quarta-feira - 21/03/2012 - 09:15h
Próximos capítulos

Arenga interna no PT não está encerrada com prévia

Bom colocarmos ouvido ao chão, como atentos índios Sioux, Apaches, Comanches ou Navajos. A ladainha interna do PT de Mossoró, sobre candidatura própria, ou não, parece inconclusa.

Teremos mais capítulos emocionantes e tensos.

Há sinais de que a ala ligada à deputada federal Fátima Bezerra (PT), derrotada na prévia de domingo passado, ao defender união com o PSB da pré-candidata a prefeito Larissa Rosado, não ensarilhou armas. Está em alerta. Rumina o que fazer.

Na convenção municipal do partido, em junho, poderá lançar candidatura para enfrentar internamente a postulação do reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), Josivan Barbosa (PT).

A ex-candidata a prefeita Socorro Batista, uma das mais ardorosas lutadoras contra a tese da candidatura própria, integrante da tendência ‘Democracia Socialista (DS)’ – a mesma de Fátima Bezerra – pode ser uma ‘surpresa’.

É o zunzunzum que se capta na cidade e em redes sociais. Mesmo que pareça incongruente, assim a sua tendência levaria adiante uma candidatura própria que no momento combate.

Vá entender.

P.S (22h32 do dia 21 de março de 2012) – Graças a meus queridos webleitores, que me ajudam a fazer esta página, esclareço que na verdade, a professora Socorro Batista e a deputada Fátima Bezerra não fazem parte da DS e, sim, do “Movimento PT”.

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domingo - 18/03/2012 - 17:58h
PT de Mossoró

Josivan Barbosa ganha prévia; será candidato a prefeito

Josivan aponta caminho: união (Foto: Cézar Alves)

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Mossoró concluiu agora no final da tarde seu Encontro Municipal. A iniciativa ensejou a tomada de posição do PT quanto às eleições municipais deste ano.

Duas correntes entraram em debate, sendo vencedora a que defendia a tese da ‘candidatura própria’.

O professor-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), Josivan Barbosa, ganhou prévia para ser o candidato a prefeito pelo partido com 162 votos a favor, 157 contra. Maioria de 5 votos. Ainda houve registro de 2 nulos e um em branco.

A consulta partidária começou às 7 horas, tendo sido encerrada às 17h, na sede do Sindicato do Empregados no Comércio de Mossoró (SECOM).

Josivan discursou logo em seguida, conclamando filiados e militantes à luta e exaltando a prévia como um acontecimento democrático, que revela a diferença do partido no trato de um assunto tão estratégico, como é a escolha de posição numa eleição municipal.

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domingo - 18/03/2012 - 08:28h

Josivan Barbosa e a revolta contra os partidos

Por Íbero Hipólito

Em entrevista a uma rádio de propriedade do secretário do governo do DEM, Betinho Rosado (DEM), Josivan Barbosa diz que “o Brasil precisa avançar” na legislação eleitoral e permitir que qualquer pessoa possa ser candidata sem precisar ser filiada a algum partido político.

Após negociar com mais de 5 partidos e cair no PT, o reitor da  Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA) mostra as claras o que pensa da política.

Na contramão do Partido dos Trabalhadores (PT), que luta no Congresso Nacional para fortalecer os partidos políticos com leis como da fidelidade partidária, financiamento público de campanha, candidaturas paritárias entre mulheres e homens e voto em lista fechada.

A postura de Josivan só realça que não é a alternativa para o PT de Mossoró e que tende a ser mais uma andorinha a passar um verão no partido.

Íbero Hipólito é filiado ao PT.

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domingo - 18/03/2012 - 03:01h

Uma singela defesa à candidatura própria no PT

Por Antônio Pedro da Costa

Compreendo que neste domingo, 18 de março de 2012, a política municipal de Mossoró terá um acontecimento de destaque, com a prévia do Partido dos Trabalhadores (PT) para decidir sobre a proposta da candidatura própria ou a da coligação com o PSB.

Em que pese o PT ser um partido pequeno no âmbito municipal, até mesmo sem representação na Câmara de Vereadores, a pré-candidatura do professor Josivan Barbosa, reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), representa fato novo e relevante no marasmo que tem se tornado as querelas políticas locais.

Há muito que as candidaturas ditas alternativas não empolgaram as massas e ao povo restou escolher entre um ou outro Rosado, pois a situação e a oposição brigavam nas ruas, no público, mas se encontravam e festejavam as vitórias e as derrotas, tudo ao mesmo tempo, em família.

Desde a primeira eleição após a reforma partidária e o nascimento do Partido dos Trabalhadores, que o PT vem lançando candidatura própria, tendo o Professor Mário Bezerra estreado como candidato a Prefeito de Mossoró, em 1.982. Durante todos esses anos o PT foi tachado de sectário, atrasado, que vinha fazendo o jogo do grupo dominante em detrimento de uma possibilidade de mudança, como argumentavam aqueles que tinham interesse de levar o PT como mais um penduricalho, numa disputa que sempre terminaria dentro da mesma família, seja qual fosse o resultado.

Finalmente em 2.008, o PT local, levado pela conjuntura nacional e estadual, além até da dificuldade de encontrar um candidato disposto a ir à luta naquela oportunidade, resolveu fazer coligação com o PSB e oferecer o candidato a vice-prefeito. O resultado dessa composição, no meu entendimento, foi desastroso para o Partido. Não elegeu representação na Câmara Municipal, teve um relacionamento interno muito difícil durante a campanha, com episódios constrangedores, envolvendo até mesmo o candidato a vice-prefeito, onde não lhe deram importância nas decisões.

Em 2.010, a companhia do PT local já não mais interessava ao grupo Rosado que se diz oposição ao outro segmento da mesma família, em Mossoró. O candidato a senador do PT (Hugo Manso), em que pese haver uma coligação formal com o PSB, foi inclusive impedido de subir no palanque em Mossoró e em outros municípios da região. A deputada federal Sandra Rosado e sua filha, deputada estadual Larissa Rosado, ambas candidatas à reeleição, declararam que não votariam em Hugo Manso para o Senado e mais: não aceitariam a presença do candidato do PT em seu palanque.

Finalmente, em 2.012, posta a possibilidade da candidatura própria do professor Josivan, homem de conduta administrativa testada e comprovada, com um histórico de luta e de superação digno dos vencedores, com condições de grande penetração e de crescimento popular, uma candidatura competitiva, até que se prove o contrário, vem mais uma vez o grupo liderado pela deputada Sandra Rosado, buscando o apoio do PT local, para o projeto de mais uma vez tentar fazer sua filha, Larissa Rosado, prefeita.

Ora, o PT local somente com a candidatura própria terá condições de se levantar e retomar seu projeto de poder municipal, pois a coligação das últimas eleições municipais por pouco não o destruiu por completo. Esse é o meu singelo ponto de vista.

Antonio Pedro da Costa – É advogado e filiado ao PT.

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segunda-feira - 12/03/2012 - 17:00h
Mossoró 'dinâmica'

PT decidirá domingo seu destino; os Rosado ‘torcem’

O próximo domingo (18) será decisivo para as eleições municipais deste ano em Mossoró. O Partido dos Trabalhadores (PT) vai decidir se lança candidatura própria a prefeito, ou não.

A postulação do professor-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), Josivan Barbosa, vai ser posta à prova em votação interna dos militantes e tendências que compõem o partido em Mossoró.

A decisão a ser tomada também influirá na tomada de posição dos principais grupos que fazem a política de Mossoró, compostos de membros da família Rosado.

No DEM, que está na prefeitura desde 1997, a torcida e ‘trabalho’ é para que Josivan seja candidato. A avaliação dos líderes do partido, é que as postulação dele não causa qualquer baixa no candidato que o governismo venha a lançar, mas tira algumas intenções de voto do PSB, que tem a deputada estadual Larissa Rosado como pré-candidata.

O PSB de Larissa torce e trabalha para que o PT some fileiras com Larissa, como ocorreu em 2008.

Essa situação revela como a política é realmente “dinâmica”.

 

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sexta-feira - 09/03/2012 - 13:25h
Sucessão mossoroense

Dirigente do PT estadual quer união em torno de Larissa

O Jornal de Hoje

O ex-presidente estadual do PT, Geraldo Pinto, que é do Diretório Estadual e um dos históricos da legenda, alia-se à deputada Fátima Bezerra (PT) na defesa da aliança com o PSB da deputada Larissa Rosado, por entender que essa é a melhor alternativa para o partido na disputa mossoroense.

“Em reunião que faremos no próximo sábado vou sugerir ao Diretório Estadual que apele à cúpula nacional no sentido de que oriente os dirigentes do PT de Mossoró a efetivarem a aliança com o PSB, que tem como pré-candidata a deputada Larissa Rosado. Essa será a oportunidade de nos unificarmos para derrotar o DEM”, disse Geraldo Pinto, lembrando que a candidata do PSB é um nome de conduta ilibada com uma boa atuação na política do Rio Grande do Norte e em particular na política mossoroense.

Nota do Blog – A pré-candidatura do professor-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), Josivan Barbosa, sofre atribulações desde o começo. O PT mossoroense é um balaio de gatos.

Mesmo que se viabilize, sendo oficializada, a postulação de Josivan terá que conviver com a conspiração e ação de contrários, internamente. Será cristianizado por essa ala que quer puxar o partido para Larissa Rosado a qualquer preço e custo.

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segunda-feira - 05/03/2012 - 18:27h
Intempéries

Deputado Henrique Alves que cuide de sua ‘presidência’

O deputado federal Henrique Alves (PMDB) que se cuide. A presidência da Câmara Federal para o biênio 2013-2014, que estaria negociada entre seu partido e PT, para ungi-lo, corre séria ameaça.

O blocão que começa a ser articulado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) – veja postagem mais abaixo – ameaça em cheio Henrique Alves.

As relações entre seu partido, o PT e a Presidência da República, continuam instáveis e inconsistentes. As insatisfações internas no próprio PMDB também concorrem para que seu projeto seja abalado.

À semana passada, Henrique esteve em Recife-PE. Almoçou com Campos. Articulação para garantir votos do PSB, evitar ‘surpresas’ e também fortalecer os partidos aliados contra a hegemonia desmedida do PT no governo.

Enfim, toda essa barafunda reforça o conceito de que poder é mesmo um ambiente de ar rarefeito, recheado de conspiradores e pérfidos. Ninguém confia em ninguém.

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sexta-feira - 02/03/2012 - 09:23h
PT de Mossoró

Plenária reforça nome de Josivan a prefeito

Plenária do PT de Mossoró, ocorrida ontem à noite na sede do Sindicato dos Comerciários (SECOM), deu fôlego novo à postulação à prefeitura do professor Josivan Barbosa (PT).

Com a participação do deputado estadual Fernando Mineiro (PT), vários pré-candidatos a vereadores e lideranças sindicais, militantes, a plenária discutiu a necessidade de uma candidatura própria do partido a prefeito.

Josivan, em discurso, asseverou que estava pronto para ser candidato e que contava com uma posição favorável do partido.

Existem opiniões conflitantes no partido, que decidirá  no voto – internamente – se vai ter candidato próprio ou se sairá numa composição com o PSB, que tem a deputada estadual Larissa Rosado como pré-candidata a prefeito.

Vale lembrar que em 2008, quando concorreu pela segunda vez à prefeitura, Larissa teve o petista Tércio Pereira como vice.

– No PT é diferente de um partido conservador como o DEM, onde alguém quer ser candidato e só será se seus donos quiserem. No PT somos radicalmente democratas e fazemos a escolha pelo voto – assinalou Fernando Mineiro, confiante de que Josivan será mesmo candidato a prefeito.

 

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sábado - 25/02/2012 - 08:44h
PT de Mossoró

Fátima Bezerra rejeita Josivan, mas postulação é mantida

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) recebeu em audiência nesta sexta-feira (24) – em Natal – o professor e pré-candidato a prefeito de Mossoró pelo PT, Josivan Barbosa. Uma reunião que não podia mais ser adiada.

A parlamentar – ao lado de outros dirigentes partidários, não tergiversou: a postulação própria do PT em Mossoró, não interessa a seu grupo. O mais adequado, entende, é uma composição com outra força política, que tenha maiores condições de desbancar o DEM – liderado pela governadora Rosalba Ciarlini, senador José Agripino e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado.

Outros setores do partido e o próprio Josivan saíram desapontados do encontro. Um manifesto de convocação à candidatura própria e mobilização às eleições, é uma das armas já acionadas em resposta à pressão exercida por Fátima e seu grupo.

Na ótica da deputada, a postulação de Josivan não tem fôlego para enfrentar o DEM, sendo o caminho natural uma composição com o PSB da pré-candidata e deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

– Esclarecemos também que consideramos a política de candidatura própria acertada no momento em que foi proposta e que cumpriu um papel fundamental para inserir o PT na agenda política de Mossoró. No entanto, chamamos a atenção sobre a responsabilidade política do PT diante da possibilidade de derrotar o que há de mais conservador do ponto de vista político em Mossoró – comenta a professora Socorro Batista (PT), ex-candidata a prefeito de Mossoró, secretária estadual de Formação Política e integrante da ala “Movimento PT”.

Mesmo com a pressão, a pré-candidatura de Josivan está mantida. Sob ‘fritura’, em terreno minado e diante de diversos outros percalços, ele segue a via crucis, cristianizado no próprio partido.

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sexta-feira - 24/02/2012 - 08:07h
Mais embaixo

PT arrisca chapa a vereador ao ‘queimar’ Josivan

O PT mossoroense que se cuide. Queimar a postulação própria do professor Josivan Barbosa, à prefeitura, em nome de interesses particulares e sob o argumento de uma “aliança tática” com o PSB, pode causar erosão mais embaixo.

Será que é possível pelo menos eleger um vereador se Josivan for descartado?

Qual será a reação de setores da própria base e militância petista, se a postulação de Josivan for vetada?

Vale lembrar que o PT não possui um único representante na Câmara de Mossoró e já chegou a emplacar pelo menos dois num passado remotíssimo.

O partido marcha para o isolamento, sem sequer arranjar uma sigla microscópica para fazer coalizão à campanha deste ano. O que é patético e ridículo, para um partido que é hegemônico no plano nacional há mais de nove anos.

E, sejamos sinceros: o PT mossoroense em sua Síndrome de Peter Pan (medo de crescer), há tempos que prioriza obsessivamente uma coisa. Quer voltar a ter uma vaguinha na Câmara Municipal. O projeto de prefeitura não é um foco.

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quinta-feira - 23/02/2012 - 18:26h
Mossoró

PT consegue proeza de se alijar de sucessão

O PT de Mossoró, gradativamente, sem ser molestado por nenhuma força exógena, vai conseguindo a proeza de ser alijado do processo sucessório municipal.

E olha que talvez, pela primeira vez, tenha empinado uma postulação com alguma musculatura e perfil vencedor, de modo a significar uma real alternativa à dinastia Rosado.

Refiro-me ao professor Josivan Barbosa.

É pra rir ou pra chorar?

Vá entender.

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domingo - 19/02/2012 - 13:31h

O PT do RN e as candidaturas de Mineiro e Josivan

Por Edimilson Lopes

Contorcionismos verbais e argumentos cavilosos fazem parte da disputa política. São recursos tão comuns. E não dá para querer, como pregam os moralistas de plantão, que as regras da vida privada sejam as mesmas dessa conflituosa e excitante dimensão da vida social moderna. Há uma, como direi?, uma moralidade que é específica da disputa política. Maquiavel, para não citarmos Weber, foi o primeiro a apreender, com genialidade, essa lógica do campo.

Por que o intróito acima? Ora, porque, nestas plagas, gente muito sabida está a mobilizar argumentos cavilosos para dificultar as candidaturas próprias do PT, particularmente em Natal e Mossoró. Dizem-nos, os espertos, que é necessário manter “unida”, aqui, a “base aliada” que dá sustentação à Presidente Dilma.

Trata-se de argumento sem sustentação política, além de um atentado à lógica mais elementar. A “base aliada” não é um “bloco”. Nem mesmo uma “aliança”. Trata-se de uma coalizão governamental. Construída, não sem fissuras, em torno de pontos mínimos consensuados a respeito da condução do país.

Foi assim com FHC, com Lula e continuará a sê-lo com Dilma. São os limites do nosso hibridismo institucional, consubstanciado no que se convencionou denominar “presidencialismo de coalizão”. Sem isso, sem essa costura, sejamos honestos, não é possível governar o país. Por isso mesmo, é nada mais do que demonstração de responsabilidade política articular, costurar com paciência até, essa coalizão. Mas isso não significa que se deva encará-la como se fora um “bloco de poder”. Não é, nunca foi…

A “base aliada” é uma coalizão assentada em uma unidade política tensa e marcada por intensas disputas. Nada mais esperado, diga-se de passagem. Cada um dos atores detém o seu próprio projeto político (ou de poder, vá lá!). E buscam garantir, como podem, o alargamento dos seus “espaços”. Até aí, tudo normal. A não ser para as normalistas, se que estas ainda existem…

Pois bem, as eleições municipais não podem (e nem devem) traduzir a lógica da disputa federal. Em primeiro lugar, porque nelas não está em jogo a sustentação parlamentar da Presidente Dilma. Ou seja, o Governo Dilma não sairá mais ou menos fortalecido das eleições municipais de 2012.

Os partidos que compõem a “base”, sim, mas aí é outra história. Em segundo lugar, as eleições municipais são espaços fundamentais para a disputa de projetos políticos em torno das gestões locais. Trata-se, portanto, de um momento privilegiado para a explicitação dos projetos específicos de cada ator político.

Em terceiro lugar, dado que as pessoas, como não cansam de nos lembrar os cansativos seguidores do Conselheiro Acácio, “vivem localmente”, a disputa substancial destes tempos se dá aqui, no chão local. A conseqüência é que a afirmação de posturas diferenciadas nos espaços locais passa a cumprir um papel estratégico na construção sócio-política de qualquer projeto político que tenha pretensão de disputa mais geral (nacional).

O que eu estou afirmando é que, nas disputas gerais (governadores, deputados, senadores e presidente), os elementos locais dos projetos em disputa são continuamente mobilizados. Ora, ora, quem não lembra que o PSDB erige em vitrine sua gestão estadual paulista? E que as gestões municipais petistas são sempre colocadas como vidraças?

Não, não está em jogo a continuidade da base aliada nas próximas eleições municipais. Para o PT, a subordinação a esse argumento caviloso pode se constituir em um inestimável prejuízo político. Um prejuízo de longo prazo, claro! De imediato, quando o acesso a postos em máquinas locais é o que parece estar no centro da disputa, essa perda não aparece muito claramente. Mas, no médio e longo prazo, tratar-se-á de um grande desastre político.

Os companheiros petistas deveriam escolher alguns dos seus dirigentes para analisar as posturas da Social-democracia alemã e do trabalhismo inglês no que diz respeito às disputas dos postos locais e regionais. Nesse chão, ensinaram-nos os políticos europeus, é que se constrói as bases para as disputas nacionais.

No Rio Grande do Norte, após ter participado dos Governos Dilma e Carlos Eduardo (PSB e PDT), por que o PT não deve se aliar eleitoralmente, já no primeiro turno, a candidaturas do PDT e PSB? Ora, porque ao fazer isso se inviabiliza enquanto ator político cuja atuação é balizada por um conjunto de proposições substantivas sobre as questões que afetam concretamente a vida das pessoas (saúde, meio ambiente, transportes, assistência social, segurança pública, cultura, lazer, etc.).

“Ah, mas iremos contribuir com os projetos de governo dos nossos aliados!”, já escuto a objeção vívida de alguns. Eis aí um prejuízo sem tamanho. Mais que isso: um haraquiri político! Já imaginou fortalecer com proposições substantivas que não as tem (por impossibilidade política, não técnica, diga-se de passagem).

Ora, ora, quando falamos em projetos em disputa não estamos a discorrer sobre “soluções técnicas” para problemas locais. Uma máquina azeitada, com grana para comprar boas consultorias, terá material de sobra. Mas, creiam-me!, com essas “propostas de gaveta” não se faz disputa política, mas marketing eleitoral. Projeto articula proposição, prática e coerência. Ou seja, quem fala tem ter coerência com o que fez antes.

O Professor Josivan tem cara de um projeto, no sentido largo do termo, para Mossoró. Foi um bom reitor e elevou a UFERSA ao lugar de destaque que a IES ocupa hoje Nordeste do Brasil. Torpedear (a partir de bases torpes e interesses menores) a sua candidatura é um desserviço ao PT. Do ponto de vista da disputa política é uma postura de abstenção. Sem rodeios, a candidatura de Josivan é uma das maiores oportunidades oferecidas pela história para a visibilidade de um projeto político petista não apenas em Mossoró, mas em todo o Oeste do Rio Grande do Norte.

Em Natal, a candidatura do Deputado Fernando Mineiro é mais importante ainda. Trata-se de reafirmar valores e posições que jamais serão abordados com o apoio e a participação em outros projetos políticos. Mineiro é cara do PT, para o bem e para o mal. Para o bem, porque é fundador da agremiação e a representou, com competência nos legislativos municipal e estadual. Ainda para o bem, porque é um ator que alia tino político com competência técnica. Não deixa de ser curioso que os ataques que vez ou outro são lançados por esse ou aquele setor da imprensa local e do próprio partido ao Deputado sejam alicerçados em sua personalidade, não na sua atuação política.

“Mineiro é intransigente!”, dizem uns. Vejam só! Mas, Mineiro é um dos parlamentares que mais negocia projetos de interesse público, não é?. Senta com secretários, pessoal do judiciário e não poucos sindicalistas. E quando o faz não é para salamaleques, mas para articular resultados que se traduzam em avanços do espaço público. Esse tipo de prática, deixem-me ser professora, é boa política. Então, por aí, não dá para acertar alvo algum. E “pelo mal”? Ora, mesmo nesse item não deixa de ser algo virtuoso o déficit da candidatura Mineiro. Pois, Mineiro é engajado demais com o PT. Mas, por isso mesmo, pelo seu engajamento, é que ele pode potencializar positivamente as boas experiências de gestões municipais petistas do Brasil afora.

As duas candidaturas (Mineiro e Josivan) alavancam politicamente o projeto político do PT no Rio Grande do Norte. Não sou expert em pesquisa eleitoral, não falarei das suas potencialidades nesse campo, mas não dá para subordinar sempre o político ao eleitoral. Até porque, no final, quem faz isso termina por sofrer acachapantes derrotas nos dois campos.

Edimilson Lopes é professor de sociologia do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

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domingo - 19/02/2012 - 11:39h
Polêmica

O futuro do PT e as eleições 2012

Que PT sairá das eleições municipais mossoroenses em 2012? Eis uma pergunta difícil de ser respondida.

As divergências internas no partido estão muito aprofundadas e até o momento foi impossível ele focar o pleito de outubro, com seus postulantes à Câmara Municipal e a possível candidatura a prefeito do professor Josivan Barbosa.

Ainda hoje, o Blog posta um artigo do professor Edimilson Lopes que talvez nos ajude a comprender um pouco esse momento do partido em Mossoró e também em Natal, com a postulação Fernando Mineiro.

Aguarde.

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quarta-feira - 15/02/2012 - 06:26h
Vá entender!

Qualificação gera exclusão de Josivan e Cláudia

A política mossoroense precisa ser objeto de um estudo científico mais aprofundado, para que as futuras gerações possam compreender o que boa parte dos contemporâneos não conseguem explicar.

Veja mais um exemplo.

Dois dos pré-candidatos a prefeito com melhor biografia e perfil de gestores, vistos como qualificados, estão praticamente fora da disputa sucessória, por exclusão de forças poderosas em seus respectivos grupos.

No DEM, a advogada, assistente social, ex-vice-prefeita, ex-secretária municipal e atual vereadora Cláudia Regina é isolada e expurgada lentamente da corrida sucessória.

No PT, o professor e atual reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Josivan Barbosa, nascido em condição paupérrima e que cresceu na vida acadêmica em considerável projeção, é imolado no próprio partido.

Do que DEM e PT têm medo?

Em qualquer ambiente democrático, numa sociedade instruída e de povo com bons índices de desenvolvimento humano, qualificação e conceitos ético-morais costumam ser exigências à atividade pública. Qualquer agente público precisa desses requisitos ao apoio popular.

Em Mossoró, não. Parecem nódoas.

Vá entender.

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terça-feira - 14/02/2012 - 23:44h
Tudo ou nada

Josivan Barbosa só não será candidato se PT vetá-lo

Definitivamente o PT de Mossoró entrou num oito e para sair precisará ter o cuidado de não atirar no próprio pé. Ou mantém postulação própria à prefeitura ou vai cometer um suicídio político.

Só não serei candidato a prefeito se o PT não deixar – passou o bastão o próprio Josivan Barbosa – reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), pré-candidato à prefeitura pelo petismo.

Nota do Blog – A postura de Josivan é politicamente muito sensata e inteligente. Se houver um crime de morte contra sua postulação, que o próprio PT emita sua sentença fatal.

Ele sobreviverá. O partido seguirá em frente como um morto-vivo.

 

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terça-feira - 14/02/2012 - 21:08h
Mossoró

PDT e PR já vêem o PT pelo ‘retrovisor’

PDT e PR abriram processo de conversação no tocante à campanha eleitoral deste ano em Mossoró. Ambos têm pressa.

O diálogo é mais um reflexo do redemoinho interno no PT, que não consegue resolver suas pendengas orgânicas e por isso desestimula qualquer tipo de alianças nas chapas proporcional e majoritária.

Vale lembrar, que o pré-candidato a prefeito pelo PT, professor Josivan Barbosa, chegou a anunciar no ano passado que o empresário e presidente do PDT, Rútilo Coelho, seria seu vice. Dias depois, porta-vozes do petismo o desautorizaram a tomar decisões dessa envergadura, tornando as relações instáveis com o PDT.

PDT e PR priorizam composição à Câmara de Vereadores. Ao mesmo tempo, pavimentam caminho para um possível apoio ao PSB da pré-candidata a prefeito, deputada estadual Larissa Rosado.

As relações com o PT estão esgarçadas. O PR foi o primeiro a tomar distância. O PDT também já vê o petismo pelo retrovisor.

O PT, desde o princípio do diálogo visando o pleito deste ano, fechou questão contra uma hipotética aliança à Câmara de Vereadores. PDT e PR pensam diferente. Daí o impasse que parece sem remendo.

Nota do Blog – O PDT tinha três vereadores na Câmara de Mossoró, mas debandaram para outras siglas. Jório Nogueira foi para o PSD; Ricardo de Dodoca inscreveu-se no PTB e Claudionor dos Santos pousou no PMDB.

O PR mantém seu único vereador, Genivan Vale.

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terça-feira - 14/02/2012 - 16:43h
Complexo de Transferência de Culpa

PT tenta localizar fora, razões de uma crise que é interna

Vendo o tititi por redes sociais, que tenta explicar a arenga interna no PT, em busca de uma posição uniforme na sucessão municipal mossoroense, constato que um velho estratagema está em evidência. De novo.

Larissa e Tércio, em 2008, somaram

Tércio e Larissa, em 2008: juntos, misturados

Uma corrente de pensamento atribui todo esse redemoinho à força e influência da deputada federal Sandra Rosado (PSB) no partido.

Francamente!

Contem outra.

Esse raciocínio é a mistura de estupidez com má-fé, ou ambas juntas. Pior é que temos um numeroso séquito de maria-vai-com-as-outras que acredita nisso.

Vem à tona o conhecido “Complexo de transferência de culpa”. É sempre mais fácil – mesmo que torpe – remeter culpa para outrem, do que assumir suas próprias fraquezas e tentações, além de naturais interesses particulares.

Será que foi Sandra quem puxou o PT à força em 2008, para apoiar e oferecer um vice (Tércio Pereira) à sua filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB), ou foi o partido que se inclinou de livre e espontânea vontade? Ontem era uma ‘aliança tática’ saudável e hoje virou uma conversão pecaminosa?

Contradições que um dia viriam à tona, de um partido que já tinha rotulado os Rosado como “câncer de Mossoró”.

Se a deputada Sandra tivesse metade da força que alguns atribuem a ela, quem estaria na cadeira de governador não seria Rosalba Ciarlini (DEM), sua prima. Seria a própria Sandra.

Contra outra, vai.

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terça-feira - 14/02/2012 - 15:08h
Antônio Pedro da Costa

Advogado e militante petista aponta equívoco partidário

Caro Jornalista Carlos Santos,

Realmente entendo que os setores do PT que hoje defendem outra alternativa, que não a candidatura de Josivan Barbosa, estão no mínimo equivocados. Em primeiro lugar, não se apresenta fora a candidatura de Josivan pelo PT, qualquer novidade para as eleições municipais em Mossoró.

É a repetição da mesma novela reprisada durante décadas, da falsa briga dos Rosado para que a família permaneça com o controle absoluto do poder local. Como já foi tanto repetido é a farsa da oposição e da situação se encontrarem no mesmo âmbito familiar em detrimento dos interesses maiores da população.

Em segundo lugar, não se pode falar de composição estratégica em nome da derrota do DEM, pois na eleição passada o candidato do PT ao Senado, Hugo Manso, foi diversas vezes preterido até de subir no palanque onde se encontravam as deputadas Sandra (PSB) e Larissa Rosado (PSB), pois estas optaram em apoiar outros candidatos que fortaleceriam o DEM no estado, como de fato ocorreu.

O próprio Laíre Rosado (PSB) – marido da deputada federal Sandra e pai da deputada estadual Larissa -,declarou voto no senador José Agripino (DEM).

O PT vai jogar fora uma grande oportunidade de levar às ruas uma candidatura que tem história de luta, de superação e de experiência administrativa. A pergunta hoje que se faz é: o PT quer fazer diferente, crescer, ou quer continuar do mesmo tamanho quando da sua fundação, em Mossoró, no início dos anos 80, quando dizíamos que o partido todo era conduzido num fusca?

Vá entender.

Antônio Pedro da Costa – Webleitor, filiado ao PT e advogado trabalhista

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 13/02/2012 - 23:33h
Vá entender

PT abre mão de candidatura para ficar na ‘Terra do Nunca’

Vá entender o PT de Mossoró.

Depois de muita luta para ter candidato próprio à Prefeitura Municipal, em pleitos que começaram em 1982 (há 30 anos), hoje se engalfinha num patético encolhe-estica.

Seria apenas risível se não fosse, também, ridículo.

Boa parte da opinião pública parece estarrecida com a cruzada que setores do partido encetam, para fazê-lo acessório em vez de protagonista.

Temos indícios de mais um caso típico de “Complexo de Vira-lata”. Ou “Síndrome de Peter Pan”. O PT recusa-se a crescer. Tem medo de ficar adulto, ou sob a ótica de uma ‘aliança tática’, acredita que possa chegar ao poder poder por osmose.

Vá entender o PT de Mossoró.

Pelo visto, quer mesmo continuar em Neverland, a “Terra do Nunca”.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
domingo - 12/02/2012 - 18:22h
Realidade

Um PT da constatação do “câncer” à descoberta da ‘cura’

Em 1988, o candidato a prefeito pelo PT – em Mossoró, professor Chagas Silva, cunhou uma frase que marcaria boa parte da trajetória do partido na política paroquial:

Os Rosado são o câncer de Mossoró.

Em 2008, 20 anos depois, o mesmo partido ofertava um vice – Tércio Pereira – para a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) ser candidata a prefeito pela segunda vez. A junção não resultou numa vitória, mas marcou o fim de um ciclo do discurso petista.

Já agora, em 2012, numa arenga intestina repleta de lances caricatos e disse-me-disse, o partido tem um pré-candidato próprio à prefeitura, competitivo, mas boa parte de seus ideólogos, líderes e militantes prefere priorizar vagas à Câmara de Vereadores e defende nova dobradinha com Larissa Rosado.

Vivendo e aprendendo.

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Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 11/02/2012 - 12:36h
PT que não se entende

PDT também se distancia de Josivan, rumo à Larissa

Anunciado ainda ano passado como vice de Josivan Barbosa (PT), em chapa à Prefeitura de Mossoró, o empresário Rútilo Coelho (PDT) acumula motivos para mudar o norte em sua bússola.

A proclamação de Josivan, por exemplo, logo foi rechaçada por setores do PT, que o desautorizaram a falar em nome do partido como um todo. Assim, Rútilo foi sem nunca ter sido, o nome a vice.

Em reunião com lideranças do próprio PDT e do PPS, no dia passado, Rútilo Coelho retratou o incômodo de declarações e acontecimentos, que deixam ele e seu partido sem ambiente na relação com o petismo de Mossoró.

Há tendência que o PDT, PPS, PRB e PCdoB tomem posição conjunta (veja postagem bem mais abaixo) na sucessão mossoroense, até porque parece infindável a arenga interna no PT, inviabilizando um simples diálogo.

A pré-candidata a prefeito, Larissa Rosado (PSB), já abriu caminho para diálogo com o PDT de Rútilo. Conversas e reuniões sociais têm formado um ambiente de composição.

Vetado como vice de Josivan, Rútilo é o nome de PDT, PRB, PCdoB e PPS já à disposição para coalizão com o PSB na chapa majoritária a ser encabeçada por Larissa.

A reunião de ontem deixou essa proposição bem-encaminhada.

 

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Categoria(s): Política
sábado - 11/02/2012 - 11:30h
Outro rumo

Partidos que se ‘afinavam’ com PT se inclinam à Larissa

PPS, PRB e PCdoB firmaram acordo para que possam formalizar adiante uma aliança à chapa proporcional nas eleições municipais deste ano em Mossoró. A reunião ocorreu ontem.

A costura política acontece sob a perspectiva real de que possam eleger bancada própria à Câmara Municipal de Mossoró. Há também o peso, cumulativo, para uma discussão quanto apoio a uma das postulações a prefeito.

A princípio, a inclinação é para a pré-candidata e deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Os três partidos abriram negociações com o PT do pré-candidato a prefeito Josivan Barbosa, mas nada avançou em face da falta de autonomia do postulante e a arenga interna, interminável, da sigla.

O caminho, natural, agora, é uma coalizão com o PSB.

*Veja ainda hoje:

– PDT pode se juntar à aliança PPS/PRB/PCdoB e se distanciar do PT

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Categoria(s): Política
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