segunda-feira - 22/10/2012 - 21:45h
Lançamento

Gestão ambiental é tema de novo livro

Tema dos mais atuais para quem atua na área jurídica, a Gestão Ambiental ganha mais uma importante contribuição literária por parte do advogado e consultor Boisbaudran Imperiano.

Em Direito, Auditoria e Instrumentos de Gestão Ambiental, ele traz à tona a questão ambiental vivenciada na atualidade, debatendo sobre o modelo econômico e a problemática ambiental como um todo.

O lançamento desse trabalho acontecerá nesta terça-feira (23/10/2012), na Livraria Saraiva (3º Piso do Midway Mall, em Natal) – às 19h.

O autor é advogado, biólogo e professor. Tem atuação como advogado em Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN). Pós-Graduado em Análise e Gerenciamento Ambiental, em Administração Hospitalar, em Direito do Trabalho e em Direito Ambiental, ele é doutorando em Direito pela Universidade Federal de Buenos Aires – UBA (Argentina).

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segunda-feira - 22/10/2012 - 21:02h
Phabiano Santos

Nova missão de marketing eleitoral

Depois da exaustiva campanha à Prefeitura de Mossoró, compondo equipe de marketing da candidata Larissa Rosado (PSB), o publicitário Phabiano Santos embrenha-se em nova tarefa.

Ele foi contratado para fazer o marketing da campanha à presidência da Subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Mossoró, do atual vice-presidente Aldo Fernandes.

Aldo encabeça a Chapa 1, em pleito que ocorrerá no próximo mês.

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segunda-feira - 22/10/2012 - 15:21h
Para 2014

O tempo e os meios à disposição de Rosalba

Alguns webleitores perguntam na infovia e em encontros informais, comigo, na “vida real”, se é possível Rosalba Ciarlini (DEM) reverter o quadro de reprovação gigantesca de sua gestão.

Uso a mesma expressão que empreguei durante a campanha municipal de Mossoró, em relação à postulação vitoriosa de Cláudia Regina (DEM):

– Há tempos e meios.

Entretanto, pondero, que são duas situações distintas em ambientes díspares.

A governadora tem praticamente dois anos para mudar esse quadro desfavorável da capital ao interior.

Repito: “Há tempos e meios”.

Ela é candidata natural ao governo em 2014. Até aqui, sem adversários.

Nem mesmo é possível se identificar com segurança quais as forças coligadas – ou não – que devem enfrentá-la.

Ninguém se apresse em profetizar sua derrocada ou apostar numa reeleição fácil.

É isso.

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segunda-feira - 22/10/2012 - 13:38h
Sem nomeação

TCE está há mais de um ano “desfalcado”

O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em poucas semanas vai ganhar seu novo componente, saído da chamada lista do “Quinto Constitucional”, indicação feita pelos advogados do estado.

As eleições para a escolha acontecem hoje (veja postagem abaixo).

Já em relação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o lengalenga ainda não tem data para ser encerrado.

Faz mais de um ano que a governadora Rosalba Ciarlini “cozinha o galo” e não escolhe seu indicado, no lugar do conselheiro Alcimar Torquato (ex-deputado estadual), que se aposentou em outubro do ano passado.

Os Tribunais de Justiça da Paraíba, Paraná, Goiás e Mato Grosso  anularam nomeações de conselheiros por caracterização de motivação politica e nepotismo.

No Rio Grande do Norte, a vaga de Alcimar foi transformada em peça de escambo político envolvendo a sucessão mossoroense, mas que acabou sendo frustrada.

O esquema previa que a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafa”, renunciasse ao governo para ensejar a candidatura da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) – irmã da governadora.

Só que Fafá terminou recuando da proposta, mantendo-se no cargo. Quem se viabilizou à candidatura e saiu vitoriosa nas urnas foi a vereadora governista Cláudia Regina (DEM).

Mesmo a manobra não se consumando, ficou o mal-estar e muita polêmica negativa ao governo e ao próprio TCE.

Nota do Blog – Vale ser ressaltado que nesse espaço de tempo, Alcimar já saiu do TCE e foi indicado para presidir a Junta Comercial do RN (JUCERN), órgão da esfera estadual.

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segunda-feira - 22/10/2012 - 12:58h
Quinto Constitucional

Advogados indicam hoje lista para TJRN

É hoje a eleição para escolha da lista sêxtupla de advogados à indicação de uma vaga no Tribunal de Justiça do RN (TJRN). As eleições vão acontecer até às 17h.

Ainda hoje será conhecido o resultado. Vinte advogados disputam a indicação de seus pares  ao TJRN, conhecido como “Quinto Constitucional”.

Está em jogo o lugar deixado pelo desembargador Caio Alencar, que recentemente se aposentou.

Os seis nomes escolhidos serão submetidos à apreciação do TJRN. Dai sairá uma lista tripla para análise da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Ela terá a primazia de fazer a “filtragem” final.

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segunda-feira - 22/10/2012 - 08:03h
Em novembro

Disputa à OAB em Mossoró deve ser difícil

A disputa à Subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Mossoró, não caminha para ser o “passeio” cantado em prosa e verso há alguns meses.

O surgimento de chapa encabeçada – à oposição – pelo advogado Aurino Carlos, com Thiago Rego a vice, ganha musculatura para a contenda em novembro.

Um reforço à própria jornada oposicionista é o desempenho da Chapa 2 à OAB do RN, que tem à frente o advogado Aldo de Medeiros Filho. Segundo pesquisa divulgada à semana passada, ele e sua vice Lúcia Jales estariam levando vantagem sobre o situacionismo em Natal e Mossoró (veja AQUI).

A disputa é sempre salutar, sobretudo se levantada em bom nível. O situacionismo terá o advogado Aldo Fernandes como candidato.

Ele é o atual vice do presidente Humberto Fernandes.

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segunda-feira - 22/10/2012 - 07:29h
O Jornal de Hoje

Olivetto no Centro de Convenções de Natal

O publicitário Washington Olivetto fará palestra no próximo dia 31 em Natal, às 19h30.

Será no Centro de Convenções de Natal.

A promoção é d´O Jornal de Hoje que chega aos 15 anos com muito vigor.

Imperdível.

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segunda-feira - 22/10/2012 - 04:21h
Atraso

Festival de besteiras da política potiguar

Estamos regredindo a passos largos na atividade política neste estado do Rio Grande do Norte.

Dois episódios registrados em Mossoró e Natal na campanha deste ano revelam a dimensão desse fosso.

Em Mossoró, o PMDB do deputado federal Henrique Alves – com a ajuda da campanha da candidata vitoriosa Cláudia Regina (DEM) – passou semanas discutindo o direito ao uso da cor verde, censurando a sua suposta apropriação pela adversária Larissa Rosado (PSB).

Em Natal, o PT vai às “barras da Justiça” tentar impedir o candidato Hermano Morais (PMDB) de utilizar uma estrela de cinco pontas, estilizada, como simbologia de sua campanha.

Enquanto isso… no Hospital Walfredo Gurgel.

Se o cronista Sérgio Porto, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, estivesse vivinho da silva, escreveria uma versão potiguar para seu imortal Festival de Besteira que Assola o País (FEBEAPA).

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domingo - 21/10/2012 - 23:45h

Pensando bem…

“Perder a coragem é pior do que perder o dinheiro.”

Textos Judaicos

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domingo - 21/10/2012 - 22:22h
Zélia Duncan & Artur Nestrovski

Letra e Música – 190

A boa música não tem tempo nem hora. Jura Secreta de Abel Silva e Sueli Costa é um exemplo.

E na interpretação de Zélia Duncan, com violão de Artur Nestrovski, é algo indizível.

Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que eu quero me suprime
De que por não saber ‘Inda não quis

Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Só o que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri.

Aproveite o vídeo acima, para começar a semana inspirado.

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domingo - 21/10/2012 - 20:11h
Segundo turno

Carlos Eduardo bota 19,68% de dianteira

Mais uma pesquisa aponta boa dianteira de Carlos Eduardo Alves (PDT) à Prefeitura do Natal, no segundo turno.

A maioria é de 19,68 pontos percentuais.

Agora é o Instituto Certus, em parceria com o jornal Tribuna do Norte, que apresenta números no segundo turno.

A pesquisa está registrada com o número 239/2012, com entrevistas feitas nos dias 18 e 19 de outubro, ouvindo 803 pessoas, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

Veja abaixo os números da sondagem Estimulada:

– Carlos Eduardo (PDT) – 51,06%;
– Hermano Morais (PMDB) – 31,38%;
– Nenhum – 10,83%;
– Não sabe – 5,85%;
– Não respondeu – 0,87%.

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domingo - 21/10/2012 - 20:00h

Eu lírico

Por Fabrício Carpinejar

Sou filho de dois poetas.

Os enfrentamentos domésticos traduziam Bucólicas, Geórgicas, Éclogas.

Os pais gastavam o dicionário em ironia e sarcasmo. Palavras velhas, aforismos, citações serviam para cutucar o outro na mesa durante o almoço.
Não usavam palavrões, entretanto se ofendiam igual, com raiva e espuma.

Trocavam o baixo calão pelos arcaísmos.

Nós, os quatro filhos, dedicávamos a decifrar as indiretas. Mas os pais, escolados e chiques, não admitiam discutir.

— Estamos apenas debatendo — avisava o pai.

Sim, fingíamos acreditar, desde quando o divórcio era Curso de Literatura?

O “eu lírico” predominava como principal recurso para disfarçar o atrito.

— Não é briga de verdade, nossos eus líricos divergiram.

— Eu lírico, pai?

— O eu lírico é a voz do poema, não significa a voz do escritor. É um sentimento que vem do texto, e que não foi vivido necessariamente pelo autor. É um “eu” poético que se diferencia do “eu” real.

Aquilo nos irritava duplamente: pelo moralismo e pela mentira.

No fundo, o eu lírico é uma esquizofrenia de gente culta, só isso.

Toda conversa que cheirava mal vinha com a desculpa do “eu lírico”.  Uma espécie de “brincadeirinha”.

Ninguém assumia a responsabilidade das suas teorias. O pai escapava do peso das afirmações, a mãe escamoteava da gravidade das acusações.

Dois adultos livres do julgamento e de veneno irrefreável.

Foi neste tempo, tinha oito anos, que acho que comecei a me masturbar.

Já me preocupava muito mais em saciar o corpo do que acalmar a loucura do matrimônio deles.

Pena que não havia privacidade sexual numa residência de um único banheiro.

Precisava escolher o momento mais pacato e sem concorrência para me tocar. Costumava ser 15h, depois do congestionamento do almoço. Até para se masturbar tinha que marcar hora, e reservar sala.

Numa tarde pacífica, municiado de Playboys antigas, eu batia punheta com calma quando a mãe forçou a porta e a tranca automática cedeu.

Ela me pegou em flagrante. Em vez de olhar e desaparecer, abriu a porta e congelou seu rosto em mim. Fixou seus olhos na minha pose de banquinho.

Ainda perguntou à queima-roupa:

— Filho, o que está fazendo?

Diante do óbvio, me restou responder:

— Nada, mãe. É o meu eu lírico.

Fabrício Carpinejar é professor, escritor e cronista.

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domingo - 21/10/2012 - 19:43h
Mossoró

Eleições municipais sepultam sinal de “terceira via”

As eleições municipais de Mossoró, deste ano, sepultaram o mínimo sinal de surgimento de uma “terceira via” política em Mossoró. Não ficou sequer um rastro dessa hipótese. Foi pífia a votação dos três candidatos a prefeito por partidos de pequeno porte.

Voltou, com força total, a bipolarização fechada entre dois grupos do clã Rosado.

Em 2008, eleições municipais anteriores, o então vereador Renato Fernandes (PR) ainda apareceu como uma tênue alternativa, mesmo com uma campanha “soft” (leve). Obteve 11.306 votos (9,17%). Com a soma dos 464 votos (0,38%) de Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB), a oposição não-Rosado alcançou 9,55 pontos percentuais de votos válidos.

Nas eleições deste ano, os três candidatos não-Rosado tiveram desempenho sofrível. Josué Moreira (PSDC) – 1.932 (1,43%); Raimundo Nonato Sobrinho (Psol), “Cinquentinha” – 948 (0,70%) e Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (votos sob questionamento judicial).

Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%) e Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%), que bipolarizaram a disputa, somaram 97,87 pontos percentuais dos votos válidos.

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domingo - 21/10/2012 - 19:21h
Balanço de 2012

Grupo de Larissa precisa definir seu futuro

Derrota eleitoral de deputada ainda a deixou com bom "capital", mas que poderá se desmanchar logo

Qual o futuro do grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), após contabilizar a quinta derrota consecutiva à Prefeitura de Mossoró, neste ano?

A pergunta é pertinente, haja vista que nunca – em cinco campanhas consecutivas – esteve tão perto de ganhar a municipalidade. Perdeu por pouco, mas perdeu – novamente – em 2012.

Larissa teve bom capital de votos, mas fuguro é incerto (Eduardo Kennedy)

Larissa teve bom capital de votos, mas futuro é incerto (Eduardo Kennedy)

Nas cinco últimas edições da disputa municipal, o esquema da atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM) foi quem levou a melhor: com a própria Rosalba (duas vezes), Fafá Rosado (DEM), com dois êxitos eleitorais e agora a vereadora Cláudia Regina (DEM).

O grupo de Sandra perdeu em 1996 com ela, em 2000 com Fafá (que fazia parte do seu sistema) e nos anos de 2004, 2008 e este 2012, com a deputada estadual Larissa Rosado, sua filha.

Eleições de 1996 (Fonte: Agência Herzog):

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
– Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
– Brancos – 1.549 (1,69%);
– Nulos – 3.802 (…);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Larissa ainda têm fôlego e ânimo para a quarta campanha consecutiva? E por que Larissa tem que ser candidata novamente a prefeito em 2016?

O “rosadismo”, base de onde  nasceu a derivação do “rosalbismo” (neologismo relacionado à Rosalba Ciarlini), praticamente dividiu ao meio a preferência do eleitorado com o governismo, na eleição deste ano. Tem muito a lamentar, e alguma coisa a comemorar.

O estrago já foi maior. Mesmo assim, talvez seja a hora de parar e fazer um balanço dessas lutas, estratégias e se submeter a alguma reciclagem.

Os números das eleições 2012 não são dos piores, num comparativo com as quatro contendas anteriores, pois houve profundo decréscimo na vantagem que o rosalbismo vinha impondo a cada pleito.

Em 1996, Rosalba venceu Sandra com 24,14 pontos percentuais de maioria, ou seja, 31.289 votos. Em 2000, Rosalba elegeu-se pela terceira vez à prefeitura, atropelando a enfermeira Fafá Rosado (apoiada por Sandra), com 14.839 votos (14,19%). Em 2004, cooptada pelo rosalbismo, Fafá deixou Larissa Rosado (então no PMDB) em segundo lugar, com 23.075 votos de maioria (19,61%).

Já em 2008, a mesma Fafá reelegeu-se com 19.018 votos  de vantagem (16%). Agora, Cláudia Regina, vereadora apoiada por Rosalba, bateu Larissa com 5.295 votos (3.93%). Dos males, o menor, não obstante a frustração de outra queda.

Eleições de 2012 (Fonte: Agência Herzog e TSE):

Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%)
Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%)
Josué Moreira (PSDC) – 1.932 (1,43%)
Raimundo Nonato Sobrinho (Psol), “Cinquentinha” – 948 (0,70%)
Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (0%)
Votos Apurados – 143.853
Votos Válidos – 134.793 (93,70%)
Votos em Branco – 2.323 (1,61%)
Votos Nulos – 6.737 (4,68%)
Abstenções – 21.122 (12,80%).
Maioria de Cláudia Regina sobre Larissa Rosado: 5.295 votos (3.93%).

Os números atestam essa “divisão” de espaço em Mossoró, mas é uma conquista que pode ter efeito muito passageiro ou de valor meramente pontual, diante de desafios vindouros, como a própria campanha ao Governo do Estado em 2014.

Se a gestão de Cláudia Regina empinar e levantar voo, além da própria administração de Rosalba, esse “bolo” tende a sofrer novo desnível bem favorável ao governismo. E quem se lembrará de Larissa ou suscitará a tese de que ela seria um “nome bom” para prefeito? A volta de Larissa pode virar uma lenda, um sebastianismo do semi-árido.

Nas eleições que estão por vir, Sandra e Larissa vão ter que finalmente assumir sua porção oposicionista ou outra vez adotarem o risco da postura “meia-boca”, como fizeram nas eleições ao Senado em 2006 e ao Governo do Estado em 2010, em que Rosalba foi a vencedora. Precisam medir as consequências da escolha a ser feita.

Apoiaram Rosalba de forma velada em Mossoró em 2006, o que lhe garantiu meios para ser senadora contra o então senador e candidato à reeleição, Fernando Bezerra (PTB), supostamente o nome do rosadismo.  Em 2010, praticamente cruzaram os braços para o governador e candidato à reeleição Iberê Ferreira (PSB). Rosalba elegeu-se.

Rosalba e Cláudia: renovação fortalecida (Carlos Costa)

Em ambas campanhas, as “duas bandas” Rosado firmaram aliança e acertos nos subterrâneos, que a chamada massa-gente não percebeu. Nem era para perceber. Ficou o faz-de-conta de disputas. Coisa de família, claro.

Nome a vice

Na contenda municipal, entretanto, o arranjo cantado em prosa e verso por algumas vozes, de que haveria “acordão” para eleger Larissa (por ser uma Rosado pura), não prevaleceu. Rosalba e seu marido, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), primo de Sandra, novamente impuseram derrota aos adversários e os deixaram a ver navios.

Importante que também não seja ignorado um nome novo no tabuleiro político: Cláudia Regina. Ela é a renovação e a oxigenação do rosalbismo, mesmo que contra a vontade dos seus líderes, que não a queriam como candidata, mas foram obrigados a aceitá-la.

Cláudia não é Fafá Rosado, que por maior esforço demonstrado para ter luz própria, vai terminar sua gestão como satélite de Rosalba.

Se o sistema de Sandra pensa mesmo em algum dia chegar à prefeitura, não será apoiando às claras ou furtivamente a reeleição de Rosalba em 2014 que conseguirá o feito. Ou será que acredita num apoio à Larissa em 2016, em troca dessa nova camaradagem?

Para 2014, se o rosadismo não enfrentar Rosalba, até mesmo viabilizando um vice na chapa oposicionista ao governo, lhe dará combustível adicional para a batalha provinciana de 2016.

Papai Noel na Lapônia ainda vá lá, em Mossoró, é piada sem graça.

* “Sebastianismo” é um lenda propagada em Portugal logo após o desaparecimento de Dom Sebastião (1554-1578), segundo a qual este rei, como um novo messias, retornaria para levar o país a outros apogeus de glórias e conquistas. Ele nunca reapareceu.

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domingo - 21/10/2012 - 07:49h

São Paulo, São João com Ipiranga – Uma despedida

Por Honório de Medeiros

“Para se conhecer uma cidade, é necessário viver nela três dias ou trinta anos. Ao final dos trinta anos, verifica-se que o julgamento apos os três dias é que é o bom” (Jean Cocteau, citado em “A biblioteca e seus habitantes”, de Américo de Oliveira Costa).

À noite, todos as nuances da escuridão são ameaças, no centro de São Paulo. O passo de quem lá aporta, por esse ou aquele motivo, desenham incompreensíveis percursos aos olhos de quem os observa. Mas não é embriaguez (ou é); não é o resultado de alguma droga (ou é).

É a distância calculada que se toma de qualquer outro transeunte – esse desconhecido, o perigo.

Os bares da São João. Pequenos. Quase todos lotados apenas de homens. O cheiro de fritura no ar. Os habitantes: bêbados, drogados, prostitutas, traficantes, decaídos, mendigos, travestis, menores, andarilhos, e a polícia, sempre a polícia.

Os hotéis e sua aparência. Qual aparência? De decadência. No meio da rua, noite alta, o adolescente franzino, dentre muitos outros, de cabelos lisos e compridos incessantemente afastados dos olhos, vestido com uma irreal calça “jeans” extremamente folgada, cujos bolsos dianteiros e traseiros batiam-lhe nos joelhos, revoluteava, borbolético, entre um bar e uma casa de diversão de jogos eletrônicos.

No dia seguinte, pela manhã, e já tarde da noite, novamente, lá estava ele, ininterrupto, como se ali fosse seu mundo ou então fizesse ele parte da paisagem local. Onde moraria? Quem seriam seus pais? Teria irmãos? Ninguém sequer lhe aprisionava o olhar.

“Recanto dos Amantes”. Um nome em contraste com a cinza selva de pedra em plena transversal da São João. Lá, ela me disse, olhando para algum ponto indefinido, enquanto segura o copo de conhaque: “talvez não nos vejamos nunca mais”.

O “nunca” me soou estranho. Havia uma melancolia calculada nas suas palavras. Eu me dispus a lhe contar como encarava esses encontros e desencontros da vida: um imenso pátio, vazio, folhas secas pelo chão, uma rajada de vento, a dança delas no ar, o encontro, logo desfeito, casual, entre uma e outra folha – eis como tudo ocorria. Não o fiz.

Como ela engordara muito, esse tom não combinava com sua nova estampa.

A São João, à noite, causa medo aos que não lhe são íntimos. Além de curiosidade e repulsa durante o dia. Quando o sol se põe a São João vira uma selva, onde cada um com o qual se cruza pode ser um predador – aquele que o destino lhe reservou. São os frequentadores de bares suspeitos, inferninhos, prostíbulos disfarçados, pontos de droga… É o submundo vindo à tona.

Com a luz do sol, a vida surge frenética. Há um vai-e-vem intermitente, irritante. Uma profusão de cores, barulhos e os incontáveis odores de frituras e churrascos infestando cada espaço da rua. Tipos exóticos fazem “performances”.

Há desde o comuníssimo tocador de viola, até o singular dançarino imensamente feio que ostenta, como insígnia de sua estranheza, duas inacreditáveis marias-chiquinhas. Nada diferente, ao que consta da realidade de toda grande cidade, mundo afora: Nova Iorque, Tóquio, Cidade do México…

Nada diferente, em menor escala, em cada pequena cidade?

Digo-lhe adeus.

Fico parado observando sua imagem se desvanecer aos poucos enquanto caminha no rumo da Praça da República. Enquanto observo, imagens do passado insistem em surgir. Nelas, uma mulher esguia, morena, de cabelos longos, dança na praia de Genipabu, os pés chapinhando na água, pleno pôr-do-sol, encantada com tanta beleza e contraste com sua terra natal.

Mas não há dor, há vazio. Aliás, há a dor do vazio.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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Categoria(s): Crônica
domingo - 21/10/2012 - 06:35h

Poemas ao vento

Por Fernando Pessoa

Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora;
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.
Há uma íntima intenção
Que tumultua em meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;
Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.

Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.

Fernando Pessoa (1888-1935) poeta português

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Categoria(s): Poesia
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domingo - 21/10/2012 - 03:33h

A orfandade de Natal

Por Vicente Serejo

Natal é hoje uma cidade órfã de líderes. Se não somos vítimas de oligarquias, pagamos o preço de um processo oligarca que empobreceu a escola política que nos anos sessenta formou uma geração inteira. De gestores públicos a vereadores, governadores e senadores, despertando o espírito público que hoje tanto nos falta. Dos filhos de seguidores de uma tradição passamos a herdeiros de profissão e de empregos, mas sem preparo e buscando nutrir dos mandatos só uma forma de consagração social.

Antigamente, os mais jovens frequentavam a escola dos políticos. Eram oficiais de gabinete ou aprendizes assessores, depois chegavam aos primeiros cargos ou depois de credenciados pelo exercício da política, alcançavam as redações e as praças. Hoje, não. Dos cueiros da família já saem para o treino geral de matreirice, e de incautos passam a sabidos. De incúria é feito o nosso novo cenáculo, sem nem ao menos um aprendizado consistente, até lúdico para treinar a alma humana nos jogos da criação.

Não é só um fato nacional alarmante, por si só, esse adiamento do comício da presidente Dilma Rousseff para não sofrer esvaziamento de plateia com o público concentrado nos capítulos finais da novela Avenida Brasil. Do macrocosmo, como gostam de dizer os sociólogos e economistas, passemos ao microcosmo, e flagra também aí o dado alarmante e demonstrador da nossa total falta de interesse: a abstenção dos eleitores natalenses, somados aos nulos e brancos, venceu em Natal no primeiro turno.

Só a abstenção – ausência nas urnas – chega a 96.422 mil votos, a segunda posição na contagem dos votos de candidatos, o que já revela todo o descrédito do natalense, se não é o próprio desprezo diante de uma pobreza política que nas últimas décadas destruiu a arte de liderar. Ainda que não fosse uma ciência, o exercício da vida pública caiu no desvão do seu próprio vazio, e passamos à artimanha. Nossos políticos usam as ruas e praças como cenários das imagens televisivas e não como tribunas.

Foi o que nos legou o jogo familiar nesses últimos vinte anos, jogado como uma forma de fazer política. Duas famílias terceirizando a luta de Natal, alternando seus apoios a uma mesma e única candidata pelo desinteresse em renovar de verdade seus quadros.

E na Câmara, a primeira escola legislativa formadora do espírito público, quando um sobrinho fracassa nos descaminhos das pequenas ambições, inventa-se outro. Ou, tanto pior, fazemos da política um descartável campo de fenômenos.

Sejamos sinceros: quem sente a inevitável necessidade de ouvi-los? Quem deseja participar da discussão de suas ideias? Quem, por acaso, imagina vê-los construindo novos destinos e conquistando um futuro coletivo? Ninguém.

O que se tem é uma Natal desinteressada a lançar seu olhar de desprezo por viver um terrível sentimento de orfandade. Uma Natal sem líderes, hoje rica de gravatas e pobre de ideias. Como se fosse possível revogar da política o belo exercício diário e insubstituível da vocação.

Vicente Serejo é jornalista, escritor e cronista

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Categoria(s): Artigo / Eleições 2012
sábado - 20/10/2012 - 23:55h

Pensando bem…

“Mesmo o bem, não devemos fazê-lo sob pressão.”

Hermann Hesse

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sábado - 20/10/2012 - 22:13h
Derrota

Liderança de Jorge Luiz sai arranhada em Upanema

Se há um perdedor nas eleições municipais de Upanema, deste ano, é o ex-prefeito Jorge Luiz. Teve sua liderança abalada.

O ex-prefeito sinalizou que ficaria equidistante do pleito, mas desembarcou com tudo na campanha do vice-prefeito e candidato governista Manezinho (PMDB), o Manoel Carlos (PMDB),  e ao vereador Elzimar Carvalho (PP), nomes a prefeito e vice, respectivamente.

Na oposição, a chapa Luiz Jairo (PR)/vereador Anízio Júnior (PSD) levou a melhor, com larga folga. Foi uma vitória retumbante de 11,24 pontos percentuais de maioria (1.024 votos).

A chapa Luiz Jairo-Anízio Júnior obteve 5.070 votos (55,62%), contra 4.046 (44,38%) dos governistas apoiados também pela prefeita Maristela Freire (PMDB).

Agora, o prefeito eleito e seu grupo têm uma missão gigantesca pela frente: imprimir uma gestão com identidade própria e de aprovação popular, que atenda às demandas sociais e endosse a escolha feita pela maioria dos upanemenses no dia 7 de outubro.

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Categoria(s): Eleições 2012
sábado - 20/10/2012 - 19:28h
Fato

A certeza da incerteza na política potiguar

Mal terminamos o primeiro turno das eleições e aparece uma enxurrada de especulações, previsões e “certezas” para 2014.

Calma, gente!

Ainda temos a eleição de Natal para ser fechada.

Porém a maior dificuldade de análise para qualquer cronista político do pindorama potiguar, é mesmo o emaranhado de interesses em jogo e nenhum pudor para se mudar de lado, discurso e siglas/nomes.

Estamos num mercado persa.

O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã e vice-versa.

Qualquer dúvida, é só acompanhar as composições das últimas três ou quatro disputas ao Governo do Estado.

A única certeza é a incerteza.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 20/10/2012 - 16:55h
Crise de "faz-de-conta"?

Excesso de arrecadação tem “destino ignorado”

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) encontrou dois antagonistas de peso para duelar quanto à suposta crise financeiro-orçamentária que experimenta.

Judiciário e Ministério Público estão preparados para discussão técnica, que o governo tem evitado há tempos, em confronto com setores organizados do funcionalismo estadual.

Explicar o destino do constante excesso de arrecadação é uma dificuldade que talvez precise a intervenção de David Coperfield (mágico de fama internacional) para esclarecer, em vez de técnicos contábeis e economistas.

No excesso de arrecadação, o governo apresenta destinação que lhe for mais conveniente a essa sobra. Se existe o excedente, qual o seu destino?

Até o momento, Judiciário e MP afirmam através de seus representantes, que o governo não consegue explicar nem oferece dados oficiais completos para análises externas, confrontação de informações etc.

Quando estava prestes a assumir a administração estadual, o grupo governista anunciava que pegaria um “rombo” de cerca de R$ 1,2 bilhão. Depois admitiu que seria em torno de R$ 1 bilhão.

Em seguida, já na gestão dos negócios públicos, moderou a linguagem financeira para algo por volta de R$ 800 milhões.

Importou o ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento – Raul Velloso – para fazer palestra na Assembleia Legislativa no final de maio do ano passado e foi obrigado a ouvir dele, uma “gafe” contrária ao seu discurso. O ex-ministro afirmou taxativamente que “a dívida do Estado não é das piores” (veja AQUI).

Na verdade, o débito deixado pela gestão passada está coberto. O governo é que não consegue explicar à sociedade, ao funcionalismo e agora ao MP e à Justiça o que faz com o excesso de arrecadação.

O caso é de estupidez/despreparo ou mesmo de esperteza?

Judiciário e MP juntos talvez encontrem a resposta para esse profundo mistério.

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 20/10/2012 - 15:20h
Governo do Estado

Faturas de propaganda são “empilhadas”

Veículos de comunicação que estampam propaganda do Governo do Estado, empilhando faturas, segurem as pontas.

Boa parte da dívida de milhões vai continuar no “prego” por mais algum tempo.

A ordem que sai da Residência Oficial do Governo do Estado, no Morro Branco (Natal), Rua Rua Ministro Raimundo de Brito, 1891, é para amarrar o fluxo de pagamento.

Paralelamente, continua impasse quanto à última licitação do setor. Os bastidores fervem e o odor é insuportável.

Depois trago mais detalhes.

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Categoria(s): Administração Pública / Comunicação
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