segunda-feira - 06/02/2017 - 08:08h
Domingo

ABC goleia na Copa do Nordeste; estadual tem 2 jogos

O ABC venceu sua primeira partida no Grupo D da Copa do Nordeste. Jogou em casa (Estádio Frasqueirão) nesse domingo (5), vencendo o Itabaiana-SE por 3 x 0.

O time alvinegro vinha de uma derrota na estreia, quando foi derrotado pelo CSA em Maceió (AL), por 0 x 3 no Estádio Rei Pelé.

Agora, não. O time natalense ganhou com sobras. Os  gols foram marcados por Nando (duas vezes) e Caio Mancha (veja melhores momentos no boxe de vídeo acima). O próximo jogo do ABC na Copa do Nordeste está marcado para o sábado (11), contra o CRB/AL, às 20h30, novamente no Frasqueirão. (Do Esporte Interativo).

Estadual

Pelo Campeonato Estadual 2017 (Copa Cidade do Natal, equivalente ao primeiro turno), dois jogos movimentaram a competição no domingo.

Jogando no estádio Edgzarzão, Assu e Globo ficaram no empate em 1 a 1. Dhiego Lomba abriu o placar para o Camaleão do Vale, aos 7 minutos do segundo tempo. Renatinho Carioca igualou o placar aos 37 minutos dando números finais ao confronto.

Desesperados

No jogo dos desesperados o Alecrim venceu o Santa Cruz por 2 a 1 e conquistou sua primeira vitória na competição. Leo Bahia fez o primeiro gol do alviverde natalenses, aos 39 minutos do primeiro tempo. O empate do Santinha veio aos 27 minutos da etapa complementar. O gol da vitória do Periquito foi assinalado por Renato, aos 37 minutos.

Com o resultado, o Alecrim chega aos cinco pontos ganhos e ultrapassou o Potiguar. Subiu da sexta para a quinta colocação. Já o Santa Cruz continua amargando a lanterna da competição com apenas dois pontos.

(Do Blog do Edinaldo Moreno).

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Categoria(s): Esporte
segunda-feira - 06/02/2017 - 07:10h
Sem segurança

Bandidos ocupam outra cidade e explodem dois bancos

Um grupo fortemente armado invadiu e promoveu terror durante mais de meia hora à madrugada de hoje, na cidade de São Paulo do Potengi (região Agreste, a 71 quilômetros de Natal).

Segundo informações a Polícia Militar, vários bandidos chegaram a cidade em três veículos e se dividiram na tarefa de explodir caixas eletrônicos na agência do Bradesco e o caixa-forte do Banco do Brasil e intimidação da PM.

Foram ouvidas quatro explosões no centro da cidade e vários tiros foram disparados.

Ninguém saiu ferido. Houve o roubo de dinheiro dos bancos e enormes danos materiais.

Após o arrombamento, populares entraram no local, e gravaram em vídeo na agência do Bradesco, que mostra rastro de destruição deixado pelos bandidos.

Essa modalidade de crime passou a ser regular no RN. Veja AQUI o que aconteceu semana passada em Umarizal, com modus operandi praticamente idêntico.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 05/02/2017 - 23:58h

Pensando bem…

“É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós.”

John Lennon

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domingo - 05/02/2017 - 15:56h

Nossa “chuva de bala” de todos os dias

Por Carlos Duarte

No governo da (in)segurança, a bandidagem está agindo à vontade, em todo o RN. Invasões de cidades, arrombamentos, explosões a bancos, assaltos, assassinatos, arrastões e outras atrocidades, continuam a se multiplicar e a por  em risco a sociedade (do bem).

No “Pais de Mossoró” a “Chuva de Balas” não acontece apenas nas artes cênicas do adro da igreja de São Vicente, durante os festejos juninos. Em 35 dias deste ano, já aconteceram 25 homicídios, em Mossoró.

Estamos todos acuados (Foto ilustrativa)

Ao contrário do que ocorreu, em 1927, quando o prefeito Rodolfo Fernandes liderou a expulsão do bando do cangaceiro Lampião, hoje, a população está entregue à própria sorte por pura incompetência cumulativa dos gestores públicos.

E o que já é calamidade, poderá ficar ainda pior, uma vez que não há políticas publicas e nem vontade política dos atuais gestores em resolverem seriamente o problema. As medidas tomadas no âmbito da segurança pública do RN são todas reativas e paliativas. Nada é preventivo. Não há projeto sério capaz de estancar o caos em que vivemos – no curto e médio prazo.

A recente rebelião de Alcaçuz expôs, apenas, a ponta do iceberg da tragédia em que está se transformando a falência do sistema de segurança pública em todo o Rio Grande do Norte. Não adianta ficar, apenas, culpando o governo federal ou criando desculpas em cima da crise nacional.

Guerra nas ruas

O fato é que esse governo herdou os descasos de governos anteriores, mas foi – e ainda está sendo – medíocre em suas ações gerenciais. Tanto sabia da situação, que o governador Robinson Faria (PSD) adotou o tema da segurança pública como bandeira de sua campanha.

Seus eleitores, assim como este articulista, acreditaram que o candidato tivesse, ao menos, uma radiografia da situação, um estudo e/ou um plano de ação para resolvê-la. Pura enganação e mentira, que se revelaram durante a gestão desse governo pífio e covarde.

As ações das facções criminosas têm celeridades antagônicas às ações de governo. Em todo o Estado, até agora, foram assassinadas 208 pessoas (contra 147, no mesmo período de 2016), o que significa um aumento de 41,5%. Este cenário aponta que, no governo Robinson Faria, uma pessoa é assassinada a cada 3,30h – muito pior do que a grande maioria dos países que estão em guerra declarada.

Será que não pesa nas consciências do governador e de sua equipe as mazelas impostas a milhares de vítimas inocentes – decorrentes da violência, fruto da sua própria incompetência de gestão?

As evidências apontam que não. Mas, na retórica do governo, tudo está “sob controle”.

Que Deus nos acuda a todos!

SECOS & MOLHADOS

Fechamento – Em 2016, foram fechadas no Rio Grande do Norte 9.976 empresas, em diversos seguimentos de atividades. Isso significa um crescimento de 38,19% em relação a 2015. Resultados da crise econômica e da falta planejamento sustentável para o desenvolvimento do Estado. Nada é por acaso.

Projeto – A mudança de secretariado no novo mandado do prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT), é a sinalização de seu projeto político: fortalecimento de sua imagem em todo o RN com o objetivo de tornar viável sua candidatura a governador (ou senador) em 2018. Afinado com o projeto nacional do PDT, em lançar Ciro Gomes para presidente, Carlos Eduardo começa a ampliar as bases do seu partido no Estado.

Royalties – O articulista Gutemberg Dias (veja AQUI), mostra em seu excelente artigo que a receita da Prefeitura de Mossoró, com a arrecadação dos royalties, já chegou a ser o equivalente a 18,36% de toda a arrecadação do município. Hoje, está em torno de 3%. Isso demonstra que, no período áureo dos royalties, os gestores do município não se importaram com o futuro da cidade. Acharam que o recurso não se esgotaria e não o aplicaram em projetos sustentáveis para o desenvolvimento.

Henrique – Noticias de bastidores da imprensa nacional apontam que o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB) pode ser a bola da vez da Operação Lava Jato. Ele é acusado de ter recebido propina da Carioca Engenharia. Sua defesa nega e diz que ele abriu a conta no exterior, porém não tinha poderes para movimentá-la.  Apareceram R$ 2 milhões na conta dele, mesmo assim, ele diz que “não sabe de nada”. Isso é incrível! Como os juízes não acreditam em Papai Noel, Henrique Alves poderá vir a raspar o cabelo ao estilo Eike, em poucos dias.

Desafio – A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), tem muitos assuntos polêmicos e importantes para sua pauta inicial de gestão. Herdou uma gama de problemas deixados pela gestão do seu antecessor Jório Nogueira (PSD). Dentre eles, está a verba de gabinete dos vereadores. Tem habilidade, experiência e competência para resolvê-los. Só precisa aumentar o pavio.

MCJ – O governo Rosalba Ciarlini (PP) começa a agir em busca de patrocínio para o evento Mossoró Cidade Junina 2017 (MCJ). Apesar da crise econômica nacional, o evento tem potencialidade para captar a totalidade dos recursos necessários, através de patrocinadores. O ponto negativo é a exiguidade de tempo, neste ano, mas esse objetivo poderá ser atingido em edições futuras.

MINHA VITÓRIA – A Força-tarefa que está administrando a massa falida da Casa de Saúde Almeida Castro (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) não pode ficar sujeita a sabotagens politiqueiras nem corporativas. O Blog Carlos Santos mostrou essa situação numa série de reportagens há poucos dias (veja AQUI, AQUI e AQUI), dando uma dimensão do que tem sido feito para resgatar o HMAC, apesar das sabotagens corporativistas e políticas.

A Junta Interventora, com suporta da Justiça e do Ministério Público, mostra que é possível fazer a coisa certa, quando há seriedade na gestão pública. Trouxe de volta a esperança de vida para milhares de pessoas que dependem do sistema público de saúde, em Mossoró. Expurgou uma quadrilha inescrupulosa de criminosos que ceifaram a vida de milhares de pessoas inocentes, vítimas de suas ganancias.

Em 2008, a filha do articulista Carlos Duarte nasceu prematura e faleceu por falta de assistência (Foto: cedida)

Em 2008, este articulista vivenciou de perto o submundo do crime, neste complexo de saúde, quando assistiu, impotente, o falecimento de sua filha nascida prematura. Não havia sequer os medicamentos e insumos básicos para socorrê-la, apesar da UTI Neonatal desse hospital já ter sido inaugurada de forma fictícia, apenas para poder garantir repasse de recursos federais.

Se tivesse sobrevivido aos descasos da súcia, neste mês janeiro, Vitória Gabriela teria completado nove aninhos. Compartilho a dor deste sofrimento com todas as vítimas inocentes daquele extinto matadouro.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 05/02/2017 - 11:52h

A Revolução Pernambucana de 1817 e a região Oeste potiguar

Por Marcos Pinto

A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, foi um movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Capitania de Pernambuco, no Brasil, culminando  em 19  de  Maio  do  mesmo  ano.

Dentre as suas causas, destacam-se a influência das ideias Iluministas propagadas pelas sociedades maçônicas (sociedades secretas), a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e os enormes gastos da Família Real e seu séquito recém-chegados ao Brasil — o Governo de Pernambuco era obrigado a enviar para o Rio de Janeiro grandes somas de dinheiro para custear salários, comidas, roupas e festas da Corte, o que ocasionava o atraso no pagamento dos soldados, gerando grande descontentamento do povo brasileiro.

Foi o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder. Câmara Cascudo, historiador-mar do Rio Grande do Norte definiu esse movimento como “…A mais   linda, inesquecível e inútil das Revoluções brasileiras.  Em relação a então Capitania do Rio Grande do Norte, a região Oeste assume papel relevante promovendo intercâmbio com as Capitanias do Ceará e Paraíba.

Assumiu proporções com magnitude de vulto, que chegavam a ofuscar as conspirações engendradas na cidade de Natal.

Essa temática suscitou um longo processo investigativo que soma o decurso de quatro décadas, em que colhi subsídios diversos e dispersos constantes em obras famosas, citando-se as que tratam sobre a história do RN, dos célebres historiadores Tavares de Lira, Rocha Pombo e Câmara Cascudo.

Destaca-se, ainda, a famosa Coleção denominada “Documentos Históricos”, publicada pela Fundação Biblioteca Nacional, Divisão de Obras raras, no ano de 1955, Volumes CV a CX.

Esse artigo não representa trabalho didático.  Costumo fugir dos planos metódicos e da aridez dos compêndios.  Constitui mais um processo de resgate dos protagonistas e heróis que se sacrificaram pela causa da independência do país, promovendo o bem coletivo e o progresso da nação.

Quando faz abordagem sobre esse movimento separatista no RN, o historiador Rocha Pombo cita a região do Apodi como foco irradiador desse ideal revolucionário, para as Vilas de Portalegre, Martins e Pau dos Ferros.

Em Portalegre e Pau dos Ferros eram comandados pelos Padres João Barbosa Cordeiro e Manoel Gonçalves da Fonte, respectivamente. Observa-se marcante desenvoltura desses padres, em suas pastorais e efusivos discursos nos púlpitos de suas paróquias.

Na devassa feita por determinação da Corte portuguesa radicada no Brasil, são citados os nomes dos levantados do Apodi, com ênfase para os Capitães do Regimento de Milícias das Várzeas do Apodi José Francisco Ferreira Pinto, José Ferreira da Mota (O 1º deste nome), Manoel Freire da Silveira. O contato dos revolucionários apodienses com Pernambuco eram feitos pelo Capitão José Ferreira da Mota que, disfarçado de comprador de gado, se dirigia até à cidade de Olinda, onde o seu filho de igual nome, estudava no Seminário, onde ordenou-se em 1820.

Esse notável Clérigo nasceu na fazenda “Santa Cruz” no ano de 1797, tendo falecido – acometido pelo ‘Cólera morbos” – na Vila de Brejo do Cruz, no ano  de 1862.

Dentre  o  vasto  referencial  aos  fatos  desse  movimento  revolucionário em terras do Apodi, sobressai-se  a revel de que o belo lugar de nome “Passagem Funda”, encravado no célebre “Brejo do Apodi”, era valhacouto dos revolucionários da Região Oeste, destacando-se os irmãos Domingos Alves Ferreira Cavalcanti (Falecido a 02.10.1830), Manoel  Januário  Bezerra  Cavalcanti  (Residia  no  Ceará)  e  Capitão  Antônio  Alves  Ferreira  Cavalcanti, residente  em  Portalegre, depois  na  Serra  do  Martins.

Em torno desse retumbante movimento revolucionário, cita-se, ainda, os relevantes serviços prestados pelos irmãos João Saraiva de Moura e David Leopoldo Targino, filhos do Capitão-mor Geraldo Saraiva de Moura, que casou em segunda núpcias com Rita Maria de Jesus, pernambucana, filha do primeiro Padre da Paróquia de Apodi  João da Cunha Paiva (1766-1776), patriarca dessa tradicional família da região Oeste potiguar.

Não olvidemos, também, a pessoa do Capitão Agostinho Pinto de Queiroz, comandando os ideais revolucionários na dadivosa Serra do Martins.  Essa figura de vulto passou dois longos anos preso nos cárceres da Bahia.

Esses dados sobre os irmãos Moura foram colhidos do   livro “Velhos Inventários do Oeste Potiguar”, de autoria de Marcos Antônio Filgueira –   Coleção Mossoroense – série C –  Volume 740 –  ano 1992.

Logo que os revoltosos souberam do aniquilamento do movimento revolucionário, ocorrido em 19 de Maio de 1817, aderiram imediatamente ao comando da Corte portuguesa.

Para escapar da sanha perseguidora pós-revolução, o indômito apodiense Capitão José Francisco Ferreira Pinto resolveu transferir sua residência para a Vila Rio Preto, na Província de Minas Gerais, de quem descende o renomado banqueiro (Dono do Banco Itaú) e político mineiro Magalhães Pinto.

Inté.

Marcos Pinto é advogado e escritor

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Categoria(s): Artigo
domingo - 05/02/2017 - 08:00h

Para Florentino Vereda

Por François Silvestre

A poesia é a única prova concreta da existência do homem”. Coloquei, na placa da Praça da Poesia, esta citação e o nome do seu autor. Luis Cardoza y Aragón.

Minha surpresa foi o quase completo desconhecimento da existência de Aragón, no universo intelectual da província. Um poeta famoso da terrinha olhou a placa, fez uma careta, e perguntou: “Quem é”?

A Praça da Poesia é um pequeno espaço, na área do Palácio Potengi, onde se aboleta a Pinacoteca do Estado. O prédio estava em estado de risco. Além de maltratado nas estruturas, havia uma linha na armação principal que ameaçava desabar sobre o sistema geral de climatização.

Era o risco iminente de desastre elétrico. Imagine um acidente na eletricidade de um prédio recheado de madeira, tecidos e tintas. Telas, molduras e materiais de exposição. Era como acender um fósforo num recipiente de gasolina. Decidi restaurar e recuperar o imóvel histórico. E o fiz.

Volto à pracinha da poesia. Atendi a um apelo de Alexandre Dunga Garcia, líder da bela e nobre pobreza do Beco da Lama. Nem sei se a Praça ainda existe. O que não foi destruído foi abandonado, sob o olhar complacente dos ditos órgãos de controle. Abandonar ou destruir não gera cobrança.

Pus na placa da Praça a citação de Aragón, de que o homem se prova existente pela invenção da poesia. E não pela pompa das edificações monumentais.

Um intelectual renomado, numa praça de shopping, perguntou se a citação não era de Octávio Paz. Ele não conhecia e achava pouco provável ser de um desconhecido seu. Essa coisa que só a vaidade explica. Respondi que o grande pensador Mexicano jamais furtaria o crédito.

Luis Cardoza y Aragón foi poeta, diplomata e resistente democrata na Guatemala. Viveu mais tempo no exílio do que em casa.

Num dos intervalos da exceção, ele foi designado embaixador na Colômbia. E estava lá, numa noite de terror do mês de Abril de 1948. O líder populista Jorge Eliécer Gaitán foi assassinado, o que provocou uma onda de terror pelas ruas de Bogotá.

Muitos dos perseguidos, naquela noite, buscaram refúgio na embaixada da Guatemala. Gabriel Garcia Marques, no seu livro memórias, quase depoimento, conta o episódio e diz que a Colômbia entrou no Século Vinte naquele dia.

E foi o autor dos “Cem Anos de Solidão” quem fez um retrato falado do caráter de Luis Cardoza y Aragón. O caráter político e o talento poético. E repetiu a máxima desconhecida de alguns dos nossos intelectuais cadastrados.

Quando Florentino Vereda chegou do Jalapão, ficou abismado com a ignorância e comentou: “Isso é coisa de vocês intelectuais”. Mal sabia ele que Jenicleide, à sua revelia, já requerera sua inscrição nesse cadastramento.

E o coquetel do evento será regado a licor de mangaba e batida de araticum-cagão.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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domingo - 05/02/2017 - 06:42h
Conversando com Leandro Karnal

Graças à Internet, “facilitamos muito para quem odeia”

Da BBB Brasil (Por Néli Pereira)

Historiador e um dos palestrantes mais requisitados do país atualmente, Leandro Karnal diz que o discurso de ódio sempre existiu nas sociedades mas chama a atenção para a facilidade com que ele se propaga, hoje, graças à internet.

“Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido”, disse ele à BBC Brasil.

Leandro Karnal afirma que o 'ódio é o mais poderoso opiáceo já criado' (Foto: divulgação)

Mas apesar da maior facilidade, hoje, de propagação do discurso de intolerância, o professor de história da Universidade Estadual de Campinas diz que “os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização”.

Leia abaixo trechos da entrevista:

BBC Brasil – Uma das suas frases que mais viralizou e foi repetida em 2016 diz que “não existe país com governo corrupto e população honesta”. O sr. acha que a população não se enxerga como responsável também pelo processo de corrupção?

Leandro Karnal – Característica nossa e da humanidade: excluir da parte negativa da equação o pronome pessoal reto EU. Em nenhum momento quis dizer que todos nós, brasileiros, somos corruptos, mas que a corrupção é algo forte na política e que a política é uma das camadas constituidoras do todo social, como um mil-folhas.

A política não é descolada da sociedade, mas nasce e volta ao mundo que a gerou. Os políticos são eleitos por nós. Denúncias são feitas e o político é reeleito. Seria coisa de grotões?

De forma alguma, eu me refiro também aos grandes centros urbanos. A expressão rouba mas faz não nasceu no sertão mas na maior e mais rica cidade do país. Meu alunos costumavam assinar lista de presença por colegas e, depois, ir a uma passeata contra corrupção na política.

A mudança não pode ser somente numa etapa do processo. Se você usa – a metáfora é importante – um lava-jato para limpar seu carro e a estrada continua sendo de terra batida, você precisará de uma nova lavagem todos os dias.

BBC Brasil – Mas de certa forma, responsabilizar a população pela corrupção da classe política pode parecer culpar a sociedade pelos erros cometidos pela elite governista, não?

Karnal – O que eu desejo sempre afirmar é que não existe uma elite separada do todo. Um político ladrão deve ser preso e devolver o que roubou. A culpa é dele e só dele. Mas, se queremos um novo país, devemos discutir na base, na educação, na família, na fila do aeroporto e em todos os campos para uma sociedade mais ética.

BBC Brasil – Nesse sentido, é a desigualdade mesmo nosso maior problema?

Karnal – A desigualdade é a base do problema e colabora para a má formação escolar. Uma sociedade que seja desigual já é um problema, mas uma que não educa nega a chance de corrigir a desigualdade. Como sempre, educação escolar básica é a chave da transformação.

Mudar isto muda tudo, como vimos no Japão e na Coreia do Sul após a guerra. Educação é músculo e osso, limpeza ética do Senado é maquiagem, mesmo quando necessária, como toda maquiagem, passageira.

BBC Brasil – Tivemos nesse fim de ano o episódio do ambulante morto a pancadas após defender uma transexual, também tivemos uma chacina em Campinas na qual o autor deixou uma carta criticando o feminismo. O que explica essa intolerância – racial, de gênero, de classe -, e de que forma ela pode ser combatida?

Karnal – Sempre existiu este ódio que flui por todos os lados. Não é fácil existir e acumular fracassos, dores, solidão, questões sexuais, desafetos e uma sensação de que a vida é injusta conosco. O mais fácil é a transposição para terceiros.

Um homem fracassa no seu projeto amoroso. O que é mais fácil? Culpar o feminismo ou a si? A resposta é fácil. Tenho certeza absoluta de que o autor do crime não era um leitor de Simone de Beauvoir ou Betty Friedan. Era um leitor de jargões, de frases feitas, de pensamento plástico e curto que se adaptava a sua dor.

Esses slogans são eficazes: “toda feminista precisa de um macho”, “os gays estão dominando o mundo”, “sem terra é tudo vagabundo”. Curtos, cheios de bílis, carregados de dor, os slogans entram no raso córtex cerebral do que tem medo e serve como muleta eficaz.

No cérebro rarefeito a explicação surge como uma luz e dirige o ódio para fora. Se não houvesse feminismo, o assassino continuaria sendo o fracassado patético que sempre foi, mas agora ele sabe que seu fracasso nasceu das feministas e ele não tem culpa. Isto é o mais poderoso opiáceo já criado: o ódio.

BBC Brasil – De que forma as redes sociais acabaram potencializando essa intolerância e esse discurso de ódio. Eles são reflexo da nossa sociedade ou acabam estimulando os comportamentos mais intolerantes e polarizados?

Karnal – Antes era preciso ler livros para criar estes ódios. Mesmo para um homem médio da década de 1930, ele precisava comprar o Mein Kampf de Hitler e percorrer suas páginas mal redigidas. Ao final, seus vagos temores antissemitas era embasados numa nova literatura com exemplos e que fazia sentido no seu universo. Mesmo assim, havia um custo: um livro.

Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido.

Exemplo? Uma pessoa me disse: “Quem descumpre a lei deveria ser fuzilado! Bandido deveria ser executado”. Eu argumentei: “Pela sua lógica, descumprimento da lei merece pena capital. Como a lei brasileira proíbe a pena capital, você está defendo crime e incitação ao crime, na sua lógica, deveria ser punida com pena de morte.”

Era uma maneira socrática de argumentar a contradição do enunciado. O caro leitor pode supor que a resposta do indivíduo não foi socrática nem platônica.

BBC Brasil – Pensando num contexto geral, a globalização deu errado? Com esse discurso de fechar fronteiras, de medidas protecionistas…Estamos vivendo um retrocesso, um avanço ou uma estagnação?

Karnal – Não havia um mundo harmônico e feliz antes, e não existe agora. O que varia em história é como produzimos a dor. Nosso método atual mudou este método. Os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização.

BBC Brasil – Para muitos, 2016 foi um ano marcado pelo avanço de forças conservadoras. Em 2017, haverá eleições na França e na Alemanha, com os partidos de extrema-direita em ascensão. O que vem pela frente?

Karnal – Difícil falar de futuro para um historiador, profissional do passado. A tendência é de uma onda conservadora por alguns anos em quase todos os lugares. Provavelmente, seguindo o que houve antes, depois de experimentar candidatos conservadores que prometem o paraíso e não vão conseguir, os eleitores estarão de novo inclinados a candidatos de outro perfil que oferecerão o paraíso.

As coisas mudam, mas não mudam porque o presidente usa topete ou é conservador. Presidente democratas estavam no poder com Kennedy e Johnson e a violência racial chegou ao ponto máximo. No período Obama, muitos policiais mataram muitos negros, tendo um presidente negro no poder. Então, de novo, não estamos abandonando um paraíso e ingressando no inferno.

BBC Brasil – O dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como palavra do ano de 2016. A definição é “circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência sobre a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. O conceito é de que a verdade perdeu o valor, e acreditamos não nos fatos, mas no que queremos acreditar que é verdade. Qual sua avaliação sobre essa “nova era” e novo comportamento, que acaba reforçado pelas redes sociais?

Karnal – Sempre fomos estruturalmente mentirosos em todos os campos humanos. A mudança é que antes se mentia e se sabia a diferença entre mentira e verdade, hoje este campo foi esgarçado. O problema talvez seja de critério. Com a ascensão absoluta do indivíduo, o que ele considerar verdade será para ele.

Perdemos um pouco da sociologia da verdade, ou de um critério mais amplo de validação do verdadeiro. No século 18 era o Iluminismo: o método racional que tornava algo aceito como verdade. No 19, foi a ciência e o método empírico para distinguir falso de verdadeiro.

Hoje o critério é a vontade individual. “A água ferve a 100 graus centígrados ao nível do mar”. Verdade? A resposta seria diferente no (século) 19 e hoje.

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domingo - 05/02/2017 - 05:59h

Só Rindo (Folclore Político)

Compra de votos

Juiz de Direito em período eleitoral em Alexandria, Assis Amorim recebe seguidas denúncias verbais à sua mesa, que revelam o radicalismo da disputa.

– O povo dos Veras está comprando votos a dez reais – proclamam os denunciante diante do juiz.

A ladainha não para.

Já enfezado com o lengalenga da política paroquial, que conhecia bem, ele toma uma decisão salomônica, que põe fim àquele enredo.

– Já que seus adversários estão comprando voto a dez, compre a 20 – recomendou, trincando os dentes.

E assim acabou a celeuma.

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* Falecido ontem (sábado, 4), Assis Amorim será sepultado às 10h de hoje no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró. Seu velório acontece no Centro de Velório Sempre, à Rua Melo Franco, próximo ao Tiro de Guerra.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 05/02/2017 - 03:56h

Não adianta chorar o ouro negro ‘derramado”

Por Gutemberg Dias

Os royalties de petróleo para o município de Mossoró, desde a década de 1990, passaram a ter grande importância nas receitas municipais, principalmente, a partir do ano 2000 quando efetivamente o município passou a receber sistematicamente os repasses dessa fonte.

Para se entender um pouco o quanto esse recurso foi e, talvez, ainda seja importante para o município, basta ver que em 2000 os cofres públicos receberam R$ 5.109.693,30 equivalente a 6,08% de toda a receita daquele ano. Já em 2004 o montante arrecadado de royalties foi  R$ 32.090.378,00 equivalente a 18,36% de toda a receita do município no respectivo ano.

Vale destacar que o período acima descrito corresponde ao último mandando da prefeita Rosalba Cialini (PP), que agora está iniciando o quarto mandato na municipalidade. Esses números revelam como a gestora teve diferencial que antecessores nunca experimentaram na Prefeitura.

Àquela época, Rosalba disponha de uma margem grande dos recursos advindos dessa fonte, potencializando investimentos no município.

A partir de 2005 até 2014 a série histórica das receitas com royalties de petróleo passa a ser crescente, tendo seu pico no ano de 2013, quando o município arrecadou o montante de R$ 47.104.697,30.

Vale destacar que no ano de 2014 a arrecadação foi um pouco menor (R$ 46.370.731,95).

Já em 2015 observa-se uma queda muito grande em relação ao ano anterior (R$ 26.775.727,88), ou seja, correspondendo a uma redução de 42,25%.

Em 2016 existia uma previsão de arrecadação na ordem de 15 milhões de reais. Ao se fazer a relação royalties x receitas, previa-se algo próximo a 3% de toda a receita do município nesse ano. Estou usando o termo previsão, pois não disponho dos números fechados para esse período, apenas inferências de valores arrecadados até o mês de junho e a previsão de arrecadação até dezembro.

Voltando a fazer a relação entre a arrecadação com royalties e a receita total do muncípio ao longo dos anos, observa-se que de 2004 até 2008 existe uma redução percentual da ordem dos 18% para 12% e, até o ano de 2014, o município conseguiu manter uma média de 10%.

A partir desses dados podemos dizer que os gestores municipais, desde o mandato iniciado por Rosalba Cialini em 2000, passando por Fafá Rosado (2005 a 2012), Claudia Regina (2013), não tiveram um mínimo de problemas com essa fonte de arrecadação. Com Francisco José Júnior (dezembro de 2013 a 2016), houve oscilação para baixo, de modo mais acentuado.

Vale destacar que o governo de Fafá Rosado manteve uma estabilidade entorno dos 10% e se comparado as demais gestões, conseguiu, teoricamente, ter maior poder de manobra sobre os recursos, já que manteve uma arrecadação superior aos 35 milhões de reais ano.

Por fim, a partir de 2015 essa relação volta aos patamares do ano 2000, deixando a municipalidade sem margem de manobra, em relação ao orçamento para uso dessa fonte de recursos, já que ela pode ser aplicada em vários setores.

Diante do que foi mostrado, fica claro que a atual gestão, caso não aconteça o aumento do preço do barril no mercado internacional ou o aumento de produção, não terá grandes expectativas quanto a utilizar essa fonte de arrecadação como um pulmão financeiro para o desenvolvimento de seu plano de governo.

E não adianta chorar o ouro negro “derramado”. Claramente, os gestores mossoroenses perderam a chance de transformar a fartura que brotou do nosso subsolo, em diferencial para presente e futuro de Mossoró.

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN

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Categoria(s): Artigo
sábado - 04/02/2017 - 23:49h

Pensando bem…

“Quando estiver zangado, conte até dez antes de falar; se estiver muito zangado, conte até cem.”

Thomas Jefferson

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sábado - 04/02/2017 - 22:39h
Programação

Projeto Sesc Verão aporta em Mossoró nesse domingo

Depois de Natal e Caicó, o projeto “Sesc Verão” chega a Mossoró.

A programação acontece neste domingo (05/12), das 8h às 15h, no Sesc Mossoró, e das 16h às 20h, na Praça de Esportes (Av. Rio Branco).

Um dos destaques será a programação esportiva com torneios de futsal, basquete, voleibol e aulão de dança mix com música ao vivo, das 18h às 19h.

Terá a participação da cantora Priscila Soares, que mais cedo se apresenta no Sesc Mossoró (11h às 14h).

Toda programação é gratuita.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Sesc.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 04/02/2017 - 21:18h
Aracaju

América perde para o Sergipe pela Copa do Nordeste

Do site F9 (Por Fábio Oliveira)

O América não foi feliz em sua jornada pela Copa do Nordeste, na tarde deste sábado (4).

Jogando no estádio Batistão, em Aracaju-SE, o clube natalense perdeu para o Sergipe por 1×0, em jogo válido pela segunda rodada da competição.

O gol sergipano foi marcado através de Jonas, aos 23 minutos do segundo tempo, momento em que o América era melhor no jogo.

Com o resultado, o América cai para a segunda posição do Grupo E, atrás do Vitória, ambos com três pontos. O clube baiano enfrenta neste domingo (5), em João Pessoa-PB, o Botafogo, que ainda não pontuou.

O América volta a jogar pela Copa do Nordeste no próximo sábado (11), em Salvador-BA, contra o Vitória.

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Categoria(s): Esporte
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sábado - 04/02/2017 - 20:49h
Hoje

Grupo lança pedra fundamental para maior resort do estado

Projeto ousado deverá proporcionar surgimento de 350 empregos diretos, segundo governo (Imagem: simulação do projeto)

O governador Robinson Faria (PSD) e o presidente do grupo português Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, confirmaram neste sábado (4) a construção do primeiro resort all inclusive do Rio Grande do Norte.

Em uma solenidade realizada na praia de Perobas, em Touros, foi lançada a pedra fundamental que marcou o início das obras.

O resort gerará 350 empregos diretos e 1000 indiretos, e terá investimentos da ordem de R$ 100 milhões.

A inauguração está prevista para setembro de 2018.

Grupo Vila Galé

O novo resort, que deverá ser o maior do estado, terá 514 quartos, três restaurantes, spa de padrão internacional, centro de convenções de 1.750 m² e um Clube Nep, voltado para as crianças, piscinas e quadras multiusos.

Está será a 8a unidade do grupo no Brasil. Ao todo, o grupo possui 27 hotéis, sendo 20 deles em Portugal e sete no Brasil.

O Vila Galé é um dos principais grupos hoteleiros portugueses e integra o ranking das 207 maiores empresas hoteleiras do mundo.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
sábado - 04/02/2017 - 19:56h
IstoÉ

Temores de Henrique Alves

Da revista IstoÉ (Coluna Brasil Confidencial, por Débora Bergamasco)

Melhor Avisar

O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) anda preocupado com as investigações contra si e com um possível pedido de prisão preventiva.

Henrique Eduardo Alves quer mostrar que não tem intenção de fugir (Foto: IstoÉ)

Réu em uma ação penal sob acusação de receber propina da Carioca Engenharia em uma conta aberta no exterior, Henrique Alves avisou ao juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, que faria uma viagem ao exterior em janeiro. Após retornar, entregou espontaneamente seu passaporte ao juiz, no último dia 26.

“Para que não reste qualquer dúvida, informa também que sua viagem à Europa possui caráter familiar, não se relacionando com qualquer atividade bancária no exterior, uma vez que não possui recursos fora do Brasil”, escreveu seu advogado, Marcelo Leal, na petição ao juiz Vallisney.

Não é meu

Em sua defesa prévia, Henrique Alves admite ter aberto a conta no exterior por meio de um escritório uruguaio, mas diz que não tinha poderes para movimentá-la.

Mais de R$ 2 milhões foram depositados e o peemedebista diz que não soube de nada.

Segundo a defesa, a conta “foi utilizada de maneira inescrupulosa, sem o seu conhecimento”.

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Categoria(s): Política
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sábado - 04/02/2017 - 11:04h
Rumo a novo recorde

Mossoró chega a 25 homicídios em 35 dias de 2017

Mossoró acorda neste sábado (4 de fevereiro) contabilizando 25 homicídios em 2017.

Chegou a esse número em apenas 35 dias do ano em curso.

Duplo homicídio à madrugada de hoje: pai e filho foram executados por desconhecidos (veja AQUI).

Como sempre.

Rumo ao recorde de 2016, quando atingiu a soma de 217 cadáveres.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
sábado - 04/02/2017 - 10:02h

Fortaleza inexpugnável II

Por David Leite

Anos oitenta. A conversa rolava solta no “senadinho” da Praça Felipe Guerra. Política, economia, amenidades, entre outros temas. Lá pelas tantas, como estávamos em dezembro, um dos circunstantes fez apologia ao gesto de se mandar cartões de boas festas.

Argumentava que, com o simples envio, poderíamos reafirmar amizades e fazer alguém feliz. Foi além: em tom meio severo, passou a censurar quem não se dispunha a tão singela – porém, cativante – iniciativa.

Assis Amorim: uma fortaleza (Foto: redes sociais)

Assis Amorim – que ainda militava nas lides políticas –, com extremo cuidado, coçou a bem penteada cabeleira, ajustou os óculos, conferiu as unhas, sempre bem polidas, e disparou:

– De minha parte, estou tranquilo, pois já os enviei aos amigos mais próximos.

Incisivo, direcionou o olhar para Paulo Lúcio, perguntando-lhe de chofre:

– Você recebeu; não foi, Paulo?

Paulo Lúcio não demonstrou susto algum e devolveu com naturalidade:

– E já mandei o de retribuição.

Claro que não tinha havido aquela troca de cartões. Contudo, a sintonia para saírem da “saia justa” fluiu naturalmente. Quem teve a oportunidade de conviver com ambos, sabe que esses “duelos” se davam com espontaneidade. O raciocínio rápido e a prontidão da verve os caracterizavam. Poderíamos desfiar um rosário de exímias saídas para situações embaraçosas. Aqui ou acolá, amigos comuns relembram algumas delas.

Porém, o que desejo neste texto é realçar um pouco da trajetória de Assis Amorim. Coisa que, em poucas linhas, se torna deveras complicado. Multifacetado, inteligente e inquieto, Assis atuou em várias áreas e sempre galgou posições de destaque.

Foi aprovado em todos os concursos públicos que se inscreveu. Nos concursos vestibulares, idem: de medicina à arquitetura, de direito à economia. Concluiu estas duas graduações e, quanto aos outros cursos iniciados, deixava-os quando lhe dava na telha.

Na política, teve significativa carreira. Foi vereador e deputado estadual. Candidatou-se a prefeito de Mossoró e, dentre os relatos gostosos de se ouvir, o dessa campanha eleitoral merece destaque. Já o escutei algumas vezes e gostaria de ouvi-lo outras tantas. Detalhes, marchas e contramarchas. Conversas de bastidores e discursos inflamados. Tudo reproduzido ipsis litteris.

A referida eleição, que não lhe foi exitosa, rendeu episódios emblemáticos, como o do “fura pneu” (cujo significado e dimensões só os mossoroenses entendem) e outros tantos imbróglios, como um envolvendo o sumiço da caminhonete de som de Assis. Tudo transformado em relatos que são pérolas.

Quando encerrava essa fase da vida partidária, resolveu prestar concurso para a magistratura. Não deu outra: aprovado. Trilhou uma espécie de caminho inverso, ou seja, é comum magistrados se aposentarem da toga e enveredarem pela política. Mas, Assis Amorim nunca optou pelo caminho convencional.

Dessa jornada de magistrado pelas comarcas interioranas, há outras tantas histórias dignas de se relatar. Perfeccionista, o Juiz se deparava com operadores de direito assassinando a “última flor do Lácio inculta e bela” e não deixava por menos, corrigia-os com uma ênfase que beirava a “ira santa”.

Das inquirições, audiências e júris, pululam situações que, relatadas em sua voz tonitruante e com seus gestos quase teatrais, ganham contornos teatrais.

Fernando Pessoa predica: “Para ser grande, sê inteiro”. Não tenho dúvida que Assis Amorim sempre teve consigo esta assertiva como leitmotiv. Em quaisquer das circunstâncias ele se doava em plenitude: fosse prolatando uma sentença ou preparando uma deliciosa iguaria; fosse bailando nos salões da Snob Boite ou discursando nos arrabaldes dos Paredões/Barrocas.

Registre-se: uso o verbo no passado, considerando que, nos dias atuais, Assis faz questão de propalar o quieto ritmo de vida que leva em companhia de Marilene, após a aposentadoria.

E qual o significado do título destas mal traçadas? Ah, também nos anos oitenta, Rafael Bruno Fernandes de Negreiros, escrevendo sobre Assis Amorim, intitulou o seu texto de “Fortaleza Inexpugnável”. Verdadeira peça.

Lamento não tê-la em meus arquivos. Portanto, pretensiosamente (considerando a pena singular de Seu Rafael), achei que seria de bom alvitre utilizar o mesmo título. Isso, de certa forma, homenageia Seu Rafael, como, também, ratifica a ideia de que o título traduz muito bem o perfil de Francisco de Assis Freitas Amorim.

David de Medeiros Leite é professor da Universidade do Estado do RN (UERN) e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca – Espanha.

* Texto originalmente publicado no dia 29 de março de 2015, nesta página, às 6h22. É uma singela homenagem a Assis Amorim, falecido hoje (veja AQUI).

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Categoria(s): Crônica
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sábado - 04/02/2017 - 09:40h
Hoje

Morre o ex-deputado e juiz aposentado Assis Amorim

Assis Amorim: grande perda (Foto: arquivo)

Faleceu o ex-vereador, ex-deputado estadual e juiz aposentado Assis Amorim (Francisco de Assis Freitas Amorim) – 78 anos.

Óbito aconteceu à manhã de hoje em Mossoró, por volta de 7h30 – em sua própria casa.

Assis teve uma parada cardio-respiratória.

Vinha de constantes internamentos hospitalares e recentemente contraiu uma infecção bacteriana.

Depois traremos maiores detalhes.

Velório vai acontecer no Velório Sempre, à Rua Melo Franco, Centro de Mossoró (próximo ao Tiro de Guerra).

Sepultamento deverá ocorrer às 17h de hoje, no Cemitério São Sebastião.

Que descanse em paz.

17h32 – Atualização da postagem – Houve mudanças quanto ao sepultamento de Assis Amorim. Para aguardar presença de familiares que estão no exterior, só acontecerá nesse domingo (4), às 10 horas.

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Categoria(s): Política
sábado - 04/02/2017 - 06:15h
Hoje

Celebração marcará construção de poço em Serra do Mel

A Área Pastoral Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel, realiza neste sábado, dia 4 de fevereiro, às 15h30, uma Celebração Eucarística para marcar o aniversário de 23 anos da construção do poço da Vila Mato Grosso na cidade.

O padre José Ventureli destaca que o município de Serra do Mel sofre com a falta de água tratada e a celebração também é uma forma de chamar a atenção das autoridades para esse problema enfrentado no município.

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sábado - 04/02/2017 - 04:07h
Teatro Municipal Dix-huit Rosado

“O Musical Mamonas” vai ter temporada curta em Mossoró

Espetáculo já foi assistido por mais de 60 mil pessoas em sua trajetória (Foto: divulgação)

Com direção musical de Miguel Briamonte e coreografias de Vanessa Guillen,  “O Musical Mamonas” vai estar no palco do Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró, em curta temporada. Será entre 17, 18 e 19 de fevereiro de 2017, sexta e sábado (20h) e domingo (18h).

O musical trabalha o sucesso meteórico da banda Mamonas Assassinas. Traz também músicas de bandas que fizeram a cabeça dos cinco rapazes e marcaram a década de noventa, como Titãs, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Guns’n Roses, Rush e ainda reserva espaço para paródias e músicas originais compostas para o espetáculo O Musical Mamonas.

Sob a direção do premiado José Possi Neto, o musical apresenta a mesma irreverência e o mesmo escracho que Bento, Dinho, Júlio, Samuel e Sergio demonstravam dentro e fora dos palcos, representados pelos atores Ruy Brissac, Adriano Tunes, Yudi Tamashiro, Elcio Bonazzi e Arthur Ienzura, todos escolhidos em audições.

Ficha técnica

Local: Teatro Municipal Dix-Huit Rosado (Av. Rio Branco, S/N, Centro, Mossoró/RN)

Temporada: 17, 18 e 19 de fevereiro de 2017, sexta e sábado (20h) e domingo (18h)

Ingressos: R$ 70,00 (inteira) – Platéia | R$ 60,00 (inteira) Camarote | R$ 50,00 (Balcão)

Vendas on line: www.bilheteriadigital.com

Vendas física: Yes Idiomas – tel.: (84) 3314-1648

Duração: 120 minutos

Recomendação: 12 anos

Gênero: musical

Informações: (84) 3315-5046. Reservas e grupos: (84) 99414-0366.

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Categoria(s): Cultura
sexta-feira - 03/02/2017 - 23:59h

Pensando bem…

“Existem três tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem acontecer e as que perguntam o que aconteceu.”

John M. Richardson Jr.

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sexta-feira - 03/02/2017 - 23:38h
Governo Rosalba

Liderança a ser vista na Câmara Municipal

Até aqui, a bancada da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) não tem definição quanto à sua liderança na Câmara Municipal.

Favoritismo, por sua vasta experiência como deputada estadual e federal, para a vereadora Sandra Rosado (PSB).

Mas não é a única opção, que se diga.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 03/02/2017 - 22:54h
Recorde

RN tem um homicídio a cada três horas e meia em 2017

O Estado de São Paulo

A cada três horas e meia do mês passado, uma pessoa foi assassinada no Rio Grande do Norte. O número de homicídios, cuja maioria teve uma ou mais armas de fogo como instrumento causador, chegou a 208. No mesmo período do ano passado foram 147 assassinatos.

Rebelião em Alcaçuz concorre para que estatística chegue a número tão expressivo (Foto: UOL)

O aumento contabilizado pelo Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte (Obvio) chegou a 41,5%. A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) ainda não divulgou os números de homicídios em janeiro.

A morte de 26 presos na maior rebelião da história da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, engrossou a estatística. Mas não foi, entretanto, a maior causadora do aumento dos casos. A guerra do tráfico e a falta de estrutura da Segurança Pública são apontados por especialistas como principais causadores da escalda da violência no estado potiguar.

Saiba mais detalhes AQUI.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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