Meu caro, parabéns pelo Blog.
Aprecio quase tudo o que escreve. Entretanto, reclamar dos processos nega todos os principios de liberdade e comportamento republicano que você prega.
Soa até a tentativa de desqualificar o direito que todos temos de procurar nossos direitos no judiciário. Se você tem o direito de lançar sua opinião, os demais têm direito a reclamar.
Em todo caso, melhor você, que pelo menos assina o que diz. CF, art 5o: IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
Tales Saldanha – Webleitor
Nota do Blog – Meu caro Tales, obrigado por suas palavras elogiosas. Mas elas ficam em segundo plano em minha intervenção aqui embaixo.
Meu agradecimento sonoro é à sua opinião e avaliação em si sobre a enxurrada de processos contra mim, produzida pela patota inquilina do poder.
Parece que agias com premonição. O tema seria objeto de postagem minha nesta manhã. Mas seu comentário é melhor ainda para levantar a questão.
Não sou mártir, vítima ou herói nesse episódio. Tão-somente jornalista-cidadão.
Há 25 anos tenho o mesmo ofício, vivo dele, assino o que escrevo ou falo. Nunca uso pseudônimo, terceiros ou a camuflagem do anonimato.
Não sou contra o uso do Judiciário para tutela de um bem que, por ventura, eu possa ter vilipendiado. Esta página é plural, democrática, liberal e aberta ao debate. Maior prova dou agora, um pouco acima: seu próprio texto.
Eu não sou imparcial e neutro. Sou parcial e proativo. O Blog é imparcial e plural, porque feito por nós, numa dialética respeitosa, superior e formadora de uma necessária bolha crítica.
A pilha de processos tem interesses menores, escusos e até mesmo impublicáveis, sabes disso. Não lhe dou mais detalhes para não "entregar" minhas fontes. Preciso dos meus "arapongas" à coleta de mais "marmotas".
O que menos está em jogo é o direito ou garantias fundamentais. Os valores à mesa caberiam na Chicago dos anos 20.
Descobri a tempo a trama que visava me asfixiar, impedindo-me do elementar direito à defesa, em face da avalanche. Quando desencadearam o plano, eu já tinha minha "barricada" pronta. Depois vamos ao contra-ataque íntegro, sem uso de expedientes baixos.
Ano eleitoral, essa patota entra em pânico e quer impedir a qualquer preço a liberdade de imprensa e de expressão. Avança na intimidação.
Aposta que essa tática promova o medo. Em parte é verdade.
Parcela considerável da mídia fica com os ossos chacoalhando de temor; outra parte é formada por "capangas" que cumprem ordens e uma outra fica indiferente, pensando que não tem nada com isso.
Um dia essa matilha fará o mesmo à sua porta. Aí perceberás que todos somos afetados.
Quem quiser me processar, fique à vontade. É uma faculdade que respeito. Entendo ser algo legítimo e ninguém pode ficar à margem ou acima da lei.
Jornalista não é Deus, semideus ou coisa que o valha.
O que causa mais pânico nessa "gente", fugaz, não é minha opinião. É o fato de eu, você e tantos debatedores aqui, não pensarmos iguais. Não somos maria-vai-com-as-outras.
Pensar assusta aos mandarins, tiranetes, sobas dessa aldeia que ironicamente proclama a liberdade para sufocá-la, iradia o direito para suprimi-lo.

























