terça-feira - 25/04/2017 - 05:44h
Boate

Uma “Fênix” no centro de Mossoró

Mossoró vai ganhar uma boate ultramoderna nos próximos meses.

Expectativa de inauguração ainda no mês de junho, em pleno Mossoró Cidade Junina (MCJ).

Será a “Fênix”, onde hoje está o imóvel que até bem poucas semanas sediou a Angel Fitness Hardcore, na Avenida Rio Branco, 2020, ao lado da Praça da Convivência – centro.

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terça-feira - 25/04/2017 - 05:10h
Eleições 2018

Opção mais à esquerda e vaga ao Senado atraem Zenaide

Zenaide e João: espaços para 2018 (Foto: arquivo)

A deputada federal Zenaide Maia (PR) deverá mesmo fazer outra opção partidária para as eleições de 2018. A sigla a ser escolhida ficará mais à esquerda, com hipótese firme de alinhamento com o PT da senadora Fátima Bezerra.

Ela pode também entrar noutra faixa de disputa, como candidata ao Senado.

Essas questões estão avançadas em seu grupo político-familiar, em que a liderança é exercida pelo ex-deputado federal João Maia (PR), seu irmão.

João deverá ser novamente candidato à Câmara Federal, espaço em que encaixou a irmã em 2014. Ele foi candidato a vice do então deputado federal e concorrente ao Governo do Estado, Henrique Alves (PMDB).

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segunda-feira - 24/04/2017 - 23:55h

Pensando bem…

“A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem.”

Textos Judaicos

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segunda-feira - 24/04/2017 - 17:30h
Sesap

Servidores da Saúde farão protesto nessa terça-feira

Nesta terça-feira (25), os servidores da Saúde estadual irão realizar um ato público em frente à sede da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), em Natal. Será às 9 horas.

O protesto tem a iniciativa de fortalecer a campanha salarial 2017, que reivindica pontos como opagamento do salário em dia e o cumprimento do acordo judicial da greve passada, na qual o governo se comprometeu com o concurso público, a progressão de 2015 e a revisão da lei da Produtividade, para acabar com as distorções.

Os servidores também cobram a reposição salarial – as perdas chegam a  32,06%, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Além disso, o ato também faz um chamado à Greve Geral do dia 28 de Abril.

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segunda-feira - 24/04/2017 - 16:26h
Natal

Quinta Jurídica debaterá a crise do sistema prisional brasileiro

Na próxima quinta-feira (dia 27), o núcleo da Escola de Magistratura Federal no Rio Grande do Norte promoverá mais uma edição do projeto Quinta Jurídica. Em pauta: “A crise do sistema prisional brasileiro e o estado de coisas inconstitucional”.

Os palestrantes serão o Juiz Federal Eduardo Sousa Dantas, e os professores Carlos Alexandre de Azevedo Campos e  Rodrigo Brandão Viveiros Pessanha, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

O evento acontecerá às 19h, no auditório da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, no bairro de Lagoa Nova – Natal.

As inscrições para Quinta Jurídica são gratuitas e podem ser feitas através do site www.jfrn.jus.br . A efetivação da inscrição é feita com a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento.

Com informações da JFRN.

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segunda-feira - 24/04/2017 - 14:50h
Domingo, 23

Mossoró se despede de Milton Marques sob forte emoção

Mossoró se despediu sob forte emoção do professor, bacharel em direito, jornalista, escritor, empresário e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Milton Marques de Medeiros, entre a noite de sábado (22) e tarde de domingo (23). Ele faleceu em Fortaleza-CE (veja AQUI) no sábado, em consequência de uma forte infecção pulmonar.

Seu corpo chegou a Mossoró, transladado do Hospital Monte Klinikum na capital do Ceará, por volta de 23h20. Foi velado na Loja Maçônica 24 de Junho no centro da cidade, até às 13h.

Em seguida, foi transportado para a Capela do Seminário Santa Terezinha. Às 15 horas houve missa de corpo presente conduzida pelo padre Flávio Augusto, com participação de outros clérigos, como também do pastor Anselmo Rodrigues, familiares e amigos.

O cortejo fúnebre aconteceu em seguida, com seu sepultamento acontecendo já próximo das 17 horas, sob forte comoção popular.

Biografia

Nascido em Upanema, em 9 de julho de 1940, Milton Marques se formou em medicina, exercendo a psiquiatria por 35 anos. Ex-reitor da Uern, ele atuou ainda em várias academias e entidades, como a ACJUS (Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró), ICOP (Instituto Cultural do Oeste Potiguar), ASCRIM (Associação de Escritores de Mossoró).

No final do ano passado, ele ingressou na Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e lançou a trilogia de livros denominada de “Déjà vu”.

Venerável da centenária Loja Maçônica 24 de Junho, professor Milton Marques teve formação acadêmica também em Direito.

Empresário do ramo salineiro, da radiodifusão e telecomunicações, Milton Marques fundou o Sistema Oeste de Comunicação que opera rádios em Mossoró, Assu e Apodi, além da TV Cabo Mossoró (TCM), promotora de TV por assinatura, internet e do Canal próprio TCM 10 HD.

Iria completar 77 anos em julho.

Veja também:

– “Eu acho que sou um homem simples… em paz!” (entrevista) – AQUI;

– Inesquecível “Milton” – AQUI;

– O menino do Poré – AQUI.

Nota do Blog – Que descanse em paz!

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segunda-feira - 24/04/2017 - 14:04h
Mossoró

Rosalba promete mais exames no Pam do Bom Jardim

Em visita ao Centro Clínico Vingt-un Rosado – PAM do Bom Jardim, na manhã de hoje, 24, a prefeita Rosalba Ciarlini solicitou à equipe administrativa do local, além do secretário de Saúde Benjamin Bento, o aumento do número de exames laboratoriais oferecidos à população naquela unidade. A meta da prefeita é de que 300 exames sejam oferecidos por dia em um prazo de 60 dias.

Rosalba esteve no Pam à manhã de hoje (Foto: PMM)

A prefeita lembra que no início da sua gestão, em janeiro deste ano, eram 55 exames autorizados por dia, hoje esse número já chega a 120. “Nossa intenção é que esse número chegue a 300, para diminuir a fila de espera e vamos fazer tudo para cumprir esta meta”, disse a prefeita.

Rosalba pediu mais resolutividade à equipe administrativa do PAM e anunciou ainda a retomada de exames na Unidades também para os próximos 60 dias. De acordo com a prefeita, quatro pontos serão iniciados nesta previsão: Belo Horizonte, Santo Antônio, Alto de São Manoel e Abolição.

“Também teremos pontos de coleta e entrega de resultados no Jucuri e na Maisa, que são comunidades rurais mais distantes, para que as pessoas que moram lá não precisem vir até aqui para coletar os exames e pegar os resultados”, destacou Rosalba Ciarlini.

O PAM do Bom Jardim tem um atendimento mensal de cerca de 14 mil procedimentos e parte deles são exames laboratoriais, além de consultas em diversas especialidades.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

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segunda-feira - 24/04/2017 - 07:28h
Perigo

Jacaré do papo amarelo é capturado em área urbana de Mossoró

Do Mossoró Hoje, Passando na Hora e Blog Carlos Santos

A Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros fizeram a captura de um jacaré do papo amarelo na área urbana de Mossoró, numa das margens do rio Mossoró. O fato ocorreu nesse domingo (23).

Animal foi imobilizado e retirada de área próxima de residências e loja na Ilha de Santa Luzia (Foto: Passando na Hora)

O animal foi localizado por moradores, numa área muito próxima a residências. A partir daí começou trabalho para sua imobilização e retirada em segurança do local.

O jacaré estava no bairro conhecido como Ilha de Santa Luzia, no chamado Grande Alto de São Manoel, proximidades de residências e de uma loja especializada em pneus.

Após ser retirado do local, o jacaré foi levado para área-sede do Ibama em Mossoró no centro da cidade, à margem esquerda do rio Mossoró.

Essa não é a primeira ocorrência do gênero em Mossoró e região. Em 2011, no Sìtio Picada Primeira, a imprensa cobriu situação em que foram capturados sete filhotes da mesma espécie.

Em 2014 e já este ano, houve captura de filhotes de jacaré do papo amarelo na zona rural de Felipe Guerra.

Conheça AQUI detalhes sobre essa espécie animal.

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segunda-feira - 24/04/2017 - 06:38h
Perda

A partida de Jerry Adriani

Do portal G1 e Blog Carlos Santos

O cantor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu às 15h30 de domingo (23), aos 70 anos, no Rio. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

A família confirmou a morte do artista ao G1 por telefone. Recentemente, Jerry Adraini havia sofrido uma trombose em uma das pernas. O corpo do cantor será velado no Cemitério Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio, na manhã desta segunda-feira.

O enterro será às 17h, no mesmo cemitério.

Em Mossoró

O artista é um velho conhecido de Mossoró. Na cidade, ele cantou algumas vezes.

Numa promoção do radialista e publicitário Caby da Costa Lima, o Hotel Thermas (Mossoró) sediou uma noite com ídolos da Jovem Guarda no dia 8 de julho do ano passado.

Jerry Adriani, Martinha e Ângelo Máximo estiveram no palco e proporcionaram noite memorável aos presentes, com presença também da Banda H de Mossoró, que abriu apresentações.

Saiba mais detalhes sobre a história do artista clicando AQUI.

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segunda-feira - 24/04/2017 - 06:02h
Praça Vigário Antônio Joaquim

Mossoró tem abandono vergonhoso no ‘coração da cidade’

Um simples mutirão de limpeza já seria o suficiente para atenuar descaso humilhante no centro

Cenário entre a praça fétida e o ex-Teatro Lauro Monte Filho revela o centro de Mossoró (Foto: Blog Carlos Santos)

O centro de Mossoró está mal-iluminado, com praças sujas, piscinões para proliferação de insetos, dejetos e propagação de doenças. Um abandono que machuca.

O exemplo mais clássico é a Praça Vigário Antônio Joaquim, onde pateticamente existe um monumento em homenagem ao governador Dix-sept Rosado, implantado nos anos 50.

Acompanhando um amigo cearense ligado à cultura, que visitara a cidade no final de semana e desejara passar por alguns locais, senti-me enojado e envergonhado.

Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?

Não ter recursos para obras, é compreensível. Precisamos ter paciência e defender prioridades administrativas. Mas não ter pelo menos iniciativa para botar vassourões piaçavas, detergentes, rodos e água para um mutirão de limpeza, é inaceitável.

Outras praças estão com igual problema da Vigário Antônio Joaquim, conservando ‘fontes’ com espelho de água esverdeada, podre, que poderiam ser tamponadas com brita ou outro material, até que se possa dar um destino mais ordenado ao espaço.

Particularmente a Praça Antônio Joaquim é simbológica. Trata-se do “coração da cidade”. Além de ostentar o monumento a Dix-sept Rosado, tem a Catedral de Santa Luzia e o ex-Teatro Municipal Lauro Monte (que está em escombros), servindo como poleiro de pombos, trapézio de morcegos e cracolândia de drogados há mais de cinco anos (veja AQUI).

Façam alguma coisa, por favor. Isso é acintoso, desrespeitoso e vergonhoso.

Ah, uma ponderação! Não me venham justificar esse absurdo culpando ex-prefeito, Lampião, Pedro Álvares Cabral ou Dom Sebastião.

Da população não podemos esperar qualquer reação ao descaso. Boa parte dela vive imersa no alheamento de seus próprios problemas ou metida em arengas partidárias nas redes sociais, sem se unir em nome de causas que dizem respeito a todos.

Francamente!

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segunda-feira - 24/04/2017 - 04:08h
brasil

A química repetitiva do “rouba, mas faz”

O bordão “rouba, mas faz” nasceu em São Paulo, nos anos 50.

Barros: roubava (?), mas fazia (Foto: arquivo)

Os cabos eleitorais de Adhemar de Barros, do PSP, o mesmo do potiguar Café Filho (que chegou à Presidência da República como vice de Getúlio Vargas), o disseminavam como antídoto contra denúncias e ataques da oposição.

Veneno feito com veneno, antídoto lógico.

Paulo Maluf da Arena, PDS etc. fez o mesmo.

Nos dias atuais, continuamos a ver a propagação desse escárnio e muita gente esclarecida o considera normal.

Justificável, digamos.

Há poucos anos, virou bordão o “roubado é mais gostoso”, para se justificar vitória no futebol com ajuda da arbitragem.

É, insisto: o problema do brasil (minúsculo mesmo) é o brasileiro.

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domingo - 23/04/2017 - 23:59h

Pensando bem…

“Para conhecer os homens, torna-se indispensável vê-los agir.”

Jean-Jacques Rousseau

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domingo - 23/04/2017 - 14:48h

Promessas novas e oportunismo de sempre com a Porcellanati

Por Carlos Duarte

Não dá para acreditar nas promessas feitas pelo Gerente de Reestruturação do grupo Itagrês (veja AQUI), a qual pertence a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda.

Vários créditos de confiança já foram dados a esse grupo empresarial, que sempre teve o apoio de políticos e gestores públicos locais e do Estado. Contabilizam-se inúmeros incentivos fiscais concedidos e de dezenas de milhões de reais tomados em empréstimos, com carências e juros baixos, mas o grupo empresarial nunca conseguiu mostrar a real viabilidade de seu projeto.

A Porcellanati veio para Mossoró atraída, em 2002, pela então prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP). Seu governo tratava a chegada da unidade fabril como a panaceia do desenvolvimento econômico de Mossoró e, todos os esforços foram concentrados nesse sentido, expurgando-se qualquer outro projeto de empreendimento local, por mais bem concebido que pudesse parecer.

À época, a mídia oficial do governo “Adoro Mossoró” explorou bastante esse feito, enfatizando a promessa de geração de milhares de empregos, renda e arrecadação.

O tempo mostrou que tudo não passou de má-fé, incompetência e utopia.

A Porcellanati nunca produziu o que prometeu, não gerou os milhares de empregos projetados e jamais promoveu arrecadação ou teve qualquer impacto na renda e/ou na balança comercial do município. Ao contrário, aumentou sua dívida contraindo novos contratos de empréstimos, deu calote nos fornecedores e prestadores de serviços e não pagou os direitos trabalhistas de seus funcionários, deixando diversas famílias desamparadas e com sonhos frustrados.

Agora, o governo da prefeita Rosalba Ciarlini ocupa outra posição nessa história, mas vai na mesma direção utópica. Não tem qualquer participação na atual fase de entendimentos. Porém pega carona num movimento iniciado por grupo de ex-empregados da empresa, que tem pressionado a  Justiça do Trabalho para recebimento de direitos trabalhistas e suposta reabertura dela em Mossoró.

Se os trabalhadores receberem esses direitos e a empresa for reaberta, veremos nova onda de propaganda irreal, atribuindo ao governo municipal esses novos “feitos”. Se der tudo errado, a culpa é transferida. Mas temos aí as redes sociais vigilantes.

O Blog Carlos Santos é um dos raros órgãos de imprensa da cidade e do estado que tem coberto esse enredo, dando a sua real situação.

SECOS & MOLHADOS

Reforma – O parecer do relator da Reforma Trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB), altera, entre outros pontos, a concessão de férias dos trabalhadores – que poderão gozar férias em até três períodos diferentes; a contribuição sindical – que ficará restrita aos trabalhadores e empregadores sindicalizados; e a prestação de serviços – que poderá ser de forma descontinua, cabendo ao empregador o pagamento pelas horas efetivamente trabalhadas.

Boff – O teólogo Leonardo Boff, antes ferrenho defensor de Lula, abre os olhos dos míopes e dos que preferem distorcer a realidade dos fatos a qualquer custo, fugindo da realidade do lamaçal da corrupção brasileira. Veja o que ele escreve em sua página na Net:

“Formou-se entre nós, praticamente, uma sociedade de ladrões e de bandidos que assaltaram o país, deixando milhões de vítimas, gente humilde de povo, sem saúde, sem escola, sem casa, sem trabalho e sem espaços de encontro e lazer. E o pior, sem esperança de que esse rumo possa facilmente ser mudado. Mas tem que mudar e vai mudar. É crime demasiado. Nenhuma sociedade minimamente humana e honesta pode sobreviver com semelhante câncer que vai corroendo as forças vitais de uma nação”. Leia restante do texto e artigo que ele avaliza, da jornalista espanhola Carla Jiménez (El Pais), clicando AQUI.

Placar – De acordo com um levantamento do jornal “O Estado de São Paulo”, até a última sexta-feira (21/04), o número de parlamentares contrários à Reforma da Previdência subiu para 186, enquanto o número de parlamentares que se posicionaram a favor subiu para 70. Ainda 43 estão indecisos e 89 não quiseram responder. Os demais não foram encontrados.

Pesar – Mossoró perde uma das figuras humanas mais decentes que este articulador já conheceu. Perde um grande homem. Que Deus conforte toda a família do Dr. Milton Marques.

Ranking – Um levantamento atualizado do Instituto Igarapé, divulgado pela revista The Economist, aponta Mossoró como a 18º cidade mais violenta do mundo (veja AQUI). O que está ruim vai ficar ainda pior, se o governo da “segurança”, Robinson Faria, insistir nas práticas ineficazes e medidas paliativas de combate à violência pública. Já foram contabilizados 81 homicídios (até o último dia 22). Nesse ritmo, infelizmente, daqui a alguns meses, poderemos disputar a liderança do ranking da violência com a cidade de San Salvador – campeã de violência em todo o mundo.

Palocci – A disposição do ex-ministro Antônio Palocci em fazer um acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato aumenta o temor de muita gente envolvida no esquema. Palocci foi captador de recursos das campanhas dos ex-presidentes Lula e Dilma. Como titular das pastas da Fazenda e Casa Civil, ele editou várias medidas de governo que podem ter beneficiado empresas, em troca apoio partidário. Também foi consultor de bancos e empresas importantes do País. Se realmente abrir o bico, não deixará pedra sobre pedra.

Veja a coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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domingo - 23/04/2017 - 09:41h

O menino do Poré

Por David Leite

E o Menino do Poré chega à Academia Mossoroense de Letras!

Nesta saudação, é imperioso lembrar um pouco de tal trajetória. Exitosa trajetória, essa de Milton Marques de Medeiros. Porém, sem grandes alardes. Na medida em que ele, como protagonista, sempre a conduziu “sem ruídos, ou precipitações, tal qual um rolamento SKF”, parafraseando o velho alcaide Dix-huit Rosado, que gostava de usar tão singular figura de imagem em sua eloquente oratória.

O garoto de dona Luiza Freire, muito cedo órfão de pai, com sonhos e tenra determinação, deixou a sua pacata Upanema pela cidade grande, Mossoró, sendo abraçado por Seu Né e Donana. Juntando-se, pois, à grande prole do casal, compartilhando, com seus “novos irmãos”, daquela rotina onde se intercalavam tarefas escolares com o esfregar do chão do Café… Sim, o famoso Café de Seu Né, de quente e memorável fogão.

Numa segunda fase de estudos, Paraíba foi o seu destino. Paraíba feminina, acolhedora, sim senhor. Na terra de José Américo de Almeida, Delfina Freire materializou esse acolhimento materno. E o jovem Milton transpôs os umbrais da Faculdade de Medicina, com a mesma fleuma com que tangia animais sob a nuvem de poeira das veredas do Poré.

Nas férias universitárias, ele sempre regressava a Mossoró, para, durante tal período, ajudar seu irmão Mário no bar da ACDP. A elite mossoroense, habitué do elegante Clube da Manoel Hemetério, como dizia Ivonete de Paula, a Pequena Notável, talvez nem percebesse que, entre os garçons de Mário, de quando em vez, havia um acadêmico de medicina equilibrando bandejas. Existia nesse labor, registre-se, uma “discreta” retribuição à ajuda que Mário desembolsava para contribuir com o sustento de Milton em João Pessoa.

Nos dois últimos anos da faculdade, aprovado em concurso, Milton ingressou no serviço público paraibano, precisamente na Secretaria da Fazenda, e, mesmo como escriturário, o bolso do acadêmico ganhou um considerável reforço pecuniário. Vínculo esse que Milton seria obrigado a romper, por optar pela residência médica em São Paulo.

Na jornada de especialização em psiquiatria, encontrou outro apoio maternal na Terra da Garoa: dona Catarina Solano. O resguardo daquela pensão tornou-se uma espécie de locus amoenus para o nordestino que conduzia outro “sonho feliz de cidade”, mas que estava determinado a cumprir tal jornada tendo como foco principal a mente humana. Isto, naquele mundo que já era “o avesso do avesso do avesso do avesso”.

O retorno às terras potiguares estava com os seus dias contados: Mossoró, encontro e destino certos. Era final da década de sessenta, do século passado, Zilene o esperava. A vida profissional do jovem médico se inicia de forma intensa.

Ele logo percebe que os doentes mentais sofriam em demasia. Faltava-lhes atendimento digno. Milton foi tomado de espanto ao saber que costumavam levar os casos graves para a Cadeia Pública. A falta de estrutura resultava num cenário dantesco: familiares viam seus pacientes serem tratados como réus, cujos alaridos clamavam inocências de crimes jamais cometidos.

Nesse diapasão, surge a Casa de Saúde São Camilo de Lellis. Milton junta-se a um grupo de médicos já atuantes na terra de Santa Luzia. Grupo vanguardista na ideia de dotar a cidade e a região de um nosocômio para seus “doentes mentais”: Cesar Alencar, Vicente Morais, Leodécio Fernandes Néo (ah, Leodécio!… Mossoró ainda não lhe tributou o devido reconhecimento).

Também é nesse período correspondente que o timoneiro João Batista Cascudo Rodrigues assume o leme da jornada que resultaria no surgimento da nossa UERN. E o jovem psiquiatra é um dos convocados para contribuir com a luta específica de edificação de um dos pilares do novo Templo do Saber, qual seja: a Faculdade de Enfermagem.

Paralelamente à rotina de médico e de professor, nos anos subsequentes, outras atividades são agregadas quase que naturalmente à sua performance multifacetada: vive e compartilha conhecimento e fé entre irmãos maçons e cursilhistas. Nesse interregno, brota nele, também, o viés de comunicador.

Milton Marques marcou época como um dos apresentadores do Programa Ponto por Ponto, na Rádio Rural. Em seguida, empreendeu, em parceria com o ex-governador Tarcísio Maia, a edificação de emissoras radiofônicas em Mossoró e Assu.

Tudo isso perpassado pelo tão propalado cortejo por sua entrada na vida política. A “mosca azul” zumbia e voava, como no poema de Machado de Assis. Milton resistiu a tais “encantos”. E tudo com o já característico tom fleumático.

Houve, sim, passagem pela gestão pública. Nos anos oitenta, na presidência do Instituto de Previdência do Estado, depois, Secretário de Saúde de Mossoró e, mais recentemente, na reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Mesmo correndo o risco de eclipsar outras tantas iniciativas, não seria justo, de minha parte, deixar de citar pelo menos outros dois empreendimentos, como realce em seu perfil biográfico: a atuação no ramo salineiro e a edificação da própria TCM (TV Cabo Mossoró), árvore frondosa que nos abriga e nos acolhe nesta noite.

E confluímos ao que poderíamos considerar como leitmotiv da sua chegada à AMOL: o seu ofício de cronista. Longos anos sustentando a semanal Déjà vu, na brava, e bravia, Gazeta do Oeste.

Arrimado numa aparente linguagem coloquial, Milton foi construindo sua marca indelével nas páginas do periódico. Como se estivesse conversando sobre psiquiatria, urdia textos onde cavaqueava (e enxertava) assuntos mil. Nada escapava a tão vigilante olhar: política, religião, fatos, pessoas e tipos de Mossoró. Tudo com perspicácia e lírico aprumo.

Para nosso regozijo, agora eternizamos essas crônicas, ou parte delas, em livro. Elevando-as e perenizando-as. Dando-nos oportunidade de leituras e releituras, com vagar e redobrada atenção. Ofertando-as aos pesquisadores. Àqueles que já estão (ou estarão) contagiados pelo exemplo comovente, singular e gigantesco de Raimundo Soares de Brito, a quem Milton sucede na Academia Mossoroense de Letras.

Recentemente, vale destacar, Milton ingressou no Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP, e na Academia de Ciências Sociais e Jurídicas de Mossoró – ACJUS.

Agora, o “revolucionário silencioso”, como bem o definiu uma das suas filhas, chega à Casa de Vingt-un, Raibrito, Dorian Jorge Freire e de outros tantos abnegados da cultura.

Junta-se, pois, a esta confraria que sonha o sonho utópico das letras. Agrega-se a essa onírica viagem em prol da cultura. Compartilhando desse anseio coletivo e muito bem-intencionado de querer edificar algo que possa perpetuar nossa cultura literária para as gerações futuras. Algo que peleja para se contrapor às avalanches de iniquidades que assolam a nossa juventude, infelizmente um tanto vulnerável.

Pois bem, sem falsa modéstia, não me creio inteligente; porém, a argúcia mediana, que zelo por ser merecedor, é-me suficiente para entender da impossibilidade de apresentar Milton Marques a quaisquer agremiações de Mossoró. Saudar foi o verbo que usei no início das minhas palavras. E o reafirmo agora.

Posso embasar tal assertiva com uma singelíssima constatação que os senhores e senhoras haverão de concordar: como o saudoso Monsenhor Américo representou em passado recente, Milton, Padre Sátiro, Edir Moura, as Irmãs Zelândia e Elen… simbolizam unanimidades nesta Mossoró de tantas divergências. Unanimidades inteligentes, contrariando o pensamento de Nelson Rodrigues. E, diga-se de passagem, fizeram-no por merecer. Somente isso, pelo emblemático que ressoa em nossa comunidade, seria estandarte e flâmula para qualquer fraterna saudação.

Encerro, em nome de todos os confrades, dizendo ao Menino do Poré (expressão cunhada pela jornalista Lúcia Rocha):

– Entre, Milton, a Casa é sua.

Muito obrigado.

David Leite é membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL)

* Discurso proferido na Sessão Magna da AMOL (Academia Mossoroense de Letras) no dia 2 de dezembro do ano passado, aclamando posse de Milton Marques na cadeira de número 4, que tem como patrono o jornalista José Octávio Pereira de Lima e que fora ocupada até então apenas pelo historiador Raimundo Soares de Brito.

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 23/04/2017 - 09:10h

Dever de defesa – ridículas bravatas

Por Paulo Linhares

Uma das maiores conquistas jurídicas do gênero humano, de todos os tempos e latitudes tantas, foi a garantia da ampla defesa e do contraditório inserida nas principais constituições do mundo. Aos acusados em processos administrativos ou criminais deve ser assegurada a utilização de todos os meios e oportunidades de defesa, podendo valer-se de todas as provas lícitas e moralmente aceitáveis, além dos recursos (possibilidade de submeter a causa julgada a novos julgamentos por outros juízes) previstos legalmente.

Por seu turno, o contraditório traduz o direito instrumental que tem o cidadão de ser informado sobre todas as movimentações do processo de que é parte, para que nele possa intervir exercitado o seu direito de defesa, que no direito norte-americano é conhecido pela curiosa expressão  my day  in the court (meu dia no tribunal) ou  droit au juge (direito ao juiz) como reconhecido indiretamente pelo Conselho Constitucional, segundo sua reiterada jurisprudência que consagra ao cidadão o droit dagir en justice (direito de agir na justiça).


É útil demarcar, desde logo, que a garantia constitucional da ampla defesa e contraditório  (artigo 5º, inciso LV, Constituição Federal) foi estabelecida apenas em favor daqueles que – autor, réu ou o terceiro interessado como tal admitido – litigam em processos administrativos ou judiciais, não constituindo uma prerrogativa do juízo, ou seja, o juiz não pode compelir as partes de exercitar essa garantia processual, pois, assim, ao invés de faculdade seria mero dever.

Essa noção singela é lembrada a propósito da determinação do juiz Sérgio Moro, da circunscrição da Justiça Federal do Paraná, de que o ex-presidente Lula compareça atidas as audiências de inquirição das testemunhas que arrolou nas ações penais em que foi denunciado. Ao todo, a defesa arrolou 84 testemunhas, o que fez no exercício legítimo da garantia da ampla defesa e contraditório. Nada alarmante ou despropositado. Qualquer ato que impeça a oitiva dessas pessoas, por parte do juiz, configurará cerceamento ao direito de defesa de acusado e poderá ser motivo de nulidade do processo.

Assim, se à primeira vista possa parecer exagerado esse número de pessoas a ser ouvido, devem ser garantidas ao denunciado as mais amplas possibilidades de provar sua inocência, independentemente de ser ele um ex-presidente da República. No entanto, embora os acusados em processos penais devam comparecer obrigatoriamente a certos atos – na audiência em que será interrogado, por motivos óbvios, que até já admite a exceção da videoconferência ou quando sua presença, na fase probatória, for imprescindível, no caso de  acareação sua com testemunha -, isto não se faz necessário nas audiências em que testemunhas sejam ouvidas em juízo.

Ao acusado, por força do contraditório e sob pena de nulidade, deve ser dada a oportunidade de se fazer presente à chamada “instrução processual”, quando as testemunhas são ouvidas, porém, poderá não se fazer presente. Claro, poderá ser representado por seu advogado, embora ausente. Em suma, não há um dever de defesa que possa ser imposto ao acusado, em processo judicial ou administrativo. Contrariamente do que pensa o dr. Moro.

Enfim, embora a bravata do juiz Moro tenha feito sucesso nas redes sociais, fato é que a lei não lhe dá o direito de obrigar o ex-presidente Lula a todas as audiências em que forem ouvidas testemunhas, mesmo porque nem sempre isso o ocorrerá em Curitiba. Bravata ridícula que, aliás, deixa no ar um forte odor de suspeição daquele magistrado para processo e julgamento desse acusado. Isto sem falar no ridículo que é a busca de Moro e dos membros do Ministério Público Federal, da tal força-tarefa da Lava Jato, por holofotes e espaços midiáticos, sem qual ganho efetivo para uma boa administração da Justiça.

Ao contrário, atitudes desse jaez terminam por fragilizar a tarefa inafastável e urgente de combate à corrupção, sobretudo, pelo cunho político que deixa transparecer essa preocupação de impor  situação humilhante ao ex-presidente Lula, inclusive sua prisão, para atingir a sua pretensa candidatura à presidência da República às eleições de 2018.

O exercício da judicatura, entre outros requisitos técnicos e morais, requer serenidade e discrição. Isto não impede que o agir dos juízes possa ser transparente, bem naquela visão de Eduardo Couture que, referindo-se ao princípio da publicidade, em certa feita defendeu fossem translúcidas e cristalinas as paredes dos tribunais, de modo que tons os cidadãos pudessem ver o que ali se passava. Por certo, isto está longe de ocorrer no Califado de Curitiba, onde pontifica o juiz Moro, que já ultrapassou todos os limites do razoável numa atuação que mescla o abuso de prisões temporárias para forçar delações, vazamentos ilegais de informações para certo veículos da imprensa, estrelismo e algumas decisões temerárias que vêm destroçando importantes segmentos da economia brasileira, seja na área petrolífera quanto na da indústria pesada da construção civil.

Grave é que “num mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível”,  para usar as palavras de  Zygmunt Bauman (“Amor Líquido, iBook)”, arroubos como esse do juiz Moro podem ganhar foros de verdade absoluta e impor prejuízos às instituições jurídico-políticas nacionais, inclusive quando faz tábula rasa daquelas garantias constitucionais referidas à liberdade do cidadão.

Enfim, escudar-se na lei para negá-la em sua essência, transformar-se em estrela midiática e travestir-se de paladino da moralidade pública são predicados indesejáveis àqueles que abraçarem a relevante tarefa de julgar seu semelhante, com independência e imparcialidade, porquanto segundo consta da Declaração Universal dos Direitos do Homem, artigo X:

Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele”.

É perverso e indigno negar esse direito a qualquer cidadão, inclusive, se seu nome for Lula, retirante nordestino, torneiro mecânico, sem  o dedo mínimo da mão esquerda e que, persistentemente, aparece, em todas as pesquisa de opinião até aqui realizadas, como favorito às eleições presidenciais de 2018…

Paulo Linhares é professor e advogado

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Categoria(s): Blog
domingo - 23/04/2017 - 08:48h
Estadual 2017

ABC vence Globo fora de casa e está a um empate do título

Do site F9

Com um gol de Echeverria, aos quatro minutos do segundo tempo, o ABC venceu o Globo na noite deste sábado (22), no Estádio Barrettão, em Ceará Mirim, pela primeira partida das finais do Campeonato Potiguar.

O placar de 1×0 foi pouco em relação às chances criadas e desperdiçadas pelo time alvinegro neste confronto.

O artilheiro Nando e seu reserva imediato, Caio Mancha, que entrou na segunda etapa, desperdiçaram chances claras que poderiam dar uma maior tranquilidade ao ABC para o jogo da volta.

Mesmo assim, a vitória na casa do adversário deixa o clube da capital a um empate do título de 2017, o 54º de sua história.

A partida final está marcada para o próximo dia 1 de maio, às 17 horas, no Frasqueirão, em Natal.

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Categoria(s): Esporte
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 23/04/2017 - 08:06h

A realidade distorcida nas leis orçamentárias e seus números

Por Gutemberg Dias

A prefeitura de Mossoró enviou para a Câmara Municipal a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias para que seja apreciada pelo legislativo e, se os vereadores assim quiserem, fazerem as propostas de alteração que acharem necessárias.

A LDO é parte de um processo maior para se organizar o orçamento municipal, vejamos o que diz o portal da Câmara dos Deputados: “compreende as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”.

Com base na definição podemos dizer, sem medo de errar, que a LDO vai estabelecer os objetivos e metas para gestão do ano de 2018 e, geralmente, segue as principais linhas estabelecidas no Plano Plurianual (PPA) e as propostas que fazem parte do plano de governo do gestor, claro que estabelecidas de forma técnica para não se ferir o ordenamento jurídico.

A outra parte do orçamento está assentada na LOA – Lei Orçamentária Anual que segundo Erick Resende é “o instrumento de planejamento utilizado pelos governantes para gerenciar as receitas e despesas públicas em cada exercício financeiro. Também conhecida como Lei de Meio, representa elemento fundamental na gestão dos recursos públicos, uma vez que sem ele o administrador não recebe autorização para executar o orçamento”.

Essas duas leis mais o Plano Plurianual Participativo (PPA) definem como os recursos do município podem ser aplicados. Agora será que essas peças jurídicas são bem elaboradas ou, mesmo, utilizadas de forma coerente na administração pública?

Primeiro, é bom lembrar que os orçamentos são de domínio público. Pergunto aos leitores, quanto de vocês tiveram acesso a essas peças? Quantas vezes a prefeitura de forma organizada e clara convidou a sociedade civil para ajudar na formulação dessa leis?

O orçamento participativo seria um caminho, mas não pode ser um arremedo como gestões passadas em Mossoró fizeram. Uma maquiagem para poder publicar nos jornais e blogs que ouviu a população e que a elaboração do orçamento teve a participação popular.

Digo sem pestanejar que as  peças orçamentárias são em sua maioria uma colcha de retalhos e, sobretudo, cópias dos anos anteriores. Pode pegar uma peça orçamentária de 10 anos e comparar com a atual, existem poucas mudanças.

Essa falta de cuidado com a peça orçamentária, em Mossoró, está embasada na falta de uma cultura de planejamento. Primeiro, para o fechamento da LOA as secretarias deveriam apresentar todo um planejamento dos investimentos. Sabe quantas enviam? Nenhuma. Geralmente a SEPLAN – Secretaria do Planejamento monta as planilhas com base no entendimento dela. Segundo, o fechamento deveria ser feito de forma integrada com as demais secretarias, já que os secretários titulares é que irão efetivamente desenvolver o orçamento.

Por essa falta de sinergia, quando o orçamento é aprovado e aberto no inicio do ano, podem observar que o Jornal Oficial do Município – JOM começa a ser carregado com uma enxurrada de remanejamentos. Isso é uma prova cabal que não houve planejamento orçamentário e, a partir desse momento, se inicia o chamado exercício acrobático para que o orçamento dê certo.

Outro ponto que gostaria de trazer nesse artigo é a falta de compreensão do gestor quanto à definição do valor final do orçamento. O que Mossoró vem fazendo ao longo dos anos é aplicando as correções inflacionárias e acrescentando, por vezes, a perspectiva de aumento de arrecadação.

Na realidade, isso está correto em parte. Veja que vendo a série histórica dos orçamentos municipais eles nunca foram menores que o ano anterior, mesmo nos momentos de crises econômicas, salvo o de 2017 que apresentou uma diferença para baixo de algo próximo a R$ 11 milhões.

Essa engenharia de não reduzir os orçamentos, repousa na perspectiva do gestor poder gastar (leia-se investir), ou seja, ele ou sua equipe sabe que não terá arrecadação suficiente no ano seguinte, mas resolve manter um orçamento alto, pois garante ao prefeito a manobra para contratar obras/serviços, mesmo não tendo dinheiro em caixa para os pagamentos. Isso é um dos problemas dos rombos que passam de gestão para gestão.

Vamos exemplificar isso com dados reais. No ano de 2016 o município de Mossoró arrecadou algo próximo a R$ 550 milhões de reais, o orçamento que estava aprovado pela CMM era de R$ 685 milhões, ou seja, houve um frustração na arrecadação de R$ 130 milhões, mas certamente o gestor utilizou todo o orçamento disponível, mesmo não tendo o dinheiro em caixa.

Já o orçamento de 2017 o valor aprovado foi de R$ 674 milhões. Pergunto: por que não houve uma redução, já que houve uma frustração da receita em 2016 e a projeção para 2017 não é muito diferente?

Quando das primeiras reuniões para definição do orçamento de 2016, participei na condição de Secretário de Planejamento. Minha recomendação foi analisar os últimos três períodos e fazer uma projeção para os dois períodos subsequentes, como diz a lei.

Acreditava que o orçamento não poderia ser muito superior a R$ 550 milhões. Não levaram em consideração e não fiquei no governo para lutar por essa certeza.  Esse ano teremos mais uma frustração orçamentária e, consequentemente, se a atual gestora não segurar o contingenciamento, já anunciado por ela, não será muito diferente do seu antecessor.

Infelizmente, nos moldes que o orçamento municipal em Mossoró é elaborado, posso afirmar que ele está mais para uma peça de ficção onde a realidade é distorcida pela vontade do gestor.

Uma coisa que contribui sobremaneira para que o orçamento não tenha a devida função é a falta de estrutura da Secretaria Municipal de Planejamento que, desde seu nascedouro, não tem um elenco de pessoal adequado para gestar um orçamento de qualidade e nem condições de coordenar, efetivamente, as gerências avançadas de planejamento e finanças nas demais secretarias. Destaco que  nenhum gestor que passou pelo Palácio da Resistência investiu nessa pasta, inclusive a atual gestora em seus últimos três mandatos e no início do atual.

Por isso, deixo o seguinte questionamento: como queremos ter uma cidade bem planejada se nossos gestores não investem maciçamente para estruturar a Secretaria Municipal de Planejamento?

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) terá três anos e nove meses pela frente. Acredito que nesse espaço de tempo, obviamente, se ela quiser, dará para fazer dessa secretaria seu braço direito. Esse é o caminho que apontei no período em que estive por poucos meses nessa pasta, mas infelizmente não tive acolhido o meu apelo.

Gutemberg Dias é formado em geografia, mestre em recursos naturais e ex-candidato a prefeito de Mossoró.

P.S. Informo ao webleitor que em breve vamos iniciar uma série de artigos discutindo um modelo de gestão pública que possa garantir um lastro para um crescimento ordenado e planejado de nossa querida Mossoró.

Vamos utilizar recursos multimídias para deixar a apresentação bem didática.

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Categoria(s): Administração Pública / Artigo
domingo - 23/04/2017 - 07:44h

Inesquecível “Milton”

Flagrantes do talentoso Fotógrafo Ricardo Lopes, em 2011, de uma noite inesquecível e de vitória para mim, família e amigos

Por Carlos Santos

Em 2011, eu lancei meu segundo livro na TV Cabo Mossoró (TCM) – o “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”.

Uma noite inesquecível!

Sofria perseguição feroz dos inquilinos da prefeitura, que chegaram a ponto de tentar sabotar de todas as formas o evento.

Tive de Milton Marques – dirigente desse complexo de comunicação – muito mais do que um lugar à noite de autógrafos.

Inesquecível “Milton”, como sempre o tratava, pelo prenome, sem pompas.

Obrigado.

Descanse em paz!

Veja AQUI como foi o lançamento do livro no dia 21 de junho de 2011;

Veja AQUI crônica que escrevi à época sobre a sensação de lançar novo livro.

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Categoria(s): Crônica
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 23/04/2017 - 06:56h

F.P.T.

Por Francisco Edilson Leite Pinto Junior

“O que me cabe aqui embaixo, faço. Não sou juiz, sou parte ou sou testemunha. Meu juiz sabe tudo, vê tudo. Lá em cima, é instância superior”.

(Carlos Lacerda)

Sou um caso sem solução. Apesar de não gostar dessa expressão, mas, como dizem alguns oncologistas: sou um FPT (FPT, caro leitor, não significa Fora PT! Mas sim Fora de Possibilidade Terapêutica). E olha que minha doença foi diagnosticada há tanto tempo.

Dia 25/12/1989, isso mesmo, dia de natal. Dia da minha aula da saudade. A oradora da turma, minha querida colega de curso, Dra. Maria das Vitória disse em alto e bom tom o meu diagnóstico: “Pinto, sempre do contra!”.

Pois é! 28 anos já se passaram e é sempre assim: quando todos estão indo para o mesmo lado, lá vou eu na direção contrária… Não sei se é por influência do meu guru Nelson Rodrigues que dizia que toda unanimidade é burra, mas o fato é que eu pareço até aquele personagem do poema de T. S. Eliot: “Numa terra de fugitivos, aquele que anda em direção contrária parece estar fugindo”… E parece que eu estou mesmo fugindo da mesmice, fugindo da multidão que só enxerga sob o mesmo prisma, fugindo da música que tem uma nota só. E sozinho, fico eu vendo todos do outro lado.

A minha última crise aguda de solidão está acontecendo agora. Enquanto todos pedem a prisão do ex-presidente Lula, lá vou eu implorar para que o juiz Sérgio Moro não faça isso. E olha que ninguém, absolutamente ninguém, nesse país queria mais essa prisão do que eu.

Porém, bastaram chegar as mensagens no WhatsApp dizendo que com a delação devastadora de Leo Pinheiro (ex-presidente da OAS) indicando que Lula tinha solicitado a destruição de provas da corrupção, e assim já poderia ser preso, para eu começar a mudar de lado. Virar a casaca…

Eu sei que o ordenamento jurídico brasileiro no seu artigo 305 do Código Penal afirma: “Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor: Pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa, se o documento é público, e reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é particular”… No entanto, a minha dúvida é: pra que prender alguém que já se encontra preso na sua própria consciência?

No livro Dom Casmurro, Machado de Assis coloca muito bem o que significa a terrível prisão feita pelo nosso juiz interior:

A ideia saiu finalmente do cérebro. Era noite, e não pude dormir, por mais que a sacudisse de mim. Também nenhuma noite me passou tão curta. Amanheceu, quando cuidava não ser mais que uma ou duas horas. Saí, supondo deixar a ideia em casa; ela veio comigo. Cá fora tinha a mesma cor escura, as mesmas asas trépidas, e posto avoasse com elas, era como se fosse fixa; eu a levava na retina, não que me encobrisse as coisas externas, mas via-as através dela, com a cor mais pálida que de costume, e sem se demorarem nada”.

Esse terrível juiz interior não permite a ampla defesa e nem muito menos espera que o processo esteja transitado em julgado para realizar a prisão. Lula carregará até o seu túmulo o remorso de que poderia ter feito um país diferente, mas não fez… Ambição, cobiça, vaidade, ingenuidade, mostrar que todo homem tem seu preço, não sei quais as razões do ex-presidente…

Volto a pergunta que não quer calar na minha consciência: Pra que prender Lula se ele nos deu a verdadeira imagem de como funcionam os bastidores pútridos da nossa política? Tudo bem! Alguns vão dizer que sempre foi assim. Carlos Lacerda no seu livro “Rosas e pedras de meu caminho” alertava que “Os políticos são tolerados para salvar as aparências em troca da fisiologia, isto é, do toma-lei-me-dá-verba”…

Mas como homens de pouca fé, como um São Tomé incorrigível de que somos, precisávamos ver para crer… Se não fosse Lula e a escolha “desastrosa” da sua sucessora, que não conseguiu dar suficientemente a verba para obter a lei, nada disso estaria acontecendo.

Concordo plenamente com Carlos Lacerda quando ele dizia que se a vida fosse falada era bem melhor do que escrita… As imagens da delação dos Odebrecht, rindo em alguns momentos e afirmando que tudo sempre foi feito assim de forma natural, nos choca. Ferem-nos. Agridem-nos. Mais uma vez Carlos Lacerda tem razão: “Nada mais perigoso para uma nação do que homens públicos que se portam em relação a ela como se não temessem o julgamento de seus próprios filhos”…

Pois bem! Nem a rainha das telenovelas Janet Clair escreveria um enredo tão interessante: de pedidos inusitados de camarotes para assistir o carnaval a pequena bagatela de trinta milhões de dólares em propina. Tudo sendo feito debaixo do sol, nesse país tropical e abençoado por Deus.

Vendo as imagens das delações veio-me um sentimento de revolta. Lembrei-me de quando dava plantão na emergência do maior hospital do Estado e via milhares de pacientes morrerem por falta de condições de trabalho. Morriam porque uma sala cirúrgica estava interditada há meses por falta de material. Enquanto isso, “a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber era subtraída em tenebrosas transações”. Agora, todos nós sabemos a resposta da dúvida cruel que Cazuza levou para o túmulo: o nome do sócio do Brasil é…

Portanto, mais uma vez imploro ao juiz Sérgio Moro: não prenda o homem! Deixem-no ainda “trabalhar” e nos ajudar. Lula poderá mostrar quem verdadeiramente alimenta todo esse círculo vicioso. Um personagem tão nocivo ao nosso país que, curiosamente, ainda não se encontra nem na lista do Ministro Fachin e nem muito menos na lista do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot: o povo brasileiro.

Esse mesmo povo que tanto critica a reforma trabalhista e a terceirização, mas não se constrange de continuar terceirizando as suas mazelas para os políticos, e que se der uma única oportunidade, faz o ilícito, afinal “tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda”.

Esse mesmo povo (estou aqui me incluindo também) que no auge da sua capacidade intelectual quer se aposentar, para viver teclando mensagens inúteis nas redes sociais, enquanto deveria estar prestando contribuição ao seu país… Deixem Lula solto! Deixem-no se candidatar e ser eleito já no primeiro turno, aí veremos quem – que por sua omissão e inconsequência-, são os verdadeiramente responsáveis pelos políticos que temos…

Por fim, faço minhas as palavras de Mario Sérgio Cortella e Marcelo Tas: “Basta de cidadania obscena!”.

Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor do Curso de Medicina da UFRN e UnP. Médico cirurgião e escritor. Aluno do terceiro período de Direito da UnP.

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Categoria(s): Artigo
sábado - 22/04/2017 - 23:56h

Pensando bem…

“A partir de certa idade, a glória chama-se desforra.”

George Bernanos

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 22/04/2017 - 16:40h
Definido

Sepultamento de Milton Marques será às 16 horas de amanhã

O corpo do médico e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Milton Marques, que faleceu hoje em Fortaleza-CE (veja AQUI), ficará sendo velado de hoje à noite até às 13 horas de amanhã (domingo, 23), na Loja Maçônica 24 de Junho.

Daí em diante, o corpo estará na Capela do Seminário Santa Terezinha, onde acontecerá Missa de Corpo Presente às 15h.

O sepultamento vai ocorrer às 16 horas, no Cemitério São Sebastião, centro de Mossoró.

O corpo tende a sair de Fortaleza por volta das 18 horas de hoje, para o velório em Mossoró.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 22/04/2017 - 16:33h
Milton Marques

Sistema Oeste de Comunicação emite Nota de Falecimento

Nota de Falecimento

É com imenso pesar que o Sistema Oeste de Comunicação informa o falecimento do nosso superintendente, professor Milton Marques de Medeiros, que estava internado no Hospital Monte Klinikum, em Fortaleza-CE.

Milton Marques faleceu por volta de 13 horas de hoje em Fortaleza (Ceará), no Hospital Monte Klinikum (Foto: divulgação)

Dr. Milton Marques não resistiu a um grave quadro de pneumonia e teve sua morte confirmada por volta das 13h.

O translado do corpo de Dr. Milton Marques para Mossoró acontecerá ainda no final da tarde de hoje.

Inicialmente o velório será realizado na Loja Maçônica 24 de Junho.

Mais informações sobre os ritos divulgaremos em breve pela assessoria e demais veículos do Grupo TCM.

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Categoria(s): Comunicação / Gerais
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