segunda-feira - 25/06/2012 - 23:58h

Pensando bem…

“O homem mais poderoso é o que tem domínio sobre si mesmo.”

Sêneca

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segunda-feira - 25/06/2012 - 23:20h

NOTA DE FALECIMENTO

“Vinde, bendito do meu Pai!” (Mt 25,34)

Com grande pesar a Diocese de Santa Luzia de Mossoró informa o falecimento do Padre Peter Marinus Maria Neefs, mais conhecido como “Padre Pedro Neefs”, 83 anos, ocorrido na manhã dessa segunda-feira, 25 de junho, na cidade do Recife/PE.

O corpo será transladado nesta terça-feira (26) para o município de Campo Grande/RN e o sepultamento acontecerá na quarta-feira (27) pela manhã. Padre Pedro será velado na Matriz de Santana, onde acontecerá a celebração das exéquias e logo após o sepultamento no cemitério público da cidade.

A Diocese de Mossoró agradece a Deus a vida e o trabalho realizado por padre Pedro Neffs ao longo dos seus 55 anos de ministério ordenado, um trabalho incansável pelos pobres e contra as injustiças sociais, convencida de que a ele se aplicam as palavras de Jesus Cristo:

Parabéns, servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor!” (Mt 25, 21).

Nota do Blog – No fim, o retorno ao lugar e à sua gente. Um reencontro dos que se gostam: Pedro e o povo.

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segunda-feira - 25/06/2012 - 22:53h
Ocaso

Micarla garante que não será candidata; Natal agradece

Por Laurita Arruda (Blog Território Livre)

Nada de novo no anúncio da prefeita Micarla de Sousa (PV) esta tarde no Hotel Pestana.

Sim, ela não será candidata à reeleição, mas também  não anunciou o candidato do PV.

Micarla atrasou mais de duas horas para fazer seu pronunciamento. Mais uma crise de hipertensão.

– “Agora é hora de parar. Não digo um adeus. Apenas um até breve. Estarei até dezembro me dedicando de corpo e alta a minha cidade amada. A minha família, alegria do meu ser, da minha vida, espero poder retribuir nos próximos anos toda a ausência dos últimos tempos”.

Sem falar na desaprovação de mais de 90% dos natalenses, registrou que fez opção por cuidar de gente e não de asfalto e concreto.

Nota do Blog – Micarla chegou a afirmar à imprensa que não se arrepende de nada em sua passagem pela prefeitura. Compreensível. Arrependimento é do eleitor que através de incontáveis pesquisas revela uma repulsa estelar e coletiva à sua administração.

A própria dificuldade de arranjar quem queira, em seu partido, levar adiante uma candidatura à sua sucessão, demonstra mais ainda o nível de desabamento pessoal, político e administrativo a que ela está submetida. E pode piorar mais.

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segunda-feira - 25/06/2012 - 22:38h
Uern

Governo desmarca reunião para por fim à greve

A reunião dos segmentos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) com o Governo do Estado agendada para hoje, 25, foi desmarcada pelo secretário da Administração e Recursos Humanos, Álber Nóbrega. O auxiliar alegou compromissos inadiáveis para o cancelamento do encontro.

A reunião havia sido agendada na Audiência Pública realizada pela Assembleia Legislativa na última quinta-feira, 21, como uma forma de pôr fim ao impasse da greve dos professores e técnicos administrativos, provocada pelo descumprimento do acordo, por parte do Governo do Estado, firmado com as categorias em setembro do ano passado.

Para o professor Flaubert Torquato, presidente da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), o adiamento demonstra o descompromisso do Governo do Estado para com a Uern e como a Universidade não é prioridade para a atual administração.

Com informações da Aduern.

Nota do Blog – Cada dia que passa aumenta meu sentimento de compaixão em relação à Uern, a maior obra humana já construída em Mossoró, que serve ao município, ao Rio Grande do Norte e ao país.

Lamentar que o padre Sátiro Dantas, um dos baluartes da estadualização, esteja testemunhando esse massacre, tamanha imolação. Como estariam o ex-prefeito Raimundo Soares de Souza e o professor João Batista Cascudo, se estivessem vivos, vendo esse empreendimento moldado com ousadia e inteligência deles, sendo demolido por uma mossoroense?

Quem diz que a Uern tem “gasto”, não sabe o valor da ignorância, nem o significado da palavra investimento.

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segunda-feira - 25/06/2012 - 16:13h
Natal

PMN explica apoio a nome de Hermano Morais

O diretório estadual do Partido da Mobilização Nacional (PMN), através de nota assinada por seu presidente, o deputado estadual Antônio Jácome, confirmou apoio à postulação a prefeito do Natal do deputado estadual Hermano Morais (PMDB).

Esclarece, que “a decisão de apoiar a pré-candidatura do deputado estadual Hermano Morais à Prefeitura de Natal foi uma decisão da direção municipal do partido após discursão (sic) interna”.

Segundo a mesma nota, “esta decisão priorizou, ainda, a eleição proporcional com a formação de um bloco constituído pelo partidos PMN, PSDC, PRTB e PSC”.

Acrescenta, por fim, que “o PMN tem por princípio o respeito às decisões dos diretórios municipais em todo o Rio Grande do Norte.”

Nota do Blog – Deu a louca no ambiente político-partidário de Natal. O anúncio do PMN pegou muita gente de surpresa, como o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PMN), que não chegou a ser ouvido e defendia aliança do partido com o DEM e PSDB, em torno da postulação a prefeito do deputado federal Rogério Marinho (PSDB).

Em Mossoró, o “princípio do respeito às decisões dos diretórios municipais” não foi muito levado em conta. O PMN estava inclinado para apoio à postulação da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), mas Jácome avisou que a sigla iria pro palanque da vereadora e pré-candidata à prefeitura Cláudia Regina (DEM).

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segunda-feira - 25/06/2012 - 13:20h
Grande perda

Morre, em Recife-PE, o “Padre Pedro Neefs”

Morreu o “Padre Peter Marinus Maria Neefs”, 83, ou simplesmente “Padre Pedro Neefs”, religioso de origem holandesa com enorme trabalho social fincado neste sertão brasileiro. A notícia foi passada através do Twitter pelo jornalista Crispiniano Neto.

O deputado Fernando Mineiro (PT) acrescentou que sepultamento será hoje ainda em Recife-PE. Não foi esclarecida a causa da morte.

Ele tinha superado mais um delicado quadro de saúde, mas faleceu hoje. No final do ano passado, Padre Pedro foi internado com quadro de infecção urinária e insuficiência respiratória. Teve tratamento no Hospital Português (Recife), ganhando alta e retornando ao abrigo de padres na Várzea, em Recife.

Natural da cidade de Breda, Holanda, Neefs nasceu no dia 03 de fevereiro de 1929. Dez anos mais tarde, em 1939, o mundo passava por outro grande impacto, conseqüência da eclosão da 2ª Guerra Mundial.

Padre Pedro: obra edificante

No ano de 1940, foi enviado ao Seminário Menor, onde começou os estudos teológicos. Convidado por um grupo de padres do Sagrado Coração de Jesus, chegou ao Brasil, em 1952, para concluir o seminário maior. No Brasil, Peter Marinus Neefs traduziu o nome para o português e manteve seu sobrenome, assim se transformou em Pedro Neefs. Foi ordenado no dia 1º de dezembro de 1957, no Recife-PE.

Em 1957, retornou a Holanda para ser ordenado padre e celebrar sua primeira missa. Dois anos mais tarde foi enviado a cidade de Beberibe-CE para realizar o trabalho de pároco. No entanto, suas idéias não foram aceitas, sendo “expulso” da paróquia pelos superiores.

Em 1965, Pedro Neefs foi transferido para a paróquia de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, sediada na cidade de Apodi, substituindo o padre Manoel Balbino da Silva, permanecendo em Apodi por um período de quase cinco anos, ou seja, até o ano de 1970, quando foi substituído pelo saudoso e conterrâneo, Padre André Demertetelaeere. Nessa cidade ele foi responsável por grandes conquistas, não para si, e sim, para a população apodiense, como foi o incentivo para a criação de FUNDEVAP e a construção do Estádio Antônio Lopes Filho.

Na Diocese de Mossoró, padre Pedro encontrou apoio. Segundo ele, na realidade era uma diocese com padres muito avançados. Porém, diante do trabalho de repressão e das diferenças de pensamento na própria igreja, padre Pedro disse que nessa época descobriu na diocese de Mossoró “que existia uma igreja oficial e uma igreja do povo”.

Campo Grande

Nesse período, estava sendo inaugurada a Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN). Diante de um boato que seria candidato a prefeito na cidade, fruto do apoio popular e do trabalho desempenhado pelo padre, ele foi afastado pela Diocese de Santa Luzia de Mossoró dos trabalhos como pároco da Paróquia de São João.

Em 5 de agosto de 1979, o padre Pedro Neefs, ícone das lutas e causas sociais, chegava para atuar no município na Paróquia de Santana, na cidade de Campo Grande , quando ainda se chamava Augusto Severo. Nessa cidade sua trajetória de formação política conquistou, na época, seu ápice.

O trabalho desenvolvido em toda paróquia foi o de defender os mais necessitados, principalmente na luta pela reforma agrária, que ganhou força após a disseminação de suas idéias, já que não existia até então. Ao chegar à cidade o pároco se aproximou do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que prestava assessoria a toda a população ligada ao campo.

O holandês ainda se vinculou aos jovens, onde o trabalho de formação política foi vital na busca do seu ideal. “Na semana santa de 1980, juntou 80 jovens de Campo Grande e fundou o grupo de jovens, que foi o primeiro grupo da cidade”, destacou a coordenadora da Cooperativa Sertão Verde, Zuleide Araújo.

Em 1986, o padre defendeu o direito ao trabalho de várias mães de família apoiando a criação da Associação Comunitária dos Trabalhadores Avulsos e Artesãos de Augusto Severo (ACTAS), que se tornou responsável por absorver toda a produção, vendendo-a em Natal e no mercado exterior, como Holanda.

“Como eu não pertencia a nenhum partido político, fiquei mais livre para o ideal da minha vida de mudar e transformar a vida e a cabeça do povo que botava a culpa em Deus sem assumir o atraso e a pobreza reinante. Quis ensinar que devemos ter nosso futuro em nossas mãos”, disse padre Pedro Neefs.

Ele passou a viver e passar por tratamento de saúde em Recife-PE. Depois de passar vários anos prostrados em uma cadeira de rodas, conseguiu voltar a andar precariamente.

Depois de Apodi, o religioso ainda trabalhou na diocese de Mossoró, sendo mandado várias vezes ao Vaticano em trabalho oficial da igreja. Em 1979 voltou ao Rio Grande do Norte, dessa vez para atuar na cidade de Augusto Severo, hoje Campo Grande. É membro da cadeira nº 17 de da Academia Apodiense de Letras, fundada em 23 de março de 2006, que tem como titular o saudoso Dr. Francisco Alcivan Pinto.

Com informações biográficas do Blog Oeste News.

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segunda-feira - 25/06/2012 - 09:55h
Classificado

Quem quer, quem quer ser candidato a prefeito pelo PV?

O lugar de candidato a prefeito de Natal, pelo PV, está igual a cargo de secretário do Governo Rosalba Ciarlini (DEM): estão oferecendo e ninguém quer…

CLASSIFICADO DO PV: Quem desejar ser candidato a prefeito do Natal pode se oferecer. Não exigimos currículo e pode ter prontuário. Obrigado.

Aproveitem!

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segunda-feira - 25/06/2012 - 09:38h
Atordoamento

Tudo está ruim com Micarla, mas pode piorar ainda mais

Micarla de Sousa (PV) ainda não chegou ao paroxismo do atordoamento em Natal. Sua própria sucessão, no governo, mistura pastelão com teatro do absurdo (veja postagem anterior). Tudo está ruim, mas pode ficar ainda pior.

Estudiosos da sociologia política precisam se debruçar sobre o “case” Micarla, explicando-a às próximas gerações. Saiu do apogeu ao caos em questão de meses, na Prefeitura do Natal.

Sairá do governo para entrar na história como um exemplo a não ser seguido.

Ninguém a quer por perto como cabo eleitoral e a cidade nutre uma obsessiva repulsa ao seu nome.

Tudo diferente do que desenhou em 2008, quando foi eleita no primeiro turno, derrotando forças titânicas que se juntaram em torno da adversária – derrotada – deputada federal Fátima Bezerra (PT).

Em meio a esse redemoinho, pelo menos um ponto positivo: Micarla não é totalmente atarantada. Ao desistir da reeleição, escapou de repetir a mãe Mirian. Em 85, ela foi candidata a prefeito e não teve votos para se eleger vereadora.

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segunda-feira - 25/06/2012 - 08:42h
Pastelão

Candidato de Micarla desiste e não consegue comunicá-la

Por Fred Carvalho (Tribuna do Norte On Line)

O radialista e ex-deputado estadual Luiz Almir (PV) não será candidato a prefeito de Natal nas eleições deste ano. O nome dele surgiu como provável indicação do Partido Verde (PV) à sucessão de Micarla de Sousa (PV) após a prefeita anunciar na sexta-feira (22) que não vai concorrer à reeleição.

“Recebi o convite para concorrer à Prefeitura na sexta-feira e tive o fim de semana todo para pensar nisso. Conversei bastante com minha família e com meus amigos e decidi que entre a razão e a vaidade, o melhor para mim seria ficar com a razão”, falou Luiz Almir.

Ele vai concorrer a uma vaga à Câmara Municipal. Achou mais prudente. Já fora vereador e deputado estadual, além de candidato a prefeito em 2004, pelo PSDB.

Luiz Almir disse à Tribuna On Line que desde a noite deste domingo (24) vem tentando comunicar a decisão que tomou. “Liguei para ela algumas vezes e ainda estou tentando. Espero que Micarla me receba em reunião nesta segunda (25) para eu poder explicá-la minha postura e que ela compreenda”, falou.

O radialista, que era vereador de Natal antes de ser deputado estadual, disse ainda não saber quem o PV vai indicar para concorrer à Prefeitura.

Nota do Blog – Micarla segue sua via crucis e sua trajetória de ‘desabamento’ político, administrativo e de imagem pessoal. A própria postulação anunciada às pressas, de Luiz Almir (PV), soou como troça à cidade, mas que o próprio resolveu desmanchar a tempo.

O enredo parece comum a uma comédia pastelão. Mas não é faz-de-conta. É a mais pura realidade.

Pobre Micarla! Pobre Natal!

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segunda-feira - 25/06/2012 - 08:22h
Mossoró

Psol tem chapa própria a prefeito e vereador

O Psol fez convenção municipal nesse domingo (24) em Mossoró, às 16h, na Escola Dinarte Mariz. Pela primeira vez participará de uma eleição municipal no município.

O partido vai à disputa municipal com Raimundo Nonato Sobrinho (Cinquentinha). Para complementar a chapa majoritária, Rilza Pereira Carvalho é o nome a vice.

Francisco Herianberto Fernandes de Souza (professor e funcionário da Caixa Econômica Federal-CEF), Albaniza Alves Pereira Carvalho (BAM), Regina Maria da Silva, Maria Aparecida de Oliveira, Petrônio Oliveira de Andrade (Professor) e Cristien Antunes Pinheiro Falcão de Andrade (Comerciante) são os nomes postos à Câmara Municipal de Mossoró.

Preliminarmente, o Psol chegou a abrir diálogo com outros partidos, costurando possibilidade de aliança, caso do PSDC do professor Josué Moreira, pré-candidato a prefeito. Entretanto, preferiu marchar sozinho.

Assim, Cinquentinha é o provável quarto nome a prefeito de Mossoró este ano. Além dele e de Josué Moreira, Larissa Rosado (PSB) e Cláudia Regina (DEM), que ainda terão nomes homologado em convenção.

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segunda-feira - 25/06/2012 - 07:50h
Montanhas

Chapa ‘puro-sangue’ tem mãe e filho juntos

A ex-prefeita de Montanhas, Otêmia Maria (PSD), confirmou sábado (23) que disputará novamente o cargo. Só há uma ‘novidade’ em sua decição: o vice é o seu próprio filho Algaci Januário (PSD).

É o que se pode chamar de ‘chapa caseira’, partidária e familiarmente “puro-sangue”.

A convenção que homologou as candidaturas contou com a presença do vice-governador Robinson Faria (PSD) e dos deputados estaduais Gesane Marinho (PSD) e Poti Jr (PMDB).

A coligação conta com o PSD, PTB, PHS, PDT, DEM, PMN E PRB.

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domingo - 24/06/2012 - 23:33h

Pensando bem…

“A disciplina é a ponte entre os objetivos e a realização”.

Jim Rohn

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domingo - 24/06/2012 - 22:45h
Dorival Caymmi

Letra e Música – 178

Este vídeo acima é uma benção. Presente para todos nós.

Em 1991, Tom Jobim e Dorival Caymmi juntam-se no Rio de Janeiro, num encontro familiar, sob a companhia de outros músicos, e fazem um show idílico com Maracangalha.

Aglomeram-se na casa de Jobim no Jardim Botânico e resolvem saudar a vida. A letra de Caymmi e o ‘tom’ descontraído da música, em novo arranjo improvisado, falam por si.

(…) Eu vou pra Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapeu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália!
Mas eu vou.

Aproveitem.

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domingo - 24/06/2012 - 19:24h
Miopia

Um Paraguai para nos desviar das próprias mazelas

Quero saber o que é pior para o Brasil: o impeachment de um presidente no Paraguai ou a lição de “política de resultados” de Lula da Silva (PT) em aliança com Paulo Maluf (PP)?

Para muita gente, é melhor comentar e estrilar contra o suposto golpe no país vizinho do que discutir nossa crescente insalubridade moral na coisa pública.

Causa menos desconforto.

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domingo - 24/06/2012 - 15:41h
Sucessão em Mossoró

Governismo tenta motivar militância e espera ‘dote’ da ‘Rosa’

Prefeito de fato de Mossoró, o agitador cultural Gustavo Rosado (PV) diz à militância situacionista, em reuniões motivacionais, que “é de apenas 10 pontos” a diferença de sua candidata – Cláudia Regina (DEM) – para a dianteira imposta por Larissa Rosado (PSB) na pré-campanha.

Ói o dedinho aqui… nã-nã-nim-nom-nom. Mente feio. O que é regra, não exceção.

O mais preocupante para o governismo, em Mossoró, é o ‘desabamento’ da grife Rosalba Ciarlini (DEM). Aceitação do seu governo tem queda livre espantosa mês a mês. O governismo sabe bem disso. Tem pesquisas monitorando a ‘desnutrição’.

A sucessão em Mossoró vai funcionar sobretudo em torno da imagem da ‘Rosa’ e seu “dote” para a candidata governista. É o termômetro.

Teremos uma campanha plebiscitária em Mossoró, como em quase todo o Rio Grande do Norte. Se Rosalba estiver bem, puxará sua candidata para cima. Estando mal… a contaminará.

Elementar, meu caro Watson.

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domingo - 24/06/2012 - 13:19h
Rony Jason

‘Mossoroense’ é campeão no octógono do UFC 147

Globo Esporte.com

Realizando o sonho da vida de lutar em um evento do Ultimate, como já disse várias vezes, Rony Jason não segurou a emoção e chorou já na caminhada rumo ao octógono do UFC 147, em Belo Horizonte, final da noite desse sábado (23) e início da madrugada deste domingo (24). Na hora do combate, no entanto, a postura foi de muita agressividade e empolgação.

Rony Jason acerta Pepey na decisão do TUF Brasil

O resultado foi o tão esperado pelo cearense, que venceu o conterrâneo Godofredo Pepey por decisão unânime dos jurados e fez história ao se tornar o primeiro campeão da versão brasileira do reality show The Ultimate Fighter (TUF) na categoria peso-pena.

Aos 27 anos, Jason somou o 11º triunfo em 14 lutas na carreira. Rony é natural de Quixadá (CE) e morou em Mossoró por dez anos.

A trajetória do atleta da Team Nogueira no TUF teve vitórias sobre o amigo e potiguar Gasparzinho, por finalização, nas quartas, e sobre Hugo Wolverine, por decisão unânime dos jurados, na semifinal.

Pepey, de 24 anos, por sua vez, foi derrotado pela primeira vez em nove combates.

Para chegar à final do programa, ele superou Wagner Galeto, por decisão dividida dos juízes, e finalizou Marcos Vina.

Veja matéria completa AQUI.

Nota do Blog – Ao final do combate, em entrevistas, Rony agradeceu o apoio à sua vitória e citou sua terra natal, além de Mossoró – onde começou a treinar – para alcançar esse difícil estágio.

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domingo - 24/06/2012 - 12:22h

Meu ídolo morreu

Por Odemirton Filho

O ano era 1989. Morava em Fortaleza/CE.  Ainda no junho de minha vida tinha ideais. Como estudante do então 2º grau buscava um ídolo, alguém que pudesse me espelhar para seguir quando adulto.   Presente de quinze anos? Sonhava em ganhar a coleção completa de “O Capital”, de Karl Marx.

Meu pai arrefeceu meu sonho, disse-me que esses ideais comunistas não tinham futuro, pois não se ganhava dinheiro. Não me deu o presente. Talvez essa insistência de ler pensamentos comunistas tenha sido legado de meu avô, Vivaldo Dantas de Farias, comunista histórico, que, certa feita, me mandou respeitar o seu partido, então o neófito PT.

Contentei-me, então, com a leitura do Manifesto Comunista.

De ônibus, me dirigir a um colégio secundarista, em um bairro distante da capital Alencarina. No meio de uma imensa multidão vi o meu ídolo da época, “Luiz Inácio Lula da Silva”. Ouvi o seu discurso ao lado de uma plateia de jovens entusiastas como eu. A preleção falava de uma ditadura que tinha acabado de ruir depois de mais de vinte anos de uma nuvem negra sobre o Brasil.

Falou-se em um novo modelo de gestão, na qual efetivamente o povo teria voz e vez, o fim da corrupção, a consolidação da nossa incipiente democracia.  Ao final do encontro, apertado pela multidão, procurei chegar próximo do ídolo, a fim de que pudesse vê-lo mais de perto. Para minha felicidade, aquele homem me cumprimentou, tocando-me os ombros.

Com o passar dos tempos, o meu ídolo chegou à presidência da República. Era o meu sonho que se concretizava. Algumas mudanças foram realizadas, fruto de uma economia que começou a se consolidar com a implantação do plano Real. Aí veio a decepção.

Em um país de dimensões continentais, os interesses são muitos, confunde-se o público com o privado. Interesses mesquinhos, de uma minoria, nos três Poderes constituídos, ainda causam profundos males ao povo brasileiro.

Para garantir a tal governabilidade, dizem os políticos, há de se fazer acordos políticos com todas as tendências ideológicas, pois só assim se garante a condução de um Governo.

Nesta semana, o ídolo que ainda vivia em mim, morreu. Em um encontro para se chegar, a todo custo, ao Poder, tudo aquilo que fora construído no decorrer de uma vida foi esquecido. Conchavos com pessoas que representavam tudo aquilo que rejeitávamos pos cabo aos meus ideais juvenis.

Será que não fiz uma leitura correta do pensamento socialista-comunista? Se for assim, não quero mais ganhar O Capital, de Marx.

Odemirton Firmino de Oliveira Filho é oficial de Justiça e professor de Direito da Uiversidade Potiguar (UnP-Mossoró)

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domingo - 24/06/2012 - 11:23h

Obsessão do mar oceano

Por Mario Quintana

Vou andando feliz pelas ruas sem nome…
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano…
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas… e moças nas janelas
Com brincos e pulseiras de coral…
Búzios calçando portas… caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos…
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su’alma perdida e vaga na neblina…
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos…
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas…
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.

Mario Quintana (1906-1994) – Poeta e cronista gaúcho

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domingo - 24/06/2012 - 10:54h

A aula de amor

Por Francisco Edilson Leite Pinto Junior

À tarde do dia 15/06/2012 ficará marcada para sempre na minha memória. Interessante é que o meu corpo, cansado do plantão noturno, no dia anterior, na Liga contra o Câncer, dizia: “não vá!”. Mas, algo muito maior, ficava sussurrando no meu ouvido e me empurrava literalmente para aquele encontro: “Vá! Saiba que esta será uma oportunidade única. Imperdível!”.

Não sei se foi com Malba Tahan que li que há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra atirada; a palavra dita; o tempo que passou e a ocasião perdida. Então, não poderia perder esta ocasião de estar na companhia de meus três professores de pediatria: Dr. Heriberto Bezerra, Dra. Zélia Fernandes e Dr. Nei Fonseca.

Os dois últimos, juntamente comigo e o jornalista Leonardo, da oficina da notícia, faríamos uma entrevista – que na verdade virou uma verdadeira aula de amor -, com o Prof. Heriberto Bezerra que passara, recentemente, a condição de membro EMÉRITO da Academia de Medicina do RN.

Logo na primeira pergunta que fiz, disse-lhe que iria contar uma história, de pronto o Prof. Heriberto respondeu: “Vamos ver se o peso da idade me permitirá lembrar!”. É: 87 anos, não são 87 dias… Aí surgiu, no canto esquerdo da varanda, uma voz: “Pode deixar que eu estou aqui para lhe ajudar a lembrar de tudo!”. Era a voz, doce e meiga, de D. Maria, esposa do professor Heriberto.

Deu para perceber, então, que entrevistar o Professor Heriberto era também entrevistar a sua companheira de mais de 65 anos, pois ali, havia duas almas num só corpo. Ali, a frase de Nietzsche – “terei o prazer de conversar com ela quando for velho…”- fazia todo o sentido.

Meu Deus! Agradeci por este momento inesquecível! As perguntas iam sendo feitas, mas o meu interesse, era saber quando todo aquele amor tinha começado: “Sempre fui radical”, dizia o professor Heriberto, “ai, participei de uma greve, quando estudante na faculdade de medicina, em Recife, em 1942, contra o professor de patologia que tinha uma didática péssima. Então, após a greve só tive duas escolhas: sair da faculdade ou ir transferido para Salvador”.

Bendita greve! Bendito Professor de patologia e a sua péssima didática, pois foi, na cidade de todos os santos, que o amor brotou. E continua até hoje. Dava para perceber, a alegria estampada nos olhos dos dois a cada revelação, a cada caso contado, a cada história. Era uma verdadeira cumplicidade que o tempo não fora capaz de destruir; é isso mesmo: “O Amor tudo crer, tudo espera, tudo suporta…!”.

E meninos, eu vi! Vi o amor do Dr. Heriberto pela sua profissão (que contagiou os eternos alunos: Dr. Nei Fonseca e a Dra Zélia Fernandes a escolherem a pediatria como especialidade); vi o seu amor pela docência; vi o seu amor pelo seu time de coração, o America; vi o seu amor pela academia de medicina (“Patrimônio das minhas vaidades”, como ele bem disse), mas vi, principalmente, o seu amor pela sua companheira de anos, D. Maria.

É lógico que não poderia sair dali sem saber qual o segredo de tanta paixão e tanto amor, sentimentos tão raros entre os casais hoje em dia. “O segredo?! Acho que foi deixar que ela sempre mandasse em tudo!”, afirmou o velho mestre.  Todos nós rimos: mestre, alunos e a sua amada. E por fim, a grande revelação: “Sou um homem feliz!”. Também pudera: amando e sendo amado, até hoje, não poderia ser diferente.

Chegando ao carro, agradeci a Deus por essa transfusão de energia que tinha recebido. Eu, que depois de duas semanas vivenciando momentos tão difíceis, onde a ingratidão, a incompreensão e a decepção estavam rondando a minha alma, recebia como um bálsamo dos deuses, esta senhora aula sobre a vida, sobre o amor.

É claro que fiz logo um pedido a Deus: “Oxalá, Meu Pai! Permita-me viver com a minha adorada esposa o mesmo tempo! Permita-me que as projeções do estimado professor Carlos Dutra, de que viverei 92 anos estejam certas, mas que só farão sentido se for ao lado da minha amada Viviane!”.

Para quem ainda não sabe, minha Viviane também surgiu de uma forma interessante na minha vida.

Estava iniciando a minha segunda residência, a de oncologia no INCA (Instituto Nacional de Câncer), quando ficou determinado que teríamos também que estagiar nas outras unidades, fora do INCA. Como sempre sou do contra… logo me revoltei, ensaiei até uma greve, mas o bom senso – do meu colega de turma Luciano Luís -, prevaleceu: “Homem, deixe de besteira! Quem sabe lá não vamos aprender mais do que aqui?…”.

E lá vou eu para o Hospital de Oncologia, próximo à rodoviária do Rio de Janeiro. E num domingo ensolarado, tive o primeiro contato com a minha adorada. Ela apareceu no refeitório e eu nunca mais a deixei. Nem poderia! Afinal, Viviane é a minha outra metade que veio me completar. Tem razão Mario Quintana ao dizer: “O amor é quando a gente mora um no outro”.

Viviane é uma verdadeira garrafa de náufrago jogada ao mar, e ao encontrá-la, salvei a mim mesmo. Ela é aquele “anjo lindo que apareceu com olhos de cristal; me enfeitiçou… e meu coração quando está ao seu lado, fica louco de satisfação: solidão nunca mais!”.

Dia 02 de julho de 2012, fará vinte anos do nosso primeiro beijo. E que me perdoem os meus estimados enólogos Prof. Elmano Marques, José de Medeiros Jr., Gilvan Passos e Ivan Brasil, pois não há Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, (nenhum Barolo, nenhum Brunello), nada que suplante o aroma e o sabor daquele beijo…

Pois é, meu estimado professor Heriberto Bezerra: muito obrigado por mais uma aula; e a você minha adorada Viviane, muito obrigado: por me fazer conhecer a felicidade! Por me dar o maior tesouro, Lucas! Pelo seu amor, pois é através dele que consigo respirar…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor.

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Categoria(s): Crônica
domingo - 24/06/2012 - 10:52h
Cláudia Regina

Marketing apresenta programação visual de campanha

O publicitário e marqueteiro Arturo Arruda – agência Art&C de Natal – desembarcou nesse sábado (23) em Mossoró, num regime vapt-vupt.

– Fomos apresentar a programação visual da campanha a prefeito de Cláudia Regina (DEM) e Welllington Filho (PMDB) – justificou.

– Acho que vai causar boa repercussão – emendou, sem se esmerar em detalhes ao Blog.

A convenção municipal em torno da chapa acontecerá no próximo final de semana, dia 29 (sexta-feira), no Ginásio do Colégio Pequeno Príncipe.

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Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 24/06/2012 - 07:13h
Conversando com... Stephen Hawking

O belo triunfo do improvável quando tudo parece cinza

Quando era um estudante de 21 anos, Stephen Hawking descobriu que sofria de esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que mata as células nervosas responsáveis pelo controle da musculatura. Na previsão dos médicos, ele teria alguns meses de vida, nos quais assistiria o corpo fugir progressivamente de seu controle.

Contra fortes evidências, apostou na vida – e se tornou protagonista de uma história fantástica.

Aos 70 anos, já se casou duas vezes, teve três filhos e três netos, experimentou a gravidade zero num voo sub-orbital, acrescentou dados novos à teoria da relatividade de Einstein e popularizou a ciência ao escrever livros como Uma breve história do tempo (1988) e O universo numa casca de noz (2001).

“Não posso dizer que a doença foi uma sorte, mas hoje sou mais feliz do que era antes do diagnóstico”, afirma, em entrevista a ÉPOCA.

Doença degenerativa não impediu Hawking de vencer pela obstinação (Sarah Lee)

ÉPOCA – O senhor de considera uma pessoa de sorte, apesar de sua condição física. Por quê?

Stephen Hawking – Eu não tenho muita coisa boa para dizer da minha doença, mas ela me ensinou a não ter pena de mim mesmo e a seguir em frente com o que eu ainda pudesse fazer. Estou mais feliz hoje do que quando era saudável. Tenho a sorte de trabalhar com Física teórica, uma das poucas áreas em que a minha deficiência não atrapalha muito.

ÉPOCA – O senhor acha que viveu até hoje uma vida boa? Por quê?

Hawking – Quando minha doença foi diagnosticada, nem eu nem meus médicos esperavam que eu viveria mais 45 anos. Acho que meu trabalho científico me ajudou a seguir adiante. Na primeira hora, eu fiquei deprimido. Mas a doença avançou mais devagar do que eu esperava. Comecei a aproveitar a vida sem olhar para trás. Minha doença raramente atrapalhou meu trabalho. Isso porque tive sorte de encontrar a Física teórica, uma profissão em que minha doença quase não atrapalha. Faço meu trabalho dentro da minha cabeça. Na maioria das profissões, teria sido muito difícil.

ÉPOCA – Depois do diagnóstico, o senhor pensou em abandonar a própria vida?

Hawking – Eu acho que as pessoas têm o direito de encerrar a própria vida, se quiserem. Mas eu acho que seria um grande erro. Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança.

ÉPOCA – O senhor teme a morte? Por quê?

Hawking – Medo de morrer eu não sinto, se é essa a pergunta, mas também não tenho pressa. Tem muita coisa que eu quero fazer antes.

ÉPOCA – O que o senhor ainda espera da vida?

Hawking – Todos nós vivemos com a perspectiva de morrer no fim. Comigo é exatamente igual, a diferença é que eu esperava a morte bem mais cedo. Mais ainda estou aqui. Antes de morrer, espero nos ajudar a entender o universo.

Nota do Blog do Carlos Santos – E você aí achando que tem problemas, avaliando que a vida é difícil, quase desistindo de tudo…

“Enquanto há vida, há esperança”, diz Hawking.

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domingo - 24/06/2012 - 03:43h

Rosalba no mesmo caminho de Micarla

Por Sávio Hackhadt

Neste mês de junho de 2012, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) completa um ano e seis meses de governo, enfrentando sérias dificuldades na administração, muito embora tenha fortíssimo apoio político no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa: dos onze parlamentares potiguares no Congresso Nacional – oito deputados federais e três senadores -, Rosalba tem o apoio dos três senadores e de cinco deputados federais; tem, ainda, o apoio, em Brasília, do Ministro da Previdência, Garlbaldi Alves Filho (PMDB); na Assembleia Legislativa tem maioria folgada entre os 24 deputados estaduais, como, de resto, tiveram todos os governadores desse nosso Rio Grande do Norte, sejam eles bons ou maus administradores.

Portanto, não são de natureza política os problemas que o governo Rosalba enfrenta – nesse campo lhe sobram apoios. Rosalba, que prometeu ao Rio Grande do Norte uma gestão moderna, eficiente, capaz de tirar o estado do atraso, tem dado sinais, isto sim, neste um ano e meio de mandato, de que o seu governo é carente mesmo é de uma boa gestão, de capacidade administrativa.

E nada parece lhe convencer a tirar o olho do retrovisor  e arregaçar as mangas para achar o seu próprio caminho. Se o seu primeiro ano de governo foi marcado pelos ataques constantes ao governo anterior – Wilma e Iberê – , também chegamos na metade do segundo ano de governo e o Rio Grande do Norte continua à espera de uma gestão eficiente, moderna, capaz de  “reconstruir” o que Rosalba e seus aliados denunciaram como má gestão dos antecessores. E enquanto a lenga a lenga das críticas persistem e se tornam marcas da gestão atual, até o momento não se conhecem projetos relevantes do governo que sejam, como prometido, capazes de abrir novos horizontes para o estado.

Ultimamente a governadora passou a personalizar ainda mais suas criticas. Recentemente, anunciou em discurso: “No meu Governo não tem Foliaduto, não tem Operação Higia, não tem Ouro Negro. No meu Governo não tem essas operações que envergonhavam o nosso Estado pelo Brasil todo” – referindo-se assim aos escândalos denunciados no governo Wilma de Faria (PSB).

Mais do que marcar uma diferença em relação à sua antecessora, Rosalba parece se aprofundar nas críticas ao passado na mesma proporção em que crescem na sociedade as críticas à sua própria gestão, que enfrenta graves problemas em áreas essenciais como saúde, educação e segurança públicas – índices oficiais registram até uma piora nesses serviços na administração do DEM.

Talvez a sua estratégia, aparentemente muito equivocada, seja se agarrar às denúncias, que envolvem seus antecessores e que estão sendo apuradas pela justiça, na esperança de colocá-las no topo da pauta da discussão política, ainda mais com a proximidade das eleições municipais, como forma de desviar a atenção de seu próprio fracasso administrativo e, consequentemente, das muitas falhas nas promessas feitas em praça pública.

O fracasso chega a ser contraditório: enquanto a saúde vive um estado de calamidade pública, e só piora, não tem como esquecer que, ironicamente, a governadora é médica pediatra. Portanto, é em um estado comandando por uma profissional da saúde que todos os dias morrem crianças, jovens, adultos e idosos nos hospitais públicos por absoluta falta de equipamentos e estrutura. Médicos e profissionais da saúde dizem abertamente que diariamente há um genocídio assistido nas unidades de saúde pública do estado. E isso é crime. É a ausência total do estado na proteção dos cidadãos e cidadãs.

No campo econômico o governo Rosalba sofre também da falta de rumo, da ausência de um projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte. A indústria, o turismo, o comércio, o setor de serviços estão entregues ao Deus dará às vésperas da Copa do Mundo/2014. Sem rumo, o Rio Grande do Norte caminha para a Copa/2014. Podemos perder uma grande oportunidade, especialmente o turismo, grande fonte de geração de empregos e divisas.

Analisando, assim, todos esses aspectos, sabe o quê parece? Rosalba, de forma surpreendente e incompreensível, parece querer copiar a trajetória da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), que, sem nunca tirar o olho do retrovisor e também sem conseguir vencer seu fracasso como gestora, amarga uma desaprovação administrativa da ordem de 90% dos natalenses.

A governadora potiguar já alcança 75 de desaprovação. A continuar assim, em breve Rosalba alcançará Micarla na corrida pela disputa do maior índice de desaprovação de um governo.

Mais: assim como Rosalba continua com franco apoio na Assembleia, a despeito de suas dificuldades de gestão, Micarla, apesar de ser desaprovada por 90% dos natalenses, também não tem problema político na Câmara Municipal de Natal, mantendo o apoio de 90% dos vereadores.

Ambas, sem problemas políticos nas casas legislativas, nem mesmo para uma cobrança maior de resultados administrativos, não conseguem implantar uma gestão moderna e eficiente e Natal e o Rio Grande do Norte vivem um dos piores momentos de suas histórias.

Rosalba e Micarla percorreram os mesmos caminhos. Prometeram durante suas campanhas eleitorais realizar boas gestões e quando assumiram preferiram só atacar seus antecessores. Passaram seus primeiros anos olhando pelo retrovisor e se esqueceram de governar o seu tempo. Só olharam para o quintal do vizinho e esqueceram de cuidar do quintal delas.

Sávio Hackradt é

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Categoria(s): Artigo
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