Por Honório de Medeiros
O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do STF, certa vez concedeu deu uma entrevista na qual afirmou que “o sistema político brasileiro é uma usina do mal”.
O ex-ministro parece não saber o que é “sistema”, tampouco “política”, ou estava fazendo jogo-de-cena.
Ora, um sistema político está para o Poder Político assim como a espuma está para as ondas do mar.
Simples assim.
Tal é o animismo moderno, que evoluiu da concepção de que as coisas têm vida, para a concepção de que as abstrações têm vida.
Algo muito primitivo, sem dúvida, mas que presta um enorme serviço a quem detém o Poder Político.
Sua expressão máxima é o funcionalismo americano. É algo mais ou menos como imaginar que a culpa dos pneus estarem descalibrados é inerente a eles mesmos, e, não, às estradas ruins.
Troca-se o pneu e fica tudo bem.
Dessa visão do mundo também nasce nossa medicina, na qual os seres humanos precisam apenas melhorar as peças de reposição, que tudo fica otimizado.
Uma variante humorística – e crítica – de uma percepção funcionalista da realidade está na estória do homem que flagra a esposa em adultério. Revoltado, desfaz-se da cama onde ocorreu a traição.
Assim fez o ministro: não podendo se desfazer dos corruptos, quer modificar o sistema político.
Como se em cada sistema político não existissem corruptos.
Antes tivesse lido Lampeduza, ministro, Giuseppe Tomasi di Lampedusa.
É dele, em “Il Gattopardo”, a frase célebre: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”…
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN
























Nào sei bem ao certo se cabe, aqui, ao certo, um comparstivo análogo às famosas “Curas ” feitas em sinais tidos como iminente “Câncer de pele” (Câncer epidérmico”)⁶, tendo como ” Doutor-Curador ” o famoso e popularíssimo Artur Carabodé, oriundo e natural das terras do “Patu-de-dentro”. Tive a gyrata satiafação em conhecê-lo. Conta-se que o mesmo usava no processo de “Queima de sinais carnosos” um líquido resultado da mistura de um tipo de ácido com éter anestésico. Tempos depois, ao saber que o infausto paciente havia falecido em consequência do câncer epidermico, fez visita ao funeral do cliente, ocasião em que analisou o carcinoma epidérmico e exclamou : É, faleceu bem melhorado !. A esdruxula observação em nada atenuou o clima de tristeza e luto predominante na modéstia residencia sertaneja. O afamado Curador descendia do pioneiro e fundador das terras do Patu-ds-dentro e Patu-de-fora o célebre Capitão-Mór Geraldo Saraiva de Moura.