terça-feira - 30/08/2022 - 18:30h
Posse

Novos presidente e vice do TRE/RN assumem cargos nessa quarta-feira

Cornélio e Expedito já foram juízes em Mossoró (Fotomontagem do Canal BCS)

Cornélio e Expedito já foram juízes em Mossoró (Fotomontagem do Canal BCS)

Os desembargadores Cornélio Alves e Expedito Ferreira vão assumir a presidência e vice-presidência, respectivamente, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/). Vão ficar no biênio 22022-2024.

A posse acontecerá no plenário Ministro Seabra Fagundes (sede do TRE/RN), às 17 horas dessa quarta-feira (31), em Natal.

Eles vão substituir os desembargadores Gilson Barbosa e Claudio Santos.

Haverá transmissão ao vivo da sessão solene, através do canal do TRE/RN no YouTube: //www.youtube.com/user/justicaeleitoralrn

Antes da solenidade, o desembargador Gilson Barbosa dará entrevista coletiva à imprensa, às 16h.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Interessante assinalar que os dois desembargadores já atuaram como juízes na Comarca de Mossoró.

Sucesso a ambos, que vão presidir o pleito deste ano no RN.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
terça-feira - 30/08/2022 - 17:28h
LOA

Prefeito envia Lei Orçamentária de mais de R$ 1 bilhão à Câmara

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade), enviou nesta terça-feira (30), a Lei Orçamentária Anual (LOA) para a Câmara Municipal de Mossoró. O orçamento do ano que vem equivale a mais de R$ 1 bilhão.Loa, orçamento, contas públicas, finanças, economia,

A saúde, que tem o maior orçamento, terá investimento de R$ 353 milhões – o maior da história da cidade. “Nunca se investiu tanto na saúde pública de Mossoró como na nossa gestão”, pontuou Allyson Bezerra.

A área da educação também terá investimento significativo no orçamento de 2023. Foram destinados R$ 277 milhões. Ao todo, serão investidos 33% de recursos próprios da Prefeitura na educação, investimento superior ao que é estabelecido em lei federal, que é de 25%.

“É uma revolução na educação pública de Mossoró, que nós já estamos fazendo na nossa gestão”, disse o prefeito Allyson.

O chefe do Executivo Municipal também destaca que o orçamento de 2023 valoriza áreas como cultura e agricultura, que partiram, em 2020, de orçamento baixo para grande investimento. A Secretaria de Infraestrutura também tem importante investimento, chegando ao valor de R$ 120 milhões.

“Quando assumimos a Prefeitura, a Secretaria de Agricultura tinha orçamento de R$ 2 milhões, que era basicamente para pagar a folha de pessoal, ou seja, não havia investimento para a zona rural. No orçamento de 2023, destinamos R$ 16 milhões para a área da agricultura”, disse ele.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
  • San Valle Rodape GIF
terça-feira - 30/08/2022 - 10:10h
Pesquisa TN/Difusora/Consult

Lula lidera com 45% e Bolsonaro totaliza 33,4% no RN

Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no Rio Grande do Norte (Fotomontagem da TN)

Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no Rio Grande do Norte (Fotomontagem da TN)

Para a eleição de presidente da República, a Pesquisa Tribuna do Norte/Rádio Difusora/Instituto Consult aponta a liderança do ex-presidente Lula (PT), com 45% das intenções de votos dos eleitores do Rio Grande do Norte, na pesquisa Estimulada, quando é apresentada aos entrevistados uma lista com os nomes dos candidatos.

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem em segundo lugar, com 33,47%, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 6,82%.

Maioria de Lula para Bolsonaro é de 11,53%.

Outros seis candidatos a presidente aparecem com menos 1% na preferência dos eleitores potiguares: Simone Tebet (MDB), 0,41%; Pablo Marçal (PROS), 0,24%; Felipe D’Ávila (NOVO), Léo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB) e Soraya Thronicke (União), têm 0,6%.

Não foram citados os candidatos Roberto Jefferson (PTB), Constituinte Eyamel (DC) e Vera Lúcia (PSTU).

Os eleitores que disseram não votar em nenhum dos 12 candidatos a presidente são 8,65% e não souberam dizer, 5,18%.

Espontânea

Já pesquisa espontânea, em que não é apresentada a listagem dos candidatos, Lula foi citado por 39,65%, seguido de Jair Bolsonaro, 29,94% e Ciro Gomes, 3,82%.

Também aparecem na pesquisa espontânea Simone Tebet, 0,18%; Felipe D’Ávila, Léo Péricles, Pablo Marçal e Vera Lúcia, 0,6%.

Os índices dos que responderam não votar em “nenhum” candidato e “não sabe dizer” foram de 7,82% e 18,2%, respectivamente, enquanto 0,12%  disseram votar em “outro”.

Rejeição

No quesito rejeição, a pesquisa apontou que 41,5% dos eleitores não votariam “de maneira alguma” em Jair Bolsonaro, enquanto 34,5% não votariam em Lula. Já o candidato Ciro Gomes é rejeitado por 4,88% dos entrevistados.

A rejeição dos outros candidato  têm os seguintes índices: Simone Tebet, 0,70%; Roberto Jefferson e Léo Péricles, 0,20%; Felipe D’Àvila, Pablo Marçal, Vera Lúcia e Soraya Thronicke, 0,10%. Constituinte Eymael e Sofia Manzano não foram citados.

Os que disseram não rejeitar “nenhum” candidato foram 6,20%; não souberam dizer, 10,80% e os que rejeitam todos os candidatos, 6,60%.

A pesquisa ainda perguntou se na eleição para presidente da República desse ano, o que é melhor para o Brasil e para a população brasileira? Se ”reeleger o presidente Jair Bolsonaro”, responderam positivamente 35,06% dos entrevistados e se “eleger outro candidato a presidente da República, responderam positivamente  59,71%. Não souberam dizer, 5,24%.

Dados da Pesquisa

Foram entrevistadas 1.700 pessoas, entre os dias 24 e 27 de agosto, distribuída nas 12 regiões do Estado. Os resultados da pesquisa estão sujeitos a um erro máximo permissível de 2.37%, com confiabilidade de 95%. Os registros na Justiça eleitoral são: Protocolos BR 06672/2022 e RN 03827/2022.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
terça-feira - 30/08/2022 - 09:38h
Pesquisa TN/Difusora/Consult

Rogério chega a 25%; Carlos cai para 23,06% e Rafael sobe a 10,06%

Pelos números da Pesquisa Tribuna do Norte/Rádio Difusora/Instituto Consult, o ex-ministro Rogério Marinho (PL) é o primeiro colocado na disputa ao Senado, em termos numéricos. Deixou para trás o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT). Ambos estão tecnicamente empatados.

Rogério, Carlos e Rafael são os candidatos com melhor posicionamento na pesquisa (Fotomontagem da TN)

Rogério, Carlos e Rafael são os candidatos com melhor posicionamento na pesquisa (Fotomontagem da TN)

Estimulada

Na sondagem Estimulada, na qual são apresentados os nomes dos candidatos, Rogério Marinho tem 25%, seguido pelo ex-prefeito Carlos Eduardo com 23,06%. Em terceiro, aparece o deputado federal Rafael Motta (PSB), com 10,06%. Também foram citados os candidatos veterinária Shirlei Medeiros, 1,18%; Pastor Silvestre 0,47%; Dário Barbosa 0,35%; Marcelo Guerreiro (0,06%) e Geraldo Pinho (0,06%).

Ainda tiveram as respostas “nenhum”, que foram dadas por 17,12% dos que responderam à pesquisas; e não sabe dizer, por 22,41%.

Rogério Marinho apareceu, na pesquisa Consult aplicada entre os dias 22 e 25 de junho deste ano (com registro no TRE-RN), com 21,59%. Na sondagem do mesmo instituto, aplicada em julho (20 a 24), foi para 23% e agora está com 25%. Cresceu dois pontos percentuais.

Carlos Eduardo tinha 23,71% (11 a 25/06); foi para 28,06%. E agora, para 23,06%. Uma queda de cinco pontos percentuais.

Rafael Motta estava com 7,18% na primeira pesquisa (22 a 25 de junho). Foi para 6,82%, em julho. Agora, para 10,06%. Crescimento de 3,18%.

Espontânea

Rogério Marinho também lidera na pesquisa espontânea. Ele teve 12,41%. Carlos Eduardo ficou em segundo, com 6,29%. Rafael Motta, em terceiro, apareceu com 3,12%. Os demais citados na sondagem espontânea para senador na TN/Difusora/Consult foram Freitas Júnior (0,12%), Veterinária Shirlei Medeiros (0,12%) e Marcos do MLB (0,06%). “Não sabe dizer” foi a resposta da sondagem espontânea  de 66,06% dos pesquisados; enquanto 11,53% afirmaram “nenhum”.

Rejeição 

Na rejeição, estão praticamente empatados Carlos Eduardo, com 11,10% e Rogério Marinho, com 11%. Depois, está Rafael Motta, com 3,50%. Pastor Silvestre tem 1%; Freitas Júnior, 0,9%; Dário Barbosa, 0,50%; Marcelo Guerreiro, 0,20%; Geraldo Pinho, 0,20%; Marcos do MLB, 0,10%.

Ainda responderam nenhum, 14,30%; não sabe dizer, 45,20%; e todos, 13,70%.

Dados da Pesquisa

Foram 1700 entrevistas, entre os dias 24 e 27 de agosto. Os resultados da pesquisa estão sujeitos a um erro máximo permissível de 2.37%, com confiabilidade de 95%. Os registros na Justiça eleitoral são: Protocolos BR 06672/2022 e RN 03827/2022.

Leia também: Fátima tem 36%, Styvenson chega a 20% e Fábio fica com 13%.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 30/08/2022 - 08:54h
Pesquisa TN/Difusora/Consult

Fátima tem 36%; Styvenson está com 20% e Fábio soma 13%

Tem pesquisa quentinha e cedo, nesta terça-feira (30). A Pesquisa  Tribuna do Norte/Rádio Difusora/Instituto Consult mostra a candidata à reeleição,  governadora Fátima Bezerra (PT), em primeiro lugar.

Fátima Bezerra (PT), Styvenson Valentim (Podemos) e Fábio Dantas (Solidariedade) são os primeiros colocados (Foto: Reprodução)

Fátima Bezerra (PT), Styvenson Valentim (Podemos) e Fábio Dantas (Solidariedade) são os primeiros colocados (Foto: Reprodução)

Ela aparece com 36,24% das intenções de votos na sondagem Estimulada, na qual é apresentada a lista com os nomes de todos os candidatos ao governo do Estado. Em segundo lugar, aparece o senador Styvenson Valentim (Podemos), com 20,12%  e em terceiro o ex-vice-governador Fábio Dantas (SD), com 13%.

A pesquisa mostra também que dos eleitores entrevistados, entre os dias 24 e 27 deste mês, a candidata Clorisa Linhares (PMB) foi citada por 1,12% dos eleitores, seguida de Rosália Fernandes (PSTU), 0,41% e Danniel Morais (PSOL), 0,18%. Com 0,06% na preferência dos entrevistados, estão Rodrigo Vieira (DC), Nazareno Neris (PMN) e Bento (PRTB).

Já os eleitores que não votariam em nenhum dos candidatos foram 13,41% e não souberam dizer, 15,35%.

Espontânea 

Na pesquisa para governador, em que os eleitores respondem espontaneamente (não é apresentada uma lista prévia de candidatos), Fátima Bezerra aparece em primeiro lugar, com 22,76% e Capitão Styvenson, 9,71%. Fábio Dantas tem 7,18%. Também são citados Clorisa Linhares, 0,47% e Rosália Fernandes, 0,06%.

Outros eleitores responderam que não votariam em “nenhum” candidato, 8,82% e “não sabiam dizer”, 50,41%. Em “outro” candidato, o índice na espontânea foi  de 0,59%.

Rejeição 

A Pesquisa TN/Difusora/Consult ainda interpelou os eleitores em qual dos candidatos, se a eleição fosse hoje, eles não votariam de maneira alguma para governador do Rio Grande do Norte. Fátima Bezerra é rejeitada por 32,0% dos entrevistados, enquanto Capitão Styvenson é rejeitado por 11,60% Fábio Dantas por 6,20%.

Os índices de rejeição dos outros candidatos são os seguintes: Clorisa Linhares e Rosália Fernandes, 0,80; Danniel Morais, 0,40%; Rodrigo Vieira, Nazareno Neris e Bento, 0,20%. Nenhum, 12,20% e não souberam dizer, 27%. Não votariam em todos os candidatos 11,10%.

Dados da Pesquisa

Foram entrevistadas 1.700 pessoas, entre os dias 24 e 27 de agosto, distribuída nas 12 regiões do Estado. Os resultados da pesquisa estão sujeitos a um erro máximo permissível de 2.37%, com confiabilidade de 95%. Os registros na Justiça eleitoral são: Protocolos BR 06672/2022 e RN 03827/2022.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
segunda-feira - 29/08/2022 - 23:56h

Pensando bem…

“Aprendi ao longo dos anos que quando a mente está decidida, isso diminui o medo. Saber o que deve ser feito elimina o medo.”

Rosa Parks

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 29/08/2022 - 23:20h
15 de Setembro

Segundo debate com candidatos ao Governo do RN será em Mossoró

debateO Grupo TCM (TV Cabo Mossoró, portal TCM Notícia e 95 FM) prepara debate com os candidatos ao Governo do RN. Acontecerá em sua sede, em Mossoró.

Expectativa é de contar com os principais concorrentes diante das suas câmeras e microfones, no dia 15 de setembro, às 20h30.

A mediação será do jornalista Moisés Albuquerque, diretor de Jornalismo do Grupo TCM.

O primeiro debate da atual campanha ocorreu no dia 7 passado, organizado pela TV Band RN.

Danniel Morais (Psol), Styvenson Valentim (Podemos), Fábio Dantas (Solidariedade), Clorisa Linhares (PMB) e a governadora Fátima Bezerra (PT) foram os participantes.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
segunda-feira - 29/08/2022 - 22:30h
Palanque pesado

Candidato a governador junta Bolsonaro, Lula e Ciro Gomes

Clécio Luís, apesar de apoios diversos, tem campanha difícil (Foto: Web)

Clécio Luís, apesar de apoios diversos, tem campanha difícil (Foto: Web)

Do Blog Tio Colorau

No Amapá, o candidato a governador, Clécio Luís (SD), tem o apoio do PT de Lula, do PL de Bolsonaro e do PDT de Ciro Gomes, além da Rede de Randolfo Rodrigues, PSOL, PSB e PC do B.

Caso único no país.

Seus adversários principais são Jaime Nunes (PSD) e Gilvam Borges (MDB).

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Em pesquisa do Ipec (Ex-Ibope) à semana passada, Clécio Luís – que é ex-prefeito da capital, Macapá – apareceu com 41%, contra 35% de Jaime Nunes (PSD), atual vice-governador. Já em quatro pesquisas sequenciais do Instituto Doxa, de atuação na região, Jaime Nunes aparece na frente. Campanha está acirrada e com final imprevisível hoje.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 29/08/2022 - 20:46h
Inverno 2022

Reservas hídricas do RN chegam a 52% da sua capacidade total

O Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, divulgado nessa segunda-feira (29), indica que as reservas hídricas superficiais totais do RN somam 2.317.049.230 m³. Percentualmente, 52,94 da sua sua capacidade total, que é de 4.376.444.842 m³. Isso é reflexo do bom inverno deste ano.

Barragem Santa Cruz, do Apodi, está com bom manancial, reforçado pelo inverno deste ano (Foto: Felipe Alecrim)

Barragem Santa Cruz, do Apodi, está com bom manancial, reforçado pelo inverno deste ano (Foto: Felipe Alecrim)

A barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1.478.455.016 m³, correspondentes a 62,3% da sua capacidade total, que é de 2.373.066.510 m³. No dia 17 de agosto, o manancial estava com 1.500.126.181 m³, percentualmente, 63,21% da sua capacidade total.

Segundo maior manancial do RN, a barragem Santa Cruz do Apodi acumula 255.451.845 m³, equivalentes a 42,6% da sua capacidade total, que é de 599.712.000 m³. No relatório anterior, o reservatório estava com 258.824.725 m³, equivalentes a 43,16% da sua capacidade total.

A barragem Umari, localizada em Upanema, acumula 199.686.425 m³, percentualmente, 68,2% da sua capacidade total, que é de 292.813.650 m³. Em meados de agosto, o reservatório estava com 202.436.700 m³, percentualmente, 69,13% da sua capacidade total.

O açude Tabatinga, localizado em Macaíba, acumula 29.303.746 m³, correspondentes a 32,62% da sua capacidade total, que é de 89.835.678 m³. No relatório anterior o volume represado pelo manancial era o mesmo.

Entre os reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN), 7 permanecem com volumes superiores a 90%. São eles: Flechas, localizado em José da Penha, com 99,47%; o açude público de Encanto, com 99,12%; Santana, localizado em Rafael Fernandes, com 97,33%; Apanha Peixe, localizado em Caraúbas, com 95,67%; Morcego, localizado em Campo Grande, com 94,33%; o açude público de Marcelino Vieira, com 94,03%; e Riacho da Cruz II, localizado em Riacho da Cruz, com 92,34%.

Saiba mais

Para saber sobre os volumes de outras barragens do RN acesse: //sistemas.searh.rn.gov.br/monitoramentovolumetrico.

O Igarn monitora 47 reservatórios, com capacidades superiores a 5 milhões de metros cúbicos, responsáveis pelo abastecimento dos municípios potiguares.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 29/08/2022 - 17:30h
Campanha

Coligação de Fátima Bezerra prepara caravana pela região Oeste

A Coligação O Melhor Vai Começar, da Federação Brasil da Esperança, organiza movimentação por vários municípios da região Oeste do RN para o próximo fim de semana.

Fátima comandou a caravana no sábado nas regiões Trairi e Potengi (Foto: reprodução)

Fátima comandou a caravana no sábado nas regiões Trairi e Potengi (Foto: reprodução)

O roteiro e detalhamento ainda estão sendo fechados, com programação sendo encabeçada pela governadora e candidata à reeleição Fátima Bezerra (PT).

Repetirá a fórmula adotada nesse último fim de semana nas regiões do Trairi e Potengi, quando os municípios de Santa Cru, Tangará, Serra Caiada, Senador Elói de Souza, São Paulo do Potengi e São Tomé foram percorridos no sábado (27).

É a Caravana O Melhor Vai Começar.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 29/08/2022 - 16:50h
Política

Allyson ‘estadualiza’ campanha em apoio a Lawrence e Jadson

Principal cabo eleitoral das candidaturas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do seu grupo, o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) não está circunscrito aos limites de Mossoró na campanha em prol deles. Nos fins de semana, leva os candidatos Lawrence Amorim (federal) e Jadson (estadual) a diversas outras cidades, da Grande Natal à região Oeste.

Em Macaíba e Upanema, Allyson e seus candidatos mobilizaram apoiadores (Fotomontagem de redes sociais)

Em Macaíba e Upanema, Allyson e seus candidatos mobilizaram apoiadores (Fotomontagem de redes sociais)

Nos últimos dias foram feitas várias mobilizações e reuniões em Natal, Macaíba, Parnamirim, Upanema e Apodi, por exemplo.

Ele “estadualiza” a campanha e puxa Lawrence e Jadson com aposta na força irradiadora de sua alta popularidade. Investe no conhecido “efeito tambor”, ou seja, o eco do que acontece em Mossoró e sua influência por vastíssima área territorial e social.

E a sua imagem é colada a dos candidatos no material de divulgação, além do slogan “Pra fazer mais,” fixado sobre o mapa do RN.

Lawrence e Jadson são “os candidatos de Allyson”, prega a propaganda de ambos. Quem tem dúvida? A campanha urge e ruge, pois as eleições estão bem ali, a pouco menos de 30 dias.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
segunda-feira - 29/08/2022 - 16:02h
95 FM (Mossoró)

Às 18h20 dessa segunda-feira, encontro marcado no Jornal das 6

Bate-papo sobre politica na 95FM (Foto: arquivo/Ricardo Lopes)

Bate-papo sobre politica na 95FM (Foto: arquivo/Ricardo Lopes)

Nessa segunda-feira (29), às 18h20, a gente tem encontro marcado com os jornalistas Tárcio Araújo e Emanuela de Sousa (Manu), âncoras do Jornal das Seis, da 95 FM de Mossoró.

Na pauta, análise de pesquisas eleitorais, debate presidencial, campanha eletiva deste ano e outras questões correlatas.

Acompanhe ao vivo no portal da emissora – //tcm95fm.com.br/ – e pelo Instagram @95fmmossoro.

Também no App TCM Play, na TV Cabo Mossoró (TCM Telecom) HD pelos canais 02 (Pacote Família) ou no Canal 26.6 (Pacote Compacto).

O ouvinte participa com acesso pelo WhatsApp do programa pelo número (84) 3315-0733.

Fico no aguardo.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Comunicação / Comunicado do Blog / Política
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 29/08/2022 - 15:20h
Chapa única

Professores vão eleger dirigentes da Adufersa nessa terça-feira

A Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural do Semiárido (ADUFERSA) realiza nessa terça-feira (30), processo eleitoral para definir a nova Diretoria e Conselho de Representantes do sindicato, durante o biênio 2022-2024.

Thiago Arruda encabeça chapa de consenso à presidência da Edufersa (Foto: divulgação)

Thiago Arruda encabeça chapa de consenso à presidência da Edufersa (Foto: divulgação)

O pleito será realizado durante todo o dia, com pontos de votação presencial em Mossoró, na sede da entidade,  e nos campi da Ufersa em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, das 08h às 12h e das 14h às 18h.

A chapa “Democracia e Autonomia” é a única inscrita para a disputa em 2022. Ela é composta por: Thiago Arruda Queiroz Lima (Presidente); José Domingues Fontenele Neto (Vice-presidente); Claudio de Souza Rocha (Primeiro Secretário); Valdenize Lopes do Nascimento (Segundo Secretário); Álvaro Fabiano Pereira (Primeiro Tesoureiro); Jusciane Costa e Silva (Segunda Tesoureira); Inês Xavier Martins (Diretora do Setor de Aposentados); Jairo Rocha Ximenes Ponte (Diretor Adjunto do Setor de Aposentados); Francisco Souto de Sousa Júnior (Diretor de Cultura, Esportes e Lazer); Subênia Karine de Medeiros (Diretora Adjunto de Cultura, Esportes e Lazer).

Além da diretoria, também será eleito o Conselho de Representantes, que é formado por 16 docentes dos departamentos e campi.

Neste pleito os candidatos ao Conselho de representantes são: Talita Montezuma (titular) e Mário Sérgio Falcão Maia (suplente) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas; Indalecio Dutra (titular) e Marineide Jussara Diniz (suplente) – Centro de Engenharias; Rafael Castelo Guedes Martins (titular) e Antonio Ronaldo Gomes Garcia (suplente) – Centro de Ciências Exatas e Naturais; Cristina Baldauf (titular) e Fernanda Matias (suplente) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde;  Leilson Costa Granjeiro (titular) e Clarisse Pereira Benedito (suplente) – Centro de Ciências Agrárias;  Carmelindo Rodrigues da Silva (titular) e Rafael da Costa Ferreira (suplente) – Campus Angicos;  Jorge Luis De Oliveira Pinto Filho (titular) e Glauber Barreto Luna (suplente) – Campus Pau dos Ferros; Hudson Pacheco Pinheiro (titular) e Adiana Nascimento Silva (suplente) – Campus Caraúbas.

Em 2020, data da última eleição sindical, a votação foi realizada de maneira virtual em decorrência da pandemia de Covid-19, que, àquele momento, atingia o ápice no número de contaminações e vítimas no Brasil.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 29/08/2022 - 09:46h
Eleições 2022

Conheça cada um dos candidatos ao Senado em todos os estados

Plenário do Senado do Brasil, onde 27 vagas estão em disputa este ano, com maior concorrência da história (Foto: Edilson Rodrigues/Senado)

Senado, onde 27 vagas estão em disputa este ano, com maior concorrência da história (Foto: Edilson Rodrigues/Senado)

A eleição para o Senado em outubro tem 237 candidatos registrados para 27 cadeiras em disputa, o que dá uma média de 8,7 postulantes por vaga. É a mais concorrida em pelo menos 30 anos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em alguns estados, a disputa é ainda mais acirrada do que a média. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem 13 pretendentes ao Senado, seguido de Distrito Federal, Pará e Tocantins — com 12 candidatos cada. Os estados com menor concorrência são Alagoas e Maranhão, com 5 candidatos. Bahia, Ceará e Mato Grosso do Sul têm 6 pretendentes cada.

Clique AQUI e conheça cada um dos candidatos em cada estado federado, incluindo o RN, com dados da Agência Senado. Basta clicar sobre o mapa do estado preferido.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 29/08/2022 - 08:42h
Disputa presidencial

Num debate sem maiores destaques, ponto para Simone Tebet

Gostei no geral do debate organizado pelo pool de mídia – Band, UOL, TV Cultural e Folha de São Paulo, e levado ao ar à noite desse domingo (28). O formato permitiu que os candidatos à Presidência da República apresentassem seus raciocínios, argumentos, ideias. Porém, pouco de ideias, que se diga.

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

O nós contra eles, o Fla-Flu político, segue e continuará até o fim. Lamento. Entre os protagonistas, quem imaginou que fosse galvanizar a atenção dos indecisos, por exemplo, talvez tenha saído frustrado. 

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), senadora Simone Tebet (MDB), Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) estiveram de frente às câmeras e lado a lado. Em vários momentos a temperatura  subiu, com entreveros verbais entre alguns debatedores, mas nada que precisasse de intervenção severa da moderação do programa.

Começando o segundo bloco do debate, nos bastidores quase saia pancadaria, luta física mesmo. O ex-ministro Ricardo Salles e o deputado federal André Janones (Avante/MG), aliado de Lula, trocaram insultos e quase esfregaram os narizes em provocações de lado a lado. Tumulto foi aquietado, mas não resolvido. Deu bem a ideia do que na prática é a campanha de 2022, polarizada por sentimentos hostis.

A agradável surpresa foi a senadora Simone Tebet. Sem ser alvo preferencial, como franca-atiradora, soube aproveitar bem o espaço do debate. Se vai carrear intenções de voto em próximas pesquisas, é outra questão. Porém, esteve acima dos principais debatedores pelo equilíbrio, sem perder a firmeza em certos momentos. Se crescer e bem pode empurrar a disputa presidencial ao segundo turno.

O candidato Lula foi muito bombardeado, esquivou-se de tema como corrupção e subaproveitou o debate. Nas considerações finais resgatou o ‘golpe’ contra “a Dilma” (ex-presidente Dilma Roussef-PT), assunto que o próprio marketing petista esconde há meses, até pelas companhias que junta no palanque: a patota do golpe.

O presidente Jair Bolsonaro ia se saindo bem, sem aqueles naturais arroubos, mas surtou contra a jornalista Vera Magalhães, por exemplo. Poderia ter-se capitalizado mais. Acabou dividindo com Lula e trocando com o adversário, o grosso do tiroteio verbal, o que já era esperado.

O candidato Ciro Gomes foi de novo articulado, com boa retórica, conteúdo, atirou em Bolsonaro e Lula, mas levou invertida desse, quando falou em defesa das mulheres para tentar emparedar o presidente. Seu passado o condena, mesmo que seja passado. O episódio Patrícia Pillar não sai nunca do seu prontuário. Em 2002, numa entrevista, falou que o papel de sua então mulher era dormir com ele.

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil) Felipe D’Ávila (Novo) tiveram participações distintas, mas nada a projetar um ou outro como destaque. Cumpriram seu papel, cada um em seu campo de visão de Brasil.

Esperar outros debates. Sobretudo se regras levarem os candidatos à obrigatoriedade de abordagem de temas relevantes, com propostas. Nesse primeiro round, o mais do mesmo. E como não temos nenhum candidato caricato em cena, como em campanhas passadas, fica a esperança de que vejamos conteúdos sérios. O Brasil não está para graças. Precisamos tratar sobre o futuro.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 28/08/2022 - 23:54h

Pensando bem…

“Fiz um pouco de bem; é a minha melhor obra.”

Voltaire

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 28/08/2022 - 19:20h
Classificado

Em jogo emocionante, América vence de virada e salta à Série C

Foi sofrido, parecia impossível, mas deu certo. De virada, jogando na Arena das Dunas neste domingo (28), diante de um público de mais de 28 mil pessoas, o América venceu o Caxias de Caxias do Sul (RS) por 3 x 1, de virada, garantindo acesso da Série D para a Série C, no próximo ano, do Campeonato Brasileiro de futebol.

A partida foi emocionante do começo ao fim.

Iago duas vezes e Téssio, aos 48 minutos do segundo tempo, garantiram a virada no placar e a classificação. Mas, foi o Caxias com Matheuzinho que abriu o placar aos 13 do segundo tempo.

Assim, o alvirrubro natalense precisaria empatar e fazer pelo menos dois gols de diferença para se classificar. E assim ocorreu, com gols de Iago aos 20 e 41, além de Téssio aos 48 minutos.

O América estava na Série D desde 2017. Em três anos parou nas quartas de final (2017, 2020 e ano passado).

Agora, o América decide o título da competição contra os demais classificados: Amazonas (AM), São Bernardo (SP) e Pouso Alegre (MG). No chaveamento, o alvirrubro entra em semifinal contra o São Bernardo.

Primeiro jogo será em Natal. As datas dos confrontos serão definidas essa semana pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte
domingo - 28/08/2022 - 13:24h

Maranhão – Capítulo III

Por Inácio Augusto de Almeida

Do alto dos seus cento e quarenta e cinco centímetros, Conversinha abriu o seu riso safado. E, fazendo-se de vítima:

– Você me explora, Bórgia. Me coloca em missões impossíveis e ainda me acusa de ser, dentro deste jornal, um privilegiado. Ou será que ir a Belém, ficar dentro daqueles hotéis, enfrentar coquetéis, jantares e discursos, é tarefa para um jornalista qualquer? Só um vocacionado como eu suporta tarefa tamanha.

Foto ilustrativa (Web)

Foto ilustrativa (Web)

– Explora o que, seu cascateiro. Quando é para ir ao Tirirical esperar a chegada de um político, você pula fora. Até adoecer, adoece.

– Bórgia, aeroporto é lugar de se esperar avião para embarcar.

– Você é como os outros que eu conheço. Dissimulado, ingrato e ambicioso.

– Tudo bem, Bórgia, tudo bem. Mas não se esqueça da verba da Secretaria de Comunicação Social que eu puxei para o jornal.

– Vai viver eternamente disto? Vai?

Conversinha resolveu sair da redação. No dia em que o Bórgia entrava nas suas enxaquecas… Até achar que os outros eram os dissimulados, ingratos e ambiciosos, ele achava. O Bórgia achando os outros ambiciosos… Dá para rir…

Na sorveteria que ficava no Ferro de Engomar, bem em frente ao jornal, pediu um sorvete de bacuri. Cada colherada era uma resmungada e uma praga atirada no Bórgia. O rapazinho de cabelos à escovinha começou a rir da sua maluquice. Ficou sério e concluiu que o Bórgia o estava levando à loucura. Nem mesmo se lembrou que tinha passado uma semana sem aparecer no jornal.

– Ainda bem, que ele não estava cantando nenhum tango.

– Conversinha. Tomando sorvete? Eita ressaca braba, hein?

– A ressaca não é nada. Brabo mesmo é enfrentar o Bórgia. Ainda bem que consegui o vale. Dele estou livre mais uma semana. E você, Arrupiado, deu-se bem no jogo?

ACOMPANHE

Leia também: Maranhão – Capítulo I;

Leia também: Maranhão – Capítulo II.

Inácio Augusto de Almeida – Boêmio/Sonhador

(Continua no próximo domingo)

Compartilhe:
Categoria(s): Conto/Romance
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 28/08/2022 - 11:48h

Bolsonaro, Lula, Ciro e Tebet

Bolsonaro, Lula, Ciro e Simone Tebet estiveram no Jornal Nacional (Fotomontagem/fotos do Poder 360/Sérgio Lima)

Bolsonaro, Lula, Ciro e Simone Tebet estiveram no Jornal Nacional (Fotomontagem/fotos do Poder 360/Sérgio Lima)

Por Ney Lopes

O Jornal Nacional, da Rede Globo, entrevistou os quatro primeiros colocados na corrida presidencial: Jair Bolsonaro, Luís Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes e Simone Tebet.

A opinião pública acompanhou as opiniões e propostas dos candidatos.

A seguir análise do posicionamento dos candidatos.

JAIR BOLSONARO

Bolsonaro aplicou o aforisma de JK, quando dizia: “costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro”.

O presidente não insistiu nos erros cometidos anteriormente.

Certamente ouviu pessoas sensatas e teve comportamento de equilíbrio emocional na entrevista.

Por temperamento e sobretudo pelo estilo radical de seus chamados apoiadores fanatizados, o presidente afastou-se da mídia.

Pagou caro por isto.

Demonstrou o desejo de recuperar o terreno perdido.

Manteve-se calmo, elevou o tom quando conveniente, o que não é proibido.

Se ganhou votos ou não é outra questão.

Só o futuro dirá.

A presença de Bolsonaro na Globo foi, portanto, positiva.

Alguns analistas consideraram negativa a resposta dada por Bolsonaro ao JN, ao admitir que aceitaria o resultado das eleições, desde que elas sejam limpas.

Em absoluto.

A ressalva foi necessária.

A possibilidade de fraudes é a mesma possibilidade do surgimento de doenças orgânicas.

Não são planejadas.

Acontecem e por isso exigem os corretivos necessários.

CIRO GOMES

Diz-se sempre que Ciro seria o Bolsonaro da centro esquerda, pelo seu temperamento também duro.

Na entrevista do JN, ambos mostraram autocontrole.

A mensagem passada por Ciro foi de extrema competência técnica e política, em relação aos problemas nacionais.

As pessoas podem discordar, mas não podem negar essa evidencia.

Ciro enfrentou a questão que é pacífica no mundo democrático, mas no Brasil abala a estrutura da avenida Paulista, que é a taxação das grandes fortunas.

Explica dizendo que só 58 mil brasileiros têm um patrimônio superior a R$ 21 milhões, o que quer dizer, que cada super rico no Brasil vai ajudar a financiar, com 50 centavos, apenas, de cada R$ 100 de sua fortuna, a sobrevivência digna de 821 brasileiros abaixo da linha de pobreza, ou seja, aqueles domicílios que as pessoas ganham R$ 417 ou menos por cabeça por mês.

Anunciou   programa de renda mínima no Brasil, a partir de uma reforma da previdência.

Ciro optou por uma estratégia de permanecer totalmente contra Lula e Bolsonaro.

Apostou nesse caminho.

Isso faz com que ele busque cerca de 10% do eleitorado, que são os eleitores que rejeitam ao mesmo tempo o Lula e o Bolsonaro.

Ele foi competente na entrevista do JN e usou bem o seu tempo.

Fez propostas, mostrou ideias e preparo intelectual para ser presidente.

Entretanto, ficando entre os dois, que polarizam a eleição, tem dificuldades para passar a sua mensagem, realmente de nível elevado e consistente.

No horário gratuito de rádio e TV não haverá tempo para Ciro.

Ele terá apenas alguns segundos de apresentação.

Seria bom para o país ver Ciro no segundo turno, com Lula ou Bolsonaro.

O povo brasileiro poderia conhece-lo melhor.

LULA

Passou a mensagem do diálogo com divergentes e que adversários não são inimigos.

Deu “recado” com o objetivo de liquidar a disputa já no primeiro turno, declarando que fará governo a quatro mãos, ao lado de um conservador tradicional – Geraldo Alckmin -, que se transformou em seu amigo de infância.

Repete o que fez com o empresário José Alencar.

Surpreendeu ao criticar à China e Cuba pela falta de democracia e a certos erros econômicos cometidos por Dilma Rousseff.

“Pisou na bola” ao mencionar que não deve “se meter” no que acontece na Venezuela, em nome da autodeterminação dos povos.

Mais uma vez deixou de criticar a ditadura venezuelana, cujo líder Nicolás Maduro, já se referiu a ele como “um pai”.

Na sequência da entrevista, o apresentador William Bonner comentou que, apesar de Lula não “dever nada à Justiça” após decisões do STF (ele ainda responde 9 processos penais), “houve corrupção na Petrobras”, cuja prova foram pagamentos a executivos da empresa, a políticos de partidos como o PT, MDB e PP.

Em seguida, perguntou como ele evitaria que isso acontecesse novamente.

O candidato disse: “você não pode dizer que não houve corrupção se as pessoas confessaram (os crimes) ”.

Afirmou ser defensor de denúncias à corrupção e do livre agir das instituições de controle e que indicará pessoas técnicas e ilibadas para os postos públicos.

Na mensagem final repetiu o que defende Ciro Gomes, de ajudar as famílias endividadas, um dos lemas do pedetista.

A campanha de Bolsonaro avaliou que Lula saiu-se bem no vídeo

SIMONE TEBET

Prejudicada pelo horário eleitoral gratuito, o patamar de audiência da entrevista da senadora Simone Tebet foi o mais baixo entre as sabatinas da semana.

No geral, ela expôs muito bem a linha do seu pensamento, que é o “liberalismo”, a moda Paulo Guedes, com economia aberta, como meio de distribuir renda, combater desemprego e inflação.

Percebe-se que a lógica da senadora é a do economista Milton Friedman, da Escola de Chicago, que partia do princípio de que o dever do estado, através das empresas, é maximizar o lucro.

Embora se refira ao “social”, ela jamais utilizou a expressão conjunta “liberalismo social”.

A observação sobre o pensamento liberalizante, manifestado pela emedebista, é em consequência da corrente global predominante, que defende uma mudança radical do capitalismo para o mundo pós-pandemia.

Essa a corrente de pensamento econômico tem a frente a economista Mariana Mazzucato.

Segundo ela, a pandemia deve mudar como o capitalismo funciona, dando espaço para maior participação do Estado na garantia de serviços essenciais de qualidade.

É aplaudida por pelo Papa e Bill Gates.

Também é autora do livro O Estado empreendedor: Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado.

Na verdade, a candidatura da senadora nasceu ungida por grupo da elite econômica do país, manifestado em documento denominado “plataforma Change”, criada por Teresa Bracher, mulher do ex-presidente do Itaú Unibanco Candido Bracher e subscrito por empresários e economistas.

Ao longo da campanha, a candidata evolui para ser favorável a teses como furar teto de gastos, a fim de cobrir auxílio permanente.

Quando ela diz apoiar a taxação de lucros e dividendos, hoje tese unânime nos países de livre mercado, faz a ressalva da necessidade de revisão simultânea das faixas de cobrança do Imposto de Renda da pessoa jurídica.

Em conclusão, foi boa a entrevista de Tebet, mostrando realmente o que pensa para o julgamento popular.

O jogo está apenas iniciado e os correligionários da senadora argumentam com o futebol, ao repetirem “o jogo só acaba quando termina”; “quantos gols são feitos no último minuto? ”.

Agora, só esperar.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2022 / Política
domingo - 28/08/2022 - 10:28h

Os 40 anos do semiárido como exportador de melão

Por Josivan Barbosa

No próximo dia 01 de setembro o Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), que reúne as principais empresas produtoras e exportadoras de frutos tropicais do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, realizará a II Largada da Safra do Melão (veja AQUI). Este evento, juntamente com a Expofruit, representa uma forma de aproximação do produtor com a sociedade e com as demais empresas agregadas ao negócio rural da região.

Antigo complexo industrial da Maisa no semiárido do RN (Foto: reprodução)

Antigo complexo industrial da Maisa no semiárido do RN (Foto: reprodução)

A edição da Largada da Safra do Melão acontece às vésperas de comemorarmos 40 anos de exportação de melão para os países ricos.

A importância da MAISA 

A Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) foi um projeto pioneiro a em todo o país. O projeto chegou a empregar 6 mil funcionários diretos e faturar 60 milhões de dólares num ano.

Com um corpo técnico de engenheiros civis, agrônomos, mecânicos e químicos, além de economistas, administradores etc, chegou a empregar 16 engenheiros agrônomos em seu auge.

A empresa perfurou poços no Calcário Jandaíra com uma vazão média de 19 mil litros de água por hora, viabilizando o cultivo irrigado na região. Houve, também, a perfuração dos chamados poços profundos, que usavam da melhor tecnologia. Cada um deles custava em torno de 1 milhão de dólares. Esses poços, mais modernos, tinham vazão de até 200 mil litros de água por hora.

Estrutura da fábrica de industrialização da castanha de caju (Foto: reprodução)

Estrutura da fábrica de industrialização da castanha de caju (Foto: reprodução)

Em meados da década de 1990, eram bombeados 2 milhões de litros de água/hora no Projeto Maisa.

O total da área irrigada era de 1800 ha. Mas, no total a MAISA contava com cerca de 5 mil ha produtivos.

O financiamento e parcerias com o Banco do Brasil, BNDES, SUDENE e BNB tornou possível a criação desse polo agroindustrial.

As atividades agroindustriais da empresa iniciaram-se no ano de 1968. Foram seus criadores os empresários José Nilson de Sá e Geraldo Rola.

Em 1982, ocorreu a primeira exportação de melão para a Inglaterra.

A produtividade da empresa, em relação ao melão, era elevada quando comparada aos níveis atuais e no início dos anos 90 obteve com a  comercialização para o exterior, aproximadamente, US$  20 milhões/ano, representando 20%  de  toda  exportação  de  frutas  “in  natura”  do  país. Na época, esses números impressionavam, considerando as condições climáticas e da cultura na região de não se acreditar muito nos investimentos na agricultura do semiárido.

Infraestrutura da antiga MAISA

Além da grande extensão territorial da propriedade rural, com mais de 20.000 hectares com poços profundos, packinghouses e estradas vicinais internas (cerca de 300 km), a infraestrutura física do complexo MAISA era composta por fábrica de sucos, fábrica de processamento de castanhas de caju, fábrica de produção de tubos para irrigação, aeroporto privado, centro administrativo e laboratórios de pesquisa.

Nas margens da BR 304 foi construída uma vila residencial com 600 casas para as famílias dos empregados, com escola, centro comunitário, creche, posto de saúde, posto policial, áreas de lazer, pontos comerciais, rede de energia elétrica e sistemas de abastecimento de água e de saneamento.

A MAISA possuía uma serraria para produção das embalagens (paletes) para as frutas, produção de móveis e utensílios.

Além disso, tinha uma fábrica de tubos de polietileno para irrigação com capacidade produtiva de 5,5 milhões de metros de cano por ano, que eram reciclados no próprio local e uma oficina mecânica para manutenção e reparo de toda a frota da MAISA.

A cultura do caju da MAISA

O caju foi uma das primeiras estratégias escolhidas pela empresa por se adaptar bem às condições do Semiárido Nordestino depois de adulto. A área  inicial era de 12 mil ha e cerca de 650 mil plantas.

A época de colheita do caju era vista como uma festa devido a sua grande produtividade.

Com a grande estiagem no período 1979 – 2003 na região, o cajueiro, que ainda não havia atingido a fase adulta, foi praticamente dizimado pela falta d’água.

A agricultura irrigada da MAISA

Após os prejuízos decorrentes da seca com a cultura do caju, a empresa iniciou o plantio de melão, maracujá, melancia, manga, graviola, uva, acerola, sapoti, além de outras frutas com o uso das técnicas de irrigação. A área com o cultivo de melão atingiu 4000 ha por safra. O melão atendia o mercado interno e era exportado para a Europa e os EUA.

O maracujá ocupou uma área de 525 ha com produção média de 18 ton/ha/ano.

A área com manga era de 80 ha e a de acerola chegou a 180 ha.

Beneficiamento dos frutos da MAISA

O suco depois de concentrado, era armazenado em câmaras frias de onde era exportado para diversos países.

A produção de polpa era de 7200 toneladas/ano, no ano de 1995. A produção da época era majoritariamente exportada, o que representava 90%.

Era produzido a cada ano, na época, 385 toneladas de suco de maracujá, 160 toneladas de suco de caju, entre outros sucos.

A produção de castanha de caju foi planejada para atingir uma capacidade de 10 mil toneladas por ano.

Ruínas do Centro Administrativo da Maisa (Foto: reprodução)

Ruínas do Centro Administrativo da Maisa (Foto: reprodução)

A MAISA de hoje

Em 2003, para quitar suas dívidas, a propriedade da empresa foi dividida em três partes. Uma adquirida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e depois transformada em 11 assentamentos. A outra foi comprada por engenheiros agrônomos (ex-funcionários da antiga MAISA), dando lugar a Fazenda Fruta Vida, da Coopyfrutas. E a última foi adquirida por um grupo chamado Gtex, de fabricação de polpas e sucos.

Leia também (com vídeos): Maisa, história de exuberância no campo e um fim que deu frutos;

Leia também: A história de um ícone do campo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 28/08/2022 - 09:24h

Mundo, estranho mundo

Politicamente correto - arte maiorPor Marcos Araújo

“Este mundo contemporâneo está muito chato”, tem repetido como um mantra o filósofo Luiz Felipe Pondé. Em que pese o maneirismo do termo “chato”, é também característico deste século a busca de um padrão comportamental único que vem emburrecendo a sociedade. Um redutor da evolução humana, da diversidade cultural, da promoção social e da liberdade de expressão tem sido, por exemplo, o abuso do politicamente correto.

Alguns casos posso citar dos absurdos interpretativos do que seja tido como (in)correto socialmente: a) o escritor Monteiro Lobato foi classificado  como racista por uma conselheira do Conselho Nacional de Educação, com recomendação de supressão das escolas públicas da obra Caçadas de Pedrinho, após avaliar serem preconceituosas as falas dos personagens com Tia Anastácia; b) a peruca de cabelos black power  teve seu uso proibido no carnaval em algumas cidades brasileiras, por lei municipal, enquadrada como um adereço racista, do mesmo modo que se vê racismo na brincadeira de se pintar de “nega maluca” (black face), por ridicular (?) a mulher negra; c) um imberbe rapazola que utilizava uma suástica no braço em um shopping paulista foi expulso, enxotado e agredido como nazista, ainda que não estivesse ofendendo a ninguém; d)  numa festa de Halloween nos EUA, dois jovens foram presos porque usavam fantasias agressivas – um trajava-se de Hitler, e o outro de índio Cherokee – no dizer dos denunciantes, uma vez que enquanto um homenageava um monstro ditador, o outro estava ridicularizando os indígenas ao caracterizar aquela fantasia como se fosse de “monstro”; e) ainda nos EUA, um jovem foi condenado a 15 anos de prisão porque tomou e queimou uma bandeira de um estudante. Neste último caso, se fosse a bandeira do país, a queima seria uma liberdade de expressão, mas a bandeira que ele queimou era a do arco-íris, símbolo do movimento LGBTQIA+, tendo o juiz do caso encontrado um componente homofóbico na atitude.

Há um quê de exagero no ativismo da moda em se enxergar algumas ações ou expressões como homofobia, machismo estrutural, gordofobia, ou outras formas de preconceito étnico, social, político ou religioso. O incontestável é que somos pouco tolerantes à diversidade do pensamento, como se a construção social e educacional de um povo não dependesse do produto da cultura de cada indivíduo.

Pelos padrões modernos, os pais não podem mais reclamar com os filhos, nem mesmo dar qualquer orientação sexual. Outro dia, assisti um vídeo onde uma psicóloga da moda dizia que os pais não deviam agasalharem as crianças durante a noite, para que elas aprendam com o frio a se cobrir sozinhas. Na educação, os professores são recomendados a usarem linguagem insípida e a não cobrarem muito dos alunos, inclusive as próprias escolas estão velando pela não reprovação.

No Brasil, há um controle discursivo e uma polarização ideológica sobre o que pode ser considerado certo e errado. E o que é pior: aquilo que é simplesmente um ato politicamente incorreto vem sendo enxergado como crime. Apenas para ficar com dois fatos recentes: um humorista está respondendo a diversas queixas-crime de pais com filhos com macrocefalia, por ter feito uma piada imprópria com crianças com essa patologia.

Lógico que a piada é infeliz e imbecil, mas daí a ser considerada um crime é um exagero. Outro absurdo foi a ação desconexa de um Ministro do Supremo Tribunal Federal em determinar a apreensão de diversos celulares de um magote de empresários bobocas, que em linguagem boquirrota manifestavam apreço a um candidato, pondo como contraponto à eleição do outro a execução de um golpe. Caracterizar essa canastrice como crime é desmerecer a liberdade de expressão como uma das maiores conquistas democráticas do novo Estado Constitucional de Direito consagrado pela Constituição Federal de 1988.

Toda interpretação subjetiva pode ser instrumento de tirania. O politicamente correto – com suas vertentes de políticas identitárias, de gênero, de cor, religiosa e social – é uma ferramenta perfeita para julgamentos arbitrários, porque se permite o enquadramento de qualquer pessoa baseado unicamente no sentimento subjetivo de quem se sente ofendido, facilitando a parcialidade daquele que tem a autoridade para condenar.

Sempre critiquei Sérgio Moro, que desvirtuou a sua função de julgador imparcial para carapuçar a condição de justiceiro totalitário.  Por igual, tem se portado Alexandre de Moraes. Incompreensivelmente, tem quem defenda os dois…

Mundo estranho tem ficado o nosso, confesso. O politicamente correto como ortodoxia é o subproduto de uma intelectualidade rasa e contraproducente, sendo também uma outra forma de Ditadura. Viva a diversidade de pensamento e de opinião e abaixo a abjeta censura!

Marcos Araújo é advogado e professor da Uern

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 28/08/2022 - 08:34h

Rafael Motta emerge como a ‘surpresa de setembro’

Por João Paulo Jales dos Santos

A governadora Fátima Bezerra (PT) mexeu com destreza no tabuleiro político. Ao tirar Carlos Eduardo (PDT) do radar da contenda governamental, a governadora asfixiou a oposição, que penou para encontrar um nome com o mínimo de competitividade para enfrentar o projeto de reeleição da petista. Ao fim, o ungido, Fábio Dantas (SDD), foi o único que topou encarar a governadora, e só topou o desafio porque nada tem a perder.surpresa,

No melhor estilo como não tem ninguém vai você mesmo, o bolsonarismo topou bancar, mesmo que limitadamente, seu nome. Tendo Dantas e Styvenson Valentim (PODE), como seus principais adversários, a empreitada de reeleição da governadora ficou menos nebulosa.

Dantas carrega consigo a infâmia do governo Robinson Faria (PL), numa candidatura que teve uma pré-campanha com pouca musculatura de viabilidade eleitoral. Valentim, que emergia com grau de competição para afiançar um 2º turno, mostrou uma leitura equivocada do atual cenário político. Se em 2018 seu estilo arrasa quarteirão alheio a tradicionalidade política o alçou ao estrelato, neste 2022 seus arroubos estão desconectados do contexto.

A polêmica com Allyson Bezerra (SDD), prefeito do 2º maior colégio eleitoral, e as catilinárias contra outros prefeitos, queimaram por si só a largada do senador. Se em meados de julho os indícios apontavam uma reeleição dificultosa, as pesquisas da última segunda-feira (22/08), TCM/TS2 e IPEC, apontam chances de reeleição de Fátima, já em 1º turno.

É o tom que embala o início da campanha.

O que Fátima Bezerra e seu secretário-chefe de Gabinete Civil, Raimundo Alves, não mediram foi que a maestria da articulação dos bastidores da pré-campanha, não significava domínio do xadrez político. Ao escolher o pedetista Carlos para ser seu companheiro de chapa, Bezerra deu-lhe um passe político que ele não tinha, iniciando uma campanha em que seu senador ungido nos condicionadores de ar das salas de reuniões, se torna um fardo em sua caminhada.

Carlos Eduardo passou 4 anos fechado em si mesmo, sem dialogar com prefeitos e sem organizar seu PDT. Mesmo quando era tido pela mídia bolsonarista, em meados do ano passado, o principal nome da oposição à Fátima, não chegou a avançar sua articulação com o conservadorismo potiguar. A petista tirou seu senador do bolso, achando que sua liderança no PT já seria autossuficiente para a militância digerir o novo aliado. Errou no cálculo.

Como pedir para a base petista apoiar Carlos Eduardo, se ele nem ao menos pede voto para Lula? A resposta pensada nos bastidores, quando encarada com a realidade, passou longe do que fora imaginado.

A governadora não compreendeu que não tinha musculatura o suficiente para alavancar o nome de Eduardo. A pergunta que vem a seguir já traz na formulação sua própria resposta: como é que pode, Rafael Motta (PSB), que consigo só tem seu correligionário, o deputado Souza Neto (PSB), como principal aliado, amealhar mais apoios que Carlos Eduardo, que tem a estrutura do Governo à sua disposição?

Ao pensar que trazendo Eduardo para sua chapa estava dando um xeque-mate, Fátima Bezerra apenas deu o xeque, deixando o rei descoberto, com uma casa livre para movimentação, Rafael Motta emergiu a partir da falha da petista.

No lado bolsonarista mais falhas que facilitaram a ascensão do deputado pessebista. Rogério Marinho (PL) não mediu esforços para conquista de centena de prefeituras que tem a seu favor. Se apresentando como uma espécie de governador com sede em Brasília, o aliado de primeira hora do presidente calculou que para garantir a vitória de seu pesado nome, bastava derramar dinheiro nos executivos, a manjada estratégia que há quase 2 décadas vem se mostrando insuficiente para garantir vitória a quem quer que seja.

A equipe de Marinho, pensou piamente, que o vultuoso dinheiro do orçamento secreto seria suficiente para encobrir as inúmeras fraquezas do candidato. Rogério tem uma característica intragável, atrai rapidamente antipatia popular, não consegue, pasmem, minimamente sorrir. A isso soma-se a relatoria da impopular reforma trabalhista, sua atuação imprescindível para a aprovação, da também impopular, reforma da previdência, a incapacidade de ler que os equipamentos e as obras que propala como sendo suas não vêm tendo conexão com a relação de bem-estar que o eleitor estabelece em seu município, e que o apoio de Bolsonaro, num estado preponderantemente lulista, é uma âncora para a derrota.

Marinho vinha escondendo o presidente, mas agora já o associa a seu nome. Se na Grande Natal, enclave menos arredio ao nome do presidente, a associação com Bolsonaro já é um fardo, o que dirá no RN profundo, que corresponde à metade do eleitorado e é mais lulista do que o estado como um todo. A faixa eleitoral de Rogério está intrinsicamente ligada à de Bolsonaro, com este apresentando índices na casa dos 25% dos votos. Segundo constatou os institutos TCM/TS2 e IPEC, o ex-ministro tem um teto limitado, e baixo, de crescimento.

Na margem pedetista, os dois principais prefeitos que fecharam com Carlos Eduardo, Gustavo Soares (PL), de Assú, e Eraldo Paiva (PT), de São Gonçalo do Amarante, não levaram toda a estrutura de suas respectivas prefeituras para arrimar o candidato. Em Assú, a vice-prefeita Fabielle Bezerra (PL) e uma banda da bancada de vereadores governistas fecharam apoio a Rafael Motta, em São Gonçalo, Eraldo esconde Eduardo e sua bancada na câmara de vereadores está fechada com Rafael.

A escolha do senador Jean-Paul Prates (PT) como 1º suplente, para garantir a adesão da militância petista, foi outro erro que o Gabinete Civil da governadoria não calculou. Jean não é figura orgânica no petismo, o que impossibilita seu nome como atração de votos na base partidária, e seu rebaixamento, na ótica da militância, de nome natural à reeleição, para ser preterido por um candidato de Ciro Gomes, atraiu uma fúria incontrolável. Parafraseando Carlos Eduardo, 1º suplente é 1º suplente. Com Jean numa posição constrangedora, a base do PT vem dando sua resposta. O silêncio sobre a disputado ao Senado é a marca latente no agrupamento petista.

A própria noção de Carlos Eduardo como a tração que puxaria Fátima em Natal, foi outro erro que passou longe da matemática do acordo que selou a aliança. O eleitorado natalense nos últimos 6 anos se endireitou, Carlos cresceu conforme essa direitização homologava seu nome, a partir do momento que acontece uma ruptura, Carlos estando com Fátima, e Rogério Marinho como expoente do bolsonarismo, há uma diluição eleitoral do ex-prefeito de Natal que perde o capital político acumulado nesses anos.

Vindo de onde ninguém esperava, subvertendo a lógica pensada, pela esquerda, por Fátima Bezerra, e à direita, por Rogério Marinho, Rafael Motta é a preocupação que assombra os establishments de ambos. Subestimaram 3 pilares que fizeram com que Motta tivesse uma interpretação acurada de que seu nome possuía alta capacidade político-eleitoral. Subestimaram seus atributos político-pessoal, carismático.

O deputado tem uma linguagem que exerce um ímã com as massas, tem um alto apelo popular, onde o eleitor se identifica e o vê como um candidato gente como a gente.

Subestimaram a inteligência da equipe do pessebista, Rafael sabia que havia um alto potencial em sua candidatura, com 2 nomes que contrastam fortemente com a imagem jovem e comunicativa do deputado, seu estafe identificou que seu nome tinha poder de mobilizar e obter protagonismo na corrida. Subestimaram o ímpeto de coragem de Motta. Nem na governadoria nem nas hostes bolsonarista se pensou que o deputado toparia o que enxergavam como uma ‘aventura’.

Acreditaram que as falas do deputado de se lançar como candidato ao Senado não passavam de pura pressão para que seu PSB tivesse garantia de contar com a estrutura do Palácio Lagoa Nova para assegurar, mais facilmente, sua reeleição à Câmara Federal.

Rafael Motta, paulatinamente, vai movimentando uma disputa que se se desse diretamente entre Carlos e Rogério se daria num âmbito natimorto, as massas teriam que se ver restringidas a escolha do menos pior. Assusta nos adversários a narrativa que vem construindo. As equipes de Carlos e Rogério sabem que se Motta conseguir o que parece muito provável, o domínio da narrativa na sucessão, não tem como frear seu crescimento.

Na política americana existe um termo denominado ‘surpresa de outubro’, como as eleições no país ocorrem na 1ª terça-feira de novembro, a surpresa de outubro é aquele fato inesperado que mexe com o jogo, faltando um mês para o pleito, e vira em prol do candidato que não despontava como favorito.

Rogério e Carlos sabem que o potencial para Rafael virar o jogo é grande. Com a campanha iniciando seu horário eleitoral, entrando na fase em que o jogo começa a esquentar, ainda que em temperatura amena, Rafael Motta vai cravando aquilo que sua assessoria previa. Um analista de política americana olhando para a sucessão senatorial, parafraseando mediante o calendário eleitoral brasileiro, cravaria em alto e bom som: Rafael Motta é a surpresa de setembro.

João Paulo Jales dos Santos é graduado em Ciências Sociais pela Uern

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Opinião
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.