“Existem três classes de pessoas que são infelizes: a que não sabe e não pergunta, a que sabe e não ensina e a que ensina e não faz.”
Buda
Jornalismo com Opinião
“Existem três classes de pessoas que são infelizes: a que não sabe e não pergunta, a que sabe e não ensina e a que ensina e não faz.”
Buda
A prefeitura de Caicó, localizada na região Seridó, tem definida as atrações e programação para o Carnaval 2024. O ciclo da folia acontecerá entre os dias 07 e 13 de fevereiro.
O Carnaval de Caicó será um dos maiores já realizados na cidade e contará com atrações nacionais de peso como Felipe Amorim, Banda Grafith, Rai Saia Rodada, Ricardo Chaves, Chicabana, dentre outras atrações que deverão atrair turistas de diversos estados brasileiros.
Veja detalhes abaixo com programação dos blocos e outras novidades:
Bloco Quentura do Frevo
Sexta-feira (dia 09) – Orquestra Flor de Mandacaru
Sábado (dia 10) – Chicabana
Domingo (dia 11) – Michele Andrade
Segunda-feira (dia 12) – Flor de Mandacaru
Terça-feira (dia 13) – Felipe Amorim
Bloco Entardecer
Sexta-feira (dia 09) – Thiaguinho
Sábado (dia 10) – Yuri Misael
Domingo (dia 11) – Solange Silva
Segunda-feira (dia 12) – Bregadão
Terça -feira (dia 13) – Sidney Ramon
Frevo do Meio Dia
Sábado (dia 10) – Raí Saia Rodada
Domingo (dia 11) – Furiosa de Caicó
Segunda-feira (dia 12) – Furiosa de Caicó
Terça -feira (dia 13) – Giulian Monte
Blocos Noturnos
Canguru
Quarta-feira (dia 07) – Orquestra Flor de Mandacaru
Quinta-feira (dia 08) – Lucas Boquinha
Sexta-feira (dia 09) – Banda Grafith
Sábado (dia 10) – Xexéu ex-Timbalada
Domingo (dia 11) – Júnior Bahya
Segunda-feira (dia 12) – Banda Inala
Terça-feira (dia 13) – Orquestra Flor de mandacaru
Bloco Treme-Treme
Quinta-feira (dia 08) – Canelinha e Banda CPI
Sexta-feira (dia 09) – Marquinhos Carrera & Sakulejo
Sábado (dia 10) – Pedro Lucas
Domingo (dia 11) – Ricardo Chaves
Segunda-feira (dia 12) – Naldinho Cunha
Terça-feira (dia 13) – Igor Dantas
Bloco da Furiosa
Sábado (dia 10) – Furiosa de Caicó
Domingo (dia 11) – Furiosa de Caicó
Segunda-feira (dia 12) – Núzio Medeiros
Terça-feira (dia 13) – Furiosa de Caicó
Bloco do Magão
Quarta-feira (dia 04) Camburão da Folia
Quinta-feira (dia 05) – Psifolia
Sexta-feira (dia 06) – As quengas do Magão
Sábado (dia 07) – Magão a todo Vapor
Domingo (dia 08) – O Papangú
Segunda-feira (dia 09) – Melhor Idade
Terça -feira (dia 10) – Pegadinha do Ala Ursa
Quarta-feira (dia 11) – Camburão da Folia – Parte II
Estrutura
Uma grande estrutura com camarotes, ornamentação, Polo Cultural, Pontos de Segurança, Saúde, Alimentação, banheiros químicos, dentre outros pontos importantes, foram planejados para o evento que é considerado o 3º maior do Nordeste.
Prévias Carnavalescas
Acontecerão as prévias carnavalescas que iniciarão no dia 27 de janeiro com o Bloquinho da Sol, seguido pelo Bloquinho Infantil Pula Pula (03 de fevereiro), Bloco dos Seminovos (03 de fevereiro), Mais Bloquinho (02 e 03 de fevereiro), Vem Carnaval (04 de fevereiro), Market Folia (07 de fevereiro).
Blocos Infantis
Para atender ao público infantil, o Carnaval contará com o Bloquinho Pula-Pula no dia 03 de fevereiro, a partir das 16h com Solange Silva e Manu Castro. Há 7 anos o bloquinho leva toda as famílias para a Avenida. Além do Pula-Pula, irá estrear o Bloquinho da Mara Dias no dia 11 de fevereiro.
Polo Cultural
A Prefeitura de Caicó preparou um Polo Multicultural, na Praça Dix-Sept Rosado de 09 a 13 de fevereiro das 12h às 17h, com uma programação especial e ornamentação com personagens da cultura nordestina, além de sombreamentos para dar comodidade os foliões que irão brincar no melhor Carnaval do Nordeste.
Mais programação
Outra novidade será a ‘Serenata Carnavalesca’ realizada no dia 08 de fevereiro, a partir das 19h. A troça da Serpente também é uma das atrações do Carnaval de Caicó, que sairá da Casa de Pedra no dia 10 de fevereiro, a partir das 9h, além do Aroma CarnaRock, das 18h às 23h, na Praça da Alimentação.
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Luciano Athayde Chaves, seguida pela juíza Isaura Maria Barbalho Simonetti e do juiz Hermann de Araújo Hackradt: escolhidos (Foto: TRT21)
Nove desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) elegeram nesta segunda-feira (11) a lista tríplice de promoção para sua décima vaga de desembargador, pelo critério de merecimento, aberta com a aposentadoria da desembargadora Joseane Dantas, em julho deste ano.
Na sessão do pleno, presidida pelo desembargador Eridson João Fernandes Medeiros, foram escolhidos os nomes dos juízes titulares para formar a lista a ser encaminhada ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília e, em seguida, à presidência da República para nomeação, em um prazo médio de 45 dias.
A lista é encabeçada pelo juiz Luciano Athayde Chaves, seguida pela juíza Isaura Maria Barbalho Simonetti e do juiz Hermann de Araújo Hackradt.
Os requisitos usados na escolha foram baseados nas resoluções do Conselho Nacional de Justiça e da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho. “Foram levados em conta a produtividade, o desempenho, a presteza e o aperfeiçoamento técnico”, comentou o presidente do TRT.
O juiz Hermann de Araújo Hackradt é formado em Direito pela UFRN e é juiz do trabalho da 21. Região desde 1992. Atualmente, é titular da Vara do Trabalho de Currais Novos.
A juíza Isaura Maria Barbalho Simonetti formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 1990 e assumiu cargo de juíza substituta também em maio de 1993. Hoje, é juíza titular da 5 Vara do Trabalho de Natal.
O juiz Luciano Athayde Chaves é formado na Universidade Federal da Paraíba, em 1992, e desde 2011 é juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Natal.
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A 96 FM de Natal divulga, nesta terça-feira (12), uma pesquisa exclusiva do instituto AgoraSei para a Prefeitura de Natal e a Câmara da capital potiguar.
Os números do levantamento serão exibidos durante o Jornal das 6.
O estudo contém números das pesquisas espontânea e estimulada. Além disso, também aborda a rejeição dos candidatos e avaliações das gestões federal, estadual e municipal.
No tocante à disputa para a Câmara Municipal, os vereadores mais citados no levantamento do AgoraSei também serão revelados.
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A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) promoverá na próxima segunda-feira, dia 18 de dezembro, uma ação inédita voltada para migrantes, refugiados e apátridas em situação de vulnerabilidade social e econômica. A partir das 9h, no anexo da JFRN, em Natal, serviços como requerimento de benefícios sociais, expedição de documentos, ações na Justiça e atendimento médico, entre outros, serão oferecidos para os migrantes que se encontram em Natal e região metropolitana.
O evento “Pop Rua Jud Migrantes” é uma das ações do Núcleo da Justiça 4.0 da JFRN, dedicado às causas de interesse de pessoas em situação de rua, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O mutirão reflete o compromisso de diversas entidades em proporcionar assistência abrangente e efetiva à população.
O evento é resultado de uma parceria com diversas instituições e órgãos públicos, como o Estado do Rio Grande do Norte, o Tribunal Regional do Trabalho, a Prefeitura de Natal, a Polícia Federal, o Tribunal de Justiça, as Defensorias Públicas e o INSS.
A estrutura contará ainda com intérpretes para, assim, viabilizar a comunicação do público a ser atendido.
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O grupo “A Construtora” de Mossoró, maior varejista de material para construção do Rio Grande do Norte, com atuação ainda no RN e Paraíba, foi anunciado nesta segunda-feira (11) como novo patrocinador do Potiguar. O clube vai ter temporada 2024 ostentando a logo de A Construtora, além de estar envolvido numa série de iniciativas de marketing.
– Essa parceria histórica é do tamanho do Potiguar. Tem muita força, um potencial enorme. O clube passa por um momento muito especial. É um passo importante no caminho para colocarmos o Potiguar de vez no cenário nacional – disse Djalma Freire Júnior, diretor de Comunicação e Marketing do clube.
Fundada em Mossoró em 1983 (40 anos), pelo odontólogo e empresário Genivan Josué Batista, A Construtora recebeu comissão técnica, parte do elenco e dirigentes do alvirrubro em seu auditório na cidade. Houve apresentação da equipe para a jornada do próximo anos e divulgação do patrocínio diferenciado, com presença de diretores do grupo empresarial.
O Potiguar terá em 2024 os desafios do Estadual do RN, Pré-Copa do Nordeste e Série D do Brasileirão.
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O vereador mossoroense Adjailson Fernandes Valdeger, “Marrom Lanches” (DC), foi submetido a cateterismo, por volta das 13h30 de hoje (11), no Hospital Wilson Rosado.
Procedimento para diagnosticar ou tratar doenças cardíacas, o cateterismo foi realizado com sucesso, e o parlamentar apresenta quadro estável.
Marrom Lanches continua internado no Hospital Wilson Rosado, onde deu entrada sexta-feira (8). A necessidade cateterismo foi identificada em exame de rotina.
Ainda sem previsão de alta, o vereador ficará de repouso por alguns dias. Apresentou atestado à Câmara e não precisará se licenciar do mandato.
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A Governadoria já dobrou pelo menos dois deputados que tinham votos, “certos,” contra a manutenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias, Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) em 20%.
Um alívio para a governadora Fátima Bezerra (PT).
O fim de semana foi de avanço considerável nas negociações de bastidores.
Ufa!
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A Prefeitura de Mossoró enviou nesta segunda-feira (11) à Câmara Municipal de Mossoró (CMM) Projeto de Lei Complementar que oportuniza o incremento de até 20% no salário do servidor.
Na Saúde, os técnicos de nível médio terão reajuste de 20%. Para os plantões, o projeto assegura acréscimo de 10%. O mesmo percentual (10%) está garantido para os profissionais de nível superior.
Já os conselheiros tutelares terão aumento de 10% na folha salarial.
A Guarda Civil Municipal e os Agentes de Trânsito terão reajuste de 7,5%. No ano passado, a Prefeitura reconheceu os títulos Especialização, Mestrado e Doutorado para progressão da carreira da Guarda Civil Municipal, possibilitando um incremento de carreira para a categoria.
Na Educação, servidores atuantes na direção escolar terão reajuste de 7,5%. O percentual também beneficiará os servidores músicos da Banda Sinfônica Municipal Arthur Paraguai, assim como também fiscais de controle ambiental, auditores fiscais e diretores de Unidade Básica de Saúde.
“Um momento ímpar para o servidor. Estamos garantindo reajustes importantes a várias categorias. São servidores que não recebiam um aumento há anos. Antes esquecidos, agora com reconhecimento e valorização. O caminho é esse, valorizar aquele que zela e cuida do nosso povo”, frisou Allyson Bezerra (UB), prefeito de Mossoró.
“Os vencimentos atualizados serão pagos aos servidores ainda no mês de dezembro”, complementou.
EM TEMPO – Em sessão extraordinária amanhã (12), às 15h, a Câmara Municipal de Mossoró votará o Projeto de Lei Complementar do Executivo n° 30/2023. A proposta reajusta vencimentos, plantões e remunerações de agentes públicos da Prefeitura.
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O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mossoró (SINDUSCON) vai realizar uma assembleia festiva nessa terça-feira (12).
Acontecerá no Espaço Casa de Vidro no Oitava Rosado Mall, à Avenida João da Escóssia, Nova Betânia, às 20h.
A diretoria fará um balanço de suas atividades e do setor, além de promover solenidade para entrega de medalhas de honra ao mérito Deca Fernandes e Marcos Limeira, além de Comendas Benemérito.
O Sinduscon Mossoró é presidido pelo engenheiro Pedro Escóssia Chaves.
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Quem ainda não assistiu ao Oratório de Santa Luzia 2023 tem até hoje (segunda-feira, 11) para fazê-lo. As apresentações começaram no dia 2 de dezembro e seguem até esta segunda-feira. Ocorrem sempre no adro da Catedral, logo após a novena da noite, por volta de 21h.
Durante todos os dias, muitas pessoas têm comparecido para conhecer a história da Virgem de Siracusa, padroeira de Mossoró.
“No ano em que o oratório completa 20 anos temos a grande satisfação de tê-lo de volta na nossa programação, após três anos de interrupção. Nos anima muito ver que durante esses dias as pessoas têm comparecido para assisti-lo e conhecer mais a bonita história de abnegação e resistência de Luzia. Uma história que nos inspira a seguirmos a jornada cristã com fé e esperança, acima de tudo. Por isso, convidamos as pessoas a assistirem hoje o último dia do nosso oratório”, disse o padre Flávio Augusto Forte Melo, coordenador-geral dos festejos.
A direção é de Leonardo Wagner, com texto de João Marcelino. Trilha sonora do maestro Danilo Guanais, além da participação de diversos artistas locais renomados, como Tony Silva e Mônica Danuta.
Considerado, por Lei, patrimônio cultural e imaterial do Estado desde 2021, o oratório conta a história de devoção e fé da padroeira numa encenação teatral de cerca de uma hora. Luzia foi martirizada pela sua fé cristã na cidade de Siracusa, Itália. Depois, seu testemunho de fé, vida consagrada e milagres ocorridos pela sua intercessão atestaram sua canonização.
A Festa de Santa Luzia ocorre de 1 a 13 de dezembro, com o tema “Luz na Missão”.
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O Governo Federal informa que 2023 é “o ano com maior média de beneficiários, de valor médio e de investimento da história do Bolsa Família (foto ilustrativa). Em termos de RN, o programa chega ao calendário de dezembro com 503,8 mil famílias contempladas no Rio Grande do Norte.
O cronograma de pagamentos do último mês do ano tem início nesta segunda-feira, 11 de dezembro. O valor médio recebido nos 167 municípios do estado chega a R$ 670,68. Para saldar o investimento, o repasse é de R$ 337,6 milhões para o Rio Grande do Norte.
Seguindo uma tendência nacional, 83,3% das famílias potiguares que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.
Natal é o município com maior número de famílias contempladas no Rio Grande do Norte em dezembro. São 78,7 mil beneficiários, que recebem um valor médio de R$ 679,99 a partir de um investimento federal de R$ 53,4 milhões.
Na sequência aparecem Mossoró (34.858), Parnamirim (24.085), São Gonçalo do Amarante (18.335) e Macaíba (14.482).
A cidade com maior valor médio de repasse no estado é Pureza, com R$ 710,79 na média para 1.698 famílias atendidas no município. Na sequência das localidades com maior valor médio estão Ceará-Mirim (R$ 708,87), João Câmara (R$ 707,12) e Lagoa de Velhos (R$ 706,12).
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A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) apresentam nesta segunda-feira (11), às 10h, a análise dos dados de viabilidade econômica do “Mossoró Cidade Junina”.
A apresentação acontecerá no auditório da CDL, e deverá contar com a presença do prefeito Allyson Bezerra (UB), jornalistas e convidados.
Os dados se referem ao levantamento socioeconômico realizado pela Uern, com o apoio da CDL, durante o “Mossoró Cidade Junina” deste ano, levando em consideração informações que avaliaram os impactos do evento antes, durante e após a sua realização, de 3 a 24 de junho.
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“Não se apegue tão violentamente a nada. Todo tolo mantém-se convicto; e todo convicto é um tolo; e quanto mais falho é o julgamento de um homem, maior é sua convicção.”
Baltasar Gracián y Morales
Por James R. Coffey (Do History Defined)
Trazido à consciência pública principalmente pelo filme biográfico americano de 1962, Birdman of Alcatraz (estrelado por Burt Lancaster), Robert Stroud foi um assassino condenado. Ele foi enviado para uma prisão federal, onde passou 42 anos em confinamento solitário.
No entanto, incrivelmente, ele desenvolveu uma tal obsessão pelos pássaros que se tornou uma das maiores autoridades no mundo, sobre o tema, ganhando fama como ornitólogo (estudioso sobre aves).
Deve-se notar que, embora Stroud tenha cumprido pena em Alcatraz, foi na verdade enquanto estava encarcerado na Penitenciária de Leavenworth, Kansas, que a fase “pássaro” de sua história ocorre.
Infância
Robert Franklin Stroud nasceu em 28 de janeiro de 1890, em Seattle, Washington. Ele era o filho mais velho de Benjamin Franklin Stroud e Elizabeth Jane (nascida McCartney), divorciado e com duas filhas de um casamento anterior. Os Strouds tiveram um segundo filho, nascido dois anos depois de Robert.
O pai de Stroud era um alcoólatra que abusava da esposa e dos filhos. Ele levou seu filho mais velho às ruas ainda jovem. Stroud abandonou a escola após a terceira série e fugiu de casa aos 13 anos.
Vida pregressa
Aos 18 anos, Stroud foi para o Território do Alasca para trabalhar em uma gangue de construção de ferrovias. Mas ele logo começou um relacionamento com uma prostituta mais velha e artista de salão de dança chamada Kitty O’Brien.
Stroud e O’Brien, na esperança de uma vida melhor, mudaram-se para Juneau, no Alasca. Que era naquela época uma cidade de ouro em expansão. Foi aqui que ocorreu o evento que mudaria para sempre sua vida.
Embora os detalhes da história não sejam claros, parece que um barman chamado Charlie Van Dahmer (Damer) era um dos clientes regulares de O’Brien. Mas, nesta ocasião, Van Dahmer não só se recusou a pagar a O’Brien pelos seus serviços, como também bateu nela.
Não querendo deixar o incidente passar, Stroud atirou e matou o homem. Ele então pegou sua carteira para garantir que ele e O’Brien fossem compensados.
Acreditando estar certo, Stroud rendeu-se ao marechal local, que prontamente o prendeu. Posteriormente considerado culpado de homicídio culposo, em 23 de agosto de 1909, Stroud foi condenado a 12 anos de prisão federal.
Encarceramento
Stroud foi enviado para a Penitenciária Federal da Ilha McNeil, no estado de Washington. Ele provou ser um preso difícil.
Certa ocasião, ele agrediu um enfermeiro do hospital (que ele insistiu que o denunciou à administração por tentativa de obter morfina por meio de intimidação e ameaças). E ele esfaqueou um colega preso em outra ocasião (que, supostamente, o denunciou por roubar comida).
Em 1912, três anos após sua sentença, Stroud foi transferido para a Prisão Federal de Leavenworth, no Kansas.
Ele demonstrou uma aptidão surpreendente para aprender nesta nova instalação. Ele fez cursos de extensão no Kansas State Agricultural College em desenho mecânico, engenharia, ciências exatas, teologia e matemática.
Mas suas tendências violentas vieram à tona em 1916. Ele esfaqueou um guarda até a morte no refeitório da prisão com uma faca de açougueiro na frente de 1.100 presos, depois de recusar seu irmão, que tentou visitá-lo pela primeira vez.
Ele foi condenado por assassinato em primeiro grau e sentenciado à morte por enforcamento. Foi o presidente Woodrow Wilson, acamado, que em 1920 comutou a sua sentença para prisão perpétua sem liberdade condicional por Ordem Executiva. A mãe de Stroud, Elizabeth, encontrou-se com a esposa do presidente, Edith, e implorou-lhe clemência.
Para evitar que Stroud sofresse mais violência, o diretor TW Morgan condenou o levou à prisão perpétua em confinamento solitário. A decisão de isolá-lo teria consequências muito inesperadas.
Nasce o “Homem-Pássaro”
Em 1920, enquanto estava em confinamento solitário na Penitenciária Federal de Leavenworth, Stroud descobriu um ninho de pardal no pátio da prisão. Ele foi derrubado de uma árvore durante uma tempestade e continha três filhotes vivos. Stroud levou os pássaros de volta para sua cela e os criou até a idade adulta, despertando o que se tornaria um fascínio de longa data pelos pássaros.
Ele solicitou – e obteve – permissão para criar canários. E em poucos anos, Stroud acumulou uma coleção de cerca de 300 canários que mantinha em gaiolas artesanais feitas de caixas de charuto.
Primeiro em sua cela, depois em uma cela adjacente, ele foi autorizado a usar. O aviário “Birdman” tornou-se uma das principais atrações do presídio para os visitantes.
Stroud também construiu um laboratório improvisado para desenvolver curativos caseiros para seus pássaros que sofriam de diversas doenças. Ele leu todos os livros da biblioteca da prisão relativos a pássaros, criação de pássaros e doenças de pássaros.
Ele manteve registros detalhados de suas observações sobre comportamento e doenças que os livros não conseguiam cobrir. Ele também iniciou uma correspondência nacional com outros criadores e especialistas em aves para expandir seu conhecimento.
Em poucos anos, Stroud estabeleceu um lucrativo negócio de venda por correspondência para vender seus pássaros e curativos naturais. Ele rapidamente se tornou conhecido como uma autoridade em pássaros. Seu negócio continuaria a prosperar até 1931, quando um novo mandado em todo o sistema prisional o proibiu.
Fama vinda de dentro
Depois de encontrar com sucesso uma maneira de contrabandear para fora da prisão um manuscrito de 60.000 palavras intitulado Doenças das Canárias , o livro de Stroud foi publicado em 1933 – estabelecendo-o como um especialista não qualificado.
Nos anos seguintes, ele fez contribuições importantes para a patologia aviária. Mais notavelmente uma cura para a família de doenças da septicemia hemorrágica . Isso lhe rendeu respeito entre os ornitólogos e as pessoas comuns (principalmente os criadores de galinhas).
A pesquisa contínua de Stroud levou à publicação de um segundo livro, Stroud’s Digest on the Diseases of Birds, em 1943. Repleto de ilustrações detalhadas e habilmente desenhadas por ele mesmo (incluindo órgãos internos), seu Digest passou a ser considerado um dos mais importantes da ornitologia. funciona.
O bem-sucedido negócio de vendas por correspondência de Stroud irritou o diretor. Mas foi a descoberta de que ele estava secretamente produzindo e consumindo álcool de cereais caseiro em seu laboratório improvisado que efetivamente acabou com sua vida com canários; e seu tempo em Leavenworth.
Em 1942, Stroud foi transferido para a Penitenciária Federal de Alcatraz. Esta era uma prisão de segurança máxima na Ilha de Alcatraz, a 2,00 quilômetros da costa de São Francisco, Califórnia.
Alcatraz
Em 19 de dezembro de 1942, Stroud, de 52 anos, começou a cumprir pena de 17 anos na Penitenciária Federal de Alcatraz. Inicialmente, ele foi informado de que poderia ter permissão para retomar a criação de seus pássaros.
Mas em 1943, ele foi avaliado pelo psiquiatra Romney M. Ritchey, que o considerou um psicopata perigoso. Ele avisou ao diretor que Stroud não deveria ter permissão para criar pássaros. Isto, no entanto, não impediu Stroud de continuar sua pesquisa em andamento.
Embora ainda cumprisse pena isolado, Stroud continuou escrevendo, produzindo manuscritos (um sobre a história do Sistema Penal dos EUA ). Ele também escreveu uma autobiografia – embora lhe tenha sido negada permissão para publicar qualquer uma delas.
O “Homem-Pássaro” de Hollywood
Em 1946, Stroud – tendo desenvolvido o talento para tirar o melhor proveito de uma situação ruim – comprou um manuscrito que havia escrito para cineastas de Hollywood sobre a história de sua vida. Era um livro de memórias provisoriamente intitulado Reabilitação .
O diretor de Alcatraz, James Johnston, relatou ao diretor do recém-instituído Federal Bureau of Prisons, James V. Bennett, que Stroud esperava que Hollywood pagasse US$ 50.000 pela história de sua vida. Bennett é citado como tendo dito que “desistiria de sua posição e se mudaria imediatamente para Hollywood” se algum estúdio fosse tolo o suficiente para pagar a taxa que Stroud estava pedindo.
Não está claro como sua história chegou ao oficial de liberdade condicional de Los Angeles que se tornou escritor de livros de não ficção, Thomas E. Gaddis. Mas em 1955, Stroud tornou-se o tema da aclamada biografia de Gaddis, Birdman of Alcatraz.
Embora o relato detalhe a propensão de Stroud para a violência, também o retrata como um homem que luta para manter a dignidade em circunstâncias extremamente difíceis.
Com o sucesso do livro (e o crescente fascínio por “The Birdman”), a Twentieth-Century Fox optou pelo livro. Eles contrataram o roteirista Guy Trosperm ( The Pride of St. Louis , Jailhouse Rock ) para adaptá-lo para a tela grande.
Mas quando o diretor do Federal Bureau of Prisons, Bennett, ouviu falar do projeto, ele se opôs veementemente à “glamourização dos criminosos”. Ele disse à Fox que absolutamente não queria que o filme fosse feito.
Em vez de enfrentar represálias legais, a Fox retirou-se do projeto. Gaddis tentou encontrar-se com Bennett para discutir as suas preocupações, mas não teve sucesso.
Depois que mudanças substanciais foram feitas no roteiro, o projeto foi adquirido pela United Artists Studios. O resultado, porém, é um filme baseado na biografia de Gaddis. Era em parte verdade, em parte ficção, minimizando o abuso que Stroud sofreu na prisão.
Anos Finais
Em 1959, Stroud foi transferido para o Centro Médico para Prisioneiros Federais em Springfield, Missouri. Foi aqui que passou os últimos quatro anos da sua vida menores restrições de liberdade.
Apesar da crescente atenção recebida pelo livro e pelo filme, e de seu status de prisioneiro modelo, Stroud não teve sucesso em suas tentativas de obter liberdade condicional.
Stroud nunca teve permissão para ver o filme (no qual Burt Lancaster o retratou como um indivíduo humano e educado). Mas “Birdman of Alcatraz” rendeu a Lancaster uma indicação ao Oscar de melhor ator. O filme recebeu um total de quatro indicações ao Oscar.
Em 1963, pouco antes de sua morte, Stroud conheceu Lancaster. Lancaster posteriormente solicitou a libertação de Stroud, mas falhou. Em retaliação, Lancaster fez o que pôde para expor os esforços de Bennett para censurar o filme, oferecendo-o como prova de uma vingança pessoal contra Stroud.
Stroud entrou com uma ação judicial para que seus manuscritos fossem divulgados. A decisão ainda estava pendente quando foi encontrado morto em sua cela, de causas naturais, em 21 de novembro de 1963.
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Por Marcelo Alves
Reformulação de um conto publicado em 1933, a peça “Testemunha de Acusação” (“Witness for the Prosecution”) é um dos maiores sucessos teatrais de Agatha Christie (1890-1976), dita a “Rainha do Crime”. Foi encenada, pela primeira vez, na Londres pós-guerra de 1953. Foi produzida nos EUA já no ano seguinte (1954). E ganhou os palcos do mundo. Todavia, embora seja uma das mais lidas e encenadas peças de Christie, a estória de “Testemunha de Acusação” alcança de fato o grande público com a sua adaptação para o cinema.
Sob a direção de Billy Wilder (1906-2002), em 1957 é lançada a película de mesmo nome (“Witness for the Prosecution”), a meu ver um dos melhores filmes de tribunal ou “courtroom dramas” até hoje produzidos. No filme estão Charles Laughton, Tyrone Power, Elsa Lanchester e Marlene Dietrich, a esposa do réu e “testemunha de acusação”.
Apesar dos traços cômicos, que dão um tom único ao filme, “Testemunha de Acusação” é, antes de tudo, uma reverência ao que o direito – no caso, o direito inglês – tem de melhor e de pior. A sala de audiência na “Old Bailey” é um lugar que transpira tradição, frequentado por grandes homens. Charles Laughton/Sir Wilfrid Robarts, o advogado “velha raposa”, consegue absolver o réu Leonard Vole apenas para descobrir, imediatamente após o veredicto, que o acusado era realmente culpado. A “testemunha de acusação” laborou maliciosamente para absolver o réu (que estará protegido daí em diante pela regra do ne bis in idem). A reação do velho advogado é: “Vole, você brincou com a lei inglesa”, um pecado mais “grave” que o próprio homicídio.
Leonard Vole, que revela estar de caso com uma mulher mais nova, é, em seguida, fatalmente esfaqueado por sua esposa, a “testemunha de acusação”. E o filme termina com Charles Laughton/Sir Wilfrid Robarts prometendo defender a esposa/testemunha maritalmente traída, mostrando sua crença na Justiça e no sistema legal inglês.
De estilo mais sério, baseado em romance homônimo de Robert Traver, pseudônimo do juiz John D. Voelker (1903-1991), o filme “Anatomia de um Crime” (“Anatomy of a Murder”, 1959), protagonizado por Jimmy Stewart (1908-1997), é outro clássico do cinema que tem como tema recorrente a falibilidade da prova testemunhal.
Nele, uma testemunha, por lealdade à vítima (seu antigo patrão) e por amor à filha deste, “interpreta” os fatos do caso, mesmo que de “boa-fé” (ou seja, acreditando ser a verdade), em detrimento da defesa do réu da estória. Outra testemunha, um dos companheiros de cela do réu, dolosamente depõe contra ele, orientada pelos promotores, em troca de um acordo suave para o seu próprio crime, segundo o contexto dá a entender.
Esses dois filmes retratam uma realidade que nós, operadores do direito, bem conhecemos. Sabemos que a prova testemunhal é provavelmente o meio de prova mais utilizado no direito processual brasileiro, sobretudo no processo penal. Mas ele também é, sabemos, o meio mais manipulável, o menos confiável. É por demais sujeito a imprecisões, seja dolosamente, “seja pela falibilidade da memória humana, seja porque, talvez até sem malícia, pode a testemunha deturpar os fatos com o fito de favorecer a parte”, como diz Luiz Rodrigues Wambier (em seu “Curso avançado de processo civil”, vol. 1, RT, 2007).
A prova testemunhal é por isso entre nós conhecida pela alcunha de “a prostituta das provas” (e aqui já afirmo que longe de mim querer ofender “as profissionais do amor”), apelido cuja autoria já vi atribuída a vários juristas de renome. Sem testemunhos de ciência própria sobre a criação, darei meu veredicto: tenho a designação como de “autor desconhecido”.
A alcunha de “prostituta das provas” é pejorativa e talvez exagerada, é vero. Mas que os causos de “Testemunha de Acusação” e “Anatomia de um Crime” nos fazem lembrar da “mais antiga profissão”, isso é vero também.
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Por Bruno Ernesto
Há certos hábitos que mantemos por convicção, ou seja, com base em opinião firme a respeito de algo ou razões íntimas, ou como resultado de persuasão ou influência de outro, ou apenas crença. Tem quem fale que é coisa de quem não se rende aos novos tempos.
De fato, hoje tudo acontece numa velocidade estonteante. E quando falamos disseminação de informações, falamos hoje em fração de segundos.
Penso que o avanço tecnológico das plataformas de comunicação e interação é irreversível. Entretanto, é plenamente possível conciliar o modelo tradicional com o moderno. Um não anula o outro, na perspectiva de transmissão de informações. Entretanto, reconheço, não é tarefa fácil.
Lembro de meu saudoso pai revezando a sua leitura diária, ora debruçado no seu birô da biblioteca, ora numa mesa de desenho que ficava na varanda da casa e que ele adotou após eu desistir de ser arquiteto.
Ele manteve o hábito da leitura por toda sua vida. Não apenas pelo fato de ser professor, mas tinha sede de conhecimento, como quem precisa tomar um copo da água quando está com sede.
Quando comprou o seu primeiro computador, em 1993, aquela maravilha moderna ficou encaixotada na sua biblioteca por algumas semanas. Ele sequer sabia como montá-lo. Foi salvo por um colega professor da universidade que o montou.
Era um profundo admirador de tecnologia, porém, jamais deixou de lado seus cadernos de anotações. Contabilizei dia desses em sua biblioteca, mais de cem cadernos que ele fez anotações desde o início dos anos 1970.
Embora desde criança ponha os olhos nesses cadernos, nesse dia, o que me chamou atenção foi a sistematicidade em suas anotações. Nem mesmo sua caligrafia mudou em quase cinquenta anos de registros manuscritos. Diferentemente do que ocorre hoje, quando estamos destreinados até mesmo para rubricar.
De tal maneira, repito, não é tarefa fácil manter um costume nos tempos de hoje. Nem para quem produz conteúdo ou mesmo quem o consome, especialmente impresso. São muitos os fatores.
Entretanto, é muito prazeroso. E um deles, é ler jornal impresso. Chega a ser nostálgico.
Claro que a notícia que chega na palma de nossa mão de forma instantânea é uma maravilha, e interatividade que temos hoje é algo incrível e que não se pode abrir mão. É fato.
Me incluo, sem hesitar, no universo de leitores dessa modalidade. Aliás, o meu primeiro trabalho remunerado foi aos 14 anos, utilizando aquele primeiro computador que meu pai comprou.
Acordava todos os dias de madrugada para inserir as notícias do dia de um jornal local na sua página da internet, a extinta Gazeta do Oeste. Sim, do dia. Embora fosse a versão eletrônica, só era atualizado uma vez ao dia.
Ainda que seja cada vez mais difícil ter acesso a um jornal impresso por onde andamos, há locais que fazem questão de mantê-lo disponível para seus clientes, pois seu público mantém esse hábito. Diga-se, não é fácil quando não se está em um grande centro urbano ter acesso a jornais impressos.
E um deles são os cafés.
Aliás, os cafés deveriam ser considerados patrimônios da humanidade por diversos aspectos.
É hoje um local multicultural. Não se restringe apenas a tomar um bom café e comer algo numa pequena pausa.
Podemos ver um público muito variado nos cafés, que outrora era frequentado preponderante por pessoas com mais idade, transmitindo uma falsa impressão de que era um local sem graça e enfadonho.
Arrisco a dizer que muita gente tem incluído os cafés nos seus roteiros em busca de um novo estilo de vida, o que é muito bom sob vários aspectos. Eu mesmo levo meus filhos e eles adoram.
A leitura de um jornal impresso hoje é uma leitura mais despretensiosa, bem diferente daquela instantaneidade da notícia eletrônica atualizada a cada minuto.
Pra mim, passou a ser uma leitura para relaxar. Por inúmeras vezes aquela notícia já me é familiar, porém, leio novamente como se fosse a primeira vez.
Essa notícia, tida como velha por alguns, pode virar assunto ali no momento e render uma boa conversa. Há frequentadores nos cafés que lhe surpreendem com o conhecimento sobre determinados assuntos.
Outro dia, ao chegar num modesto restaurante, localizado numa cidadezinha minúscula chamada San Giovanni di Sinis, na Sardenha, quase no meio do nada, presenciei algo bem interessante, que há muito não via.
Ao chegar no local, havia um jornal numa cadeira junto à mesa ocupada por um casal e sua filha pequena. Meu amigo que me levou para conhecer o local, logo ao entrar, perguntou ao dito casal se poderia pegar o jornal para ler. O detalhe é que esse meu amigo, há pouco, havia se queixado da falta de tempo para ler em razão do trabalho.
De pronto disseram que sim e conversaram um pouco aos risos e apontavam para o jornal. Observei de longe a cena.
Após ele vir ao meu encontro, perguntei se ele conhecia aquele casal. Disse que não.
Almoçamos, e quando estávamos tomando um café, um senhor que acabara de entrar no restaurante, se dirigiu à nossa mesa, apontou para o jornal que estava na minha frente e perguntou se poderia pegá-lo para ler.
Fiquei imaginando quantas pessoas poderiam fazer isso durante o dia inteiro ali e lembrei da importância de se ter um jornal impresso em determinados momentos.
Aquele jornal fez mais que informar.
Tenho a impressão de que, em verdade, o jornal desperta esse interesse em todas as pessoas que põe os olhos nele.
Por vezes, é só questão de disponibilidade, nem tanto de hábito.
Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor
Poucas são as pessoas (pouquíssimas!) que demonstrarão qualquer concordância com o meu modo de ver esse tipo de coisa. É claro que eu sou um sujeito fora do comum. Quando digo fora do comum estou querendo dizer especificamente que sou alguém incompatível com determinados furdunços sociais, que não me enquadro por completo na vida em rebanho, que não sigo a manada às cegas.
Tenho consciência, porém, de que existem vários pontos positivos no que diz respeito a uma porção de festejos. Alguns têm tradição e datas consolidadas, compõem o calendário brasileiro. Outros, denominados como fora de época, eu classifico entre os piores. No fim das contas, todos são eventos que promovem o desbunde da classe baluda e também daquela gente que se julga remediada, mas que se estrepa no cartão de crédito para marcar presença na folia, não ficar de fora da festa. Não importa que depois tenha que lidar com a ressaca, sobretudo, financeira.
Um exemplo desse meu desinteresse se reflete em algo que virá em pouco tempo. Grande número de indivíduos espera ansioso por isso. Não é o Natal nem o ano-novo. Sim, ele está vindo. É imparável. Mesmo durante o mais sombrio e devastador momento da pandemia, muitos miolos moles torciam para que o monstro apoteótico fosse realizado. Eu não nego que temi que isso pudesse acontecer.
O Natal e o ano-novo virão antes, não resta dúvida, todavia já é possível escutarmos e vermos os primeiros sinais da bulha que chegará atropelando tudo. É uma pândega, paixão nacional que, ao menos em sua época, supera o futebol. Brevemente o marketing (essa máquina de adestrar humanos) entrará com força total para fazer a cabeça dos brincantes.
É verdade que certos propagandistas exibirão aquele alerta fugacíssimo: beba com moderação. Mas tal “conselho”, falado ou mostrado em letras minúsculas abaixo dos informes, possui a duração de um piscar de olhos.
Ao fim e ao cabo, portanto, a tribuzana vai amontoar bêbado sobre bêbado. Alguns visitarão hospitais e até necrotérios. Mas isso é bobagem, faz parte do legítimo direito das pessoas de se esbaldarem e morrerem de alegria.
Marcos Ferreira é escritor
Por Odemirton Filho
Lembranças vêm à memória.
Ao lado de amigos eu brincava na calçada do Cine Caiçara, uma vez que a lateral do antigo cinema ficava na rua Tiradentes, pertinho da minha casa. Víamos os cartazes anunciando os filmes para maiores de dezoito anos; e sonhávamos em “ficar de maior”.
A Rádio Difusora ficava ao lado do Caiçara, entrando-se por um “bequinho”; já o prédio da Rádio Libertadora ficava vizinho ao casarão de seu Dix-Neuf e dona Odete Rosado, um endereço histórico conhecido como o “Catetinho”, por ter recebido o então presidente Getúlio Vargas.
O mundo da minha infância e juventude foi vivido naqueles arredores; a praça do Codó, o Caiçara, o Cine Pax, a padaria de meu pai, a Igreja de São Vicente. Isso, lá pelo início dos anos oitenta.
Não, não se trata de querer viver de saudosismo, pois cada época de nossa vida tem momentos felizes e tristes. É piegas escrever sobre? Pode ser. Mas é a história da minha vida; minha, tão minha.
Sem esquecer que o domingo é um dia para as pessoas lerem artigos e crônicas leves, suavizando o fardo do dia a dia, como diz o meu nobre editor.
Pois bem, jogávamos bola na rua Francisco Ramalho, passeávamos de bicicleta no patamar da Igreja de São Vicente e na praça do Codó. Assistíamos a filmes no Caiçara, no Pax e no Cine Cid; os famosos vesperais. Na calçada lateral do Cine Pax, ficavam uns carrinhos, onde comprávamos revistas novas e usadas.
Nem imaginávamos que, um dia, teríamos internet, redes sociais, celulares, tablets e computadores. Ter um telefone fixo já era um luxo. E caro.
O mês de dezembro me faz lembrar de quando ouvíamos os sinos da Catedral anunciando à Festa da nossa padroeira. Após as novenas, uma ruma de gente ficava andando pra lá e pra cá, pois havia várias barracas.
Íamos também para a casa de algum conhecido para as famosas “festas americanas”, ao som das deliciosas músicas dos anos oitenta, tocadas numa radiola com discos de vinil.
Aqui, permitam-me citar o cronista Braz Chediak num de seus belos textos: “pertenço a um tempo que enriqueceu a música brasileira, por isso, quero, um dia, sentar com o meu neto e dizer-lhe o tema de cada música que ouvimos juntos, de cada amigo, de cada viagem, física ou não. Assim, em alguma noite, ele ouça uma música vinda de uma vizinha qualquer, e se lembre deste seu avô, contando-lhe de suas aventuras e de tudo o que lhe ofereceu a vida”.
Os mais jovens devem perguntar: como vocês se divertiam naquele tempo sem o mundo virtual?
Respondo: quem viveu o ontem, decerto traz da sua infância e juventude algumas lembranças. Quem vive o hoje, no futuro lembrará de doces momentos. Porém, creio que não existe um tempo melhor ou pior. Existe o tempo de cada pessoa, com seus sonhos e decepções.
Sim, eu sei que alguns fatos aqui descritos já narrei em crônicas pretéritas. Mas, vez ou outra, lembranças vêm à minha memória.
Lembranças da primavera dos meus dias.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
“O interesse que tenho em acreditar numa coisa não é a prova da existência dessa coisa.”
Voltaire
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE/RN) obteve importante vitória no âmbito judicial, nesta semana. O comunicado é feito pela própria entidade.
A desembargadora Berenice Capuxú do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) indeferiu essa semana, Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que pedia a inconstitucionalidade das leis estaduais que concederam os pisos salariais entre 2011 e 2023. Para piorar, o MP também havia solicitado a suspensão da concessão da atualização e do escalonamento na carreira, também rejeitado pela desembargadora.
A defesa do Sinte/RN, através do assessor jurídico Odilon Garcia, sustentou a tese da constitucionalidade de toda a política salarial relativa ao Piso do Magistério estadual.
A ADI foi protocolada no início do mês pelo Ministério Público do RN (MPRN) e indeferida à noite dessa última quinta-feira (7).
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“Missa das Crianças” deixou a Catedral de Santa Luzia de Mossoró assim, como mostra a foto, na manhã deste sábado (9): lotada com os pequenos.
A pregação coube ao padre Philipe Villeneuve, numa liturgia acessível aos infantes.
Programação integra Festa de Santa Luzia 2023.
Foto de Igor Melo.
Bravo!
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