio de Wilma, Francisco José (que era do PSB), acabou cristianizado em campanha. Ela apareceu em apenas dois finais de comícios a ajudá-lo.

Não é por acaso que a deputada resgata a imagem do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB).

Na mesma entrevista, Larissa Rosado engasga-se com a realidade que seu grupo teima em não aceitar: está corroído, a cada eleição, pela desnutrição eleitoral. Não admite o que não se pode esconder nem mentir: desde 1988 que o rosadismo não conquista a prefeitura e decresce em votos. São cinco campanhas.

Somente em 1992 a sua mãe, hoje deputada federal Sandra Rosado (PSB), foi eleita vice do tio Dix-huit Rosado (PDT), tendo presença decisiva à vitória. Porém pouco tempo depois rompeu com ele. Assumiu por cerca de 69 dias a prefeitura como titular, devido a morte do prefeito, no dia 23 de outubro de 1996. 

O que a entrevista oferece de melhor, só é possível captar com a leitura das entrelinhas e filigranas. Daí se chega a uma compreensão da conjuntura política mossoroense e o pensamento do triunvirato Sandra-Laíre-Larissa Rosado.

Não entregar de mão beijada o espaço conquistado há décadas. Passa por aí a base do raciocínio de combate do rosadismo. No tombadilho de sua nau capitânia, o trio familiar medita à exaustão. Sabe que 2008 pode ser o mais longo dos anos. É uma reprodução da "Batalha de Trafalgar". 

Admite perder com Larissa, mas na expectativa de salvar a esquadra para o tudo ou nada de 2010. Haja fôlego! Próprio de um Almirante Nelson.  

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Categoria(s): Blog
domingo - 06/01/2008 - 20:09h

Itep registra quatro mortes em pouco mais de seis horas

Em pouco mais de seis horas, o Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) de Mossoró necropsiou quatro corpos. Dois foram assassinados, um caso foi de suicídio e outro devido acidente com moto.

Ao final da noite de sábado (5), o registro foi de suicídio em Baraúna (33km de Mossoró). Já por volta das 2h de  hoje, o servente Renato Fonsêca, 19, foi executado a tiros no Alto de São Manoel.

O cambista Carlos José Silva Leite, 40, teve seu corpo "desovado" na conhecida "Estrada da Raiz", com várias perfurações à bala. Teria sido sequestrado em Tibau (42km de Mossoró).

As características do crime apontam para um "acerto de contas". O cambista, conhecido por "Carlinhos", foi encontrado morto em torno de 4h. 

No "Sítio Mata-burro" em Baraúna, a vítima foi o agricultor Juvenal Pereira, 62, que caiu de uma moto e sofreu traumatismo craniano. O caso teria ocorrido às 5h deste domingo (6). 

* Com informações adicionais do Blog do Evânio.   

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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domingo - 06/01/2008 - 16:10h

Deputada avisa que pode mexer em escândalo sobre Leonardo

Caso venha a ser candidata a prefeito de Mossoró (novamente), a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) quer gerar uma campanha propositiva. Mas mostra as garras, intimidando o Palácio da Resistência.

Perguntada pelo Jornal de Fato (veja primeira parte abaixo), se denúncias e investigações que alcançam seu pai, o ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB), não podem contaminar a campanha oposicionista, Larissa promove calafrios na casa da prefeita Fafá Rosado (DEM). Mais direta, impossível.

Veja esses e outros detalhes abaixo:

Denúncias – "Laíre não pode ser prejulgado. Ele vai ter tempo para mostrar sua inocência (…) Mas se for partir para essa questão de processo, de denúncia, o marido da prefeita (deputado estadual Leonardo Nogueira-DEM) enfrenta processo seriíssimo na área da saúde (…). Sendo assim, a prefeita não vai nem botar o pé fora de casa, porque ela mesma enfrenta processos depois que tomou posse."

E provocou: "Se for medir por questão de de processos, acho que não será conveniente…"

Fragilidade do grupo – A deputada rebate a informação de que seu grupo político vem acumulando derrotas em eleições municipais desde 1988. "Derrota não. Nós temos vitórias. Nós temos dois mandatos".

Estrutura pública – Em sua ótica, o sistema governista municipal da prefeita Fafá Rosado vai usar o erário para fazer campanha.. "Com certeza nossos adversários não terão pudor de gastar o dinheiro público para tentar continuar no poder."

Senador Garibaldi Filho – Larissa acha factível uma reaproximação com o senador e presidente do Congresso Nacional, Garibaldi Alves Filho (PMDB).

"Nosso relacionamento com Garibaldi sempre foi bom (…)."

O jornal pergunta: "Então não haveria dificuldade de voltar a conviver politicamente com o senador? " A resposta é translúcida: "Não. De forma alguma. Eu posso até dizer que senti, no momento que houve a ruptura."

Ainda hoje, aguarde aí, posto matéria analítica comentando a entrevista de Larissa Rosado.

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domingo - 06/01/2008 - 15:43h

Larissa evita Marcelo e cita Milton Marques a prefeito

A deputada estadual Larissa Rosado (PSB), secretária estadual da Agricultura, dá entrevista hoje ao Jornal de Fato, recheada de recados. Consistente, mas que precisa ser depurada a partir das entrelinhas.

Nos escassos momentos em se esgueira das perguntas frontais do entrevistador, jornalista Julierme Torres, revela a essência do pensamento do seu grupo familiar, em que figuram ainda sua mãe e deputada federal Sandra Rosado (PSB), além do ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB).

Veja abaixo uma síntese da entrevista. Em seguida a comentarei:

Candidatura a prefeito – "Ainda não está decidido que eu serei candidata a prefeita de mossoró". E acrescenta: "Lógico que isso pode acontecer (…)."

Opções a prefeito – "Eu costumo sempre lembrar o reitor (da Uern) Milton Marques. O certo é que nós do PSB defendemos a candidatura própria."

Marcelo Rosado (e o PR) – "Com certeza é um aliado que faz parte do governo Wilma de Faria (PSB). Ele (Marcelo) tem dito que vai seguir a orientação da governadora."  Para Larissa, o engenheiro e secretário do Desenvolvimento do RN, seu primo Marcelo Rosado (PR), seria opção a vice. "Lógico que sim", assevera, para depois remendar. "Nós não podemos descartar a densidade eleitoral e a importância de outros partidos de esquerda (…)". 

Acordo político Wilma-Fafá Rosado (DEM) – "Não acredito no entendimento. Já no administrativo é claro (…)." "O presidente Lula tem o interesse de ver Wilma e Garibaldi juntos no RN. Acredito mais no entendimento  PSB e PMDB, do que PSB e Democratas."

Daqui a pouco volto com mais trechos da entrevista e outra postagem comentando o conteúdo geral.

Aguarde aí.

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domingo - 06/01/2008 - 12:37h

José Dirceu – imperdível

Imperdível a entrevista do ex-ministro José Dirceu à revista Piauí, em sua nova edição.

Sarcástico, inteligente, articulado, destemido e desafiador, José Dirceu merece ser lido, mesmo por quem o antipatiza.

 “Ele botou tudo em ordem, tem uma aprovação imensa do eleitorado”. Assim o ex-ministro elogia o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), com quem costuma conversar demoradamente. 

Sobre o também adversário politico José Serra (PSDB), governador de São Paulo, ele é ainda mais firme:

– Posso discordar do que o Serra pensa e faz, mas reconheço que é um ótimo administrador. Ele é obsessivo, trabalha dezesseis horas por dia, sabe mandar e governar. Aécio é bom, mas o Serra é melhor para o Brasil.

Nota deste Blog: Concordo em gênero, número e grau. Sobretudo porque o ex-ministro consegue se despir do sectarismo, para enxergar valores além dos limites partidários.

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domingo - 06/01/2008 - 12:04h

Política à beira-mar

O empresário Genivan Batista-Lenita e seu filho, secretário estadual do Desenvolvimento, engenheiro Marcelo Rosado (PR), recebem visitas ilustres em Tibau (a 42km de Mossoró). É hoje ao meio-dia.

Pai e filho terão para o almoço diversos nomes da política e empresariado, entre eles o presidente regional do PR, deputado federal João Maia.

Marcelo gravita em torno do Palácio da Resistência, sede do governo municipal mossoroense, onde a prima em segundo grau, enfermeira Fafá Rosado (DEM), é inquilina.  Em tese, ambos são adversários.

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domingo - 06/01/2008 - 11:25h

Aperta lá e pede aqui

Olhe abaixo o que o jornalista Cláudio Humberto publica hoje em sua coluna, veiculada em diversos jornais país afora. Para ele, a oposição faz gênero no Congresso Nacional e, por trás, quer as benesses da União.

São dois registros em que cita o senador José Agripino (DEM) e a prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM).

Leia-as:

Se colar.O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (DEM), bate no governo, mas libera prefeitos aliados a buscar verbas federais com políticos governistas.

.ColouFafá Rosado, prefeita de Mossoró, aliada de Agripino Maia, fez o presidente do Senado, Garibaldi Alves, pedir a Lula verba federal de R$ 18 milhões.

Nota deste Blog – É infeliz o enfoque de Cláudio Humberto. O governo do presidente Lula foi constituído para governar o país e não apenas estados e prefeituras comandadas pelo PT e seus aliados.

Natural o apelo por verbas federais da oposição à situação. Inaceitável é a chantagem, o escambo em troca de votos no congresso, repetindo o costume de outros gestores, o que termina enraizando mais ainda a cultura do toma-lá-dá-cá, em concubinatos políticos abjetos.

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domingo - 06/01/2008 - 10:29h

De comidas, sabores, datas e uvas

Vez por outra, alguns amigos perguntam sobre os hábitos alimentares na terra de Cervantes… algumas coisas são bastante diferentes, é verdade.

No almoço, por exemplo, além de uma entrada — geralmente saladas, caldo ou consumê — são servidos dois pratos distintos: o primeiro é sempre uma massa, ou lentilhas, ou alubias (nosso feijão). E de segundo, servem a carne, ou frango, ou peixe, com guarnição de batatas fritas ou alfaces.

Nas principais refeições, o pão e o vinho são imprescindíveis, como acompanhamento. É até comum os restaurantes oferecerem o "vinho da casa" que, invariavelmente, ostenta boa qualidade. Outras tantas curiosidades na gastronomia despertam nossa atenção. Como, por exemplo, o fato de alguns pratos ou iguarias possuirem ligação com dias específicos. Coisa que também temos no Brasil, mas, em menor intensidade, creio.

Aos domingos a paella. Seja em suas próprias residências, ou não, a família espanhola não dispensa a tradicional paella. Arroz com mariscos, seria uma definição bem simplista. Claro que, tal qual acontece em relação à nossa feijoada, os ingredientes e os detalhes de elaboração são discutidos e valorizados à exaustão.

Se a paella é sempre considerada como prato de maior identificação com a Espanha, em Salamanca podemos citar dois mais representativos: jamón ibérico e honarzo. Inclusive, é fácil perceber a importância do jamón para a economia da região, seja pelos criatórios de suínos ou pela grande quantidade de fábricas de embutidos existentes por aqui.

Jamón é presunto. Não o presunto como conhecemos, mas a própria perna ou espádua do porco, salgada, curada e servida em finas fatias. De preço elevado, diga-se de passagem. Já hornarzo é uma espécie de empadão recheado com presunto ibérico, lombo de porco, salame, etc.

Relembro, à guisa de ilustração, que outro dia falei, em uma dessas missivas, sobre o lunes de águas, ou seja, a segunda-feira após a Semana Santa, que é uma data salmantina onde os estudantes tradicionalmente fazem piqueniques, às margens do rio Tormes, tomando vinho e comendo hornazo, relembrando uma passagem histórica da universidade.

Roscón de los Reyes seria, em livre tradução, ‘rosca de Reis’ ou ‘bolo de Reis’. É típico do seis de janeiro (dia dos Reis Magos), servido especificamente no café da manhã, com direito a uma brincadeira, que é o fato de conter uma surpresa (um pequeno presente), que dará ‘sorte’ a quem encontrá-la em seu pedaço. Huesos de santos ou ‘ossos de santos’.

Trata-se de doces, cujo recheio é à base de pasta de nozes, que são elaborados especialmente para serem consumidos no primeiro de novembro, dia de todos os santos. Mudando do dulçoroso para o salgado, mas sem sair da alçada religiosa, existe um prato chamado potaje — citam-no também como ‘potaje da sexta-feira santa’ ou ‘potaje da Quaresma’ — que é um guizado feito com legumes, verduras, garbanzos (grão-de-bico) e outros ingredientes, que o torna adequado àqueles dias de abstinência a carne, conforme preceitua a tradição católica.

Para ornamentar a mesa posta em noite de Natal (nochebuena ) e depois, claro, saboreá-lo, prevalece o cochinillo (leitãozinho) recheado. O peru e o frango também aparecem, porém em menor cotação. É plausível, aqui ou em qualquer lugar, em relação a pratos festivos (e em outras tantas coisas…), que o poder aquisitivo termine por ditar um escalonamento no rol de opções.

Bem, ainda em relação às festas natalinas, percebo existir, nesse período, uma ávida busca pelo turrón, que é um doce em forma de tablete, feito de amêndoas e nozes tostadas, mesclado com mel e açúcar. Vejo que, excepcionalmente, barracas são montadas, nas proximidades do Mercado Central, para a venda de turróns e outras guloseimas próprias da época.

Na noite de fim de ano (nochevieja), os espanhóis comem uma dúzia de uvas (não vale comer uvas passas, advertem), ao ritmo das badaladas do relógio, correspondentes aos últimos doze segundos do ano que termina. Diz a tradição que cada uva simboliza um mês do ano que está chegando, e se houver problema na degustação de um desses frutos da vinha, o mês referente a esse que deu problema poderá não ser-lhe bom, em algum aspecto, ao comensal.

No primeiro de janeiro é comum ouvir-se, junto aos efusivos cumprimentos, a simpática pergunta sobre a performance no saborear das uvas da noite anterior.

David Leite, professor e advogado – david.leite@uol.com.br

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Categoria(s): Nair Mesquita
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domingo - 06/01/2008 - 00:43h

Só Rindo

Com pouco menos de 40 minutos de vôo na rota Natal-Brasília, uma aeronave de carreira acomoda pânico convulsivo e praticamente generalizado. Choros, orações e desmaios revelam o drama.

Entre os passageiros estão diversos políticos do RN, como o senador e presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho. 

Com voz trêmula e chorosa, agarrada a seu braço, Denise – mulher do político, sentencia sobre a situação:

– Garibaldi, o avião está caindo!

Sem maior esforço e em câmera lenta, a voz anasalada do senador espelha sua serenidade: "E o que eu  posso fazer, Denise!?"

Em seguida voltou a folhear uma revista, apesar da queda livre da aeronave e do murmúrio estridente de inúmeros passageiros.

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domingo - 06/01/2008 - 00:17h

A senhora da ponte

Considerada a maior doceira de Goiás, título que a satisfaz plenamente, Cora Coralina é muito exigente em tudo. Fica satisfeita quando alguém come o seu doce e diz Bem feito! Repudia o Gostoso!, o Está ótimo!, que a seu ver já estariam implícitos no Bem feito!, resume Bariani Ortêncio em seu livro mais famoso, inspirado na cozinha de sua terra goiana.

Tendo vivido grande parte de sua vida numa pobreza enorme, aprendeu a prestar atenção às oscilações da economia nacional, assunto que acompanha com interesse, lendo as seções especializadas dos jornais ou através dos noticiários do rádio e da tevê. Mulher pragmática, aos noventa anos ela considera que a literatura não é profissão nem dá camisa a ninguém.

Acha que fazer doces para turistas é um negócio muito mais rentável do que escrever, embora considerando que o povo, que mal tem para a sobrevivência, não tem dinheiro para gulodices. Muito observadora, chegou à conclusão de que o homem come pouco doce, com raras exceções, tirando sempre o menor pedaço, ao contrário da mulher, que escolhe o maior, embora não o coma inteiramente.

Já a criança tanto come quanto desperdiça… Por isso, ela só faz doces em pequenos pedaços, para evitar desperdícios. 

Doceira emérita, suas especialidades são os doces de figo, laranja, banana e cidra, que rivalizam com a fama de seus versos. Ocasionalmente faz tabletes de abóbora e de leite e, durante as safras, passas de caju. Sempre prefere a qualidade à quantidade.

Às vezes, ela suspende a colher de pau e ali mesmo, ao lado do fogão, se debruça sobre um caderno, no qual anota um verso… Só estão vivos aqueles que já morreram… Ela adora escrever e alimenta-se de uma curiosidade incontentável. Uma vez em que autografou um livro para mim aproveitou para interrogar-me sobre o que me levava a escrever e que significado eu extraía dessa experiência que lhe parecia por demais misteriosa para ser decifrada.

Quis saber ainda se os jovens potiguares cultivavam o hábito da leitura e se havia bibliotecas públicas e bem sortidas em todo o Rio Grande do Norte, democratizando o acesso ao livro. O autógrafo, contendo tais indagações, estendeu-se por duas páginas. Responda-me por escrito, ela pediu, mas não tive coragem. Temi uma dessas correspondências intermináveis que acabam por se tornar absorventes.

Sua velha casa, na Ponte da Lapa, recebe muitas visitas. É das mais antigas de Goiás. Segundo Cora Coralina gosta de narrar, tem uma crônica que a singulariza e que a integra ao mundo emocional e mitológico da cidade que já foi opulenta, ao tempo em que o ouro de Goiás era levado em grande quantidade  para Portugal. Construída em cima de um muro de pedras levantado por escravos, pertenceu a um Thebas Roriz Rodrigues, recebedor do quinto real em Vila Boa, que ali se suicidara, depois de desviar parte do ouro pertencente ao rei.

Temendo a devassa desmoralizadora, o recebedor ainda tentou subornar o emissário do rei, enviando-lhe em uma rica bandeja de prata lavrada, moedas e barras de ouro cobertos com uma alva toalha de linho bordada. Quisera assim peitar o fiscal da Coroa, conforme contava Cora Coralina, dramatizando, pois há nela uma formidável atriz. A ourama, contudo, foi devolvida, porque ainda havia naquele tempo funcionários honestos.

Roriz, temendo ser enviado sob correntes para os subterrâneos do Limoeiro, prisão terrível de onde poucos conseguiam sair com vida, muitos devorados por famintas ratazanas, envenenou o escravo de confiança, para fazer-lhe companhia na outra vida, e depois se matou. A casa teria sido então arrematada por um antepassado da escritora, o sargento-mor José Antonio do Couto Guimarães, permanecendo desde então em poder da sua família. Contava Cora à Doutora Amália, com quem por muitos anos conversou sobre as tradições da cidade enclausurada no tempo.

Nascida Anna Lins dos Guimarães Peixoto, aos cinqüenta anos, já viúva desde os 46, mudou o nome para Cora Coralina, porque, segundo explicava, em Goiás havia muitas Aninhas e Anas, por causa da padroeira da cidade, Santa Ana, e ela queria ser única e inconfundível.

Cora vem de coração, explicava. Coralina é um coração vermelho. Minha intenção era não ter xará. Não queria ser confundida com ninguém mais. Eu queria ser única. Única. Já muito idosa, tendo fraturado o fêmur numa queda, compôs uma “Ode às muletas”.

Uma vez ela deu algumas sementes a Doutora Amália, que lhe teria perguntado que espécie de flores nasceriam delas. Cora, que era muito positiva e facilmente irritável como dos poetas disse Horácio, foi logo dizendo, Não me lembro. Mas se não fossem bonitas não tomaria o trabalho de colher as sementes.

Plantadas em seu jardim da chácara Amália, onde escrevo estas linhas à margem do córrego João Leite, cresceram viçosas e floresceram. Eram ipoméias, de câmpanulas graúdas, azuis-arroxeadas com garganta e veias rosadas, explica-me a famosa botânica com voz peculiar, enquanto vai tecendo um buquê com que me presenteia. 

Franklin Jorge, escritor e jornalista – franklinjorge@yahoo.com.br

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Categoria(s): Nair Mesquita
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 06/01/2008 - 00:01h

Os teus pés

Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.

Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram vôo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.

Pablo Neruda, poeta chileno

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Categoria(s): Nélter Queiroz
sábado - 05/01/2008 - 20:43h

Cunhado do prefeito de Caraúbas é morto à bala

Nivaldo Ferreira da Silva, 57, empresário e cunhado do prefeito de Caraúbas, Eugênio Alves (PR), foi morto à bala. O crime ocorreu no Maranhão.

Ele trocou tiros com dois homens e foi alvejado na cabeça à tarde dessa sexta (4).

Um dos agressores também morreu. O incidente aconteceu em Pedreiras, a 277 quilômetros de São Luís, capital maranhense. O empresário era natural de Caraúbas.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/01/2008 - 18:25h

Jornal da Cidade

A "TV Mossoró" (canal 7, aberto) vai finalmente colocar seu principal programa jornalístico no ar. Será o "Jornal da Cidade".

A expectativa é que sua estréia aconteça no dia 14 deste mês, às 18h, sob a apresentação do jornalista Fábio Oliveira.

Nomes como William Vicente, Bruno Barreto e Adriana Mendes devem compor a equipe de profissionais, além de Cíntia Fragoso. A direção estará a cargo de Giovanni Rodigheri (ex-TV Cabo Mossoró).

A emissora é do grupo de empresas de comunicação liderado pelo casal deputada federal Sandra Rosado-ex-deputado federal Laíre Rosado. Eles já detêm controle da "FM 93" e jornal "O mossoroense".

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Categoria(s): Paulo de Tarso Fernandes
sábado - 05/01/2008 - 18:13h

O vaivém nas UPA´s

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Santo Antônio, obra do governo Fafá Rosado (DEM), merece aplauso público. É importante e estratégica.

Contudo, além da necessidade de que funcione à plenitude, desafogando sobretudo o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a UPA precisa resolver certos gargalos. Um deles é quanto à parte laboratorial.

Durante todo o dia, o fluxo de veículo, pessoal e material interliga a UPA do Santo Antônio à UPA do São Manoel, onde existe um laboratório.

Por que uma obra de valor tão vultoso terminou negligenciada em algo tão elementar?

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Categoria(s): Gilson Cardoso
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