terça-feira - 15/01/2019 - 08:28h
Pacificação

Presidente tenta frear crise apelando à paz em poder

Experimentando um dos momentos mais conturbados de sua história, a Câmara Municipal de Mossoró virou uma praça de guerra. Presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB) – a vereadora reeleita para novo biênio (2019-2020) nesse cargo, quer ensarilhar armas. Conclama demais vereadores à pacificação. Pelo menos em palavras.

“Faço um apelo para que questiúnculas internas e pessoais não interfiram nessa grande missão que o povo mossoroense nos delegou de representá-lo na Câmara; que o espírito público prevaleça e nos voltemos às grandes causas de Mossoró. Fomos eleitos para isso”, diz.

“Estamos iniciando um ano não eleitoral, tempo de mais trabalho e menos política. Poderíamos nós, os 21 vereadores, produzirmos pauta das demandas prioritárias de Mossoró e apresentá-la ao Governo do Estado, à futura bancada federal, à União. Defender nosso município”, propõe.

Nota do Blog – Falta inteligência emocional, falta bom senso, falta um pouquinho de racionalidade. Alguma voz influente precisa intervir, pondo fim a esse gládio.

O gesto da presidente é importante, mas precisa sair do discurso à prática. Da mesma forma, que quem digladia do outro lado, em oposição à ela e à sua presidência, após tê-la apoiado para essa ascensão.

De lado a lado falta equilíbrio, sem juízo de valor quanto a quem esteja certo ou supostamente errado.

Leia também: Vereadores brigam; presidente tem crise de choro;

Leia também: Presidente enxuga mais ainda cargos de vereadores;

Leia também: Posse, troca de bofetes, choro e exonerações.

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terça-feira - 15/01/2019 - 08:07h
Governo do RN

Governadora é cautelosa em nomeações da capital ao interior

Há um estresses de apoiadores e militantes do grupo da governadora Fátima Bezerra (PT) à nomeação de cargos no Governo do Estado, da capital ao interior, em segundo e terceiro escalões.

Mas ela tem sido cautelosa.

Já existem algumas áreas de atritos, duelos surdos, por determinados cargos – como no Departamento Estadual de Trânsito do RN (DETRAN/RN).

A  governadora tem preferido a prudência em vez do açodamento.

Compreensível.

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terça-feira - 15/01/2019 - 07:32h
Comunicação

Empresário prepara inauguração de nova televisão

Wilson e Fátima: recuo na política (Foto: cedida)

Está nos planos do empresário mossoroense Wilson Fernandes inaugurar a TV WR (ou Pra Você TV) antes do Carnaval, ou seja, até o final do próximo mês (fevereiro).

A sede da emissora ficará no centro de Mossoró, à Rua Rui Barbosa, onde estrutura física e equipamentos estão sendo montados.

A TV deverá entrar no sistema cabo, mas também existe projeto para implantação de canal aberto.

Fernandes fazia parte do projeto da TV Metropolitano na cidade, mas saiu de sua composição societária.

Ele chegou a ser cotadíssimo para ser o nome a vice da hoje governadora Fátima Bezerra (PT), mas sua família foi refratária à ideia, convencendo-o a não ingressar na política de cabeça.

Mas a paixão pela televisão é irrefreável.

Agora vai.

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terça-feira - 15/01/2019 - 06:56h
Constatação

Rombo previdenciário no Ipern “hoje é impagável”

Em entrevista à FM 96 do Natal, o advogado e presidente do Instituto de Previdência do Estado do RN (IPERN), Nereu Linhares, repetiu o que já tinha dito em outras sabatinas antes de assumir o cargo, sobre o fundo previdenciário:

“Hoje essa dívida é impagável”.

Desde que a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) começou a drenagem de recursos para atualização de folha, em dezembro de 2014, seguida pelo sucessor Robinson Faria (PSD) durante todo o ano de 2015, lá se foram cerca de R$1 bilhão do presente e futuro de aposentados e pensionistas.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 23:58h

Pensando bem…

“O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende.”

Blaise Pascal

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segunda-feira - 14/01/2019 - 21:34h
Mossoró

Missa de 7º Dia de José Rêgo Júnior

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segunda-feira - 14/01/2019 - 21:10h
Câmara Municipal

Posse, troca de bofetes, choro e exonerações

Para uma segunda-feira (14) de chuva, veraneio e recesso parlamentar, não se pode dizer que a Câmara Municipal de Mossoró esteja anêmica, paralisada ou sem atividade.

Reunião teve cenas de pugilato (Foto: Edilberto Barros)

Só hoje tivemos posse de parte dos integrantes da nova mesa diretora (veja AQUI), troca de bofetes entre dois vereadores (veja AQUI), crise de choro da presidente Izabel Montenegro (MDB) e mais exonerações de pessoas indicadas por parlamentares em litígio com ela (veja AQUI).

Por enquanto, é só.

Por enquanto.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 20:40h
Isolda Dantas

Deputada seguirá PT à presidência da Assembleia Legislativa

Isolda: voto do partido (Foto: TCM)

A partir dessa terça-feira (15), a deputada estadual eleita-diplomada Isolda Dantas (PT) pretende passar a conversar amiúde no âmbito do seu partido, sobre a questão do pleito à mesa diretora da Assembleia Legislativa.

Segundo ela, não haverá tomada de posição individualizada.

“A princípio, acredito que teremos um consenso e meu voto será decidido na instância partidária, passando pelo crivo da Executiva Estadual”, comentou agora à noite em conversa com o Blog Carlos Santos.

“Meu voto será definido pelo PT”, reiterou.

Ezequiel Ferreira

No próximo dia 1º de fevereiro haverá posse dos deputados eleitos/reeleitos em 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte acontecerá o pleito interno.

Nome que marcha para ser consenso à presidência, com apoio da governadora Fátima Bezerra (PT), é do atual presidente Ezequiel Ferreira (PSDB).

Prego batido, ponta virada.

Leia também: A estrela é Isolda Dantas.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 20:32h
Apodi

Sesi e prefeitura vão inaugurar uma nova biblioteca

Biblioteca é a 28ª no estado (Foto: divulgação)

Será inaugurada na próxima sexta-feira (18) em Apodi, a mais nova biblioteca do município. Denominada de Indústria do Conhecimento, a obra é uma parceria SESI e Prefeitura local.

O evento está marcado para às 17h.

A biblioteca levará o nome “Indústria do Conhecimento Doutora Marise Maia Holanda de Melo”, médica e educadora de amplo trabalho prestado ao município de Apodi e esposa in-memoriam do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Pedro Terceiro de Melo.

Esta será a 28ª Indústria do Conhecimento inaugurada pelo SESI no Rio Grande do Norte.

Com informações da Prefeitura Municipal do Apodi.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 16:26h
Mossoró

Presidente “enxuga” mais ainda cargos de vereadores

A semana começa como terminou a anterior, na Câmara Municipal de Mossoró: com mais exonerações de pessoas com cargos de confiança.

Nesta segunda-feira (14), mais duas exonerações foram publicadas no Diário Oficial da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM/RN).

Os atingidos indiretamente foram os vereadores Alex do Frango (PMB) e Genilson Alves (PMN), que tinham indicado os exonerados.

Na quinta-feira (10), outros dois comissionados tinham sido excluídos da folha de pessoal – veja AQUI. Eram ligados ao vereador Zé Peixeiro(MDB).

Esse ‘enxugamento’ não é uma decisão meramente administrativa, mas reflexo do conflito político-pessoal entre a presidente Izabel Montenegro (MDB) e cerca de 11 vereadores (das bancadas da oposição e governismo).

Nesta segunda-feira, em posse de integrantes da nova mesa diretora da Casa, também presidida por Izabel, ocorreram novos e desagradáveis incidentes, como troca de agressões físicas entre os vereadores Raério Araújo (PRB) e Alex do Frango – veja AQUI.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 14:34h
Governo do RN

Paulinho Freire lidera Fecam em pleito à Fátima Bezerra

Fátima e Freire: pauta da Fecam e Natal (Foto: Elisa Elsie)

A Governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu nesta segunda-feira, 14, o prefeito de Natal em exercício e presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte, vereador Paulinho Freire (PSDB), também presidente licenciado da Câmara Municipal de Natal.

Paulinho Freire esteve acompanhado dos vereadores Iron Júnior, de Jardim do Seridó, Diogo de Araújo Alves, de São Paulo do Potengi, Vagner Souza Medeiros, de Campo Grande, Otávio Carlos Dantas Silva, de Brejinho, todos dirigentes da Fecam.

Os vereadores reivindicaram a renovação do convênio com o Instituto Técnicos de Perícia – Itep, para a emissão de carteiras de identidade nas sedes das casas legislativas em 67 municípios. A Governadora disse que o convênio será mantido obedecendo todas as normas legais, assegurando a população do interior mais conforto e menos despesas para ter acesso ao documento.

Fátima Bezerra também tratou com o prefeito de Natal em exercício sobre ações conjuntas na área do turismo para atrair eventos durante todo o ano à capital do Estado. Estas medidas visam manter em alta a frequência de turistas reforçando a atividade econômica e a arrecadação de receitas.

Com informações do Governo do RN.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 13:58h
Estado

Sindicato arrecada alimentos devido atraso salarial

O Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do Estado do RN (SINDISAÚDE) inciou nesta segunda-feira (14) uma campanha de arrecadação de alimentos para os servidores e servidoras da Saúde que estão passando por dificuldades financeiras, devido ao atraso dos salários.

O Sindicato enviou a solicitação de doações de cestas básicas a diversas entidades sindicais, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Arquidiocese de Natal.

A sociedade em geral também pode participar da campanha.

As doações podem ser entregues na sede do Sindsaúde-RN, na Av. Rio Branco, 874, Cidade Alta, Natal/RN.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 13:23h
Mossoró

Vereadores brigam; presidente tem crise de choro

Do Blog do Barreto

Os vereadores Alex do Frango (PMB) e Raério Araújo (PRB) quase foram as vias de fato hoje na Câmara Municipal de Mossoró. Foi após a solenidade de posse dos demais membros da mesa diretora da Casa (veja postagem abaixo)

Tudo começou após o juramento dos empossados quando Raério provocou os colegas a cumprirem a palavra empenhada e recebeu de Alex uma resposta à altura.

Raério colocou o dedo na cara de Alex que reagiu desferindo um soco que pegou na mão do parlamentar do PRB. Neste momento a turma do “deixa disso” chegou junto evitou cenas de pugilato.

Nota do Blog Carlos Santos – A presidente reempossada para novo biênio, Izabel Montenegro (MDB), teve crise de choro em meio às baixarias.

A convivência interna entre os vereadores só piora.

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segunda-feira - 14/01/2019 - 12:40h
Câmara

Finalmente restante de mesa é empossada

Finalmente o restante da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Mossoró tomou posse.

A formalização aconteceu na própria sede da CMM, nesta manhã.

Foram empossados Alex do Frango (PMB), 2º vice-presidente; Aline Couto, 1ª secretária; Ozaniel Mesquita (PR), 2º secretário e Genilson Alves (PMN), 3º secretário.

Os demais – Izabel Montenegro (MDB), presidente; Flávio Tácito (PPL), 1ª vice-presidente, e Manoel Bezerra (PRTB), 4ª secretário – tomaram posse no último dia 3, em solenidade bastante esvaziada.

Izabel enfrenta forte dissidência de vereadores que se voltam contra ela.

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domingo - 13/01/2019 - 23:58h

Pensando bem…

“Em ciência leia sempre os livros mais novos. Em literatura, os mais velhos”.

Millôr Fernandes

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domingo - 13/01/2019 - 19:50h

Do que você está falando, companheiro?

Por Rodrigo Levino

1. “A maioria das pessoas não sabia que ‘imoralidade’ significa algo mais que imoralidade sexual.”

O relato acima, do escritor britânico George Orwell, está no ensaio Propaganda e discurso popular, dos anos 30, parte de um conjunto de textos da época em que o autor analisa a linguagem e o discurso dos sindicatos proletários aos atores políticos da Inglaterra então em guerra.

Máscaras de Lula no acampamento de simpatizantes na sede da Polícia Federal em Curitiba (Foto Pablo Jacob - Agência Globo)

Em 2014, no Brasil, pesquisas qualitativas detectaram um deslize fatal do então candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), na Região Nordeste, ao se referir à presidente Dilma Rousseff (PT) como “leviana”.

Uma quantidade considerável de pessoas não sabia que “leviana” significa algo mais do que outra expressão popular para “rameira”.

2. Entre outros aspectos, como o léxico e até a prosódia (cita o estadista britânico Winston Churchill, que pronunciava mal “nazi” e “Gestapo”, assim como a gente comum; o primeiro-ministro igualmente britânico Lloyd George, que falava “kêiser”, a versão das ruas, e não “kaiser”, o que os aproximava do povo, um trunfo), Orwell trata, quando sobre a esquerda, da degradação das palavras, mormente seu engessamento pelos clichês de protestos sindicais e do Partido Comunista, que vão aos poucos revogando seus sentidos originais e se tornando pálidas aos ouvidos da massa.

3. As causas mudaram, os sindicatos morreram, as narrativas idem. Noventa anos depois, a linguagem, coitada, segue sendo açoitada.

Tomemos a mesma esquerda da qual tratava Orwell como amostra, numa versão local.

Mais fortemente após 2013, com o acirramento da disputa política no Brasil nas redes sociais, fascismo, nazismo e genocídio deixaram de carregar corpos, tragédias e história em seus significados e se transformaram em dispositivos de realçar virtudes, quando postos num falso contraste com o oponente, quase sempre um espantalho mal montado, genérico.

Junto da perda dos referenciais históricos e do bom senso, os limites também se alargam, o registro das palavras esmaece. Se tudo é fascismo, nada é fascismo. E quem saberia definir de pronto, assim que a palavra sair da boca?

4. Mesmo com a vida coalhada de violência por todos os lados, uma quantidade considerável de pessoas pode nem sequer relacionar semanticamente “genocídio” a seu cotidiano.

É que a retórica tem por limite a realidade, de modo que a pergunta se impõe: a violência estatal que se abate sobre as populações mais pobres e negra no Brasil pode ser mensurada pelos mesmos protocolos que definiram o que houve na aniquilação de jovens na Guerra Civil de Ruanda ou no Conflito dos Bálcãs?

5. A direita, por sua vez, dobrou todas as apostas nesta guerra de linguagem e, com trollagem, ataques coordenados e o humor incivilizado dos memes, desceu a uma boçalidade que não passou despercebida nem pelo vice-presidente, o general Hamilton Mourão, na última campanha eleitoral.

6. “Não passarão”, “Não vai ter golpe”, “Ele não”, “Lula livre”, “Eleição sem Lula é fraude”.

Assistiu-se nos últimos anos também ao florescer de slogans de batalhas perdidas, reciclados e adaptados da Guerra Civil Espanhola à romaria lulista, todos fontes de muita frustração. Um sucedendo ao outro numa peregrinação insensata por mudar os fatos, esses teimosos.

Especialmente no petismo, junto da repetição exaustiva desses gritos de guerra, a degradação da linguagem veio num crescente de cinismo, de “recursos não contabilizados” até “Dilmãe”, um negócio infantiloide, antipolítico.

O acúmulo desses dois vieses tomou a forma de escárnio e fermentou o ressentimento. De modo que quem já foi à luta com Dilma Bolada não pode se surpreender com o Mamãe Falei.

7. Acossada pelas denúncias e condenações por corrupção contra o PT e pelas consequências da crise econômica dilmista, a esquerda centrou força numa luta que é urgente, mas comunicada, sobretudo por e entre millennials, com uma estética irônica, elitista e excludente, logo impermeável à massa, esmagada pela violência e pela falta de trabalho.

Mansplaining, gaslighting, ghosting, empowerment são expressões de branding, não de causa humanitária urgente.

Desaforo, grosseria, má educação, atrevimento, desrespeito, abuso, violência, insolência, audácia, ofensa, cinismo; nossa língua, a do povo, é rica e pode dar conta de criar pontes entre desiguais e definir o que é inaceitável sem recorrer a modismos universitários americanos. O lacre venceu a práxis.

8. O mercado e a publicidade engoliram os novos revolucionários — a cadeia, os mais velhos.

“Antes de lacrar, verifique se você está contribuindo com questões urgentes de direitos humanos ou só fortalecendo a marca de uma grande corporação”: poderia ser um aviso permanente a uma nova esquerda que, nos anos 60-70, estaria sendo chamada de “distração burguesa” ou “alienada”.

9. Quem domina a linguagem ainda domina o discurso.

Rodrigo Levino, de 36 anos, é cozinheiro. Atuou e colaborou como jornalista por 12 anos na Folha de S.PauloPlayboyPoder, Piauí e em outras publicações. É escritor e jornalista de origem caicoense, com atuação também na imprensa do RN.

*Texto originalmente publicado na revista Época.

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domingo - 13/01/2019 - 19:04h
Estadual 2019

América e Potiguar empatam em 1 x 1 na segunda rodada

Times da capital e interior fizeram partida importante e a vitória de um deles daria esticada na tabela (Foto:GE)

Do Globo Esporte

América-RN e Potiguar de Mossoró perderam a chance de disparar no topo da tabela nesta segunda rodada do Campeonato Estadual de Futebol do RN – 2019. As equipes empataram por 1 a 1 na Arena das Dunas neste domingo (13) e ficaram com quatro pontos na tabela. Quem vencesse iria a seis pontos.

Os gols da partida foram marcados por Max, para o América-RN, e Jefinho, para o Potiguar de Mossoró – os dois no primeiro tempo. O jogo ficou marcado também pela expulsão do goleiro Gledson.

Como resultado, o Time Macho segue na liderança pelo saldo de gols e o Alvirrubro de Natal vai para a segunda colocação com a derrota do ABC no sábado (12). As equipes podem ser ultrapassadas pelo Força e Luz, que joga na segunda-feira (14) contra o Santa Cruz de Natal e pode chegar também aos quatro pontos.

O América-RN recebe o Palmeira de Goianinha na próxima quarta-feira, às 20h, na Arena das Dunas, pela terceira rodada do Campeonato Potiguar.

O Potiguar volta a Mossoró para pegar, em casa, o Força e Luz, no Nogueirão, na quinta-feira às 20h.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Globo empata com Assu

Já no Estádio Barretão em Ceará-mirim, o Globo não passou de um empate com o Assu. Os dois times não saíram do 0 x 0.

Na primeira rosada, o Globo foi derrotado por 1 x 0 no Frasqueirão pelo ABC e o Assu ficou no empate em 1 x 1 com o Força e Luz no Estádio Edgarzão, em Assu.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Palmeira surpreende ABC e vence por 2 x 1 no Nazarenão;

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domingo - 13/01/2019 - 15:18h

Cesare Battisti e Maurício Norambuena – dois finais possíveis

Por Esdras Marchezan

A prisão do italiano Cesare Battisti e a euforia do governo Bolsonaro em extraditá-lo imediatamente para a Itália, onde Battisti é condenado à prisão perpétua por quatro homicídios ocorridos durante a década de 70, coloca em evidência também outro caso de bastante repercussão no País: o destino do chileno Maurício Hernandez Norambuena, 60, condenado no Brasil pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2002, e condenado à prisão perpétua no Chile por atos considerados terroristas na década de 90 (a autoria intelectual do assassinato do senador conservador Jaime Gúzman e o sequestro do empresário Christian Edwards).

Chileno Maurício Hernandez Norambuena está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (Foto:reprodução)

Norambuena encontra-se recolhido no Presídio Federal de Mossoró, aguardando transferência para o sistema prisional paulista. Com sua extradição decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2004, o chileno continua em solo brasileiro por uma exigência da justiça brasileira não aceita pela justiça chilena: a comutação de sua pena no Chile (duas prisões perpétuas) a penas que, juntas, somem no máximo 30 anos, limite permitido na legislação brasileira.

Sem essa mudança, o Brasil se nega a entregá-lo ao Chile.

Em tese, a mesma limitação deve se aplicar à extradição do italiano. Sua ida para a Itália, levando em consideração o decidido pelo STF no caso Norambuena, só poderia ocorrer caso a justiça italiana transforme sua prisão perpétua em penas de no máximo 30 anos. Caso o governo brasileiro ignore a questão e autorize a ida de Battisti para a Itália, abre-se um precedente para que a situação do chileno Norambuena tenha resultado semelhante.

O impasse entre a justiça brasileira e a chilena têm impedido, inclusive, a progressão de regime de Norambuena em relação à condenação da justiça brasileira, o colocando num labirinto jurídico.

Preso desde 2002, ele já teria direito à progressão de regime, pelo tempo que está encarcerado, mas a existência das duas penas de prisão perpétua, por atos considerados terroristas, tem levado os juízes brasileiros a negarem todos os pedidos de progressão da defesa do chileno.

O fato o torna hoje o condenado a passar mais tempo na prisão (16 anos), no sistema prisional brasileiro. Boa parte deste tempo no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do sistema prisional paulista, e no sistema federal, em celas individuais.

Em Valparaíso, sua cidade natal, Norambuena conta com o apoio de amigos, familiares e ONGs que mantêm uma campanha internacional em favor de sua liberdade. Para eles, entre estar preso no Brasil, longe da família, e em solo chileno, é melhor que cumpra sua pena em sua terra natal.

Assim como Battisti, Norambuena fez parte na juventude de um grupo guerrilheiro de esquerda. A Frente Patriótica Manuel Rodriguez nasceu de uma divisão do Partido Comunista chileno, sendo o braço armado na luta contra a ditadura de Augusto Pinochet.

Manifestações pedem liberdade de Norambuena (Foto: Web)

Uma das ações praticadas pelo grupo, inclusive, foi uma emboscada que quase levou à morte o ditador chileno. Na oportunidade, Norambuena – ou Comandante Ramiro, como ficou conhecido na Frente – foi um dos participantes.

Preso em 1996, acusado de envolvimento com a execução do senador Jaime Guzman, fiel aliado de Pinochet, Norambuena e mais quatro companheiros da Frente protagonizaram uma fuga do Presídio de Segurança Máxima de Santiago, conhecida até hoje como “A fuga do século”. Com apoio de um helicóptero, o grupo fugiu dentro de um cesto metálico, suspenso no ar por cabos presos à aeronave.

Foragido, Norambuena se integrou à luta do Exército de Libertação Nacional (ELN), na selva colombiana, grupo que pretendia ajudar com o dinheiro que buscava obter com o pagamento do resgate no sequestro a Washington Olivetto.

Nas próximas horas, a decisão do governo brasileiro sobre o italiano Cesare Battisti pode definir não apenas o destino dele, mas inaugurar um novo tipo de procedimento em casos de extradição de cidadãos estrangeiros presos em solo brasileiro.

Esdras Marchezan é jornalista e professor da Universidade do Estado do RN.

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domingo - 13/01/2019 - 13:26h

As razões dos militares

Por François Silvestre

Servi no Exército, Regimento de Obuses.

Tenho orgulho de ser reservista de primeira categoria do Exército Brasileiro. Respeito os militares e reconheço a excepcionalidade das suas funções. Não guardo nenhum respeito pelo militarismo ou pelas ditaduras dele decorrentes.

Militar é quem promove o civismo, quem faz apologia da violência é militarista,vizinho parede-meia da imbecilidade.

Nessa questão previdenciária eles não podem ser tratados na mesma ótica dos outros servidores, públicos ou privados.

Militar não pode sindicalizar-se, não pode fazer greve, não ganha hora extra, não ganha adicional noturno, não promove qualquer acordo individual ou coletivo para pressionar aumento ou correção salarial.

Portanto, não pode ser tratado igualmente quem não tem relação comparativa com o restantes dos servidores, em matéria previdenciária.

Militar não se aposenta, vai para a reserva. E pode ser convocado a qualquer tempo, nos primeiros cinco anos da reserva, sempre que algum fato excepcional ou guerra exija sua convocação.

François Silvestre é escritor

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domingo - 13/01/2019 - 10:40h
Cesare Battisti

Terrorista italiano que fugiu do Brasil é preso na Bolívia

Do UOL

O terrorista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro assassinatos na década de 1970, foi detido na Bolívia no sábado (12).

Ele foi detido na tarde de sábado por uma equipe da Interpol formada por agentes italianos e brasileiros enquanto caminhava pela rua na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e não ofereceu resistência, segundo fontes do Ministério do Interior da Itália.

A polícia italiana divulgou imagem de Battisti após a prisão na Bolívia (Reprodução)

Segundo Filipe G. Martins, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o terrorista deverá ser trazido para o Brasil, “de onde provavelmente será levado até a Itália para que ele possa cumprir pena perpétua, de acordo com a decisão da justiça italiana”.

O governo italiano, porém, enviou à Bolívia um avião com agentes de inteligência. As fontes do Ministério do Interior da Itália, contudo, desconhecem por enquanto se Battisti deverá retornar ao Brasil antes de ser extraditado à Itália, mas acreditam que este é “um ponto que se resolverá nas próximas horas”.

Quatro homicídios

O italiano foi membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, e foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios entre 1977 e 1979, que ele nega ter cometido. Após décadas foragido na França e no México, Battisti se instalou em 2004 no Brasil, onde permaneceu escondido até sua detenção em 2007 e sempre foi reivindicado com insistência pela Itália.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou sua extradição em 2009 em uma sentença não vinculativa que deixou a decisão nas mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas este a rejeitou em 31 de dezembro de 2010, último dia de governo do seu segundo mandato.

Sua detenção na Bolívia aconteceu quando estava foragido desde dezembro do ano passado, depois que o STF ordenou sua detenção para extraditá-lo à Itália e o então presidente Michel Temer (MDB) assinou o decreto para isso. O novo presidente Jair Bolsonaro (PSL) também já tinha antecipado sua intenção de extraditá-lo e a notícia da sua detenção foi celebrada pela política italiana.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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domingo - 13/01/2019 - 08:52h

A noção de “estranhamento”

Por Honório de Medeiros

Camus, em seu “Diário de Viagem” (Record), lá para as tantas escreve o seguinte acerca de uma cena por ele presenciada no navio em que viajava para o Rio de Janeiro:

“Mais uma vez observo entre eles uma mulher já grisalha, mas de uma classe soberba, um belo rosto altivo e suave, (…) e uma postura sem par. Sempre seguida pelo marido, homem alto e louro, taciturno. Colho algumas informações, ela está fugindo da Polônia e dos russos para exilar-se na América do Sul. É pobre. Mas, ao vê-la, penso nas matronas bem vestidas que ocupam alguns camarotes de primeira classe.”

Fico fascinado com esse olhar que distingue, o olhar de Camus, mas não me deixo seduzir pelo fascínio da primeira sensação, a da percepção de um estranhamento que separa, de um lado, a soberba elegância de uma imigrante e, do outro, o trivial, o comum, o banal: as matronas da primeira classe.

Deixo-me seduzir, isso sim, ao constatar que o olhar é o instrumento que permite as ideias apreenderem essa distinção. A ideia é anterior ao olhar. Se assim não fosse o olhar nada constataria dessa distinção que Camus percebeu.

Em outro lugar, escrevi: “Na Retórica dos Objetos é fundamental a noção de “estranhamento”. É por intermédio do “estranhamento”, um primeiro passo, que passamos a compreender os objetos, as coisas, as ideias, o Ser, enfim.”

E o que seria o “estranhamento”?

Eis algo difícil de conceituar, tal como a liberdade.

Sabemos o que esta é, mas não sabemos dizer com propriedade o que ela é. Em certo sentido “estranhamento” é uma desarmonia em relação ao padrão comum. Tal qual em uma arte marcial refinada, na literatura ou pintura, por exemplo, tornar-se hábil em captar essa desarmonia que extrapola o lugar-comum demanda contínuo exercitar-se até o limite do impossível.

Recordemos o exemplo acima. Para alguém acostumado a perceber o que lhe cerca, a organização limpa, meticulosa  e peculiar da biblioteca de alguém chama a atenção por fugir do padrão comum.

Ao conectar essa constatação com a que resulta do “perceber” os restantes dos objetos espalhados pelo ambiente, torna-se possível fazer algumas inferências, ou elaborar algumas hipóteses, para sermos mais precisos, acerca da personalidade do seu proprietário.

Em episódio bastante interessante da série norte americana “The Mentalist”, agentes do FBI buscam, em uma sala, uma câmera de vídeo escondida. As outras já foram encontradas e estavam postadas em lugares óbvios.

O personagem principal, Patrick Jane, ao ser introduzido na sala, observa que um determinado espelho estava colocado em uma altura um pouco acima do normal. Levanta-se o espelho e lá está a câmera procurada. A sensação de “estranhamento” permitiu a localização imediata da câmera procurada.

Em outro episódio, esse bastante conhecido na literatura policial, Sherlock Holmes chama a atenção de Dr. Watson para o cão da propriedade onde acontece a investigação. Dr. Watson retruca informando que o cão não latiu. Sherlock pondera, então: “por isso mesmo”.

Ou seja, Sherlock vivenciou, também, essa sensação de “estranhamento”.

Essa capacidade de sentir a sensação de “estranhamento”, e, em seguida, abstraí-la, racionaliza-la, é, penso eu, a base do trabalho, dentre outros dos artistas, filósofos e cientistas.

Outro exemplo, pinçado da literatura, explica melhor a teoria acima:

“Enquanto se movimentavam pela pista, ele estudou o marido com olhos profissionais, de caçador tranquilo. Estava acostumado a fazê-lo: esposos, pais, irmãos, filhos, amantes das mulheres com quem dançava. Homens, enfim, acostumados a acompanhá-las com orgulho, arrogância, tédio, resignação e outros sentimentos igualmente masculinos. Havia muitas informações úteis nos alfinetes de gravata, nas correntes de relógio, nas cigarreiras e nos anéis, no volume das carteiras entreabertas diante dos garçons, na qualidade e no corte do paletó, nas listras de uma calça ou no brilhos dos sapatos. Até mesmo na forma de dar o nó na gravata. Tudo dera material que permitia a Max Costa estabelecer métodos e objetivos ao compasso da música; ou, dizendo de modo mais prosaico, passar de danças de salão a alternativas mais lucrativas.” (O Tango da Velha Guarda; Arturo Pérez-Reverte).

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
domingo - 13/01/2019 - 06:22h

Continuidade dos serviços públicos

Por Odemirton Filho

A Administração Pública brasileira está centrada nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Além desses princípios, o da continuidade dos serviços públicos também faz parte desse rol que deve reger a coisa pública.

Entretanto, a cada mudança de comando em alguns entes da federação, os gestores parecem que esquecem tais princípios ou, por conveniência, insistem em desrespeitá-los.

Sobre o princípio da continuidade dos serviços públicos vale ressaltar a lição de Gustavo Scatolino:

”Os serviços públicos essenciais não devem sofrer interrupção, devendo haver a continuidade, para que a comunidade não seja prejudicada”.

Dessa forma, não se concebe que o gestor paralise obras e serviços que forem iniciados pelo seu antecessor. É uma atitude que demonstra pequenez e falta de espírito público.

A sociedade não pode ficar à mercê de questões político-partidária que há anos prejudicam a coletividade. São novos tempos, a mudança de mentalidade é essencial para sobreviver na atual conjuntura política. As urnas deram o recado em 2018.

Assim, por exemplo, as dívidas deixadas pelo gestor passado pertencem ao ente público, e não a pessoa que estar, temporariamente, à frente do poder.

A sociedade e os servidores públicos precisam de uma resposta urgente as suas legítimas demandas.

As obras e serviços pendentes devem ser retomados, evitando-se gastos desnecessários e obras inacabadas.

Os servidores públicos precisam receber os seus salários, uma vez que a deflagração de uma greve gera a descontinuidade dos serviços. Ademais, os credores daqueles somente a juros altíssimos concedem parcelamentos e renegociação de dívidas.

Acrescente-se, ainda, que a fim de justificar a descontinuidade de serviços públicos e o não pagamento dos salários, usa-se o termo da moda no Brasil, qual seja, o “ajuste fiscal”.

É certo que não se pode negar a imprescindibilidade do reequilíbrio fiscal da União e de alguns estados-membros.

Mas, como sempre, a fatura dos desmandos administrativos continuará a ser paga pela sociedade e pelos servidores públicos.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Administração Pública / Artigo
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