domingo - 24/04/2011 - 09:57h

PCdoB – Um partido do tamanho de nossas ideias


"O Brasil não precisa do PCdoB para amanhã, mas sim para hoje, pois já temos bagagem, ou seja, elementos teóricos suficientes para o funcionamento pleno de um partido, quiçá de uma nação." (
José Nildo Cabral)

O 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido realizado entre os dias 15 e 17/04, reuniu em São Paulo mais de 500 dirigentes do PCdoB de todos os estados do Brasil. O evento teve como norte a discussão sobre a organização do Partido e o estreitamento das ações partidárias entre o Comitê Central e os Comitês Municipais.

Vários dirigentes usaram a tribuna para expressar o sentimento de pertencimento ao Partido e, sobretudo, para contribuir com a carta-proposta que foi aprovada quando do encerramento do evento. A carta-proposta traz as linhas de atuação do PCdoB no campo da organização partidária e conclama todos dirigentes dos maiores municípios do Brasil a se integrarem num processo de construção contínua e coesa do partido.

O projeto político para as eleições de 2012 representará o desafio primaz desse novo marco organizativo da legenda. Já está claro para todo o coletivo partidário que a luta no campo das ideias precisa ser transportado à luta política.

E nesse contexto, o caminho natural é a disputa por espaços no poder executivo e no legislativo, onde o Partido poderá apresentar diretamente ao povo suas ideias quanto a construção das cidades e do estado brasileiro. Baseado nessa premissa, o PCdoB irá lançar candidaturas nos maiores municípios do Brasil, tendo destaque para São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre, Aracaju, São Luiz e Olinda, essa última cidade com uma experiência administrativa acumulada de três mandatos do Partido.

Mossoró por ser a segunda cidade do estado do Rio Grande do Norte e se caracterizar como uma cidade de médio porte em processo de desenvolvimento econômico, terá apoio sistemático das direções estadual e nacional do PCdoB no objetivo da formatação de um projeto viável eleitoralmente que transforme o Partido num protagonista da renovação política do município.

É preciso que todos que fazem o PCdoB não tenham medo de ousar e, sobretudo, não tenham medo da disputa no campo das ideias, seja com nossos opositores ou aliados, pois o objetivo central de nossa luta será chegar ao centro do poder para que nossas ideias possam ser ouvidas pelo povo e, principalmente, postas em prática.

Temos um grande desafio pela frente, haja vista que precisamos nos posicionar politicamente mantendo a linha de atuação independente que pauta as ações do partido desde muito tempo. A busca pela formatação de um projeto que possa servir como ponto de partida para um novo modelo administrativo e político para o município deve estar no cerne das discussões partidárias.

Os partidos historicamente aliados precisam ser ouvidos e eles precisam, também, ouvir o PCdoB. É notório que a construção de um novo modelo político para Mossoró não passa apenas pela hegemonia de uma única agremiação partidária e, nisso, a eleição de 2008 mostra claramente essa afirmação. A autocrítica nos leva a debelar o rumo isolacionista e construir coletivamente o novo modelo político para Mossoró.

A manutenção do poder local nas mãos de um mesmo grupo familiar a mais de seis décadas causou nos movimentos oposicionistas e, sobretudo, nos partidos de esquerda, uma clara fragilização na ocupação de espaços no âmbito da sociedade.

Sendo assim, é imprescindível que o PCdoB se apresente ao povo de forma clara e contundente como um partido que entende a sociedade e busca, a partir dos cenários visíveis, os caminhos concretos para a representação democrática dos atores sociais. O nosso objetivo para os próximos anos será elevar o PCdoB ao tamanho de nossas ideias, pensamento norteador do 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido.

Gutemberg Dias, geógrafo e presidente do Comitê Municipal do PCdoB em Mossoró/RN.


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domingo - 24/04/2011 - 09:10h

Só Rindo (Folclore Político)

Meu reino por um doce

Conhecido pelo apelido de "Meu Pai", prefeito da pacata e microscópica Brejinho, nosso personagem é convidado para participar de recepção ao presidente João Batista Figueiredo.

Tudo marcado para ocorrer em Natal.

A tradicional e austera Escola Doméstica – voltada para estudantes do sexo feminino – é escolhida para abrigar o compomisso com o presidente.

Meu Pai não se retrai diante do homenageado. Menos ainda com a atmosfera formal e recatada do colégio. Seu jeito espontâneo prevalece.

Depois de passar o prato principal, o prefeito é abordado por uma estudante que tenta lhe fazer outro agrado:

– O senhor quer uma sobremesa?

– Tem doce?

Ela fala afirmativamente e, em seguida, lista o "doce de mamão com coco" entre as opções.

Meu Pai não se contém em sua alegria. Supervaloriza o sabor à sua maneira:

– Eu dou o "c" por um doce de mamão com coco!

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domingo - 24/04/2011 - 08:54h

Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim


Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se chama o natural do Cairo?

O leitor que responder "não sei" a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova de Português de nenhum concurso oficial. Alias, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância, receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.

Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu instrumento de trabalho, que é a língua.

Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de Português.

Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma "página de bom vernáculo, exemplar". Tive vontade de responder: "Mera coincidência" — mas não o fiz para não entristecer o homem.

Espero que uma velhice tranqüila – no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?).

Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. "Cada dia você parece que tem de praticar a sua má ação — contra a língua". Mas acho que isso é exagero.

Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinqüenta que dos quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais, pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa intenção.

Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.

Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para "pegar" as outras?

O habitante do Cairo pode ser cairense, cairei, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras cruzadas da "Última Hora" ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de "O Globo?".

No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem antônimo do póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de Itapemirim!

Rio, novembro, 1951

Rubem Braga (1913-1990) – Jornalista, escritor, cronista e bacharel em direito (sem nunca ter exercido atividade advocatícia)

* Texto extraído do livro "Ai de Ti, Copacabana", Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 197.

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domingo - 24/04/2011 - 08:34h

Traze-me


Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
– vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
– vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
-Vê que nem te digo – esperança!
-Vê que nem sequer sonho – amor!

Cecília Meireles (1901-1964) – Poetisa, pintora, escritora e jornalista carioca

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domingo - 24/04/2011 - 08:25h

Realidade dos números no futebol


Se alguém ainda tem dúvida quanto ao ocaso do futebol de Mossoró e a própria flacidez desse esporte, no Rio Grande do Norte, veja esses números de jogo ocorrido no Machadão (Natal), nesse sábado (23):

América 5 x 0 Potiguar de Mossoró (gols de André Neles, 2; Adalberto, 2 e Maruro com 1);
Público Pagante – 112 pessoas (isso mesmo);
Renda – R$ 1.480,00.

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domingo - 24/04/2011 - 08:08h

“Fingi ser gari por um mês e vivi um ser invisível”


O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.  Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ‘seres invisíveis, sem nome’.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

 Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: ‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles.

Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo.

No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: ‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi.

Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar. O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.

Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real? Eu choro.

É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘coisa’.

Ser ‘ignorado’ é uma das piores sensações que existem na vida!

* Síntese da tese de mestrado do professor Fernando Braga da Costa da Universidade de São Paulo (USP), extraída do Blog de Carlos Escóssia AQUI.

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sábado - 23/04/2011 - 16:43h

Pensando bem…

"Saudade é melhor do que caminhar vazio".

Peninha

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sábado - 23/04/2011 - 16:40h

Um nome capaz de ousar diante da multidão em Mossoró


Alguns números passam praticamente despercebidos, ao final de cada eleição. Em Mossoró é assim. Em outras plagas, também.

Mas sugiro atenção redobrada num detalhe para 2012, com olhos em relação ao que aconteceu nas últimas eleições municipais: 2008.

Bom ficar atento.

Dos 153.027 mil eleitores aptos ao voto, 134.326 compareceram.

Entre abstenções, nulo, branco e votos nos candidatos Renato Fernandes (PR) e Heronildes Bezerra (PRTB), houve um total de 41.549 eleitores que não votaram em qualquer nome das opções do clá Rosado do A e do B.

É um contingente que continua sem nomes para 2008, como as próprias pesquisas recentes de intenções de voto à prefeitura, já mostraram. 

Está à espera de alguém, alguma proposta que a sensibilize, algo capaz de representar uma opção entre os comuns.

Façamos as contas, para sermos mais claros.

Veja abaixo como esse contingente se dividiu no "contra":

Renato Fernandes (PR) – 11.306 votos (9,17%)
Heronildes Bezerra (PRTB) – 464 votos (0,38%)
Branco – 3.678 (2,74%)
Nulo – 7.400 (5,51%)
Abstenção – 18.701 (12,22%)
TOTAL – 41.549 votos

Bom assinalarmos, que a segunda colocada nas eleições, Larissa Rosado (PMDB), empalmou 46.149 votos, ou seja, apenas 4.600 votos a mais que esse "exército". Foram 37,44% dos votos válidos.

Já a prefeita reeleita, Fátima Rosado (DEM), a "Fafá", amealhou 65.329 votos, ou seja, 53,01% dos votos válidos.

Como se vê a olho nu, há uma massa-gente órfão de líderes, de uma referência, um condutor, uma perspectiva de efetiva mudança.

Mas quem é esse nome, heim, capaz de ousar?

Eis a questão.

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sábado - 23/04/2011 - 15:16h

O Judas de cada um


É de nossa tradição cultural, abraçada do costume religioso, cristão, "malhar o Judas".

Em sua verve, sua incrível capacidade de rir de suas próprias desgraças, o brasileiro todos os anos escolhe alguém para linchar com pau, pedras, pontapés, fogo. Dependura-o no poste, arrasta-o pelas ruas.

O Judas que nasce e morre em cada sábado de aleluia é inspirador e burlesco. Pena que no restante dos anos, todos prefiramos cruzar os braços, resmungar em sussuros, em vez de agir e mudar o próprio destino.

Estamos sempre transferindo responsabilidades, passando o bastão pros outros, lavando as mãos, negando Cristo, ignorando nossa nacionalidade e não assumimos a parcela de culpa que temos desse país ainda não ter cumprido seu ideal.

Judas sofre uma vez por ano e provoca risos ao final.

Muitos de nós somos vítimas do escárnio o ano todo, sem que percebamos.

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sábado - 23/04/2011 - 10:32h

Contigenciamento desrespeita reais prioridades públicas

Chamamos, em Direito Financeiro, de contingenciamento, o valor (dinheiro) que não tem previsão de ser liberado, embora previsto orçamentariamente, por parte do Órgão responsável pela gestão dos recursos financeiros, aos órgãos que executam o orçamento.

No caso do Rio Grande do Norte, especificamente, esse Órgão é a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN).

Quando ocorre um contingenciamento os programas, projetos e ações previstos no orçamento, que concretizam políticas públicas, deixam de ser efetivados. Ora, o desenvolvimento se mede, hoje, por paradigmas que vão muito além do chamado "crescimento econômico", entendido este como aumento de produção de bens e valores, do Produto Nacional Bruto (PIB), industrialização, avanço tecnológico, ou aumento de renda "per capita".

Tal é o pensamento da ONU, expresso no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que procura alavancar os esforços governamentais para além do econômico expandindo, por intermédio de políticas públicas, as escolhas e oportunidades de cada pessoa. Em outros termos, tendo como propósito o desenvolvimento do homem, e não a mera acumulação de riquezas.

Inegável, nesse propósito, o pensamento do prêmio Nobel de Economia Amartya Sem, para quem “o desenvolvimento consiste na eliminação de privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de agente".

O desenvolvimento passa a "ser visto” então, “como um processo de expansão das liberdades reais de que as pessoas desfrutam". Trocando em miúdos, há desenvolvimento quando os avanços na Saúde, Educação e Segurança Pública, por exemplo, são significativos e mensuráveis, fruto de políticas públicas de Estado, não de Governo, ou seja, independentes estas de quem seja o titular circunstancial no exercício do Poder.

Políticas públicas não se implementam em curto espaço de tempo. Às vezes gerações se sucedem antes que uma política pública obtenha resultados palpáveis, concretos. É esta a lição que a história nos oferece, quando voltamos nossos olhos para os países desenvolvidos, como os escandinavos.

As políticas públicas são implementadas via programas, projetos e ações governamentais. Se programas, projetos e ações, que são meios táticos, são interrompidos, as políticas públicas, que são estratégias, ficam comprometidas.  Não por outra razão, no nosso Estado, a Educação, a Saúde e a Segurança Pública, para ficar no óbvio, estão em permanente caos.

Se o contigenciamento, ao deixar de executar o orçamento, paralisa as políticas públicas, como o fizeram os governos anteriores e aparentemente está fazendo o atual, e o orçamento é uma lei que expressa a soberania popular – o desejo da Sociedade de como deve ser gasto nosso dinheiro – pior ainda é constatar, por essa razão, o desrespeito à Constituição Federal, na medida em que impede o cumprimento de princípios e preceitos acerca da Educação e Saúde.

Mas há situação ainda pior.

É quando o contingenciamento é utilizado como instrumento político por parte de quem pode determinar qual Órgão vai receber, e em qual montante, recursos financeiros para seu manejo. Em muitos casos, o repasse de recursos está ligado a barganhas políticas e contempla projetos apresentados à “toque de caixa”, desvinculados de programas e políticas previamente previstos.

Chega a ser hilariante a retórica utilizada para “justificar” esses projetos.

Então devemos ficar atentos.

O Ministério Público deve ficar atento.

A mídia independente deve ficar atenta.

Os juízes devem ficar atentos.

O Tribunal de Contas deve ficar atento e sair de sua eterna letargia (como é possível ter acompanhado, durante oito anos, as contas do governo passado, e não perceber o descalabro financeiro que ia sendo gestado e que resultou no final que todos conhecemos?).

Caso contrário estaremos condenados a gestões medíocres de “tocadores de obras”. Ou seja, a um crescimento econômico – quando há – alavancado por uma retórica milionária cujos beneficiários são os mesmos de sempre, desde que o Brasil é Brasil.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do Estado

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sábado - 23/04/2011 - 09:47h

O outro lado do agente público e seus mistérios


A elite política potiguar ensaia um retrocesso ainda mais primitivo em seus hábitos. Até mesmo para uma curta temporada de descanso, faz mistério e cria nebulosidade.

O feriadão da Semana Santa gerou mais essa novidade.

A prefeita natalense Micarla de Sousa (PV), por exemplo, mandou anunciar que faria viagem. Seria a Europa? Negou, mas também encobriu qual seria o real destino.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) cogitou nos intramuros do poder um descanso do outro lado do Atlântico, na Alemanha. Recuou e fez de conta que nunca planejou bangolar nas "oropas" em plena crise que alardeia, no ente público.

Tudo indica que ela está na Bahia, a "trabalho". Mas quem garante?

Nota do Blog
– Quem envereda pela atividade pública, com mandato conferido pelo voto popular, precisa entender que essa parte de sua vida também interessa ao cidadão contribuinte. Não é uma questão de ser ou não celebridade.

O agente público, nessas condições, é agente público 24 horas por dia, em qualquer lugar.

Esconder o quê? De quem?

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sábado - 23/04/2011 - 09:18h

Estudioso aponta para o “novo jornalismo” na Internet

Surgiu novo sinal de que a comunicação compartilhada tem futuro e enorme potência transformador. O jornalista francês Ignacio Ramonet – um dos estudiosos mais profundos, refinados e críticos da mídia convencional – acaba de lançar "A Explosão do Jornalismo" (disponível, por enquanto, apenas em francês).

A grande novidade na obra é a esperança militante que o autor deposita na blogosfera, nas redes sociais e num novo jornalismo que se associe a elas.

Ao longo dos últimos quinze anos, Ramonet foi, talvez, o analista mais destacado da mercantilização e pasteurização da imprensa.

Diretor (entre 1990 e 2008) da edição francesa do Le Monde Diplomatique, ele abriu as páginas do jornal a textos agudos sobre a involução por que passaram os jornais, o rádio e a TV, no período.

Apontou, sempre com muita riqueza de dados, a associação crescente entre imprensa e grande empresa. Associou este processo ao papel domesticador que a mídia passou a desempenhar no período – totalmente oposto à conceito de “contra-poder”, reivindicado pelos defensores de uma democracia de alta intensidade.

Cunhou, num editorial escrito em janeiro de 1995, o termo “pensamento único”, para denunciar o apagamento da diversidade.

Lembrou que, nas novas condições, a imprensa passava a desempenhar, para as sociedades capitalistas, papel similar ao que o “partido único” exercera nos países alinhados à extinta União Soviética.

Leia matéria na íntegra clicando AQUI. Imperdível! Brilhante abordagem que nos serve de elemento nuclear ao debate sadio e elevado.

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Categoria(s): Paulo de Tarso Fernandes
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sábado - 23/04/2011 - 09:08h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

O advogado Herbert Mota continua internado na UTI do Hospital Wilson Rosado em Mossoró. Ele sofreu princípio de infarto na quinta (21), sendo socorrido a tempo de receber atendimento especializado. É provável que hoje ao meio-dia ele seja transferido para um apartamento e na segunda (25) seja submetido a um cateterismo.

O serviço de "spam" do email do Blog do Carlos Santos, com um rigor espartano, jogou uma série de mensagens para sua caixa de prevenção. Só hoje que pude ver que vários deles não são vírus etc. Existem mensagens diversas e importantes, que ficaram sem retorno meu. Vou tentar dar vazão a esse material. Mas infelizmente alguns pedidos e outras abordagens estão vencidos. Minhas desculpas.

A Prefeitura de Portalegre mobiliza-se para realizar por volta da segunda semana de agosto, próximo, a terceira edição do seu Festival Gastronômico. Aucely Costa, secretário municipal do Turismo, já desencadeou contato com o Governo do Estado, em busca de apoio ao evento.

Só agora vejo email de Duarte Carvalho da Nova FM 87 de Natal. Pede que eu participe do "Programa Papo Cabeça" da próxima 2a. feira, dia 25, às 20hs., no estudio da Nova FM, ou através do telefone.  A entrevistada será a ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Infelizmente, meu caro, não vou poder participar em face de no mesmo horário ter compromisso num seminário acadêmico em Mossoró. Obrigado, assim mesmo, pelo convite.

Eduardo Vasconcelos Batista da Associação Norte-rio-grandense de Estudantes (ANE) e Centro Potiguar de Cultura (CPC) pede divulgação do Blog comum dessas entidades. O.K. Para conhecê-la, é só clicar AQUI.

Luan Vitor Nascimento, filho de um de nossos mais fieis webleitores e debatedores, Rui Nascimento, está com um blog no ar falando de esporte. É o Esporto Total Mossoró. Veja AQUI. Ele trata sobretudo do futebol mossoroense e revela forte inclinação para seguir o jornalismo, de modo profissional. Boa sorte, meu caro.

Imóvel em área total de 362,33 m2 está à venda na disputada Tibau (42km de Mossoró). Fica por trás das casas da família Mendes, uma localização privilegiada. Telefone para contato: (84) 870l-6575. Conheço bem o lugar. Uma beleza!

Obrigado a leitura deste Blog a João de Almeida (Natal), Bertrand Aragão (Mossoró-Fortaleza-CE) e Otacílio Mendonça (Natal).

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Categoria(s): Nelson Queiroz
sábado - 23/04/2011 - 07:09h

A “guerra civil” mossoroense faz 60 mortos


Mossoró chega ao Sábado de Aleluia, dia 23 de abril de 2011, com 60 crimes de homicídio só este ano. O feriadão religioso não aplaca a escalada.

Em alguns locais, como as favelas do Fio e do Trnquilim, o serviço de socorro do Samu sequer costuma entrar.

São áreas inóspitas, em estado de guerra civil.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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sábado - 23/04/2011 - 06:56h

Brasil é último entre países com acesso a ensino superior


Deu na Agência Brasil

Para concorrer em pé de igualdade com as potenciais mundiais, o Brasil terá que fazer um grande esforço para aumentar o percentual da população com formação acadêmica superior.

Levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais Ernesto Faria, a partir de relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), coloca o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países ao avaliar o percentual de graduados na população de 25 a 64 anos.

Os números se referem a 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário. Entre os países da OCDE, a média (28%) é mais do que o dobro da brasileira.

O Chile, por exemplo, tem 24%, e a Rússia, 54%.

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, disse que já houve uma evolução dessa taxa desde 2008 e destacou que o número anual de formandos triplicou no país na ultima década.

Para Costa, esse cenário é fruto de um gargalo que existe entre os ensinos médio e o superior. A inclusão dos jovens na escola cresceu, mas não foi acompanhada pelo aumento de vagas nas universidades, especialmente as públicas.

Costa lembra que o próximo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como meta chegar a 33% da população de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior até 2020. Segundo ele, esse patamar está, atualmente, próximo de 17%. Para isso será preciso ampliar os atuais programas de acesso ao ensino superior, como o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que aumentou o número de vagas nessas instituições, o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece aos alunos de baixa renda bolsas de estudo em instituições de ensino privadas e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que permite ao estudantes financiar as mensalidades do curso e só começar a quitar a dívida depois da formatura.

“O importante é que o ensino superior, hoje, está na agenda do brasileiro, das famílias de todas as classes. Antes, isso se restringia a poucos. Observamos que as pessoas desejam e sabem que o ensino superior está ao seu alcance por diversos mecanismos", disse o secretário.

 números da OCDE mostram que, na maioria dos países, é entre os jovens de 25 a 34 anos que se verifica os maiores percentuais de pessoas com formação superior.

Na Coreia do Sul, por exemplo, 58% da população nessa faixa etária concluiu pelo menos um curso universitário, enquanto entre os mais velhos, de 55 a 64 anos, esse patamar cai para 12%.

O diagnóstico da pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e especialista no tema Elizabeth Balbachevsky é que essa situação é reflexo dos resultados ruins do ensino médio. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio.

A maioria ou ainda não saiu do ensino fundamental ou abandonou os estudos.

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Categoria(s): Gilson Cardoso
quinta-feira - 21/04/2011 - 12:10h

Agripino diz que Rosalba responde pelo DEM no RN


O senador José Agripino (DEM), presidente nacional do Democratas, transferiu informalmente a liderança do partido no Rio Grande do Norte para a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

O parlamentar, que passa o feriado de Páscoa em Miami, nos Estados Unidos, falou por telefone ao jornal Tribuna do Norte que aqui no Estado quem fala pelo DEM é Rosalba.

Agripino foi questionado pela reportagem da Tribuna do Norte sobre a polêmica envolvendo a migração do vice-governador Robinson Faria (PMN) para o recém-criado PSD, liderado nacionalmente pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Inicialmente Rosalba criticou o novo partido, afirmando que não estava satisfeita porque ele estava nascendo para tentar destruir o seu Democratas.

No dia seguinte, em Mossoró, a governadora tentou contornar a situação com seu vice, afirmando que a crítica que tinha feito ao PSD era apenas no plano nacional.

Na entrevista à Tribuna do Norte, Agripino disse que endossa as declarações de Rosalba e reafirmou que a partir de agora ele, enquanto presidente nacional, vai falar pelo partido em nível de Brasil e que no Rio Grande do Norte quem vai falar em nome do Democratas é a governadora Rosalba.

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quinta-feira - 21/04/2011 - 12:07h

Advogado sofre infarto, mas está em recuperação


O advogado e músico (além de blogueiro) Herbert Mota está internado no Hospital Wilson Rosado em Mossoró.

Teve um princípio de infarto à madrugada de hoje, sendo rapidamente socorrido por um irmão, o que foi decisivo à sua vida.

Ele deve passar por um cateterismo amanhã e no momento está em observação.

Saúde, meu caro.


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quinta-feira - 21/04/2011 - 10:42h

Só Pra Contrariar


Serviço pútrido

Existe um quiproquó nas entranhas do Estado, que dificilmente chegará à Justiça, mas causa mal-estar considerável entre alguns envolvidos.

Segundo se sabe, uma empresa terceirizada estaria com dois servidores seus servindo à casa de um assessor parlamentar, em Mossoró.

O Estado paga, ele usufrui.

Tem mais: parte da própria remuneração dos terceirizados não chegava às suas mãos.

O serviço público por vezes é mesmo um serviço pútrido.

Decifra-me ou te devoro. 

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quarta-feira - 20/04/2011 - 21:32h

Um PR que se mutila


Existe uma costura orgânica e endógena no PR de Mossoró, para seu auto-esvaziamento.

Falta saber, apenas, em que direção o partido vai se jogar na sucessão municipal.

É pouco provável que trilha uma raia própria como aconteceu em 2008, com presença muito discreta e aquém do esperado.

A candidatura do vereador Renato Fernandes a prefeito, àquele ano, praticamente não teve efeito multiplicador, além da eleição do vereador Genivan Vale (PR).

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quarta-feira - 20/04/2011 - 21:25h

Álvaro Dias no rumo do PMDB

Já está combinado: O ex-deputado estadual Álvaro Dias (PDT) acertou os ponteiros com o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) e com o ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho (PMDB).

Marcou para o próximo mês de maio a sua filiação no PMDB.

O dia ainda falta ser confirmado.

Mas… O PMDB pretende fazer uma grande festa em Caicó para receber o reingresso de Álvaro na legenda que vai trocar pelo PDT.

Do Blog do Robson Pires AQUI.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quarta-feira - 20/04/2011 - 21:22h

Reprovação ao Governo Rosalba chega a 73% em Mossoró

O Blog do Jota Belmont realizou uma enquete para saber a avaliação do seu internauta, quanto ao Governo Rosalba Ciarlini.

O resultado não tem valor científico, mas sem dúvidas é uma amostragem a ser avaliada, sobretudo porque o blog é editado a partir de Mossoró, terra-berço político da governadora.

Além disso, o editor do blog é uma pessoal de nítido comportamento e atuação moderados.

Veja o resultado, que no somatório de Péssimo e Ruim chega a 73%:

Ao completar 100 dias de governo, como você avalia as ações da Governadora Rosalba Ciarlini (DEM), na sua cidade?

Total de votos: 669;
Péssimo
367 votos – 55%
Ótimo
140 votos – 21%
Ruim
114 votos – 18%
Regular
34 votos – 6%
Bom
14 votos – 3%

Votação encerrada, o Blog agradece aos que participarm desta votação. Aguarde a próxima e participe.

Veja o endereço de Jota Belmont AQUI.

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quarta-feira - 20/04/2011 - 21:20h

Pensando bem…

"A beleza é o acordo entre o conteúdo e a forma."

Henrik Ibsen

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