quarta-feira - 09/11/2022 - 18:38h
Concorrência

Projeto garante redução de distância entre postos de combustíveis

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou, hoje (9), o Projeto de Lei Complementar 4/2022, de autoria do vereador Edson Carlos (Cidadania). A matéria modifica o Código de Obras, Posturas e Edificações do Município e estabelece em 100 metros a distância mínima entre postos revendedores de combustíveis e outros estabelecimentos.Pode encher tanque, meme sobre alta de combustíveis, gasolina, aumento de preço,

Segundo Edson Carlos, a medida visa tornar mais plural a revenda de combustível, a facilitar a instalação de novos postos. Com isso, aumentar a concorrência no mercado em favor do consumidor e gerar mais emprego e divisas para o município.

“Qual a lógica de a lei proibir um supermercado de um posto de combustível, mas silenciar sobre residências? Pessoas não podem fazer compras próximo a um posto de combustível, mas podem dormir a noite inteira perto de um?”, questiona Carlos.

Segundo ele, o projeto corrige esse aspecto e fortalece o princípio da livre iniciativa, além de adequar a legislação municipal à realidade comercial do município. “São Paulo, o estado mais desenvolvido do país, por exemplo, permite que supermercados possuam a atividade adicional de revenda de combustíveis”, exemplifica o vereador.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Num passado recente, precisamente há dez anos (veja AQUIAQUI), surgiu a chamada “Operação Vulcano” (veja AQUI), devido decisão da CMM que estabelecia a distância em 250 metros. Ano passado, o mesmo vereador Édson Carlos, já tinha apresentado outro projeto (veja AQUI), que foi aprovado, reduzindo a distância mínima para 200 metros.

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segunda-feira - 07/08/2017 - 20:17h
Preços

Combustíveis e a sina do consumidor mossoroense

Rodei vários municípios da região Oeste do Rio Grande do Norte nos últimos dias.

Impressiona como a maioria dos postos de combustíveis praticam preços menores do que os ‘oferecidos’ em Mossoró.

O alinhamento de preço nos cerca de 54 postos mossoroenses é algo que impressiona desde o início dos anos 2000.

Seguem com valores à estratosfera e devem aumentar mais, sempre com diferença de minúsculos centavos entre um posto e outro.

Já afirmamos há muitos anos e vamos repetir: não existe força legal, intergaláctica, sobrenatural ou humana que coloque fim nisso.

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segunda-feira - 24/11/2014 - 08:14h
Exclusivo

Ministério Público entra com ações contra suposto cartel

O Ministério Público do RN (MPRN), a partir de investigações incrustadas na “Operação Vulcano” (veja AQUI), entrou com uma ação penal e uma ação civil pública, no foro de Mossoró, relativas a suposto cartel dos combustíveis automotivos.

Serão mais três ações civis e pelo menos mais duas penais na série de demandas judiciais relativas a essa questão.

Depois o Blog trará mais detalhes “exclusivos”.

Veja AQUI matéria especial postada no Blog Carlos Santos em junho de 2012. Acrescentamos links para mais duas reportagens especiais, com pesquisa de preços em três estados da federação e 28 municípios.

Aguarde mais informações.

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quarta-feira - 15/01/2014 - 09:12h
Reféns

Combustível com livre concorrência, mas em Mossoró…

Abastecer carro na BR 304 (Natal-Mossoró), a partir da saída de Natal, é perceber como o consumidor mossoroense é tratado como trouxa há incontáveis anos.

A gente sofre um choque tamanha a variação de preços (para baixo), a predominância da livre concorrência e a nítida ausência de cartel.

Abastecer em Mossoró causa sensação inversa: de asfixia, encurralamento e impotência.

Quatro grupos detêm o controle do mercado e são seguidos pelos menores. Somos reféns deles.

A partir de Macaíba, encontrei o litro da gasolina comum variando entre R$ 2,84 e R$2,87/ litro. O mais alto em R$ 2,94.

Em Mossoró tem posto vendendo o livro a R$ 3,06 ou mais.

O que detém menor preço, conforme observei em Mossoró, chega a R$ 2,96.

É o Posto Nassau, na Avenida do Contorno, de frente ao Cemitério Novo.

Esse cenário não é novo. Há quase dois anos fizemos reportagem especial sobre o assunto, com dados levantados em três estados e mais de 30 municípios.

Mossoró foi um caso à parte, de afronta ao consumidor, conforme postagem datada do dia 24 de abril de 2012.

Veja AQUI.

Vamos à luta, até aqui inglória…

É sofrimento que não tem fim.

 

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quarta-feira - 08/01/2014 - 16:50h
Procon/RN

Multa “em banda de lata” no setor de combustíveis

Carlos Santos, boa tarde.

Outro assunto, não menos importante.

Leio na imprensa natalense: “Procon/RN multará postos de combustíveis praticar preços de gasolina superior a R$ 2,87”.

Se for assim, todos os postos de combustíveis de Mossoró serão multados.

Que chegue logo por estas bandas, vão ser multas em banda de lata.

Posso afirmar paguei por litro de gasolina num posto em Santa Maria, perto de Natal, semana passada, R$ 2,83. Aqui R$, 3,03.

Vicente Venâncio – webleitor e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró

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terça-feira - 31/12/2013 - 08:01h
Operação Vulcano

Cartel de combustíveis fez acerto em gabinete de Fafá Rosado

Segundo relatório da Polícia Federal, reunião suspeita foi feita com participação direta da ex-prefeita

Por Dinarte Assunção (Portalnoar)

O relatório da Polícia Federal sobre a Operação Vulcano, que vem sendo divulgado pelo portalnoar.com, revela que houve reuniões no Palácio da Resistência, sede do governo mossoroense, entre a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), vereadores e empresários, com o propósito de aprovar projeto de lei que beneficiaria o que tem sido classificado pela própria PF como um cartel de combustíveis em Mossoró.

“Por volta de 14:00 horas encerrou-se a reunião dos proprietários de postos de na Prefeitura Municipal de Mossoró/RN e, pelo que se pode observar da vigilância policial, aliado aos áudios, há indícios fortes da participação na reunião ocorrida no gabinete da Prefeitura das seguintes pessoas, não excluindo outros que poderão vir a ser identificados posteriormente:

1. Prefeita FAFÁ ROSADO;
2. Vereador CLAUDIONOR DOS SANTOS;
3. Procurador-Geral do Município, OLAVO HAMILTON;
4. ROBSON PAULO, proprietário do POSTO NACIONAL;
5. PEDRO EDILSON, sócio do POSTO NACIONAL.
6. SERGIO LEITE, proprietário do POSTO OLINDA;
7. JOSÉ MENDES, proprietário do POSTO BH; E
8. WELLINGTON CAVALCANTE PINTO, o qual utiliza o telefone da ALESAT COMBUSTÍVEIS S/A.
9. José Luiz Carlos de Lima (Zé Luiz), advogado.
10. José Mendes Filho, proprietário de posto de gasolina”, descreve o texto, em trecho que pode ser conferido AQUI.

Em oitivas realizadas pela Polícia Federal, Fafá Rosado confirmou que houve encontro com empresários. “Maria de Fátima Rosado Nogueira, ex-prefeita de Mossoró/RN, prestou declarações onde afirmou que o vereador CLAUDIONOR SANTOS agendou com seu chefe de gabinete, Gustavo Rosado, reunião com equipe econômica para tratar de assunto de interesse dos donos de postos de combustíveis da cidade”, diz trecho do relatório. Apontados como instrumentos decisivos, Fafá e Gustavo foram indiciados por advocacia administrativa, quando agente público atua em interesse privado, e associação criminosa.

Ao relatório da PF, o delegado Eduardo Benevides Bomfim juntou imagens dos encontros realizados no gabinete da prefeitura. Ele destaca que as reuniões foram registradas pela equipe de inteligência da Polícia Federal.

“A reunião foi acompanhada pela equipe de vigilância que registrou fotograficamente a entrada dos empresários, do advogado José Luiz e vereadores na sala de reunião da Prefeita. Colaciono as principais imagens abaixo”, escreveu o delegado. As mídias em questão são as seguintes:

 

Uma das páginas do relatório da Polícia Federal, com fotografia do interior sede da Prefeitura de Mossoró

Então líder da bancada da prefeita, Claudionor dos Santos é descrito como a peça que “defende veementemente todas as tentativas de fechamento do mercado a novos concorrentes feitas pelo Cartel da Gasolina de Mossoró através de projetos de lei”.

A PF concluiu que ele “participou com empenho para a aprovação do projeto de lei que alterou o art. 122 do COPM de interesse dos donos de postos, chegando a contatar Sérgio Leite em [empresário] em 28/03/2013, quando seria a votação do projeto, tranquilizando-o, pois tinham a maioria”.

A conduta do vereador levou o delegado a indiciá-lo por crime contra a ordem econômica (pena de dois a cinco anos de reclusão) e associação criminosa, que substitui o crime de formação de quadrilha, com previsão de pena de um a três anos de prisão. O vereador não atendeu nem retornou as chamadas da reportagem para repercutir o assunto. Fafá Rosado ainda não se pronunciou.

Veja matéria original, no portalnoar, clicando AQUI.

Acompanhe bastidores da notícia e notas exclusivas em nosso TWITTER AQUI.

 

 

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quinta-feira - 07/06/2012 - 20:08h
Cartel dos Combustíveis

Presidente de Câmara dá explicação sobre Operação Vulcano

Francisco José Jr. aplaude investigação da Polícia Federal, mas acha que prisões foram desnecessárias

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), o “Silveira”, foi o entrevistado da noite de hoje do programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM), canal 10. Sua sabatina aos entrevistadores Julierme Torres e Carol Ribeiro versou sobre a “Operação Vulcano”.

– Não estou sendo acusado de nada. Eu sou investigado. (…) Pelo o que fui informado, acredito que não serei acusado – disse ele. “Estou muito tranquilo”, acrescentou.

"Silveira" disse estar tranquilo e à disposição da Justiça (Ricardo Lopes)

Ele respondeu a indagações sobre trabalho da Polícia Federal à semana passada, que gerou um elenco de oito prisões e 20 mandados de busca e apreensão (veja AQUI). Silveira não chegou a ser preso, por suposto envolvimento com “cartel dos combustíveis” em Mossoró, porque estava viajando para o exterior com mulher e filho. Mandado de prisão foi assinado nesse sentido.

A Operação Vulcano contou com apoio subsidiário do Ministério Público e do Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico do Ministério da Justiça (CADE). Segundo declarações posteriores da promotora da Defesa do Consumidor, Ana Ximenes, hoje “há prova” de existência de um cartel na comercialização de combustíveis automotivos em Mossoró.

O vereador assinalou que viu com” surpresa” o envolvimento do seu nome e da própria Câmara Municipal no caso. Disse que sua viagem tinha sido programada com bastante antecedência e um telefonema o comunicara do fato. A princípio, pela urgência, até imaginou que fosse problema grave de saúde com seu pai (veja postagem mais abaixo), o que o deixara muito sobressaltado.

Elogiou o papel do Ministério Público e da Polícia Federal, mas ponderou que apesar da importância da investigação sobre suposto cartel, “foi desnecessária” a prisão de empresários e do vereador Cláudionor dos Santos (PMDB). “Prenderam pessoas de bem, com endereço fixo, que pagam impostos”, disse.

Voto

Destacou que não é dono de posto de combustível, desconhece que algum vereador o seja, além de esclarecer que não votou qualquer projeto referente à instalação de novos postos. Teria conversado por telefone e pessoalmente com vereadores e empresários, como procedimento regular de gestão do processo legislativo. “Eu sou o presidente”, fixou.

“Falei com os líderes do governo (Claudionor) e da oposição (Genivan Vale-PR). Com empresários não tive qualquer reunião”, adiantou. Ressaltou que convidou representantes do empresariado para se reunir na própria câmara com os “todos os vereadores”. Nunca teria ocorrido qualquer acordo secreto para favorecer qualquer cartel.

Ele explicou sinteticamente a tramitação de projetos que tratavam de ordenamento à construção de novos postos de combustíveis na cidade (veja AQUI o que o Blog já explicou sobre o caso). Informou que a prefeitura é que enviou projeto criando dificuldade à livre concorrência. Entretanto, o vereador Genivan Vale apresentou outra proposição que enxergava dois aspectos: segurança e disputa maior de mercado.

Particularmente, Francisco José Júnior fez questão de bradar: “Eu acho caro, muito caro (o combustível). Acho que podia ser mais barato”. Contudo, evitou classificar o visível alinhamento de preços, nas alturas, como cartel, por falta de elementos técnico-legais.

Prometeu que a partir de agora, depois que chegou à cidade (retornou à tarde de hoje), vai conhecer detalhes do caso, se inteirar sobre a própria Operação Vulcano e se oferecer a toda e qualquer explicação.

Disse que sua gestão, com realização do primeiro concurso da história da Casa, recorde de matérias em apreciação, maior transparência e melhor avaliação da sociedade, não tem o que temer. Fez questão de resgatar que no rumoroso caso da “Operação Sal Grosso” (da legislatura anterior, veja AQUI), o seu nome foi investigado. Ministério Público e Justiça atestaram sua lisura de comportamento.

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terça-feira - 05/06/2012 - 22:50h
Cartel dos Combustíveis

Claudionor dos Santos afirma que sua prisão foi injustificável

Do Blog de Gutemberg Moura

De volta às suas atividades como vereador em Mossoró, após ser preso pela Polícia Federal para apresentar esclarecimentos sobre possível cartel de postos de combustíveis na cidade, Claudionor dos Santos (PMDB) se diz surpreso com tudo que aconteceu e questionou a sua prisão.

“Preso por quê?”, perguntou o vereador em pronunciamento no Plenário da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (5).

E seguiu no seu questionamento: “Será que fui preso por ter uma família sólida, morar na mesma residência há 47 anos. Será que fui preso por representar e defender o povo de Mossoró há 16 anos como vereador. Preso por quê?”.

Na versão do vereador, estão querendo destruir as famílias e, para isso, pessoas escondidas por trás de instituições precisaram montar um esquema com 130 polícias para prisões “injustas”, citando como declaração de um dos agentes na Operação Vulcano.

“Mandei que entrassem na minha casa, levassem meu computador, mas nada foi encontrado. Minha casa foi invadida e eu fui preso, mas até hoje não disseram quem explodiu o Banco do Brasil de Baraúna, e muitos outros em cidades do próprio Rio Grande do Norte”, destacou, ironizando o trabalho da Polícia Federal.

Claudionor avalia ser importante a existência e o trabalho do Ministério Público, da Polícia Federal e de qualquer outro segmento policial, reafirmando o respeito a todas as instituições. No entanto, ele lamenta que “pessoas de bem” estejam sendo investigadas e gerando traumas em seus familiares. Lembrou casos idênticos em Natal e no INSS, onde prisões foram feitas, nada comprovado e a família ficou com o trauma.

“Não vou me curvar, podem continuar investigando, como já fazem, sem nada provar”, concluiu Claudionor.

O vereador recebeu o apoio dos colegas Lahyre Rosado Neto (PSB), Jório Nogueira (PSD), Maria das Malhas (DEM), Cláudia Regina (DEM) e Flávio Tácito (DEM), que apartearam o seu pronunciamento expressando solidariedade para com o colega.

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segunda-feira - 04/06/2012 - 16:35h
Cartel dos Combustíveis

Justiça revoga mandado de prisão de vereador

O mandado de prisão contra o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), o “Silveira”, foi revogado. Seus advogados haviam entrado com pedido nesse sentido à semana passada.

Ele teve mandados de prisão e de busca e apreensão despachado pelo juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, dentro da chamada “Operação Vulcano”, que rastreava existência de suposto “cartel dos combustíveis” no muncípio.

Segundo o advogado Marcos Araújo, Silveira tinha viajado para o México com a esposa bem antes da quarta-feira (30). A decisão do magistrado atendeu a um conjunto de elementos apresentado pelo delegado da Polícia Federal, Eduardo Bonfim.

Foram expedidos 9 mandados de prisão, sendo cumpridos 8. Foram oito empresários e um vereador (veja AQUI).

Comunicado do caso, o vereador-presidente passou a providenciar sua defesa e retorno ao país. A princípio, comenta Marcos Araújo, o vereador tinha retorno marcado apenas para a sexta-feira (8). A partir do incidente, providenciou volta antecipada, o que só conseguiu para a quarta-feira (6).

Concorreu para a revogação do mandado, o fato de que o delegado Bonfim praticamente concluiu trabalho no levantamento de provas para fechar o inquérito policial.

A PF apresentou arrazoado à Justiça, considerando que existiriam elementos em conversas telefônicas, apontando para participação de Silveira no suposto cartel. O vereador, apontou a PF, estaria dando apoio à votação de projeto encaminhado pela prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, que concorreria para redução de concorrência no mercado de combustíveis (veja postagem esclarecedora do caso AQUI).

Marcos Araújo, em depomento ao Blog, redarguiu. Em sua ótica, o papel do vereador foi de acompanhamento da votação, em conversas normais com vereadores e até empresários. Não há qualquer tipo de vantagem pecuniária ou facilidade em evidência, o favorecendo.

 

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domingo - 03/06/2012 - 09:50h
Cidadania

Reportagem apontou indícios de “cartel dos combustíveis”

Blog do Carlos Santos mostrou há mais de um mês abusos do mercado mossoroense com dados técnicos

O Blog do Carlos Santos publicou no dia 24 de abril deste ano, às 10h39, a reportagem sob o título “Preço de combustível faz de Mossoró ‘capital da exploração'”. A manchetinha complementava a chamada ao texto: “Cidade chega a ter gasolina por R$ 2,84, enquanto na Paraíba litro é encontrado por até R$ 2,39”.

Veja abaixo a reportagem na íntegra, além de mais dois link para matérias que complementam essa reportagem especial. Ajudará você a entender o que é a “Operação Vulcano”, desencadeada pela Polícia Federal à semana passada, contra o denominado “cartel dos combustíveis” de Mossoró.

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Como explicar e justificar que mais de 60 postos de combustíveis fixados na zona urbana de Mossoró há anos pratiquem preço final, ao consumidor, com diferença de valores/litro que não passa de R$ 0,01 ou no máximo 0,03 centavos de um para outro? Estaria existindo ‘coincidência’ nessa horizontalidade de preços ou um disfarçado cartel?

João Pessoa: gasolina por R$ 2,39; Mossoró a R$ 2,84

O Blog do Carlos Santos percorreu entre sexta-feira (20) e segunda-feira (23), um trajeto rodoviário e urbano superior a mil quilômetros, entre três estados. Levantou informação elementar, consultou especialistas no assunto, estudou legislação pertinente e pesquisou dados técnicos em fontes como a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Ficou comprovado que quanto maior é o adensamento populacional e pulverização de empresas, maior a concorrência.

Entre o Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, as discrepâncias de valores são alarmantes. Mas nada se compara, em termos de preço – sem escolha -, ao que é imposto ao consumidor mossoroense.

Mossoró destaca-se negativamente por dois fatores que se entrelaçam, formando uma camisa-de-força espoliadora: tem o valor mais alto na bomba (chega a R$, 2,84/litro) e convive com a inexistência de concorrência.

Um posto com galonagem (venda total) de 1 milhão de litros/mês mantém seu preço igual, pouco inferior (ou superior) àquele que vende 200 mil litros/mês. Custos e margem de lucro são praticamente idênticos entre empresas tão distintas no faturamento? Parecem ter um único dono. Seria um monopólio ou oligopólio? Um cartel?

Em João Pessoa (PB), por exemplo, esse fenômeno mossoroense inexiste. Enquanto em Mossoró um princípio basilar da economia de mercado foi deletada, ou seja, a livre concorrência, na capital paraibana e área metropolitana causam espanto a diferença de preços do mesmo produto, entre postos com a mesma bandeira (marca da distribuidora) e em curta distância de um para outro. O consumidor agradece, pois a oscilação é sempre para baixo.

Às margens da BR-101, João Pessoa tem um posto BR-Petrobras vendendo gasolina comum a R$ 2,67. Mas a pouco mais de 200 metros, outro da mesma distribuidora, já negocia esse produto a R$ 2,55. Para espanto do consumidor, um pouco mais à frente, um de bandeira Shell mercadeja a gasolina com a mesma característica química por apenas R$ 2,39/litro.

ECONOMIA – Num comparativo com o ‘teto’ de Mossoró (R$ 2,84), é de 45 centavos por litro a poupança na bomba nesse posto na Paraíba. Num cálculo rápido, é fácil se chegar à economia de R$ 22,50 em 50 litros de gasolina comum. Se o proprietário de veículo botar 50 litros por  semana, em um ano (52 semanas) ele terá economizado R$ 1.170,00. Uma bela vantagem.

Em Conde (PB), postos com menos de 1km distanciados um do outro ofertam preços convidativos: R$ 2,49 e R$ 2,39. Em Bayeux (PB), postos com a mesma bandeira BR-Petrobras e muito próximos, têm o produto a R$ 2,39 ou R$ 2,56. Entre Mamanguape (PB) e Mataraca (PB), outra clara concorrência: R$ 2,69 e R$ 2,49, respectivamente.

No Rio Grande do Norte, municípios como Santa Maria, Riachuelo e Cachoeira do Sapo – às margens da BR-304 – têm gasolina comum a R$ 2,49. Porém, entre Fernando Pedrosa e Angicos, postos com uma mesma bandeira e assistidos por idêntica transportadora, oscilam seus preços de forma expressiva. Um a R$ 2,62 e o outro a R$ 2,79. Num percurso de pouquíssimos quilômetros, um sobrepreço de R$ 0,17 por litro.

Em Pernambuco, na região metropolitana conurbada de Recife, a guerra entre os postos é notória. Na capital, o Blog encontrou muitas variações de preços, mas sendo muito comum o valor de R$ 2,67. Em Abreu e Lima (R$ 2,73), Paulista (R$ 2,79), Olinda (R$ 2,76), Igarassu (R$ 2,74). Em Goiana, Zona da Mata, era possível comprar gasolina comum a R$ 2,69 na segunda-feira (23), às margens da duplicada BR-101.

Em Mossoró, o preço da gasolina comum varia normalmente entre R$ 2,80 e R$ 2,82. Em áreas mais afastadas do aglomerado urbano, pode ser obtido algo menos escorchante. Mas no site da ANP, conforme relatório de sua pesquisa regular em todo o país, com 555 postos, havia quem vendesse a gasolina comum a R$ 2,84, no último dia 18, no bairro Aeroporto.

Paradoxo

O consumidor de Mossoró, pelo levantamento feito pelo Blog, é vítima de um paradoxo: o município está no centro da maior área produtora de petróleo em terra no Brasil, mas tem que aguentar o preço mais caro pela gasolina. Triste coincidência ou crime contra economia popular? A “capital do petróleo”, epíteto que o ufanismo e a propaganda oficial gostam de bradar, é uma farsa. Casa de ferreiro, espeto de pau. Cabe outra classificação: “Capital da Exploração”.

Segundo estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os carteis geram um sobrepreço estimado entre 10 e 20% comparado ao praticado em um mercado competitivo. Podem causar um prejuízo de centenas de bilhões de reais aos consumidores no Brasil, todos os anos.

Em 28 municípios e 3 estados, a 'distância' de Mossoró

Legalmente, é difícil provar a existência de cartel no Brasil. Imagine em Mossoró, espécie de Faixa de Gaza, terra sem lei ou da lei do mais forte.

A legislação exige comprovação documental de reunião entre interessados, revelando manobra para acerto de preços e outras ações que inibam entrada de concorrentes e que fixam preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação.

Acompanhe este assunto também pelo nosso endereço no Twitter AQUI.

A lei é prodigiosa, feita para não funcionar. Suas exigências chegam próximo de definir que integrantes de algum cartel assinem termo de compromisso para bandidagem, passando ao formalismo em cartório, com assinaturas e carimbos, gravações em áudio e vídeo, além de publicização em jornais, Web, TV e rádio. Surreal.

A legislação só faltava mesmo regulamentar a confissão coletiva dos membros de um suposto cartel, como meio definitivo ao enquadramento cível e penal dos implicados.

É tão difícil de se materializar esse tipo de crime, como esperar que um torcedor do Flamengo adira ao Vasco.

Essa discussão está longe de ser um prélio teológico-filosófico, como em relação à existência ou não de Deus. Pode até não existir comprovação científica de que Deus exista, porém isso não significa que Ele não exista.  O mesmo se aplica aos carteis.

VEJA ABAIXO outras duas matérias dessa reportagem especial:

– Combustível tem mais ganância do que imposto AQUI;
– Suposto cartel é quase intocável em Mossoró AQUI.
Veja AQUI o link desse reportagem original, no dia 24 de abril deste ano.

 

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sexta-feira - 01/06/2012 - 19:04h
Cartel dos Combustíveis

Presidente da Câmara de Mossoró retorna até quarta-feira

O presidente da Câmara  Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSB), tenta antecipar seu retorno ao país. A princípio, marcado para a próxima sexta-feira (8), é provável que esteja no Brasil até quarta-feira (6).

Quem passa a informação é o advogado Marcos Araújo.

O advogado protocolou habeas corpus preventivo para “Silveira” (como o parlamentar é mais conhecido) junto ao Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Paralelamente, fez pedido à reconsideração do mandado de prisão perante o juiz que o assinou, Cláudio Mendes Júnior, da 3ª Vara Criminal de Mossoró.

– Silveira vai chegar ao Brasil (está no México com a esposa) e pretende se apresentar espontaneamente, pois não tem o que temer – comenta Marcos Araújo.

Ele argumenta que “não há necessidade da prisão, porque todas os implicados com o caso da ‘Operação Vulcano’ já foram ouvidos, a Polícia Federal tem a posse de documentos etc. que lhe interessam, graças a mandados de busca e apreensão e o vereador não tem nenhum interesse ou meios para atrapalhar qualquer procedimento investigativo”.

A Operação Vulcano foi desencadeada pela Polícia Federal na última quarta-feira (30), cumprindo 8 mandados de prisão (o vereador Claudionor dos Santos-PMDB e sete empresários do setor de combustíveis), além de 20 mandados de busca e apreensão. Investiga suposta formação de quadrilha e cartelização da comercialização de combustíveis em Mossoró.

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sexta-feira - 01/06/2012 - 09:10h
Cartel dos Combustíveis

Empresário José Mendes ganha liberdade

O empresário José Mendes, um dos dirigentes da rede de postos de combustíveis “30 de Setembro”, com empresas em Mossoró e na Grande Natal, conseguiu relaxamento de sua prisão.

O juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, atendeu a pedido formulado pelo advogado Jefferson Freire. O advogado apresentou uma série de argumentos em sua petição, mas ponderou sobretudo quanto à delicada saúde do empresário.

Ainda hoje, José Mendes deverá retornar a Mossoró. Ele foi levado mais seis outros empresários e o vereador Claudionor dos Santos (PMDB) para a Superintendência da Polícia Federal em Natal, na última quarta-feira (30).

José Mendes e os demais presos são investigados por suposta formação de quadrilha visando a prática de crime contra a economia popular no setor de combustíveis, ou seja, cartel.

Eles foram alcançados pela denominada “Operação Vulcano”, realizada pela Polícia Federal com apoio subsidiário do Ministério Público e acompanhamento ainda de representantes do Conselho Administrativo de Direito Econômico do Ministério da Justiça (CADE). O juiz Cláudio Mendes Júnior é quem assinou 20 mandados de busca e apreensão, além de 9 mandados de prisão.

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quinta-feira - 31/05/2012 - 17:26h
"Operação Vulcano"

Promotora diz que “já se pode afirmar que há cartel”

“Agora já se pode afirmar que há cartel na revenda de gasolina em Mossoró: há provas! Provas são o que não faltam na Operação Vulcano: estou estafada de ler os autos e satisfeita com o nível e profundidade da investigação”.

Ximenes: sim, "há um cartel"

Essas declarações acima são da promotora da Defesa do Consumidor de Mossoró, Ana Ximenes, que a infindáveis anos empreende uma cruzada contra preços abusivos e assemelhados no ‘concorrido’ setor de combustíveis automotivos do município.

Segunda ela, “desde ontem estudo o inquérito policial da Operação Vulcano (que eclodiu ontem, por ação da Polícia Federal, com apoio subsidiário do Ministério Público). Havia fundamento para prisões e buscas”.

Ela lembra, o que este Blog citou ontem em primeira mão: o Conselho Administrativo de Direito Econômico do Ministério da Justiça (CADE), participou de forma suplementar da força-tarefa. Existiam elementos indicando a formação de cartel em Mossoró, a partir de formação de grupo com esse fim – envolvendo empresários da área de combustíveis.

O QUE É UM CARTELÉ um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.

“Há tantas provas a confrontar com os depoimentos, inclusive oriundas das buscas, que o doutor Eduardo Bonfim (delegado federal responsável pela operação) precisará de todos os 5 dias da prisão temporária”, estima.

A promotora lembra que “buscas da Operação Vulcano foram submetidas à análise previa de especialistas do Cade, ao parecer do MP e ao crivo do juiz Cláudio Mendes (3ª Vara Criminal)”.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter com notas e comentários exclusivos clicando AQUI.

Em resposta à nota oficial da Câmara de Mossoró, que considerou a busca e apreensão nesse poder algo descabido, ela fustiga: “Será que todos estes órgãos e instituições têm ‘fetiches’ e são contrários ao Estado Democrático de Direito?”

Quando o Projeto de Lei da Prefeitura de Mossoró, nº 057/2011, tramitava na Câmara Municipal, criando facilidades para um cartel impedir a livre concorrência, Ana Ximenes reagiu. Chegou a ameaçar entrar com procedimento legal, arguindo inconstitucionalidade da matéria.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal já rastreava reuniões, diálogos telefônicos e outros movimentos de personagens da política e da vida empresarial mossoroense. Levantava elementos que indicariam a existência do cartel.

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quinta-feira - 31/05/2012 - 11:36h
Cartel dos Combustíveis

Polícia Federal tenta desmanchar suposta máfia

Projeto de prefeitura despertou afulinamento de investigações que resultou na "Operação Vulcano"

Existe uma confusão na cobertura e no entendimento da “Operação Vulcano” feita pela Polícia Federal, ontem, em Mossoró, com suporte do Ministério Público e sob amparo judicial.

De antemão, é preciso que seja dito: a Câmara Municipal de Mossoró não é alvo preferencial das investigações. É periférica, objeto de rastreamento arrabaldino.

De antemão, é preciso que seja dito: um elenco de empresários do setor de combustíveis da cidade é o núcleo de apuração por parte da Polícia Federal.

De antemão, é preciso que seja dito: está em evidência uma série de indícios que apontam para formação de quadrilha à prática de crime contra a economia popular. Seria um cartel. Os prejudicados: o consumidor, que paga combustível com preços altos e praticamente alinhados.

Na busca de garantias para execução da Operação Vulcano, a PF e o MP apresentaram ao juiz titular da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes, um elenco de elementos que tipificariam esses delitos. Gravações em áudio, filmagens, fotos, escutas telefônicas autorizadas, estudos-relatórios técnicos quanto a preços praticados etc. ensejaram o convencimento do magistrado.

Mesmo assim, Cláudio Mendes acatou “parcialmente” os pedidos feitos. Não obstante as restrições justificadas, ainda atendeu a nove mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Nessa teia supostamente criminosa, aparecem diversos nomes da política e do empresariado mossoroense. Os escaninhos do Palácio da Resistência (sede da prefeitura) e do Palácio Rodolfo Fernandes (sede da Câmara Municipal) também são percorridos pelas investigações que tiveram início ainda no começo do ano passado. O povo, a partir de um abaixo-assinado, cobrou providências contra preços abusivos e assemelhados nos combustíveis, sobretudo gasolina.

No primeiro trimestre deste ano os trabalhos da PF voltaram à carga em maior intensidade, com a utilização sobretudo de escutas telefônicas autorizadas. E o que provocou maior rastreamento quanto ao suposto cartel foi um projeto da própria prefeitura. A matéria alterava Código de Obras e Postura do Município, criando dificuldades à instalação de novos postos de combustíveis.

Dois em um

Em setembro do ano passado, a prefeitura apresentara Projeto de Lei do Executivo nº 057/2011, que alterava um artigo do Código de Obras e Posturas do Município, mexendo com critérios à instalação de postos de combustíveis. Em dezembro, outro projeto ‘praticamente igual’ pousou na Casa, mas com um detalhe capcioso: retirava a palavra “supermercado” – constante no anterior.

Mexia com o artigo 122 do código, porém com outro agravante: esse novo projeto tinha o mesmo número do anterior: 057/2011. Duplicidade que revelava desorganização e pressa em remendar o anterior.

O ex-presidente da Câmara Municipal, Claudionor dos Santos (PMDB), passou a cobrar – nos bastidores – agilidade na aprovação do novo texto. Até sugeriu uma acomodação esdrúxula de documentos, diante da constatação de que haveria praticamente duplicidade de matérias. O vereador governista chegou a propor a inclusão de uma parte do novo projeto no anterior, ou vice-versa, numa espécie de fusão “Frankstein”. Alegava que não haveria problema na gambiarra legislativa.

Como o atual governo já chegou a apresentar dois projetos de Orçamento Geral do Município (OGM), no mesmo ano, algo legalmente estapafúrdio, sem sofrer qualquer sanção, a arrumação parecia mesmo uma bobagem.

Só que a mudança influiria na construção de novos postos. A ideia é que fosse permitida a edificação desse tipo de empreendimento com pelo menos 250 metros de distância de suas bombas/tanques para a ‘testada’ de supermercados/shoppings etc.

Atakadão

Criaria dificuldades para a concorrência de grandes grupos até multinacionais, como é o caso do Carrefour, através de sua bandeira “Atakadão”. Se essa marca desejasse construir um posto em Mossoró, só poderia se o fizesse a partir do limite do seu terreno e não em relação à sua porta de entrada (estrutura coberta).

Nesse ínterim, conforme provam gravações autorizadas pela Justiça, a Polícia Federal acompanha lobby de empresários para aprovação do projeto. Reúnem-se com vereadores e com o chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró, o agitador cultural Gustavo Rosado (PV). Ligações telefônicas com parlamentares também revelariam o cerco.

Genivan incomodou cartelização

Temendo o pior, o governo municipal deixa a “batata quente” diretamente nas mãos de sua bancada e ardilosamente recua, evitando maior pressão para aprovar projeto. O vereador Genivan Vale (PR), pressionado por setores da imprensa que fazem o jogo do empresariado e pelo lobby, é visto como principal óbice à manobra.

Acompanhe este caso também pelo nosso Twitter clicando AQUI.

Apesar da campanha insidiosa contra sua imagem, ele apresenta o requerimento de número 113/2012, que impedia a votação do projeto viciado. Conseguiu derrubá-lo. Aceita a acomodação quanto a distância de 250 metros, mas em relação à porta do negócio e não às bombas/tanques.

O vereador viabiliza aprovação do Projeto de Lei Complementar número 0001/2012 que trata da regulamentação da diminuição da distância entre os postos de combustíveis. É um mal menor. Enseja menor estrangulamento do princípio da livre concorrência no mercado mossoroense.

O que vereadores, empresários e o Palácio da Resistência não sabiam, é que todo esse nervoso ambiente de interesses e pressões estava sendo acompanhado por Polícia Federal e Ministério Público. Para os empresários, um quadro pior: pelo entendimento da Justiça, claros indícios de cartelização e formação de quadrilha. Entre os vereadores, a constatação de que ficaram entre a pressão do empresariado e a lealdade ao consumidor.

Saiba mais sobre os bastidores desse intrincado caso em outras postagens ainda hoje.

 

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  • Repet
quarta-feira - 30/05/2012 - 18:03h
Cartel dos Combustíveis

Habeas corpus deve ser usado em favor de vereador

O vereador-presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), conhecido como “Silveira”, está em viagem com sua mulher à América do Norte, provavelmente no México. Deverá desembarcar em Brasília na sexta-feia (1º).

Quem passa a informação ao Blog é o seu pai, ex-deputado estadual Francisco José (PMN). “Ele sempre faz contato conosco à noite e o aguardo para hoje”, conta o ex-deputado.

Mas para lhe assegurar o direito de ir e vir, o advogado Marcos Araújo entra amanhã no Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) com um habeas corpus preventivo. Silveira teve pedido de prisão decretado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes, por suposta participação num cartel de combustíveis.

A “Operação Vulcano”, que eclodiu hoje, resultou na prisão de oito pessoas (sete empresários e o vereador/ex-presidente da Câmara Municipal Claudionor dos Santos-PMDB), além do cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão. Ministério Público e Polícia Federal atuaram nesse trabalho.

Marcos Araújo pondera, que atende a um pedido pessoal do ex-deputado Francisco José para fazer a defesa do vereador nessa situação específica.

O advogado não quis fazer maior comentário sobre a matéria.

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quarta-feira - 30/05/2012 - 14:02h
Cartel dos Combustíveis

‘Operação Vulcano’ gera 8 prisões e 20 mandados de busca

Empresários e dois vereadores são investigados por uma suposta formação de quadrilha em Mossoró

A partir de decisão interlocutória do juiz titular da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes, Ministério Público e Polícia Federal desencadearam hoje a “Operação Vulcano” em Mossoró. Começou por volta das 5h.

Ministério Público e Polícia Federal combatem indícios de formação de quadrilha e crime contra a ordem econômica, no segmento de venda de combustíveis automotivos. Passaram a cumprir 9 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Os implicados estariam envolvidos na prática de cartel e outros delitos.

Em entrevista coletiva ao final da manhã de hoje na sede da Polícia Federal, em Mossoró, representantes dessa autarquia e promotores evitaram detalhar a operação ou mesmo revelar os nomes dos presos – em prisão temporária de cinco dias. Eles são “investigados” e serão submetidos a interrogatório.

Desde a denominada “Operação Satiaghara” que a PF passou a adotar restrições à informação à imprensa e opinião pública.

O delegado da Polícia Federal, Eduardo Bonfim; o superintendente interino da mesma autarquia no estado, Marinaldo Rocha, além dos promotores de Justiça José Augusto Peres e Flávio Corte, participaram de entrevista coletiva. Ficou claro, que as investigações passam a ter outra dimensão com o que foi realizado hoje.

Eduardo Bonfim, Marinaldo Moura, Augusto Peres e Flávio Corte: promotores em entrevista (Foto: cedida)

Outros políticos e empresários podem ser alcançados mais adiante.

O trabalho da Polícia Federal e Ministério Público contra o suposto cartel não é novo. Mas ganhou musculatura maior a partir de abaixo-assinado com 104 endossantes, apresentado o ano passado por um grupo de cidadãos. A PF, com laudos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outras informações técnicas, passou a apurar o caso.

Ocorreram escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, fotografias e filmagens foram feitas no acompanhamento de reuniões fechadas entre empresários e políticos da Câmara Municipal e Prefeitura Muncipal.

Sete empresários e um vereador estão presos na carceragem da Polícia Federal. Cerca de 90 policiais trabalharam nessa operação. Cumpriram mandados na Câmara Municipal de Mossoró, alguns postos de combustíveis e residências de empresários e políticos, na coleta de documentos e prisões.

Presos na Operação Vulcano:

Otávio Augusto Ferreira da Silva (empresário);
Claudionor Antônio dos Santos (vereador);
Pedro Edilson Leite Júnior (empresário e ex-vereador);
Robson Paulo Cavalcante (empresário);
Pedro de Oliveira Monteiro Filho (empresário);
Sérgio Leite de Souza (empresário);
Carlos Otávio Bessa e Melo (empresário);
José Mendes da Silva (empresário).

Foram emitidos mandados de prisão e busca e apreensão contra o vereador-presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD). Seu gabinete na sede desse poder e residência tiveram documentos apreendidos, mas informação extra-oficial é de que ele e sua mulher estão em viagem ao México.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter AQUI e veja notas e comentários exclusivos  sobre este assunto.

A PF levantou documentos e outras informações no tocante à reunião envolvendo empresários do setor de combustíveis, na sede do Palácio da Resistência – dia 24 de abril deste ano. Alguns nomes apareceram em escutas telefônicas e nesse meio investigado, mas a princípio não teriam participação em formação de quadrilha ou cartel. Pelo menos o juiz Cláudio Mendes não viu elementos ao seu convencimento.

O afunilamento dessa tarefa ocorreu sobretudo devido celeuma na Câmara Municipal, em torno de projeto da prefeitura, que criava maiores restrições para instalação de postos de combustíveis na cidade. O vereador Genivan Vale (PR) apresentou substitutivo que desagradou o empresariado. A articulação da bancada governista derrubou proposição do parlamentar.

O Blog possui cópia da decisão judicial da Operação Vulcano, na íntegra. Depois voltaremos com mais informações.

Veja AQUI reportagem especial deste Blog sobre suposto cartel dos combustíveis.

Nota do Blog – Assistentes técnicos da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça foram autorizados pela Justiça ao acompanhamento de todas as diligências da Polícia Federal e Ministério Público.

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quarta-feira - 30/05/2012 - 10:58h
Cartel dos Combustíveis

“Operação Vulcano” alcança dois vereadores em Mossoró

A “Operação Vulcano”, desencadeada por volta das 5 horas de hoje, com acompanhamento de promotores de Justiça e atuação direta da Polícia Federal, em Mossoró, alcança pelo menos dois vereadores.

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), e o ex-presidente Claudionor dos Santos (PMDB), foram procurados.

Claudionor está detido. Francisco José Júnior não está na cidade. Faz uma viagem internacional com a esposa – conforme uma fonte repassou ao Blog.

Ministério Público e PF atuam para quebrar suposto crime de cartel na venda de combustíveis automotivos em Mossoró.

Não está esclarecido, ainda, que acusações pesam contra os parlamentares.

Acompanhe este caso também pelo Twitter, clicando AQUI.

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quarta-feira - 30/05/2012 - 10:41h
Cartel dos Combustíveis

Polícia Federal dá informações sobre ‘Operação Vulcano’

Da Agência de Notícias da Polícia Federal

Mossoró/RN – A Polícia Federal com o apoio do Ministério Público no RN, do Conselho Administrativo de Direito Econômico – CADE, deflagrou na manhã desta terça-feira, 30/5, em Mossoró, a Operação Vulcano, com o objetivo de cumprir 20 mandados de busca e apreensão e oito de prisão, em postos de combustíveis e na Câmara Municipal da cidade.

A investigação que combateu o cartel de venda de combustíveis teve inicio em novembro de 2011. Participaram da operação aproximadamente 90 policiais e sete promotores de justiça.

A denominação “Vulcano” é uma referência ao Deus do Fogo (mitologia romana).

A coletiva de imprensa está marcada para às 10h30min., na Delegacia da PF (Rua Jornalista Jorge Freire, 100, Nova Betânia).

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quarta-feira - 30/05/2012 - 08:20h
Cartel dos combustíveis

Entrevista detalhará “Operação Vulcano” em Mossoró

A Delegacia da Polícia Federal, em Mossoró, receberá a imprensa às 11h de hoje para dar entrevista coletiva sobre a “Operação Vulcano”, desencadeada às 5h de hoje.

A PF cumpre 8 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, em trabalho que levanta elementos quanto a um possível “cartel de combustíveis” em Mossoró.

Entre as prisões decretadas, há informação – não-confirmada – de pelo menos dois vereadores, um ex-vereador e cinco empresários do setor.

Vários promotores de justiça acompanham diretamente a Operação Vulcano.

“O suposto cartel teria fixado preços dos combustíveis e pressionado para aprovação de Leis que barram a entrada de novos concorrentes”, assinala o Ministério Público, através do seu Twitter oficial. “Os Projetos de Lei impedem principalmente a concorrência de postos em Supermercados e Shoppings Centers de Mossoró”, acrescenta.

Acompanhe mais informações e notas exclusivas sobre este assunto em nosso Twitter, clicando AQUI.

Nota do Blog – “Vulcano” era o deus do fogo na mitologia romana, descrito como muito feio e coxo.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 30/05/2012 - 06:32h
Agora

Polícia Federal faz operação em Mossoró

A Polícia Federal executa operação desde o início da manhã de hoje em Mossoró. A informação preliminar que o Blog obteve – a ser confirmada ou não – associa esse trabalho a suposto “cartel dos combustíveis”.

O prédio-sede da Câmara Municipal surge como um dos alvos de veículos e homens da Polícia Federal.

Depois trago mais detalhes.

Aguarde.

Acompanhe  informações mais ágeis, sobre esse assunto, através de nosso endereço no Twitter AQUI.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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quinta-feira - 19/04/2012 - 10:21h
Pobre consumidor!

Gasolina é vendida a R$ 2,37; em Mossoró chega a R$ 2,83

“Enquanto que em João Pessoa-PB, a gasolina custa R$ 2,37, em Mossoró-RN custa R$ 2,82.”

Desabafo é do advogado Ramirez Fernandes, através do seu endereço na rede de microblogs Twitter, revoltado com o cartel dos combustíveis de Mossoró.

Nota do Blog – Meu caro, hoje coloquei gasosa em minha viatura ao valor de R$ 2,83 em Mossoró. A variação entre os mais de 50 postos é assim mesmo, de no máximo R$ 0,01.

Em Natal, recentemente, coloquei o mesmo produto por R$ 2,49.

Volta a repetir: não há força humana, legal, paranormal ou intergaláctica que acabe com o cartel de combustíveis de Mossoró.

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Categoria(s): Economia
quinta-feira - 19/04/2012 - 09:13h
Fenômeno mossoroense

Até bancos baixam juros, mas cartel do combustível…

O inimaginável aconteceu no Brasil esta semana: baixaram juros dos bancos, numa queda que tirou o país do título de campeão em juros reais no mundo. Isso representa cerca de 25% de redução em números brutos.

Mas não há força humana, legal, paranormal ou intergaláctica que baixe os preços do cartel do combustível em Mossoró.

Todo sofrimento, é pouco, para o consumidor mossoroense que abastece seu veículo, em Mossoró. A maioria se queixa na surdina e não reage.

Nunca vi um povo mais frouxo, morto dentro das calças, afeito ao servilismo voluntário, como o mossoroense.

Majoritariamente, a população é assim: quer que imprensa e Ministério Público resolvam todos os seus problemas e não se mobiliza em defesa dos próprios interesses. Mais simples é descer a pua na classe política, responsável por tudo de ruim que lhe acontece, exercitando sua covardia e mantendo em alta o “Complexo de Transferência de Culpa”.

Tenho pena.

Napoleão Bonaparte dizia que “só duas coisas movem o homem: o medo e o interesse”. Em Mossoró, fenômeno, nem uma coisa nem outra.

Triste.

Pobre Mossoró!

Nota do Blog – Hoje é dia de Santo Expedito, santo das causas impossíveis. Ainda há uma gotinha de esperança no ar.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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