quarta-feira - 12/10/2016 - 19:48h
Política

Robinson trabalha para reorganizar grupo em Mossoró

Robinson: recomeçar (Foto: arquivo)

O governador Robinson Faria (PSD) começou a ligar diretamente para aliados, em Mossoró.

Trabalha para reorganizar seu partido e grupo na cidade.

Na próxima terça-feira (18), ele já começará a se reunir com essas pessoas estratégicas de seu grupo.

É a primeira iniciativa do governador pós-eleições, em que sequer apareceu em Mossoró à campanha municipal.

Em entrevista domingo à imprensa da capital, chegou a explicar o porquê. Veja AQUI.

Dessa reengenharia, o nome do seu até então grande aliado, prefeito Francisco José Júnior  (PSD), está praticamente descartado.

A primeira-dama do município, Amélia Ciarlini, foi o pivô dessa ruptura (veja AQUI).

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terça-feira - 11/10/2016 - 08:38h
Segurança Pública

Rosalba deverá dar outro destino às BIC’s em Mossoró

Gerada originalmente na episódica gestão da prefeita Cláudia Regina (DEM), como uma panaceia para a Segurança Pública em Mossoró, a iniciativa denominada de Base Integrada Cidadã (BIC) virou a queridinha do prefeito Francisco José Júnior (PSD), que a sucedeu. Hoje, a cidade possui 11 unidades dessas espalhadas do centro à periferia.

Como peça de propaganda e foco eleitoreiro, sem maior critério técnico à instalação da grande maioria, a BIC sorveu recursos consideráveis do erário, para um resultado discutível.

BIC's têm custo alto para Prefeitura (Foto: PMM)

Na prática, a Prefeitura não tem meios e amparo legal para substituir a força policial estadual, nem é esse seu propósito. Mas mesmo essa ideia suplementar está se desmanchando.

É bem provável que seja reduzida a pó na gestão da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP). As BIC’s que estão instaladas em contâiners (podem ser deslocadas para pontos distintos), tendem a ser aproveitadas.

Governador não dá apoio

A Prefeitura orçamentariamente estabeleceu cerca de R$ 16 milhões para a Segurança Pública em 2016. BIC’s, Guarda Civil Municipal, aluguel de veículos e outras iniciativas drenam os recursos, numa tarefa que deveria ser suplementar à ação do Estado, que simplesmente deixou Mossoró à própria sorte há tempos.

É verdade, que não se pode tirar do prefeito Francisco José Júnior também o aplauso pelo ímpeto de querer contribuir à tarefa. Apesar de utilizar a BIC como produto de propaganda, ele também investiu numa área delicada e que angustia a população. Esperava que seu então aliado, o governador Robinson Faria (PSD), desse reforço à proposta. Terminou praticamente sozinho.

Com escassez de recursos, em que erário aparece praticamente insolvente, os investimentos na área começaram a ser desmobilizados agora no final de sua gestão. Para a sucessora Rosalba, deverá sobrar a obrigação de dar destino ao restante. E o destino tende a ser enxugar drasticamente as despesas. Ou simplesmente não governará.

Os dois batalhões de Polícia Militar instalados em Mossoró têm déficit de cerca de 700 homens. Desaparelhados, com dificuldades de recursos para a própria manutenção básica interna, seus comandantes fazem o que podem para cobrir uma cidade de difícil atenção.

Mossoró tem quase 300 mil habitantes, população flutuante que em muitos dias passa de 20 mil pessoas e uma localização entre duas capitais – com mais de 50 vias de acesso (pavimentadas e carroçáveis). Acrescente-se a isso, o fato de ser o maior território físico do RN com 2 099,36 km², enquanto Natal possui apenas 167,3 km².

Violência

As BIC’s em sua ideia original se assemelham às UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora) implantadas no Rio de Janeiro. Mas como lá, os recursos também não são suficientes para que funcionem a contento e à plenitude dos seus propósitos.

O Atlas da Violência 2016, divulgado na segunda-feira, 21 de março, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou Mossoró como a 9ª cidade mais violenta do Brasil, com taxa de 71,5 homicídios para cada 100 mil habitantes.

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segunda-feira - 10/10/2016 - 23:38h
Saúde

Governadora trata de federalização de hospitais do RN

O governador Robinson Faria (PSD) reuniu-se na tarde desta segunda-feira, 10, com o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Kleber de Melo Morais, em Brasília.

Reunião aconteceu hoje à tarde (Foto: Assecom)

O objetivo do encontro foi tratar do processo de federalização dos hospitais regionais de Caicó, Currais Novos e Santa Cruz, que passariam a funcionar nos moldes do Hospital Universitário Onofre Lopes, referência nacional.

“Ainda serão realizados alguns estudos para viabilizar a federalização destas unidades. E é muito importante frisar que esta mudança não implicará em nenhum prejuízo para a população da região. Muito pelo contrário. São previstas várias melhorias”, salientou o governador.

Residências médicas

Durante a reunião, foram apresentadas as ações de ensino na saúde já desenvolvidas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Nos três hospitais, já funcionam residências médicas.

Do encontro, ainda participaram a subsecretaria de Saúde Ederlinda Dias e a reitora da UFRN Ângela Paiva.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

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domingo - 09/10/2016 - 16:12h
Revelação

Robinson afirma que apoiou nome de Rosalba em Mossoró

Governador diz que faltou "humildade" a "Francisco" e seu interesse era aliança com ex-governadora

A decisão do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, de ser candidato à reeleição este ano não tinha e não teve o endosso do governador Robinson Faria (PSD), seu líder político. A preferência de Robinson foi a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), vencedora do pleito no domingo (2) passado.

Ele chegou até mesmo a estimular o voto nela, em contatos com eleitores e liderados em Mossoró, contrariando o projeto pessoal de Francisco, que em sua ótica não teve humildade, pois “as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição.”

Robinson fez essas confissões e revelou outros detalhes de bastidores relativos à sucessão municipal 2016, no programa “Diógenes Dantas Entrevista” (veja boxe acima, a partir dos 20 minutos de gravação), exibido hoje pela TV Tropical, afiliada da Rede Record de Televisão.

Robinson afirmou que após se reunir em Natal com o prefeito no período da pré-campanha (sem precisar o tempo), “ele tomou uma posição em Mossoró sem me consultar. Sem consultar o governador. Apoiou o candidato Tião da Prest (Tião Couto-PSDB), levou o PSD, sem consultar o governador. Então eu não tenho motivo de ir a Mossoró” (sic).

O governador deixou claro que se desembarcasse na cidade não seria para defender a candidatura do prefeito do seu partido, mas para “apoiar o nome de Rosalba. Rosalba era o nome que eu desejaria que o PSD apoiasse em Mossoró”.

Conversas com Carlos Augusto

Informou que chegou a conversar com várias vezes com o líder do rosalbismo (Carlos Augusto Rosado), marido de Rosalba, e adiantar para “alguns amigos meus: você vote em Rosalba.”

Sobre as relações político-administrativas, com eleitos em outubro deste ano, deixou patente que não adotará seletividade com base em afinidades partidárias ou não. “Eu sou o governador de todos os partidos, tenho que governar com as cidades”.

Disse que já telefonou para Carlos Eduardo Alves (PDT), vislumbrando uma parceria administrativa necessária e importante para a capital entre Prefeitura e Estado.

As relações com o prefeito mossoroense que está nos últimos meses de gestão, é que parecem esgarçadas. “Eu disse a ele, aqui, que o nome dele não tinha nenhuma viabilidade para reeleição”, destacou o governador, relembrando reunião no primeiro semestre do ano, com Francisco.

– Falei que ele pensasse, tivesse humildade, que as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição. E depois ele desapareceu, lançou-se candidato, sem conversar comigo (…), botou o bloco nas ruas – disse a Diógenes Dantas.

Rosalba cumprimenta o sucessor Robinson pela vitória, no dia 31 de outubro de 2014, ao lado do marido Carlos (Foto: arquivo)

Amélia Ciarlini

O que Robinson Faria parece não ter digerido mais ainda nesse enredo da sucessão mossoroense, conforme expôs na entrevista, foi a forma como o prefeito e sua mulher Amélia Ciarlini tentaram satanizá-lo, num episódio burlesco (veja AQUI e AQUI):

– Ele foi para as redes sociais com a primeira-dama, querer questionar o governador, querer cobrar uma conta que não era minha. Além de renunciar a candidatura, teve aquela questão de sua esposa, da rede social que eu nem respondi, nem ia responder – isolou.

Quem terminou se envolvendo na polêmica à ocasião foi a primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI), que tratou Amélia como farsante, precipitando dias depois a desistência da candidatura do próprio Francisco José Júnior  (veja AQUI).

Robinson e Rosalba foram eleitos governador e vice em 2010, após ele romper com o grupo da então governadora Wilma de Faria (PSB), insatisfeito com inclinação dela a apoio à sua própria sucessão, ao vice-governador Iberê Ferreira (PSB).

Com menos de um ano de mandato, ele rompeu com Rosalba e começou a pavimentar caminho à sua sucessão em 2014. Foi eleito e Rosalba sequer conseguiu se viabilizar à reeleição, devido estrondosa reprovação popular.

Rosalba e Robinson estão ‘juntos’

Nesse espaço de tempo, os dois não chegaram a alimentar um fosso político entre si. Muito pelo contrário. Em 2014, Rosalba orientou seu eleitorado a votar em Robinson em Mossoró, na disputa ao Governo do Estado entre ele e Henrique Alves (PMDB), seu ex-aliado.

Meses antes, fizera o mesmo na eleição suplementar à Prefeitura de Mossoró: insuflou seus eleitores a descarregarem votos em Francisco José Júnior, para frustrar possibilidade de vitória da adversária (hoje aliada) e então deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Ainda em 2014, a transição de governo foi pacífica e alimentada por interesses de parte a parte. Robinson não criou dificuldades para que Rosalba aprovasse matéria para uso do Fundo Previdenciário do Estado (FUNFIR), para completar folha de pessoal. Ela sabia que precisaria pegar quadro menos dramático em relação aos servidores.

Robinson também deu sinal verde para que Rosalba nomeasse a sua secretária de Infra-estrutura, engenheira Kátia Pinto, como diretora Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte (ARSEP), em dezembro de 2014. O cargo tem mandato de quatro anos, dentro justamente da administração do seu sucessor.

Vale ser anotado, que além de Kátia Pinto, a professora Isaura Amélia (cunhada da ex-governadora) é titular da Fundação José Augusto (FJA), órgão da cultura do Estado.

Um vice para Rosalba

O PP, partido controlado no RN pelo ex-deputado federal Betinho Rosado, cunhado de Rosalba, é da base aliada do governador.

Na campanha municipal, o marketing de Rosalba poupou a gestão de Robinson e procurou exaltar a passagem dela pela prefeitura em três mandatos, num contraponto com a administração de Francisco José Júnior.

Em Natal, o Blog ouviu ainda no final do primeiro semestre deste ano, em várias oportunidades, que o Governo alimentava hipótese de indicar um vice de Rosalba, mas sem influência direta ou indireta do prefeito Francisco José.

Sua entrevista de hoje confirma o que era notícia corrente entre auxiliares próximios de Robinson, que ele não acreditava em candidatura à reeleição do prefeito. Não estimulava essa aventura e teve que engolir o delírio do aliado, que realmente não teve humildade.

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domingo - 09/10/2016 - 10:48h
Entrevista

Estado pode decretar “estado de calamidade”, admite Robinson

No programa Diógenes Dantas Entrevista, da TV Tropical, afiliada da Rede Record de Televisão, o bate-papo deste domingo é com o governador Robinson Faria (PSD).

Na conversa com Diógenes Dantas, Robinson admite que tem perdido noites de sono com a gestão pública estadual, com perdas de receitas em larga escala, o que tem comprometido o simples custeio da máquina.

As contas do Estado não fecham. O governador conta os trocados para pagar servidores e fornecedores/prestadores de serviço do governo estadual.

O governador admite que o RN caminha para decretar calamidade nas finanças públicas, ao lado de outros estados.

A propósito, ele afirma que o Estado do RN é o que menos deve no país ao lado do Tocantins.

Garante que o RN tem a menor percentual de cargos comissionados do país, cerca de 0,5% da folha estadual.

Mesmo assim, precisa de socorro e aponta possibilidade de que entre 18 e 20 estados decretem esse estado de calamidade.

Veja a entrevista clicando no boxe contido nesta postagem.

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domingo - 09/10/2016 - 08:44h
"Governador da Segurança"

Robinson é destaque negativo em Cláudio Humberto

O governador Robinson Faria (PSD) é destaque negativo, hoje, na coluna Diário do Poder do jornalista Cláudio Humberto.

A página mostra uma marca que começa a estigmatizar Robinson, o epíteto que vendeu em campanha como “O Governador da Segurança”.

A realidade confrontada com a promessa é dilacerante, como reitera Cláudio Humberto.

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sexta-feira - 07/10/2016 - 16:09h
Eleições 2018

Novos planos, novos sonhos acalentados por “Francisco”

Com os dias contados na Prefeitura de Mossoró, onde desembarcou no dia 6 de dezembro de 2013, como interino, para depois ser eleito efetivo em 4 de maio de 2014, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) foca o futuro político. Quer aplainar caminho à Assembleia Legislativa.

O projeto é bem mais modesto do que o acalentado ao final da campanha estadual de 2014, quando transpirava que seria “sucessor natural” do governador eleito Robinson Faria (PSD), mas antes desembarcaria no Senado.

Até aqui, no projeto de ser deputado estadual, “Francisco” (nome adotado por seu marketing na campanha municipal deste ano) precisará ser mais parcimonioso.

É provável que tenha mais problemas judiciais do que imagina, sem ser escudado por um cargo público até 2018.

Anote, por favor.

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sexta-feira - 07/10/2016 - 13:58h
Robinson Faria

Uma sonora vaia para marcar tempos difíceis de um governo

O Arena das Dunas não foi só alegria à noite dessa quinta-feira  (6). Foi também de constrangimento.

Antes do início da partida entre Brasil 5 x 0 Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, o vozeirão do locutor oficial do estádio anunciou a presença de autoridades.

Após listar o nome do governador Robinson Faria (PSD), testemunhou-se uma sonora vaia.

Robinson não é o primeiro, não será o único, a ser “homenageado”.

Mas é certo que o estádio com o classe média alta e ricos, haja vista não ter espaçou para a massa-gente, é bom termômetro dos tempos difíceis do seu Governo.

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quinta-feira - 06/10/2016 - 16:07h
Mossoró

Após derrota, Jório Nogueira trabalha para ter espaço de prefeito

Com resultado eleitoral bastante adverso (veja AQUI), o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), tratou de se apressar em pensar o futuro político que se avizinha – sem mandato. Nessa quarta-feira (5) desembarcou em Natal.

Jório não conseguiu ser recebido na Governadoria pelo presidente estadual do seu partido, governador Robinson Faria (PSD). A conversa entre ambos foi vapt-vupt durante evento do qual o governante participava, na inauguração na “Sala do Empreendedor” no shopping Via Direta do Natal.

Foto-divulgação de Jório foi em reunião vapt-vupt com governador e procura atingir resto de força de "Francisco"

A assessoria de Jório tratou de rapidamente divulgar e superdimensionar o encontro através de redes sociais, com uso de foto.

Durante a campanha municipal, quando houve burlesco episódio do chororô da primeira-dama Amélia Ciarlini (veja AQUI), rebatido pela primeira-dama do Estado Juliana Faria (veja AQUI), Jório teve reunião em Natal com o governador. O encontro era para ser secreto, mas foi noticiado por este Blog (veja AQUI).

Jório X Francisco

A tropa de choque do presidente da Câmara tentou desqualificar a postagem. Mas a reta final de campanha, o resultado das urnas e o pós-eleições atestam que não mentimos nem exageramos. Fomos até comedidos nos detalhes, evitando conotação panfletária.

Em parte considerável, o núcleo central da campanha do presidente da Câmara credita sua derrota a manobras do prefeito “Francisco”, que teria fomentado candidaturas concorrentes em seus redutos. Faz mais do que sentido e depois o Blog dará mais detalhes.

Jório trabalha há tempos para em presidir o PSD em Mossoró e desbancar o prefeito Francisco José Júnior (PSD) da presidência. As relações entre prefeito e o vereador esgarçaram-se depois das eleições, sendo impossível de ser mantida a aparência de antes, baseada em sincera hipocrisia.

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quarta-feira - 05/10/2016 - 23:34h
Adjunto

Escolha na Segurança causa embaraços na Polícia Militar

A ascensão do tenente-coronel Raimundo Florêncio da Silva Júnior à condição de adjunto da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESAP) causa mal-estar na Polícia Militar. Entre os oficiais que lhe são superiores hierárquicos, a sua nomeação no final de semana foi vista como esdrúxula.

Florêncio: superior a seus superiores (Foto: Assecom/Estado)

A escolha de um subordinado que pode se dirigir a seus superiores como superior, é de uma bizarrice sem similar na Segurança Pública do Rio Grande do Norte. A propósito, na gestão Robinson Faria (PSD) a segurança tem sido um dos seus pontos mais fracos e vexatórios.

A escolha do tenente-coronel Florêncio já provocou uma baixa. O coronel Araújo Lima, corregedor, sinalizou para abandono desse cargo.

Dimensionar

Natural de Natal, o tenente-coronel Florêncio tem 41 anos e é do quadro da Polícia Militar do Rio Grande do Norte desde 1994. O oficial estava atualmente no cargo de subcomandante de Policiamento do Interior (CPI).

Sua nomeação para adjunto do secretário Caio Bezerra, delegado da Polícia Federal, foi indicação do próprio titular da pasta. Ele não dimensionou o embaraço que iria produzir com a escolha.

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quarta-feira - 21/09/2016 - 17:40h
Agora vai!?

Robinson anuncia o terceiro titular para Segurança Pública

O governador Robinson Faria (PSD) anuncia mais um titular para a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SESED). A nomeação recai sobre o o delegado Caio César Marques Bezerra, oriundo da Polícia Federal. É o terceiro ocupante da pasta em menos de um ano e dez meses.

Caio: na equipe desde o começo (Foto: arquivo)

Ele é secretário-adjunto de Segurança desde o início do atual governo, quando a titularidade estava com a delegada da Polícia Civil Kalina Leite.

Caio Bezerra tem 42 anos, é natalense e é delegado da Polícia Federal desde 2003. Antes da polícia, foi servidor público federal por 10 anos. Já na PF, foi chefe da Delegacia de Crimes Previdenciários em Belém (PA); chefe da Delegacia de Crimes Fazendários, em Natal e Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília.

Desculpas

O novo secretário foi também professor da Academia Nacional de Polícia nas disciplinas Investigação de Crimes Previdenciários e Investigação de Desvios de Recursos Públicos. É pós-graduado pela Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn) e atualmente é aluno de Especialização em Criminologia, Política Criminal e Segurança Pública.

Caio substitui o general do Exército brasileiro Ronaldo Lundgren, que fora empossado no dia 13 de maio deste ano.

“Não há mais tempo para desculpas e quem não tiver talento para cumprir essas metas vai sair”, alertou Robinson Faria ao empossar Lundgren e outros auxiliares à ocasião.

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terça-feira - 20/09/2016 - 08:28h
Mossoró

Desistência de Francisco alimenta reaproximação de Robinson

A desistência do prefeito Francisco José Júnior (PSD) não foi uma decisão tomada de repente. Ela vinha sendo ruminada há bastante tempo. Parte de sua família, como seu irmão Miguel Silveira, defendia esse desfecho (veja AQUI).

Mas a hipótese era também rechaçada com vigor no mesmo círculo familiar, principalmente pela primeira-dama cibernética Amélia Ciarlini. Ela, paradoxalmente, apressou a rápida desnutrição da candidatura do marido com suas aparições no Facebook (veja AQUI e desdobramentos AQUI).

Francisco e Robinson: calma, agora (Foto: Web)

Entretanto é preciso que sejamos fiéis à realidade: a primeira-dama não destruiu a campanha do marido. Apressou o desfecho. O projeto de reeleição era natimorto.

Fosso

Uma voz que parecia ignorar o prefeito e se mantivera distante até agora, da campanha, foi a última a quem ele ouviu indiretamente: governador Robinson Faria (PSD).

O fosso entre ambos – desde que Amélia descabelou-se e chorou caudalosamente na Net – foi estreitado com essa decisão, mas se mantém.

O prefeito Francisco José Júnior conversou com um interlocutor de confiança do governador, para fazer a ponte. Robinson não teve encontro direto e pessoal com o “aliado”, que fique claro.

Na crise política desencadeada por Amélia, com endosso desconfortável do próprio Francisco, o governador em momento algum se pronunciou diretamente e bateu de frente com ele. Escalou outros agentes para ser escudado. Preservou-se.

Habilidade política

Hábil homem de bastidores, racional, Robinson Faria sabia que a candidatura de “Silveira” iria destroçar o próprio PSD, seu partido. Arrancaria completamente seu grupo do ambiente político do segundo maior colégio eleitoral do estado.

A saída de cena do prefeito e principal aliado em Mossoró e, região, é um estrago menor – como o Blog dissera há poucos dias (veja AQUI). Francisco José Júnior estava fadado a ter menos de 10 mil votos como candidato à reeleição.

Se tivesse ouvido bem antes o governador, Francisco José Júnior (que até de nome mudou na campanha, passando a ser chamado apenas por “Francisco”), não teria entrado nessa aventura tresloucada. Marchava para um resultado eleitoral vexatório, capaz de comprometer seu futuro político.

A retomada do diálogo com Robinson deve realimentar a esperança de ele ter futuro político, sob o mesmo apadrinhamento. A ponte está feita. Mas tudo que poderá ocorrer adiante estará bem abaixo dos delírios do passado recente.

Sua campanha e candidatura em si eram fracassos anunciados por este Blog desde o ano passado (veja AQUI). Entretanto ele custou a descobrir, haja vista que já planejara ser eleito senador em 2018 e em seguida, substituir Robinson no Governo do Estado (veja AQUI).

Depois trarei mais detalhes de bastidores.

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quarta-feira - 14/09/2016 - 21:36h
Hoje

Tropa da Força Nacional se apresenta oficialmente a Robinson

Os 116 militares da Força Nacional que atuarão pelos próximos 60 dias na Segurança Pública do Rio Grande do Norte foram recebidos oficialmente pelo governador Robinson Faria (PSD) em solenidade realizada nesta quarta-feira, 14, no quartel da Polícia Militar.

O reforço, que já está operando nas ruas de Natal e região Metropolitana, foi autorizado pelo Ministério da Justiça em resposta a uma solicitação do Executivo estadual do último 23 de agosto.

Governador falou para a tropa da Força Nacional (Foto: Ivanízio Ramos)

“A ordem é não recuar. Vamos em frente e vamos vencer. Quero aqui lembrar do primeiro momento, no qual observamos a integração de nossos homens e o comprometimento das polícias militar e civil do estado. Agora, entramos em uma nova fase e, com a Força Nacional, vamos continuar nossa missão”, ressaltou Robinson, após dar boas-vindas à equipe.

Ações pontuais

A Força Nacional atuará em parceria com as forças policiais potiguares, no policiamento ostensivo e patrulhamento diário em Natal e Região Metropolitana, podendo atuar também em áreas próximas às unidades prisionais, além de ações pontuais no interior do estado.

A portaria que autorizou o emprego da Força Nacional no RN foi publicada na última terça-feira (13) no Diário Oficial da União.

O documento foi assinado pelo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 11:24h
Política

Bastidores tensos explicam ruptura de ‘Francisco’ e Robinson

Entenda o porquê do rompimento entre aliados que veio à tona com bate-boca entre primeiras-damas

Passado o estresse inicial com choros, bate-bocas virtuais, vídeos e mais vídeos, silêncio ensurdecedor e certos chiliques típicos de uma novela mexicana, já é possível se fazer uma avaliação menos extremada do episódio que envolveu as primeiras-damas Amélia Ciarlini (Mossoró) e Juliane Faria (Estado). O caso é essencialmente político, embora se fale tanto em amizade.

A raiz dessa crise não está na disputa eleitoral em si. Remonta a um tempo e a certos acontecimentos que fogem à observação da maioria da população.

O incidente desencadeado por Amélia Ciarlini (Veja AQUI), mulher do prefeito “Francisco”, o Francisco José Júnior (PSD), foi o estopim à ruptura de uma relação política que só fez se desgastar  nos últimos meses. Gestão pública e aspirações eleitorais estão misturadas nesse enredo.

Robinson, com o prefeito, fez sua primeira visita à cidade dia 6 de janeiro de 2015, mas alargou distância (Foto: Ivanízio Ramos)

Ao apoiar (Veja AQUI) sua mulher, o prefeito concorreu mais ainda para o desenlace político e pessoal. O governador adotou a equidistância pessoal, sem se preocupar em oficial e pessoalmente promover qualquer réplica ou versão. Escalou outras pessoas.

Há vários meses que na Governadoria a postulação à reeleição de Francisco José Júnior (PSD) não motivava Robinson. Com pesquisas e mais pesquisas à mão e observando os rumos da gestão municipal, a avaliação fria sobre 2016 em Mossoró apontava a candidatura do prefeito como natimorta. “Caso  perdido”, diga-se, ouviu o Blog há cerca de quatro meses, de um auxiliar direto do governador.

Apoio

A questão é que o próprio Francisco José Júnior nunca ouviu diretamente de Robinson uma palavra nesse sentido. Em sua última passagem por Mossoró este ano, o governadora até deu entrevistas assegurando que não teria outro candidato a prefeito no município.

Em entrevista à imprensa de Natal (programa “Repórter 98”, dia 26 de julho deste ano), Robinson foi claro: “Tenho uma história política de gestos e coerência. Aqueles que estiveram comigo tenham certeza que receberão meu apoio. Em Mossoró estamos com Francisco José Júnior.” E ficou por isso mesmo até aqui. No verbo.

SOBRARAM sinais de que Robinson não o apoiaria num projeto sem qualquer perspectiva de dar certo. Na própria convenção municipal que consagrou o prefeito como candidato à reeleição, dia 4 de agosto, o governador não apareceu. Representou-o o filho e deputado federal Fábio Faria  (PSD).

Antes disso, na maior festa popular da cidade que o prefeito investiu todas suas fichas para granjear algum apoio popular, o “Mossoró Cidade Junina”, o governador não deu as caras. Nem enviou representante ao longo de quase 30 dias do evento.

O simples contato telefônico do prefeito com secretários e outros representantes do alto escalão do governo, também passou a gradualmente ficar difícil. Amélia, em seu desabafo, tido por Juliane Faria como pura “encenação” (veja AQUI), relatou isso. O governador não estaria atendendo suas ligações.

De lado a lado existem queixas e mais sinalizadores do fim dessa relação política entre o prefeito e o governador.

Rosalbismo no Governo

Entre interlocutores próximos, o governador aponta que Francisco priorizou uma agenda política expansionista e personalista, em desfavor da priorização de pauta administrativa, levando a Prefeitura ao caos. Com erário em frangalhos, o Estado não poderia lhe oferecer maior socorro.

O isolamento do prefeito foi ficando evidente demais. No dia 24 de maio último, o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou exoneração (Veja AQUI) de Rina Márcia (sogra do prefeito) da 12ª Diretoria Regional de Educação (DIRED), com sede em Mossoró. Sua saída deveria ocorrer bem antes, segundo era discutido há dias no Governo.

Rina Márcia, a sogra: para fora, para dentro (Foto: arquivo)

Francisco José Júnior esperneou e forçou Governo a renomeá-la no dia seguinte (Veja AQUI). Foi justificado ao prefeito, que ocorrera “um engano”. Não é verdade. Houve decisão deliberada de tirá-la desse órgão, só que o prefeito preferiu acreditar na versão, em vez de romper com o governismo, que esperava essa decisão para fazer descarrego do problema e ter outros olhos sobre a própria sucessão municipal de Mossoró.

Uma aposta na candidatura da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), até apontando seu vice, foi murmurada nos intramuros da Governadoria. Entretanto esse raciocínio não avançou, apesar do Governo do Estado ter reforçado ‘afinação’ com o rosalbismo, ao nomear a professora Isaura Amélia (cunhada de Rosalba) para a Fundação José Augusto (FJA) no dia 5 do mesmo mês de maio.

Cobranças

O vácuo na relação ocorre, sobretudo porque o prefeito fez cobranças indiretas e até mesmo públicas de apoio administrativo, sem eco na Governadoria.

Em peça de propaganda sobre segurança pública que foi divulgada pela Prefeitura, o texto chegava a assinalar crítica subliminar ao Governo do Estado, atestando investimento da municipalidade, mesmo “sem apoio”.

Na Câmara Municipal, sua bancada regularmente cobrava compromissos do governador com Mossoró e com a Prefeitura. Saúde e Segurança são as maiores carências, sem qualquer respaldo do Governo.

O prefeito tem razão na cobrança. A Prefeitura de Mossoró investiu e investe pesadas somas na Saúde e Segurança, sem contrapartida do Governo do Estado. Não por acaso, são os pontos de maior crítica da população aos serviços públicos.

Ele assume o desgaste institucional, que se reflete na sua imagem político-eleitoral como candidato à reeleição.

Dívida de gratidão

Na tentativa de escudar o próprio Governo do Estado e governador, Francisco José Júnior absorveu a maior parte da reprovação popular. Prova disso, é que nas pesquisas publicadas este ano, a repulsa popular a ele foi maior do que a Robinson.

Henrique x Robinson: vitória acachapante (Foto: montagem)

Esse sacrifício, entretanto, continuou e continua sem atenuante. Na prática, o parceiro administrativo não existe e o político também não.

Bem diferente do que aconteceu nas eleições de 2014 ao Governo do Estado, quando o então prefeito recém-eleito em disputa suplementar, assumiu para si as rédeas da campanha em Mossoró, contribuindo para vitória acachapante de Robinson sobre Henrique Alves (PMDB). Ele empalmou 52.886 (57,82%) dos votos válidos, contra 29.494 (32,25%) de Henrique. Maioria de 23.392 votos.

O próprio governador eleito chegou a afirmar, em repetidas ocasiões, que não teria vencido sem apoio decisivo de “Silveira” (o prefeito) e de Mossoró, contraindo uma dívida de gratidão. Sem resgatar o débito com o aliado e com a cidade, Robinson aproveitou esse caso para começar a esquadrinhar novo plano político pós-eleições municipais.

Robinson e Jório

A reunião que teve com o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), na última terça-feira (6), publicada em primeira mão por este Blog (Veja AQUI), revela essa costura. O encontro sequer foi divulgado pelas assessorias dos dois políticos. Nem desmentido.

Contudo o novo desenho político que o governismo estadual rabisca, começou bem antes. O fosso que foi-se alargando entre o governador e o prefeito é inversamente proporcional às costuras para uma nova acomodação política.

Depois das eleições de 2 de outubro, até o pleito estadual de 2018, serão dois anos para costuras políticas e reordenamento de forças, além de política de alianças sob outro cenário em Mossoró, onde ele tem pousado pouco. Só uma vez este ano, no dia 10 de março (veja AQUI), enfrentando vaias. Em 2015, um pouco mais (Veja AQUI o porquê).

Importante que fique claro: o vencedor (a) nas eleições daqui a 24 dias (2 de outubro) não será, necessariamente, adversário (a) de Robinson.

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quarta-feira - 07/09/2016 - 17:05h
Mossoró

Robinson ouve Jório Nogueira e isola ‘Francisco’ de vez

O governador Robinson Faria (PSD) conversou demoradamente com o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD).

A reunião – longa, repetimos – foi nessa última terça-feira (6), em Natal. Jório foi convocado com urgência pelo Governador.

Fizeram balanço dos últimos acontecimentos políticos em Mossoró, que teve a primeira-dama do município Amélia Ciarlini em evidência (veja AQUI e AQUI).

Candidato à reeleição, Jório deve ocupar espaço generoso no grupo de Robinson na cidade e região, pós-eleição de 2 de outubro.

Já o prefeito “Francisco”, Francisco José Júnior (PSD), com dezenas de cargos que indicou para o Estado, tende a conviver com perdas insanáveis.

Rompimento está sacramentado para Robinson (e sua mulher Juliane Faria – Veja AQUI – deixou isso muito claro).

Depois passo mais bastidores.

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terça-feira - 06/09/2016 - 09:04h
"Francisco" e Robinson Faria

Rompimento político está claro ou precisa desenhar?

Se a primeira-dama mossoroense Amélia Ciarlini e seu esposo “Francisco” (Francisco José Júnior-PSD) ainda não entenderam o que está ocorrendo, depois do pronunciamento da primeira-dama potiguar Juliane Faria – também pelas redes sociais (veja AQUI) – vou desenhar:

– O governador Robinson Faria (PSD) não os têm mais como aliados.

Há muito tempo ele não os enxerga como tal.

Deu vários sinalizadores e vocês não captaram a mensagem, até chegarem a essa ruptura burlesca com choros e enredo de dramalhão mexicano.

Ponto final e cada um pro seu lado.

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  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 05/09/2016 - 11:43h
Mulher de Robinson Faria:

Vídeos de Amélia e Silveira são ‘encenação’, diz Juliane Faria

Ela escuda o marido e cobra que prefeito e a sua mulher não transfiram desgaste e responsabilidades

Nem assessoria de imprensa nem assessoria política. A resposta do governador Robinson Faria (PSD) às críticas e ataques que recebeu da primeira-dama de Mossoró e ‘correligionária’ Amélia Ciarlini, vêm de sua mulher Juliane Faria. E são dilacerantes.

Em bate-papo nas redes sociais com internautas, o contraponto de Juliane foi contundente, mas sem o choro caudaloso que Amélia desaguou no sábado passado (veja AQUI). Foi pro contra-ataque com firmeza, sem tergiversar.

Juliane reagiu de forma contundente e alargou fosso (Foto: redes sociais)

– O povo não é bobo e sabe fazer leituras e tão pouco de gosta de encenação (sic) – disparou Juliane, bacharela em direito e atualmente na titularidade da Secretaria de Trabalho e Ação Social (SETHAS) do Governo do Estado do RN.

A primeira-dama potiguar admitiu que a presença de seu marido na campanha municipal de Mossoró não seria relevante e determinante de resultado pró ou contra “Silveira” (como trata o prefeito “Francisco”, ou Francisco José Júnior-PSD):

– Quanto a apoiar ‘Silveira’ não influenciaria na decisão do povo.

Resposta de Juliane é devastadora (Foto: reprodução)

Ela emendou a frase, afirmando que o prefeito “precisa é provar para a população que fez um bom trabalho”, em vez de “ficar procurando alguém para culpar”. Em sua ótica, o marido de Amélia – que tenta a reeleição pelo partido do governador, procura apenas justificar “a não aprovação do povo”.

Bate-boca incomum e bizarro

Juliane afirmou incisivamente que “Silveira teve, sim, o apoio de Robinson”. Até prometeu listar essas iniciativas.

Ainda lembrou que Francisco José Júnior (ou Francisco, Silveira) “teve a prerrogativa de indicar os técnicos para os cargos de Governo em Mossoró”. Para ela, “se esses indicados não estão atendendo às expectativas”, o próprio Governo deve “repensar mesmo e mudar para à melhoria dos serviços”.

O bate-boca público em que se transformou a relação política entre os casais Francisco-Amélia/Robinson-Juliane em plena campanha municipal deste ano, é algo incomum e bizarro.

Os dois protagonistas políticos cedem lugar às suas respectivas mulheres, que se engalfinham numa arenga sem similar na política local e do Rio Grande do Norte.

As redes sociais são a arena escolhida para se digladiarem.

Juliane, como anteparo do marido, é firme e cortante como um bisturi. Amélia age como uma centrífuga, esfacelando tudo em sua volta. Chega ao ponto de mutilar o próprio “esposo” (como o trata pomposamente nos vídeos), ao confundi-lo com “Silveira”, “Francisco” ou “Francisco José Júnior”, revelando que a crise de gestão é também de marketing e até de identidade.

“O governador não pode ser responsabilizado se não estão aprovando a gestão de Silveira”, assinalou Juliane noutra postagem, em diálogo com uma internauta. No mesmo texto, ainda deixou claro que “na Sethas o critério é republicano”, rechaçando suposta tentativa de Amélia Ciarlini de obter controle do Programa do Leite em Mossoró.

Fosso

Nem a tentativa “meia-boca” em formato família recatada e do lar, que Francisco e Amélia tentaram passar ontem também em vídeo na Internet (veja AQUI), parece reaquecer a relação política e pessoal com Robinson e Juliane.

Noutra postagem, Juliane reitera sua posição administrativa e opinião política (Foto: reprodução)

É provável que tenha aumentado ainda mais e de forma irreversível, o fosso entre eles.

Do ponto de vista político-eleitoral, sua campanha está em contagem regressiva para um desastre anunciado há meses e meses por este Blog, que não emitiu qualquer manifestação de vontade, mas apenas fez análises e imprimiu opiniões em cima de fatos e observações.

Amélia “fechou o caixão” da candidatura já depauperada do marido, como já afirmamos (veja AQUI).

A gestão e a campanha de Francisco (Silveira ou Francisco José Júnior) desabaram bem antes desse episódio e de 2016.

Ele, Amélia e companhia entraram em modo “contagem regressiva” para limparem as gavetas. Não há muito mais a ser feito, quando seu próprio líder político o entrega à própria sorte e escala Juliane para dizer o que pensa do ‘aliado’, sua mulher e seu governo.

Começaram as exéquias.

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segunda-feira - 05/09/2016 - 03:04h
Mossoró

Prefeito apoia Amélia e lamenta abandono de Robinson Faria

"Francisco" deixa o governador com decisão de romper ou não, mas o critica bastante decepcionado

No final da tarde desse domingo (4), o prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) voltou a usar o dispositivo Face Live, da rede social Facebook, para se comunicar com internautas. Pronunciou-se sobre desabafo de sua mulher no dia anterior na mesma página, em que ela chorou de forma diluviana e atacou o governador Robinson Faria (PSD) – veja AQUI.

Com “Francisco”, nome político adotado pelo prefeito à sua campanha de reeleição este ano, o impacto das palavras e das cenas protagonizadas por Amélia foi suavizado, mas o conteúdo crítico não necessariamente rebatido. Ficou sem endosso, por exemplo, a afirmação dela de que estaria rompida com o governador, mas a ideia de “ingratidão” foi mantida de modo subliminar.

O prefeito transferiu ao governador o poder de continuar ou não aliado dele, Amélia e seu grupo político.

O vídeo ao vivo teve mais de 25 minutos de duração. Nele, Francisco tem a companhia da própria mulher, sentada também diante das câmeras, mas dessa vez sem choro.

– Esperávamos que a falta de apoio da governadora (Rosalba Ciarlini, do PP, hoje candidata a prefeito) na Saúde fosse superada elegendo Robinson – comentou o prefeito, ratificando o que a Amélia disse do seu jeito – em prantos, no sábado (3).

Aposta em Robinson

O prefeito fez especial abordagem exatamente sobre esse tema, mostrando que a Prefeitura de Mossoró não tem podido contar com o Governo atual, como não tivera no anterior (com Rosalba Ciarlini), no exercício de políticas públicas de Saúde.

– Nós fizemos uma aposta no governador Robinson Faria – destacou. “Esperávamos (…), acreditávamos que esse apoio fosse à altura do apoio que Mossoró deu a ele – disse.

Amélia, sem choro, tem apoio do marido que espera posição de Robinson (Foto: reprodução)

Agradeceu o companheirismo de sua mulher (“eu a apoio”) e afirmou respeitar suas palavras. Porém deixou claro que o “rompimento” proclamado por ela não era uma posição sua. Caberá ao próprio governador a decisão de continuar ou não politicamente ao seu lado.

– Eu prefeito acreditar que ele jamais deixaria de atender uma ligação da minha esposa – falou Francisco, numa referência à queixa que Amélia fizera no vídeo do sábado, de que Robinson teria se esquivado de atender ligação sua.

“Falta de parceria”

– Independente dessa questão política, há uma amizade, há o respeito, tem uma história – acrescentou Francisco José Júnior em relação ao governador Robinson Faria.

“Já sobrevivemos ao esquecimento uma vez e se depender de mim, se for abandonado mais uma vez, eu quero dizer que irei sobreviver”, antecipou.

“A gente se completa em nossas ações”, suplementou Amélia no mesmo vídeo, ancorada pela presença do filho de poucos meses (Gabriel). “Eu estou falando pelas famílias de Mossoró”, insistiu, voltando a culpar o Governo por “falta de parceria” – sem ser contestada pelo marido.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 03/09/2016 - 15:40h
Mossoró

Mulher de prefeito chora, critica dura ingratidão e anuncia o rompimento com governador Robinson Faria em vídeo-carta

A primeira-dama e ex-secretária municipal do Desenvolvimento Social de Mossoró Amélia Ciarlini, mulher do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), agora denominado apenas de “Francisco”, fez um longo depoimento banhada em choro.

O episódio foi à manhã de hoje, através do Facebook Live em aplicativo “ao vivo”. Seu pronunciamento, em cima de um texto que afirmou ter sido feito por ela mesma, sem conhecimento do marido.

– Fiz isso sem o conhecimento do meu esposo Francisco José Júnior (…) – assinalou.

A “vídeo-carta” foi dirigida especialmente ao governador Robinson Faria (PSD), num desabafo que o definiu como homem ingrato por ter deixado seu marido praticamente só, contra tudo e todos na política de Mossoró, sem uma contrapartida de apoio para administrar a prefeitura.

Amélia leu ao vivo, texto que teria sido escrito por ela e dirigido ao governador (Foto: reprodução)

Paralelamente à sua manifestação, em lágrimas e com uso até de lenço, Amélia era bombardeada por internautas adversários e aliados, num “tiroteio” verbal grotesco.

Amélia disse: “Ele (Francisco) acreditou ter um amigo que, se vitorioso, iria ajudar Mossoró”.

Em outros trechos, ela reitera a decepção com o governante e o sacrifício do seu marido, que esperava “Mossoró ser reconstruída”, com apoio de Robinson.

Lembrou também, que Robinson chegou a afirmar em Campanha que seria “o governador de Mossoró”.

Deixou claro que “não sigo mais com orientação política do governador Robinson Faria”. Assinalou que acredita no marido e “não acredito na candidata Rosalba que sequer sabe o que está sendo feito por Mossoró”.

Avisou ainda que “estarei me desfiliando do PSD” e continuará ao lado do prefeito e marido, mas “não faço mais parte dessa política do senhor Robinson Faria”.

Veja Link integral da fala da primeira-dama clicando AQUI.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
quinta-feira - 01/09/2016 - 10:40h
É "flórida!"

Servidor público estadual enfrenta nova “Micarlização”

Funcionalismo público do Estado do Rio Grande do Norte segue sem ver a cor do seu salário de agosto.

A “Micarlização” (fenômeno da má gestão do governo Micarla de Sousa, ex-prefeita do Natal) chega a mais uma gestão estadual.

Antes fora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP).

Agora, Robinson Faria (PP), que até a criticava por essa situação.

Ditado por essas bandas do sertão costuma reverberar o seguinte:

– Quem disso cuida, disso usa.

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
segunda-feira - 29/08/2016 - 22:53h
Hoje

Estado e TJ assinam termo para construção de penitenciária

O governador Robinson Faria (PSD) assinou, na tarde desta segunda-feira (29), Termo de Recomposição Creditícia que autoriza o repasse de R$ 20 milhões do judiciário estadual para o Fundo Penitenciário (FUNPERN). O montante, fruto de empréstimo celebrado com o Tribunal de Justiça (TJRN), será empregado na construção de uma penitenciária com 600 vagas em Afonso Bezerra, região central do estado.

Cláudio Santos e Robinson Faria participaram de solenidade hoje (Foto: Ivanízio Ramos)

“Este suporte vem numa hora primordial. Sabemos que hoje o grande clamor da população é por segurança, e há uma relação direta da segurança com o sistema prisional. Esperamos, num intervalo curto de tempo ampliar nosso sistema em quase 2 mil novas vagas”, ressaltou Robinson Faria.

Afonso Bezerra

O chefe do Executivo estadual explicou ainda que a obra do novo presídio em Afonso Bezerra está orçada em R$ 25 milhões. Os R$ 5 milhões restantes foram designados pelos Deputados Estaduais do RN, em emendas parlamentares.

“Isso mostra que o Legislativo também está sensível a esta situação”, completou.

O Estado terá 36 meses de carência para dar início ao pagamento do empréstimo ao TJRN. Após esse período, pagará em 36 parcelas mensais de R$ 555 mil.

Presídio

O terreno onde será construída a nova unidade está a 29 quilômetros de distância do centro urbano de Afonso Bezerra, na comunidade rural Tira Fogo.

O local é considerado apropriado para este fim por existir uma camada abundante de calcário no solo, o que impediria a escavação de túneis.

Estudos geológicos e topográficos já estão em curso pela SIN.

Os outros presídios do Estado estão localizados em área urbana ou distantes, em média, 10 quilômetros das áreas urbanas.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

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sábado - 27/08/2016 - 08:14h
Mossoró

Líderes estaduais têm pouco a oferecer à sucessão municipal

Qual o peso – na atual campanha municipal – de lideranças estaduais que num passado até recente eram muito aguardadas nos palanques políticos, em Mossoró?

Será que existe apenas um esvaziamento da influência de tradicionais lideranças locais (como abordado pelo Blog ontem – veja AQUI), ou também essas expressões de nível estadual estão em baixa?

Garibaldi e Fátima são lideranças que podem ser importantes à campanha municipal (Foto: montagem)

Os primeiros dias de campanha não empolgaram o eleitor. Os próprios candidatos apostam numa programação inicial com limitações que estão longe das manifestações do passado, quando ocorriam comícios, passeatas e carreatas expressivos.

Por enquanto, o ambiente mais efervescente é a Internet e suas redes sociais, com as campanhas descarregando propaganda e fomentando participação de seus militantes, numa guerra que é irreal diante do que é visto nas ruas. São dois mundos distintos.

Robinson Faria

No palanque do atual prefeito e candidato à reeleição, Francisco José Júnior (PSD), é difícil que apareça o líder estadual do seu partido que teve votações maciças ao Governo do Estado em Mossoró, governador Robinson Faria (PSD).

Até aqui, ele refugou até mesmo presença na convenção partidária do prefeito no início deste mês, num ambiente plenamente favorável. Escalou o filho e deputado federal Fábio Faria para esse fim.

Os dois têm profundo desgaste público no município, capaz de provocar um efeito oposto à energia de uma fusão nuclear: queda livre mais acentuada de ambos.

Henrique e Garibaldi

No palanque de Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora, liderança como do ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) não é vista como salutar, em face do seu envolvimento com escândalos de repercussão nacional.

Outro apoio, após anos sendo satanizada pelo rosalbismo, seria da ex-governadora e hoje candidata a vereador em Natal, Wilma de Faria (PTdoB). Por Mossoró, também não deve aparecer, mesmo tendo sido uma governante com bom acervo de realizações para o município.

Quanto ao senador Garibaldi Filho (PMDB), há maior leveza. Teoricamente pode acrescentar ao lado do seu PMDB à campanha de Rosalba, pois sofre menor desgaste e passa incólume a tsunami de escândalos nacionais.

Agripino

Em relação ao candidato Tião Couto (PSDB), seu partido já contou e deve contar com a presença do seu presidente estadual em Mossoró, deputado federal Rogério Marinho. Mas ele tem muito mais a capitalizar para 2018 do que acrescentar à votação do candidato Tião agora.

Henrique e Agripino: dois palanques (Foto: Câmara Federal)

Outro nome com Tião, é do senador José Agripino (DEM). Sua trajetória política em Mossoró sempre foi vinculada ao casal Rosalba-ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado. Hoje, sua referência local é a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) que levou o DEM para Tião Couto.

A participação de Agripino, do ponto de vista da imagem pessoal, num momento que o país caminha para fim da era PT, pode acrescentar ao discurso da chapa Tião-Jorge do Rosário (PR), mas provavelmente de forma residual.

O ex-deputado federal João Maia, dirigente estadual do PR, trabalhou para levar seu partido à coligação de Rosalba. Deverá ficar distante da sucessão, num colégio eleitoral em que tem escassa influência sua.

Fátima Bezerra

Com a candidatura de Gutemberg Dias (PCdoB), que traz como vice uma jovem militante do PT, Rayane Andrade, temos a atração esperada da senadora Fátima Bezerra (PT). Deve catalisar a participação da militância petista, mesmo num momento de desgaste de seu partido no plano nacional e flacidez local.

Já o candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC), não tem qualquer político de expressão estadual o apoiando. O nome de maior representatividade é do vereador natalense e advogado Joanilson de Paula Rêgo.

Ele é dirigente da executiva do PSDC no Rio Grande do Norte, com largo conceito no meio forense, mas sem peso eleitoral em Mossoró.

Como chegou a definir o senador Garibaldi Filho sobre a política mossoroense, à época em que ainda era governador do Estado, “Mossoró é muito difícil”.  Se é! Ô!

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