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A saída da “ambulancioterapia”
Converso com algumas fontes da saúde, política e amizades diversas em alguns municípios do interior.
Preocupação comum: não ter como enfrentar o Covid-19.
“Ambulancioterapia” é a saída, sobrecarregando Natal e Mossoró.
“O jeito vai ser mandar o povo para Natal ou Mossoró”, comentou um jornalista amigo.
Oremos.
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“Nem todas as conversas irão mudar sua vida, mas qualquer uma delas poderá fazê-lo.”
Liz Dolan
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O número de casos confirmados com Covid-19 no Rio Grande do Norte aumentou para 68 neste domingo (29). De acordo com o boletim epidemiológico, são 1.414 suspeitos, 367 casos já descartados e 1 óbito (em Mossoró, veja AQUI).
Até às 5h do sábado (28) existiam 45 confirmações, 1.130 suspeitos e 323 descartados. Na sexta-feira (27) houve oficialização de 28 casos, 1.176 suspeitos e 282 descartados.
As cidades com casos confirmados são Natal (34), Mossoró (16), Parnamirim (9).
Recomendações
Um caso suspeito, após a realização dos exames, pode ter dois resultados: confirmado ou descartado para o novo coronavírus; deixando de ser enquadrado como suspeito.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
“O Governo do RN está realizando todos os esforços necessários para proteger a população. Faça a sua parte e ajude a combater a Covid-19. Fique em casa e não esqueça: lave as mãos frequentemente”, comunica o governo estadual.
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A Secretaria Municipal de Saúde de Luís Gomes (Alto Oeste do RN) confirma o primeiro caso positivo para coronavírus na cidade. É uma pessoa do sexo feminino, 20 anos, que teve contato com caso confirmado em Natal.
A paciente que apresentou inicialmente sintomas leves, no momento está assintomática e encontra-se em isolamento, tomando todas as precauções necessárias, conforme protocolos.
“A Equipe de Saúde do Município está dando todo o amparo necessário e continuará monitorando diariamente o quadro clínico da mesma.
Mais contatos
“Desde a notificação da paciente como caso suspeito, que se manteve contato com todos os seus comunicantes, os quais foram colocados sob vigilância, orientados sobre o isolamento”, informa a municipalidade.
“Com a confirmação do caso positivo, é necessário ressaltar, ainda mais, a importância de manter-se em isolamento social e tomar todas as precauções orientadas pela Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Governo Estadual e Municipal”, acrescenta o comunicado oficial.
Luís Gomes fica a 204 km de Mossoró e 483 km de Natal.
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Da IstoÉ Online
O presidente Jair Bolsonaro recomendou, neste domingo, 29, que todos os políticos do Brasil saiam às ruas e cumprimentem as pessoas para, na avaliação dele, entender a realidade do País nesses tempos de coronavírus.
A recomendação do presidente contraria as orientações do Ministério da Saúde, que, na tarde de hoje, divulgou que o número de contaminações pelo novo coronavírus chegou a 4.256 e o total de mortes por covid-19 no País subiu para 136.
Em um vídeo postado nas redes sociais, Bolsonaro comentou o “tour” realizado por ele nas redondezas de Brasília na manhã deste domingo.
“Agora pouco estive em Ceilândia e Taguatinga. Fui ver na ponta da linha como está o nosso povo. E em especial os informais, os mais atingidos por essa onda de desemprego. Uma experiência que recomendo a todos os políticos do Brasil”, disse o presidente.
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Assembleia Legislativa tem cerca de R$ 100 milhões em sobras
Do Mossoró Hoje
Os deputados estaduais têm se mostrado solícitos ao Governo do Estado em aprovar projetos rápidos que possibilitem o combate ao coronavírus em todo o Rio Grande do Norte. Entretanto os deputados do RN, em especial o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PSDB), pode e deve contribuir muito mais devolvendo as sobras do duodécimo de 2019.
A Assembleia Legislativa do RN tem em caixa cerca de R$ 100 milhões, que poderiam ter usados para comprar testes rápidos que possam identificar eventuais pessoas com com o Covid-19.
A informação foi confirmada por três fontes da própria Assembleia Legislativa. Estes recursos que não foram usados na Corte pelos deputados, durante o exercícios de 2019, deveriam ter sido devolvidos aos cofres públicos do Governo do Estado.
No entanto, numa votação estranha, os deputados decidiram por 11 a 12 (o voto de minerva foi do presidente da casa Ezequiel Ferreira) não devolver os recursos ao cofres do Estado (veja AQUI).
Os dois principais deveres do deputado estadual é produzir leis que permitam melhora de vida do cidadão e estado, além de fiscalizar os atos do Poder Executivo, como de fato estão exercendo.
Importância
Mas nesse momento excepcional de pandemia e limitados recursos para o enfrentamento do coronavírus, nada seria mais importante do que destinar esses recursos contra a pandemia.
O silêncio dos deputados levanta naturalmente uma série de suspeitas. Se pode dispor, por que não? Nada seria mais contundente e importante nesse momento.
Cabe aos deputados estaduais, seja de oposição ou situação, manifestação pelo emprego destes recursos. É umaa emergência sanitária que se instalou no mundo e chega ao RN.
Dinheiro em caixa
Além da Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça do Estado, até o final de 2017, tinha em caixa R$ 253 milhões (confira AQUI), que na época o então presidente da casa declarou que não ia devolver aos cofres do Governo do Estado.
Tinha a intenção e investir para melhorar a estrutura da Justiça do Rio grande do Norte.
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Por Odemirton Filho
Creio que poucos esperavam viver o que estamos enfrentando. O cenário atual que estamos atravessando no mundo somente era possível na literatura e em filmes que lembram a distopia.
Quem pode, está se impondo um isolamento social. Precaução mais do que necessária para minimizar a disseminação do coronavírus, conforme especialistas, muito embora o presidente da República venha defendendo um isolamento vertical.
A pandemia alterou, de forma abrupta, o nosso dia a dia. Alguns, é claro, seja por não acreditar no que é divulgado pela imprensa, seja pelo trabalho que exige a sua presença, ou mesmo para manter a subsistência, estão se expondo.
O contato interpessoal quase não existe. Um simples aperto de mão ou abraço tornaram-se atitudes proibidas.
O que será daqui para frente? Quantos dias passaremos isolados?
Conforme os técnicos do Ministério da Saúde teremos dois ou três meses de pico e, depois, a curva começa a decrescer.
Os profissionais da saúde estão enfrentando uma luta hercúlea, na linha de frente no combate à doença.
E mais, como ficarão as pessoas que precisam sair às ruas para ganhar o pão de cada dia? Como as empresas manterão os empregos de seus colaboradores? E os moradores de rua?
A cadeia produtiva foi quebrada em um país que ainda se encontra em grave crise social e econômica.
O Governo Federal vem anunciando medidas para diminuir o impacto financeiro nos Estados, municípios e empresas, bem como uma ajuda aos mais vulneráveis economicamente, mas não sabemos se serão suficientes.
Preservar a saúde e a vida das pessoas e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade do emprego e da renda, é uma equação difícil de resolver.
Dessa forma, somente um conjunto articulado de ações por parte dos entes federativos e da sociedade, deixando de lado os interesses político-eleitoral, talvez seja o melhor caminho.
É momento de união.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
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Pro François Silvestre
A mulher liga para um amigo médico e informa:
“Carlinhos amanheceu com o dedão do pé muito vermelho e inchado”…
O amigo não deixou ela terminar, interrompendo-a, e falou:
“É. Já foi reportado alguns casos do vírus que provoca inchaço e vermelhidão nos membros inferiores”…
Agora foi ela que o interrompeu:
“Não, doutor, ele tava jogando bola no quintal e deu um trupicão que arrancou a banda da unha do dedão. Quero uma pomada ou qualquer coisa pra aliviar”…
François Silvestre é escritor
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Por Marcos Araújo
[…] as palavras se propõem aos homens como coisas a decifrar. […] – Michel Foucault
Desde a criação pelos sumérios da escrita pictórica em cavernas, cerca de 8.000 anos a.C., a linguagem tem sido o maior recurso evolutivo-civilizatório da humanidade. É ela a base da comunicação, entendimento e cultura de todos os povos e nações, especialmente nesses tempos de internet e novas tecnologias.
O poder simbólico da linguagem é referendado no milenar dito popular “a palavra tem poder”. Aliás, a afirmação do poder da palavra tem uma justificativa histórica judaico-cristã, porque Jesus foi intitulado como “o verbo encarnado de Deus”; o cumprimento da “palavra de Deus” (v. João 1:1-2); “a palavra de Deus se tornou homem e habitou entre nós” (João 1:14).
Enfatizando o valor da palavra, o cineasta alemão Wim Wenders gravou um documentário chamado “Papa Francisco, Um homem de palavra”. O filme é uma obra sobre as palavras fundamentais que as ideias do Papa Francisco permitem promover: gentileza, inclusão, humorismo, solidariedade, laços familiares, paz, proteção do ambiente, sobriedade e justiça.
Segundo o filósofo francês Michel Foucault, “Na sua primeira forma, quando foi dada aos homens por Deus, a linguagem era um sinal das coisas absolutamente certo e transparente, pois que se lhes assemelhava. Os nomes eram colocados sobre o que eles designavam, assim como a força está escrita no corpo do leão, a realeza no olhar da águia, a influência dos planetas marcada na fronte dos homens: pela forma da similitude.” (Foucault, As palavras e as coisas, 2002, p. 90).
Para melhor estudar o sentido da palavra, a ciência linguística tem divisões (semântica, sintaxe, morfologia, fonética …) visando identificar formação, origem, estrutura, signo etc. A Semântica, por exemplo, cuida do estudo do significado das palavras, enquanto a Etimologia estuda a origem delas.
Contudo, nem sempre a palavra expressa contextualmente o mesmo significado na linguagem. Seu sentido pode se perder ao longo do tempo, destoando seu uso e valor da vivência social e comportamental. Para contextualizar com o presente, trago à lembrança as palavras “Quaresma” e “Quarentena”. As duas foram desconstruídas do seu sentido semântico ao longo da história.
A Quaresma, instituída pelos primeiros cristãos, denomina o período de 40 dias entre o Carnaval (Quarta-feira de Cinzas) e a Páscoa. Nesse período, os católicos são convidados ao jejum, oração e caridade, se preparando para a ressurreição de Jesus. O número de quarenta dias tem um significado simbólico-bíblico: quarenta são os dias do dilúvio; da permanência de Moisés no Monte Sinai; das tentações de Jesus…
Quarentena, por seu turno, significava o período de quarenta dias em que todos os barcos deveriam ser isolados antes que passageiros e tripulantes pudessem desembarcar durante a epidemia da peste negra nos séculos 14 e 15.
Ainda que tenham significados históricos diferentes, as duas palavras (quaresma e quarentena) têm o mesmo radical etimológico. A primeira, vem do latim “quadragésima”, 40 dias. A segunda, do Italiano “Quarantina”, conjunto de quarenta, ou do latim “quadraginta”, quarenta.
Outra comunicação simbólico-histórica das duas palavras vem do resultado de suas práticas: tanto a Quaresma como a Quarentena foram instituídas para a purificação do corpo e a salvação do homem.
A Quaresma, como prática obrigatória, vem do século IV, mas, desde sempre, os cristãos se preparavam para a Páscoa com oração intensa, jejum e penitência. Já foi um tempo profundo na Igreja católica de oração, penitência e caridade. Foi perdendo seu sentido e sua vivência com o tempo.
O jejum passou a ser de abstinências pontuais com finalidades até estéticas e de dietas (doces, álcool, refrigerantes, guloseimas etc). O momento de oração da “Semana Santa” foi adaptado, virou um grande feriadão, com público reduzidíssimo nas igrejas e superlotações em pontos turísticos e lugares da moda. A caridade, bem simbolizada pela Campanha da Fraternidade, criação da igreja brasileira pelo bispo acariense Dom Eugênio de Araújo Sales, foi sequencialmente esvaziada em sentido e práticas.
Coincidentemente, a Campanha da Fraternidade deste ano (que passaria despercebida, como sempre, de uma maioria dos católicos), tem como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Esta passagem bíblica, em especial, fala da parábola do “Bom Samaritano”. Relembrando a parábola, Jesus conta que um homem estava ferido e largado à beira da estrada. Passaram por ele um sacerdote e um levita, membros da elite judaica, e o ignoraram. Um samaritano, um homem sem fé e impuro para os judeus, o que faz? Viu, sentiu compaixão, misericórdia e cuidou dele.
Voltemo-nos para a história, quanto às Quarentenas humanas. Não são comuns, mas não se constituem novidades. São conhecidas desde o Século XIV. Elas sempre remetem ao mesmo princípio utilitarista: a proteção da coletividade. Sempre representaram os mesmos problemas: saúde coletiva, crise econômica, tensão entre diversos interesses, supressão de direitos individuais etc.
Nesse ponto, em tempos de coronavirus, Quaresma e Quarentena são palavras que se autocomplementam, se ressignificando. Voltando a Foucault, “Se a linguagem já não se assemelha imediatamente às coisas que denomina, nem por isso ela se apartou do mundo; continua, sob outra forma, a ser o lugar das revelações e a fazer parte do espaço em que a verdade simultaneamente se manifesta e se enuncia”.
Se a Quarentena pode ser a salvação do corpo (físico), a verdadeira Quarema pode trazer a Salvação da alma (do espírito).
Aqui no Brasil, as ordens estatais de isolamento social são também quarentenas. Descumpridas desditosamente e criticadas por muitos. As pessoas não querem ficar em casa, mas até a inação significa proteção, sendo uma prova de bom senso e solidariedade.
Desestruturado, o Poder Público (Nação, Estado e Município) não tem como cuidar dessa pandemia. Não tem recursos humanos e materiais para tanto. A sociedade civil, ao revés, em muito pode contribuir.
A salvação da Quarentena deve vir da caridade, exigência da Quaresma. É preciso ressuscitar a prática da caridade para que o corpo e a alma sejam salvos. A caridade não nasce na semântica nem na etimologia, ela nasce no coração humano que se abre para amar o outro.
Numa passagem bíblica, um doutor da lei propôs a seguinte questão a Jesus: “Mestre, qual o grande mandamento da lei?” A resposta de Jesus: “Amarás o senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Esse o maior e o primeiro mandamento. Eis o segundo, que é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo, como a ti mesmo. E acrescentou: toda lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (Lc 10, 27-29)
Como é fácil perceber, Jesus sintetizou a lei e todos os ensinos dos profetas nestes dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Certamente, Jesus falava do amor como sinônimo de caridade, pois na sequência da resposta Ele narrou a parábola do bom samaritano.
São Paulo bem entendeu o propósito do Cristo de assemelhar o amor à caridade, redigindo uma linda carta aos Corintos (Capítulo 13), sendo esse um texto padrão para leitura nos matrimônios católicos. Parece-nos que “caridade” e “amor” são palavras sinônimas, de radicais etimológicos diversos.
Dizia S. Agostinho: “A Caridade uma vez nascida, cresce; uma vez crescida, fortifica-se; uma vez fortificada, aperfeiçoa-se”. A caridade é vivida no “entre” amoroso que se estabelece entre aquele que sabe receber e aquele que sabe dar sem pensar. Não há lugar certo ou definitivo entre estas duas posições, pois a caridade circula assim como a falta e a necessidade. Em um dia, podemos dar e, no outro, podemos estar precisando receber…
A caridade eleva à santidade. Em tempos de calamidade na saúde, lembremo-nos de nossa querida Santa Dulce dos Pobres, canonizada recentemente, e de Madre Tereza de Calcutá
Sabemos que faltarão nos próximos dias remédios, leitos de UTI, alimentos, empregos, tudo por causa da Quarentena. Como antídoto, que não nos falte amor e caridade com o próximo, fruto da Quaresma! Já estão fechados o comércio, escolas, igrejas, por força da Quarentena. Que não fechemos a porta do nosso coração, por onde entra a força da nossa fé n´Aquele que está sempre conosco, e que tudo pode fazer por nós, como evento e dever obrigatório da nossa Quaresma.
Em tempos de palavras vãs, fluídas e de medo, fortaleçamos nossa Quaresma, para que possamos obter a graça da salvação dessa Quarentena!
Marcos Araújo é professor e advogado
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Por Paulo Menezes
Há quarenta e três anos, quando estava na construção do alicerce da minha morada, plantei no quintal da casa um caroço de manga e uma castanha de caju como sementes para o nascimento de uma mangueira e um cajueiro. Elas brotaram, se fizeram árvores e hoje me dão além de uma sombra grandiosa e fria, nesse clima tão quente, os frutos de delicioso sabor.
Há um ditado que diz: não aprisione pássaros, plante uma árvore que eles vêm. Pois bem. Hoje os frutos e a sombra, apesar de importantes, são para mim secundários.
O grande valor que hoje atribuo à mangueira e ao cajueiro é que eles servem de abrigo, do alvorecer ao sol poente, com voos alternados de idas e vindas, a presença constante de uma sabiá-laranjeira que com seu belo canto, flauteado, faz do meu quintal um local extremamente bucólico e agradável.
Agrega-se a isso o zumbir das abelhas, o gorjeio de galos-de-campina, canários-da-terra, bem-ti-vis, rouxinóis e até os barulhentos e inconvenientes pardais que vêm se alimentar do xerém de milho que coloco para atraí-los.
Há também a visita frequente de algumas espécies de beija-flores que vêm sugar o néctar de algumas roseiras existentes nos canteiros.
É nesse ambiente urbano em que a natureza está tão presente que tenho conseguido “tirar de letra” as preocupações cotidianas dentre as quais se inclui, no presente momento, o isolamento social da quarentena por conta do coronavírus.
Com essa sinfonia de pássaros e o manejo das jandaíras, além de não sentir o tempo passar ainda me livro do noticiário televisivo com suas veiculações voltadas exclusivamente para a tragédia que ora apavora todo o planeta terra.
Como diz o Zeca Pagodinho, é desse modo que vou vivendo e deixando a vida me levar.
Paulo Menezes é apicultor
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“O homem não é livre, a não ser que o governo seja limitado”.
Ronald Reagan
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O Rio Grande do Norte tem o primeiro registro de óbito, em decorrência do coronavírus. Faleceu agora à noite em Mossoró, o professor Luiz Di Souza,61, dos quadros da Universidade do Estado do RN (UERN).
Era do Departamento de Química.
O paciente deu entrada em hospital privado (Wilson Rosado) na cidade de Mossoró no dia 21 de março. Na última sexta-feira (27) teve a confirmação que estava com a Covid-19, indo a óbito na noite deste sábado (28).
Ele teve contato com pessoa suspeita de ter contraído o vírus e possuía histórico de diabetes.
Alerta
O Governo do RN e a Prefeitura de Mossoró se solidarizam com a família e desejam força para superar esse difícil momento”, publica o Governo do Estado do RN, através de páginas da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN) nas rede sociais.
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“A morte de um potiguar por Covid-19 reforça o que tem sido recomendado diariamente: a população que pode, deve ficar em casa, e todos precisam seguir as orientações das autoridades sanitárias”, alerta a Sesap.
Até à tarde de hoje, a Sesap informava em boletim epidemiológico, o registro de 1.130 casos suspeitos, 323 descartados e 45 confirmados.
Nota do Blog – Nossa solidariedade e um reforço: cuide-se, cuide dos seus e também de quem você não conhece.
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A obra de Messias
Disse a um amigo engenheiro que soubera de estresse que ele tem enfrentado numa construção.
– O mestre de obras só faz o contrário do que você manda – provoquei.
Ele reagiu de imediato:
– Não existe isso. Eu demitia na hora”.
Esclareci logo que era brincadeirinha.
Calma, calminha!
Por que o presidente Jair Bolsonaro não demite o ministro Luiz Henrique Mandetta da Saúde?
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Da guerra
Entre muitas semelhanças, há uma profunda diferença entre Itália e Brasil na luta contra o coronavírus: eles estão unidos.
Nós, em guerra.
Somos um país fragmentado, rachado pelo ódio e em disputa pelo poder.
Saúde é assunto subalterno para alguns dos principais atores.
A Itália lembra-me campanhas de César na Gália, líder personalista.
Mas hoje, sua gente é guia do próprio destino. Em vez de Vercingetórix e gauleses, derrotarão o Covid-19, mesmo com sérias baixas.
E nós?
Não somos uma nação, seremos estatística.
Morrer gente é normal.
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Os infantes
Não vi ainda alguém defendendo reabertura de escolas privadas, com suas salas cheias e condicionador de ar.
Compreendo.
Mesmo com ‘baixo’ risco, ninguém quer seu rebento podendo virar estatística.
Preservação da espécie.
Eu faria o mesmo pelos meus e seus infantes.
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Abril nos aguarda
Muito do que fazemos há dias, com avanços e recuos, dirá o que testemunharemos e sentiremos nos primeiros dias de abril.
O novo vírus foi rotulado como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março.
Sou iluminista: creio na razão e na ciência.
À luta!
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Mossoró soma 13 casos de coronavírus com 8 novos registros
A Secretaria de Saúde de Mossoró recebeu, na noite desta sexta-feira (27), a confirmação de mais oito casos do coronavírus no município. Veja abaixo um resumo do quadro clínico dessas pessoas e o perfil delas.
Cinco pacientes estão em isolamento domiciliar, encontram-se bem, alguns já não apresentam mais sintomas. Dois em internamento hospitalar, mas estão estáveis.
Uma paciente internada em UTI ainda inspira cuidados, mas está estável.
Pacientes em isolamento domiciliar: três mulheres de 31, 35 e 40 anos. Dois homens de 37 e 65 anos.
Pacientes em internamento hospitalar: uma mulher de 47 anos e um homem de 61 anos; uma mulher internada em UTI de 50 anos.
Em números atualizados, Mossoró conta agora com 13 casos do novo coronavírus. Em breve os números de suspeitos, descartados e confirmados serão atualizados no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).
A Secretaria de Saúde de Mossoró também está investigando um óbito que ocorreu no dia (25), de uma mulher de 67 anos, com comorbidade. Amostras foram recolhidas e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte Dr. Almino Fernandes (LACEN/RN) para descartar ou não a suspeita do coronavírus.
Assim que os resultados estiverem prontos a Sesap deve divulgar em seu boletim epidemiológico.
Com informações da Prefeitura de Mossoró.
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A governadora Fátima Bezerra (PT) participou nesta sexta-feira (27) de uma videoconferência com todos os governadores da região, que integram o Consórcio Nordeste. Em carta, os chefes dos executivos estaduais comunicaram que decidem manter as medidas de isolamento social como forma de conter a propagação do novo coronavírus, mesmo contrariando a campanha publicitária lançada pelo Governo Federal, que prevê exatamente o contrário.
O principal argumento apresentado é que os estados vão continuar orientados pela Ciência e pela experiência mundial para nortear todas as medidas, diariamente avaliadas, nesta guerra travada contra o vírus causador da pandemia Covid-19.
Mas é consenso entre os governantes que nesse momento de pandemia, o diálogo jamais pode ser obstruído e as relações dos estados federados deve ser de amplo diálogo com a União. Cada estado, também, tem autonomia para eventuais flexibilizações de decisões, vendo suas peculiaridades.
Participaram da reunião virtual e assim a carta do Consórcio Nordeste a governadora Fátima Bezerra (RN), Rui Costa (BA), Renan Filho (AL), Camilo Santana (CE), Flávio Dino (MA), João Azevedo (PB), Paulo Câmara (PE), Wellington Dias (PI) e Belivaldo Chagas (SE).
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“A ciência é filha da verdade e não da autoridade”.
Nicolau Copérnico

































