Observando alguns aspectos da insólita política mossoroense, acabo recorrendo à sua história recente. Nela encontro o advento informal de várias “diarquias”.
A diarquia é um governo exercido por dois soberanos.
Mossoró empina esse costume, mesmo que não seja alcançado pelo olhar da grande maioria da sociedade, treinada para não enxergar quase nada. Vejamos esses dados:
Eleita pela primeira vez à prefeitura em 1988, a pediatra Rosalba Ciarlini (então no PDT) aparecia como prefeita, mas quem mandava era seu marido e deputado estadual Carlos Augusto Rosado (então no PFL). Assim repetiu-se a dualidade no poder em mais dois governos (1997-2000 e 2001-2004).
Na sua última gestão como prefeito (1993-1996), Dix-huit Rosado dividiu o comando da prefeitura com seu filho, o industrial Mário Rosado. Um era prefeito de direito e o outro tinha o comando de verdade.
Com a atual prefeita reeleita Fafá Rosado (DEM), o modelo é repetido. Ela aparece na foto, mas quem governa é seu mano caçula, o agitador cultural Gustavo Rosado, que vem a ser formalmente chefe de Gabinete.
Se reeditássemos a invasão à cidade do bando de Virgulino Ferreira, o “Lampião”, é provável que um dos prefeitos ficasse em defesa da cidade e o outro “governante” fugisse.
Mossoró precisaria ser inventada, se não existisse.

























