domingo - 21/05/2017 - 23:59h

Pensando bem…

“Só há amor quando não existe nenhuma autoridade.”

Raul Seixas

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Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 21/05/2017 - 12:08h

Nova citação de governador põe em xeque seu ‘berço de ouro’

Por Carlos Duarte

Mais uma vez o governador Robinson Faria (PSD) é citado nas delações da Lava-Jato. Desta vez, a acusação foi feita pelo diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F – empresa holding controladora da JBS – Ricardo Saud.

De acordo com as revelações de Saud, o governador do RN e seu filho, deputado Federal Fábio Faria (PSD), receberam R$ 10 milhões, em propinas (veja AQUI), na campanha eleitoral de 2014. A moeda de troca seria a concessão dos serviços de água e esgotos, ora controlados pela Caern.

O que chama a atenção é o modus operandi da transação criminosa: o delator exigiu que o grupo empresarial indicasse um “secretário de estado” de sua confiança, cuja finalidade seria a condução do processo de privatização da Caern e o seu direcionamento para o grupo J&F. A exigência foi prontamente aceita pelo, então, candidato Robinson Faria.

Segundo o delator, a exigência se deu porque o grupo não tinha confiança no candidato.

“Esse secretario vai acompanhar tudo de perto, porque eu sei que o senhor não é muito confiável”, disse Saud a Robinson durante as negociações do esquema criminoso.

A propina teria sido dada em dinheiro vivo e em notas fiscais, relata o delator. “Tudo dissimulado!” assegurou Saud, que enfatizou que a operação com Robinson era um “negócio indigesto”, em virtude do assédio de Fábio Faria – que passou a ir diariamente à empresa cobrar a propina e querer mais dinheiro. “Arranjou até um supermercado para descontar”, disse Saud.

Por fim, o delator reclama: “E o mesmo dinheiro que tomou da gente tomou das duas outras também (OAS e Odebrecht) dizendo que iria vender a água e o esgoto”. Ou seja, se tudo isso for mesmo verdade (torço até que não), o ‘berço de ouro’ em que foi criado o governador não o educou a respeitar sequer os seus comparsas de crimes.

Imagine qual o grau de compromisso que poderia ter com os eleitores e cidadãos potiguares. Nenhum.

O caso expõe, novamente, que sobram competência e habilidades para a prática de atos delituosos do governador Robinson Faria, enquanto faltam-lhe planejamento, gerenciamento e atos de probidade em sua gestão.

O resultado não poderia ser diferente: a atual mediocridade da administração publica do RN, em todos os segmentos. Lamentável.

SECOS & MOLHADOS

Rombo – O rombo nas contas da Previdência Social do estado do Rio Grande do Norte, neste ano, poderá chegar a R$ 1,8 bilhão. Esse valor equivale a 14,60% de todo Orçamento Geral do Estado. De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sobrarão, apenas, parcos 3,80% do Orçamento serão destinados ao investimento (R$ 467 milhões). Para o final de 2018, a previsão é que este valor do rombo atinja R$ 2,2 bilhões. Ou seja, maior dificuldade de gestão à frente.

Silêncio – Apesar de serem gravíssimas, as acusações feitas pelo delator da J&F, ao governador Robinson Faria, ainda estão eclipsadas pela repercussão mundial em que se transformou o caso Michel Temer. Todos silentes, mas não surpresos.

Estranho – É estranho o silêncio da sociedade organizada, das entidades empresariais, do Legislativo, do MP e da maioria da imprensa, em relação ao escândalo das seguidas dispensas milionárias de licitação da limpeza urbana (veja AQUI e AQUI) em Mossoró. O Blog Carlos Santos é uma voz rara e contundente a cuidar do assunto, com equilíbrio e segurança nos dados levantados e não contestados. Mossoró tem perdas milionárias com esse tipo de negócio que passa de governante para governante, como linha de passe de ‘bola’ no futebol.

Petróleo – O Sindicato das Empresas de Petróleo e Gás do Rio Grande do Norte (Sipetro/RN) calcula que a Petrobras reduziu, pelo menos, R$ 200 milhões em investimentos, nos últimos dois anos no RN. A Bacia Potiguar, que chegou a produzir mais de 100 mil barris de petróleo, por dia, agora, oscila entre 60-70 mil barris equivalentes, por dia. Nos Estados Unidos mais de 20 mil empresas (grandes e pequenas) operam no setor de exploração de petróleo. No Brasil, são cerca de 20 empresas.

Incerteza – O pior ainda está por vir. Muita lama irá escorrer no esgoto fétido do submundo do crime de corrupção institucionalizada nas altas esferas dos poderes constituídos do Brasil. Mais um choque negativo para a economia do País, com sérios entraves ao desenvolvimento. O presidente Michel Temer não terá mais condições de conduzir o governo e nem o Congresso Nacional também terá condições éticas e morais para realizar uma eleição indireta. O povo quer eleições diretas e deverá ocupar as ruas com manifestações, cada vez mais densas. Ninguém poderá prever como tudo isso vai acabar. Preocupante.

Selic – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deverá ter mais cautela, daqui em diante, com relação à redução dos juros (taxa Selic). É que os efeitos desastrosos da delação da JBS mudaram o perfil do comportamento do mercado financeiro. Poderá haver eventual impacto inflacionário do dólar e com as incertezas do andamento das reformas.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 21/05/2017 - 11:39h
Política no Brasil

Tudo boa gente

Eduardo Cunha (PMDB) recebia “ajuda humanitária” de R$ 500 mil e Aécio Neves (PSDB) garante que pegou R$ 2 milhões emprestados do amigo Joesley Batista do Grupo JBS.

Tudo boa gente.

Nem tudo está perdido na política.

Amém!

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
domingo - 21/05/2017 - 11:17h

Os galos-de-briga na/da rinha do conhecimento

Por Honório de Medeiros

Antigamente eu tinha a ingenuidade de supor que sabia alguma coisa além do trivial variado. Era novo, desprevenido contra a astúcia da vida. Coisas da juventude.

Hoje, calejado, rendido, convicto de que nada sei, fiz um pacto com a vida; digo pouco, pergunto muito e calo mais ainda. Não o suficiente para evitar escorregadas, mas o bastante para apaziguar meu senso do ridículo.

Está sendo confortável, o cumprimento desse acordo, principalmente se levarmos em consideração que é cada vez mais fácil topar com algum gênio nas esquinas da rede social.

Gênios tonitruantes, cuja inibição em pontificar desapareceu tão rápido quanto uma bolha de sabão à luz do sol, graças à invisibilidade física e o distanciamento que o anonimato proporciona.

Invisíveis, distantes, a grande maioria das vezes, mas não todas, desconhecidos, mas audaciosos, definitivos, iracundos, assertivos, são tais gênios, na defesa intransigentes de suas verdades.

Verdadeiros galos-de-briga na e da rinha do conhecimento.

Os poucos que primeiro duvidam, depois perguntam, para então formar seu juízo, esses, coitados, são atropelados e encarados com um desdém comovente.

Ó tempos.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 21/05/2017 - 10:14h
Luta contra corrupção

Aguardo pacientemente

Ainda não vi ninguém propor luta conjunta que una pessoas de bem do PT, PMDB, PSDB, PP (e outros partidos), filiados e simpatizantes, contra a corrupção.

Até aqui, o comum é cada um tentar apontar a suposta corrupção alheia, extraindo as “provas” das mesmas fontes de delações em que todos estão metidos: JBS/Odebrecht.

Aguardo.

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
domingo - 21/05/2017 - 09:40h

Cada tempo com sua Arcádia

Por François Silvestre

O alferes Tiradentes não negociou sua liberdade. Morreu livre. Não entregou ninguém. Responsabilizou-se. Morto, retalhado, excomungado.

A igreja era sócia do Estado monárquico. Ao ser proclamada a república, o Estado virou laico; mas a igreja não suspendeu a excomunhão de Tiradentes.

Os republicanos novos, entre eles Rui Barbosa, Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Bernardino de Campos, Silveira Martins, Afonso Pena e o Exército só descobriram a dignidade de Tiradentes tardiamente. Nunca moveram uma palha, durante o Império a que serviram, para restaurar a imagem do Mártir. Tiradentes foi bandido até a manhã do dia 16 de Novembro de 1889.

Um ser nefando, negador da ordem e da religião. Ao mudar o regime, mudou o azimute da avaliação. E Tiradentes foi moralmente restaurado, sem ter um corpo inteiro para repousar no enterro comum dos mortos.

Os heróis de ontem, Silvério dos Reis, Inácio Pamplona e Basílio do Lago saíram do panteão do heroísmo para o esgoto dos traidores. Tomaz Antônio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa e Silva Alvarenga que se exibiam numa literatura medíocre, pediram perdão, apequenaram-se e aceitaram resignados o degredo e outras punições.

Eram poetas, com nomes árcades. O arcadismo da influência europeia, cujos nomes habitavam as nuvens num estuário nefilibata, de imitação bocó, numa colônia sob grilões.

Os nomes árcades serviriam ao esconderijo do gesto. Tomaz Antônio Gonzaga assinava Dirceu, nas Cartas Chilenas, sátira ao governo, ofertadas a Marília, dona Joaquina de Seixas, sua musa. Cláudio Manoel da Costa era Glauceste Satúrnio. Silva Alvarenga era Alcindo Palmirendo. Basílio da Gama era Termindo Sipílio.

Imitação pueril de M. M. B. Du Bocage, ferino e infernal poeta, em cuja Arcádia Ulissiponense adotou o árcade Elmano Sadino.

Joaquim José era Tiradentes. Não pelo arcadismo, nem pela poesia. Nem poeta ou enlouquecido de esperança, como o disse Tancredo, num discurso escrito por outro. Pois fé na chance de uma rebelião que não era republicana. Uma monarquia das Minas Gerais. Acreditou nos “colegas”.

O Brasil não conhece o próprio destino. Nem identifica seus timoneiros. No mundo político brasileiro tivemos dois leninistas, no método. Carlos Lacerda e José Dirceu. Antagônicos.

O leninismo ensina que para se chegar ao poder não há escrúpulos na escolha de alianças. Lacerda foi destruído pelos aliados que escolheu, antes de abocanhar o poder sonhado.

José Dirceu chegou ao poder. Montou uma Arcádia de corrupção, “poetas” de falcatruas. Não houvesse a primeira inconfidência, de um aliado insatisfeito, teria chegado à presidência.

Mas houve. E ele caiu. Todos os seus árcades, com apelidos ridículos, abrem a boca. Menos ele. Só nisso e apenas nisso ele imita ao Alferes.

Té mais.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Artigo
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 21/05/2017 - 09:02h

A batalha de Curitiba

Por Paulo Linhares

Culpar a imprensa pelos males do mundo tem sido, geralmente, uma tática desonesta. Afinal, a imprensa é, ou deve ser, apenas a ‘câmera’ que fotografa o cotidiano e, a partir daí, analisa fatos. É bem verdade que, na aba do mau jornalismo, o intuito não é o relato acerca da realidade, e sim, a sua construção qual uma cidade cenográfica. Se for preciso usar  a premissa do filósofo Wittgenstein, pode-se dizer que o mundo, preliminarmente, é o conjunto de todos os fatos que ocorrem.

Assim, o que as pessoas imaginam que aconteceu, mas, que efetivamente são meras idealizações, desejos, argumentos a fortiori, não pode estar-no-mundo. Somente os fatos que verdadeiramente ocorrem – e não mentiras – podem compor cenários da vida. Meras encenações, subterfúgios, simulacros de acontecimentos que traduzem ficções jamais concretizadas ou concretizáveis, nunca podem ser tidas, sobretudo, como base para solapar direitos e até mesmo a liberdade de pessoas.

Na surrealidade deste país de tropicalíssimas inquietudes, a única coisa real e valiosa é a regra que impera entre torcedores dos times de futebol: a divisão do mundo  nos moldes maniqueístas dos contras e dos a favor; é a oposição contra todos, erga omnes, os que não torcem por determinado time. Esses cenários se repetem em milhares de municípios brasileiros no âmbito da política paroquial.

No poema O nosso tempo, o vate Drummond adverte que “Esse é tempo de partido/ De homens partidos“. Grave é que, nos dias confusos que vivemos, no Brasil, onde prevalecem bizarras mitificações de normalidade institucional e a própria Constituição, ademais das leis em geral, é letra morta nos mais destacados altares da República. E somente restam homens partidos, porquanto os partidos políticos atingem, no máximo, a reles condição de “organizações criminosas”, segundo jargão popularizado pelos membros do empoderadíssimo Ministério Público.

A maior prova disto se traduz na recente “Batalha de Curitiba”, em que finalmente se confrontaram, de um lado, o ex-presidente Lula, e do outro, o juiz federal Sérgio Moro. O  primeiro,   a ser interrogado em processo de tinturas exageradamente kafkianas, como beneficiário de operações ilícitas que envolvem um reles imóvel praiano que sabidamente não lhe pertence (recorde-se: no Brasil, estabelece o Código Civil que a propriedade imóvel se configura apenas com o registro imobiliário). Do outro lado, um magistrado que os grandes conglomerados midiáticos elevou à condição de paladino da moralidade pública e espadachim da luta contra a corrupção.

O circo foi montado. Ambas as torcidas  “se arpoaram para brigar”,  como diria o “coroné” Walter Diógenes: varias centenas de soldados da PM do Paraná formaram um anel em torno do prédio da Justiça Federal de Curitiba. No campo oposto, milhares de militantes pró-Lula, vindos de várias regiões brasileiras em mais de duzentos ônibus montaram acampamento em local determinado pelas autoridades.

O objetivo maior desses manifestantes seria evitar uma possível prisão de Lula, nesse episódio que passou a ser conhecido como a “Batalha de Curitiba”, mesmo porque ao que tudo indicava, segundos boatos correntes nas redes sociais – esses cada vez mais autênticos “espaços de raivosos” –  eram grandes as chances de Lula ser preso logo que findo o seu interrogatório. Não foi. Moro teve juízo: o ‘esquartejamento’ de ex-presidente seguiria as velhas regras do “devido processo legal”.

A tática das prisões cinematográficas, usada até recentemente, poderia ter efeito contrário com Lula, sobretudo, a partir da sua amplíssima utilização política”. Certamente, para os contrários à Lula fazê-lo de vítima seria gol contra, segundo raciocínio de jornalistas do porte de Roberto Pompeu de Toledo, da revista Veja, em recente artigo.

A exemplo da propalada Batalha de Itararé, a de Curitiba não aconteceu, embora o clima fosse tenso e carregado de muita ‘catimba’ de lado a lado. O juiz impediu a filmagem desejada por Lula e seus advogados. O filme oficial do interrogatório de Lula logo ‘vazou’ para as grandes redes de TV e para a Internet, que fizeram bem maior do que mereceria.

Depois, houve até comício do líder petista, embora a intenção de ‘politizar’ o evento tenha ficado no meio do caminho. O resultado foi pífio e restou claro que, de rigor, não houve vencedores, a despeito do saldo positivo em favor de Lula, que conseguiu trazer o Califado de Curitiba para o seu campo de jogo, que é o político.

Entretanto, os próximos passos serão ditados por Moro na esteira, sobretudo, da delação premiada que poderá fazer o ex-ministro Antônio Palocci, preso há meses em Curitiba. É a bomba que falta para arrasar o quarteirão petista, segundo alentado desejo dos estrategistas da Lava Jato, o que somente reforça a impressão de que  esses processos judiciais visam objetivos que vão além do que seria o seu natural: fazer justiça.

No geral, o episódio evidencia a fragilidade das instituições jurídico-políticas brasileiras, mormente porque induvidoso que esta nação tem seguido a  pauta da 13ª Vara Federal de Curitiba, tudo numa enorme inversão de valores e com riscos inequívocos para o projeto de consolidação do Estado Democrático de Direito afigurado na Constituição.

Paulo Linhares é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
domingo - 21/05/2017 - 07:46h
Série B

ABC empata com Internacional em 1 a 1 no Beira-Rio

Do site Goal

O Internacional tropeçou na Série B. Na segunda rodada, saiu na frente, com gol do estreante Pottker, mas perdeu chances e acabou empatando neste sábado (20), em 1 a 1, com o ABC-RN, no Beira-Rio. O Colorado parou no goleiro Edson, que teve excelente atuação.

Com o resultado, os gaúchos somam quatro pontos na segunda divisão. Na próxima rodada, o Inter encara o Paysandu, no Pará. Já o ABC terá pela frente o Vila Nova, em casa. Figueirense e Santa Cruz lideram a Série B, com seis pontos. O time de Antônio Carlos Zago, no momento, é o quarto, atrás do Paraná.

Na partida, o Inter, que mudou sua forma de jogar, foi a campo com três atacantes, Pottker, Cirino e Nico López, e apenas um volante, Rodrigo Dourado. D’Alessandro e Felipe Gutiérrez, ficaram na criação.

A estratégia deu certo, o time criou muito, mas pecava na finalização, até o gol do reforço contratado junto à Ponte Preta, aos 44 do primeiro tempo.

Na segunda etapa, pagou por não ter feito mais gols, o ABC melhorou e quase virou. Empatou aos 32 minutos. Nos 15 minutos finais pressão do Colorado, mas o jogo acabou empatado.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Esporte
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 21/05/2017 - 05:06h

Terceirizados – Solução ou problema na gestão municipal?

Por Gutemberg Dias

Nos últimos anos Mossoró se destacou no quesito contratação de servidores terceirizados através de várias empresas. Esses profissionais têm um papel importante no serviço público, haja vista que suprem a falta de servidores efetivos em várias áreas. Mas tenho a convicção que o quantitativo de vagas está além do necessário no âmbito da Prefeitura de Mossoró.

Terceirizados fazem manifestação em frente ao Teatro Dix-huit Rosado, uma rotina nos últimos anos (Foto: arquivo)

Na última terça-feira (16/05) lendo o Blog do Carlos Santos me deparei com uma matéria onde a Prefeitura de Mossoró detalha o pagamento às empresas terceirizadas (veja AQUI).

No post a PMM expõe que já pagou no ano de 2017 mais de R$ 16,5 milhões e informa que 51% desse montante são referentes a débitos anteriores. Logo, em relação a esse ano, já são mais de R$ 8,2 milhões pagos para quitar os serviços prestados pelas empresas, ou seja, algo próximo de R$ 2 milhões mensais.

Fazendo um comparativo com o ano anterior observa-se que não existe muita diferença dos valores pagos pela gestão anterior em relação à atual. Com isso quero dizer que a nova gestão não fez nenhuma ação efetiva no que tange a redimensionar os contratos com as empresas que administram os terceirizados.

Seguindo a lógica de desembolso apresentada pela gestão municipal no ano de 2017, o gasto com servidores terceirizados será da ordem de R$ 32,8 milhões. Vale salientar que, ainda, resta o pagamentos dos meses em atraso e dos acordos feitos na justiça.

Alguns caminhos precisam ser impostos pela gestão para ter um maior controle desses contratos, bem como, as bases de contratação precisam ser repactuadas de forma a garantir melhores resultados para o município.

Primeiro, essas vagas em via de regra são preenchidas por indicações políticas e não estão, muita das vezes, relacionadas à necessidade dos setores que contratam. Sendo assim, é imprescindível um senso em relação aos servidores terceirizados.

Segundo, a gestão precisa ajustar o quadro de lotação de terceiros por órgão e, nesse mesmo diapasão, fazer a relocação dos terceiros conforme os salários pagos. Nesse caso, uma análise criteriosa dos valores pagos precisa ser confrontada com as funções que essas pessoas estão exercendo.

Terceiro, pagar apenas por serviço efetivamente prestado. Nesse caso a prefeitura não contraria o servidor terceirizado e sim a função a ser exercida no âmbito da administração. Com isso, as possíveis faltas de servidores não acarretaria dispêndio aos cofres públicos, pois o pagamento só seria realizado mediante substituição do profissional.

Quarto, efetivamente fazer o controle dos servidores terceirizados que estejam de férias. Isso se faz necessário pois não havendo esse controle, obviamente que dependerá da má fé da empresa, o erário poderia pagar dobrado por determinado servidor. Infelizmente isso é possível e o controle pode inibir atos ilícitos.

Quinto, controlar os terceirizados demitidos. Essa ação segue a lógica de evitar pagamento por terceirizado que já não faz mais parte do contrato.

Por fim, todas as empresas que fornecem mão-de-obra devem ter seus funcionários controlados por ponto eletrônico, os quais serão auditados pela gestão municipal mensalmente para o efetivo pagamento das horas trabalhadas em cada função contratada.

Se a gestão municipal utilizar essa receita de bolo, tenho plena convicção que poderá, ao final do ano, contabilizar uma redução de até 15% com gastos com terceirizados.

Destaco que o exposto nesse artigo nada mais é que fazer gestão focada em indicadores e números para se racionalizar o uso do dinheiro público. Sem esse tipo de controle e análise sistêmica os recursos financeiros podem escorrer pelo ralo sem muita cerimônia.

Tenho certeza que o cidadão mossoroense agradecerá e muito esse tipo de controle, pois assim poderá sobrar recursos para se investir em áreas prioritárias como saúde e educação.

Tenho procurado oferecer ideias, contribuição, sugestões, questionamentos e amplo estudo técnico – com conhecimento de causa – à gestão municipal, no sentido de colaborar para que ela funcione. O espaço cedido a convite do editor desta página, jornalista Carlos Santos, foi aberto com uma ponderação muito clara:

– “Gutemberg, vamos oferecer elementos ao bom debate, à discussão elevada, longe desse cabo-de-guerra cretino entre quem é contra e quem é a favor da ‘Rosa’, coisa que não leva a nada. Só alimenta nosso atraso político“.

É isso que temos feito. Voltaremos a esse e outros temas serão focalizados.

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre pela UERN e empresário

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Categoria(s): Administração Pública / Artigo
domingo - 21/05/2017 - 04:12h

Procura-se um estadista

Por Bruno Barreto

O país está paralisado novamente desde a última quarta-feira quando o jornalista Lauro Jardim explodiu a República com a revelação de uma gravação do presidente Michel Temer com o dono da JBS Joesley Batista.

O conteúdo já de domínio público revela um presidente descendo ao esgoto da política apoiando a continuidade de uma mesada para Eduardo Cunha manter-se calado e a compra de dois juízes e um promotor. “Ótimo, ótimo”, disse o presidente.

Desde o impeachment, o presidente Temer se colocou como uma estadista capaz de sacrificar a própria imagem em nome da recuperação da economia. Tudo não passava de falácia para justificar uma agenda que agrada o mercado financeiro e jamais seria aprovada pelo povo.

O presidente não tinha grandes perspectivas políticas mesmo então seguiu com essas reformas que provocam calafrios em que conquistou direitos a duras penas.

O governo Temer já está morto. Falta apenas esperar o PSDB e o DEM caírem fora para que o odor de esgoto misturado com a catinga de carne podre se converta em renúncia. O ainda presidente não tem base social para peitar um processo de impedimento nem tem condições de se manter no poder sem apoio de imprensa, Congresso Nacional e elite econômica.

Na mídia a Globo já lhe virou as costas. No Congresso basta o PSDB sair para o famoso efeito manada atropelar o apoio político. Ao empresariado se tornará mais

interessante trocar de presidente via eleição indireta. Aí estarão as condições para aprovar um reformista que lhe interessa.

Mas o país precisa de um estadista. Isso é urgente. Só alguém com uma visão de país pode recolocar o Brasil nos trilhos. Não se trata de alguém comprometido apenas com a elite empresarial como Temer ou um populista como Lula.

O Brasil está numa situação de convulsão política, flertando com o caos. Temos de tudo na nação menos bom senso.

A solução não passa por um “não político”. Quem entra na política se torna político, o resto é hipocrisia reproduzida pelos marqueteiros para agradar o eleitor despolitizado, infelizmente em maioria neste país.

O Brasil precisa de alguém capaz de unificar a nação, que seja ao menos respeitado pelos adversários. No cenário de hoje esse nome não existe e o seu surgimento pode ser confundido com o “salvador da pátria”.

Não precisamos de heróis, salvadores, populistas… carecemos de alguém que pacifique o Brasil no presente e o coloque nos trilhos do futuro.

Bruno Barreto é jornalista da FM 95.7 (Mossoró) e TV Cabo Mossoró (TCM)

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Categoria(s): Artigo
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sábado - 20/05/2017 - 23:59h

Pensando bem…

“O mal da grandeza é quando ela separa a consciência do poder.”

William Shakespeare

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sábado - 20/05/2017 - 19:05h
Hoje

Temer repete que não renunciará e questiona inquérito no STF

Do G1

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou nesta sábado (20), em pronunciamento de 12 minutos e meio no Palácio do Planalto, que ingressará no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de suspensão do inquérito aberto com autorização do ministro Edson Fachin para investigá-lo por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

O pedido foi protocolado por volta das 16h, depois de concluído o pronunciamento.

Ele também afirmou que não deixará a Presidência da República. “Digo com toda segurança: o Brasil não sairá dos trilhos. Eu continuarei à frente do governo”.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Veja também: PSB decide fazer oposição ao governo Temer e lutar por sua renúncia (AQUI).

Veja também: OAB decide apresentar pedido de impeachment contra Temer (AQUI).

Veja também: Plenário do STF decidirá sobre inquérito de Temer (AQUI).

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 20/05/2017 - 18:41h
Delação premiada

Fátima Bezerra teve apoio do JBS, mas afirma que foi legal

A campanha da senadora Fátima Bezerra (PT), que se elegeu ao cargo em 2014, foi irrigada por recursos do Grupo JBS, que provoca nova erosão na política nacional, com reflexos no RN.

Os recursos saíram do grupo via PT nacional e PSD no Rio Grande do Norte, sigla com a qual o partido fez aliança e concorreu para a eleição ao governo do estado do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD).

O delator do JBS, Ricardo Saud, explica no vídeo constante dessa postagem, como teria ocorrido esse fluxo financeiro.

O outro lado

A senadora Fátima rebateu informação e tese de que teria recebido apoio financeiro ilegal ou de troca de favores.

Eu não fiz contato, não recebi diretores, não conheço os proprietários do grupo JBS. Minha prestação de contas, entregue e devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral, é clara:

Nossa campanha recebeu uma doação de R$ 500 mil, via Direção Estadual do PSD do RN (CNPJ 14.862.435/0001-50), em 18/07/2014, cujo doador originário foi a empresa JBS S/A. Ou seja, quem recebeu da empresa foi o PSD e não nossa campanha.

Posteriormente, em 10/09/2014 e 15/09/2014, a Direção Nacional do PT (CNPJ 00.676.262/0001-70) fez duas outras doações à nossa campanha, nos valores de R$ 190 mil e R$ 475 mil respectivamente. Mais uma vez, nosso doador direto foi o PT e não a JBS.

Saiba mais detalhes sobre posição da senadora clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
sábado - 20/05/2017 - 18:24h
Próxima semana

Prefeitura deverá divulgar programação do “Cidade Junina”

A Prefeitura Municipal de Mossoró deverá apresentar a programação do Mossoró Cidade Junina 2017 na próxima terça-feira (23).

A programação terá início com o “Pingo da Mei Dia”, marcado para o dia 10 de junho, apenas com atrações musicais locais.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 20/05/2017 - 17:40h
Ricardo Saud

Delator da JBS detalha e documenta propina para Henrique

Delator Ricardo Saud, executivo do grupo JBS, afirmou em seu depoimento que o então deputado federal e disputante ao Governo do RN em 2014, Henrique Alves (PMDB), recebeu R$ 3 milhões à campanha.

Deixou claro, que era “propina dissimulada em forma de doação oficial”.

Ele deu detalhes quanto ao repasse, entregando documentos que detalhariam esse fluxo financeiro. Além disso, ofereceu-se para qualquer necessidade de acareação com pessoas citadas, para confirmar as informações.

O outro lado

Escritório de advocacia que defende Henrique Alves emitiu nota contestando conteúdo da delação. Asseverou que toda a movimentação financeira foi amparada legalmente e atestada como lícita pela Justiça Eleitoral.

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Categoria(s): Política
sábado - 20/05/2017 - 11:31h
Voos comerciais

Aracati trata de últimos detalhes para liberar aeroporto

Enquanto os aeroportos do Rio Grande do Norte passam por problemas estruturais, em especial São Gonçalo do Amarante (Aeroporto Internacional Aluízio Alves) e Mossoró (Aeroporto Dix-sept Rosado), o Ceará continua avançando com seu programa de aeroportos do interior.

Em Jericoacoara, Costa Oeste, houve liberação para que esse aeródromo estadual possa operar comercialmente.

Equipamento do Papi instalado no Aeroporto Dragão do Mar é indispensável à navegação (Foto: Blog Carlos Santos)

O Aeroporto Dragão do Mar, em Aracati, costa Leste cearense, a 95 quilômetros de Mossoró, será o próximo a ter voos comercias assegurados. Já opera em procedimento com aeronaves que não tem linha com a cidade, inclusive no período noturno.

Atenderá aos chamados municípios da Costa Branca do RN e Rota das falésias no Ceará (veja matéria sobre essa região turística AQUI).

Equipe do Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) e Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) passaram a realizar desde ontem (sexta-feira, 19), a inspeção de campo no Aeroporto de Aracati, que ensejará a homologação de três dispositivos indispensáveis aos voos comerciais:

EPTA – Estação de rádio de comunicação área; PAPI – Instrumentos que ficam nas cabeceiras da pistas para o pouso da aeronave com precisão e o RNAV – Carta de Pousos por Satélites.

Na próxima quarta-feira (23), o Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV). É uma aeronave equipada para medir, aferir e calibrar equipamentos auxiliares à navegação aérea em aeroportos do país.

É um avião-laboratório do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Depois da liberação, o aeroporto poderá ser liberado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

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sábado - 20/05/2017 - 09:16h
Mossoró

Estado e prefeitura terão parceria no Cidade Junina

O Governo do Estado será parceiro da Prefeitura Municipal na realização do Mossoró Cidade Junina 2017. A garantia foi dada pelo governador Robinson Faria (PSD) à prefeita Rosalba Ciarlini  (PP), em audiência nesta quinta-feira, 18.

Foi acertado que o plano de segurança pública para o evento será montado pelos Grupos de Gestão Integrada (GGIs) do Estado e Município. As ações para garantir a tranquilidade na área da festa e nos bairros de Mossoró estão sendo planejadas e deverão ser anunciadas nos próximos dias. Haverá reforço de 200 policiais militares. Antes do evento serão adotadas medidas preventivas de segurança.

“Além da segurança pública, estaremos com outras ações dentro do Mossoró Cidade Junina pela importância que o evento tem não apenas para Mossoró. Essa é uma festa que traz projeção para o Estado”, pontuou Robinson Faria.

O secretário municipal da Cultura de Mossoró, arquiteto Eduardo Falcão, também participou da audiência em Natal.

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sábado - 20/05/2017 - 09:10h
Folha de São Paulo

Gravação com Michel Temer sofreu dezenas de edições

Do jornal Folha de São Paulo

Uma perícia contratada pela Folha concluiu: a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer sofreu mais de 50 edições.

O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas “não dá para falar com que propósito”.

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sábado - 20/05/2017 - 09:04h
JBS no RN

Só com Plasil

Por François Silvestre

Ao ler o relato do “empresário” que diz ter comprado a Caern, compra feita na “folha”, como se diz no Sertão, quando alguém compra o resultado do roçado antes da colheita, dá sensação de nojo.

Como diria Aluísio Lacerda: “Meu Deus”!

“Vamos indicar um Secretário de Estado para acompanhar o processo, pois o senhor não é muito confiável”, diz o “empresário” corruptor ao candidato a governador.

“Lá, os senhores terão o que quiserem; mas eu preciso ganhar essa eleição e o meu pai também precisa ganhar essa eleição”, diz o filho do candidato, também candidato.

Só resta torcer pra que seja tudo ficção. Mas se não for, só dá pra ler tomando Plasil.

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Categoria(s): Artigo / Política
sábado - 20/05/2017 - 09:02h
Escândalo

Robinson e Fábio Faria receberam 10 mi da JBS, diz delator

Dinheiro teria em contrapartida a privatização da Caern, mas governador e seu filho negam negociata

Do G1/RN

Em delação firmada com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-diretor de relações institucionais da J&F Ricardo Saud disse que a empresa pagou R$ 10 milhões ao governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e ao filho dele, o deputado federal Fábio Faria (PSD) em 2014.

Em troca, os dois políticos teriam firmado o compromisso de privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), além de facilitar a participação da J&F na privatização da estatal. J&F é o grupo que controla a empresa JBS.

Robinson e seu filho negam através de nota qualquer negociação escusa com a JBS (Foto: arquivo)

“Eles procuraram a gente, nós fizemos um jantar na casa do Joesley. Nós não tínhamos nada no Rio Grande do Norte, mas nós estávamos montando uma empresa de concessão de águas e esgotos. (…) E lá nós falamos com eles que nós temos interesse muito grande desde que você privatize – nós já tínhamos feito um estudo mais ou menos das empresas que estavam quebradas, assim, de companhia de água e esgoto, que a gente poderia comprar, desde que nós participássemos do edital pra facilitar porque senão ninguém concorria com a OAS e com a Odebrecht Ambiental, era impossível isso. Porque o mesmo dinheiro que tomou da gente tomou das outras duas também falando que ia vender a água e esgoto”, disse Ricardo Saud ao MPF.

O executivo diz ainda que, após a eleição, o grupo vai indicar um secretário de estado para “acompanhar tudo de perto”.

Segundo ele, parte do dinheiro foi pago como doação de campanha diretamente ao PSD, partido de Robinson e Fábio. Outra parte teria sido paga em “dinheiro vivo” e o restante através de notas fiscais. Ele chegou a detalhar como foi feito o pagamento de R$ 6,1 milhões.

O delator disse que foram pagos R$ 1 milhão no dia 3 de outubro de 2014 “carimbado” ao PSD; R$ 1 milhão no dia 17 de outubro de 2014 também ao PSD nacional; R$ 2 milhões em notas fiscais avulsas em 9 de setembro de 2014; R$ 1,2 milhão no dia 22 de agosto de 2014 a um escritório de advocacia; e outros R$ 957.054 foram obtidos em um supermercado em Natal.

Segundo o Ricardo Saud, o próprio deputado federal Fábio Faria foi buscar esse último montante.

O outro lado

Em nota conjunta, Robinson Faria e Fábio Faria informaram que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam “doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício”.

A nota ressalta ainda que Robinson Faria “não pretende e nem irá privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern)”.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 20/05/2017 - 09:00h
Retrospectiva

Delação da JBS faz da sexta-feira um dia de cão na política

Do G1

A sexta-feira (19 de maio de 2017) foi bem mais de revelações sobre a delação dos donos da JBS à Justiça do que de movimentos (públicos) no xadrez político. Mas foram informações de impacto, que acusam o presidente Michel Temer e outros parlamentares de ligações com corrupção, recebimento de propina e pedidos para influenciar a Justiça.

Michel Temer está no epicentro de crise que envolve nomes de peso da política brasileira (Foto: arquivo)

o procurador Rodrigo Janot, no pedido de abertura de inquérito contra o presidente, afirmou: houve uma articulação para deter a Lava Jato.

Conversas com Temer

Perto do meio-dia, o Supremo Tribunal Federal liberou os vídeos do conteúdo da delação dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. O presidente Temer nega irregularidades. Esses foram alguns dos pontos que mais chamaram a atenção:

  • Joesley disse que ouviu na conversa com Temer que o presidente poderia “ajudar” o deputado cassado Eduardo Cunha com dois ministros do STF
  • O delator Roberto Saud, diretor da JBS, fez uma revelação curiosa: o código para repassar propina a Cunha era “tá dando alpiste pros passarinhos?”
  • Nos depoimentos aos procuradores, Joesley Batista fez um balanço da ajuda que a JBS deu a políticos em troca de alguma partida: 1.829 candidatos receberam dinheiro do grupo.
  • Saud também disse que Temer teria recebido R$ 15 milhões do PT para financiamento de campanha, em 2014, mas decidiu “guardar no bolso” R$ 1 milhão
  • O presidente também teria pedido que o PSDB retirasse a ação contra a chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo conversa gravada de Joesley com o senador tucano Aécio Neves
  • A Polícia Federal investiga se um ex-assessor especial do presidente, filmado carregando uma mala com dinheiro da JBS (vídeo abaixo), repassou a propina a Temer

‘Impediria a Lava Jato’

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Temer e Aécio agiram “em articulação” para impedir o avanço da Lava Jato. Ele também disse que vê “anuência” do presidente ao pagamento de propina mensal para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

Dinheiro para o PT

O dono da JBS, Joesley Batista, disse que transferiu para contas no exterior US$ 70 milhões destinados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais US$ 80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os montantes, afirmou, foram enviados por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e gastos “tudo em campanha”. As defesas de Lula e Dilma negam irregularidades.

Conversas com Aécio

A Polícia Federal apresentou registros de uma conversa telefônica entre Aécio e o ministro do STF Gilmar Mendes combinando supostas articulações horas antes da votação no Senado que aprovou o projeto de lei que endurece as punições para autoridades que cometem abuso. Leia mais detalhes.

Manifestantes queimaram boneco de Aécio Neves em São João del Rei (Foto: Luciano Nascimento/Arquivo Pessoal)

Ambos negam irregularidades.

Fortunas da JBS

A JBS teria pagado a impressionante cifra de R$ 400 milhões em propina a políticos nos últimos anos, disse Joesley Batista.

Saiba mais clicando AQUI.

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sábado - 20/05/2017 - 08:55h
Comunicado do Blog

Retomando o fio da meada da história nesta página

Bom dia, Webleitor.

Entre quinta-feira (18) à noite e essa sexta-feira (19), nossa página esteve em pane.

Ficou impossível a publicação regular de postagens e recepção/moderação/liberação de comentários.

Ainda estamos sanando problemas.

O vácuo ocorre justamente num momento de noticiário intenso e denso sobre questões nacionais de grande envergadura.

Tentaremos, para não ficarmos à margem da cobertura, fazer um resumo do que foram essas horas de “cão” para o país e reflexos no Rio Grande do Norte, para em seguida equilibrarmos o tempo.

Vamos atrás do fia da meada.

Obrigado.

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