Que papel tem e terá a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) na sucessão mossoroense deste ano? De antemão, é bom fazermos uma ponderação, antes que você dê sua resposta: não subestime a “Rosa”.
Mesmo despetalada, em baixa, com recorde de reprovação como gestora, ela ainda mantém um considerável capital de votos e influência em sua terra-berço. E é certo que irá para as ruas. Não pode perder, em hipótese alguma, as eleições municipais em Mossoró.
Segundo a pesquisa Blog do Carlos Santos/Instituto Consult, em levantament realizado entre os dias 3 e 4 deste mês, ouvindo 600 pessoas, sob o registro 00029/2012 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) é “aprovado” por 46,50% dos mossoroenses; 41% o “reprovam” e 12,50% são aqueles entrevistados “sem opinião formada”.
Mossoró deve ser um dos escassos municípios do Rio Grande do Norte em que a governadora tem aprovação administrativa. Mesmo assim, abaixo do que alcançou em termos de percentual de votos válidos nas eleições ao Senado (2006) e ao Governo do Estado (2010) – conforme mostramos em boxe abaixo:
Eleições ao Senado – 2006 – Mossoró:
– Rosalba Ciarlini (PFL) – 90.660 votos (83.33%)
– Fernando Bezerra (PTB) – 14.049 votos (12,91%)Eleições ao Governo – 2010 – Mossoró:
– Rosalba Ciarlini (DEM) – 98.964 votos (84,86%)
– Iberê Ferreira (PSB) – 16.043 votos (13,76%)
A governadora é, certamente, o maior cabo eleitoral de sua candidata a prefeito, a vereadora Cláudia Regina (DEM). Mesmo Cláudia não sendo o nome de sua preferência, pois defendia e trabalhou para viabilizar a vice-prefeita e irmã Ruth Ciarlini (DEM), Rosalba não pode vacilar. É Cláudia para ganhar ou ganhar.
Óbvio, que se o governo estadual tivesse com a aceitação da presidente Dilma Rousseff (PT), 73,83%, o cenário estaria à disposição da vontade da governadora. Mas não é o que ocorre. Sua candidata apareceu com 28% de intenções de voto (Estimulada) e viu a adversária Larissa Rosado (PSB) empalmar 46%, ou seja, 18% de vantagem para a contendora oposicionista.
A dificuldade de Cláudia é maior, porque a própria Rosalba vive um inferno astral administrativo que contaminou seu “capital” de votos e conceito até em Mossoró. Nem áreas conhecidas antes como o “Canteiro da Rosa”, pela fidelidade à governadora, lhe dão folga.
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O exemplo que corrobora com essa observação ocorre na área dos bairros Santo Antônio, Barrocas, Bom Jardim, Paredões e São José. Rosalba tem 45,90% de aprovação. Entretanto, o contingente que reprova sua gestão chega a 44,40%. Um empate técnico.
O agravante é que na mesma região a candidata Larissa Rosado detém 52,60% contra 31,10% de intenções de votos para Cláudia Regina, na pergunta Estimulada. Algo inimaginável até bem poucos meses. Uma maioria em favor da adversária oposicionista de 21,50%.
Ao final do primeiro trimestre do ano passado, com pouco mais de três meses de governo, a Governadoria tinha pesquisa em mãos apontando que Rosalba alcançava 82% de “aprovação” ao seu governo em Mossoró. A queda livre devastadora oferece uma desnutrição de 36% em pouco mais de um ano, diz a pesquisa Consult. Não é por acaso, então, que isso reflita na candidata governista.
Santo Antônio, Barrocas, Bom Jardim, Paredões e São José:
– Aprovação de Rosalba: 45,90%
– Reprovação: 44,40%
– Larissa Rosado: 52,60%
– Cláudia Regina 31,10%
* Área é conhecida como “Canteiro da Rosa”, com maior contingente eleitoral de Mossoró e que sempre foi determinante em vitórias eleitorais de Rosalba e seu grupo em eleições no município.
O que deve ser ainda mais preocupante, para o rosalbismo, é o fato de Rosalba não enfrentar uma oposição formal e causticante em sua terra natal. Seu desgaste é gerado por um movimento próprio, endógeno. Patinha nos próprios erros, produzindo círculos concêntricos de erosão. É como alguém que cai num banco de areia movediça e quanto mais se movimenta, maior é o soterramento.
O grupo que poderia fazer oposição mais contundente ao Governo Rosalba, da própria Larissa, não o faz. Prefere ‘atirar’ no governo municipal da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, aliada da Rosa. Há tempos separa meticulosamente uma da outra. Antes era por esperança em ter seu apoio; hoje, por estratégia de campanha.
Sobre Fafá, seu desempenho administrativo melhorou em relação ao início do ano passado. A gestão é “reprovada” por apenas 45,83% e a aprovação bateu o patamar de 32,67%. No “Canteiro da Rosa”, a região que tem o bairro Santo Antônio como maior núcleo eleitoral, 54,80% dos entrevistados reprovam sua gestão e 32,60% a aplaudem. Ou seja, puxa Cláudia para baixo. A propaganda institucional sobre um mundo mágico não bate com o pensamento popular.
Mesmo com tantos senões diante de Rosalba e de sua candidata, não convém desdenhar de quem já deu mostras de ter enorme capacidade de luta. A campanha está apenas começando.








































