Há oito anos a universitária Waleska Maria Lopes foi impedida de assistir aula na Universidade Federal do RN (UFRN) porque estava com sua filha. Ela trabalhava pela manhã e pela tarde e não tinha com quem deixar a criança à noite. Quem a impediu de assistir aula foi o professor doutor Alípio Sousa Filho.
O caso repercutiu nacionalmente, causando muita revolta. Mas, nessa última semana, a Câmara Municipal de Natal aprovou projeto de lei de Brisa Bracchi (PT) que protege mães, pais e/ou responsáveis desse tipo de abuso, garantindo a todos a permanência em estabelecimentos de ensino públicos e privados acompanhados de suas crianças.
Agora, o projeto segue para sanção do prefeito Paulinho Freire (UB). A expectativa é que seja sancionado.
Batizada de “Lei Waleska Lopes”, o texto aprovado assinala que “a garantia disposta no caput deste artigo aplica-se à mãe, pai e/ou responsável matriculados em estabelecimentos de ensino da rede pública e/ou privada, situados em Natal.”
Segundo levantamento feito pelo mandato de Bracchi, “uma em cada quatro mulheres, com idades entre 14 e 29 anos, abandonou estudos em função de gravidez, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua – Educação 2019), realizada pelo IBGE”.
De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Unibanco, em 2016, “somente 2% das adolescentes brasileiras deram sequência aos estudos após engravidarem”.
Nota do BCS – Iniciativa que merece aplausos. Estranho é que precisemos de normal legal para arrimar algo tão significativo.
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