A chapa está sendo engolida a seco pelo esquema da prefeita, que tem como principal articulador o seu irmão e chefe de Gabinete, agitador cultural Gustavo Rosado (DEM). É o preço da aliança com o casal Carlos-Rosalba. Ruth não é do agrado da família. Entra a seco. Sem um "piu."
A ex-deputada Ruth Ciarlini não se reelegeu em 2006. Compondo a chapa, é o "calço" do casal para a eleição municipal seguinte (2012). Representa a irmã senadora, que já foi prefeita três vezes. Ou, no mínimo, guardará lugar para postulação de Betinho Rosado (DEM), atual deputado federal e irmão de Carlos.
Com a mudança, Carlos também executa um de seus exercícios preferidos: imolar quem o desafiou: vice-prefeita Cláudia Regina (DEM). A antiga colaboradora está descartada. Faz parte da natureza Rosado, especialista em moer gente. Adora gerar súditos e vassalos. Detesta liderados capazes de pensar com os próprios neurônios.
A atitude de Cláudia em colaborar diretamente com a candidatura do filho do senador José Agripino (DEM), Felipe Maia (DEM), em 2006, o catapultando à conquista de mais de 9 mil votos em Mossoró, não agradou Carlos. Cláudia atendeu a pedido do próprio Agripino. Nem assim aplacou a ira mitológica do líder do "Olimpo".
Como evitou ser estrela no convívio institucional e pessoal com a prefeita Fafá, regra da hierarquia do poder, Cláudia ganhou o respeito da governante & família. Mesmo assim azedou, aos olhos de Carlos. Expirou seu prazo de validade.
É assim que funciona a "seleção natural" na política ficcional mossoroense.

























