Depois de obter quase 60 milhões de votos à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) resolveu fugir do Brasil. A controvertida saída dele para os EUA (veja AQUI), com mulher e suas duas filhas, abre um vácuo a ser ocupado.
O campo da direita começa instantaneamente uma luta pelo comando político desse espólio, em que o bolsonarismo pode ficar enfraquecido, colocado num plano secundário.
Sobraram os senadores eleitos Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Michelle Bolsonaro (PL-DF), que vão ter mandato a partir de fevereiro do próximo ano. Mas dos EUA, ninguém espere silêncio ou aval para tudo do próprio Flávio e do seu irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está homiziado por lá há mais tempo. E o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, ainda “apita” bastante.
Paralelamente, o presidente reeleito Lula da Silva (PT) pode passar a lidar com um nível de oposição menos recalcitrante em seu quarto mandato. Ou tão confusa e acéfala, que torne menos difícil seu governo, a começar pela eleição dos presidente da Câmara dos Deputados e do Senado, onde seus escolhidos, os atuais dirigentes Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (UB-AP).
O cenário está bastante confuso e é difícil se prever algo agora com segurança.
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