terça-feira - 04/03/2014 - 03:30h

A carnavalização das instituições

Por Marcos Araújo

O sociólogo  polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade. Aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. É dele a definição de uma “modernidade líquida”. É assim que ele se refere ao momento da História em que vivemos. Os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente.

Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a insegurança social e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. É o mundo de cada um por si.

Contribuição decisiva tem dado a mídia e alguns intelectuais do presente à formação dessa sociedade “líquida”. A ordem social vigente é “desinstitucionalizar” tudo e todos. Embora a expressão (desinstitucionalizar) seja utilizada mais comumente no ramo da saúde psiquiátrica, significando a “alternativa para as práticas manicomiais, visando o cuidado do paciente em liberdade”, vivenciamos tempos de desconstrução e desmonte de nossas instituições sociais, numa sanha enlouquecida para defenestrar macrossocialmente qualquer entidade ou pessoa reconhecida.

Não existe imunidade concedida, por mais casta e indene que seja a instituição, a esse fenômeno coletivo de destruição (física ou moral) implantado hodiernamente no Brasil. Por aqui, a convulsão social demonstra que se não tomarmos cuidados, nada ficará de pé. As instituições militares estão sendo desrespeitadas a tal ponto que nem mesmo os quartéis são locais de segurança. Na minha infância, toda criança tinha medo da polícia. Hoje, os Postos policiais são atacados e viaturas são incendiadas com a mesma tranquilidade com que se come um cachorro quente numa barraca de feira.

As (instituições) civis são costumeiramente invadidas, depredadas e saqueadas, sejam públicas ou privadas. Bancos voam aos pedaços pela ação da dinamite, enquanto manifestantes quebram o que encontram pela frente em seus movimentos ditos “pacíficos”. A sociedade a tudo assiste perplexa, ou, quando não, parcela dela aplaude entusiasticamente.

Não raro, há uma triste necessidade de se nivelar ao esgoto as instituições, putrefatizar seus dirigentes, estigmatizar seus defensores… O último julgamento do STF, vésperas de carnaval, demonstra bem que a Corte vivencia uma crise de autoridade e autoafirmação. Para a opinião midiática, seja qual for o ângulo de visão, não é mais o STF um repositório moral que defende e zela a Constituição.

E quem exerce soberanamente o Poder? Quem tem o controle para evitar a convulsão social? Assim como no carnaval, a desordem é total e o medo é geral. Apenas um exemplo com dois Poderes Republicanos: na semana retrasada, devido a uma marcha dos Sem Terra em Brasília, o STF suspendeu uma sessão de julgamento, e a Presidente Dilma fechou o Palácio do Planalto (sede) e foi despachar no Palácio da Alvorada (residencia oficial).

Nessa guerra psicológica e informacional pelo desmonte do Estado organizado, cabe de tudo. George Orwell ensinou a todos nós que a linguagem pode ser uma arma do conhecimento, mas também pode servir à mentira.

Nesse início do século XXI, devido a posições manifestamente contrárias à classe política que tudo podia, vigora a acusação (ao meu ver injusta!) de que o Poder Judiciário é o culpado pela desestabilização democrática, de ter engolido os demais poderes do Estado (Executivo e Legislativo) – uma poterefagia, e até mesmo pela fuga do capital estrangeiro, e por isso a crise econômica do país.

Preocupa-me, sobretudo, nessa quebra institucional, a tentativa de minimização ou ridicularização do Poder Judiciário justamente pelos que entendem de Direito, e são, por essência, vestais profícuos formadores de opinião.

É INEGÁVEL que o Poder Judiciário ampliou sua influência e intervenção sobre as questões sociais no Brasil. Desde a Constituição de 1988, o judiciário é cada vez mais provocado a se manifestar sobre temas e conflitos sociais, enquanto última instância política. Além disso, ganhou espaço na política brasileira, tanto pelo exercício do acompanhamento do legislativo, quanto pela anuência ou cobrança do executivo.

O debate sobre o Poder Judiciário e sua (des)funcionalidade é mais do que válido. Temos muito a que debater e pedir mudanças.

Entre tantos temas: a) vamos pugnar pela mudança na forma e no critério da indicação dos Ministros do STF, para que o Governo não tenha “bancada no Supremo”, modelo inaugurado por Gilmar Mendes em defesa de FHC; b) alterar a vitaliciedade nos cargos de juiz, para não mais permitir que a punição mais exemplar seja a aposentadoria compulsória; c) discutir a validez da  nomeação dos juristas para os Tribunais Eleitorais; d) combater a espúria forma de indicação do quinto constitucional; e) desviar a execução orçamentária dos edifícios suntuosos (como as babélicas imitações dos templos gregos da Justiça Federal), para suprir a carência de servidores e da menor proporcionalidade mundial entre juiz/habitante; f) a falta de estrutura para cumprimento de suas próprias decisões etc.

Mas, discutir tudo isso é complexo demais!

O bom mesmo é falar do trivial, do superficial, dar um verniz intelectual naquilo que a sociedade não conhece, nem mesmo pela complexidade temática poderia saber. Um exemplo cabe para Mossoró: o processo político-jurídico-eleitoral das distantes eleições de 2012 interessou – e interessa! – mais do que a funcionalidade da Justiça como um todo. Jornalistas e pessoas que não trabalharam com os processos judiciais que implicaram na cassação de candidatos se arvoraram – e se mantém ainda – comentadores e analistas perpétuos das supostas “injustiças” praticadas pelo Poder Judiciário. Tem graça ainda falar nesse tema, quase dois anos após?

Por que ninguém escreveu sobre o fato de que em Mossoró a Vara da Fazenda Pública tem apenas um juiz para 18.000 processos? Que as Varas Cíveis e Criminais estão assoberbadas de estagiários e quase não tem funcionários efetivos? E a Vara da Infancia e da Juventude que padece pela ausência de local apropriado para colocar menores infratores? Por que não se “sensacionalizou” com o fato verídico de que recentemente as audiencias foram suspensas em uma Vara Cível por falta de impressora? Isso, porém, não interessa aos palpiteiros de plantão.

Vejo com preocupação a crescente corrente da valorização da soberania da “opção popular”, da superposição política e dos seus estamentos, como se ela fosse o último refúgio da democracia.

Lembrando Raymundo Faoro (Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. 5 ed. São Paulo: Globo, 2012, p. 836/837), os que dizem defender o povo, nem sempre se alinham aos interesses deste. O poder – a soberania nominalmente popular – tem donos, que não emanam da nação, da sociedade, da plebe ignara e pobre. E finaliza Faoro:

E o povo, palavra e não realidade dos contestatários, que quer ele? Ele oscila entre o parasitismo, a mobilização das passeatas sem participação política, e a nacionalização do poder, mais preocupado com os novos senhores, filhos do dinheiro e da subversão, do que com os comandantes do alto, paternais e, como o bom príncipe dispensários de justiça e proteção.”

A vontade popular forjada sob o cajado negro da ilicitude e da manipulação dos espaços públicos sociais não é senão um simulacro do consenso popular.

O serviço que o Estado de Direito (leia-se Poder Judiciário) presta a essa democracia é o de exigir que o poder seja lícito! Seu papel é proteger a lisura e a legitimidade das manifestações democráticas, dentre as quais se tem como central na atualidade o processo eleitoral. No Estado Democrático de Direito, que é uma conquista da modernidade que persiste como desejada por todos até os dias atuais, a relação entre o direito e a política não pode ser senão de interação recíproca, mas jamais de subordinação de um sistema pelo outro.

A quem interessa, portanto, destruir ou desqualificar o Judiciário?

Nesses tempos de desvalia e minimização das instituições, estou como Walter Benjamin, o filósofo da melancolia, passado de tristeza. Exercendo o direito de ter pensamento próprio, não concordo com a hipertrofia do Judiciário, nem com a visão pessimista sobre a ineficiência ou inoperância dos demais poderes republicanos (Legislativo e Executivo). Mal ou bem eles funcionam, se não a contento, mas o suficiente para demonstrarem altivez, independência e relativa harmonia entre eles, nomeadamente em defesa dos seus próprios interesses.

O expediente jacobino que ainda paira sobre as cabeças dos que pregam a desconstrução anárquica de tudo quanto está aí, deve ser suplantado pela concórdia e alteridade dos que servem ao sentimento de união-nação e República. É preciso construir pontes entre os poderes, a política e o povo. Reunir a sociedade, e não dispersar. Do contrário, nosso corpo institucional democrático de “República”, praticamente semi-morto, “falecerá”. A manter-se este quadro, a ruptura institucional é inevitável.

O Poeta Eduardo Alves da Costa (confundido às vezes na autoria poética desses versos abaixo como se fosse de Maiakovski), bem lembrava quanto a esses salteadores da democracia:

“[…] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. […]”

Confiar cegamente nas instituições não é uma boa alternativa. Mas, respeitá-las, aperfeiçoá-las e defendê-las é um bom início de concepção democrática. São elas quem nos garantem a liberdade, a opção política, a valorização da lei e a estabilidade social. É dever nosso, como cidadão, cobrar responsabilidades dos ocupantes dos poderes republicanos.

Enxovalhá-los parece prática carnavalesca. É preciso combater a carnavalização das nossas instituições.

Marcos Araújo é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 03/03/2014 - 23:51h

Pensando bem…

“Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado.”

José Ortega y Gasset

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segunda-feira - 03/03/2014 - 21:04h
Política e comunicação

Guerrilha cibernética e imobilismo

“A guerrilha cibernética vai permitir que minorias barulhentas derrubem governos eleitos por maiorias que ficam em casa.”

A frase acima foi postada pelo senador e professor Cristovam Buarque (PDT-DF) em seu endereço próprio no Twitter.

Pode parecer exagero, mas sua observação merece nossa análise.

Oportunidade para debatermos qual nosso papel na sociedade lá fora e nesta infovia.

Por que alguns têm tanta coragem na Web e não se mobilizam lá fora.

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Categoria(s): Comunicação / Política
segunda-feira - 03/03/2014 - 15:00h
RN

Versões, aventuras e desejos na política e no jornalismo

Corre pela Internet, em pleno Carnaval, a notícia de que o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE), atual governador pernambucano, pressiona a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) a concorrer ao Governo do Estado.

Normal, se realmente houver essa pressão.

Campos e Wilma: perigo de puxar para baixo

Em Mossoró, em sua passagem ano passado pela cidade, Campos disse diferente.

Deixava a ex-governadora e vice-prefeita do Natal à vontade para fazer alianças com autonomia.

Mudou, mudou o cenário?

Tudo bem.

Mas não conheço Wilma de Faria como burra, para se meter numa aventura.

De aventura basta a que empreendeu em 2002, com raro senso de oportunismo. Saiu da Prefeitura do Natal para ser governadora, quando quase ninguém acreditava no feito.

Em 2014, não é impossível nova jornada, porém é pouco provável.

Ela  não deseja. Sua entourage e bases, sim, de olho no poder do Estado. Wilma prefere o Senado, com razão. “É o céu”.

Certamente, não serão apenas os belos olhos de Eduardo Campos que a farão mudar de foco e companhias na campanha deste ano. O sacrifício valeria, se ele fosse na atualidade um candidato a um passo do Palácio do Planalto.

O próprio presidenciável não demonstra fôlego e musculatura suficientes para chegar à presidência. Essa associação direta pode levá-lo a puxar Wilma para baixo, nacionalizando a campanha no estado.

PMDB e  PSB devem marchar unidos no Rio Grande do Norte, no mesmo palanque.

Da mesma forma que é desatino se imaginar que esse embaraço possa fazer Rosalba Ciarlini (DEM) inflar candidatura, de modo a se reeleger. Muito malabarismo verbal e engenhosidade politica para se fabricar versão tão descabida, como testemunhamos por aí.

No papel e na Net cabem tudo. Na Net, mais ainda: tudo é mesmo virtual.

Como sempre, parte do jornalismo que trata da política no Rio Grande do Norte esquece de falar com o povo, identificando o que ele pensa e aspira hoje.

A  “massa-gente”, como diria o falecido ex-senador Darcy RIbeiro (PDT-RJ), é solenemente ignorada.

Conchavos, arrumações, acordões, composições e  alianças acontecem com parte considerável da mídia sendo instrumento cego dessas manobras do generalato político. Apenas reproduz o que eles querem que seja reproduzido.

O falecido jornalista Nilo Santos, certamente daria ótima gargalhada e identificaria que boa parte do noticiário é fruto do “jornalismo desejoso”. Há desejos e aspirações de uns e de outros protagonistas ou segmentos da imprensa, mas muito distantes da realidade dos fatos.

Temos aí os “spin doctors” (jargão inglês que significa pessoa especialistas em distorcer fatos, alterar rotações dos acontecimentos políticos, para favorecimento de algum candidato) que em nada contribuem à melhoria da política potiguar.

Lembram o velho comunicador de rádio e televisão, Chacrinha, que soltava com maior ênfase um bordão bem atual: “Eu vim para confundir e não para explicar”.

Sendo assim, perfeito.

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segunda-feira - 03/03/2014 - 13:09h
Em Mossoró

O adeus ao professor Éder Andrade de Medeiros

Éder: grande figura (Foto: Azougue.com)

Faleceu por volta de 23h desse domingo (2), em Mossoró, o professor Éder Andrade de Medeiros, 83.

Seu velório acontece na capela do Seminário Santa Terezinha.

O sepultamento está marcado para as 16h30 desta segunda-feira (3), no Cemitério São Sebastião, centro de Mossoró.

Que descanse em paz.

Nota do Blog – Éder estava duelando contra um câncer há considerável tempo, com extrema altivez.

Conheci-o muito de perto no início da minha atividade profissional, há quase 30 anos, quando ele exercia o cargo de diretor-administrativo do jornal O Mossoroense.

Bem antes, nossas famílias já possuíam convivência social próxima.

Figuraça.

Rigoroso nos compromissos, detalhista, correto em suas relações com empresa e pessoas, também deve ser anotada sua profícua passagem pelos quadros docente e administrativo da Universidade do Estado do RN (UERN).

Minha solidariedade a seus quatros filhos, esposa e netos.

Deixará saudades.

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segunda-feira - 03/03/2014 - 09:06h
Política potiguar

O julgamento das urnas e o julgamento da história

“Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.” (Guimarães Rosa)

Há quem adore cunhar certa expressão, para sentenciar alguém ou algum governo: “julgamento das urnas”.

Uma eleição, segundo essa linha de raciocínio, seria uma forma de julgar o candidato, pelo o que fez de certo ou errado do ponto de vista ético-moral e como “representante” do povo.

Menos. Ou mais ou menos.

Cada eleição tem metabolismo próprio, sua própria história, por mais conectada que esteja a anterior e de olhos na próxima. Entra em campo, também, a tal da “conjuntura” – o momento.

O discurso/marketing de cada candidato procura encaixar essa máxima a seu favor ou repeli-la, caso lhe seja prejudicial.

Vamos lá, a alguns exemplos, para tentarmos dirimir certas dúvidas e alimentar a boa dialética.

Wilma de Faria (PSD), candidata ao Senado em 2014, terá seus governos sob julgamento?

Na prática, sua chance de colocar-se em julgamento aconteceu em 2010, quando saiu do Governo para ser candidata a senador e foi derrotada por José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB).

Agora, quem parece em julgamento é Rosalba Ciarlini (DEM), governadora que a sucedeu.

Nesse contexto, é que Wilma reaparece das “cinzas”, pleiteando um “novo julgamento”, espécie de apelação da derrota que amargou em 2010.

Para Wilma, lógico que é mais cômodo concorrer ao Senado novamente, do que mais uma vez experimentar a guerra renhida das urnas na corrida à Governadoria. Seu nome é extremamente vulnerável, em face de um rosário de escândalos que permearam suas gestões.

Carlos Eduardo Alves (PDT) não conseguiu eleger Fátima Bezerra (PT) à Prefeitura do Natal em 2008. Sua própria administração enfrentou momentos de profundo desgaste.

Mas na campanha de 2012, ele foi praticamente “nomeado”, graças ao “julgamento” que a cidade fez da sucessora Micarla de Sousa (PV), avaliado até então como a pior gestora do Brasil, com quase 95% de reprovação popular.

Se Micarla tivesse obtido endosso popular, Carlos Eduardo Alves teria conseguido retornar à Prefeitura em 2014? Difícil.

Micarla transformou-se em seu principal cabo eleitoral, tamanho seu desgoverno. Carlos, então, passou a representar no coletivo e inconsciente popular, uma forma de “vingança” e não necessariamente de resgate.

Em relação à Wilma de Faria, a situação é muito parecida. Rosalba a exumou. Devolveu-a ao tablado, tamanho o desastre de sua administração.

Considerar Wilma de Faria a redenção para o falido Governo do Rio Grande do Norte, é uma clara distorção da realidade de forma deliberada ou por desconhecimento de causa.

Da mesma forma que a reeleição de Rosalba seria um exercício de estupidez coletiva.

Na prática, o julgamento das urnas é movido muito mais pelo emocional do que pela razão. É assim, a propósito, que se move o marketing político na sedução das massas.

É graças a essa inclinação humana, que de tempos em tempos caímos no conto do vigário, lero-lero de “caçador de marajá”, gente que “faz acontecer”, de governo “para todos” e outros embustes.

Quase nada real.

É sobretudo no caos que aparecem os falsos profetas, salvadores da pátria e algum Führer (líder, guia, mestre).

O Rio Grande do Norte precisa de um “gerente”. De alguém capaz, que inspire confiança e saiba dialogar sem arrogância com a sociedade e outros poderes.

No futuro teremos o definitivo julgamento da história.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 03/03/2014 - 07:07h
Política

As cenas dos próximos capítulos da “corda” do PMDB

Zunzunzum em Natal e praias de suas cercanias, que ouvimos em eco até no sertão, aponta que bases do PMDB maciçamente pedem Henrique Alves (PMDB) como candidato a governador.

Nas consultas feitas pelo próprio presidente Henrique, a indicação é uníssona.

Segundo o próprio Henrique, a “consulta” é uma forma de democratizar as decisões do partido, quanto à escolha de nome a Governo, apoio ao Senado e política de alianças.

A partir da clara rejeição ao nome do ex-senador Fernando Bezerra (PMDB) ao Governo do Estado, Henrique vai impor o ex-congressista mesmo assim?

Vai se esquivar de ser o candidato a governador?

E Fernando Bezerra topa, mesmo imolado, se submeter a tamanho constrangimento com forte odor de derrota?

O PMDB do Rio Grande do Norte corre sérios riscos de sair desmoralizado na tática de faz-de-conta de consultas às bases e, posteriormente, nas urnas.

Parece que está esticando demais a “corda”.

Vamos às cenas dos próximos capítulos.

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segunda-feira - 03/03/2014 - 06:22h
Mossoró

Diocese vai lançar Campanha da Fraternidade no dia 10

A Diocese de Mossoró vai lançar a Campanha da Fraternidade 2014. Será no dia 10 (próxima segunda-feira) deste mês, às 9h.

Acontecerá na Unidade de Convivência da Família (antigo Peti), na Avenida Alberto Maranhão, em frene à Escola Municipal Antônio da Graça Machado.

Este ano, o tema é “Fraternidade e tráfico humano”.

Já o lema será “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (GI 5,1).

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domingo - 02/03/2014 - 23:43h

Pensando bem…

“Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos.”

Jean-Paul Sartre

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domingo - 02/03/2014 - 14:27h

Nossa “Gotham City”

Nossa política parece que se passa em Gotham City.

Os bandidos são sempre os mesmos, apesar de caricatos.

Falta-nos um Batman.

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domingo - 02/03/2014 - 11:32h

A palavra

Por Pablo Neruda

Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam… Prosterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as… Amo tanto as palavras… As inesperadas… As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem…

Vocábulos amados… Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho… Persigo algumas palavras…

São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema… Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas… E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as…

Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda…

Tudo está na palavra… Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu… Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que, se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes… São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada…

Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos… Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo… Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas…

Por onde passavam a terra ficava arrasada… Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes… o idioma.

Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro…

Levaram tudo e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.

Pablo Neruda (1904-1973) – Escritor e poeta chileno.

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Categoria(s): Crônica / Grandes Autores e Pensadores
domingo - 02/03/2014 - 10:03h

Aquelas noites do sertão

Por Honório de Medeiros

* Em memória de Compadre Adauto Fernandes

Naquelas noites do Sertão a escuridão tomava conta da entrada do Sítio onde, à luz do lampião, Compadre Adauto Fernandes – eu, menino, o chamava assim, e ele assim me tratava – reunia, no seu entorno, a família e os amigos para uma xícara de café e ouvirem as estórias que constituíam a antiga tradição oral dos nossos antepassados.

Às vezes havia lua e o mar de prata criava ademanes fantasmagóricos nos arbustos lá fora, no terreiro; ao vê-los instintivamente aproximava-mo-nos um pouco mais do círculos dos adultos e somente relaxávamos quando sua risada cristalina pontuava essas estórias; até então, ele nos deixara, a todos, em permanente suspense.

Decerto nunca mais pude fugir de um compromisso alegando uma mentira inocente sem recordá-lo e a um desses “causos” em especial.

Dizia respeito a alguém do seu conhecimento que para fugir de um compromisso social jurara, através de bilhete, estar, em casa, de repouso e, ao voltar de um forró onde se esbaldara a noite inteira, em outra localidade, mal apeara do cavalo escutou choro e lamentações, e seu pressentimento foi confirmado pelos fatos – ela, sua esposa, jazia nos braços das filhas nos estertores da morte. Exposto assim parece pouco, quase nada, mas somente sabe acerca da magia daquelas noites quem as viveu no Sertão, à luz bruxuleante do lampião, céu estrelado, ouvindo, de quando em vez, dentre outros, o canto arrepiante dos rasga-mortalhas…

Eram estórias de amor, gestas, ódios de família, tesouros enterrados, botijas, estes descobertos por intermédio de sonhos que precisavam de uma sabedoria centenária para serem interpretados corretamente, raptos consensuais ou não, caçadas às onças nas quais somente a habilidade sobrenatural do caçador o fizera escapar com vida, pescarias milagrosas, recuperação da saúde via feitiços e orações de benzedeiras e curandeiros, secas e invernadas desmedidas, justiça divina a corrigir desmandos humanos, feitos com armas, aventuras de parentes e amigos nas terras desconhecidas da Amazônia, para a qual tantos tinham ido e não mais voltado, os segredos da Serra das Almas…

Na forma arrastada com a qual meu compadre contava suas estórias, havia uma magia que segurava a atenção: uma cadência hipnótica na voz, uma lógica precisa no encadear das frases buriladas com palavras que Luis da Câmara Cascudo não hesitaria em classificar como egressas do puro português colonial e que os folgados das cidades grandes alcunhariam de “matutês”, por pura ignorância, uma sabedoria antiga de quem herdara e cultivara o dom de contar uma estória.

O desfecho sempre ensinava uma lição de vida e, não raro, eram belíssimos achados a externar uma apropriada observação acerca da natureza dos homens e seu destino de desprezar o caminho certo, a senda justa, a trilha verdadeira, na vida, em troca das facilidades enganosas que o diabo apresentava, enquanto armadilhas, para a perdição da alma dos incautos.

Mas Compadre Adauto Fernandes não era somente um contador de estórias sem igual e um dos últimos integrantes daquela raça de titãs que colonizou o Sertão e que nasceu no começo do século XX. Dotado de arguta percepção a respeito dos homens e das coisas, certa vez me confessou por que não votara no candidato a prefeito que entusiasmava, então, sua numerosa família: “meu compadre, se ele não consegue arrumar sua casa, como vai arrumar a dos outros?”

Não deu outra. Foi uma desastre.

E quando lhe indagávamos, ansiosos, acerca do inverno, tão esperado todos os anos, respondia calmamente: “isso é com Deus, mas a experiência dos antigos diz que…”; quase sempre acertava.

Compadre Adauto Fernandes também era um poeta, em um certo sentido, alguém com o dom de dizer belamente, em momentos especiais, com tiradas de brilho incomum, algo que nunca brotaria, com facilidade, dos nossos corações e mentes. Dele escutei, certa vez, quando falávamos da morte, rompendo um seu mutismo inabitual, que “a morte, para quem fica, é uma saudade sem esperanças”.

Acaso alguém poderia ser mais preciso e poético ao descrever esse sentimento?

De outra, referindo-se aos caminhos e descaminhos de um amigo comum, saiu-me com essa, aludindo à eterna vitória da esperança sobre a razão: “compadre, quem nos puxa mesmo é a mão da ilusão…”

Tantos anos passados, todos nunca esquecidos. Tantas vidas vividas e sua lembrança não esmorece.

As vidas, meu compadre, sem homens como você, íntegro, único, profundo, está cada dia mais parecida com o que lhe ouvi dizer várias vezes a esse respeito – “é uma roca sem fuso!”

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 02/03/2014 - 09:36h

Vinícius no plural; paixão, poesia e carnaval

Por União da Ilha

Surgiu, ao som do mar, um poeta
que brincava na areia
na ilha um menino, sempre a sonhar
fez da sua vida um poema
e viveu a declamar
“como é bom se apaixonar”!
Ó pátria amada, recebe esse menestrel!
Voz do morro na folia, orfeu chegou, raiou o dia!
Levou a bossa no “tom” d’alegria
se é canto de ossanha menina, então não vá!
Um berimbau vai ecoar…
Vem, meu camará!

“menininha me chamou… Vou pra bahia
sou da linha de xangô… Caô meu guia
odoyá… Yemanjá!
A benção meu pai oxalá!”

ê jangada… Na luz da manhã já vai navegar
segue pra itapuã, no brilho do sol… É bom vadiar!
Um jeitinho que fascina
num doce balanço que não tem igual
quando abrir a arca de noé…
Um riso de criança em cada olhar
enfim, o que importa é amar
a noite é sua passarela
o show não pode parar

onde anda você…”poetinha”?
Saudade mandou te buscar
a ilha é paixão na avenida
mais que nunca é preciso cantar!

União da Ilha – Escola de Samba do Rio de Janeiro, que em 2013 apresentou essa homenagem a Vinícius de Moraes, em samba-enredo, sob autoria de Júnior , Ginho , Vinicius do Cavaco , Eduardo Conti , Professor Hugo , Jair Turra.

Veja AQUI.

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Categoria(s): Poesia
domingo - 02/03/2014 - 08:32h

A seiva doce do massapê

Por François Silvestre

Mesmo a grafia indicando som aberto, a sonoridade do mato consagrou o som fechado, massapê. Mais bonito e mais próximo da sua compleição. Até porque cada palavra acaba incorporando na sonoridade da pronúncia o formato da coisa nominada.

Quando no sertão, vítima das secas e dos teóricos distantes, que se arvoram em conhecedores das dores daqui, as primeiras chuvas do ano adocicam a seiva dos tabuleiros e recepcionam a maciez colorida do capim de seda, o plantador de feijão remexe com as mãos a umidade do massapê. Depois, põe a mão em forma de aba sobre os olhos e paquera as torres do Nascente.

Os primeiros brotos da cebola braba animam-se nos quintais anunciando mais uma espera. Junta-se a eles o cantar dobrado do sabiá, que só canta assim nas vésperas de chuva. Em ano de seca fechada, o sabiá trina uma toada linear, sem dobra, sem risco do desafino. Ele não quer iludir as sementes guardadas num frasco de plástico, longe do gorgulho, que semearão a terra molhada para a colheita no tempo das fogueiras.

Quem sabe disso tudo é Tico de Quinola, habitante da ponta do banco de cumaru, na parte oeste do balcão da bodega de Priquitim, onde ele se aboleta desde cedo, a receber agrados de cachaça, acompanhada de pequenos pedaços de laranja ou mais raramente um naco de queijo de coalho.

Fala pouco, como toda gente sabida. Ouve primeiro, para não desagradar a opinião do freguês passante. Pode lhe custar uma dose perdida. Já foi aluno do “Almino Afonso”.

“Tão falando numa seca verde”, diz Leon de Amância, puxando conversa. Não foi suficiente pra Tico manifestar-se. Aguardou mais alguma extensão da fala. “Nem sei o que danado é isso, seca verde”? Essa observação meio pergunta de Leon foi a deixa pra ele expor sua opinião sem medo.

“Seca verde é o governo. Nós aqui só conhecemos secas cinza”. Falou animado, já recebendo uma boa bicada do visitante, acompanhada duma lasca de queijo. E aí deitou lição: “Mostrar juazeiro verde, mesmo na seca, não é vantagem. Nem floração do mofumbo. Nem pingos nas rochas da Casa de Pedra. Pra isso não se precisa das promessas calejadas do governo. E quem enricou com promessa foi São Severino dos Ramos”.

Nas telas das TVs do Sudeste, o Nordeste aparece muito rapidamente, nas previsões do tempo. E o Rio Grande do Norte inexiste. A moça passa a mão depressa pelo mapa daqui, enquanto se detém demoradamente nas nuvens de cada pedaço dos Estados de lá.

Mesmo assim, o furabarreira continua animando o matuto. O inchu e o inchuí tão nem aí. Enchem de mel claro suas capas, como a dar o dedo aos “sertanistas” de longe. Não conhecem nem as cidades onde moram e exibem cultura, querem conhecer o Sertão, que não permitiu ainda suas entranhas a ninguém. Quando muito, uma brecha à linguagem.

Enquanto isso, Tico de Quinola toma mais uma no cumaru de Priquitim. Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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Categoria(s): Crônica
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 02/03/2014 - 07:15h

Pensando bem…

“Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore”.

Benjamin Franklin

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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 01/03/2014 - 11:36h
Pobre Mossoró!!

UPA aberta prova má-fé e apoio criminoso da mídia amestrada

E pensar que há algumas semanas, existia movimento em órgãos de imprensa de Mossoró contra abertura da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Belo Horizonte…

Meu Deus!!!

Os interesses politiqueiros, que aparelham setores da imprensa que vivem tão-somente do dinheiro público, causam dano incrível à sociedade.

Inaugurar UPA e não botá-la para funcionar era normal, sendo camuflada por “dificuldades” políticas em Brasília – que seriam provocadas por adversários. Essa era a versão da mídia cavilosa.

Prometer abrir, sem realmente priorizar a saúde, era noticiado como “esforço” e não como falta de real foco.

Quando o prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD) avisou que abriria, virou motivo de chacota e tentativa de desmoralização.

Por quê?

Por que aberta, a UPA representa um monumento vivo à má-fé, à mentira, à incompetência e a prova de que existiam outras preocupações em vez da saúde pública.

Promoção de festas e pulverização de milhões de recursos em favor da própria imprensa amestrada, além dos “jagunços cibernéticos”, eram mais importantes do que salvar vidas e atenuar a dor de milhares de idosos, crianças, mulheres, homens.

Quando alguns órgãos de imprensa um dia forem “privatizados”, a sociedade descobrirá como foi ludibriada e insultada em sua inteligência.

Pobre Mossoró!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 01/03/2014 - 09:40h
Mossoró

UPA começa a funcionar após 1 ano e 2 meses de inaugurada

A Unidade de Pronto Atendimento Raimundo Benjamim Franco, no bairro Belo Horizonte, iniciou atendimento à população na noite desta sexta-feira, 28. Das 17h às 19h, as instalações da UPA foram visitadas por moradores e imprensa, e às 19h foi iniciado o atendimentos aos mossoroenses.

Povo visitou unidade e conheceu sua estrutura e funcionamento, sem discursos ou foguetórios

“Agora não teremos que ir até ao Alto de São Manoel ou Santo Antônio para receber atendimento, temos uma UPA perto da gente. E não vai ser útil apenas para os moradores do Belo Horizonte e entornos, mas para toda a Mossoró. É uma alegria ver uma unidade tão importante recebendo pacientes”, disse Agostinho Epaminondas, morador do Alto do Xerém.

A secretária da Saúde, Leodise Cruz, explicou que todas as escalas estão completas com funcionários do município e empresa terceirizada. Cada plantão funcionará com quatro médicos.

Demanda

“Todos os serviços ofertados pelas outras duas UPA’s estão disponíveis aqui no Belo Horizonte, 24 horas por dia. A expectativa é que de 600 a 800 pessoas sejam atendidas diariamente”, disse a secretária, complementando que a abertura da unidade implicará na redução da demanda nas demais.

Ainda de acordo com Leodise Cruz, no mês de abril o serviço de ortopedia deve ser disponibilizado.

“Em abril será iniciado o funcionamento da ortopedia, o que deve aumentar o número de atendimentos”, observou.

Com informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Meninos,  eu vi.

Confesso que me emocionei, me arrepiou percorrer cada sala, corredor, calçada e diversos setores da UPA. Depois de um ano e dois meses de inauguração (sem nunca ter aberto suas portas), lengalenga, enganação, desrespeito com a população pobre de minha cidade, vejo o tamanho do mal que foi promovido contra esse povo (principalmente o mais carente).

O mais interessante, é que na abertura ontem, não houve foguetório, discursos, prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD) não apareceu por lá, não promoveram shows com Banda Grafith ou Aviões.

Eu testemunhei o povo simples espiando para tudo, com olhos brilhantes, sentindo aquilo como seu e não de uns poucos ou para servir à propaganda personalista, de exaltação da imagem desse ou daquele  político vigarista.

Por lá encontrei políticos de vários matizes, adversários do governo provisório, aliados, incontáveis profissionais da saúde, servidores públicos comuns, muitos impressionados com a dimensão do que foi colocado em funcionamento.

Que o governo, seus servidores, órgãos de fiscalização e principalmente a população possam abraçar essa iniciativa, aplaudindo, cobrando, denunciando, sugerindo ideias para que a UPA cumpra seu real papel social.

Amém!

Meninos, eu vi!

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sábado - 01/03/2014 - 09:07h
À deriva

Facção de Fafá Rosado dá mostras de que não é do ramo

Que situação política patética, mas prevista por este Blog há considerável tempo, vive a facção política da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Veja só:

Gustavo, Fafá e Gustavo: em mãos alheias à sua vontade

Dividiu-se em três siglas para não perder o foco do poder e dar demonstração de força,  mas está sem influência em qualquer uma delas.

No DEM, deixou o deputado estadual Leonardo Nogueira, que teve que se transformar em adversário da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e sabe da dificuldade extrema de reeleição.

No PV, alojou o vereador Francisco Carlos e o agitador cultural (líder da facção) Gustavo Rosado, que tinham o comando partidário, mas foram desalojados por ordem do diretório estadual.

Alex Moacir

PV está entregue a João Gentil, genro do ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Walter Fonsêca, que se reaproximou politicamente da deputada federal Sandra Rosado (PSB).

No PMDB, Fafá Rosado desembarcou para ficar à mercê das decisões do partido e da presidente local, vereadora Izabel Montenegro. Não lidera nada, patavina.

Para piorar, o PMDB pode se compor com o PSB – comandado pela arqui-adversária Sandra Rosado.

Com dois mandatos de prefeito de Fafá e dois de deputado estadual de Leonardo, além de um do vereador Francisco Carlos, o esquema não tem controle sobre sua bússola política.

A maior esperança de redenção está no vereador Alex Moacir (PMDB), em primeiro mandato, mas que pode ser candidato a vice-prefeito em composição com o PSB, com o PSD do prefeito provisório Francisco José Júnior ou até mesmo sair com candidatura própria.

Porém, Alex se desgarrou há algum tempo da chefia de Gustavo Rosado. Marcha em faixa própria, com projetos próprios.

Bem que eu avisei há muitos anos: “A patota não é do ramo”.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 01/03/2014 - 07:55h
Eleições suplementares

Cláudia Regina e Larissa Rosada estão inelegíveis, afirma juiz

Do Portalnoar

Adversárias nas eleições de 2012 na disputa pela Prefeitura de Mossoró, a prefeita cassada Cláudia Regina (DEM) e a deputada estadual Larissa Rosado (DEM) estão inelegíveis perante a Justiça e proibidas de disputar o cargo nas eleições suplementares, marcadas para o dia 4 de maio.

Carlo Virgílio mostra situação complicada

O juiz eleitoral Carlo Virgílio Fernandes confirmou a informação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) e alertou que os partidos que disputarão o pleito precisam estar preparados com antecedência.

Ele explicou que nada impede as conversações entre os partidos para formar as alianças neste momento, contudo, as reuniões oficiais e formatação de atas de coligação podem ser definidas apenas entre o período de 2 a 6 de abril, quando os candidatos são anunciados, como ficou definido na resolução do TRE que fixou as datas e aprovou as instruções.

“O registro do candidato deve acontecer até o dia 11 de abril. Se elas [Larissa e Cláudia] permanecerem inelegíveis, estarão impedidas de concorrer. O mesmo acontece com a governadora Rosalba, também se encontra inelegível. Apesar de não ter a condenação em trânsito e julgado, ambas possuem uma condenação por órgão colegiado. O que aconteceu aqui”, citou o juiz, ratificando que no caso de Rosalba, a condenação ocorreu também pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa.

Cenários

Entretanto, ainda existe dois cenários possíveis em que Cláudia Regina apareça como candidata. O primeiro é se até o dia 2 de abril, quando inicia o período de convenções, ela consiga uma reversão da decisão deferida pelo Pleno potiguar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Outra possibilidade é a defesa dela conseguir o deferimento de liminares, nos 11 processos os quais ela foi condenado.

Virgílio citou ainda que os futuros candidatos ligados a administração pública, necessitam pedir o licenciamento ou afastamento dos respectivos cargos com 24 horas de antecedência ao período das convenções, como diz a lei eleitoral. Porém, se um vereador ou o atual prefeito Francisco Silveira Júnior se lançar candidatos, a legislação não prevê o licenciamento dos cargos políticos.

“Silveirinha não é o prefeito, ele está prefeito. Então, se por acaso ele se lançar candidato será como uma eleição normal, podendo até tentar uma reeleição, numa outra eleição. Perdendo, ele volta a ocupar sua cadeira como vereador de Mossoró. Assim como qualquer outro vereador que queira disputar”, comentou.

De acordo com o juiz, “a expectativa do Tribunal é que esta eleição suplementar seja tranquila, tendo em vista não ser a primeira eleição suplementar desde 2012 e o fato do RN ser referência nacional no controle eleitoral”.

Virgílio revelou que uma das poucas preocupações tem a ver com o processo de cadastramento biométrico em andamento na cidade.

“Em Mossoró temos a 33ª e 34ª zonas eleitorais. A 33ª estará dedicada à biometria e a 34ª ao processo eleitoral. É uma particularidade, mas não deverá atrapalhar”, afirmou.


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Categoria(s): Política
sexta-feira - 28/02/2014 - 23:59h

Pensando bem…

“Onde não falta vontade existe sempre um caminho.”

John Ronald Tolkien

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Categoria(s): Pensando bem...
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 28/02/2014 - 23:50h
Eleições estaduais

Robinson diz que aliança com PT “está bem adiantada”

Para o vice-governador dissidente, Robinson Faria (PSD), “as conversas estão bem adiantadas” entre seu partido e o PT, para uma aliança à campanha estadual deste ano.

Mas nem por isso, deixou claro em conversa com o Blog agora à noite, existe esgotamento de diálogo com outros partidos e lideranças. “Acho que ninguém está fechando porta”, assinalou.

O que Robinson fez questão de frisar, é que “a partir de agora, PT e PSD passam a conversar juntos sobre a campanha, com qualquer outro interlocutor. “Não se trata de Robinson se reunir em separado. Estamos juntos”, reiterou.

Robinson – pré-candidato a governador – desembarcou em Mossoró para jantar na casa do presidente do PDT local, empresário Rútilo Coelho. A recepção selou apoio público do partido ao governo do prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD).

Em seguida, vice-governador, acompanhado do deputado federal Fábio Faria (PSD), outros correligionários e assessores, atendeu convite de Francisco José Júnior e participou da abertura do carnaval da cidade.

Depois, tinha agendado viagem a Apodi.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 28/02/2014 - 14:19h
Mossoró

Morre o médico Rosado Cantídio

Faleceu ao final da manhã de hoje, no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró, o médico Rosado Cantídio, 80.

Corpo é velado na Capela do Seminário Santa Terezinha.

Será sepultado às 17h30, no Cemitério São Sebastião, Centro.

Ele estava internado há 60 dias na UTI do hospital.

A causa morte foi em decorrência de complicações cardíacas.

Que descanse em paz.

Nota do Blog – Mossoró perdeu também nos últimos dias, dona “Chiquita” (Francisca Araújo da Silva), Sebastião da Mota (Sebastião de Zoraide) e Maria do Carmo Porto.

Grandes desfalques do nosso universo humano.

Fazem falta.

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