Preparem os rojões, velinhas, bolo, apitos, banda de música e tudo que tiver direito. Hoje é dia de festa, uma festa inusitada. Faz um ano de inauguração da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte, em Mossoró.
A obra é um “monumento ao cinismo” de alguns políticos, com a colaboração de parte considerável da imprensa e omissão de instituições fiscalizadoras.
Há exatamente um ano, a então prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB), resolveu inaugurar essa obra de quase R$ 5 milhões, mesmo advertida de que não poderia funcionar absolutamente nada.
Mas fez beiço, ficou amuada e terminou tendo sua vontade atendida.
Inaugurou a UPA com festança ruidosa, sem que nada entrasse em funcionamento.
A sucessora Cláudia Regina (DEM), prefeita cassada e afastada, durante cerca de dez meses de gestão andou se mexendo em Brasília. Divulgou que tudo seria resolvido. Densa propaganda e noticiário da mídia amestrada propagou a informação.
Potoca. Tudo continua como dantes.
A UPA continua fechada, se deteriorando, sem qualquer utilização em favor de uma comunidade muito numerosa e carente.
Mansão
A esperança que se renova, é que sua inauguração de verdade, com pleno funcionamento, aconteça em fevereiro de 2014.
A promessa é feita pelo prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD).
Reitera que com redução de gastos com propaganda, aluguel de veículos e outros cortes, terá condições de entregar a UPA funcionando.
Paralelamente a esse crime hediondo, contra Mossoró, a ex-prefeita Fafá termina uma obra faraônica em sua casa de praia em Tibau. Na verdade, uma mansão cinematográfica à beira-mar.
O investimento – segundo fontes de uma construtora, passaria de R$ 700 mil reais.
O empreendimento tem sido tocado há tempos, para estar pronto ao pleno aproveitamento da família.
Enquanto isso… a plebe rude fica sem UPA e ainda é incentivada a aplaudir seus algozes.
O slogan da gestão Fafá Rosado tem realmente tudo a ver: “Mossoró Da Gente (deles)”.
Pobre Mossoró.
Nota do Blog – Um ano com esse equipamento fechado é um prejuízo social sem tamanho. Uma vergonha que infelizmente não gera qualquer punição aos responsáveis, digo, “irresponsáveis”.





































