O ex-secretário do Gabinete Civil Paulo de Tarso Fernandes tomou umas talagadas de vinho e não sabia o que estava dizendo quando desfigurou moralmente o Governo Rosalba Ciarlini (DEM), numa entrevista à jornalista-blogueira Thaísa Galvão (veja AQUI).
Agora, o empresário Gilmar de Carvalho Lopes (Gilmar da Montana), ‘sob efeito de medicamentos’, não sabe o que disse. Nega o que falou ao Ministério Público (veja AQUI) na “Operação Sinal Fechado” (escândalo no Detran-RN). Tinha se empanzinado de Prozac, digamos.
Então, tá!
Vale lembrar aos que possuem memória curta (ou seletiva) o seguinte: no mesmo depoimento ao Ministério Público, no mesmo local, dia e horário, em que Gilmar da Montana afirmou que o senador José Agripino (DEM) e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) empalmaram R$ 1 milhão do bando do Detran, ele também citara os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) como beneficiados pelo esquema.
Quer dizer então que a denúncia é séria e válida contra ‘dona Wilma’ e ‘Bereberê-Barabará‘ e não tem valor algum em relação aos primos e aliados ‘Jajá‘ e ‘Ravengar‘?
Quer dizer então que setores da imprensa convencional e mídias sociais foram justas, proativas, responsáveis e democráticas quando citaram os nomes de Wilma e Iberê, mas os que reproduzem o mesmo documento legal do Ministério Público, em que Agripino e Carlos são mencionados, são precipitados, comprados e levianos?
Francamente! Por favor, não insultem a nossa inteligência; não agridam a lógica.
Gente, por favor: um pouquinho só de bom senso e desconfiômetro fará muito bem a todos. Sem que isso represente nenhum juízo de valor formado quanto à hipotética culpabilidade de A ou B, mas uma gotinha de bom senso é imprescindível em qualquer debate sadio.
Gilmar da Montana estava zonzo só quando apontou suposta doação de mufunfa de R$ 1 milhão em ‘dinheiro vivo’ e em ‘parcelas’ para Agripino e Carlos? Ou estava lombrado apenas nos trechos do depoimento quando apontou arranjo financeiro às campanhas de Wilma e Iberê?
Ele mentiu na sabatina ao MP ou agora, publicando versão de que estava atoleimado com remédios, quando se pronunciou aos promotores?
Reflitamos.
E assim caminha a miopia da humanidade potiguar.

































