quarta-feira - 15/07/2026 - 03:30h
Rádio e TV

Ninguém subestime a força do “palanque eletrônico” em 2026

Allyson, Álvaro e Cadu são os principais contendores também num palanque importante Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS)

Allyson, Álvaro e Cadu são os principais contendores também num palanque importante Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS)

O horário eleitoral em rádio e televisão já não é o principal campo de batalha das campanhas eleitorais no Brasil. Mas, ninguém se engane ou subestime os “palanques eletrônicos.” Rádio e TV perderam a centralidade que teve nas décadas de 1990 e 2000, porém seguem com fôlego.

Hoje, as campanhas trabalham em várias frentes simultâneas: horário eleitoral em rede (programas longos), inserções de 30 e 60 segundos, espalhadas ao longo da programação, conteúdo digital (redes sociais, WhatsApp, YouTube, Instagram, TikTok etc.) e programações de campo (corpo a corpo, reuniões, comícios, porta a porta, panfletagem, passeatas, carreatas etc.).

As inserções, em muitos casos, têm impacto maior porque alcançam o eleitor fora do horário tradicional dos programas. Porém, quem tem mais tempo nem sempre vence. Há vários exemplos recentes: Jair Bolsonaro (2018) venceu tendo poucos segundos de TV, Romeu Zema (MG, 2018) também. Em diversas capitais, candidatos com pouco tempo derrotaram adversários que dominavam o horário eleitoral.

O tempo continua importante, mas deixou de ser decisivo. A verdadeira disputa será pelas inserções. O eleitor quase não para para assistir ao programa das 13h ou das 20h. Já as inserções aparecem em intervalos de novelas, telejornais, transmissões esportivas e outros programa.

Elas acabam tendo audiência muito maior.

Importante assinalar um detalhe quanto à importância da pré-campanha, espécie de “pré-temporada” oficial muito séria, capaz de praticamente encaminhar uma eleição. Tem relação direta com a política de alianças.

Allyson terá maior tempo

Alianças continuam sendo negociadas mesmo numa era dominada pelas redes sociais. Veja o caso do RN, com o atual desenho que vai se formando. O pré-candidato a governador Allyson Bezerra (UB) terá tempo que vai se sobressair em rádio e televisão, num comparativo com os adversários. Sua fatia passará dos 50% da minutagem. Sua Federação União Progressista terá o peso do União Brasil (UB) e do Progressistas (PP), além do MDB, PSD, Republicanos e Federação Renovação Solidária – composta por Solidariedade e o Partido da Renovação Democrática (PRD).

Álvaro Dias (PL) deverá ter a segunda maior fatia de minutos e Cadu Xavier (PT) bem atrás.

No RN, a TV e o rádio podem pesar mais que em estados maiores. O perfil sociológico, os hábitos da população e a pulverização de mídias tradicionais que alcançam seus 167 municípios precisam ser levados em conta por candidatos e marketing.

O interior ainda é muito conectado ao rádio. Há penetração considerável das emissoras de televisão aberta, sobretudo em camadas socais C, D e E.

Ou seja, embora o digital avance rapidamente, o rádio e televisão permanecem queridinhos por boa parcela da população. No táxi, na calçada, no aplicativo de celular, na sala de casa, na cozinha… eles têm espaço privilegiado.

Linguagem

O que realmente importa observar no tempo disponível para cada candidato, por menor que seja, é quem melhor domina a linguagem simples, direta e cativante no contato com o eleitor do outro lado da tela e do rádio. Galvanizar a massa gente fará toda diferença nas urnas no dia 4 de outubro e 25 de outubro, se houver segundo turno.

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Categoria(s): Política

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