segunda-feira - 07/10/2013 - 19:41h
Mossoró

Cláudia e Wellington são cassados pela quarta vez

A prefeita e vice cassados de Mossoró, Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB), foram cassados pela quarta vez em primeiro grau. A decisão dessa feita, pela terceira vez, foi proclamada pelo juiz da 33ª Zona Eleitoral, José Herval Sampaio Júnior – nesta segunda-feira (7).

À semana passada, dia 1º, os dois tinham sido cassados e afastados pela juíza da 34ª Zona Eleitoral, Ana Clarisse Arruda Pereira (veja AQUI)

Abuso de poder econômico, compra de votos e conduta vedada compõem denúncia desencadeada pela coligação “Frente Popular Mossoró Mais Feliz”, que arrimou a chapa oposicionista à prefeitura, Larissa Rosado (PSB)-Josivan Barbosa (PT). A demanda em questão é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) N° 417-67.2012.6.20.0033.

A decisão pune os réus com afastamento dos respectivos cargos (efeito imediato), inelegibilidade por oito anos, posse provisória do presidente da Câmara Municipal como prefeito e determina realização de novo pleito municipal.

“Promessas e doações realizadas em prol dos investigados – utilização excessiva de recursos econômicos e políticos com a finalidade de criar situações favoráveis à eleição dos primeiros investigados – corrupção político-eleitoral”, resumem a denúncia.

Veja, abaixo, o que foi narrado nos autos, que levaram o judicante ao convencimento de que Cláudia e Wellington foram favorecidos:

1) Da promessa do empresário Edvaldo Fagundes às duas principais instituições católicas da cidade. Promessa estendida a outras instituições inclusive com indicativo de continuidade na ajuda, para, no caso de vitória da então candidata Cláudia Regina e seu vice (paginas 12/16).

2) Da doação de bicicletas pelo empresário Edvaldo Fagundes. Promessas realizadas anteriormente às eleições e entrega posterior, com presença de filhos da governadora, bem como do filho do deputado Betinho Rosado (paginas 17/19).

3) Da doação de cadeiras de rodas pela filha do empresário Edvaldo Fagundes, conjuntamente a panfletos com propaganda negativa à campanha da então candidata Larissa Rosado, isso, anterior à eleição (paginas 19/20).

4) Da apreensão de camisetas padronizadas no dia da eleição, distribuídas pelos investigados, inexistência de despesas a esse fim na prestação de contas dos primeiros investigados efetuadas (paginas 20/24).

II. Do abuso de poder econômico praticado no contexto da prestação de contas dos investigados.

1) Do emprego de dezenas de Hilux (páginas 24/31).

2) Da utilização de helicóptero na campanha dos investigados, sem, contudo, ser informado na prestação de contas dos investigados e assim, não sendo contabilizados os valores referentes ao mesmo (páginas 31/33).

3) Da irregularidade das doações realizadas pelo Colégio Mater Christi, integrante de grupo educacional recebedor de recursos públicos (páginas 33/35).

4) Das doações relacionadas a atividades que não a atividade econômica da parte doadora e que, também, não apresentam compatibilidade com os valores de mercado dos bens doados (páginas 35/41).

5) Da utilização de veículos em propagada eleitoral, inclusive com registro junto à Justiça Eleitoral, mas, sem contabilização em prestação de contas (páginas 41/42).

6) Das doações efetivadas após o dia 07 de Outubro de 2012 (páginas 42/43).

7) Da alteração de limite de gastos durante a campanha sob pretexto e vinculado a gastos diversos dos que deram ensejo a alteração verificada (páginas 43/45).

8) Da superação do limite de gastos previsto para custeio da campanha dos investigados (páginas 45/47).

IV. Demais aspectos fáticos inerentes ao abuso de poder politico e econômico nas eleições de 2012:

1) Da ilícita propaganda realizada no dia das eleições pela senhora governadora Rosalba Ciarlini em favor dos investigados (páginas 48/50).

2) Do amplo emprego de Torpedos (SMSs) destinados a celulares com veiculação de propagandas negativas à candidata adversária, Larissa Rosado (páginas 50/51).

3) Do emprego de recursos econômicos para doações irregulares em prol da campanha investigada – formas de captação de sufrágio que são mais visíveis como abuso de poder econômico (páginas 51/56).

4) Da utilização da máquina administrativa municipal e doação de bens públicos em período vedado (páginas 56/68).

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Categoria(s): Eleições 2012
segunda-feira - 07/10/2013 - 09:39h
Sabedoria oriental

Gatos e cachorros no palácio

Nesse momento de vácuo e instabilidade no poder, em Mossoró, fica fácil distinguir cachorro de gato, no Palácio da Resistência (sede da prefeitura).

Gato gosta da casa; cachorro, do dono – atesta um adágio japonês.

Uns, por sua natureza, sempre paparicam o prefeito (a) de ocasião. Zelam pela “sombra” na boa casa; outros, na verdade, são fieis à pessoa (gente rara).

Qualquer dúvida, é só olhar o ostracismo a que foi relegada a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB)…

Saber separar gato de cachorro e utilizá-los no que possuem de melhor, é tarefa para líderes e não chefes, que costumam misturar as pelagens e terminam vítimas dos gatos, por não valorizarem os cachorros.

É a sapiência oriental que nos ensina…

Aprendamos!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 07/10/2013 - 09:25h
José Pinheiro, do Apodi

Ex-prefeito segue genro na escolha do Solidariedade

O médico José Pinheiro Bezerra, de longa história em Apodi, tem novo endereço partidário: está no Solidariedade – sigla nova no cenário partidário brasileiro, comandado no Rio Grande do Norte por seu genro e deputado estadual Kelps Lima.

Pinheiro foi prefeito do Apodi em três mandatos.

“Doutor Pinheiro” esteve por cerca de 30 anos no PMDB e depois se filiou ao PR do deputado federal João Maia, por influência de Kelps.

Agora, a mudança é novamente sob a batuta do genro.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 07/10/2013 - 09:14h
Mossoró

Movimento cobra mandato de Cláudia na Net e na Rio Branco

Militantes governista fizeram mobilizações nas redes sociais no final de semana e nas ruas de Mossoró. Movimento foi em defesa do retorno à Prefeitura de Mossoró da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), bem como seu vice Wellington Filho (PMDB).

Francisco José Júnior (em meio à ginástica) com camisa apolítica (Foto Prefeitura de Mossoró)

Contestavam decisões – três – de cassação da prefeita e do seu vice, além de defenderem a legitimidade do mandato.

A decisão judicial que a afetou foi registrada no último dia 1º , em sentença da juíza da 34ª Zona Eleitoral – Ana Clarisse Arruda Pereira (AQUI).

Nas redes sociais, a estratégia foi utilizar um “tuitaço” (postagem em massa de mensagens na rede de microblogs Twitter).

“#MossoróQuerCláudia” – no Twitter – foi o título da campanha. “Vamos exaltar nossa Prefeita e suas ações em apenas 9 meses de gestão. Contamos com a participação de todos sem hora para acabar. Mobilizem todas as pessoas que você conhece e junte—se a nós,” orientou a organização do trabalho em email enviado aos participantes.

Viva a Rio Branco

– Não usar a Tag (título da mensagem) repetidas vezes – Ex: #MossoróQuerCláudia #MossoróQuerCláudia #MossoróQuerCláudia – FARÁ COM QUE GERE SPAM – orientou também na cartilha on line.

Nas ruas, a convocação foi para comparecimento nesse domingo (6) ao evento da prefeitura, denominado de “Viva a Rio Branco”, usando roupas em cor laranja, símbolo da campanha de Cláudia e Wellington no ano passado. A Rio Branco é onde fica o chamado “Corredor Cultural de Mossoró”.

O prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD), esteve no Viva a Rio Branco no papel de “desportista”, mas em camiseta branca com a mensagem “Mossoró eu amo, eu cuido”.

Foi discreto e evitou relação direta com o movimento, até temendo implicações político-judicais.

Em outras edições dessa iniciativa, a prefeita Cláudia Regina é quem comparecia numa versão atleta, em passeios em bicicleta e caminhadas.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 07/10/2013 - 08:13h
Câmara de Mossoró

Afastamento de prefeita abre brecha para ação oportunista

O vácuo de poder em Mossoró, com cassação e afastamento da prefeita (Cláudia Regina-DEM) e vice (Wellington Filho-DEM) à semana passada, causa surgimento de forças oportunistas. E ação oportunista, por conseguinte.

Há um silencioso movimento nos intramuros da Câmara Municipal, para que se antecipe as eleições para a mesa diretora da Casa, biênio 2015-2016.

O pleito só aconteceria no final do próximo ano, mas a ausência da prefeita afastada da liderança do governismo, até com sumiço físico, enseja a ocupação de espaços.

A própria Cláudia era articuladora do governo e encabeçava negociações diversas com sua bancada na Câmara Municipal. Não delegou essa tarefa a ninguém.

Nos últimos governos que a antecederam, das prefeitas Rosalba CIarlini e Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB), a articulação e até administração eram comandadas por terceiros.

Rosalba, tendo à frente o marido Carlos Augusto Rosado (DEM); Fafá, o irmão Gustavo Rosado (PV).

Depois trago mais detalhes de bastidores.

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segunda-feira - 07/10/2013 - 07:51h
Temporada 2014

Potiguar começa contatos para montagem de elenco

O Potiguar de Mossoró iniciou contatos com jogadores para montagem de elenco para a temporada 2014. Teremos excelentes surpresas.

O treinador Arnaldo Lira teve acerto com a diretoria do clube à semana passada.

Como terá uma temporada com enorme visibilidade, em especial no primeiro semestre, o clube desperta atenção e interesse de jogadores de todas as partes do país, que desejam projeção e visibilidade.

O Potiguar participará do Campeonato Estadual, Copa do Brasil e Copa Nordeste no período.

Baraúnas

O Baraúnas procura se reordenar para 2014, com esforço de abnegados à montagem de nova diretoria e planos para 2014.

A participação, com queda, na Série C, refletiu muito das dificuldades enfrentadas pelo tricolor este ano.

Ontem, em casa, perdeu mais uma.

Levou de 0 x 1 do Luverdense ainda pela Série C.

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  • San Valle Rodape GIF
domingo - 06/10/2013 - 23:48h

Pensando bem…

“O respeito é uma barreira que protege igualmente o grande e o pequeno, cada um do seu lado pode se olhar de frente.”

Balzac

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domingo - 06/10/2013 - 22:22h
Zeca Pagodinho

Letra e Música – 204

Gosto muito desse cara: música, ginga, jeito despojado de ser. Seu lado anti-star, em especial.

Zeca Pagodinho é o bom malandro, engajado com sua sociedade, atento ao seu entorno.

Exprime aquela alma carioca, que vive, exalta a vida e deixa a vida levá-lo.

Mas agora, pego com Carlinhos Santana e Rufino, a cadência romântica de Verdade, para ouvi-lo na plenitude.

Aí nosso Zeca “faz zoeira”.

Para a semana chegar abençoada, deixando para trás qualquer desânimo, aproveite mais essa bela canção da série Letra e Música:

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!…

Prá ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zueira…

Fui a beira do rio e você
Com uma ceia com pão
Vinho e flor
Uma luz pra guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!…

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida…

Meu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual, lua cheia…

Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar

Verdade!…

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 06/10/2013 - 12:24h
Juíza Ana Clarisse Arruda Pereira

A mão rigorosa que faz história na política de Mossoró

Magistrada que cassou prefeita e vice tem histórico de sobriedade, mas também de firmeza com as leis

Nos últimos dias um novo nome passou a ser mais conhecido ou, pelo menos mais comentado, no universo da política mossoroense. Não caiu de paraquedas no cenário e enredo, que se diga.

Ana Clarisse Arruda Pereira, cearense de origem, que integra a magistratura do Rio Grande do Norte, afastou um prefeito (a) do cargo pela primeira vez na história da gestão pública de Mossoró. A atingida foi a prefeita Cláudia Regina (DEM), além do seu vice – Wellington Filho (PMDB), no último dia 1º (terça-feira).

Ana Clarisse: expressão de Augusto dos Anjos

Acusação: abuso do poder econômico.

Sua decisão produzia “efeito imediato”, ou seja, “desde a ciência da parte representada” (prefeita e vice) deveria acontecer o afastamento dos réus, devido cassação por “conduta vedada”. Boa parte da imprensa aparelhada e incontáveis vozes leigas e, passionais, passaram a contestar e ironizar sua sentença, apostando que tudo seria resolvido vapt-vupt.

Este Blog que isoladamente assinalava essa determinação – era desdenhado.

Divulgava-se a certeza de que prefeita e vice eram inamovíveis. Não foi o que ocorreu.

No dia seguinte (quarta-feira, 2), Mossoró ganhou o vice-presidente da Câmara Municipal, Alex Moacir (PMDB), como prefeito provisório. Já no dia 3 (sexta-feira), foi a vez do presidente da Câmara Municipal, Francisco José Júnior (PSD), pousar na mesma cadeira.

Enquanto isso, advogados dos cassados tentavam uma decisão liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para retomada dos cargos até decisão do mérito do processo em questão.

Mais adiante você vai entender todo esse lengalenga. Antes, vamos olhar para outro episódio, fora dessa celeuma paroquial mossoroense.

Dinheiro em espécie

Ana Clarisse é uma juíza de hábitos sociais sóbrios, distante de holofotes ou de tititi midiático. A toga não lhe pesa ou lhe estimula a afetações. Nem assim passa despercebida.

“Ela tem a mão pesada”, diz um advogado de velho curso no mundo forense da região.

Em 2012, titular da 35 Zona Eleitoral, Ana Clarisse transformou-se em notícia nacional ao determinar veto ao trânsito de dinheiro em espécie acima da quantia de R$ 1.500 nas cidades de Apodi, Felipe Guerra, Severiano Melo, Itaú e Rodolfo Fernandes. A região é historicamente conhecida pelo abuso da máquina pública e poder econômico para definir quem ganha e quem perde no voto.

A decisão foi publicada sábado (29 de setembro), através da Portaria nº 13/2012, com “objetivo de impedir a comercialização de votos” naquela região. A determinação vigorou até o dia da eleição, domingo, 7 de outubro.

Rosalba, Cláudia e um avião infatigável

Voltemos à cassação e afastamento da prefeita Cláudia Regina e do vice Wellington Filho:

Em Mossoró, a juíza” assumiu a 34ª Zona Eleitoral há poucos meses. Substituiu o judicante Pedro Cordeiro Júnior, que estava na titularidade durante a campanha e eleições do ano passado.

“A mão que afaga é a mesma que apedreja”, vale lembrar o poeta Augusto dos Anjos. Ana Clarisse já inocentou prefeita e vice cassados/afastados.

Em dois processos em setembro, Cláudia e Wellington saíram numa boa. Julgou que retirada de cartazes de campanha da então candidata oposicionista Larissa Rosado (PSB) – no Sítio Hipólito – e  uma gravação de mensagem da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), veiculada pelas ruas de Mossoró durante a campanha, não ensejariam punição contra os dois.

À semana passada, não. Sua mão pesou. Prolatou sentença que ejetou Cláudia e Wellington das cadeiras de prefeito e vice.

Antes, na 33ª Zona Eleitoral, outro cearense, José Herval Sampaio Júnior, já condenara Cláudia e Wellington duas vezes, além de impor mesma punição contra Larissa Rosado, da oposição.

Avião

Além da perda do mandato, Cláudia e o vice-prefeito foram condenados a pagar R$ 30 mil de multa Unidade Fiscal de Referência (UFIR), equivalente a R$ 72 mil. A punição pecuniária atingiu ainda a governadora Rosalba Ciarlini.

A decisão da magistrada é relacionada ao processo protocolado pela coligação “Frente Popular Mossoró Mais Feliz”, que pediu a cassação da prefeita por conta dos abusos cometidos na campanha. Nos autos, é atestado que a governadora fez 56 viagens com o avião oficial do Governo do Estado, apenas no mês de setembro de 2012 – reta final da campanha eleitoral. Quase dois pousos/decolagens por dia.

Em todo o ano anterior (12 meses), Rosalba tinha usado o avião oficial em 98 pousos/decolagens no mesmo aeroporto de Mossoró.

“No caso em tela, considero que a conduta da governadora Rosalba Ciarlini é de extrema gravidade, uma vez que, de forma abusiva, utilizou-se dos recursos do Governo do Estado em benefício dos candidatos Cláudia Regina e Wellington Filho, fazendo com que sua presença nos eventos de campanha fosse constante, desequilibrando assim o pleito eleitoral em favor dos candidatos eleitos nas eleições municipais de 2012 em Mossoró”, sustentou a magistrada no arrazoado de sua sentença (veja matéria AQUI).

O protagonismo da juíza não ficou por aí, no que seria o suficiente – do ponto de vista de suas prerrogativas.

Manobra de bastidores do governismo tentaram adiar a posse do novo prefeito. A estratégia foi empurrar para Ana Clarisse um inusitado pedido de esclarecimentos sobre o óbvio ululante: “quem deveria assumir a prefeitura?”

O presidente da Câmara Municipal – Francisco José Júnior, substituto legal, estava em viagem aos Estados Unidos. Obviamente, o vice Alex Moacir  teria que ser o prefeito. Não se tratava de uma faculdade, mas uma injunção.

Alex Moacir segurou-se  para não assumir no dia 2, supostamente por “insegurança”.

Reprimenda

A juíza, interpelada pela própria Câmara, emitiu decisão tornando translúcido o que já era claro. “(…) Comporta destacar que causa estranheza tal requerimento, uma vez que, presume-se, estarem os edis preparados para o exercício de seu mister público, ou mesmo que dispõem de assessoria jurídica capaz de dirimir dúvida tão basilar do Direito Administrativo” , declarou Ana Clarisse, com uma elegante reprimenda ao desconhecimento ou à desfaçatez do Legislativo.

Alex tentou sair do foco (Foto: Blog Carlos Santos)

Um grupo de vereadores chegou a estar na sede da 34ª Zona Eleitoral, à tarde do dia 2, para tratar desse encolhe-estica. Mas o que apressou a posse de Alex Moacir, vereador governista, na prefeitura, foi outro episódio.

O vereador oposicionista Soldado Jadson, segundo-vice-presidente da Câmara, avisou que se Alex Moacir se esquiva-se de seu dever, ele – com amparo constitucional, assumiria a prefeitura.

Avisado por telefone do que rondada o intocável poder do DEM no Palácio da Resistência, Alex Moacir apareceu na própria 34ª Zona Eleitoral para ser formalizado da situação. Ao final da tarde “virou” prefeito.

Com o retorno de Francisco José Júnior da viagem, na sexta-feira (4), Mossoró passou a ter outro prefeito. Nesse ínterim, Cláudia e Wellington preferiram evitar aparição pública e qualquer pronunciamento oficial, enquanto os seus advogados tentam reversão desse quadro.

Quanto à juíza, apesar de abarrotada de processos em vara da Justiça Comum, não folgou com o barulho dessa situação. Ainda na quarta-feira presidiu normalmente sessão relativa a outra demanda eleitoral de 2012 e nesta semana deve emitir sentença em novo processo (veja AQUI).

Entretanto, é bom ser sublinhado, que pelo menos mais quatro estão conclusos para sentença nos próximos dias (veja postagem ainda hoje).

Qual será sua decisão?

Talvez a leitura do “Monólogo das mãos ” – de Giuseppe Ghiaroni (1919-2008) –  (AQUI) nos dê uma pista:

“(…) Para que servem as mãos?…

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 06/10/2013 - 10:16h

Só Rindo (Folclore Político)

Uísque em velório

Seguidor político e amigo do deputado federal Vingt Rosado, o empresário (e ex-prefeito mossoroense) Alcides Fernandes da Silva, o “Alcides Belo”, procura incessantemente o parlamentar na cidade.

Os locais de hábito do deputado são contactados, sem sucesso. Mas ele não desiste.

Alguém então o informa, que o deputado estaria na casa do industrial Aldo Fernandes.

No endereço indicado, que tem considerável aglomeração de pessoas, Alcides visualiza Vingt num ponto mais remoto e reservado, ao lado de outros circunstantes.

– Doutor Vingt, eu quero conversar com o senhor… (e blá-blá-blá) – emenda Alcides Belo.

Rosto circunspecto, ensimesmado, Vingt mantém-se silente. Não entabula conversa alguma.

Infla o cenho, aborrecido. Faz bico e torce o pescoço angustiado na gravata que lhe parece mais apertada…

Para tentar arrancar pelo menos um monossílabo do deputado e descontrair o ambiente que lhe parecia carregado, Alcides Belo encontra uma saída. Resolve quebrar o gelo.

– Que festa de aniversário é essa que não tem sequer um uisquezinho? – indaga, com os braços alargados.

Com as próprias mãos comprimindo as coxas, como se fosse arrancá-las, Vingt Rosado explode:

– Larga de ser besta, Alcides! Você não está vendo que isso aqui é um velório!?

* Texto originalmente extraído do livro “Só Rindo – A política do bom humor do palanque aos bastidores” (1)

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Categoria(s): Folclore Político
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 06/10/2013 - 09:54h

Reflexões sem dor

Por Millôr Fernandes

Quando uma aeromoça manda apertar o cinto, muito bem. Mas quando quem manda é o ministro da Fazenda?

Pensar. Eis um verbo reflexivo.

Um homem está definitivamente velho quando aponta para o próprio sexo e diz: “Isto é um símbolo fálico.”

Chato é o sujeito que não pode ver um saco vazio.

Todo dia leio cuidadosamente os avisos fúnebres dos jornais; às vezes a gente tem surpresas agradabilíssimas.

Nunca deixe para amanhã o que pode deixar hoje.

Se a morte é fatal, por que será que todo mundo deixa o enterro pra última hora?

Tem o cérebro de um verdadeiro computador: comete erros inacreditáveis!

É preciso ter coragem. É preciso dar pseudônimo aos bois.

Ah, se a gente pudesse empenhar as bodas de prata!

Televisão — um veículo eletrônico com tração animal.

Fofoca a gente tem que espalhar rápido porque pode ser mentira.

Quando muita gente insiste muito tempo em que você está errado, você deve estar certo.

Tempo é dinheiro. Contratempo é nota promissória.

Eu só não sou o homem mais brilhante do mundo porque ninguém me pergunta as respostas que eu sei.

Essa gente que fala o tempo todo contra a corrupção está apenas cuspindo no prato em que não comeu.

De madrugada, o melhor amigo do homem é o cachorro-quente.

O cara que gosta de arranjar encrenca cada vez tem que andar menos.

O maior teste da dignidade é um trambolhão.

Se eu não soubesse o valor do dinheiro não vivia botando ele fora.

A ostra pode ser pai num ano e mãe no outro. Andrógino é isso aí.  O resto é bicha mesmo.

Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer.

Antes de entregar sua declaração de Imposto de Renda verifique bem se você omitiu tudo.

Uma linda mulher de quarenta anos: cara e coroa.

Millôr Fernandes (1923-2012) – Foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, tradutor e jornalista brasileiro.

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Categoria(s): Crônica / Grandes Autores e Pensadores
domingo - 06/10/2013 - 09:25h

Me enganei com minha noiva

Por Luiz Campos

Quando sorteiro eu vivia
Era o maió aperreio
Divido eu sê muito feio
As moça num mi queria
Quando prum forró eu ia
Com quarqué amigo meu
Eles confiava n’eu
Ia bebê e dançá,
No fim da festa, arengá,
E quem ia preso era eu!

E para arranjá  namoro
Eu toda vida fui mole,
Cantei samba, puxei fole,
Usei o cabelo louro
A boca cheia de ouro
Chega brilhava de dia
Pra toda parte que eu ia
Cheirava feito uma rosa
Mas quando eu caçava prosa
As moça num mi queria.

Eu dixe: – É catimbó
Que alguém butou e num sai
Que mãe casou cum papai
Vovô casou com vovó
Inté meu irmão Chicó
Muito mais fei do que eu
Namorou, casou, viveu
Cum quatro muié inté
Só eu num acho muié
Qui queira se esfregá n’eu???

Mas o diabo descuidou-se
E Deus do Céu se esqueceu
Vicença me apareceu
Cum uns zoião de bico doce…
Nosso oiá se misturou-se
Cuma feijão cum arroz
Se abufelemo nóis dois
Num zamô tão violento
Que maiquemo o casamento
Pra quatro dias depois.

No dia de se amarrar
Se arrumou eu e ela
Dei de garra da mão dela
Fui pra igreja casá
Cheguei nos pé do artá
Recebi a santa bença
Jurei num tê disavença
Entre eu e minha esposa
O pade dixe umas cousa
E eu fui vivê mais Vicença.

Cheguei in casa mais ela
Fui logo me agazaiando
Qui mermo eu ia pensando
Em drumí com a costela
Vicença fez uma novela
Por dentro da camarinha
Quebrou uns troço que tinha
E me amiaçô na bala
Findou drumindo na sala
E eu fui drumí na cunzinha!

Da vida eu perdi o gosto
Pruquê Vicença fez isso
De menhã fui pru serviço
Mas pra morrê de disgosto
Cheguei im casa o sol posto
Vicença me arrecebeu
Inté um café freveu
Butou pra nós dois tomá
Mas quando foi se deita
Nem siqué oiou pra eu.

Da vida eu perdi a crença!
De nome chamei uns trinta!
Botei a faca na cinta
E fui falá cum Vicença…
Ela deu uma doença
Quando eu falei de amô
E preguntou: – O sinhô
Pensa qui eu sou o quê?
Eu só casei cum você
Mode fazê um favô!

Bati com ela no chão
Puxei a lapa de faca
Torei-lhe o cós da casaca
E o elastro do calção…
Vicença tinha razão
De num querê bem a ieu…
Num era cum nôjo d’eu
E nem pruquê fosse séra
Sabe Vicença o que era?
ERA MACHO, QUI NEM EU!

Eu muito me arrependi
Pruquê me casei cum ela
Dei de garra da mão dela
E de menhã devorví
Grande disgosto eu senti
Qui quage morria, inté,
Home em traje de muié
Tem munto, de mundo afora
Só caso cum outra agora
Sabendo logo quem é.

Luiz Campos (1939-2013) – Poeta popular mossoroense

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Categoria(s): Poesia
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 06/10/2013 - 09:11h
O clube dos corações partidos

Carlos André – A espera que vendeu um milhão de discos

Por Fabiana Moraes (Jornal do Commercio-PE)

Quando Carlos André resolveu gravar Se meu amor não chegar, teve gente que o alertou: “ssa música é popular demais para o senhor.” Colocaram a canção lá no lado B de um compacto duplo. Em poucos dias, tornou-se sucesso que fez o disco sumir das prateleiras. O hino do homem que sofre à mesa de um bar é até hoje uma das âncoras que mantém o cantor no mercado: além dos shows, de frequência semanal, ele também media apresentações de colegas como Roberto Müller e José Ribeiro. “Se eu gravasse ‘o quebra mesa’ hoje, ficava rico”

"Oseás Lopes" saúda o sucesso de Carlos André na mesa de um bar

“O Rei dos Motoristas de Táxi”. Carlos André estava chegando a Manaus para mais um show quando viu o cartaz que anunciava a sua apresentação naquela noite. Era ali apresentado a mais um título que indicava tanto o seu lugar quanto o de seus fãs na pirâmide sociocultural do País.

Conhecia outros: era “artista de cabaré”, “cantor de brega”, fazia “música de empregada” (e de caminhoneiros, pedreiros, manicures, serventes, estivadores, putas). Carlos e os outros cantores do romântico popular eram os tenores de uma enorme parcela de trabalhadores que prestavam serviços pouco prestigiados para a classe média criada com banquinho e violão.

Serviam – antes mais, hoje menos – como contraponto daquilo que era “de bom gosto” ou, no máximo, cabiam na esfera do folclórico e do risível. Nesse sentido, era quase um impropério, entre intelectuais e demais esclarecidos do Brasil de 1975, ouvir e cantar versos como “Não posso mais, eu confesso/ Confesso que vou chorar/ Eu hoje quebro essa mesa/ Se meu amor não chegar”.

Escondida na última faixa do lado B do compacto duplo O apaixonado, a música Se meu amor não chegar (Lindolfo Barbosa e Wilson Nascimento) provocou um sismo nas rádios do País quando foi lançada. Foi em grande parte por causa dela que o artista nascido em Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi parar em Manaus: virou astro nas regiões Norte e Nordeste do País, aquelas que melhor acolhiam tais artistas e, por isso mesmo, terminavam fazendo parte do cimento do preconceito em relação a tal produção.

Esse olhar negativo era duplo: enquanto direitistas julgavam as músicas como cafonas, esquerdistas viam ali o subjugo do intelecto a favor da alienação. “A esquerda era muito elitizada”, conta Carlos André, cujo escritório é decorado com várias capas de discos, inclusive aquele que traz o “Quebra-mesa”, como seu maior sucesso ficou conhecido.

O enorme interesse pela música agradou imensamente à gravadora Beverly: um milhão de cópias foram vendidas, instigando a empresa a realizar mais cinco discos com o mesmo título O apaixonado (que distinguiam-se pelo número do volume: 2, 3, 4, 5, 6).

Trio Mossoró

Foi o momento máximo de um artista que havia iniciado a carreira no fim da adolescência, quando fez parte do Trio Mossoró (ao lado dos irmãos Hermelinda e João, ele usava o nome de batismo, Oséas Lopes). O trio, formado nos anos 50, fez sucesso em um Sudeste que consumia com certo apetite o forró e o baião, sendo Luiz Gonzaga o mais cortejado nome.

Quando o interesse por tais ritmos começou a arrefecer, foi a vez de a música romântica trazer seus ídolos – e foi aí que Carlos André deixou Oséas para trás, gravou suas dores – e estourou. Queria ser artista desde criança: usava folha de carnaúba como se fosse sanfona, gostava de chamar atenção de quem estava ao seu redor.

“Na vesperal de domingo, o programa era ir ao cinema ou ver Oséas Lopes pular da ponte.”

Prestou serviços pouco comuns, como pintar carroceria de caminhão e entregar bilhetes para o delegado soltar este ou aquele preso. Nessa época, usava uma bicicleta que tinha um motorzinho. Mas gostava mesmo era de cantar, aprendeu ouvindo a própria mãe, que cozinhava e arrumava a casa soltando a voz.

Esse gosto foi observado por Canindé Alves, locutor da Rádio Tapuyo, que chamou o rapaz lá no estúdio. Ele cantou uma música para Nossa Senhora Aparecida e fez sucesso. “Eu era o cara mais famoso da cidade.” Só que a cidade era pequena demais para o nível de aparecimento que Oséas queria: decidiu ir para Fortaleza.

Também achou pequena.

Veio para Recife e se apresentou no programa de Fernando Castelão (o popularíssimo Você faz o show, apresentado aos domingos na TV Jornal). Trabalhou também com Orlando Silva, criador de novelas para a mesma emissora. Mas não era exatamente o que queria: voltou para Mossoró e para o antigo emprego, no qual ganhava bem.

Mas queria mesmo o Rio de Janeiro.

Em 1959, arrumou as malas e pegou um navio. Foram sete dias e sete noites navegando até chegar ao porto da cidade. Instalou-se em um dos galpões localizados no bairro de São Cristóvão. Lotado de nordestinos que também buscavam algo dourado na cidade, o local quase não conseguia abrigar mais uma rede.

“Era um depósito de sal. Não tinha lugar pra mim. Aí um vigia, Calazans, que também era de Mossoró, encontrou um canto pra minha rede. Mas era bem no local onde passava o trem. Eu tinha que acordar todo dia às 5h30, pois o trem passava às seis. Calazans me acordava gritando ‘Olha o trem!’ Eu pagava a ele comprando uma abacatada e um pastel, toda manhã.”

Apesar de contar com o apoio financeiro do pai, cuja renda permitia uma confortável vida familiar, Carlos André começou a fazer bicos – e foi mais ou menos por causa de um deles que mais tarde obteve a incrível soma de um milhão de discos vendidos.

Trio Irakitan

Estava entregando uma carta no edifício da Rádio Nacional quando encontrou o prestigioso Trio Irakitan, contratado da casa. Também vindos do Rio Grande do Norte, Edinho, Paulo e Joãozinho ficaram sabendo que o conterrâneo estava há quase um mês no Rio experimentando um pouco confortável anonimato após sair de Mossoró, onde era celebridade.

Oséas também aproveitou o laço geográfico que os unia: o trio possuía um programa na rádio, o que o ajudou a chegar a nomes como Rildo Hora (caruaruense exímio na harmônica) e Paulo Gracindo, apresentadores do programa Gaita Hering. Conseguiu ser contratado e logo saiu do galpão de sal.

Os irmãos de Oséas vieram do RN e continuaram a parceria iniciada no Nordeste. Em 1962, lançaram Rua do namoro, em 1965, Quem foi o vaqueiro. Ganharam o troféu Elterpe (o maior da música popular nacional nos anos 60) com a música Carcará, aquela que dois anos depois transformaria uma jovem Maria Bethânia, cantando no Teatro Oficina, em mito.

Foram mais dez discos até que, em 1972, Oséas Lopes decidiu ser Carlos André e o trio chegou ao fim. O apaixonado veio em 1974 e logo todos cantavam as dores do homem que se perguntava “Pra que dois copos na mesa/ e uma cadeira vazia?”

Ironicamente, a canção que tornaria Carlos André nacionalmente famoso quase não era gravada – foi considerada por alguns como “popular demais” para ser interpretada pelo cantor. Seu conteúdo atormentado, pouco contido, dramático, soava meio… brega. “Diziam: ‘Essa música é muito sem-vergonha para o senhor cantar’. Mas se ser brega é agradar o povão, então eu sou.”

Lançou mais 32 discos, boa parte deles gravados enquanto Carlos também trabalhava como diretor artístico da Copacabana, que o contratou em 1979.

Produziu trabalhos de artistas como Luiz Gonzaga (“Ele ajudava todo mundo”).

Com dinheiro no bolso e fama, Carlos André não entrou na rotina padronizada dos artistas populares que o cercavam, preferindo não envolver-se em farras intermináveis, onde a soma bebida e mulheres era regra. “Eu era muito família, saía do show e ia direto pro hotel.”

Nos anos 80, lançou seis discos e mais uma coletânea, trabalhos que foi realizando até sair da Copacabana, no fim da década. A década de 90 vaticinou o fim de uma época, e foi justamente nela que Carlos André iniciou um quase caminho de volta: foi morar em Fortaleza, cidade que sempre cortejou os cantores populares – e onde vários deles, a exemplo de Genival Santos, presente nesta série, vivem.

Bartô Galeno

Foi o momento no qual regravou um sucesso popular, Siboney (Ernesto Lecuona e Dolly Morse), que se tornou famoso nas rádios nordestinas.

Recife, no entanto, continuava a ser o polo regional de música, o que logo atraiu o artista: em 1996, veio para a capital a convite de João Florentino, dono da Polydisc, produzir a famosa série 20 Super Sucessos (na qual os hits de cantores como Roberto Muller, José Ribeiro, Adelino Nascimento, Waleska, Fernando Mendes e Leonardo foram compilados). Trabalhou durante anos na empresa até ser desligado.

O mercado já sentia os efeitos da gravação caseira de discos. “A pirataria acabou com a produção”, diz Carlos André, que, naquele momento, voltara a também ser Oséas Lopes, o homem à frente do escritório local da Sociedade Brasileira de Administração e Proteção dos Direitos Intelectuais (Socinpro).

Foto de reportagem especial do Jornal do Commercio de Recife

É desse trabalho, além dos shows que faz e ainda produz, que vive hoje.

“Se o ‘Quebra-mesa’ fosse sucesso hoje, eu estaria rico”, comenta ele, que, religiosamente, durante seus shows, desce até a plateia para cantar seu maior hit ao lado dos fãs.

“Não acho cansativo, acho gratificante. Quando a música se imortaliza, não se acaba mais. Estamos fazendo shows com sucessos de ontem”, comenta, referindo-se a colegas como Müller e Bartô Galeno (seu maior parceiro nas mais de cem composições que escreveu, músicas como Toma juízo mulher, Vou devolver a cama, Vou dormir no chão).

No escritório da Socinpro, ele vai recebendo interessados em contratar seu show ou de outros cantores – é difícil manter sua atenção contínua na entrevista enquanto ele tenta marcar datas e estabelecer preços.

Nas cerca de duas horas, no primeiro encontro com Carlos, seu telefone tocou 13 vezes (celular e fixo). No último deles, o artista recebia mais uma proposta de show. “Estou em uma entrevista, mas me ligue depois. Você sabe que quando quiser um brega é aqui. E é de qualidade”.

Contato para Shows – (81)3422-0605 – (81)9121-4485.

Veja AQUI reportagem original.

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Categoria(s): Cultura
domingo - 06/10/2013 - 07:19h

Notícias… notícias… notícias

Por Inácio Augusto de Almeida

Ouço no rádio que o banco estatal vai financiar a construção de mais uma fábrica de cachaça. Gera emprego, diz o locutor.

Em seguida, ouço o resultado do jogo do bicho. Gera emprego, diz o locutor.

E logo depois, o mesmo locutor informa que Fernando Gabeira, aquele que participou do seqüestro do embaixador americano, defende o turismo sexual. Fernando Gabeira fundou o partido verde mas dele já se afastou. Não sei por qual partido anda no momento.

Diz o deputado Gabeira que o turismo sexual atrai turista. Pelo menos foi assim que o locutor terminou o noticiário.

Não, não havia nenhum tom de censura na voz do locutor.

Estas notícias foram lidas com toda naturalidade, como se ele estivesse a noticiar a construção de mais uma escola, uma estrada ou um hospital.

De tanto convivermos com o absurdo, já não nos chocamos com nada.

Estamos anestesiados e passamos a aceitar tudo como normal.

Parece que somente os que questionam são os desviados.

E assim vamos caminhando.

Agora o locutor fala de um condômino que  levou um gato para o apartamento, causando revolta em todos os outros moradores do prédio.

Na sua voz há indignação.

Eu? Rio…

Que mais posso fazer?

E você ?…

Inácio Augusto de Almeida é jornalista

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/10/2013 - 23:58h

Pensando bem…

“Desconfiai daquele que detrai no amigo ausente, e o não defende quando o deprimem”.

Horácio

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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 05/10/2013 - 19:49h
Prefeitura de Mossoró

Postagem sobre “The voice” foi um “lapso”, diz secretário

O secretário da Comunicação da Prefeitura de Mossoró, jornalista Julierme Torres, faz contato com o Blog e esclarece uso de página da Municipalidade, para comentários sobre um programa de televisão, registro incompatível com o espaço institucional.

Leia abaixo, na íntegra:

Caro Carlos Santos,

Sobre a postagem ¨THE VOICE¨ É DESTAQUE EM PÁGINA DA PREFEITURA DE MOSSORÓ (Veja AQUI), veiculada em seu blog já no final da noite de sexta-feira passada (4), tenho a esclarecer que um servidor da Secretaria de Comunicação Social cometeu um lapso, ao fazer comentário próprio sem atentar que não estava logado em sua conta pessoal no twitter.

Falha que foi instantaneamente identificada e a mensagem deletada. Sem tempo para ser destaque ou se tornar tema viral.

O servidor já foi advertido administrativamente.

O amigo, como homem de mídia, compreende que falhas humanas podem ocorrer. No entanto, temos que manter atenção para que esses equívocos sejam evitados.

Quanto a ideia de barafunda, expressada no final de seu texto, asseguro que pode ficar tranquilo. Não existe crise nem instabilidade na Secretaria de Comunicação Social.

A equipe segue seu ritmo normal e executando as estratégias que tem feito o trabalho ser reconhecido e elogiado em todo o Estado.

Obrigado por acompanhar os perfis oficiais da Prefeitura de Mossoró nas Redes Sociais.

Abraço.

Julierme Torres – Secretário de Comunicação da Prefeitura de Mossoró

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Categoria(s): Administração Pública / Comunicação
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 05/10/2013 - 19:21h
Terceira via

Eduardo Campos e Marina Silva criam força presidencial

Marina Silva e Eduardo Campos juntos, no PSB? É a grande noticia do dia. Sucessão de Dilma Roussef (PT) começa a ficar boa. Empolgante.

Marina e Campos fazem uma aliança surpreendente

Marina e Eduardo juntos são, de fato, uma terceira via. PT e PSDB têm motivos para um freio de arrumação e certa perplexidade.

Política de alianças terá muito peso daqui para frente.

Relação de forças no Rio Grande do Norte também pode ter profunda mexida para 2014. Acompanhemos os acontecimentos. Começou o redemoinho.

Pela experiência administrativa e gestões vitoriosas, Eduardo Campos – governador pernambucano – deve ser candidato a presidente. Marina, vice, melhor não há.

Tenho ido a PE com alguma regularidade. É “um Estado em obras”, pujante. Era Eduardo Campos impressiona.

Essa composição de Marina, ex-PV, que concorreu à disputa presidencial em 2010, estremece o piso da bipolarização dos últimos pleitos entre PT e PSDB.

O “vamos conversar?” de Aécio Neves (PSDB), bordão da propaganda do seu partido, vira prosa de mineiro.

A politica “café com leite” – SP e Minas – não é protagonista na atual fase da sucessão nacional. O inusitado predomínio Acre-PE mexe com a geopolítica e leva muita coisa a ser pensada e repensada. Essa composição tem forte potencial de votos.

Marina, barrada na intenção de criar um novo partido – Rede -, vê no desembarque no PSB, hoje, uma alternativa para projeto fora dos extremos PT e PSDB, que há quase 20 anos dividem poder no país.

Segundo ela, não é uma aliança pragmática, mas “programática”.

Campos repete slogan da pré-campanha presidencial, deixando implícito que propõe um diferencial que estaria esgotado no modelo em questão: “Vamos mostrar ao Brasil que dá pra fazer mais, dá pra fazer melhor”.

Os dois tentam decodificar a revolta das ruas. Apostam na compreensão desse fenômeno ainda sob leitura – ignorado pela maioria dos políticos -, para galvanizarem a massa.

O jogo começou a ser jogado. Não vão faltar movimentos delicados e bruscos, na sucessão da presidente Dilma.

O tempo dirá se essa chapa é competitiva ou se os dois são vulneráveis demais diante dos gigantes que bipolarizam a política nacional.

Veja AQUI matéria sobre filiação de Marina Silva ao PSB.

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Categoria(s): Política
sábado - 05/10/2013 - 18:14h
Francisco José Júnior

Prefeito provisório tem agenda administrativa

Prefeito ouviu relatos em UPA (Foto da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró)

O prefeito provisório de Mossoró, vereador Francisco José Júnior (DEM), visitou as duas UPA’s (Unidades de Pronto-Atendimento) em funcionamento em Mossoró. Foi hoje à tarde.

Ele esteve acompanhado de alguns secretários de governo e aliados políticos.

Em conversa com o Blog, afirmou: “Não sei o tempo que fico no cargo, mas quero ter uma atitude ativa, produtiva”.

O prefeito evita presença apenas protocolar no cargo.

Orientou a secretária Jaqueline Amaral (Saúde) a tomar providências quanto à falta de um Raio-X, além de ouvir queixas quanto aos serviços.

Na manhã de segunda-feira (7), ele pretende fazer reunião com todo o secretariado e às 15h, receber lideranças comunitárias.

“O encontro com secretários visa manter a tranquilidade e mostrar nossos propósitos. Com os líderes comunitários, é uma forma de ouvi-los, pois sempre cobram atenção”, justificou.

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 05/10/2013 - 14:08h
Partido

“Efeito manada” na hora do PROS

Com tanta gente indo pro PROS, começo a me perguntar quais os contras.

“Efeito manada” é sempre muito perigoso, principalmente na política.

Fiquemos atentos!

O PROS entra de forma avassaladora na política do Rio Grande do Norte.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
sábado - 05/10/2013 - 10:15h
Correndo atrás

Grupo de Carlos e Rosalba tem pressa

O grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e do seu marido e chefe do Gabinete Civil Carlos Augusto Rosado (DEM), passou a ter pressa no projeto de reeleição. Algumas manobras e decisões revelam isso.

Correm contra o tempo e números muito desfavoráveis.

Dois partidos foram rapidamente ocupados: PP, com o deputado federal Betinho Rosado (ex-DEM) e o PTB, através do secretário de Segurança Pública do Estado, delegado federal Aldair da Rocha.

Mas não faltam problemas no próprio DEM da governadora e atribulações nas relações com aliados que se foram, como Henrique Alves e Garibaldi Filho do PMDB.

Ricardo Motta (presidente da Assembleia Legislativa) – que passa a controlar o PROS, novo partido, é outro neodesafeto.

Com formalização de financiamento de 540 milhões de dólares, o grupo de Carlos e Rosalba respira, com ponta de esperança.

Acredita que possa inverter desaprovação de quase 84% do governo no estado, viabilizando reeleição em 2014.

O tempo urge e ruge.

Agora podem bradar – sem mentiras, que “o dinheiro está ouvindo a conversa”.

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 05/10/2013 - 08:51h
Eike Batista

Êxito pelo avesso expõe mais um falso mito

Eike Batista virou piada mundial e “case” de insucesso. Fortuna de 34 bilhões de US$ sumiu. Hoje, dizem, estaria devedor.

Deixou de ser bom exemplo. Virou um caso típico de êxito pelo avesso: “como não fazer”.

Eike: êxito ao contrário

Esse é mais um alerta para todos nós.

É um típico mito com pés de gelatina, incensado como gênio, que começou riqueza com informação privilegiada no Governo Federal.

Eike caiu, o Império Romano desabou, imagine nós, pobres mortais.

Sigo eu, como “liso estável”, “escritor mundialmente desconhecido” e repórter provinciano, nesta página. Bastam-me.

Não tenho empréstimo consignado, cartão de crédito, carnê da Casas Bahia ou compra parcelada da Riachuelo.

Nenhum agiota bate à minha porta (só oficiais de Justiça, vez por outra).

Meu Camaro Amarelo, que me deixa doce, não é financiado. Está pago.

Nem penso em adquirir muquiço do “Minha casa, minha vida”.

Nunca acreditei em facilidades como “Telexfree” e outras pirâmides que prometem riqueza rápida e sem atropelos. Boto fé nas que estão no Egito, América Central e Peru. Elas são reais há milênios.

Trabalho, muito trabalho, é o caminho para fortuna, que não é objetivo basilar meu.

Toda escalada exige esforço sobre-humano e resignação para grandes perdas.

Tudo tem seu preço. Se podes pagar, pague.

Enfim, sobra-me aquela “paz de criança dormindo”, descrita por Dolores Duran.

Hora de sair por aí com meu físico de canário-belga e canelas de talo de coentro.

Tenho um monte de coisa para não fazer e, vez por outra, ainda arranjar um tempo para me divertir com minha profissão, nesta página.

Inté mais!

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Categoria(s): Crônica / Economia
sábado - 05/10/2013 - 08:06h
Mossoró

Música romântica põe no palco Cyro Robson e Xavier Araújo

Hoje é dia de romantismo, boa música, encontro e reencontro com amigos.

Cyro: vozeirão na música

A partir das 21h, no Sônia Lanches (bairro Barrocas, Mossoró), tem show com o apresentador da TV Ponta Negra e cantor, Cyro Robson, que lança o seu primeiro CD em Mossoró. Promessa de casa cheia.

Será durante o 1° Encontro Romântico Mossoró/Natal, com participação especial de Xavier Araújo – músico mossoroense de largo conceito.

Xavier: boa música

Cyro Robson apresentará seu CD “O Romântico Brega” e outras canções, enquanto que Xavier Araújo mostrará resumo do novo CD “Em ritmo de seresta,” gravado ao vivo.

Radiofonia

Os dois têm origem na radiofonia, expandindo talento para outras áreas da comunicação.

Cyro Robson consolida-se como um fenômeno na comunicação da Grande Natal, através da TV Ponta Negra, sendo um dos maiores sucessos da emissora afiliada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), além de atuar no rádio.

É âncora do “Patrulha da cidade”, líder de audiência ao meio-dia, de segunda a sexta-feira.

Já Xavier Araújo, é músico profissional, produtor musical, compositor e cantor.

Também trabalha na produção de jingles e produtos comerciais, com estúdio próprio.

Senhas para o evento podem ser adquiridas em Sônia Lanches ou pelos telefones 8808-7205 e 3316-6380.

 

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Categoria(s): Cultura
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