"Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior".
Roberto Simonsen
Jornalismo com Opinião
"Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior".
Roberto Simonsen
O jornalista Gutemberg Moura, companheiro das antigas, também vai mergulhar na Internet. É outro blogueiro que vem por aí.
Ele está concluindo sua página para colocar no ar nas próximas semanas.
Sucesso.
O jornalista Thurbay Rodrigues sofreu um pequeno acidente com moto. Motocicleta e não moto-serra, que fique claro. O veículo passa bem.
Teve pequenas avarias. O incauto motociclista bissexto está quase inteiro, apesar de sua idade outonal e flagrante imperícia.
Ainda não tenho o enredo completo desse acidente-incidente, mas parece que a moto (propriedade de sua mulher, dona Dorineide), não tivera licença para sair.
Deve ser castigo.
Quem fez a opção pelo reveillon em Tibau e adjacências pagou caro pela escolha. Houve pane na energia, congestionamentos quilométricos e inúmeros outros transtornos. Ou seja, nenhuma novidade. Deve ser um caso típico de masoquismo. Freud explica.
A idéia de que Mossoró é uma cidade turística outra vez não suportou um teste simples: foi quase impossível se fazer uma refeição em restaurante, bar, boteco ou moquiço no dia 31 de dezembro e no dia 1º de janeiro na cidade.
O fisiculturista José Maria Dantas, meu querido amigo “Baiano”, 70, prepara-se para ser homenageado em Natal. Ele é mossoroense e nessa idade continua com prática diária de esporte, levantando peso e “saradíssimo”. Falta Mossoró reconhecer esse valor, que cultua a saúde e é um exemplo de dedicação.
A opinião pública mossoroense não deve se surpreender, se nos próximos dias pipocar o primeiro escândalo da atual legislatura da Câmara de Vereadores. “Combustível” tem.
Os rumores e versão indicam que existe gravação clandestina de diálogo, com voz de um vereador novato, admitindo “acerto” na disputa da presidência da Casa.
Ontem mesmo, em meio à sessão de posse e depois na escolha da mesa diretora da câmara, transpirava em cochichos esse comentário. Espalhava-se como fogo em mato seco.
Não posso afirmar de modo expresso ou tácito que realmente existe a tal gravação. Mas, não custa nada apurar.
O perigo é que isso termine zanzando por aí, em tabuleiros de camelôs. Se pintar, certamente será campeão de vendas.
O grosso da mídia mossoroense abdicou do dever de informar, no processo eleitoral interno da Câmara de Vereadores. Oscilou entre louvação e queimação.
A imprensa fez um jornalismo autárquico, com raríssimas exceções, a serviço do governismo e dos seus interesses. O regime quis assim. E assim foi feito. Nem nos tempos da ditadura militar se via tamanho servilismo.
A opinião pública é colocada ante um enredo de faroeste, com mocinhos e bandidos previamente escolhidos. “É o jornalismo desejoso”, como rotulou há tempos o experiente e decente jornalista Nilo Santos.
Na Câmara dos Deputados, todos os atuais pretendentes à presidência são ligados ao governo, como ocorreu em Mossoró. Mas ninguém é tratado pela imprensa nacional como “oposição” ou “adversário” do presidente Lula. São pré-candidatos.
Por aqui, as penas de aluguel promovem um maniqueísmo laboratorial nauseante, criam pechas e fazem da leviandade remunerada uma matéria comum à distorção da verdade.
Pobre Mossoró!
Um vereador – em especial – sofreu quase que instantaneamente, com a opção de eleger o vereador Claudionor dos Santos (PDT) a presidente da Câmara de Mossoró: Flávio Tácito (PSL).
Vereador em primeiro mandato, “Flavinho” foi interpelado por um eleitor à calçada da câmara, quando saía do prédio à manhã de ontem, após a votação. “Você não disse que ia ser diferente, não ia ter amarras!? Na primeira já faz isso”, desabafou o circunstante. É um conhecido empresário do setor ruralista.
Outros trechos da conversa ficaram inaudíveis ao Blog.
Entretanto, era visível a expressão facial retesada do vereador, que não conseguiu balbuciar nada em resposta.
A prefeita Fafá Rosado (DEM) dedicou um “cuidado” especial à sua ex-vice-prefeita, vereadora Cláudia Regina (DEM). Os mais atentos, notaram.
Fafá imprimiu um abraço denso e demorado à ex-companheira de governo, logo após o término da solenidade de posse de ela e da vice Ruth Ciarlini (DEM), ontem à tarde, no Teatro Dix-huit Rosado.
Ainda sobre o palco, ao cumprimentar cada um dos vereadores e outras autoridades, a governante produziu esse tratamento diferenciado. Ao pé do ouvido de Cláudia, Fafá não dispensou uma fala sussurada que parecia interminável.
Horas depois, discursando num palanque armado de frente à sede da prefeitura, citou-a em pelo menos três oportunidades, sublinhando agradecimentos.
Huum!!!
Em seu discurso como presidente eleito da Câmara de Mossoró, quinta (1º), o vereador Claudionor dos Santos (PDT) apontou suas metas.
Segundo ele, é necessária uma revisão na Lei Orgânica Municipal, além de alterações no Regimento Interno da Câmara.
Quer levar esse poder aos bairros e zona rural, além de tornar o processo gerencial de recursos em algo mais transparente.
Nota do Blog – Presidente, é inconcebível que em pleno Século XXI, a Câmara de Mossoró não possua sequer uma página na Internet, por exemplo.
Inaceitável, ainda, que não promova concurso público à ampliação de seus quadros efetivos e modernize seus equipamentos de trabalho. Difícil encontrar um computador que não esteja obsoleto.
Quem conhece a história recente da Câmara de Mossoró e, seus subterrâneos, sabe da fama do banheiro da sala da presidência. Parece que ela chegou ao fim.
A eleição do vereador Claudionor dos Santos (PDT) para o cargo não passou por esse compartimento. Tudo foi resolvido mesmo fora da Casa e desse setor contíguo ao gabinete presidencial.
Num passado recente, vitórias épicas de nomes como Júnior Escóssia (DEM) e Vicente Rego (PDT), por exemplo, passaram obrigatoriamente por lá. Entre verdades e lendas, existem acertos de arrepiar.
Resta saber agora se existe ou não outra cloaca. Se for o caso, é bom tapar a narina.
Nas horas que antecederam à eleição à mesa diretora da Câmara de Mossoró, pelo menos dois vereadores passaram maus bocados. Tensão e tentação em jogo.
Flávio Tácito (PSL) e Maria das Malhas (PSL) tiveram que recorrer a atenções especiais.
À noite do dia 31, “Flavinho” recebeu cuidados médico-hospitalares. Já Maria, acabou escorada por ansiolíticos.
Ufa!
Em sua curta estada em Mossoró nessa quinta (1º), o senador José Agripino foi ouvido pelo Blog. Política nativa e nacional.
Sobre a pré-candidatura de Garibaldi Filho (PMDB) para continuar presidindo o Senado, ele admitiu que seu partido não fechou endosso à postulação. Há divisão. “Pode existir uma disputa de votos internamente”, comentou.
Segundo o senador, “há um ano eu consegui que meu partido o apoiasse”. Agora, o cenário é diferente, com a presença de Tião Viana no páreo. “Vamos discutir”, afirmou.
DEM-PMDB
Sobre a aliança DEM-PMDB para 2010, Agripino assinalou que a vê como viável. Citou vários municípios onde os partidos estão unidos, apesar de um histórico de confrontos até bem pouco tempo.
“Existem afinidades; basta perguntar”, defendeu ele, listando diversos municípios onde as duas siglas estão com prefeituras.
Para o congressista, só em Natal aconteceu um distanciamento significativo. “Foi onde ocorreu um acordão. O acordo não deu certo”, arrematou.
O presidente do Congresso Nacional, Garibaldi Filho (PMDB), é um poço de mágoas quando o assunto é hipotético entendimento com a governadora Wilma de Faria (PSB). Não mostra ânimo.
Para ele, é muito difícil esticar o acordo político-partidário com a governante, depois de recentes declarações em que ela o teria diminuído. Constrangeu-o. “Não estou disposto simplesmente a voltar”, disse. “A não ser que ela volte atrás”, condicionou.
Garibaldi considerou que as afinidades com o DEM do senador José Agripino, de quem foi adversário pontual na sucessão natalense, são hoje muito maiores. “Minha presença na posse da prefeita Fafá Rosado (DEM) já ocorreria”, destacou ontem, quinta (1º) quando chegava à solenidade em Mossoró.
Em seguida complementou, que ao lado dos senadores Agripino e Rosalba Ciarlini (DEM), prestigiar a prefeita ficou mais importante.
SENADO
“Irreversível”. É assim que Garibaldi Filho dimensiona sua postulação para continuar presidindo o Senado. Esses primeiros dias do ano novo são decisivos, admite. “Minhas férias são de uns dias”, mediu.
Garibaldi avaliou que “a partir do apoio do PMDB”, as suas chances “são boas”. Contudo, a ordem é não ensarilhar armas. Nada de descanso.
Várias autoridades prestigiaram a posse de Fafá Rosado (DEM) e Ruth Ciarlini (DEM) como prefeita e vice de Mossoró.
Os senadores Garibaldi Filho (PMDB), Rosalba Ciarlini (DEM) e José Agripino chegaram juntos, além do deputado federal Felipe Maia (DEM).
Mas mesmo antes de começar o cerimonial, Rosalba, Agripino e Felipe retornaram a Natal, para a posse de Micarla de Souza (PV) na prefeitura.
Também estiveram no Teatro Dix-huit Rosado o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido da prefeita empossada; deputado federal Betinho Rosado (DEM), bem como o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM); presidente da OAB (Mossoró), Lindocastro Moraes e o reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), professor Milton Marques.
As ruas no entorno do teatro não precisaram ser interditadas ou de operação especial de trânsito.
O feriado deixou a cidade semi-deserta e o comparecimento de público não excedeu a capacidade de assentos do teatro.
A prefeita reeleita Fafá Rosado (DEM) e a ex-deputada estadual Ruth Ciarlini (DEM) estão empossadas. São prefeita e vice de Mossoró, legalmente.
A solenidade ocorreu agora à tarde.
O recém-empossado presidente da Câmara de Mossoró, Claudionor dos Santos (PDT), dirigiu a sessão desse poder, à garantia da posse. Fafá chegou ao Teatro Dix-huit Rosado – local do evento, às 16h29. Quase meia hora de atraso.
Às 16h38 adentrou o plenário, sob aplausos efusivos. Estava sob vestido azul anil, enquanto Ruth optou pelo branco. Juramento, leitura de termo de posse e por fim o discurso da prefeita marcaram o protocolo.
Após o cerimonial, ela cumprimentou vereadores e convidados, fechando o acontecimento.
ORATÓRIA
Única oradora da solenidade, a prefeita fez um resumo do que entende ter sido sua primeira gestão. Em sua ótica, "os mais de 65 mil votos" recebidos nas urnas foram "um reconhecimento" ao trabalho.
Também disse que o período foi marcado por melhorias nos "índices sociais", como Educação e Saúde.
Prometeu esforço redobrado para atingir outros objetivos a partir deste 1o de janeiro.
Nota do Blog – Graças a Deus, em seu discurso escrito, Fafá não repetiu a patética "gestão de resultados", epíteto que sua assessoria resolveu dar ao novo governo.
Elementar: toda gestão é de resultado. Bom ou ruim. É por aí, prefeita.
Saiba mais adiante.
Um café da manhã no apartamento da vereadora Niná Rebouças (DEM), a poucos metros da sede da Câmara de Mossoró, hoje, ajudou a ‘amarrar’ a vitória da chapa governista.
A iniciativa tinha um objetivo óbvio: impedir que houvesse alguma escapa na contagem fechada à vitória de Claudionor dos Santos (PDT). Os governistas só foram liberados à formalização da chapa na câmara, perto das 6h45.
Era o horário limite à inscrição das candidaturas.
Conforme estabelece o Regimento Interno da Casa, as chapas devem ser inscritas até uma hora antes da eleição interna, definida para as 7h45.
Saiba mais sobre os bastidores da eleição de Claudionor e da posse de Fafá Rosado (DEM)-Ruth Ciarlini (DEM) nas próximas horas:
– Gustavo Rosado e Leonardo Nogueira conferem pessoalmente acerto com vereadores;
– Suposta gravação pode revelar primeiro escândalo de nova legislatura;
– Chapa alternativa esteve perto de virar jogo;
– Fafá Rosado dedica atenção diferenciada à Cláudia Regina;
– Tensão e "tentação" levam vereadores a passarem mal;
– Agripino vê dificuldades para apoio a Garibaldi Filho;
– Garibaldi Filho admite acordo com Wilma de Faria;
– Carlos Augusto evita falar sobre articulação pró-Rosalba;
– Morre o ex-contabilista Avelino Rodrigues;
– A parte que me cabe (artigo);
– E muito mais.
Dos três vereadores eleitos por partidos de oposição, em Mossoró, apenas Francisco José Júnior (PMN) resolveu compor o governismo logo neste 1º de janeiro de 2009. Ele dificilmente refluirá.
A princípio, a opção de Júnior é pontual, ou seja, apenas para garantir a eleição do governista Claudionor dos Santos (PDT) como presidente da câmara.
Lahyrinho Rosado (PSB) e Genivan Vale (PR), que também foram eleitos – para primeiro mandato – evitaram o voto em Claudionor.
Faleceu à manhã de hoje em Natal, o senhor Avelino Rodrigues. Tinha 99 anos.
Durante muitos anos ele teve escritório de contabilidade no centro de Mossoró. Era figura humana muito conhecida na cidade.
Avelino era pai do também contabilista José Nilson Rodrigues, ex-secretário municipal de Finanças no terceiro governo Dix-huit Rosado.
Ainda como referência, eu cito seu filho Stepherson Rodrigues e o genro José Edivan de Sousa.
Que descanse em paz.
Endossantes e negociadores da chapa vitoriosa à Câmara de Mossoró, com Claudionor dos Santos (PDT) presidente, dois nomes trataram de conferir in loco o resultado do próprio trabalho. Sentaram-se no próprio plenário da Casa.
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró, agitador cultural Gustavo Rosado, ficou atrás dos vereadores. O deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), também se fixou na mesma área.
O primeiro é irmão da prefeita reeleita Fafá Rosado (DEM) e o segundo é seu marido. Sorriram discretamente, aliviados, com o resultado que deu nove votos para Claudionor, porém com quatro abstenções.
Só pareceram sem fôlego, quando Jório Nogueira (PDT) pegou o microfone para condenar suposta intervenção externa na disputa da Casa, mencionando a palavra "negociatas".
Saiba mais adiante e em postagens anteriores.
Claudionor dos Santos (PDT) conseguiu segurar sete votos, contando com o próprio, além de receber os de Daniel Gomes (PMDB) e de Chico da Prefeitura (DEM).
Foram nove pró-chapa única, o levando à presidência da Câmara de Mossoró (veja algumas postagens anteriores).
Ele terminou tendo os votos de Niná Rebouças, Ricardo de Dodoca (PDT), Maria das Malhas (PSL), Flávio Tácito (PSL), Zé Peixeiro (PMDB) e Francisco José Júnior (PMN), além de Chico da Prefeitura (DEM) e Daniel Gomes (PMDB).
Cláudia Regina (DEM), Genivan Vale (PR), Lahyrinho Rosado (PSB) e Jório Nogueira (PDT) votaram em branco.
Uma chapa alternativa esteve perto de virar o jogo na Câmara de Mossoró, à manhã de hoje. Mas um voto que faltava ficou longe demais.
Minutos antes do final de inscrição das chapas, nomes como Cláudia Regina (DEM) e Jório Nogueira (PDT) não fizeram objeção à constituição de outra opção. Seria um tertius. Um terceiro postulante.
Esse nome era o de Chico da Prefeitura, que a princípio estava fechado com Claudionor dos Santos (PDT). Com Chico, a chapa passaria a ter seis votos teoricamente certos. Mais um e fariam 7 x 6.
Como não foi possível cooptar qualquer outro apoiador, Daniel Gomes (PMDB) resolveu votar em Claudionor e Chico também recuou, a ponto de figurar como vice na única chapa apresentada.
O estranho e até patético, em seguida, foi Chico da Prefeitura renunciar à cadeira que acabara de conquistar, como vice de Claudionor (veja matéria mais abaixo).
Saiba mais detalhes em postagens seguintes.
O que esperar de 2009? Não espero nada. Farei, outra vez, minha parte.
Fala-se em crise. Há quem pragueje, apostando no pior. Muitos preferem lutar. Inscrevo-me nessa ala. Nem pessimista nem otimista. Realista.
Começamos outro ciclo do tempo. Meu, seu. Nosso tempo. Sem cortes, sem edição, ao vivo e a cores. Para rir, chorar. Humanamente frágil.
Dou-me a missão apostolar de lutar pelo que acredito, com paixão e o melhor de mim. Inteiro e imperfeito, graças a Deus.
Planos? Vários.
Vem outro livro por aí, volto à Faculdade de Direito, maior profissionalização do Blog, palestras, reforço em parcerias, além da prioridade irremovível dos filhos. Sempre.
O que me falta? Sobra-me, digo-lhe.
Sinto-me renovado e incansável; feliz por fazer exatamente o que quero, do meu jeito e no meu território telúrico. Além de afortunado por continuar a mais emocionante das viagens: ao eu e o não-eu. Passageiro-aprendiz.
Medos? Muitos.
O maior deles é o temor de sucumbir à covardia da desistência. Por isso, também, não recuo.
Sou livre. Nem um sentimento menor me aprisionou. Contudo, uns poucos continuarão meus escravos, por não se libertarem do ódio, rancor, recalque e egoísmo. Lamento.
Seja bem-vindo, 2009!
Aí vamos nós.


