sábado - 19/11/2016 - 10:41h
Investimento

Construção Civil tenta retomada de fôlego na área habitacional

A Diretoria e associados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (SINDUSCON) se reuniram nesta sexta-feira (18), num hotel da Via Costeira em Natal, com funcionários da área de Habitação Nacional e da Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal (CEF). O objetivo foi melhorar a qualidade do diálogo entre o setor da construção civil e a Caixa.

O propósito principal é a retomada dos investimentos no setor no Rio Grande do Norte. O “Diálogo sobre Habitação com a Caixa Econômica Federal”, teve dois momentos: um almoço, às 13 horas, do qual participaram o governador Robinson Faria (PSD) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), e depois a reunião, que foi aberta pelo governador e iniciou às 14h30.

Reunião teve dois momentos com participação expressiva (Foto: cedida)

O governador Robinson Faria destacou a importância da construção civil para a geração de empregos e a segurança jurídica que existe no estado. “O setor de licenciamento hoje é parceiro do setor produtivo”, disse, acrescentando que o RN é um dos estados do Nordeste que emite licenças com maior rapidez.

Propostas

Conduzida pelo presidente e vice-presidente do Sinduscon, Arnaldo Gaspar Júnior e Larissa Dantas, a reunião contou com participação do vice-presidente de habitação da CEF, Nelson de Souza, do vice-presidente da área de Riscos, Fábio Soares, do superintendente de Habitação (RN), André Fonseca, do superintendente regional (RN), Carlos Antônio Araújo, e a gerente regional para a construção civil (RN), Isabel do Vale.

O vice-presidente de habitação da CEF, Nelson de Souza, fez uma explanação sobre o desempenho da Caixa nos últimos quatro anos, mostrando números sobre valores investidos, os resultados e esclareceu sobre as principais alterações nos programas de financiamento imobiliário.

Nelson de Souza deu uma boa notícia para os empresários: do orçamento disponível para investimento em habitação este ano, R$ 90 bilhões, a Caixa repassou R$ 67 bilhões. Resta, portanto, para aplicar até o final de 2016 R$ 26 bilhões.

Souza esclareceu, contudo, que existe tramitando na CEF propostas suficientes que chegarão a esses 26 bilhões.

Os prefeitos de São Gonçalo do Amarante, Jaime Callado, e o prefeito eleito de Parnamirim, Rosano Taveira, também marcaram presença.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia / Política
sexta-feira - 18/11/2016 - 10:47h
Mobilização

Moção de apoio à Uern vai ser entregue a Robinson Faria

O deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, recolheu 15 assinaturas de apoio à Universidade do Estado do RN (UERN) e contra eventual proposta de sua privatização, entre integrantes da Assembleia Legislativa.

Pedro, Souza e Mineiro participaram de audiência (Foto: Eduardo Maia)

Mas o deputado estima que esse número possa ser bastante ampliado entre os integrantes da Casa, composta por 24 deputados.

Souza participou da Audiência Pública sobre o papel da Uern na AL no dia passado, entregando ao deputado Fernando Mineiro (PT), que propôs o evento (veja AQUI), esse endosso à cruzada em favor da universidade. Cientificou o próprio reitor da Uern, professor Pedro Fernandes Neto, de sua iniciativa.

Apoio

Além de Souza, assinaram a moção os deputados Fernando Mineiro, George Soares (PR), Carlos Augusto Maia (PSD), Álvaro Dias (PMDB), Disson Lisboa (PSD), Gustavo Fernandes (PMDB), Gustavo Carvalho (PSDB), Kelps Lima (SD), Albert Dickson (PROS), Márcia Maia (PSDB), Getúlio Rêgo (DEM), Raimundo Fernandes (PSDB), Cristiane Dantas (PCdoB) e Galeno Torquato (PSD).

José Dias (PSDB) afirmou ser “contra” a ideia de privatização, mas não assinaria qualquer documento.

“Os demais deputados ainda serão contactados até a sessão de terça-feira (22), quando a gente pretende formalizar uma moção de apoio à Uern, encaminhando-a ao governador Robinson Faria (PSD)”, adiantou Souza.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 14/11/2016 - 14:38h
Francisco José Júnior

Prefeito mudará de partido após final de mandato

O atual prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), que na campanha municipal deste ano adotou o nome político de “Francisco”, vai mudar de partido.

Após anos no PSD do governador Robinson Faria, fará opção por outra sigla a partir de janeiro – quando já estará fora do Governo Municipal.

Se não sair, será convidado a sair.

Simples assim.

Ou é preciso desenhar?

P.S – Em Mossoró, ele é presidente do PSD e o atual presidente não-reeleito da Câmara Municipal, Jório Nogueira, é o vice.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 13/11/2016 - 15:46h

Um gerente medíocre na gestão de uma massa falida

Por Carlos Duarte

Em dois anos, o governo Robinson Faria (PSD) ainda não conseguiu sequer fazer funcionar regularmente o básico da gestão, que se traduza em prestação de serviços à sociedade, principalmente no que se refere à segurança, saúde e educação. E o que é pior: não tem estratégias de gestão de crise, nem plano B.

A coisa funciona mesmo com base no principio direto de ação e reação. Só que suas reações não são capazes de neutralizar as ações adversas que se impõem no contexto da gestão pública, ora adotada pelo governo do RN.

Com isso, o caos se instala e se aprofunda gerando prejuízos incalculáveis à população.

Está na hora do governador reconhecer que seu modelo de gestão não funciona, no atual ambiente de crise em que vivemos, e que alguma estratégia de saída tem que ser urgentemente implementada. Que, pelo menos, instale um Comitê Gestor de Crise, envolvendo os diversos segmentos produtivos e institucionais do RN, apresentando para sociedade o escopo de uma solução minimamente viável.

Isso poderá resgatar o nível de confiança do investidor e quebrar a inércia de desconfiança da população.

Paralelamente, o governo deve apontar os rumos da retomada do desenvolvimento do Estado, com o aproveitamento das potencialidades existentes, que possam resultar em crescimento do PIB de modo sustentável.

Precisa procurar minimizar as desigualdades existentes, direcionando e incentivando o crescimento econômico para regiões pouco produtivas.

O índice de Gini (indicador do IBGE que mede o grau de distribuição de riqueza) aponta que o RN é o Estado mais desigual do Nordeste (0,812). Isso significa que a produção de bens e serviços está concentrada em, apenas, 15 municípios – que detém 75% da economia do estado.

São eles: Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Macau, Areia Branca, Caicó, Assu, Baraúna, Ceará-Mirim, São José do Mipibu, Apodi, Currais Novos e Alto do Rodrigues.

Os outros 152 municípios restantes, que correspondem a 95% do total de municípios norte-rio-grandenses, respondem por, apenas, 25% do PIB estadual.

Natal (39%), Mossoró (13%), Parnamirim (6%) e Macaíba (2%) representam 60% de todas as riquezas geradas no RN.

Tem mais: 70% dos valores adicionados pela indústria estão concentrados na região metropolitana de Natal e na região do polo Mossoró.

Esse cenário explica, em parte, porque o RN tem potencialidades, mas não se desenvolve. A grande maioria dos municípios, embora tenha potencialidades econômicas, não tem políticas públicas e nem estratégias econômicas capazes de desenvolvê-los.

São relegados ao completo abandono dos governantes e entregues à própria sorte, ficando totalmente dependentes de transferências do Governo Federal (Previdência Social, aposentados/pensionistas, Bolsa Família e funcionalismo público).

O problema se agrava, ainda mais, com a seca prolongada e a falta de obras estruturantes capazes de conviver com o problema – que é cíclico e previsível, mas que só servem para o governo utilizá-lo como instrumento de atribuição de culpa a todas as mazelas.

O Governo do Estado – não é apenas exclusividade desta pífia gestão do governador Robson Faria – ao longo do tempo, nunca procurou envidar esforços para reduzir essa brutal desigualdade produtiva. Ao contrário, tem contribuído, cada vez mais, para agravá-la – dividindo o estado do RN em dois polos, um rico que fica na Grande Natal, outro que existe a partir da Reta Tabajara.

O discurso político desenvolvimentista adotado é mais uma falácia. Não existem estratégias ou políticas públicas voltadas para o fortalecimento das economias dos pequenos municípios do RN, mas, sim, suas segregações e marginalizações.

O governador Robinson Faria age como um medíocre gerente de folha de pagamento, que não dá conta sequer de mantê-las em dia.

O contribuinte fica a indagar: por que, mesmo com uma das maiores cargas tributárias do mundo, o governo presta um serviço de péssima qualidade e ainda não dá conta de pagar os servidores e os fornecedores?

Simplesmente porque é incapaz, não tem planejamentos e nem estudos de viabilidades sérios que façam funcionar minimamente o Estado. Falta-lhe visão empreendedora, liderança, conhecimento profundo da economia de mercado e, principalmente, humildade, transparência, autonomia e vontade de resolver.

SECOS E MOLHADOS

Desafio – De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) 77% das prefeituras deverão encerrar o ano de 2016 com as contas no vermelho. Mossoró (RN) faz parte dessa estatística com um rombo superior a R$ 120 milhões. O governo do prefeito “Francisco” pode até terminar o mandato com o pagamento da folha em dia, mas o que se desenha, de acordo com as projeções feitas, a partir dos próprios dados da contabilidade da PMM, é que a prefeita eleita, Rosalba Ciarlini (PP), terá fôlego para pagar somente oito das treze folhas de pagamento, em 2017. Se quiser se sair bem, ela não poderá repetir as mesmas estratégias usadas quando foi prefeita de Mossoró e governadora do RN.

Sem explicação – Em entrevista ao jornalista Reinaldo Silva, publicada no Facebook, a líder dos estudantes da Uern, que acabara de ocupar a sede da Reitoria, gagueja e não consegue explicar minimamente o objetivo da ocupação e da manifestação. Lamentável!

Bola da vez – Talvez, a privatização da Uern não seja a solução viável. Mas, passou da hora de se fazer um enxugamento de seus custos (que tem muita gordura para cortar) e de rever o seu atual formato de gestão (ultrapassado). Da forma como se encontra atualmente, o governo Robinson de Faria não terá mesmo condições de mantê-la. O momento enseja mudanças de estratégias e buscas de soluções para o problema, diante da crise que se aprofundará, ainda mais, em 2017. Não adiantam discursos passionais e manifestações evasivas, nessa hora. Quem quiser defender a Uern, contribua com ideias inovadoras e sustentáveis. Se nada for feito nesse sentido, correrá o risco der ser extinta. A insolvência do Estado do RN não é uma ficção. É realidade e, a Uern, é a “bola da vez”, nas discussões dos poderes.

Inversão de valores – Enquanto um estudante do ensino médio custa R$ 2,2 mil, por ano, um preso no Brasil custa R$ 2,4 mil, por mês. A constatação foi feita pela ministra do STF, Carmem Lúcia – que esteve recentemente fazendo um levantamento sobre os presídios no Estado do RN. Há 34 anos, Darcy Ribeiro profetizou numa Conferência: “Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”. Descaso feito, fato consumado. Não é à toa que o RN ocupa o topo da violência no Brasil. Basta olharmos a política voltada para a educação no Estado e municípios, nos últimos 30 anos. O recorde de homicídios, neste ano, em Mossoró, é um caos anunciado. E poderá piorar, se nenhuma medida estruturante e urgente for tomada.

* Veja a postagem anterior de Carlos Duarte clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 10/11/2016 - 08:13h
Deputado Estadual

O Plano B de Robinson Faria

Aqui e acolá já ouvimos a expressão “Plano B” vinculada ao futuro político do governador Robinson Faria (PSD).

A reeleição é vista por muitos como extremamente difícil.

Em meio a muitas especulações e ilações, estão ignorando uma hipótese real: Robinson ser candidato a deputado estadual, retornando para a Casa que presidiu por anos, sem maiores intempéries.

De lá saiu para ser vice de Rosalba Ciarlini (PP) e, em seguida, governador.

Como ela à época eleitoral sucessória, em queda livre e com escassas chances de reverter cenário devastador de reprovação popular.

O Plano B de Robinson é esse. O A, é quase um delírio: ressuscitar dos mortos políticos.

Nada de fulano ou sicrano à sua simples substituição, corrida ao Senado etc.

Quanto à reeleição…

Deixa para lá!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
terça-feira - 08/11/2016 - 18:40h
Cláudio Humberto

Colunista do “Diário do Poder” ironiza segurança do RN

O Governo Robinson Faria (PSD) volta a ser notícia nacional. Ruim, de novo.

Segurança privada garantida, segundo constata Cláudio Humberto Foto: Reprodução)

A notícia que viralizou na imprensa do estado e redes sociais, sobre investimento em carro blindado oficial que serve ao governador, é divulgada hoje na coluna de Cláudio Humberto, a Diário do Poder, que é veiculada em vários jornais impressos no país e na Internet.

Com ironia, Humberto diz que Robinson “cumpre o que prometeu: priorizar a segurança. A dele está garantida por módicos R$ 67 mil.”

O Blog Carlos Santos já tinha postado matéria sobre o assunto (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 06/11/2016 - 13:19h

O ‘fugitivo’ num estado entregue à própria sorte

Por Carlos Duarte

Na manhã da última quinta-feira (03/11), o governador Robinson Faria (PSD) desembarcou (veja AQUI) no aeroporto de Mossoró. Poucas pessoas o recepcionaram e ninguém da imprensa estava por lá. Na verdade, quase ninguém sabia. Fora montada uma estratégia de ‘fuga rápida’.

Mossoró serviu apenas de escala para o destino final do governador: um evento em Baraúna (cidade a cerca 35 km) – veja AQUI, que acabou revelando a triste constatação de que o município atualmente não tem prefeito e nem governador interessados nos inúmeros problemas que afligem a todos na cidade polo do Oeste potiguar.

Com muita habilidade, conseguiu driblar manifestantes, imprensa, políticos e livrou-se de dar explicações do inexplicável aos professores da Uern, aos servidores da educação, saúde e segurança e, principalmente, sobre a evidente insolvência do Estado que ele administra.

Rosalba e Robinson: estrago continuado (Foto: arquivo)

A gestão Robinson de Faria é incapaz de fazer funcionar o básico dos princípios fundamentais da administração pública.

É bem verdade, que a falência técnica do Estado do Rio Grande do Norte não pode ser atribuída exclusivamente ao atual governador. Começou bem antes, com agravamento no final do governo Wilma de Faria e teve aprofundamento durante toda a gestão do governo Rosalba Ciarlini.

Atualmente, o Rio Grande do Norte vive um estado de calamidade financeira, sem precedentes na história recente. A crise nacional, que abala todos os estados brasileiros, agravou o já combalido cenário da economia norte-rio-grandense. O descontrole fiscal teve maior incidência no período de 2011 a 2015, quando houve um aumento real da folha de pagamento (descontada a inflação) de 22%, no período.

A folha passou de R$ 2,7 bilhões para R$ 4,2 bilhões. No mesmo período, a arrecadação cresceu exatamente a metade: 11%.

Isso é inexplicável, insustentável e irresponsável.

Quais os interesses ocultos que levam um gestor público a tomar atitudes como essa? Cadê os órgãos fiscalizadores (MPE, TCE, Assembleia, entidades representativas de classes, partidos de oposição…) que não enxergaram isso e ficaram silentes a tudo?

Para piorar, em 2016, houve uma frustração de receitas que já beira quase R$ 1 bilhão, somente em transferências federais. Por outro lado, os royalties do petróleo caíram de R$ 100 milhões (média mensal), em 2012, para atuais cerca de R$ 10 milhões, em média, por mês.

O ICMS atual caiu em mais de R$ 75 milhões, aprofundando o déficit fiscal e acumulando dívidas impagáveis junto a fornecedores, com ressonância nefasta aos serviços de saúde, educação, segurança, entre outros setores, inclusive na própria folha de pagamento – que já se encontra atrasada, com perspectiva de atraso, ainda maior, a partir dezembro de 2016.

O Portal da Transparência do Estado revela que cerca de 23,4% da Receita Corrente Líquida são repassadas exclusivamente para os poderes Legislativo e Judiciário. Trata-se de um dos maiores repasses do Brasil para esses poderes, bem acima da média nacional (17,8%).

Isso explica os ganhos reais e os sucessivos superávits desses dois poderes, em detrimento do exponencial déficit do Executivo. Induz também à possível explicação para a falta de reação de quem deveria fiscalizar o Executivo – afeito a contínuas atitudes suspeitas de gestão.

A previdência do Estado, agora sem quase nenhuma reserva de seu fundo previdenciário, aponta para outro grande problema a ser enfrentado a partir de 2017. Os cálculos atuariais mostram que o atual sistema só se sustentará se tivermos quatro servidores ativos para cada servidor inativo.

Com o quadro de servidores envelhecido do RN, essa relação hoje é de um servidor ativo para cada servidor inativo. Ou seja, o estouro da bolha é questão de pouco tempo, pois, no próximo ano, o erário estadual terá que cobrir R$ 1,3 bilhão somente para pagamentos de pensionistas e aposentados – que equivale a cerca de 37% das Receitas Correntes Líquidas.

Sem exageros, com base apenas na breve análise desse cenário, já se pode constatar a insolvência técnica do RN.

Por isso, Robinson tem razão em passar como um fugitivo por Mossoró. Não tem o que mostrar e nem o que explicar. E o pior: não há evidências de eficiência mínima de gestão capaz de superar a crise.  Sem planejamento, o Estado do RN está à deriva e entregue à própria sorte.

SECOS E MOLHADOS

Deus nos acuda! – Temos uma Constituição Federal formatada com perfil parlamentarista num sistema presidencialista. O presidente é simultaneamente o chefe de Governo e o de Estado. Para fazer o governo “funcionar” precisa fazer coalizão com o Congresso (o chamado parlamentarismo de coalizão). É aí onde se inicia o ciclo vicioso da corrupção sistêmica, que se amplia para outros tentáculos do Judiciário, do próprio Executivo, das Autarquias e demais esferas da República. Embora tarde, ainda é hora de se pensar numa reforma política profunda, no Brasil, antes que vejamos prosperar, ainda mais, uma geração desses psicopatas corporativos, travestidos de políticos, agora com genes modificados para o mal pior.

Contumácia – O ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) é contumaz em envolvimento com o crime organizado do alto escalão político. A quadrilha a qual está sendo acusado de pertencer, agora, pratica diversos crimes hediondos de causar inveja a meliantes, traficantes e assaltantes do submundo do crime. O que os diferencia é o modus operandi. Igualmente covardes, escudam-se à sombra do poder constituído e da “certeza” da impunidade, com requintes de cinismo, escárnio e desrespeito ao contribuinte brasileiro – a quem deveria prestar contas e satisfação.

Afago – Talvez para desfazer o mal-estar da semana passada, a assessoria do governador Robinson Faria sinaliza que ele virá, daqui a 10 ou 15 dias, passar três dias em Mossoró. Está preparando três “grandes” projetos para anunciar com a aplicação de parte do dinheiro do superávit do TJRN (R$ 100 milhões), que está sendo devolvido para o Executivo. Uma dos projetos tem como objetivo o Hospital Universitário da Uern. Um afago, talvez!

Na contramão – Enquanto o governo Temer discute o corte de gastos (PEC 241/55), gargalos maiores ficam à margem das discussões. O atual sistema tributário brasileiro arrecada 56% sobre o consumo e 16% sobre a renda do trabalho. As rendas do capital e a riqueza são tributadas com apenas 28%. Isso caminha na contramão do restante dos países em todo o mundo. Dados da OCDE apontam que a média de tributação de seus países membros, sobre a renda do capital, é de 67% dos tributos arrecadados. Consumo e renda do trabalho representam apenas 33%.

Menos mal – A política de Repatriação do capital acabou deixando cerca de R$ 5,5 milhões para Mossoró. Esse dinheiro vai ajudar na atualização das folhas de pagamentos do município neste final de gestão.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
sábado - 05/11/2016 - 19:58h
Sucessão

Prefeito afirma que torce para Robinson dar apoio à Rosalba

“Vou continuar na política, vou fazer oposição, mas oposição responsável”. Quem sinalizou o próprio futuro com essas palavras foi o prefeito Francisco José Júnior (PSD), em entrevista há poucos minutos ao jornalista William Vicente da TV Cabo Mossoró (TCM), ao vivo.

Francisco segue na política, mas sem definição (Foto: Arquivo)

“Espero que o governador Robinson Faria (PSD) possa ajudar mais à prefeita do que me ajudou”, assinalou Francisco José Júnior na mesma entrevista, ao ser perguntado sobre como ficara sua relação política com o governante. A crítica indireta ficou clara, sem maiores detalhes.

O prefeito disse que torce pelo sucesso da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP) e garantiu que todas as informações disponíveis à transição administrativa estão sendo adiantadas a contento e de forma ágil. Não está havendo embaraços, mas colaboração – sublinhou.

Consultoria e candidatura

Francisco José Júnior disse também que pretende atuar no segmento empresarial e “prestar algumas consultorias a partir do próximo ano”. Por sua vivência na política, entende que ainda tenha muito a oferecer.

– Sou muito jovem, sou muito novo. A gente tem muito a contribuir ainda. Podemos ser candidato a alguma coisa ou não ser candidato a nada em 2018 – comentou.

Voltou a reiterar discurso de que teve pouco tempo para fazer uma gestão mais consistente, “com maior oposição que um prefeito já teve e com a maior crise de todos os tempos”.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
quinta-feira - 03/11/2016 - 10:30h
"Secreto"

Robinson Faria pousa em Mossoró sem agenda para a cidade

Robinson: pouso e saída rápidos longe da mídia (Foto: arquivo)

O governador Robinson Faria (PSD) desembarcou por volta de 10h40 em Mossoró, no Aeroporto Dix-sept Rosado.

Sua agenda não será na cidade.

A informação extraoficial é que teria se deslocado por via terrestre para Baraúna a 32 quilômetros de Mossoró, praticamente às escondidas. Nada foi oficialmente divulgado por sua assessoria.

A presença ‘secreta’ de Robinson teve recepção de raríssimas pessoas ligadas politicamente a ele – em Mossoró.

O governador tem-se esquivado de Mossoró, de entrevistas à imprensa local e até de aliados políticos, caso do prefeito Francisco José Júnior (PSD), de quem se livrou em depoimentos à imprensa de Natal após as eleições de 2 de outubro (veja AQUI e AQUI).

Nota do Blog – Sou de um tempo em que a presença de um governante estadual na cidade era um “acontecimento”.

Aeronave Xingu pousou à manhã de hoje e ainda não tem plano de voo para retorno (Foto: Blog Carlos Santos)

Mobilizava o povão, a imprensa, aliados, papagaios de pirata, próceres políticos, xeleléus, gatos, cachorros, criados-mudos, pinguins da geladeira, patinho de borracha etc.

Turma da imprensa, corra que talvez você consiga uma pontinha de entrevista na hora da aeronave levantar voo. Mas até o momento o avião prefixo PT FRG (Modelo Xingu) do Estado não tem plano de voo para retorno à Grande Natal.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
quarta-feira - 02/11/2016 - 23:50h
Robinson Faria

“Não faz parte da minha política de governo privatizar a Uern”

Palavra do governador Robinson Faria (PSD): a Universidade do Estado do RN (UERN) continuará cumprindo importante papel à educação do estado.

Segundo ele, a “Uern é um patrimônio do povo”.

Robinson publicou posição nas redes sociais, valorizando papel da Uern (Foto: reprodução)

E acrescenta, em postagem em endereço pessoal na Internet: “Não faz parte da minha política de governo privatizar a Uern”.

Sua resposta é uma reação a declarações do presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), desembargador Cláudio Santos, que sugeriu a privatização da Uern (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quarta-feira - 02/11/2016 - 19:25h
RN

Governo espera arrecadar pelo menos mais 200 milhões em 2016

Uma reunião realizada na noite desta terça-feira (1º) entre o governador Robinson Faria (PSD), auxiliares de governo e representantes de federações do segmento empresarial trataram do Programa de Recuperação Fiscal, o Refis.

Reunião vai ter continuidade e estimativa é de que possa ocorrer arrecadação neste ano (Foto: Ivanízio Ramos)

O Governo espera arrecadar, ainda em 2016, R$ 200 milhões com empresas inscritas no regime de tributação normal e simplificado. No dia 3, em um novo encontro, será formalizado o acordo definitivo em torno do programa.

“A nossa reunião hoje foi de transigência e de entendimento, sempre buscando a melhor formatação para a nova edição do Refis”, disse o secretário estadual de Tributação, André Horta.

Participaram da reunião representantes da Fecomércio, Fiern, da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) e  Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern).

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 01/11/2016 - 16:18h
Salários

Professores vão acionar Robinson Faria por atraso

O Governador Robinson Faria descumpriu a decisão do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) que determina que o pagamento dos salários dos docentes da UERN seja pago até o último dia do mês trabalhado. A assessoria jurídica da ADUERN já entrou com uma solicitação no TJ para que seja aplicada multa pessoal em desfavor de Robinson, até que seja cumprida a decisão do pleno do tribunal.

De acordo com Lindocastro Nogueira, assessor jurídico da ADUERN, o pedido deverá ser analisada pelo TJ nos próximos dias e o Governo será chamado para esclarecer o porquê de ter descumprido a determinação judicial.

Exigência

Entenda a ação – Em julgamento realizado no dia 05 de outubro, o plenário do Tribunal de Justiça do RN, formado pelo corpo de Desembargadores do Estado, considerou procedente a ação movida pela ADUERN – Associação dos Docentes da UERN – que exige que o pagamento dos professores e professoras da universidade sejam realizadas até o último dia do mês trabalhado.

A ação foi movida ainda em Janeiro de 2016, quando teve início uma série de atrasos na remuneração dos servidores públicos do RN. Em setembro, o pagamento dos docentes da UERN foi fracionado e parte dos salários só foi paga no último sábado (29). Neste mês ainda não há previsão de calendário de pagamento.

Leia também AQUI nota da Aduern contra proposta de privatização da Uern, lançada pelo desembargador Cláudio Santos (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 30/10/2016 - 10:22h

Realidade versus retórica

Por François Silvestre

“O atual governo é continuação. Monótona repetição de uma década, sem criatividade e vazio retórico. Do segundo governo Wilma e do governo Rosalba, que Robinson jurou não continuar“.

Quando estive na Secretaria de Planejamento, recebi uma vasta explicação sobre o programa de implantação de uma prática estratégica de governabilidade. O Secretário e sua equipe inovadora fizeram uma apresentação retoricamente impecável. Tudo com vistas à colheita de reconhecimento futuro.

Na época, não contestei. Deixei que o futuro respondesse, torcendo pelo o sucesso da retórica.

Num certo momento, o Secretário sentenciou, com muita ênfase: “Foi o discurso de um governo técnico que ganhou a eleição”.

Ouvi calado para cumprir uma regra da hospitalidade sertaneja. Quando o dono da casa pede a opinião do visitante, acata a resposta mesmo que dela discorde. Porém, quando a opinião é expressa pelo dono da casa o visitante há de retribuir com a mesma gentileza.

Silenciei, cumprindo a regra não escrita da terra e da gente de onde venho. Deste sertão profundo, cujos galhos da jitirana, a se enfronharem, refazem de infância meus olhos de criança.

Incomodou-me o gentil silêncio. Por quê? Porque o interesse histórico, que é também interesse público, obrigou-me a questionar o que se revelou retórica do entusiasmo. Ainda mais a tratar-se da história política daqui. Dessa terra que carrego no matulão para qualquer lugar aonde me leve o destino de retirante.

Não, meu caro, não foi discurso técnico que elegeu Robinson. Foi um conjunto de fatores tão marcadamente convergentes, que o discurso fica na rabeira da fila. Essa promessa técnica não ganhou a eleição nem se revelou competente no governo.

A vitória de Robinson nada deve à retórica. Foi rejeição popular ao fantástico acerto de cúpula que ignorou completamente a memória coletiva. Desmentindo outra falácia técnica, de que o povo não tem memória.

Um candidato sem máculas, simples, de comunicação fácil, contra um agrupamento de “aliados” que durante três décadas trocaram acusações e insultos. O povo reprovou o ajuntamento “heterogêneo”.

Disse o Secretário que “o tempo era outro”. Retórica do vazio. Aí estão os fatos. Este texto não inova, republico as mesmas razões, pela atualidade e comprovação de que a retórica não faz a realidade. É o inverso. A realidade desmente a retórica.

Mudança é a mais prostituída palavra de cada governo.  Na hora da disputa do voto, os técnicos são dispensáveis. E a mudança decantada é a de “que tudo mude pra que fique tudo do mesmo jeito”. Da lição de Lampedusa.

O que mudou? Absolutamente nada.

O atual governo é continuação. Monótona repetição de uma década, sem criatividade e vazio retórico. Do segundo governo Wilma e do governo Rosalba, que Robinson jurou não continuar.

A beleza virtual do quadro prometido, numa tela enorme, queda-se vencida pela realidade mal enfrentada.

E todos nós pagamos por mais uma retórica abatida em pleno voo.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 27/10/2016 - 22:21h
Hoje

Padre avisa que políticos não discursarão em evento religioso

Na Missa em Ação de Graças agora à noite na Catedral de Santa Luzia, pelos 174 anos da Paróquia, o padre Flávio Augusto de Melo fez um desabafo.

Garantiu que a partir deste ano e enquanto fosse pároco da Catedral, não haverá mais discurso de políticos após final da procissão de Santa Luzia.

Assinalou que avisou a decisão pessoalmente ao prefeito Francisco José Júnior (PSD) e o governador Robinson Faria (PSD).

O Blog antecipou ontem essa informação com o porquê (veja AQUI).

* A missa de hoje também marcou o lançamento da Festa de Santa Luzia 2016.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 26/10/2016 - 23:43h
Futuro próximo

Robinson e Rosalba podem se afinar no campo político

O governador Robinson Faria (PSD) não vai fazer qualquer mudança no quadro de cargos comissionados em Mossoró, sem antes ouvir a prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP). É o que pode ser ouvido no restrito círculo do governismo estadual.

“Aliados” na gestão estadual, onde o grupo e o partido da prefeita eleita possuem cargos importantes, Robinson e ela podem estreitar relações políticas nos próximos meses. Administrativamente, eles precisarão se entender.

O principal representante do grupo do governador em Mossoró, até bem poucos meses, era o ainda prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Mas o governador já deixou clara a ruptura nessa coabitação política (veja AQUI), além de ter sinalizado para comunhão política com a própria Rosalba na Prefeitura de Mossoró.

Sob a ótica do rosalbismo, um entendimento com o governador não é prioridade. Pontualmente, sim. Os projetos políticos do grupo passam por costura diametralmente oposta a do governante estadual.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 24/10/2016 - 23:50h
Entrevista

Robinson diz que não fará demissões nem vai negociar Caern

Em entrevista à FM 94 (Natal) hoje, o governador Robinson Faria (PSD) declarou: “Não fui eleito para demitir pais de família concursados no serviço público.” Falou ao jornalista Alex Viana e ao consultor Sêmio Timeni.

Robinson foi entrevistado hoje em emissora de Natal, falando sobre gestão pública (Foto: cedida)

Deixou claro, que na batalha para administração das contas públicas, ele não planeja um bota-fora de servidores.

Também deixou claro, que há entre os ativos estudados para negociação pelo Estado, não se encontra a Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN).

– Podemos até pensar em alguns ativos, mas a Caern não – disse.

Prometeu também que “até o final do ano lançaremos os editais dos concursos das Polícias Militar e Civil, Itep e Bombeiros para termos condições de melhorar o policiamento nas ruas”.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 24/10/2016 - 20:54h
Reunião

Servidores pedem devolução de recursos a outros poderes

O governador Robinson Faria (PSD) recebeu do Fórum dos Servidores Públicos do Executivo uma carta que solicita a pactuação financeira entre os Poderes, para que o calendário de pagamento do Executivo seja regularizado. O documento, assinado por seis entidades sindicais, pede, entre ouras ações, que Robinson requeira ao Tribunal de Justiça, à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado a devolução de R$ 398 milhões referentes aos valores recebidos acima da inflação nos anos 2014 e 2015.

A entrega aconteceu na tarde desta segunda-feira, 24, no auditório da Governadoria.

Fórum é resultado de posição dos servidores em momento de crise (Foto: Ivanízio Ramos)

“Gostaria de agradecer esta contribuição dos sindicatos. Vamos analisar este documento, que se mostra como uma saída inteligente. Aguardamos que os poderes, assim como vocês, sejam compreensivos com a situação financeira do Executivo”, afirmou Robinson, que já tem reunião marcada com os poderes para a próxima quarta-feira, 26. “Se eles forem compreensivos como vocês, nós teremos a solução”, completou.

Na elaboração do documento, o Fórum levou em consideração que o Rio Grande do Norte é o quarto estado do país com maior parte da Receita Orçamentária Líquida do Tesouro (ROLT) sendo destinada aos poderes. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, o Tribunal de Justiça Potiguar é o segundo do país em relação ao comprometimento da ROLT, engolindo 13,55% do total. Neste mesmo ranking, a Assembleia Legislativa do RN (5,05%) é a sexta e o Ministério Público (4,55%) o sétimo.

“Observamos em nossos estudos que a transferência aos poderes teve um aumento de 90,3% no período que vai de 2010 até agosto deste ano, enquanto a receita corrente líquida subiu apenas 47,8% e a inflação acumulada foi de 53,2% no mesmo período”, explicou Pedro Lopes, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindfern). Foi ele quem apresentou o conteúdo da carta aos secretários presentes e ao chefe do Executivo.

Ana Cláudia Gomes, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol), destacou a importância da união de forças no enfrentamento do problema. “O que nos interessa é encontrar uma solução. É uma crise de estado, então é fundamental que nós possamos dar as mãos para enfrentá-la. O que não pode é apenas os servidores do Executivo serem afetados como se fossem os culpados pelas crise”, destacou ela.

O Fórum reúne ainda os sindicatos dos Policiais Civis (Simpol), dos Servidores da Administração Direta (Sinsp-RN) e dos Servidores da Administração Indireta (Sinai), além da Associações dos Bombeiros Militares (ABM-RN). Do Executivo, estavam no encontro a chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, os secretários de Planejamento, Gustavo Nogueira, de Administração, Cristiano Feitosa, de Comunicação, Juliska Azevedo, o adjunto de Tributação, Fernando Amorim, o consultor geral do Estado, Alexandre Pinto Varela, e o procurador geral do Estado, Francisco Wilkie.

Com informações do Governo do Estado.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
domingo - 23/10/2016 - 16:54h

Soluções paliativas ofuscadas pela prisão de Cunha

Por Carlos Duarte

Na semana passada, o governo Temer anunciou duas medidas, que teriam como objetivos a melhora do nível de confiança do investidor e a geração de uma expectativa positiva na demanda de mercado. Especificamente: as reduções dos preços dos combustíveis e a retração de 0,25% na taxa básica Selic.

Mas, a equipe econômica não contava com a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha – que tomou conta do cenário nacional e acabou ofuscando a estratégia do governo.

Apesar da tentativa de impor uma agenda positiva para as estratégias econômicas, as soluções encontradas são, ainda, tímidas, pontuais e desconexas com os principais fundamentos macro e micro econômicos.

A tímida redução do preço dos combustíveis, promovida pela nova política de preços da Petrobras, não teve reverberação na ponta do sistema, ou seja, nas bombas dos postos de abastecimentos. Isso porque a redução do preço da gasolina foi menor do que o aumento do etanol adicionado na mistura. Em algumas cidades, houve aumento do preço da gasolina e do etanol, enquanto o diesel reduziu ínfimos R$ 0,02.

Por outro lado, a redução da taxa Selic (0,25%) foi muito incipiente diante dos juros reais de mercado. Ou seja, é irrelevante para o setor produtivo – que continuará pagando os mesmos juros reais, elevadíssimos, do cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e CDCs. Um dos fatores que impediu o BC a reduzir de forma mais drástica e rápida a taxa Selic foi a resistência da inflação de serviços, que apresenta sinais de repique.

No último biênio, 2015/2016, a contração do PIB pode ficar em torno de 7%, com recuo da renda per capita, no mesmo período, superior a 8%. Este cenário está tendo um efeito devastador no mercado de trabalho. Isso tem afetado o comportamento da renda real que, segundo o IBGE, caiu 1,7%, no último trimestre, já descontada a inflação. Ainda é preciso considerar a inércia – fenômeno pelo qual a inflação passada alimenta a futura, numa economia com grau elevado de indexação, como a brasileira.

Os sucessivos erros na condução das politicas econômicas nacional, principalmente nos últimos quinze anos, levou o País a atual recessão e a uma das crises econômicas mais severas da história do Brasil. Os desgovernos propiciaram inúmeras externalidades que, agora, precisão ser resolvidas ou até mesmo internalizadas.

Um estrago como esse não se resolve como um passe de mágica em nenhuma economia do mundo. A saída demanda tempo, planejamentos integrados, projetos sustentáveis e muitos sacrifícios da população. Mas, o que se percebe é exatamente o contrário: implementações de ações pontuais, não integradas, sobretudo, uma ansiedade crônica e ávida por soluções paliativas que certamente poderão, futuramente, potencializar os graves e atuais problemas.

Se não houver uma rápida correção de rumo na atual condução das políticas econômicas do Brasil, poderemos estar assistindo a mais um engodo, promovido por estratégias de manutenção de poder, com a geração de falsas expectativas em detrimento da retomada do crescimento sustentável.

SECOS E MOLHADOS

Rebaixamento – O Rio Grande do Norte, juntamente com os estados do Piauí e Paraíba, teve seu rating rebaixado junto ao Tesouro Nacional e sai do rol de Estados aptos a receberem aval da União. A queda de arrecadação, elevação da dívida e aumento das despesas com a folha de pagamento são os principais motivos para o rebaixamento da classificação de risco, de B+ para C-, evidenciando a piora da situação financeira do governo Robinson Farias.

Incapaz – A propósito, para azar dos norte-rio-grandenses, o governo Robinson Faria (PSD) está se configurando em mais um caos administrativo. Em quase dois anos de governo, ainda não conseguiu equacionar sequer os fundamentos básicos que os princípios da gestão pública recomendam. Pelo perfil demonstrado, até agora, dificilmente conseguirá reverter a crise em que se encontra o RN. Faltam-lhe competência, visão empreendedora e articulação política, entre outras ações indispensáveis à administração pública.

Expectativa – Ninguém espere uma gestão salvadora da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP), logo de saída ou no curto e médio prazo. A situação financeira da Prefeitura de Mossoró é muito grave (de quase insolvência). Por outro lado, as perspectivas do cenário econômico nacional e regional ainda são muito sombrias e insustentáveis. Acrescente-se, que o passado recente de Rosalba, como governadora, a revelou incapaz como gestora de crises, sendo eleita como a pior governadora do Brasil. Resta aos mossoroenses a esperança de que ela tenha aprendido com os erros do passado e, agora, acerte na gestão futura.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Economia
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 21/10/2016 - 15:22h
Mandado de Segurança

MP cobra seus recursos em dia acionando Robinson na Justiça

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte – MPRN ajuizou, hoje (21), Mandado de Segurança contra ato omissivo do Governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), em função da ausência de repasse do valor mensal correspondente ao duodécimo a que o Órgão tem direito para o custeio de seus serviços e da remuneração de seus membros, servidores e colaboradores.

Robinson: mais pressão pela via judicial e de um órgão de força (Foto: reprodução)

O objetivo da medida é garantir a defesa da autonomia da Instituição que, assim como o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública, deve receber do Poder Executivo, até o dia 20 de cada mês, o repasse financeiro necessário para adimplir com suas obrigações e manter a continuidade de seus serviços.

O MPRN informa que, em que pese contribuir com os esforços de economia decorrentes da frustração de receitas do Estado, o que já ocasionou a redução considerável do valor mensal que tem recebido mês a mês, ainda sim o Poder Executivo não tem cumprido o dever de repasse do montante do duodécimo dentro do prazo constitucional, prejudicando seriamente o planejamento e o funcionamento da Instituição.

Medidas sérias

Esclarece também que, em função da atual crise econômica, tem efetivado medidas sérias de contenção de despesas, notadamente de pessoal, tendo cortado 10% do seu quadro de promotores e procuradores de justiça, executado um plano de incentivo à aposentadoria de seus membros e parado de repor cargos de servidores vagos, medidas que reduziram significativamente o custo de sua folha de pessoal.

Em comunicado através de sua assessoria, complementa: “Entende oportuno ainda esclarecer que, em que pese compreender a difícil situação financeira do Poder Executivo para o cumprimento de suas obrigações, é ilegítimo e fora do que determina a Constituição Federal pretender utilizar os valores dos duodécimos dos poderes – já devidamente reduzidos pelos contingenciamentos feitos, na forma da lei – além do prazo determinado para o repasse, conduta que atenta contra o Estado Democrático de Direito, no qual o Poder Executivo é um dos indispensáveis braços, mas não mais que os demais poderes e órgãos com autonomia, entre eles o Ministério Público, os quais, por isso mesmo, têm direito inarredável à proteção dos valores necessários para seus funcionamentos.”

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
quarta-feira - 19/10/2016 - 10:05h
Orçamento da União

Beto Rosado sugere emendas de bancada à Saúde e Educação

Durante a reunião da bancada federal do Rio Grande do Norte para debater as emendas coletivas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2017, nesta terça-feira (18) – Veja AQUI, o deputado federal Beto Rosado (PP) sugeriu a destinação dos R$ 224 milhões, aos quais os deputados e senadores têm direito de indicar de forma impositiva, para a Saúde e Educação.

Beto Rosado 18-10-16 em reunião da bancada federal para tratar do Orçamento Geral da União 2017

Foi proposto, no início da reunião, pelo coordenador da bancada, deputado Felipe Maia (DEM), que os recursos fossem alocados para a Barragem de Oiticica, em Jucurutu, e as obras na Avenida Maria Lacerda, em Nova Parnamirim, que foram sugeridas pelo Governo Federal. Beto Rosado reiterou que o Estado deve decidir suas prioridades.

Necessidades básicas

“A Barragem de Oiticica e as obras na Avenida Maria Lacerda devem ser tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Nós, da bancada, temos o direito de indicar, no orçamento impositivo, também outras prioridades. Vejo como necessidades básicas a serem atendidas com urgência as áreas de Saúde e Educação”, discursou o parlamentar.

Durante a reunião, da qual participaram a prefeita eleita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP); o governador Robinson Faria (PSD); o prefeito reeleito de Natal, Carlos Eduardo (PDT); e representantes de diversas entidades. Na ocasião, cada um colocou seu ponto de vista. Nesta quarta-feira (19), a bancada se reunirá novamente para definir os recursos indicados pelos parlamentares potiguares no orçamento.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
quarta-feira - 19/10/2016 - 00:34h
Investimentos

Bancada do RN recebe pleitos de entidades ao Orçamento 2017

Parlamentares da bancada federal do Rio Grande do Norte estiveram reunidos na terça-feira (18) em Brasília, com representantes de entidades, governado do estado e prefeitos de municípios potiguares. Na oportunidade, a bancada recebeu os pleitos das instituições ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2017.

Felipe Maia (ao microfone) coordena bancada na discussão de propostas ao lado de Robinson (Foto: assessoria)

O deputado federal Felipe Maia (DEM), que é coordenador da bancada federal, destacou o empenho dos parlamentares no encontro:

“A bancada dialoga, democraticamente, com as entidades do Rio Grande do Norte. Recebemos as demandas e conhecemos as propostas das instituições com mais profundidade, com isso, pretendemos atender o máximo possível de projetos e, consequentemente, o maior número de pessoas atingidas com esses pleitos”.

Governo

Nas listas de projetos apresentados pelo próprio governador Robinson Faria (PSD), que compareceu à reunião de hoje em Brasília, estão a construção e reforma de unidades prisionais, a implantação do Programa Transporte Cidadão na Região Metropolitana de Natal, o aparelhamento e reforma de Unidades Públicas de Saúde e a implantação de sistemas de Abastecimento de Água na área de abrangência do Projeto de Integração do Rio São Francisco, entre outras.

Dentre as sugestões apresentadas estão: investimentos em assistência social; segurança; saúde; reforma no sistema prisional do estado; apoio as instituições de Ensino Superior: UFRN, UERN, Ufersa, IFRN; investimentos para a Maternidade Escola Januário Cicco, HUOL e Hospital Universitário Ana Bezerra e melhoria na infraestrutura da cidade do Natal.

Uma nova reunião será realizada nesta quarta-feira (19), para definir quais emendas serão acatadas pela bancada federal. “Aproveitamos esta reunião para trazer os problemas essenciais que mais afligem a população do Rio Grande do Norte”, assinalou Robinson.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
sexta-feira - 14/10/2016 - 07:20h
Ex-aliados

Robinson põe fim de vez à aliança com prefeito de Mossoró

Governador Robinson Faria (PSD) deixou claro o rompimento político com prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Entrevista foi dada à FM 98 do Natal, nessa quinta-feira (13).

Franacisco José e Robinson: vácuo na relação e situação vexatória para ambos (Foto: Web)

Francisco José e Robinson: antes era assim (Foto: Web)

– Encerra-se um ciclo com o político e prefeito de Mossoró Francisco José Júnior – afirmou o governador.

Estava escrito.

O governador passará a promover modificações na estrutura do seu partido e do Governo do Estado em Mossoró, a partir dessa nova realidade.

Vídeo

Como “Francisco” não orientou seus aliados a pedirem demissão de cargos do Estado, indicados por ele, passará por esse constrangimento adiante.

O estopim para o rompimento foi um vídeo levado ao ar pela primeira-dama mossoroense Amélia Ciarlini (veja AQUI), tratando Robinson como ingrato e avisando que não o tinha mais como líder político.

A réplica coube à primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI).

Só recentemente o governador se pronunciou, dando sua posição e revelando desapontamento com o prefeito (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.