quarta-feira - 08/08/2012 - 18:13h
Do outro lado

Ex-secretário do Governo Rosalba advoga contra Estado

O ex-chefe do Gabinete Civil do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), advogado e ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes, parece que definitivamente virou a casaca. Explico mais abaixo.

Ele, após longos anos de boa convivência e até intervenções que salvaram a carreira política de Rosalba, emergiu advogando para interesses que contrariam a governadora e seu marido, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM).

Pelo visto, a amizade com o casal, esgarçada com episódio traumático de sua saída do governo no ano passado (veja AQUI), é coisa realmente do passado.

À semana passada, Paulo advogou contra o Estado em questão conflituosa no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Levou a melhor, com louvor. Deslanchou sobremodo na sustentação oral, tendo amparo à unanimidade para seu arrazoado.

Nota do Blog – Paulo de Tarso é uma peça de raro valor intelectual e forte network (rede, como dizem os norte-americanos).

O Governo do Estado, tão pobre em nomes, ainda não encontrou quem pudesse substitui-lo à altura.

 

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domingo - 13/05/2012 - 06:56h
Com Carlos e Rosalba

Paulo de Tarso recusa indicação para Tribunal de Contas

O ex-deputado estadual e ex-chefe de Gabinete Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes, não aceitou sua indicação para compor o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A tentativa de sedução ocorreu há poucos dias no Rio de Janeiro.

Ele, após longos meses de abalo nas relações com o casal ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM), aceitou convite de ambos para um jantar no Copacabana Palace, endereço da fina burguesa carioca. Marcou sua reaproximação com Carlos. Antes já estivera com Rosalba em sua terra natal, Santana do Matos.

À mesa, um agradecimento do casal a Paulo, por ter aceito redigir discurso de Rosalba à saudação ao arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha. A governadora ligara para ele com a preocupação de impressionar o clérigo. Encomendou-lhe o discurso. Paulo aquiesceu, sem rodeios.

Quem noticiou o regabofe amistoso em primeira mão foi o jornalista Vicente Serejo, em sua coluna Cena Urbana, n´O Jornal de Hoje, na sexta-feira (11).

Sobre a indicação para o TCE, Paulo esquivou-se com a elegância que lhe foi ausente em outubro do ano passado. Àquela época, ele saiu do governo atirando para todos os lados, o que causou fratura numa convivência de longos anos com Carlos e Rosalba (veja AQUI).

Nota do Blog – A vacância no TCE vem desde outubro do ano passado, com a aposentadoria do conselheiro Alcimar Torquato. A propósito, Torquato foi nomeado recentemente para o comando da Junta Comercial do RN (JUCERN), no lugar do mossoroense Pedro Alcântara Lopes, que pediu demissão.

 

 

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sexta-feira - 04/05/2012 - 08:11h
Não para

“Dança das cadeiras” no Estado sintetiza péssima imagem

Segundo levantamento do Blog do BG (Bruno Giovanni), pelo menos 15 auxiliares da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) deixaram o governo em pouco mais de 15 meses de gestão. Para nos ajudar, ele até lista os expurgos. Mas os números vão bem mais além, devido nomeações de interinos e mais algumas demissões.

Ele enumera a escalação dos 15 assim: Paulo de Tarso Fernandes, Manoel Pereira, Tatiana Mendes Cunha, Walter Gassi, Marcelo Toscano, Thiago Cortez, Jáder Torres, Ana Tania Sampaio, Saulo Carvalho, Fábio Holanda, Pedro Alcantara, Ramzi Elali, Francisco Barbosa, Carlos Lira, Kerginaldo Jacob e Eduardo Bulhões.

“Claro, não se pode esquecer a ‘demissão’ do vice-governador Robinson Faria (PSD)”, lembra Giovanni.

Vale lembrar que as secretarias de Interior e Justiça, Turismo, Emproturn, Saúde e o Idiarn estão com nomes interinos. O Detran, também. Além disso, desde setembro do ano passado que o Governo do Estado tem que indicar nome para ocupar vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), devido a aposentadoria compulsória do conselheiro Alcimar Torquato, e não o faz.

O bota-fora no Detran, com demissão do agrônomo Érico Ferreira, bem como diversas exonerações em diretorias/coordenadorias de segundo e terceiro escalões, devem entrar nessa contabilidade. Só ‘caçando’ as portarias no Diário Oficial do Estado (DOE) poderemos chegar a um número mais fiel e certamente bem mais elástico.

Existem verdadeiras filas em pastas como a Administração e Recursos Humanos. Por lá passaram Manoel Pereira e José Anselmo de Carvalho, além de um interino, para depois aboletarem Álber Nóbrega.

Na Justiça, também, a porta de entrada-saída tem sido movimentada. Foi Thiago Cortez, depois Fábio Hollanda e em seguida Aldair da Rocha (que é titular na Segurança Pública) acumulando esse cargo.

A continuar essa falta de rumo e prumo no governo, é de se esperar que Rosalba persiga implacavelmente o desempenho da prefeita natalense Micarla de Sousa (PV), que entre demissões, remanejamentos, interinidades e acúmulo de funções passa de uma centena de auxiliares na dança das cadeiras.

Esse ‘engarrafamento’ de secretários e congêneres ajuda a explicar e justificar, um pouco, por que os dois governos hoje no Rio Grande do Norte são péssimos exemplos de gestão pública, perante a sociedade. Essa caldeirada, muito mexida, não ganha homogeneidade.

Nota do Blog – Ontem saiu a exoneração de Domício Arruda da Saúde e a ascensão da professora Dorinha Burlamaqui para seu lugar, interinamente, acumulando o cargo com o de adjunta da mesma pasta.

Também houve portaria com nomeação do ex-conselheiro do TCE Alcimar Torquato para a Junta Comercial (JUCERN) em lugar de Pedro Alcântara Alves Lopes.

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quarta-feira - 02/05/2012 - 16:40h
Orquestração de fato

Governo desafina na vida real e no mundo cibernético

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) identificou ontem através de postagem em seu endereço próprio, no Twitter, reproduzido como nota oficial pela Assessoria de Imprensa do Estado, que o ‘twitaço’ de 1º de maio foi “orquestrado”.

Claro que foi. Nasceu nos intramuros da Universidade do Estado do RN (UERN), um ambiente que por sua natureza precisa ser pulsante, dialético e conectado com o cotidiano do seu espaço geopolítico. O movimento que foi levado ao Twitter, a projetando negativamente no Brasil e mundo, não se tratou de um excesso, mas um exercício de vontade individual e coletiva.

Foi tão legítimo, como o aplauso orquestrado o é. Se a governadora pode ter claque cibernética e presencial, por que quem reprova seu governo não pode fazer o mesmo? Ora, ora.

As claques de políticos no Twitter são normais, como são normais na vida real, lá fora. Protestar é uma manifestação democrática, sobretudo se feita com civilidade – em qualquer espaço de convivência humana, virtual ou real.

A própria governadora admite em sua nota, que ‘precisa melhorar’. Conscientemente ou não, percebe que a revolta não é para ser ignorada. Subliminarmente procurou partidarizar a revolta, porém sem maior êxito.

Deputados reclamam

O protesto contra o governo ocorre até de seus aliados na Assembleia. O líder da bancada governista Getúlio Rego fez duras críticas há poucos dias – via Tribuna do Norte (Veja AQUI). Disse que o governo está solitário, num pedestal, sem dialogar sequer com seus deputados.

Deputados do governo, Hermano Morais (PMDB), Walter Alves (PMDB), George Soares (PR) e Nélter Queiroz (PMDB) disseram que não suportam mais tanto descaso e fizeram críticas a setores como Segurança Pública e relação entre governo e parlamentares (Veja AQUI).

Os ex-secretários Fábio Holanda (Justiça) e Paulo de Tarso (Gabinete) – veja AQUI – criticaram falta de planejamento, de comando e ausência de autonomia de auxiliares.Paulo foi mais contundente até, ao afirmar que a governadora não manda em patavina – mas seu marido Carlos Augusto Rosado (DEM), sem qualquer cargo, oficialmente, na administração.

Será que é tudo ‘orquestrado’ pela oposição? É orquestrado por supostos arruaceiros da Uern, recalcados do Twitter, opositores doentios? Paciência, Ó! É visível que o governo está desafinado. Tem ‘gato na tuba’ ou maestro incapaz o regendo.

Este Blog já afirmou centenas de vezes e volta a assinalar: o grupo da ‘Rosa’ tinha plano para chegar ao poder e nenhum de gestão. Usa ‘kit’ que deu certo em três administrações em Mossoró, baseado no centralismo, visão reducionista quanto à sociedade e aliados, além de propaganda e obras de visibilidade para seduzir as massas.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter. Clique AQUI.

Passado cerca de um ano e quatro meses de gestão, o governo ganhou a pecha de mentiroso. Não possui credibilidade. Nem a palavra da governadora é levada a sério, a ponto de um secretário que participava de reunião com grevistas da Uern, há poucos dias, afirmar que promessa dela “não voga”. O que valeria era a realidade dos números. Patético.

Como no conto infantil “A roupa nova do rei”, de Hans Cristian Andersen, “o rei está nu”. Contudo, nesse enredo verídico, muitos já apontaram essa situação constrangedora, mas os donos do poder insistem em transferir responsabilidades. Continuam achando que estão ‘fazendo acontecer’.

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sábado - 17/03/2012 - 12:47h
Aguardemos, pois

Fábio Hollanda e a “Síndrome de Paulo de Tarso”

Será que o doutor Fábio Hollanda dará uma segunda entrevista, explicando que não era bem aquilo que queria falar sobre o Governo do Estado?

Ele abriu o bocão (veja AQUI), revelando que até o motorista do seu carro oficial é pago com recurso próprio; a gestão Rosalba  Ciarlini (DEM) funciona sem planejamento e por aí vai.

Será ele vítima da “Síndrome de Paulo de Tarso Fernandes”?

Esse ex-secretário-chefe do Gabinete Civil mostrou as vísceras do governo para a jornalista-blogueira Thaísa Galvão e depois contemporizou, justificando que tinha sorvido alguns goles de vinho.

Aguardemos, pois.

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sexta-feira - 16/03/2012 - 14:55h
Depois de Paulo de Tarso...

Fábio Hollanda causa novo abalo em ‘Governo Rosa’

O clima na Residência Oficial do Governo do Estado (em Morro Branco, Natal), não é dos melhores. Atmosfera carregada depois da publicação hoje na Tribuna do Norte (veja postagem mais abaixo), de entrevista do secretário da Justiça e Cidadania do Estado (SEJUC), advogado Fábio Hollanda (PR).

O ainda secretário não desagradou apenas por manifestar insatisfação no cargo, em que está há dois meses, mas praticamente sem fazer acontecer. Suas palavras foram mais além. Atordoam o governismo.

O mal-estar está dilatado em face de algumas declarações do secretário, que expõem mais ainda o dignóstico crescente na opinião pública, de que o Estado não tem comando nem planejamento. À memória vem a entrevista bombástica (veja AQUI) do então secretário-chefe do Gabinete Civil (ano passado), advogado Paulo de Tarso Fernandes, que estilhaçou a imagem do governo e criou um fosso entre ele e o casal ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Na verdade, as situações não chegam a ser semelhantes, porque Fábio não goza nem nunca gozou do fechadíssimo círculo de amizades de Carlos e Rosalba. Nem chegou a ser unanimidade para compor a equipe de governo.Contudo, é certo que agora entra pro index de antipatias. A governadora, principalmente, é um poço de ressentimentos.

Sem rumo

Fábio chegou a ser lembrado para a Secretaria de Recursos Hídricos no ano passado, com o afastamento do vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD). Entretanto, não animou Carlos e Rosalba.

Com a proximidade do PR do governo, o nome dele voltou à tona e finalmente foi aceito, para substituir o advogado Thiago Cortez. O aval a Fábio Hollanda não veio apenas do presidente estadual do PR, deputado federal João Maia, mas sobretudo do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PP) – parceiro do governismo.

Em dois meses, o estrago causado por Fábio Hollanda é maior do que as fugas numerosas do sistema prisional do Estado, pedidos de demissão e denúncias quanto à precariedade do setor. Suas palavras reforçam o que Paulo de Tarso falou e o que é fácil perceber de fora e a distância: o governo está sem prumo e sem rumo. À deriva.

Fábio Hollanda, até outubro do ano passado, tinha uma cômoda situação como integrante do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Renunciou ao mandato e de imediato desembarcou no PR, sem sequer se impor uma ‘quarentena’. Logo chegou a ser citado como possível opção a vice, em chapa que pudesse ser formada à Prefeitura de Natal.

Cogitado para o secretariado de Rosalba, primeiramente não foi aceito. Depois, desembarcou na Sejuc e até aqui não conseguiu acrescentar nada ao órgão. Está aprisionado e manietado pela desorganização, falta de planejamento e de prestígio pessoal.

Ele é mais um dos inúmeros auxiliares da governadora que fazem fila na direção da porta de saída ou que ficam como zumbís, sem mandar em nada. Prisioneiro de um governo que agoniza.

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quarta-feira - 08/02/2012 - 09:40h
Nova mudança

Miguel Josino está por um triz no Governo Carlos-Rosalba

Josino é submetido à "liturgia do expurgo" (Foto: Tribuna do Norte)

Usando-se uma expressão popular, pode ser dito que a permanência de Miguel Josino na titularidade da Procuradoria-Geral do Estado está por uma ‘peinha de nada’. Nadica de nada.

Os sinais emitidos pela Governadoria e Residência Oficial da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), no bairro de Morro Branco (em Natal), não são animadores à permanência de Josino.

Quem conhece bem o casal Rosalba-ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) sabe que está em curso a “liturgia do expurgo”.

Nas últimas semanas, Josino pediu pelo menos três audiências à governadora. Sem sucesso.

O zunzunzum nos intramuros do poder indicam que ele poderá deixar o cargo “a pedido”. Ou seja, por iniciativa própria ou por convencimento hierárquico.

Há pouco arrimo político à sustentação de Miguel Josino.

Seu principal endosso era do ex-chefe de Gabinete Civil do Estado, o todo-poderoso jurista Paulo de Tarso Fernandes, que saiu do governo com forte verborragia contra o casal (veja AQUI). Paulo chegou a afirmar, que o governador de fato era Carlos e, Rosalba, mera peça decorativa ou de visibilidade pública.

O próprio Paulo de Tarso experimentou dissabores antes de resolver pedir exoneração. Um deles, foi ter tentado por pelo menos duas vezes encaminhar nova nomeação do vice-governadora Robinson Faria (PSD) para a titularidade da Secretaria de Recursos Hídricos, tendo o escapismo de Rosalba, que o orientava a resolver tudo com Carlos.

Com Josino, nem isso.

Aguardemos, pois.

Nota do Blog – Ontem e hoje o Blog tentou contactar por telefone com Miguel Josino, sem sucesso.

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terça-feira - 10/01/2012 - 22:56h
Governo do Estado

Gabinete Civil tem vazio insanável; secretário é só ‘estafeta’

Literalmente, o professor universitário e chefe do Gabinete Civil do Estado – José Anselmo Carvalho – virou “estafeta” do líder, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM).

Seu papel, na prática, é ficar num incansável leva-e-traz de documentos para Carlos ver e proceder deliberações, diretamente da Residência Oficial do Governo do Estado, nas proximidades da sede do Idema – bairro de Morro Branco – Natal.

Anselmo é "ponte" na diarquia Rosalba-Carlos

Estava escrito nas estrelas que Anselmo ficaria deslocado no Gabinete Civil. Por sua natureza, essa é uma pasta mais política do que técnica. Sempre exige enorme jogo de cintura do seu ocupante, além de profundo conhecimento das idiossincrasias de cada “liderança” ou áulico do poder.

Ele, certamente, não se encaixa nesse perfil. Por isso, José Anselmo teve seus poderes destituídos em grande parte, numa tentativa do rosalbismo de suprir a lacuna deixada pelo ex-secretário Paulo de Tarso Fernandes – que pediu demissão no ano passado.

O próprio Paulo exasperou-se um sem-número de vezes em sua cadeira giratória. Sobravam-lhe conhecimento técnico e respeitabilidade, mas sem qualquer identidade com a grande maioria dos aliados ou pretensos aliados do governo.

O Gabinete Civil continua sendo um problema insanável para o governo. Mais um.

Tudo bem diferente do que acontecia quando a atual governadora e mulher de Carlos era prefeita de Mossoró (três gestões). O marido tinha uma sala contígua à sua no Palácio da Resistência e tratava dos rumos do governo ali mesmo. Sem evasivas.

No Governo do Estado, essa “diarquia” (poder regido por duas pessoas) teve que ser deslocada parcialmente para a Residência Oficial. A presença de Carlos na própria Governadoria, trabalhando ao lado ou em nome da mulher, soou estranho aos costumes da política de Natal.

Em face – também – dessa situação, é que José Anselmo praticamente deixou de ser secretário-chefe do Gabinete Civil para cumprir a missão de estafeta. Trabalha para juntar essas duas partes do poder, marido e mulher.

É um ASG com salário diferenciado, visto que o verdadeiro secretário passou a ser Galbi Saldanha (veja postagem esclarecedora AQUI), que adotou a maior parte de suas prerrogativas.

Por essa e por outras, o Governo Rosalba Ciarlini continua andando em círculos. Sem rumo, sem prumo.

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quinta-feira - 05/01/2012 - 10:57h
Depois de Paulo de Tarso...

Governo passa a ter um secretário de fato e outro de direito

Galbi: secretário de fato

Desde a saída do advogado e ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes da titularidade do Gabinete Civil, do Estado, de forma ruidosa e constrangedora, que o casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) tenta arrumar essa pasta estratégica.

Parece ter encontrado a fórmula. Para alcançar resultado, forma um três-em-um. E no topo emerge Galbi Saldanha, que é do círculo fechadíssimo do casal, nome de comportamento sempre discreto e de confiança absoluta de Carlos e Rosalba.

Do ponto de vista organizacional, o Gabinete Civil teve desmembramento de poderes e tarefas, transformando-se numa pasta com três nomes de relevância, em que Galbi é o de maior importância.

O secretário-chefe José Anselmo Carvalho teve suas prerrogativas reduzidas e funções reordenadas. Por sua experiência em pastas como Procuradoria Geral do Município e Administração, na Prefeitura de Mossoró, encarrega-se de aspectos legais e protocolares ligados à Governadoria.

É dele, por exemplo, o texto-ideia de baixar decreto proibindo manifestações no âmbito do Centro Administrativo, que posteriormente foi revogado, até sem o conhecimento prévio da própria governadora Rosalba. Ela chegou a informar à imprensa durante um café da manhã, que não iria revogar o decreto. Já à tarde do mesmo dia a Assessoria de Imprensa do Estado a desmentia, antecipando a revogação.

Rosalba passou o constrangimento de ser vítima de suas próprias palavras em poucas horas.

Já Sonali Rosado, ex-vereadora e ex-candidata a prefeito em Natal em 2000, ganhou cadeira como secretária executiva do Gabinete Civil. Diz-se que sua ascensão faz parte de um pacote que pode ser denominado de “bolsa-renúncia”, para convencer a prefeita mossoroense Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, a renunciar ao cargo.

Sonali é sobrinha de Fafá e a renúncia enseja habilitação legal para que a vice, Ruth Ciarlini (DEM), irmã de Rosalba, seja candidata a prefeito ainda este ano.

Secretário de fato

Completa esse triunvirato de poder e papeis no Gabinete Civil, o servidor público de carreira Francisco Galbi Saldanha. Ele foi removido da Secretaria Executiva do Gabinete Civil para que Sonali fosse alojada, mas transferido à condição de secretário-adjunto.

Na verdade, Galbi é o “secretário de fato”, pelo nível de confiança com o casal Carlos-Rosalba e maior conhecimento quanto à geografia humana da política potiguar – no que Anselmo é neófito.

Galbi deriva dos tempos de Assembleia Legislativa, em que Carlos Augusto Rosado esteve como presidente e cumpriu quatro mandatos a partir do final dos anos 70.

Para que não fiquem dúvidas quanto aos superpoderes de Galbi, no mesmo Diário Oficial do dia 28 de dezembro de 2011, que promoveu essas acomodações, também estão publicadas competências suplementares a ele. Todas foram retiradas do secretário-chefe de direito, José Anselmo.

A portaria com os superpoderes de Galbi de fato o põe acima do próprio secretário, que assinou o documento legal.

Veja abaixo, quais são as prerrogativas de Galbi, numa reprodução da portaria. Mais clara, impossível:

(…) Art. 1º Delegar competência ao servidor FRANCISCO GALBI SALDANHA, Secretário-Adjunto do Gabinete Civil do Governador do Estado, a praticar os seguintes atos administrativos:

I. assinar contratos, convênios, acordos, ajustes, portarias, resoluções interadministrativas e demais atos privados deste órgão;

II. assinar, como ordenador de despesa, empenhos, notas de pagamentos, ordens bancárias, cheques, bem como balancetes de movimentação orçamentária e financeira, com observância das normas legais;

III. autorizar a instauração de processos licitatórios, homologar atos da Comissão Permanente de Licitação deste Gabinete Civil, dispensar licitação ou declarar sua inexigibilidade, na forma da Lei;

IV. requisitar passagens e conceder diárias a servidores deste Gabinete Civil, quando em objeto de serviço;

V. instaurar sindicância e aplicar penas disciplinares até a suspensão por 15 (quinze) dias;

VI. autorizar averbação de tempo de serviço;

VII. conceder licença-prêmio por assiduidade e licença para tratamento de saúde, em consonância com a Lei Complementar nº 122/94, Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado do Rio Grande do Norte;

VIII. substituir o Secretário-Chefe do Gabinete Civil nos seus impedimentos e ausências.

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quarta-feira - 28/12/2011 - 08:36h
Sem prumo

Rosalba nega a própria palavra e derruba decreto ditatorial

Impressiona a falta de prumo e palavra do Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Parece um risco n’água. Os episódios são constantes, em conta-gotas ou enxurradas, deixando-o em crescente descrédito perante a opinião pública.

Mete os pés pelas mãos, complica-se sozinho. Nem precisa de oposição.

Eis o caso mais recente, que corrobora com essas assertivas:

Ao final da semana passada, a governadora baixou decreto proibindo manifestações públicas no âmbito do Centro Administrativo. Em café da manhã com a imprensa, ontem (terça-feira, 27), num hotel da Via Costeira (Natal), a governadora Rosalba Ciarlini foi incisiva ao afirmar que não revogaria o decreto, apesar da sua péssima repercussão.

“Não”, afirmou diante de jornalistas que a entrevistavam.

Chegou a dizer, num rodeio de 360 graus (ou seja, que voltou pro mesmo canto), que na verdade não era uma proibição e sim uma adequação limitando os protestos que ocorreram aos borbotões, este ano, contra sua gestão.

Falou e não convenceu a ninguém que possua um pingo de bom senso e conhecimento de causa. O decreto ditatorial, que a sabedoria popular logo apelidou grotescamente de “AI-5 Rosado” (numa alusão aos atos institucionais repressivos do regime militar brasileiro), ganhou a antipatia da sociedade e instituições respeitáveis, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ainda ontem, horas depois de afirmar que manteria seu “AI-5 Rosado”, a governadora assinava revogação do mesmo decreto, o publicando hoje no Diário Oficial do Estado (DOE). Desmoralizou a própria palavra.

Até parece que não sabia que iria revogá-lo. Parece subordinada a uma força “superior”, que não a informou da decisão, para ser poupada do embaraço e mico.

Seu ex-secretário de Gabinete Civil, jurista Paulo de Tarso Fernandes, que já a salvou de pelo menos duas cassações em mandatos anteriores, chegou a afirmar que o decreto era um “desatino político”.

Provocada ontem pela imprensa, sobre as palavras de Paulo, Rosalba fechou o cenho e rechaçou-o: “É opinião de cada um”.

 

 

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terça-feira - 27/12/2011 - 07:58h
Paulo de Tarso Fernandes

Ex-auxiliar de Rosalba acha um “desatino” decreto ditatorial

Da coluna de Eliana Lima (Tribuna do Norte)

A jornalista conversou com o ex-chefe do Gabinete Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes, sobre decreto da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), proibindo manifestação popular no âmbito do Centro Administrativo (Natal), onde fica a Governadoria.

Ditatorial – A coluna tocou o telefone para o jurista Paulo de Tarso Fernandes, ex-chefe do Gabinete Civil. Enfático: – “É um desatino político”. Disse que antes de se discutir aspectos constitucionais, jurídicos, o autoritarismo levará o governo ao descrédito. Ou seja: como o direito de livre manifestação para fins pacíficos não pode ser impedido, haverá ‘desobediência’ ao decreto e, assim, o governo será desmoralizado politicamente.

A repensar – Paulo de Tarso lembra que quando era questionado sobre “certas medidas”, dizia que aquela é uma área pública e qualquer pessoa pode transitar. Revelou que a governadora Rosalba nunca reclamou do “barulho” das manifestações. “A única postura que o governo deve tomar agora é revogar o decreto”, aconselha.

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quarta-feira - 21/12/2011 - 23:27h
E 2012 vem aí...

Paulo de Tarso parece se reaproximar de Carlos e Rosalba

Do Blog Visor Político (Alex Viana)

A entrevista do advogado Paulo de Tarso Fernandes, defendendo a tese de que a vice-prefeita de Mossoró Ruth Ciarlini (DEM) pode ser candidata à reeleição, caso Fafá Rosado (DEM) renuncie à Prefeitura de Mosoró até seis meses antes da eleição, está sendo vista como a reaproximação entre Paulo e o casal Carlos Augusto Rosado e governadora Rosalba Ciarlini, afastados desde que o advogado pediu exoneração do cargo de secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado.

Na época, Paulo chegou a denunciar algumas mazelas da atual administração como a interferência de Carlos Augusto na administração da esposa. Após a repercussão do caso, Paulo recuou e alegou estar alcoolizado quando proferiu informações como a que dava conta de que Rosalba despachava em casa para permitir que Carlos opinasse em tudo.

Na entrevista de domingo ao Jornal de Fato e Tribuna do Norte, Paulo de Tarso falou como advogado do sistema político da governadora, função que desempenhou por muitos anos. Numa das declarações ele sugeriu que pode vir a ter um embate nos tribunais com Erick Pereira, que deu declarações de que Ruth Ciarlini estaria impedida de ser candidata em qualquer hipótese.

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quarta-feira - 23/11/2011 - 14:07h
Nada a declarar

Equipe de governo tem limitações para entrevistas

Começa a ficar embaraçosa a relação entre a imprensa e equipe de secretários e escalões inferiores do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Ouço queixas para se conceder uma simples entrevista. Alguns secretários sempre refugam num primeiro momento, pedindo tempo.

Por vezes, é a Assessoria de Imprensa quem entra em cena, perguntando logo o que se deseja na entrevista.

Um quadro que remente aos tempos do regime ditatorial, centralizador, em que quase ninguém tinha fala e um porta-voz falava por todos ou proclamava ruidosamente: “Nada a declarar!”

Antes de pedir demissão, o então secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, era um loquaz representante do governo. Falava sobre qualquer assunto, sem papas na língua.

Depois de sua saída, a lei do silêncio ou do mínimo de conversa, é que prospera no governo.

Nota do Blog –  Pelo visto, só uns poucos secretários podem se pronunciar, sem que antes precise fazer uma consulta nos subterrâneos do poder, para pedir autorização para abrir o bico ou não.

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domingo - 06/11/2011 - 13:58h
Mutação para o poder

Carlos Augusto se livra de “Ravengar” para ser governador

Mudança de estilo de líder governista assume proporção delicada que compromete até o seu 'império'

Carlos assume outro papel por força atávica

O que teria levado o ex-deputado estadual Carlos Augusto de Souza Rosado (DEM) a abandonar sua conhecida discrição, para assumir a delicada posição de “governador de fato” do Rio Grande do Norte? O salto dos bastidores à infantaria aconteceu por quê?

A resposta para essa mudança de 180 graus em seu estilo, que hoje embaraça sua mulher, a governadora de direito Rosalba Ciarlini (DEM), talvez tenha mais explicações psicológicas do que políticas. Mas não estão dissociadas, que se diga.

O comedimento na própria visibilidade pública que Carlos sempre tivera, desde os tempos em que fez nascer – ao lado do jornalista Canindé Queiroz, em 1988, o “fenômeno” Rosalba, a “Rosa”, dissipou-se em poucos meses de governo estadual. Carlos converteu-se – como um mutante – noutro Carlos.

Agora, por sua imprevidência, é obrigado a desencadear uma delicada operação para recauchutar a própria imagem de Rosalba, para lhe devolver ao pedestal de “gestora competente” e proativa. Foi assim que o estado a conheceu nos últimos anos, em campanhas vitoriosas ao Senado e ao Governo do Estado, mesmo que em seu berço político, Mossoró, a cultural local e o faz-de-conta sempre escamoteassem essa “verdade”.

Alter-ego

Carlos sempre foi o alter-ego da prefeita (três vezes) de Mossoró. Sua cabeça. Agora, tinha passado também a ser seu corpo, com despachos diretos com secretários na residência oficial do governo, a voos em aeronaves do Estado, pra lá e para cá, com ou sem a governadora, tratando de assuntos do interesse da gestão estadual.

A “delação” de Carlos Augusto veio pela voz supostamente etílica do ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes, que o acusou de governar em nome da mulher. “Foram 10 meses de governo onde todas as decisões do Estado foram do marido da governadora”, declarou. Veja AQUI.

Um pouco antes, ao romper com o governo, o vice-governador Robinson Faria (PSD) já apontava essa distorção, mas sem o peso das palavras de Paulo, que há décadas gozava da amizade muito próxima do casal. O testemunho do ex-secretário virou uma sentença, em vez de murmúrio de um ressentido, tom que pareceu ter o depoimento de Robinson.

Ex-deputado por quatro mandatos, Carlos sempre alimentou o sonho de ser deputado federal, nunca concretizado. Mas foi através de Rosalba, pediatra e mãe de seus quatro filhos, que projetou um sonho atávico que viu começar e ser amputado duramente ainda na infância.

Ele tinha pouco menos de 7 anos (nasceu em 31 de outubro de 1944), quando em 12 de julho de 1951, o seu pai Jerônimo Dix-sept Rosado Maia (nascido em 25 de março de 1911), governador do Estado, eleito em 3 de outubro de 1950, morreu em acidente aéreo. O sinistro aconteceu em Sergipe.

Rosalba é a completude. Mas não é Rosado. Rosado é ele, Carlos. Seu tio, ex-prefeito Dix-huit Rosado, por duas vezes durante o regime militar chegou a ser cotado para governar o Rio Grande do Norte, como governador nomeado. “Forças ocultas” comandadas pelo primo, Tarcísio de Vasconcelos Maia, o alijaram do processo.

Carlos virou governador, como se atendesse a um desgínio divino, pela ascensão da mulher. Um projeto calculado e cartesianamente montado por ele, com ousadia e raro talento político, durante cerca de duas décadas.

Dix-sept: tragédia

No poder, entretanto, parece que ele viu-se afetado por um transtorno dissociativo de personalidade. Deixou de ser o marido-líder e ideólogo da carreira de Rosalba, para praticamente se investir do cargo de governador. É como se pegasse de volta o que o destino sinistramente tirara do pai, no início dos anos 50. Agora ele é o Dix-sept Rosado, governador.

Nas três administrações que Rosalba figurou como prefeita, Mossoró aprendeu a tratar com jocosidade ou respeito em tom de reverência, o papel que Carlos cumpria com denodo: administrar a prefeitura da política à gestão pública.

O escárnio dos primos oposicionistas até lhe imputou a pecha de um conselheiro novelesco, o “Ravengar”, extraído da dramaturgia global: “Que rei sou eu?” AQUI. Astuto, ele não o vomitou. Adotou-o para se tornar um personagem real e quase lendário em Mossoró.

No Governo do Estado, essa personificação carregada de sagacidade deu lugar a outro ser: o próprio Carlos. Ou um Dix-sept Rosado reencarnado. A dupla personalidade expurgou da vida do ex-deputado o irreal Ravengar, pois ele não o tinha mais como necessário, por trás das cortinas.

A personalidade do Ravengar ardiloso, frio e recatado, para não eclipsar a própria imagem construída para a mulher, não existe mais. Ele foi assim no passado e não parecia incomodado como homem e político, mesmo quando pesquisas que encomendava assinalavam que sua exposição, ao lado da “Rosa”, tirava votos dela.

O Carlos Augusto, governador, passa a sofrer as consequências danosas dessa personificação do governo, num momento em que a gestão estadual vive profundo desgaste. Por isso, que nos últimos dias a ordem é pulverizar a imagem de Rosalba em poses como gestora. São centenas de fotos dela no gabinete de trabalho, comandando reuniões, liderando.

Regressão

Ao mesmo tempo, ninguém espere que Carlos passe por algum tipo de dissociação do poder. Isso não ocorrerá. Mas é óbvio que precisará recuar, num exercício de regressão política e psíquica – a um passado mais próximo, em que era o todo-poderoso sem holofotes. Brilhava até muito mais, sem sair nas fotos.

O pecado que Carlos cometeu é o mesmo que seu primo Gustavo Rosado (PV), prefeito de fato de Mossoró, assumiu publicamente desde os primeiros dias das gestões da irmã, a prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. A diferença, é que Gustavo pelo menos tem portaria à formalização de cargo como chefe de Gabinete, para se sentir autorizado a mandar no lugar da mana que na maioria dos casos apenas aparece para fotos e assinar documentos.

O recato de Carlos, aliado à sua engenhosidade e arrojo, é que levou Rosalba a ser o que é, fazendo-o se realizar através dela, como político. A mudança de modus operandi, pode gerar efeito diametralmente oposto.

Carlos, com Henrique Alves e Agripino, em Brasília, como "governador"

Em Mossoró, por exemplo, Gustavo passou praticamente sete anos com a irmã enclausurada no próprio gabinete, como se fora uma condenada ao esquecimento. Em parte, esse abuso, ajudou o governo a viver níveis de enorme antipatia popular. Quando Fafá passou a fazer o que gosta e ser o que é, naturalmente, espontânea e carismática, o governo reduziu seu desgaste.

A vaidade do irmão que nunca se destacara em nada na vida, apenas montara um boteco e uma butique quando mais jovem, levando ambos à falência, puxou para baixo Fafá e o governo. Agora, pouco menos de dois anos para acabar seu ciclo, percebe que a estrela é ela e não ele.

Carlos e Gustavo são bem diferentes na arte da política. O primeiro chega a ser genial; o outro, babaquara deslumbrado com o poder episódico que nunca tivera.

Mas, nesse momento, Carlos Augusto de Souza Rosado nivela-se com o primo: a vaidade e essa força inconsciente, do passado, deixam em xeque o próprio império que nasceu de seu cérebro privilegiado.

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segunda-feira - 31/10/2011 - 15:42h
Esforço concentrado

Agenda positiva tenta atenuar efeito “Quincas Berro D´água”

“Agenda positiva”.

Essa é a expressão de ordem na Governadoria nos últimos dias, depois da tsunami do rompimento do vice-governador Robinson Faria (PSD), além de explosiva entrevista – seguinda de “remendo” – do ex-secretário Paulo de Tarso Fernandes.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) passou a ser mostrada por sua comunicação e marketing, sempre em poses proativas, em atitudes de liderança e na tomada de decisões populares.

Nota do Blog – Não vai ser fácil desmanchar o estrago provocado sobretudo pela palavras de Paulo de Tarso, que virou um “Quincas Berro D´água” (personagem beberrão de Jorge Amado) com poder avassalador para embaciar a imagem do próprio governo, a quem serviu durante quase dez meses.

 

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quarta-feira - 26/10/2011 - 10:31h
Ciência prova

Botar culpa em “bebedeira” não é defesa para excessos

O Globo On Line

Fez besteira e pôs a culpa no álcool? Não cola mais! Pois é… Um estudo do College of Arts and Sciences, da University of Missouri (EUA), mostra que a pessoa alcoolizada tem consciência de que está cometendo um erro. Com a bebida, ela apenas deixa de se importar com a bobagem que está protagonizando!

“A principal implicação é que a pessoa não deveria usar o ‘eu estava bêbado’ como boa desculpa por fazer coisas que sabia que não deveria estar fazendo”, afirmou ao site MSNBC Bruce Bartholow, autor do estudo que analisou a atividade cerebral de embriagados.

Um estudo anterior, de 2002, feito na Holanda, mostrou que a capacidade cerebral de detectar um potencial erro diminuía com o consumo de bebida alcoólica. Bartholow derrubou a tese no estudo com 67 pessoas entre 21 e 35 anos. Participantes que receberam doses de bebida alcoólica ou de placebo tiveram praticamente a mesma reação de consciência.

De acordo com a pesquisa, o álcool é um elemento encorajador, diminuindo o receio que o consumidor tem de cometer um erro. Mas ele tem conhecimento de que vai fazer uma bobagem! E a “ressaca” é menos negativa do que a de um sujeito que cometeu um erro sem ter ingerido álcool.

Veja clicando AQUI.

Nota do Blog – O ex-secretário Paulo de Tarso Fernandes precisa se agarrar a outro álibi, para justificar as grosserias, deselegâncias e verdades incisivas que propagou em entrevista à jornalista Thaísa Galvão.

Conta outra, vai!

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terça-feira - 25/10/2011 - 17:46h
Linchamento moral

Paulo de Tarso – Anjo e Demônio

Por Chrystianne Alves

É uma tática velha, porém muito usada por quem é acusado de qualquer falcatrua, delito e incompetência administrativa. Não tendo condições, argumentos e provas para desfazer a acusação, o jeito é desqualificar o acusador. É o que está acontecendo no momento.

A cúpula governista do Rio Grande do Norte tenta agora, com o auxílio do mesmo, pela sua entrevista, desqualificar o ex-poderoso secretário Paulo de Tarso. Antes, era o grande jurista, o grande consultor, imbatível nos tribunais, o ganhador das causas perdidas e que até advogava de graça. Hoje, é o bêbado, o emocional, o “adevogado”.

Suas palavras agora não passam de inverdades.

Os escribas de aluguel estão procurando empanar de todas as formas o brilho, a competência e a inteligência do dr. Paulo de Tarso. Ele que era recebido com todas as honras nas mansões de veraneio e sertão, com vinho, queijos e charutos importados, hoje, por lealdade a um outro amigo, estão a desmerecê-lo.

Vamos ver o que o futuro dirá, pois o tempo é o senhor da verdade.

* Texto extraído do Blog do Tio Colorau AQUI.

Nota do Blog – Assino embaixo, Chrys. De ponta a ponta.

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terça-feira - 25/10/2011 - 09:25h
Ressaca moral

Reflexões sobre a embriaguez e a desordem no governo

Ganha contornos de ópera-bufa o lengalenga das declarações do ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes. Em tese, fica o dito pelo não dito?

Tudo regado à carraspana. Remendo pior do que soneto. Veja postagens abaixo. Bizarro.

Senhores jornalistas, blogueiros e similares, daqui para frente, em toda entrevista com políticos no RN será recomendável usar pelo menos 2 gravadores, testemunhas e ainda um “bafômetro”. Só por segurança.

Paulo de Tarso excedeu-se na bebida ou nas verdades? Ele falou a verdade por ter bebido ou mentia quando estava sóbrio? Há controvérsias.

O Governo do Estado adverte a seus secretários e ex: “Se for pedir demissão, não beba; se beber cure a ressaca antes de abrir a boca”.

Getúlio Vargas escreveu que saía da vida para entrar na história. Paulo de Tarso saiu do governo para entrar na manguaça. Deu no que deu.

Bem que o ex-secretário Paulo de Tarso Fernandes gostaria de, a essa hora, não ser visto nem lembrado. Caberia-lhe de bom grado ser, tão somente, membro do Alcoólicos Anônimos – AA.

Não convidem o ex-secretário Paulo de Tarso para uma mesa com vinho. Ele está proibido de beber até uma segunda ordem. Médica e política.

Uma máxima dos botecos, bares e espetinhos não é levada a sério na política do RN: “O que eu digo bêbado, sustento bom”.

Quando Paulo de Tarso moia carne-ossos do servidor, ele ouvia antes Carlos Augusto Rosado (DEM) ou era por vontade própria?

Nota do Blog – Acompanhe o Blog também pelo Twitter, com notas e comentários exclusivos, além de pequenos debates:

www.twitter.com/bcarlossantos

 

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terça-feira - 25/10/2011 - 08:42h
Paulo de Tarso Fernandes

Beber, cair e desabar nas próprias palavras

Em novas declarações à jornalista Thaísa Galvão, o ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado – Paulo de Tarso Fernandes – faz novas confissões. Tropeça nas próprias palavras. Sóbrio.

– Assumo que tinha bebido, que errei, que me excedi. Não poderia nunca ter agredido a governadora e o deputado (Carlos Augusto Rosado) – comentou ele.

Já hoje, à Tribuna do Norte, sequencia o lava-pés (ou boca):

– Fui injusto. A governadora tem direito de ouvir quem ela quiser, especialmente o marido, afirmou. Ele acrescentou que nunca testemunhou interferências indevidas do ex-deputado Carlos Augusto Rosado.

E ainda jogou incenso: “Ele não interferiu. É uma pessoa honrada e nunca o vi exercer influência que prejudicasse o Estado ou causasse prejuízo ao erário público”, afirmou.

Veja AQUI a primeira entrevista bombástica de Paulo de Tarso e tire suas conclusões.

Nota do BlogIn Vino Veritas (“no vinho está a verdade”), afirmavam os antigos romanos. Ou seja, asseveravam que através da embriaguez a língua disparava verdades que a sobriedade continha.

“Baco”, deus romano da ebriedade, do vinho, que tinha festas denominadas de “bacanais”, deve estar desapontado com Paulo de Tarso, em face desse seu encolhe-estica.

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sábado - 22/10/2011 - 21:54h
Gênio da raça!

Ex-secretário do Estado do RN pode ganhar Prêmio Nobel

Depois que os chineses descobriram a roda há mais de 3 mil anos, temos agora Paulo de Tarso Fernandes, ex-secretário do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), proclamando um feito de alto valor científico.

Ele descobriu que quem manda no governo estadual é Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governadora.

Pasmem!!

Paulo para o Nobel de Ciências!

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sábado - 22/10/2011 - 16:53h
Entranhas do poder

Paulo de Tarso diz que Rosalba não é a governadora de fato

Ex-secretário afirma ainda que saiu em solidariedade ao vice, vítima de perseguição de Carlos Augusto

O blog mais acessado do Rio Grande do Norte, da jornalista Thaísa Galvão, apresenta algumas postagens neste sábado, em sequência, com declarações insuspeitas. São do ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, advogado Paulo de Tarso Fernandes.

Abaixo estão os principais trechos de sua fala e das postagens. É uma radiografia do poder constituído e encetado no Rio Grande do Norte, revelado por quem o viveu até poucas horas e era um de seus expoentes.

Não estamos diante de afirmações rancorosas ou ilações de um adversário, de alguém sem qualificação ou ressentido político. É de um homem que os próprios donos do poder reputam como uma referência e ajudou sobremodo a levar a ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo do Estado, ao lado do seu marido – ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM).

Paulo estimulou Robinson a ser vice de Rosalba e agora viu que cometera grande erro

Motivo de sua saída

“Saio em solidariedade ao vice-governador Robinson Faria. Eu não sou nada. Não sou homem público. E a minha solidariedade é com o vice-governador Robinson Faria. Porque quem quiser que ache grave, mas eu considero o que está acontecendo, gravíssimo”.

Veto ao retorno de Robinson a Recursos Hídricos

Segundo Paulo, foram 3 tentativas, onde ele tentou oficializar a nova nomeação de Robinson.

“Primeiro fui à governadora e ela me disse que eu resolvesse com Carlos Augusto. Fui a ele e ele me falou: você não tem uma viagem a Brasília? Vá e volte porque isso não é prioridade”, contou Paulo de Tarso, que foi a Brasília num bate-volta que saiu de Natal às 3 da tarde e deixou Brasília às 9 da noite.

“Quando voltei falei de novo com o deputado Carlos Augusto e ele me disse: ‘Esse assunto não tem pressa. O vice-governador foi à minha cidade (Mossoró) e fez 3 discursos contra a minha mulher. Minha mulher foi para os Estados Unidos e ele foi pra rua humilhar a governadora”…

Segundo Paulo, o telefonema a Carlos Augusto teve 3 testemunhas, entre elas o adjunto da Casa Civil, Francisco Carvalho e o secretário da Copa e titular do DER, Demétrio Torres.

Paulo de Tarso contou que se deu um prazo: se até ontem, às 4 da tarde, a nomeação de Robinson não fosse oficializada, o vice-governador poderia até ficar, mas ele deixaria o governo.

Garantia a Robinson Faria

A decisão de Paulo, se antecipando a Robinson, tem um motivo: o ex-chefe da Casa Civil foi quem deu garantias ao vice-governador para que ele deixasse o grupo da ex-governadora Wilma de Faria, declinasse de apoiar a candidatura do ex-governador Iberê Ferreira de Souza, e fosse integrar o grupo liderado pelo senador José Agripino Maia, compondo a chapa articulada pelo democrata-articulador Carlos Augusto.

Sentindo-se avalista sem prestígio, Paulo decidiu sair, afirmando repetidamente: “em solidariedade ao vice-governador Robinson Faria”.

Demissão

O ex-chefe da Casa Civil Paulo de Tarso Fernandes não escreveu uma carta de demissão. Segundo contou ao Blog, escreveu poucas linhas, muito mais um comunicado à governadora sobre sua saída.

Ficou em casa ontem durante o dia inteiro, e dentro do prazo dado a ele mesmo, das 4 da tarde, diante da não confirmação da nomeação do vice-governador como secretário de Recursos Hídricos, enviou o comunicado para a Casa Civil.

Segundo Paulo, o comunicado foi entregue ao adjunto da pasta, Francisco Carvalho, que teria informado à governadora, e dito a PTF que a governadora teria ficado surpresa.

“Aí eu tomei a decisão de telefonar para a governadora e comunicar minha decisão. Conversamos longamente”.

Oposição das ruas

“Eu disse a ela que a oposição ao governo não está mais na Assembleia. Está nas ruas. A oposição é o povo, é o funcionalismo, é o sindicalismo”, declarou Paulo de Tarso, que numa conversa dura com a governadora Rosalba, chegou a definir a gestão de 10 meses como sem sucesso.

Injustiça contra servidor

“Eu disse a ela que é por essas e outras que o governo está aos frangalhos. Que a gente critica os governos de Wilma e Iberê, mas a gente não tem condições sequer de sanar as contas do governo. A gente não tem condições sequer de acertar”, revelou Paulo de Tarso Fernandes, que à minha pergunta sobre o crescimento da arrecadação, disse não entender como, apesar do registro do crescimento da arrecadação, o governo não tem como botar as contas em dia.

“Não é justo que a gente tire dos servidores, aperte daqui e dali e não consiga acertar”, afirmou Paulo.

Assinatura de empréstimo aumentou estresse

Para a não-nomeação do vice-governador Robinson Faria ao cargo de secretário de Recursos Hídricos, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, revelou outro possível motivo que fez com que o ex-deputado Carlos Augusto Rosado tivesse optado por não nomear mais o vice: a sanção da Lei do Empréstimo, assinada por Robinson no exercício do governo, durante viagem da governadora Rosalba Ciarlini aos Estados Unidos.

Aprovado pela Assembleia o pedido de empréstimo, o então governador foi à Assembleia para sancionar a Lei diante dos deputados.

Tudo devidamente combinado com a governadora titular, como revelou o ex-chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes.

“Falei com ela pelo telefone em Nova York e ela me disse que Robinson podia sancionar. Quando falei com o deputado (Carlos Augusto) ele me disse que eu trancasse a lei na gaveta e não entregasse. Dissesse que a lei estava em qualquer lugar. Em Tibau ou em qualquer lugar. Mas aí o governador era Robinson e a governadora Rosalba estava sabendo, não havia nada que ela não soubesse, então decidi não atender ao deputado”, disse Paulo de Tarso.

Ricardo Motta foi “peitado” para constranger Robinson

Segundo Paulo de Tarso, Carlos Augusto Rosado também teria ligado para o presidente da Assembleia, deputado Ricardo Motta (PMN), e pedido que ele não entregasse a Lei a Robinson para ele sancionar. Segundo Paulo, Motta também teria dito que não iria atender o pedido de Carlos, que estava em um SPA na praia de Rio do Fogo durante a viagem da esposa-governadora aos Estados Unidos.

Carlos é o governador de fato

“Foram 10 meses de governo onde todas as decisões do Estado foram do marido da governadora”, declarou Paulo de Tarso na mesa com testemunhas, onde o discurso foi, o tempo inteiro, alinhavado por afirmações como “não estou pedindo off porque tudo o que estou dizendo eu disse tanto à governadora Rosalba quanto ao deputado Carlos Augusto. São assuntos públicos que não têm porque serem escondidos”…

Governo “funciona” em casa e não na Governadoria

Paulo reclamou que, por causa da interferência familiar, a governadora tem trocado seu gabinete na Governadoria pelos terraços de sua casa.

Carlos e Robinson, campanha-2010, em São Miguel: racha certo

“Ela despacha em casa. Governa de casa. Mas o lugar do governador é no gabinete. Até porque um deputado, um prefeito ou um secretário que quiser falar com a governadora não vai para a casa dela sem ser chamado, mas na Governadoria ele chega. Eu mesmo como chefe da Casa Civil só ia quando era chamado”, revelou Paulo, afirmando que a opção pela residência oficial se dava pelo fato de, na Governadoria, não ter como o ex-deputado Carlos Augusto participar das decisões.

Nota do Blog do Carlos Santos – Boa parte dos webleitores potiguares que lê este material deve ficar perplexo.

Eu, não.

Em três mandatos de prefeita de Mossoró, Rosalba sempre foi o estandarte, a “imagem” no andor, o produto de marketing feito laboratorialmente.

Carlos sempre foi o governante de fato. Tinha uma sala contígua à da prefeita de direito, no Palácio da Resistência, sede do governo, em que despachava com secretários e outras pessoas.

Cabia a Rosalba assinar o que ele instruía, aprovava ou reprovava. Normalmente, sem sequer olhar o que estava assinando.

Qualquer pessoa medianamente bem-informada em Mossoró, sabe disso.

O RN, em boa parte, descobre agora. E aqui não existe qualquer excesso. Eis o próprio Paulo de Tarso, saído da “barriga” do próprio governo, dando detalhes, esmiuçando esse “fenômeno”.

Depois o Blog focalizará os últimos acontecimentos, em material analítico e com informções reveladoras de bastidores.

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sexta-feira - 21/10/2011 - 18:29h
Estava escrito

Robinson justifica rompimento devido humilhações

Ladeado pelos deputados estaduais Zé Dias (PSD) e Gesane Marinho (PSD), além do seu filho e deputado federal  Fábio Faria (PSD)), o vice-governador Robinson Faria (PSD) anunciou seu rompimento político com o governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Em solidariedade a ele, o chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, já adiantou que tem o mesmo rumo.

Vários cargos que o PSD tem no governo também serão entregues.

Com a voz inicialmente trôpega, até embargando um pouco, Robinson relatou o porquê da decisão agora à tarde em Natal.

“Se fosse sintetizar um sentimento que está na minha alma eu fui usado e descartado”, disse.

“Quando Paulo de Tarso levou para a governadora o documento para minha nomeação (novamente) à Secretaria de Recursos Hídricos , a governadora disse que Paulo procurasse o marido dela”, contou, se referindo à chegada recente de Rosalba Ciarlini  dos Estados Unidos. Robinson acumulava vice-governadoria com essa pasta e teve que sair, devido sua posse temporário como governador.

“Isso foi um humilhação, quiseram mostrar uma superioridade, como se o vice fosse uma figura simbólica e que só serviu para ajudar na eleição”, queixou-se.

Robinson acrescentou que o ex-deputado Carlos Augusto Rosado (DEM), marido de Rosalba, que seria na verdade o governador de fato, evitou atendê-lo e a renomeação para Recursos Hídricos terminou engavetada, num enorme processo de humilhação e ridicularização dele, o vice-governador .

“Eu ia despachar com a governadora e ela dizia que a parte política eu conversasse com o marido dela. Tentava falar com o marido dela, mas eu passava três meses e não conseguia falar com ele”, disse.

Na avaliação de Robinson, a vitória de Rosalba e sua, logo no primeiro turno das eleições, ano passado, teve peso decisivo de seu trabalho e do seu grupo. O próprio Carlos teria reconhecido isso ou pelo menos afirmou isso para Robinson.

Nota do Blog – Quem lê o Blog do Carlos Santos sabe que o vice não disse uma única novidade em sua fala. Uma sequer.

Tem sido escrito porque estava escrito que finalmente esse racha ocorreria. Só aconteceu muito cedo.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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