O dólar comercial encerrou a sexta-feira (08) cotado a R$4,8937, patamar 1,4% menor que o registrado na abertura da semana, que foi de R$4,9628.
O dólar iniciou esta segunda-feira (11) cotado a R$4,8937.
O câmbio deve operar sob a pressão de dados globais de inflação, com foco total no Índice de Preços ao Consumidor dos EUA. A leitura de abril ditará o ritmo do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), podendo fortalecer o dólar caso os preços americanos subam além do esperado.
No cenário doméstico, a atenção se volta para a divulgação do IPCA, nesta terça-feira (12). O mercado monitora o distanciamento da inflação em relação à meta, o que corrobora com as apostas de que o Banco Central manterá a Selic elevada por mais tempo.
A volatilidade deve ser alimentada ainda pelos reflexos da guerra no Oriente Médio e seus impactos nos preços do petróleo e das commodities. O relatório Focus desta segunda-feira indica nova deterioração nas expectativas e o descumprimento da meta de inflação está por vir.
Como o cenário brasileiro dita o ritmo do dólar
No Brasil, a entrada de dólares observada em abril foi suficiente para sustentar um movimento forte de valorização do real. A moeda americana, que havia encerrado o mês anterior a R$4,9886 (Ptax venda), tocou os R$4,8851 no intraday do dia 8 de maio, menor patamar em mais de dois anos.
Parte desse movimento veio do exterior. A expectativa de um acordo, ainda que frágil, entre Estados Unidos e Irã, somada à possibilidade de um cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia, reforçou o apetite por risco e pressionou o dólar para baixo em escala global.
No ambiente doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (COPOM) – órgão do Banco Central que define, a cada 45 dias, a taxa básica de juros, indicou que tudo seguirá muito cauteloso na condução da política monetária, apesar dos cortes recentes na Selic – taxa básica de juros da economia. A possibilidade, ainda minoritária neste momento, de uma pausa no ciclo de calibração também ajudou a dar suporte ao real nos últimos dias.
No exterior, a semana começa com sinais positivos para os investidores. Os dados da balança comercial chinesa sugerem uma recuperação tanto da economia asiática quanto da atividade global, com avanço relevante das exportações e das importações em abril.
O resultado foi bem recebido pelo mercado não apenas pelo superávit comercial, que ficou próximo de US$85 bilhões, mas também pela forte expansão anual das importações, de 25,3%, e das exportações, de 14,1%.
Ambos os números vieram acima do esperado e sugerem um ritmo um pouco mais firme de crescimento na China, além de alguma melhora na demanda mundial, mesmo em meio ao aumento das incertezas provocado pelas ações recentes dos Estados Unidos.
Onde o dinheiro está Indo e o que isso significa para o Real
O fluxo cambial seguiu firme em direção ao Brasil nos últimos dias de abril. Dados preliminares do Banco Central indicam entrada líquida de cerca de US$3,3 bilhões entre os dias 27 e 30.
Com isso, o saldo acumulado no mês ficou positivo em aproximadamente US$9,3 bilhões, desempenho muito superior ao de março, quando houve saída líquida de pouco mais de US$6,3 bilhões, e também acima dos US$7,0 bilhões registrados em abril do ano passado.
No acumulado de janeiro a abril, o fluxo cambial permanece positivo, mas agora em US$14,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o saldo havia sido negativo em pouco mais de US$8,9 bilhões, reforçando a melhora relevante da entrada de recursos externos neste início de ano.
Com informações da Oz Câmbio.
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