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domingo - 26/12/2021 - 08:40h

Uma batalha constante

Por Odemirton Filho 

2021 está chegando ao fim. Estamos vivendo tempos difíceis, como se sabe. Aqui e ali, vemos pessoas com as mãos estendidas. Não só cidadãos brasileiros, diga-se, mas de outras nacionalidades. Pessoas sem rumo, sem presente, sem futuro.   homem no alto da montanha, luz, sol, esperança, ano novo

O custo de vida aumenta diariamente. O pão nosso de cada dia está cada vez mais caro. Faltam empregos, e milhões de pessoas estão trabalhando na informalidade. Além do mais, boa parte da população está passando fome. É triste e, principalmente, revoltante, assistir ao noticiário com relatos de pessoas remexendo o lixo e em busca de ossos para se alimentar.

Sim, devemos cobrar ações dos nossos representantes, mas precisamos fazer a nossa parte, sair da zona de conforto. Não podemos ficar indiferentes ao problema.

Aliás, dia desses, o colunista Mario Sabino, da revista Crusoé, escreveu:

Mas, à exceção de poucos, estamos insensíveis a ela (a fome), assim como nos tornamos — se é que não sempre fomos  insensíveis à corrupção, à criminalidade, à ignorância, à incompetênciaE, na nossa insensibilidade, nos deixamos conduzir por gente que, perversamenteaproveita-se da fome de tantos como nós, para fechá-los em currais eleitorais, em troca de comidae assim perenizar o círculo vicioso”.  

Pois bem. Não devemos nos tornar insensíveis, nem fechar os olhos para a corrupção e para os desmandos administrativos praticados por um ou outro gestor público. Seja quem for.

Enfim. Apesar de uma batalha constante e de uma pandemia que parece interminável, devemos agradecer por mais um ano. Agradecer pela vida. Pela saúde. Pelo pão.

Lembrei-me do poeta Ferreira Gullar: “e nesta batalha estamos todos, inapelavelmente. Todos os dias, tomo meu banho e meu café, visto-me, dou adeus aos meninos e saio para guerrear. À noite, se volto, volto ileso ou ferido, mas as feridas ninguém vê”.

Um 2022 repleto de coisas boas. Com as benções de Deus.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Crônica

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    ‘não devemos fechar os olhos para os desmamdos e para a corrupção.”
    P problema, Odemirton, é que fechamos. Fechamos e ainda agredimos os que não fecham.
    Por que chamamos de loucos os que lutam contra a corrupção?
    Fazemos isto porque o comportamento desassombrado destes “loucos” nos incomoda.
    Temos medo de mexer com os “poderosos” que provocam o atraso e a miséria de todos nós. Nos consolamos dizendo que miseráveis sempre existiram eexistirão e lembramos o que fizeram com Jesus Cristo. Um dia deixaremos a covardia de lado e agiremos como cristãos.
    Já vencemos a escravidão.
    Venceremos a corrupção.
    Parabéns pela crônica e pela pertinência do assunto abordado.

  2. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Prof.Odemirton, outra beleza numa sequência. Parabéns, salve!

  3. Rocha Neto diz:

    Faço minhas as palavras da nobre Naide Maria.
    Valeu!!!
    Odemirton, você é o cara!!!
    No seu segundo parágrafo, estar exposta uma realidade dura para nós humanos aguentar em pleno século XXI. É Imooooral!!!

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