quarta-feira - 02/10/2024 - 05:50h
Direito trabalhista e eleição

Professora e candidata à vereança tem duplo desafio em campanha

Ciléa é candidata pelo sistema oposicionista Foto: reprodução de peça de campanha)

Ciléa é candidata pelo sistema oposicionista (Foto: reprodução de peça de campanha)

Candidata à vereança no campo da oposição em Alto do Rodrigues (Vale do Açu), a professora Ciléa Caetano (PP) vive duas disputas paralelas em seu município: além da corrida eleitoral, ela enfrenta um duelo com a gestão municipal para ter seus direitos trabalhistas atualizados.

Mesmo com candidatura devidamente deferida pela Justiça Eleitoral, Ciléa Caetano não tem recebido o pagamento das remunerações inerentes às suas funções docentes – informa a candidata. Apesar de ter feito solicitação administrativamente, não obteve êxito. O caminho seguido agora é o da esfera judicial.

A demanda é diligenciada para pleitear multa, correção e danos morais e materiais.

“Ser candidata, ser da oposição, são direitos legítimos meus e atendo às exigências da legislação eleitoral para poder concorrer, com meus direitos como servidora preservados,” declara.

A professora Ciléa Caetano é ligada à candidatura à prefeitura da médica Raquel Lemos (PP).

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 27/03/2023 - 08:02h
Dívida trabalhista

Ex-empregados da Porcellanati fazem protesto à porta da Justiça

Comissão de ex-trabalhadores da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda., que passou a se denominar TB Nordeste Indústria e Comercio de Revestimentos S/A (TBNE), faz protesto agora pela manhã em frente Fórum Trabalhista de Mossoró. Eles pedem socorro para recebimento de direitos trabalhistas dessa empresa situada em Mossoró, mas originária de Tubarão-SC.

Ex-empregados mostram que processo de recuperação judicial foi "rasgado" (Foto: cedida)

Ex-empregados mostram que processo de recuperação judicial foi “rasgado” (Foto: cedida)

Existem dívidas com cerca de 250 pessoas desde fechamento pela primeira vez da Porcellanati (Grupo Itagrês), em 2014. Nova tentativa de funcionamento mais recente, frustrada, já deixa também cerca de 110 ex-empregados na mesma situação.

Há um processo de recuperação judicial que ‘anda’ na comarca de Tubarão. Contudo, paralelamente, o grupo conseguiu liminar ainda em 2021 no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), sustendo reversão do imóvel que ocupa na BR-304, Centro Industrial de Mossoró. O bem é público, mas obtiveram esse benefício legal, para aplicação de outro calote em série. Feliz e matreiro é o Governo Fátima Bezerra (PT): apesar de anunciar “apoio” (veja AQUI), não forneceu gás natural à empreitada, justamente em função da dívida milionária da Porcellanati com a Potigás, empresa de economia mista controlada pelo Estado do RN.

Gruo de Santa Catarina engana centenas de pessoas há anos e parece que vai continuar (Foto: cedida)

Gruo de Santa Catarina engana centenas de pessoas há anos e parece que vai continuar (Foto: cedida)

Leia também: Porcellanati retira mais equipamentos de fábrica e engana ex-funcionários;

Leia tambémDecisão judicial mantém Porcellanati fazendo e acontecendo.

A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 milhões da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018 (veja AQUI). Na campanha eleitoral do mesmo ano (veja AQUI), não faltou até mesmo promessa de criação de cerca de 500 empregos. Puro engodo empresarial e político-eleitoral.

A gestão municipal atual decretou (veja AQUI) devolução do imóvel, após processo administrativo, mas judicialmente (veja AQUI) o grupo conseguiu frear decisão, com garantia de retomada de funcionamento. Abriu, parou, abriu, parou de vez e ainda arrendou estrutura para grupo pernambucano (veja AQUI).

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quinta-feira - 16/02/2017 - 10:59h
Direitos trabalhistas

Justiça do Trabalho tentará resolver impasse com Porcellanati

A Justiça do Trabalho vai realizar uma audiência de conciliação no dia 10 de março, com ex-empregados da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. e representantes da empresa.

Essa foi a posição adiantada por juízes do Trabalho da Comarca de Mossoró em reunião com grupo de ex-empregados que aguarda recebimento de seus direitos trabalhistas desde 2014.

A reunião aconteceu à tarde dessa quarta-feira (15).

Foi provocada por movimento de protesto (veja AQUI e AQUI) que quer agilidade da Justiça do Trabalho para desfazer esse impasse.

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quarta-feira - 08/02/2017 - 15:10h
Mossoró

Ex-empregados da Porcellanati protestarão diante da Justiça

No próximo dia 15 (quarta-feira da próxima semana), um grupo de ex-funcionários da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Mossoró) fará nova mobilização pública. Dessa feita, logo a partir das 8 horas.

Pretendem realizar protesto em frente à Justiça do Trabalho, na Alameda das Carnaubeiras, 833 – bairro Costa e Silva.

Ex-empregados da Porcellanati fizeram protesto público interditando BR-304 no dia 28 (Foto: cedidas)

A movimentação é uma forma de sensibilizar a Justiça Trabalhista à necessidade de mais de 200 trabalhadores que perderam o emprego e não receberam ainda seus direitos.

No último dia 28 de janeiro, eles já tinham se reunido em frente à unidade fabril da empresa e bloquearam um trecho da BR 304 – Saída de Mossoró para Tibau-RN e Fortaleza-CE.

Investimento milionário

O objetivo era chamar a atenção das autoridades competentes, sobre a dilapidação do que restou do patrimônio da empresa, que ainda pode garantir os seus direitos trabalhistas.

A Porcellanati começou a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes.

A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

Em abril de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Saiba mais sobre a Porcellanati em Mossoró clicando AQUI.

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quarta-feira - 18/01/2017 - 23:10h
Mossoró

Câmara negocia direitos com ex-comissionados exonerados

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), comprometeu-se hoje com comitiva de ex-cargos comissionados da

Izabel: entendimento (Foto: Walmir Alves)

Casa, que viabilizará pagamento de seus direitos trabalhistas, sem que haja necessidade de demandarem judicialmente.

Reunião da presidente e ex-comissionados foi antecipada pelo Blog (veja AQUI) no dia passado.

“Nós chegamos a um entendimento, porque os próprios ex-comissionados se organizam para que logo que tenhamos disponibilidade financeira, a gente priorize quem está desempregado, ligados àqueles vereadores que não se reelegeram”, comenta Izabel em conversa com esta página.

Exoneração em massa

Ela confirmou, que “algumas pessoas mais próximas ao então presidente Jório Nogueira (PSD) receberam esses direitos, até com enorme agilidade.” Izabel é clara: “Nós não queremos favorecer ninguém em especial, mas sermos justas e atendermos ao que é legal”.

A exoneração em massa de assessores de vereadores e até do próprio Gabinete da Presidência, atingiu mais de 140 pessoas (veja AQUI) no final do mandato de Jório.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sexta-feira - 18/09/2015 - 08:30h
Guerra que segue

TJ toma nova decisão que revolta servidores judiciais

Parece infindável a ‘guerra’ declarada entre o sindicato dos servidores do judiciário do RN e o presidente do Tribunal de Justiça do RN (JRN), desembargador Cláudio Santos. A cada movimento de um, repúdio e contraponto do outro.

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte (SISJERN) emite nota lamentando e repudiando o que considera uma nova investida “extravagante” do TJRN, na tentativa de “usurpação de direitos trabalhistas”.

Veja abaixo:

A Diretoria do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte (SISJERN) lamenta e repudia com veemência a mais nova investida do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, que em extravagante sessão realizada ontem (16), comandada pelo presidente Cláudio Santos, ousou avançar ainda mais na usurpação dos direitos dos trabalhadores da justiça.

16 de setembro de 2015 ficará marcado de forma negativa na história do TJRN. Nesse dia, em duas sessões distintas, o pleno do Tribunal reconheceu o mandado de segurança da progressão funcional impetrado pelo SISJERN, e numa sessão relâmpago e sorrateira, momentos depois, aprovou o encaminhamento de Projeto de Lei à Assembleia Legislativa pedindo a suspensão das implantações de progressão aprovadas minutos antes. Nunca tinha ocorrido sequer algo parecido na história da corte, levando o mundo jurídico potiguar da estupefação à preocupação. A decisão, reconhecem todos, mina a confiança no TJRN.

É importante reforçar que a progressão funcional é absolutamente legal, CONSTITUCIONAL, consta do Plano de Cargos e Carreiras dos servidores desde 2002 e foi respeitada por todos os presidentes anteriores da corte. A forma capciosa como o presidente do TJRN quer extingui-la não apenas macula a autoridade e imagem da corte, mas cria um clima de insegurança jurídica que atinge toda a sociedade. Não custa lembrar a famosa frase de Montesquieu: “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos”.

O SISJERN considera a ação do TJRN um atentado à democracia e própria de ditaduras, onde as leis são meros adornos e mudam conforme o humor do tirano de plantão. Passar por cima da coisa julgada lembra muito tribunais de exceção, ditaduras, mas felizmente esse tempo já passou, embora alguns saudosistas doentes queiram sua volta.

Esperamos e confiamos que a Assembléia Legislativa não aprove mais essa agressão e corrija a decisão perversa tomada pelo pleno contra seus próprios servidores, que hoje já se encontram revoltados, desmotivados e abalados em suas autos-estima com a campanha persecutória sem tréguas movida pelo presidente do TJRN.

Não é tirando de quem tem menos para dar a quem tem mais que o TJRN será respeitado. Porque essa vem sendo a política do presidente do TJRN Cláudio Santos desde que assumiu. Está claro que as medidas contra os trabalhadores da justiça têm como objetivo fazer caixa para pagar os privilégios dos juízes e desembargadores, que somente este ano já tiveram reajustes da ordem de 22% e ganharão mais 16% a partir de janeiro, chegando a quase 40% de aumentos salariais em apenas dois anos.

Em ofício (055-GP) enviado há poucos dias ao TJRN, a AMARN “solicita a previsão orçamentária do referido reajuste (16%) para ser aplicado à magistratura potiguar em igual percentual” em janeiro de 2016. Isso sem falar na imoralidade do Auxílio-Moradia, sob liminar no STF, mas que já sangrou os cofres públicos no período de dez meses em R$ 11,8 milhões, beneficiando 200 juízes. Mas, enquanto não paga direitos legais dos trabalhadores, paga o Auxílio-Moradia administrativamente.

Consideramos oportuno ainda relembrar os ganhos com a verba prescrita PAE (Parcela Autônoma de Equivalência), que catapultou os ganhos de cada juiz em 2014 para mais de 900 mil reais, ou seja, cada um dos 200 juízes do RN ficou milionário em apenas um ano às custas do erário público. Infelizmente, nem isso aplacou a sanha por dinheiro e a usura sem limites deles.

O Sindicato da Justiça (SISJERN) reafirma sua determinação de lutar em todos os fóruns sociais e políticos e tribunais superiores contra a retirada dos direitos, precarização do trabalho e arrocho salarial promovidos pelo presidente do TJRN. Ao mesmo tempo alerta a sociedade para o altíssimo custo que será pago por todos com o desmonte do judiciário, transformado em obsessão e cruzada pelo desembargador Claudius Santos.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
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