Objeto de vários procedimentos do Ministério Público, a Prefeitura de Mossoró deverá ser questionada sobre outro suposto deslize.
O MP acha estranho que o governismo tenha enviado projeto orçamentário de 2011 para a Câmara de Vereadores e, quando a matéria estava em tramitação, resolveu apresentar outro.
O projeto original, aprovado em comissão técnica e ontem no plenário, em primeira votação,
estimou sua receita em R$ 383,8 milhões, já deduzidas as cotas para o FUNDEB e para a Reserva de Contigência.O substutito "Mandrake" apareceu com receita para R$ 493 milhões. São quase R$ 110 milhões a mais num comparativo com o projeto original. Fabricou-se rubricas com receitas descabidas.
O projeto original tinha previsão orçamentária reprimida, ou seja, com numerários que estão abaixo de reais expectativas. O outro projeto já faz o contrário, pois superdimensiona números.
VontadeEssa manobra do governo é algo inédito em Mossoró. Não se tem notícia de algo sequer parecido, espécie de jogo de números, que leva a opinião pública a acreditar que tudo é feito sem estudo técnico e, sim, ao sabor da vontade política.
Para os vereadores da oposição, tudo tem explicação de fácil entendimento. E parece que o MP tem o mesmo raciocínio.
O governo apavorou-se com emendas da oposição, que reduzem de 25% para 10% o direito de remanejamento orçamentário sem consulta a Câmara, e outra que obriga o município a submeter à Casa o que for excedente na arrecadação posta no orçamento.
A diferença de um projeto para o outro, em cerca de R$ 110 milhões, é uma maquiagem para que no próximo ano, caso realmente as emendas sejam confirmadas, a prefeitura manobre tudo sem ser importunada pela legislativo.
* Outra postagem adiante dá mais explicações sobre excedente orçamentário e revela como é fácil gerenciar milhões sem que a Câmara cumpra seu papel fiscalizador.






















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