Do Canal Meio e Veja para o BCS

Wagner e Alcolumbre em relações perigosas com Vorcaro e Master (Foto: Brenno Carvalho/O Globo/Arquivo)
A irritação que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vem demonstrando nos últimos meses, refletida nos contínuos embates com o Executivo, ganhou mais uma explicação. Segundo reportagem de Robson Bonin, o senador do Amapá teria recebido US$ 30 milhões, cerca de R$ 115 milhões, do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, acusado da maior fraude financeira na história do país.
A informação, segundo o texto, consta da nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.
O dinheiro teria sido depositado em uma conta em nome do senador no exterior por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. A reportagem não explicita o que Vorcaro recebeu em contrapartida, mas o fundo de previdência dos servidores do Amapá, então comandado por um indicado de Alcolumbre, investiu R$ 400 milhões em títulos do Master.
Em nota, o presidente do Senado negou as acusações e disse que vai processar Vorcaro. (Veja)
PT baiano também…
A reportagem destacou também a já conhecida relação do ex-controlador do Master com o PT da Bahia. Em 2007, o senador Jaques Wagner (PT-BA), então governador, criou o CredCesta, um sistema de empréstimo consignado do qual o Master se tornou principal operador.
Seu sucessor, o hoje ministro da Casa Civil Rui Costa, publicou em 2022 um decreto restringindo a portabilidade das dívidas, o que beneficiou diretamente a instituição de Vorcaro. O banqueiro, porém, não detalhou se pagou alguma contrapartida a essas vantagens. (Veja)
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