“Normalmente, os homens preocupam-se mais com aquilo que não podem ver do que com aquilo que podem.”
Júlio César
Jornalismo com Opinião
“Normalmente, os homens preocupam-se mais com aquilo que não podem ver do que com aquilo que podem.”
Júlio César
A aplicação da primeira dose da vacina da Covid-19 foi retomada pela Prefeitura de Mossoró no novo Centro de Vacinação que funciona no Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini Neto, por volta de 14h deste domingo (1º).
Começou atendimento da faixa etária de 28 anos ou mais idade, sem comorbidades.
Em função da chegada só nesse dia de nova remessa de vacinas, a aplicação ficou restrita a esse local e com início à tarde.
Próximo ao fim da cobertura houve falta de energia elétrica na região, o que levou o serviço a ser feito com uso de energia improvisada de smartphone e outros equipamentos. Servidores municipais e voluntários não pararam as aplicações.
Segunda-feira
Nessa segunda-feira (2), haverá retomada de cobertura dessa faixa de idade e possibilidade de baixar mais ainda.
Os locais de atendimento, a partir de 8 e até às 16h, serão o Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini Neto e Ginásio do Sesi.
Pessoas incluídas na faixa etária de 28 anos ou mais devem apresentar originais e cópias de documento oficial com foto, comprovante de residência e cartão de vacina (se houver).
É importante que a pessoa esteja cadastrada no portal RN + Vacina para dar agilidade à vacinação. (//maisvacina.saude.rn.gov.br/cidadao/). Caso, não tenha o cadastro, ele será feito no local de vacinação.
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Central e ABC ficaram no empate em 1 a 1, no estádio Lacerdão, pela nona rodada do Grupo 3 da Série D do Campeonato Brasileiro.
O atacante Jardeu abriu o placar para a Patativa, aos nove minutos do primeiro tempo, e Gustavo Henrique empatou para os visitantes, aos 20 da etapa inicial.
O resultado complica a vida do Central, que cai para a lanterna com apenas sete pontos. Já o ABC está na liderança, com 19 pontos, e a classificação encaminhada.
Na próxima rodada o Central recebe o Sousa, às 15h, domingo, no estádio Lacerdão. Já o ABC encara o Caucaia, também no domingo, às 18h, no estádio Frasqueirão.
Do GE
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Por Jenully Cristiano (Rádio Cabugi do Seridó)
O ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves pegou a estrada neste domingo (01). Desembarcou na região do Seridó. A primeira parada foi em Jardim do Seridó.
Ele foi recepcionado por amigos de longas datas e históricas campanhas políticas.
Na Rádio Cabugi do Seridó, Henrique recebeu uma homenagem dos diretores Ângelo Fernandes e Rodrigo Fernandes.
“Viver o que vivi ao lado de vocês, a saudade não poderia fazer outra coisa, senão, me trazer de volta” disse o deputado emocionado.
Caicó
Os ex-prefeitos de Parelhas e Acari, Dr. Antônio Petronilo e Isaías Cabral, respectivamente, cumprimentaram o ex-deputado em Jardim do Seridó. Além disso, vereadores do MDB de vários municípios do Seridó também prestigiaram a visita de Henrique.
Na sequência, o ex-parlamentar foi prestigiar o encerramento da festa de Santana em Caicó, ao lado de vários amigos e correligionários caicoenses e da região.
“A festa de Santana é um diferencial na vida religiosa do Seridó, e como sempre fiz, estou aqui pra me juntar ao povo de Caicó e do Seridó e agradecer a Santana por tudo” finalizou Henrique Alves.
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Por Odemirton Filho
Diz a Constituição Federal que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Ou seja, o cumprimento da pena deverá iniciar quando não houver mais a possibilidade da interposição de recursos para os Tribunais.
Entretanto, algumas vezes, o crime cometido requer uma resposta imediata do Estado-juiz. Assim, como espécies de prisão cautelar, existem a prisão preventiva e a prisão temporária, que são decretadas antes da condenação do réu no processo.
Vejamos cada uma delas.
A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado. (Art. 312 do Código de Processo Penal–CPP).
A prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, conforme disciplinado pelo CPP.
Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor da decisão revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 (noventa) dias, mediante decisão fundamentada, de ofício (iniciativa própria), sob pena de tornar a prisão ilegal.
Isto é, se o juiz não revisar a prisão preventiva no prazo estipulado poderá haver a soltura do acusado. Todavia, a análise deve ser caso a caso, não sendo de liberar, de forma automática, o réu, conforme decidiu recentemente o Supremo Tribunal Federal.
Por outro lado, caberá prisão temporária quando imprescindível para as investigações do inquérito policial; quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade e quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos crimes descritos no Art. 1º da lei 7.960/89.
A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período.
Tratando-se de crime hediondo a prisão temporária será decretada por 30 (trinta) dias, prorrogável pelo mesmo prazo. Em ambos os prazos, cinco ou trinta dias, poderá ser prorrogada se for caso de extrema e comprovada necessidade.
Destaque-se que ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, medidas cautelares ao acusado, como, por exemplo, a proibição de ausentar-se da comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução e o uso de monitoramento eletrônico.
O réu, diga-se, continuará a responder ao processo em liberdade até a sua condenação ou absolvição. Se houver elementos que justifiquem será decretada, novamente, a sua prisão preventiva. Se for condenado, após o esgotamento dos recursos, deverá iniciar o cumprimento da pena imposta.
Em relação às prisões cautelares o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem jurisprudência consolidada sobre o tema:
“De acordo com reiteradas decisões desta Corte Superior, as prisões cautelares são medidas de índole excepcional, somente podendo ser decretadas ou mantidas caso demonstrada, com base em elementos concretos dos autos, a efetiva imprescindibilidade de restrição ao direito constitucional à liberdade de locomoção”. (HC 653415 /BA).
No mesmo sentido, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF): “a privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações de absoluta necessidade”. (HC 115613).
Portanto, de forma geral, o acima exposto são alguns aspectos da prisão preventiva e da prisão temporária, devendo-se garantir ao acusado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, assegurados constitucionalmente.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Por Marcelo Alves
Houve um tempo, lá pelo fim da minha adolescência e começo da vida adulta, que eu gostava de fazer apostas no futebol. ABC x América. No finado Castelão/Machadão. Coisa pouca, claro. E quase sempre o meu ABC ganhava. Mesmo assim, essa fase de apostador durou pouco. Acho que por temperamento. Dizem que sou econômico. E não gosto de arriscar nem muito menos de jogar dinheiro no mato.
De toda sorte, acho que um livro, nesse ponto, teve forte influência em mim: “O jogador”, de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), de 1867. Trata-se de romance publicado logo após o célebre “Crime e Castigo” (1866). Embora seja um livro curto, escrito rapidamente para que o autor pagasse suas próprias dívidas de jogo, é um texto de maturidade.
Uma pequena obra-prima, na minha opinião. E dá para notar que é parcialmente autobiográfico. Dostoiévski esteve se arriscando nas mesas da cidade spa alemã de Baden-Baden (inspiração para o romance). Ele entendia bem – ou mal, a depender do ângulo – dos jogos. E não falo dos Olímpicos, que nos distraem hoje. Falo da roleta e assemelhados.
A trama de “O jogador”, narrada em primeira pessoa pelo protagonista, gira em torno de Alexei Ivanovich, jovem que trabalha como tutor em uma família russa decadente. Alexei apaixona-se pela manipuladora Polina Alexandrovna Praskovja, sobrinha do general patriarca da casa. Ele é introduzido no jogo a pedido dela. Vai ao cassino e ganha dinheiro para a sua amada. E perde-se, ele mesmo, obcecadamente, para ela. Há muitos exploradores em busca do dinheiro de uma tia/avó rica e (supostamente) doente.
Há diversos amantes na vida de Polina. Por amor e por dinheiro. Ganha-se e perde-se fortunas no jogo. Perde-se mais, claro. E, para além do jogo, Alexei perde dinheiro também com as mulheres, com os cavalos, com bebidas, jantares e festas. Alexei torna-se jogador “profissional”. Joga para sobreviver. E para “matar” a compulsão. Coisa viciante e perigosa mesmo. A desgraça chega. Ela vem rolando e a cavalo (com o perdão dos trocadilhos). No final, Alexei tem uma chance de redenção. Será que seu vício vai permitir?
Puxando pela memória, recordo-me de dois episódios meus em cassinos mundo afora. Ambos divertidos, cada um a seu modo.
Em Portugal, há muitos anos, minha mãe colocou na cabeça que queria ir ao Casino Estoril. Não ia jogar, disse. Mas queria conhecer. Fomos em reduzido grupo, solidários. Chegamos, circulamos e, não sei por que cargas d’água, a segurança resolveu nos introduzir num lugar reservado para os jogadores “profissionais”. Acho que foi por causa da minha mãe, já de idade e que parecia “animada”. Era um lugar de grandes apostas. E estava dominado por uma senhora, já idosa, que descobrimos chamar-se “Dona Rosa” e que apostava, concomitantemente, altos valores, em todas as mesas de roleta.
Matutos, quedamos acompanhando a jogadora. O clima era tenso. Ela perdia mais do que ganhava. Muito dinheiro. E tudo ficava mais tenso. Olhamos ao redor, e todos, em todas as mesas, estavam tensos. Ficamos coisa de uma meia hora sufocante. Até que minha mãe disse, decepcionada, seu “mundo” a desabar:
– “Vamos embora. Pensei que um cassino era como nos filmes de James Bond. Glamour. Bebidas chiques. Homens e mulheres bonitas. Essa Dona Rosa é horrível”.
Já recentemente, passei com minha mulher um dia em Baden-Baden. À noite, fomos ao cassino. Fui barrado na entrada. Não estava de paletó e gravata, vestimenta necessária, pelo menos naquele dia, para entrar no estabelecimento.
Li e disseram-me que poderia alugar um traje no local. Desconversei. Usei uma desculpa esotérica. Não tinha de ser. Era o destino. Minha mulher não fez questão. Fomos para o jardim do cassino. Havia uma festa com banda e tudo. Música grátis. E gastamos uns 50 euros com salsichas e cervejas. Pelo que me lembro do final. Acho que li e joguei certo na vida.
E agradeço agora a Dostoiévski e a “O jogador” por não me arriscar nas apostas. Aliás, hoje mais do que nunca, como diz a sábia menina Mafalda, do grande Quino (1932-2020), “viver sem ler é perigoso. Te obriga a crer no que te dizem”.
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Por Josivan Barbosa
O Governo do RN lançou importante programa de ampliação das escolas técnicas estaduais que foi iniciado há uma década numa parceria com o Governo Federal. Tanto a governadora do Estado, professora Fátima Bezerra (PT), como o secretário de Educação do Estado, Getúlio Marques, tem ampla experiência no assunto. A professora Fátima Bezerra articulou junto ao MEC a ampliação das unidades do Institutos Federais de Educação no Estado do RN em duas dezenas e Getúlio Marques era, na ocasião, o secretário nacional do MEC responsável pelo ensino técnico.

Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnologia Professor Gilmar Rodrigues de Lima, no Distrito de Linda Flor, zona rural de Assu (Foto: Secom/RN)
Assim, os dois à frente desse programa têm amplas condições de tornarem o ensino técnico do RN um modelo para o restante do país. O problema agora é administrar os recursos alocados com a velocidade que a população necessita. A situação clama por urgência, pois os jovens do nosso RN precisam de amparo.
O número de jovens que não trabalham nem estudam, os chamados “nem-nem”, cresceu na pandemia, mais pela deterioração do mercado de trabalho para esse grupo do que por um aumento da evasão escolar.
Estima-se que esse crescimento foi da ordem de 25%. Um número assustador para um Estado que apresenta outros fatores negativos para o sucesso profissional dos jovens. A urgência e a importância de se tratar de forma prioritária o planejamento e execução de como preparar melhor os jovens para sua entrada no mercado foi percebida ainda em tempo pela nossa governadora.
Prioridade da educação dos jovens
A educação dos jovens é um tema que periodicamente é debatido na academia, por representantes de várias áreas do governo e por organizações não governamentais voltadas para a educação. Mas efetivamente pouco se faz e a questão se torna ainda mais relevante diante da retomada do crescimento econômico que se desenha, segundo os indicadores macroeconômicos mais recentes.
Sem ensino profissionalizante que os ajudem no início da carreira, o nosso RN terá novamente gerações de jovens à margem do mercado de trabalho. É mais do que sabido que o RN precisa investir mais e com maior objetividade na educação e no ensino profissionalizante. Inúmeras pesquisas mostram que muitos jovens chegam ao mercado de trabalho sem disporem de ferramental que os capacite a atender as demandas das empresas e mesmo do setor público. Portanto, o programa chega num bom momento e esperamos que traga frutos o mais breve possível.
Os números da FGV
Uma pesquisa recente da FGV mostrou que os maiores percentuais de pessoas que não trabalhavam nem estudavam no fim do ano passado eram mulheres (31%), pretos (29%), moradores na região Nordeste (32%) e na periferia das grandes cidades (27%), assim como chefes de famílias (27%) e pessoas sem instrução (66%). A pesquisa revelou ainda que a porcentagem de pessoas de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham aumentou para 25,52% no quarto trimestre de 2020, ante 23,66% no fim de 2019. Ao longo do ano passado, esse número bateu recorde, atingindo 29,33% no segundo trimestre.
Superávit de Estado e municípios
O Governo do RN e o município de Mossoró, contarão com recursos mais significativos na arrecadação de impostos no ano em curso. O quadro tem sido impulsionado pela disparada na arrecadação do ICMS e também pela contenção de gastos com pessoal determinada pela Lei Complementar 173, aprovada em meio à pandemia e que congelou os vencimentos dos servidores dos entes até o fim do ano.
O ICMS, principal imposto dos Estados (e que também é compartilhado com as prefeituras), está tendo forte expansão, impulsionado pelo “boom” de commodities, a alta da inflação interna e o próprio crescimento econômico. Além disso, o tributo tem forte peso em combustíveis e energia, itens com preços em alta este ano.
Só nos Estados, a arrecadação de janeiro a abril (dado mais recente disponível com detalhamento) subiu 13,5%, ante 2,4% do IPCA do período. As despesas subiram apenas 2,6% no dado agregado dos Estados, praticamente igual à inflação.
Não se pode comemorar antecipadamente. A leitura do governo e de especialistas é que é cedo para se considerar que a melhora fiscal dos entes federativos, em especial dos Estados (em crise crônica desde 2015), veio para ficar. Não há garantia sobre o comportamento da receita e há grande dúvida sobre como os governadores se comportarão em 2022, quando não haverá mais restrições para aumento de despesas ao mesmo tempo em que o país irá às urnas.
Bons projetos
Diante da perspectiva de ampliação da arrecadação, tanto o RN quanto o município de Mossoró precisam se preparar para ampliar a sua limitada capacidade de investimento. A prefeitura e o Governo do Estado têm limitações para tocar projetos complexos. Há, historicamente, um problema de má governança dos recursos, o que inclui falta de planejamento, de programação, de bons projetos, de fiscalização e de supervisão.
Uma das piores coisas que podem acontecer a uma obra, seja ela pública ou privada, é parar antes da conclusão, o que aumenta custos e prazos previstos em orçamento. Tanto no RN quanto em Mossoró falta condições para elaborar projetos de qualidade. Não adianta ter dinheiro se não conseguir usá-lo de forma eficiente. O desafio é como evitar o desperdício de dinheiro público.
Parceria com o BNDES
O Governo do RN e a Prefeitura de Mossoró precisam procurar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) BNDES para implementar bons projetos. O BNDES apoia os estados e municípios na estruturação de projetos. O banco tem conhecimento nessa área e presta serviços nas três esferas: União, Estados e municípios.
PAX
O Parque Científico Tecnológico Augusto Severo (PAX) é um desses bons projetos que o Governo do RN precisa acelerar com recursos oriundos da ampliação das receitas. O projeto do PAX precisa da sintonia entre as três universidades públicas e o Governo do RN. Será instalado em Macaíba numa área de 50 ha que a UFRN precisava destinar a alguma finalidade, pois já se aproximava de uma década sem uso.
A área, de propriedade da UFRN, conta com 70 salas (10m² a 172m²) com 15 mil metros quadrados de área construída e que irá abrigar centros de pesquisa e capacitação, laboratórios multiusuário, incubadoras tecnológicas e observatórios. Os recursos da ordem de R$ 8 milhões anunciados pelo Governo do Estado oriundos do Banco Mundial não são suficientes para tocar o projeto na sua fase inicial. Daí a necessidade de uma ampla parceria das universidades com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para a liberação de recursos.
Interiorização do PAX
O PAX precisa ter uma unidade em funcionamento em Mossoró. Para isso a Prefeitura de Mossoró, a UFERSA e a UERN necessitam trabalhar a articulação junto ao Governo do Estado e ao MCT&I. A UFERSA dispõe de um prédio em construção no Complexo Judiciário que foi cedido pela Procuradoria Geral do Trabalho, o qual pode funcionar como escritório.
A UFERSA possui, também, uma área de 60 ha, ao lado do antigo CEDUC, com fácil acesso pela BR 304, que pode abrigar o PAX do interior. Não podemos deixar que, a exemplo de muitos outros projetos que não ultrapassam a Reta Tabajara, o PAX se concentre apenas na grande Natal.
Reta Tabajara
Nesta semana tive a oportunidade de passar pela Reta Tabajara. Após uma década de início, as obras da Reta Tabajara seguem a passos de tartaruga. Se continuar na velocidade dos últimos anos, teremos mais uma década sem a Reta Tabajara duplicada. E, assim, perdemos a esperança de um dia termos a BR 304 melhorada, com pelo menos alguns trechos com terceira via.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Por Inácio Augusto de Almeida
Quem nunca ouviu falar da felicidade de um casal que, por mais que tentasse, não conseguia ter um filho e de repente, não mais do que de repente, aparece em sua porta um bebezinho dentro de uma cesta?
Felicidade geral.
Risos, alegria, festa. Um milagre aconteceu.
Toda a família se reúne e traça planos para batizado, aniversário, primeiro dia na creche com direito a risos e choro da primeira separação.
Os avós e tios não se cansam de admirar a criancinha de olhos claros, cabelos louros, pele branca. Criancinha que não fica quieta um só minuto. Criancinha sempre a mexer os bracinhos, as perninhas e a cabeça a girar para que os lindos olhinhos tudo acompanhem.
Numa maternidade uma pobre mãe que, por ocasião do momento mais sublime da natividade, ouviu o choro da sua tão desejada criancinha, criancinha que dela foi separada para ser colocada no berçário, agora chora.
Sua criancinha morreu.
Recebe palavras de conforto. Alguém lhe diz que o seu neném nasceu com graves problemas cardíacos e com diversos outros órgãos comprometidos por má formação. Que tudo foi tentado para mantê-lo vivo.
E mesmo que conseguissem sucesso na tentativa de salvar o seu bebezinho ele não se manteria vivo por mais do que um dia.
A pobre mãe soluça ao lembrar o choro forte do seu filhinho ao nascer. Mesmo em lágrimas, consegue ouvir que tudo já foi providenciado, ela não precisava se preocupar com nada e que as despesas com o sepultamento já tinham sido pagas pelo serviço social.
O pai da criança, tinha passado a noite no trabalho de vigilante em um supermercado, chega e chora ao saber da notícia. E com a voz embargada pelas lágrimas que brotavam dentro do coração, agradece aos que tudo tentaram para salvar seu filho e resolveram todos os problemas junto ao serviço social.
Naquele mesmo dia, já quase noite, a pobre mãe, amparada pelo companheiro, deixa a maternidade levando numa cestinha as fraldas que seu filhinho usaria.
Na casa onde uma criança tinha aparecido na porta a alegria era total.
Num rádio ligado numa casa próxima a voz do Waldick Soriano a cantar JUSTIÇA DE DEUS.
“Justiça de Deus
Justiça de Deus
Quem vos chama é um coração que está chorando.”
Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor
Por Ney Lopes
Um dos maiores dramas que vive a humanidade não é a pandemia, mas sim o fato de que os países ricos têm 15% da população mundial, porém concentram 45% de todas as doses disponíveis.
A vacinação é uma das medidas mais importantes de prevenção e combate contra doenças.
É muito melhor e mais fácil prevenir uma enfermidade do que tratá-la, e é isso que as vacinas fazem.
No caso brasileiro, o governo tem o dever de incentivar a aplicação do imunizante e torná-lo disponível. Isso porque o Artigo 196 da Constituição Federal determina que saúde é um direito de todos e um dever do Estado.
O Estado tem obrigação constitucional de implementar políticas sociais que visem à redução do risco de doenças
No mundo há situações inacreditáveis. No Chade, por exemplo, não é possível sequer vacinar médicos e enfermeiros que trabalham na linha de frente.
A OMS informa que os países de alta renda compraram mais de 50% de todas as vacinas. Nações como Burkina Faso, Eritreia, Vanuatu, Burundi e Tanzânia ainda não começaram a vacinação.
O cenário preocupa.
A lenta vacinação pode prolongar a pandemia no mundo.
Os grandes laboratórios afirmam que seria possível imunizar a maioria da população mundial até o fim de 2021, mas especialistas alertam que países mais pobres podem conseguir terminar a inoculação apenas em 2024.
O cenário favorece o surgimento de novas variantes, mais contagiosas e letais, como as cepas identificadas na África do Sul e na Índia.
As causas para a desigualdade no acesso às vacinas são muitas. A primeira, mais óbvia, é de ordem econômica, causando problemas também de infraestrutura e distribuição
A logística é um grande entrave. As vacinas que usam RNA mensageiro (como Pfizer e Moderna) são muito eficientes e muito seguras. Mas são difíceis de fazer, armazenar.
Um estudo publicado em março na revista Science afirma que investimento extra no desenvolvimento e aplicação de vacinas poderia ter economizado trilhões de dólares em todo o mundo.
De acordo com o estudo, se os governos tivessem investido para acelerar as campanhas em três meses, US$ 700 bilhões seriam economizados – ou US$ 1,3 trilhão, se forem contabilizados os custos de saúde, em um cálculo conservador.
Talvez, na história mundial, este seja o momento, em que a solidariedade entre os povos seja a única forma de minimizar os males trazidos pela catástrofe da pandemia.
Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado
Por Marcos Ferreira
Durante toda a semana, acometido por uma esterilidade que não largava o meu pé, ou a minha cachola, melhor dizendo, queixei-me com alguns amigos sobre tal indisposição para escrever esta crônica que, suponho, agora vai. Pois bem. Lamentei-me, por exemplo, com o amigo poeta Francisco Nolasco:
— Não sei o que escrever para o Canal BCS (Blog Carlos Santos) — principiei. — Eu considero que estarei de fora no próximo domingo.
— Não, meu amigo! — protestou logo.
— Já é sexta, boca da noite — destaquei.
— Seus leitores aguardam sua crônica.
— Possivelmente. Porém a situação…
— Segure a peteca! O seu público é fiel.
— Um público de quase vinte leitores.
— A qualidade compensa a quantidade.
— Você está correto — dei de ombros.
O poeta, comandante em chefe da “Bodega do Seu Zé”, no Alto de São Manoel, mais precisamente à Rua Kléber Dantas Bezerra, número 94, com mais de meio século de funcionamento, negócio que passou de pai para os filhos, foi atender um freguês e deixou o outro lado do balcão, em busca da mercadoria solicitada. Após despachar o cliente, um tipo de meia-idade que entrou com a máscara sob o queixo, Nolasco voltou-se para mim com os olhos rútilos e arregalados:
— Tenho uma ideia para você trabalhar.
— Estou aberto a sugestões — assenti.
— Fale sobre as Olimpíadas de Tóquio.
Desanimei, e saí com este argumento:
— Poeta, sou ignorante nesse assunto.
— Você jogava vôlei. Deve manjar algo.
— Tanto quanto de engenharia atômica.
— Que nada! Sei que vai tirar de letra.
— Tomara que você esteja com razão.
— Rapaz, essa vitória do Ítalo Ferreira, histórica medalha de ouro no surfe, é um estímulo valioso a qualquer cronista que se encontre sem inspiração. Além disso, ele é um Ferreira… Um Ferreira no topo do mundo.
— Pois é, meu primo Ítalo — brinquei.
Naquele instante, com o crepúsculo da sexta-feira ensanguentando o horizonte, e o barulho absurdo do trânsito a me deixar meio zonzo, despedi-me do poeta e rumei para a casa de Natália Maia, minha noiva e conselheira literária. A ela também me queixei do meu bloqueio, do meu embargo para escrever. Natália, enquanto botava a ração para a nossa gata Pepita, sem me voltar os olhos, pareceu-me ter a resposta na ponta da língua, tamanha a rapidez com que disparou:
— Olimpíadas!… Eis o tema da hora.
Desanimei outra vez, e falei baixinho:
— Hum, parece que estou em apuros.
— Onde está o seu espírito olímpico?
— Ótima pergunta. Comigo não está.
— Dê o seu jeito. Só não pode faltar.
Aqui de volta à escrivaninha, nesta manhã que mal principia, enquanto os pássaros pastam lá fora e o gado pula de galho em galho, perdoem o gracejo, eu penso vagamente na apoteótica conquista do meu “primo” Ítalo Ferreira e nas cenas inesquecíveis desse marco histórico do esporte brasileiro. Arrisco-me a discorrer sobre este assunto, porém alerto ao prezado leitor e à gentil leitora quanto ao meu desconhecimento acerca do tema. Não é minha praia nem minha onda.
Entretanto, como “manteiga” que sou, não nego que me emocionei com o triunfo do meu conterrâneo. Em linha oposta, contudo, irritei-me com o tratamento que parte da chamada grande imprensa deu à façanha do Ferreira. Galvão Bueno, ridiculamente, lastimou muito mais a derrota do paulista e queridinho Gabriel Medina do que festejou o ouro do nordestino e potiguar de Baía Formosa.
Duvido que Galvão tivesse se lamuriado tanto se, por acaso, houvesse ocorrido o oposto. Mas é do Nordeste, do Rio Grande do Norte e de Baía Formosa, até o momento, a única medalha de ouro vinda para o Brasil nestas Olimpíadas. Além disso, representa o primeiro ouro olímpico na história do surfe.
Embora campeão do mundo, respeitado internacionalmente, tendo inclusive derrotado o próprio Gabriel na final no Havaí em 2019, durante todo o trajeto da competição o potiguar era tratado como secundário, espécie de coadjuvante de Medina, sobre o qual os holofotes da imprensa se concentravam.
Midiático, garoto-propaganda requisitado por grandes agências de publicidade, parece que Medina foi para o Japão de salto alto. Assim, quebrou o salto, caiu da prancha e não ganhou sequer a medalha de bronze.
Enquanto isso, embora sempre depreciado e subestimado, o Nordeste aparece muito bem na fita com Ítalo Ferreira e outra nordestina arretada, a fadinha maranhense Rayssa Leal, de apenas treze anos de idade, que também faz história no esporte ao conquistar a primeira medalha de prata no skate.
Juro, entretanto, que não era essa a temática que eu desejava apresentar ao prezado leitor e à gentil leitora. Decerto dirão que estou sendo bairrista, até indelicado no tocante ao menino dos olhos do Galvão Bueno.
O meu desejo, acreditem, era escrever sobre algo leve, um texto paz e amor, sem entreveros nem potencial polêmico, a um só tempo belo e deleitante. Mas a coisa não fluiu, queimei neurônios e permaneci na estaca zero. Pensei, então, em pedir uma crônica emprestada ao Odemirton Filho, quiçá ao Clauder Arcanjo. Este último, concernente à literatura, possui uma fertilidade de coelha.
Sim. Nessas horas um cronista pode perfeitamente se valer dos amigos cronistas. Que é que tem? Rubem Braga, por exemplo, em semelhante aperto, certa feita socorreu-se com o Fernando Sabino, que lhe emprestou uma crônica. Braga deu uma arrumada no texto, trocou o título, e publicou como dele.
Tempos depois, como eram muito íntimos, Sabino se encontrava na mesma situação e foi pedir ajuda ao Rubem Braga, que entregou a Fernando Sabino a mesma crônica que recebera. O autor de O Encontro Marcado também trocou o título e republicou o texto, agora sob o risco de um autoplágio.
Quem conta essa história, de forma magistral e com relevantes detalhes, é o próprio Fernando Sabino na crônica “O estranho ofício de escrever”, do livro A falta que ela me faz (editora Record-1987). Então, prezado leitor e gentil leitora, se dois monstros sagrados da crônica brasileira desse porte enfrentaram esse tipo de pane seca, imaginem só um Dom Pixote das letras do meu naipe.
Peço, pois, que me levem na esportiva.
Marcos Ferreira é escritor
“Nada é mais complicado que a sinceridade.”
Luigi Pirandello
As eleições da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) serão realizadas na próxima segunda-feira, dia 2 de agosto. Acontecerá de forma virtual entre 8h e 19h e pela primeira vez em 40 anos de história da entidade.
A mudança se dá por conta da pandemia da Covid-19 que segue impondo a necessidade do distanciamento e isolamento social.
Participa do pleito a chapa única Ciência e (Re)sistência pela Base. Tem a seguinte formação: Raimundo Nonato do Vale Neto (Presidente), Francisco Ramos Neves (vice-presidente), Emanuela Rutila Monteiro Chaves (Secretária), Michel de Lucena Costa (Secretário adjunto), Antonio Gautier Farias Falconieri (Tesoureiro), Nilson Roberto Barros da Silva (Tesoureiro-adjunto), Silvana Maria Santiago (diretora de esporte cultura e lazer), Marta Jussara Frutuoso da Silva (diretora adjunta de esporte cultura e lazer), Francisca Otília Neta (diretora do setor de aposentados), Elza Helena da Silva Costa Barbosa (diretora adjunta do setor de aposentados)
Atualmente, a Aduern é dirigida pela professora da Faculdade de Medicina, Patrícia Barra. O sindicato representa mais de mil professores nos cinco campi da instituição.
A posse da nova diretoria será realizada no dia 11 de setembro, data em que a Aduern completa 41 anos.
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Do El País e Blog Carlos Santos
Bruno Fratus disparou rumo ao pódio. O nadador brasileiro garantiu a terceira melhor marca nos 50m livre da natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio e conquistou um bronze para o Brasil, nesse sábado (31).
Nascido de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, o nadador olímpico mudou-se ainda criança para o Nordeste brasileiro e viveu em cidades como Salvador (BA), Natal (RN) e Mossoró (RN), haja vista que seu pai atuava no setor petrolífero, o que o levava a mudanças comuns de domicílio. Em Mossoró, ele estudou na Escola Mater Christi, disputou jogos estudantis e treinou em piscinas locais, como do Sesi Clube.
Em foto mais abaixo constante dessa postagem, ele aparece com o amigo Rodrigues Alves, sobrinho do coordenador do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região, Assis Neto.
Finalmente uma medalha
A vitória do nadador põe fim à maldição do quase que o perseguida desde as últimas duas olimpíadas, quando ele fez excelentes marcas, mas não conseguiu a medalha que buscava.
“[O grito] está entalado desde 2011, quando disputei meu primeiro mundial. Depois, 2012 aquela Olimpíada do quase. Depois do Rio principalmente. Foi um grito de finalmente medalhista olímpico”, comemorou o nadador, ao explicar o grito de comemoração que ecoou pelo centro aquático olímpico na noite deste sábado, 31 de julho.
É a segunda medalha da natação brasileira em Tóquio ―a primeira foi o bronze com Fernando Scheffer nos 200m livre― e a 15ª da história da natação brasileira.
O nadador brasileiro marcou 21s57 e conquistou a nona medalha olímpica para o Brasil no Japão. Fratus ficou atrás apenas do norte-americano Caeleb Dressel, que cravou 21s07 nos 50m livre (novo recorde olímpico) e de Florent Manaudou, da França (21s55).
Fratus, de 32 anos, já é um veterano das piscinas e o velocista que mais vezes nadou abaixo de 22 segundos no mundo. Somente em Jogos Pan-Americanos ele possui sete medalhas, sendo cinco de ouro e duas de prata —conquistadas entre Guadalajara 2011, Toronto 2015 e Lima 2019. O nadador ainda possui três medalhas de prata e um bronze campeonatos mundiais. Faltava ainda uma medalha olímpica.
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O América perdeu chance de se distanciar de adversários e definitivamente ir à disputa da cabeça de sua chave na Série D 2021, em jogo nesse sábado(31) no Arena das Dunas.
Ficou no empate com o Treze de Campina Grande.
Mas, dos prejuízos, o menor.
Chegou a ficar em desvantagem no placar com 0 x 2, mas foi em busca do empate e conseguiu.
Anderson Gindré abriu o placar aos 13 minutos de jogo para o Treze e aos 23 do segundo tempo Euller Viana ampliou a vantagem.
O América reagiu e chegou ao empate com Alvinho e Mazinho (pênalti).
América segue na vice-liderança com 15 pontos e o Treze é o quarto colocado com 12. O ABC é líder com 18 pontos e o terceiro colocado é o Campinense-PB com 14.
No sábado (7), o time natalense vai jogar contra o Atlético (CE). Já o Treze terá o clássico paroquial contra o Campinense no domingo (8).
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A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró deve receber nova remessa de vacinas por volta das 13h, desse domingo (1º).
Chegando neste horário, a vacinação de D1 será retomada ainda à tarde no Centro de Vacinação (Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto).
Leia também: Estado recebe mais 61.010 doses e aguarda mais 51.600.
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Chegaram há pouco mais de 20 minutos no Aeroporto Internacional Aluízio Alves em São Gonçalo do Amarante, 62.010 doses da Pfizer (D1).
O desembarque já era previsto para este sábado (31) de manhã, pelo o que tinha sido previamente informado dia passado pelo Ministério da Saúde.
Agora à tarde chegarão mais 51.600 CoronaVac (D1 e D2).
As informações foram passadas pela governadora Fátima Bezerra (PT).
Enviadas pelo Governo Federal para imunização contra a Covid-19, as vacinas serão encaminhadas aos municípios para sequência de atendimento à população.
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Ensino remoto é um arranjo que não consegue atender necessidades e perdas vão se arrastar por muito tempo (Foto ilustrativa)
Governo do Estado anuncia o maior investimento da história do RN na educação: R$ 400 milhões.
Serão construídas 12 novas escolas de educação profissional, além de reforma em outras 182, com investimento em equipamentos.
Excelente notícia, sem dúvidas, mas longe do que particularmente enxergo.
Como recuperar o estrago causado pelo período de pandemia na vida de milhares de alunos, com precário ensino remoto (a distância) e muitos que nem isso tiveram?
As perdas dessa geração vão seguir por décadas, se nada por feito para minimizar.
Enquanto prédio de concreto for sinônimo de educação, continuaremos no rabo da fila do atraso.
Infelizmente.
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O Grupo TCM Telecom conquistou mais prêmios de jornalismo neste ano de 2021. Com a série de reportagens “Renda Renascença – As tecelãs da esperança”, a TCM venceu o Prêmio Semear Internacional de Jornalismo – edição 2020/2021, na categoria TV. Já a equipe da Rádio 95 FM conquistou o segundo lugar na categoria Rádio, com a produção jornalística “Renascença – A arte de tecer o semiárido”.
A série “Renda Renascença – As tecelãs da esperança” exibida no Jornal TCM, no Canal TCM 10 HD mostra o protagonismo das mulheres do Cariri paraibano, a partir da renda renascença. Elas são as protagonistas do próprio destino e transformam a economia local.
O material jornalístico da TCM contou com Emanuela de Sousa na reportagem; produção de Tárcio Araújo e Stella Maris; imagens de Leonardo Melo; e edição de Fernando Nícolas. Já na 95 FM, atuaram na produção premiada Tárcio Araújo, Elizângela Moura e Fabiano Júnior.
As três reportagens da série “Renda Renascença – As tecelãs da esperança” – exibidas nos dias 4, 5 e 6 de maio podem ser conferidas no site www.tcmplay.tv.br ou pelo App TCM Play.
Premiação
O Prêmio Semear Internacional de Jornalismo – edição 2020/2021 que foi dividido nas categorias Rádio, TV, Internet e Impresso é realizado pelo Programa Semear Internacional, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura. Participaram do concurso equipes de jornalismo de todos os Estados do Nordeste e alguns estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
O prêmio que teve seu resultado divulgado neste dia 30 de julho tem como meta prioritária “incentivar a criação de um processo de geração de conhecimento voltado para a melhoria da vida rural e a convivência com o semiárido, com foco especial nas ações dos projetos apoiados pelo FIDA no Brasil”.
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“És escravo? Então não podes ser amigo. És tirano? Então não podes ter amigos.”
Friedrich Nietzsche

Atendimento em massa, sem novas remessas, impede vacinação nesse fim de semana (Foto: Wilson Moreno)
Com a grande procura por imunizantes contra a Covid-19, o município de Mossoró utilizou todas as 3.948 doses destinadas para D1 (primeira dose). O município tem vacinado rapidamente a população e agora aguarda a chegada de uma nova remessa para reiniciar a vacinação com a primeira dose.
“Nós vacinamos mediante à disponibilidade de vacinas, quando elas chegam, nós as colocamos logo em uso. Porém, como não recebemos uma grande quantidade de D1, e vacinamos bastante desde a tarde da última quarta-feira, o estoque acabou”, disse Morgana Dantas, secretária municipal de Saúde.
No final de semana, sem ter vacinas disponíveis, as unidades básicas de saúde não vão abrir, mas o município estará com o Ginásio do SESI aberto no sábado (31) e o Ginásio Municipal de Esportes aberto no domingo (1º), para a aplicação da D2 (segunda dose).
Vale lembrar que ainda há doses disponíveis para caminhoneiros. São doses da vacina Janssen (dose única).
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Mais de 2,7 mil Municípios participaram da 19º edição da pesquisa sobre a Covid-19 aplicada entre os dias 26 e 29 de julho. Destaca-se o não retorno de quem tomou a primeira dose da vacina, em 1.805 localidades. Também chama a atenção o comprometimento do poder local para concluir o esquema vacinal do público. Novamente, a pesquisa aponta que mais 87,7% – dos gestores que responderam a essa pergunta – são favoráveis à vacinação obrigatória do público-alvo.
Entre as cidades com pendências para a aplicação da segunda dose da vacina, 1.334 ou 73,9% indicam que se trata de menos de 10% do total de vacinados; 237 apontam o problema com até 19% do público. O mapeamento semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que 1.759 gestores locais – o que indica 97,4% de quem respondeu a essa questão – têm buscado por essas pessoas para concluírem a vacinação.
Ausências
Em 1.532 Municípios, cerca de 10% da população convocada para imunização não compareceu para tomar a primeira dose ou dose única da vacina contra Covid-19. Outros 695 gestores municipais afirmaram não ter identificado ausências. Quando o assunto é a faixa etária, 99,5% já iniciaram a imunização de pessoas abaixo de 60 anos; e só quatro ainda não começou a imunização desse público.
Quase 32% ou 858 atende o público de 30 a 34 anos; 748 está na faixa de 35 a 39 anos; 469 entre 25 e 29 anos; 295 vacina de 40 a 44 anos; e 217 já tem imunizado menores de 24 anos. Contudo, conforme mostra a pesquisa, 706 localidades ficaram sem os imunizantes nos últimos dias, a maior parte para aplicação da primeira dose – 1.805 Municípios ou 97,9%.
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José Agripino, Vinícius Carvalho e Paulinho Freire: campanha e mudanças para 2022 (Foto: reprodução do Canal BCS)
O ex-senador e dirigente estadual do Democratas José Agripino recebeu nessa sexta-feira (30) na sede da legenda, em Natal, o dirigente partidário na capital e também o presidente Câmara Municipal do Natal, respectivamente Vinícius Carvalho e Paulinho Freire (PDT).
O trio não conversou apenas amenidades, que se diga.
O bate-papo é parte de uma costura em andamento para fortalecimento de projetos políticos do Democratas no RN em 2022.
Paulinho, que também preside a Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM/RN), está a um passo de pousar na sigla.
Daí, um passo para ser candidato à Câmara dos Deputados.
Nota do Blog – Uma curiosidade: Vinícius Carvalho é filho dos professores aposentados da Universidade do Estado do RN (UERN), Socorro e Elpídio Carvalho.
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