A oposição na Câmara Municipal de Mossoró deixa passar em brancas nuvens a rumorosa transação legal da limpeza urbana de Mossoró.
Na sessão dessa última terça-feira (21), ontem, nem um “piu” sobre o assunto. À bancada governista interessa o silêncio, claro.
Pelo visto o assunto não é de interesse público, apesar de envolver somas que besta não conta. Deve passar dos 135 milhões (além de aditivos/reajustes anuais).
Só para lembrar: a Prefeitura Municipal de Mossoró anunciou licitação para o dia 16 passado (quinta-feira passada), às 8h. Quase uma semana depois não divulgou oficialmente à sociedade o seu resultado, detalhando aspectos da concorrência.

Limpeza urbana em Mossoró envolve altas somas e desinteresse em relação à transparência há vários anos (Foto: PMM)
Nenhum release (texto oficial) foi divulgado.
Nenhuma matéria foi postada em suas redes sociais e portal.
Nenhum porta-voz da gestão Rosalba Ciarlini (PP) deu-se ao trabalho de informar se houve licitação, se teve vencedor, se houve impugnação, se haverá (caso preciso seja) nova licitação, qual o valor globalizante da licitação, em quantos meses será o prazo contratual, qual o valor mensal (hoje passa de R$ 2,368 milhões)???????????????????????????
Mais de 52 milhões sem licitação
Importante salientar ainda uma anomalia a mais nesse enredo: a atual empresa atuante nesse serviço, a Construtora Vale Norte da Bahia, recebeu novo contrato por seis meses de serviço, pela quarta vez consecutiva, sem licitação (além de um aditivo).
Se você acha pouco, tem mais: a dispensa de licitação aconteceu dez dias antes da própria licitação.
Sim, até aí você não se convence que tem caroço nesse monturo?
Vamos a outro dado interessante: até o final do contrato, a mesma empresa vai empalmar mais de R$ 52 milhões.
Vale (sem trocadilho) ser assinalado que esse montante daria para construir mais de 1000 (mil) casas do “Minha Casa, Minha Vida”, o Conjunto Maria Odete, que está pronto na cidade, custou pouco mais de 48 milhões de reais, com 844 moradias.
Vale aquela máxima extraída do folclore esportivo mossoroense, atribuída ao ex-árbitro de futebol “Duíte”, no extinto campo da Benjamin Constant: “Não sei, não vi… bola para frente!”
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